domingo, 15 de abril de 2018

Motoristas de Uber não são funcionários da empresa, afirma juiz dos EUA


Motoristas de Uber não são funcionários da empresa, afirma juiz dos EUAUm juiz da cidade de Filadélfia, nos Estados Unidos, determinou que motoristas de limusine, ou carros de alto padrão da Uber não são funcionários da companhia, mas sim trabalhadores autônomos. A decisão é a primeira feita na justiça em relação ao modo de trabalho do aplicativo de caronas.

De acordo com o juiz Michael Baylson, a Uber não tem controle suficiente sobre os motoristas do serviço de limusine, o UberBlack, e por isso a empresa não pode ser considerada uma empregadora sob a Lei Federal de Normas Trabalhistas.

Baylson ainda exemplifica afirmando que os motoristas escolhem seu horário de trabalho, envolvendo questões pessoais durante o expediente, como cochilar ou fumar, por exemplo.

A questão vem sendo discutida com bastante frequência nos últimos anos, pois a Uber coleciona processos de motoristas que afirmam que são funcionários e que têm direito a salário mínimo, horas extras e outras condições trabalhistas aplicadas no país.

Durante o acompanhamento dos processos, algumas divergências acabaram complicando a situação, visto que nos Estados Unidos as leis mudam de estado para estado, então, na Flórida, por exemplo, a lei não se aplica aos motoristas, enquanto na Califórnia e Nova York, sim.

A ação registrada na Filadélfia, apresentada em fevereiro de 2016, relata que a Uber não havia pagado o salário mínimo e horas extras dos motoristas, violando as leis trabalhistas do local. Os responsáveis pelo processo buscavam representar todos os motoristas da cidade para o UberBlack.

Fonte:Gadgets360 

Por Natalie Rosa | 13 de Abril de 2018 às 10h45

Wolverhampton faz a festa da subida à Premier League… no sofá

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Equipa treinada por Nuno Espírito Santo, onde jogam os também portugueses Rúben Neves, Roderick,Diogo Jota, Hélder Costa, Ivan Cavaleiro e Rúben Vinagre, assegurou o regresso ao principal campeonato inglês, este sábado, mesmo sem jogar.
O Wolverhampton assegurou o regresso à Premier League sem jogar. Os wolves, que recebem, no domingo, o Birmingham (e em caso de vitória serão imediatamente campeões da II liga inglesa), beneficiaram do empate caseiro do Fulham para começarem as celebrações da subida de divisão.
Desde 2011/12 que a equipa tentava o regresso à Premier League.
A equipa de Nuno Espírito Santo, que conta com os portugueses Roderick, Rúben Neves, Diogo Jota, Hélder Costa, Ivan Cavaleiro e Rúben Vinagre, assim como o central Willy Boly, emprestado pelo FC Porto, tem agora nove pontos de vantagem para o Cardiff, que ocupa o segundo lugar da tabela.
Este sábado, o Fulham, que não utilizou Rui Fonte, empatou com o Brentford (1-1), sendo terceiro classificado da II liga inglesa a dez pontos do Wolves, quando faltam três jogos para o campeonato da II Liga inglesa acabar.
O momento em que a equipa soube da subida.
DN / Isaura Almeida

