quinta-feira, 29 de agosto de 2019

Oeste | TORRES VEDRAS NA VANGUARDA DOS “CONCELHOS LED” DO PAÍS

O sistema de iluminação pública do concelho de Torres Vedras está a ser alterado, com a substituição das lâmpadas de sódio por lâmpadas LED, o que irá levar à melhoria da eficiência energética nos equipamentos de iluminação pública.

Até ao final de outubro serão instaladas cerca de 17.086 lâmpadas LED, o que significa que mais de metade da iluminação pública do Concelho será feita através destas lâmpadas. Até ao momento, cerca de 15% deste total já foi implementado.

A medida insere-se no projeto "OesteLED ESE", que irá levar a uma poupança de, pelo menos, 58% relativamente ao consumo de energia que se regista, atualmente, no concelho de Torres Vedras. Ao longo de 12 anos, estima-se uma poupança de cerca de 4,7 milhões de euros com a instalação desta tecnologia.

Sublinhe-se que o projeto da OesteCIM - Comunidade Intermunicipal do Oeste pretende alcançar uma poupança de 3,4 milhões de euros por ano na fatura energética dos doze municípios da região, ao proceder à substituição das lâmpadas atualmente utilizadas por lâmpadas LED.

Proença-a-Nova | Mó é a primeira aldeia do concelho a reconverter áreas florestais em agrícolas


A aldeia de Mó, pertencente à União de Freguesias de Sobreira Formosa e Alvito da Beira, é a primeira localidade do concelho de Proença-a-Nova a beneficiar do apoio municipal para reconversão de áreas florestais em áreas agrícolas nas faixas de gestão de combustível em redor do aglomerado populacional. Na prática, todos os proprietários de terrenos localizados dentro dos cem metros da faixa de gestão onde ainda havia floresta uniram-se e agora o Município irá mobilizar o solo e disponibilizar as árvores e arbustos que melhor se adequem às características da região. 

Este apoio diferenciador foi apresentado pelo presidente da Câmara Municipal no início do ano nas 16 sessões de sensibilização sobre proteção da floresta e defesa de pessoas e bens que foram desenvolvidas em vários pontos do concelho, tendo o respetivo projeto de regulamento sido publicado em Diário da República a 26 de junho. “Já é bem visível no território o esforço dos privados em manterem limpos os terrenos nestas faixas de gestão de combustível, também por força do que está definido na lei. O principal objetivo desta iniciativa é incentivar, por um lado, uma gestão conjunta do território, a única solução para a nossa floresta, e, por outro, permitir que os proprietários continuem a tirar alguma rentabilidade dos seus terrenos”, considera João Lobo. “Nesse sentido contamos com o apoio do Centro Ciência Viva da Floresta e de instituições suas parceiras que definirão, em cada uma das aldeias que aderirem a este projeto, as espécies que têm melhores condições de desenvolvimento”. 

Nesta fase já foi feito o levantamento em ortofotomapa das parcelas existentes nos cem metros da faixa de gestão de combustível da Mó, com a identificação de todos os proprietários, a maior parte deles não residentes na aldeia. Os promotores deste projeto salientam, como aspeto positivo, o facto de se terem estabelecido contactos com os “filhos da terra” que foram perdendo ligação à aldeia e que, desta forma, ficaram a conhecer os limites dos seus terrenos, para além de se estreitarem laços afetivos. Para outubro, está prevista a preparação dos solos e até 30 de março serão plantadas as árvores que criarão as novas áreas agrícolas e que contribuirão para a proteção da aldeia, completamente envolvida por pinhais resultado da regeneração do incêndio de 2003. 

A salvaguarda da aldeia foi precisamente um dos principais motivos que levou a Mó a aderir a este apoio Municipal. Qualquer outra aldeia do concelho poderá solicitar o mesmo apoio, cumprindo o definido no Regulamento de Apoio à Reconversão de Áreas Florestais em Áreas Agrícolas nas Faixas de Gestão de Combustível em redor dos Aglomerados Populacionais. “Neste momento temos uma outra localidade em que já há a concordância de todos os proprietários e em breve será feito o levantamento pelos técnicos do Município e a minha expetativa é que outras aldeias equacionem a adesão a este projeto, até para que tenhamos massa crítica para o tornar um exemplo de boas práticas a nível nacional a que associaremos, no devido tempo, outras valências para a rentabilidade económica da terra”, conclui João Lobo.

Politica | Costa rejeita futura coligação de Governo com parceiros de esquerda


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NAM
O primeiro-ministro, António Costa, esta noite, em entrevista à TVI, rejeitou a possibilidade de vir a formar uma coligação de Governo com os atuais parceiros de esquerda, considerando que tal solução teria sido "mais instável" e "absolutamente impossível".

"Para haver um Governo é fundamental que seja coeso e tenha condições para governar. Estou convencido que, se tivéssemos feito uma coligação formal com ministros do PEV, do PCP, do BE e do PS, a solução teria sido menos estável do que a que tivemos", afirmou António Costa em entrevista à TVI e TVI 24.

O também secretário-geral do PS considerou mesmo que uma coligação formal de Governo com esses partidos seria "absolutamente impossível" porque implicaria uma "violentação de linhas identitárias" de cada força política.

Numa entrevista que se estendeu por quase 110 minutos, e incluiu perguntas de representantes selecionados da sociedade civil e também de quatro jornalistas da estação, Costa disse não ter dúvidas de que os portugueses "não gostam de maiorias absolutas" e, sem nunca a pedir, procurou desmontar os receios desse cenário governativo, invocando a sua experiência na Câmara Municipal de Lisboa e os "crescentes mecanismos de controlo" da democracia portuguesa.

"Nunca colocarei aos portugueses a chantagem de dizer `ou me dão maioria ou não governo`", assegurou.

Sobre as recentes críticas ao BE na entrevista que deu ao semanário Expresso, António Costa não as repetiu nem comentou diretamente, mas declarou "não se rever" nas acusações de arrogância que lhe foram feitas na resposta por esse partido.

"Não podemos viver num debate político em que todos podem criticar o PS e quando o PS diz alguma coisa sobre propostas dos outros `aqui-d`el-rei`", afirmou, recordando que foi ele quem disse há quatro anos ser necessário acabar com o conceito de arco da governação que apenas incluía PS, PSD e CDS-PP e fazendo uma "avaliação muito positiva" do trabalho da última legislativa.

O primeiro-ministro comprometeu-se a não cortar nos rendimentos dos portugueses nem a aumentar impostos em caso de nova crise económica e manifestou-se convicto de que o país está "mais preparado" para a enfrentar pelo défice equilibrado e pela trajetória descendente da dívida.

O primeiro-ministro nunca respondeu se, em caso de crise, estaria disposto a deixar aumentar o défice, mas assegurou que o cenário macroeconómico que consta do programa eleitoral do PS "é conservador".

"Temos de manter a estabilidade que conseguimos nesta legislatura, nunca dando o passo maior que a perna para não nos colocarmos em situação de risco", afirmou.

António Costa não se quis comprometer com uma meta para o aumento do salário mínimo na próxima legislatura, mas defendeu que, se vencer as eleições, esse tema seja definido logo no início da legislatura em sede de concertação social.
Lusa

Saúde | Cancro na próstata está a aumentar, alerta especialista

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O responsável clínico pelo Instituto da Próstata alerta para o aumento da frequência dos casos de cancro da próstata em Portugal e insiste na necessidade de rastreios anuais para aquela que é a segunda causa de morte oncológica.