Turista francês morreu após queda em percurso pedestre na Calheta

O homem estava com cinco familiares, incluindo a esposa e filhos
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Um turista com cerca de 70 anos morreu esta sábado depois de uma queda quando fazia o percurso pedestre das 25 Fontes, no concelho da Calheta, na Madeira, disse fonte dos bombeiros da localidade. De acordo com o comandante Jacinto Serrão, o homem terá caído de uma altura considerável e quando a equipa de resgate chegou ao local "já estava cadáver".
"Neste momento [19:10] estamos a transportá-lo para a estrada para o delegado de Saúde declarar o óbito", adiantou o responsável daquela corporação na zona oeste da ilha da Madeira.
Ainda referiu que o homem, de nacionalidade francesa, efetuava aquela "levada" (percurso pedestre na Madeira) na companhia de cinco familiares, incluindo a esposa e filhos.
Na operação de resgate, que demorou mais de quatro horas, estiveram envolvidos 20 elementos dos Bombeiros da Calheta, incluindo a equipa de resgate de montanha, mencionou.
No passado dia 01 de abril, um outro turista com cerca de 70 anos morreu ao cair de uma altura entre os 40 e os 50 metros nesta mesma levada, a do Rabaçal - 25 Fontes.
Esta Levada Rabaçal - 25 Fontes, com ramificações para a levada do Risco e para a Lagoa do Vento, é muito procurada por turistas e locais por 'serpentear' uma zona de vegetação, com manchas de Floresta Laurissilva classificada de Património Natural Mundial pela UNESCO, tendo no final uma lagoa alimentada por água de 25 nascentes.
O percurso, de nove quilómetros (ida e volta), é considerado fácil e desenvolve-se a 1.000 metros de altitude a partir do maior planalto da Madeira, o Paúl da Serra.
Levadas são aquedutos que 'serpenteiam' a zona interior da ilha da Madeira e que transportam água do norte para o sul, acompanhadas de esplanadas que servem de circulação pedestre.
Fonte: DN/Lusa
Foto: ARQUIVO GLOBAL IMAGENS

ARCOS DE VALDEVEZ | "Sem a rádio, parece que estamos num velório”

in https://www.publico.pt/2018/04/08/local/noticia/sem-a-radio-parece-que-estamos-num-velorio-1809429

Há uma semana que uma tempestade calou a Rádio Valdevez, que procura apoios para instalar um novo emissor.
TIAGO MENDES DIAS 8 de Abril de 2018, 8:00

FotoOlinda Gonçalves promete ajudar a rádio a reerguer o emissor destruído NELSON GARRIDO

Com a transmissão da Rádio Valdevez interrompida há uma semana, após a destruição do respectivo emissor durante uma trovoada, os ouvintes sentem a falta de uma companhia que, em alguns casos, se estendia por todo o dia. Sem prazo definido para retomar a emissão, a rádio já disponibilizou uma conta solidária e espera o apoio das comunidades emigrantes, de que é próxima, para recuperar o que se perdeu.

Dia após dia, a emissão da Rádio Valdevez propagava-se pela casa de Olinda Gonçalves, desde as 07h30 até à noite, com os acordes dos grupos de rancho folclórico e dos artistas populares - “aquelas músicas alegres”, diz - ou com as palavras dos locutores a marcarem a paisagem sonora do seu quotidiano. Com excepção das ocasiões em que ia à horta, os oito rádios portáteis que guarda entre paredes, permanentemente sintonizados em 96.4 ou 100.8 FM, asseguravam a companhia da rádio de sempre a qualquer hora, em qualquer divisão da sua residência, em Aguiã, cinco quilómetros a norte da vila dos Arcos de Valdevez.

Essa rotina esvaziou-se na sexta-feira 30 de março, quando se preparava para fazer o almoço. “Dava só um ruído de fundo. Tenho os rádios todos sintonizados. E, em todos eles, era o mesmo rrrrrrrr”, recorda ao PÚBLICO. A resposta para a quebra da emissão surgiu na tarde da passada terça-feira, através da página de Facebook da Rádio Valdevez: o centro emissor, instalado num alto da freguesia de Padroso fora destruído pela trovoada que se abatera sobre a zona.

“Penso que o raio ainda entrou na antena, e, depois, por baixo, pela porta. Um ou mais. Tudo o que estava lá de eléctrico queimou. A porta, em ferro, estava completamente rebentada, e a parede da estrutura dividida a meio”, descreve o presidente da associação Rádio Valdevez, Alberto Silva. A ausência, diz o também locutor da emissora fundada em 1987, cuja emissão se estende do Alto Minho ao Sul da Galiza, sente-se mais nas pessoas mais idosas, “mais habituadas a ouvir especialmente a manhã”, que ainda vivem um bocadinho do passado, da agricultura” nas povoações instaladas sobre o manto verde do Alto Minho.

Ouvinte desde o tempo em que morava em Lisboa, antes de se mudar definitivamente para os Arcos há cerca de sete anos, Olinda, de 58 anos, nota um ambiente mais pesado, quase de luto, junto de quem a rodeia, desde que deixou de escutar a música portuguesa transmitida pela manhã e os discos pedidos do início da noite, onde aproveitava, à semelhança de outros ouvintes para enviar cumprimentos para os familiares residentes em França, na Suíça e nos Estados Unidos. “A rádio é uma companhia, porque a gente não se sente sozinha. Sem a rádio, parece que estamos numa solidão, num velório. Anda tudo cabisbaixo. Ninguém fala, ninguém diz nada”, retrata.
FotoOlinda Gonçalves vive rodeada de receptores de rádio

O mesmo sentimento de falta invade o lar de Maria Dantas, na freguesia de Paçô, a três quilómetros do centro histórico dos Arcos, mas para Sul. A ouvinte, de 62 anos, sintoniza a Valdevez desde os seus primórdios, ainda como rádio pirata, e também olha para a rádio como uma companhia que se estendia de manhã à noite e a abandonou por tempo indeterminado. A televisão, diz, não é substituta à altura. “A gente vê um bocado de televisão, mas está habituada à rádio. A ouvir rádio, a gente pode fazer muitas coisas. A ver televisão, tem de estar ali parada”, explica.

Lá fora, os emigrantes tentam retribuir

Os prejuízos totais associados à destruição do emissor ascendem a cerca de 25 mil euros, revelou Alberto Silva. Apesar de não saber ainda quando a emissão em frequência modulada poderá ser retomada, o responsável admitiu já estarem em curso iniciativas de apoio à reconstrução, nomeadamente uma conta solidária divulgada através do Facebook oficial da Rádio Valdevez.

Da parte da Câmara, refere ainda Alberto Silva, o apoio é principalmente logístico, para facilitar a deslocação ao alto do Padroso, um “lugar de difícil acesso”. O autarca João Esteves disse ao PÚBLICO que, face às “restrições legais na ajuda aos órgãos de comunicação social”, a acção da Câmara vai cingir-se à logística e à “sensibilização da comunidade” para a importância da rádio, enquanto “elo de identidade local e “promotora das empresas e dos produtos locais”.

Uma parte significativa do apoio pode, contudo, provir das comunidades arcuenses que residem no estrangeiro. Perante um número de emigrantes que, segundo o presidente da Câmara, pode ultrapassar a população do concelho – 22.847 habitantes (Censos 2011) – e se reparte por França, Suíça, Luxemburgo, Canadá, Estados Unidos, Venezuela e no Brasil, a Rádio Valdevez desloca-se sete ou oito vezes por ano ao exterior para estar junto desses ouvintes, disse Alberto Silva. “Transmitimos em directo as festas das comunidades, eventos de folclore, festas de variedades. Os emigrantes ouvem as suas mensagens serem transmitidas para a sua terra e ficam logo contentes”, explica.

O responsável adiantou que o Clássico Arcos de Bordéus, associação presidida pelo arcuense Alexandre Dias, já se prontificou a realizar, em Junho, uma festa de angariação de fundos. Para conseguir mais ajudas, a Rádio Valdevez está ainda a tentar “estabelecer contacto com outras associações de emigrantes espalhadas por vários pontos do planeta”, disse.

Um dos ouvintes fiéis fora de Portugal é Carlos Antunes, emigrante na Suíça desde 1987. Apesar de continuar a ouvir a rádio que o acompanha há cerca de 20 anos, pela Internet, o arcuense, de 54 anos, que reside em Moudon, uma povoação com pouco mais de 6.000 habitantes - 120 com origem no concelho do Alto Minho – diz ao PÚBLICO que vai contribuir para a reconstrução do emissor, até porque costuma acolher a Rádio Valdevez duas a três vezes por ano em terras suíças.

De volta aos Arcos, Olinda Gonçalves compromete-se a doar todo o material de construção necessário para resolver o problema – “areia, cimento, tijolos” – e espera que haja mais ajudas à Rádio Valdevez: “Nós, ouvintes, somos uma família. Pedia a todos que ajudassem para terem a rádio de volta o mais rapidamente possível. O pouquinho, no final, é muito”.

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Ouvir também uma radiografia da radio in: https://www.rtp.pt/play/p266/o-amor-e-fim-de-semana

Alta resolução: vimos um buraco negro expelindo jatos a 230 milhões de anos-luz


Posted: 14 Apr 2018 03:00 AM PDT
Pela segunda vez na história, astrônomos conseguiram capturar uma imagem de um jato de plasma sendo expelido de um buraco negro supermassivo
 

Festas em Honra de São Marcos




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Entre quem é: Epur, Shiko e os sons do Algarve

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Fugas
  Sandra Silva Costa  
Há uma notícia saborosa para quem está em Lisboa. Vincent Farges, o cheffrancês que esteve vários anos à frente da cozinha da Fortaleza do Guincho, está de volta. Saiu de Cascais, andou por Barbados e agora instalou-se no Largo da Academia Nacional de Belas Artes, num espaço luminoso com uma vista extraordinária. O restaurante chama-se Epur e traz um Vincent concentrado “no essencial”: o chef promete uma “elevação sensorial” que passa por todos os sentidos. A Alexandra Prado Coelho (quem mais?) já lá foi e explica-nos a filosofia do Epur em cinco palavras.
Para arrumarmos já os assuntos da mesa (ou talvez não…), outra boa notícia para quem vive no Porto. O Shiko, irmão mais novo da Shika, uma mini-roulotte com comida de rua montada num triciclo motorizado, instalou-se na zona da Batalha, mesmo em frente ao palacete onde em tempos funcionaram o Governo Civil e o comando da Polícia de Segurança Pública. Não é mais um restaurante de sushi: tem, sim, um conceito mais despretensioso e básico, à imagem das pequenas tascas japonesas, e “é mesmo fixe”, revela-nos o José Augusto Moreira.Há peixinhos da horta à japonesa, kimchi de peixe, panko frito, panqueca com bacon e marisco, beringela frita e outras delícias convidativas. Vamos?
Ou vamos antes a Montalegre, na companhia da Renata Monteiro? Ela estreou-se por lá e voltou feliz da vida, entre histórias de bruxas, aldeias comunitárias e montes nevados. E, claro, depois há a comida: cabrito das serras assado no forno, leitão bísaro, posta barrosã, omelete de chouriça… E mais não se diz, para não estragar a surpresa. Entre quem é!
Fica ainda a faltar falar de Carlos Norton, o protagonista da semana, que há vários anos anda a recolher o património sonoro do Algarve. Dos ritmos do mar ao afã das cidades. O que nasceu para matar saudades de casa pretende agora registar a evolução de toda uma região. O projecto que "nunca vai acabar" já soma três mil minutos, captados em 200 locais diferentes. No fim-de-semana da Páscoa, a Mara Gonçalves, também ela algarvia, andou à caça de sons na praia do Burgau.
É também som que nos traz o André Vieira, embora de outra natureza.Ele foi à festa de inauguração do Barracuda, um Clube de Roque (assim mesmo) que abriu no Porto, na Rua da Madeira. Não é preciso explicar muito mais, pois não? É seguir para aqui e ouvir o disco completo.
Para o fim, uma sugestão de leitura mais longa. Já ouviu falar do istmo da Curlândia? É uma língua de 98 quilómetros, uma parte dos quais no enclave russo de Kaliningrado, que aos poucos revela dunas, praias solitárias, lugares tão inspiradores e tão desconcertantes como o Vale do Silêncio e o Vale da Morte, de uma beleza que facilmente seduziu Thomas Mann. O Sousa Ribeiro partiu de Klaipeda, na Lituânia, para desvendar alguns dos seus segredos.
Hoje fico-me por aqui, mas volto para a semana, à mesma hora, com mais sugestões para o seu fim-de-semana. Boas viagens!