“O número de doentes com cancro na próstata tem aumentado nos últimos anos. Isto acontece porque estamos a diagnosticar mais casos, mas também porque está a ocorrer um aumento da frequência da doença”, disse à agência Lusa José Santos Dias.
O urologista lembra que o tumor da próstata é um dos mais frequentes no homem nos países industrializados e que é a segunda causa de morte oncológica.
“Felizmente, cada vez mais homens procuram ajuda e o diagnóstico, mas ainda temos muitos doentes, menos do que no passado, que quando fazem o diagnóstico já estão numa fase avançada e a doença já avançou mais do que devia e já não é eliminável”, afirmou.
O especialista frisa que, a partir dos 45/50 anos, os homens devem fazer uma avaliação do PSA (antigénio prostático específico) e o toque retal, mas lamenta que tal não aconteça sempre e diz que há “doentes novos com tumores na próstata que, por não terem feito este rastreio anual, perderam a possibilidade de eliminar a doença”.
“Nós cada vez temos tratamentos mais eficazes e menos agressivos, que permitem que o doente, apesar deste diagnóstico, possa viver muitos anos sem queixas do tumor, desde que ele seja diagnosticado precocemente, o que infelizmente continua a não acontecer em muitos casos”, recorda.
Sobre os dois exames usados para o rastreio – toque retal e análise sanguínea ao PSA - Santos Dias diz que o importante é não fugir ao diagnóstico.
“Mais vale fazer só o PSA do que não fazer nada (…), mas há alguns casos de tumores que não são diagnosticados ainda com o PSA, só com outros exames, pois ou são muito localizados ou muito diferenciados e não produzem PSA. Daí ser recomendado fazer as duas avaliações”, aconselha.
O médico recorda que o cancro da próstata “não dá muitas queixas” e que a maior parte delas “são provocadas pelo aumento benigno”: "Quando este cancro dá sintomas já está numa fase avançada”.
“As queixas urinárias como a dificuldade em urinar, o acordar mais vezes de noite para urinar, ter vontade súbita de urinar, ter sangue na urina ou demorar muito tempo a urinar, tudo deve ser avaliado. Mas não quer dizer que essas queixas sejam por causa de cancro na próstata”, afirmou.
“Também não quer dizer que por não ter essas queixas que está livre de poder ter tumor da próstata”, acrescentou o especialista, sublinhando que o importante é falar da doença e alertar para a importância do rastreio.
Para alertar para a necessidade de rastreio de um tumor que se for diagnosticado cedo por ser eliminado, o Instituto da Próstata, em conjunto com a Associação Portuguesa de Doentes da Próstata (APDP), promove no dia 07 de setembro a P-Race – Corrida da Próstata, no Parque Eduardo VII, em Lisboa.
As verbas conseguidas revertem a favor da APDP e servirão igualmente para apoiar a investigação sobre este cancro.
A iniciativa conta com o apoio de figuras públicas como o selecionador nacional de futebol, Fernando Santos, o ator Joaquim de Almeida, o antigo jogador de futebol do Benfica Humberto Coelho e o atleta paralímpico Jorge Pina, entre outros.
“Servirá para ajudar a passar a mensagem que é necessário fazer a avaliação que poder salvar vidas e melhorar a qualidade de vida, assim como para divulgar a doença e a existência de tratamentos eficazes e seguros, e sem grandes efeitos secundários, que podem evitar a morte”, disse o responsável, lembrando que os estudos provaram já que o exercício físico ajuda a reduzir a progressão da doença e a mortalidade neste tipo de cancro.
O cancro na próstata é responsável por cerca de 5.000 a 6.000 novos casos por ano em Portugal, causando cerca de 1.800 mortes/ano.
Lusa

Mundo | Boris Johnson pediu suspensão do Parlamento até 14 de Outubro. Rainha aprovou o pedido

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O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, pediu hoje que o Parlamento fosse suspenso durante a segunda semana de setembro e até 14 de outubro, duas semanas antes da data prevista para o ‘Brexit’, a 31 de outubro. A Rainha de Inglaterra aprovou o pedido.
“Os deputados terão muito tempo para debater”, disse Johnson numa declaração transmitida pela televisão Sky.
A medida já tinha sido avançada por alguns ‘media’ britânicos, provocando uma queda da libra esterlina e críticas da oposição como uma forma de impedir os deputados de travarem uma saída do Reino Unido da União Europeia sem acordo.
A Rainha de Inglaterra ordenou esta tarde que que a suspensão do Parlamento tenha início entre 9 a 12 de setembro e se mantenha até ao dia 14 de outubro, para o “despacho de diversos assuntos urgentes e importantes”.
A 14 de outubro retomam os trabalhos do Parlamento com o tradicional discurso da Rainha Isabel II, com o programa do Governo britânico.
O Conselho Privado da chefe de Estado do Reino Unido anunciou num comunicado que as duas câmaras parlamentares são suspensas “não antes de segunda-feira 9 de setembro e não após quinta-feira 12 de setembro” e até 14 de outubro.
A aprovação do pedido era esperada pela maioria dos analistas, dado o papel neutral que a monarca sempre tem tido, baseando os seus pronunciamentos no critério pelo primeiro-ministro em funções.
O primeiro-ministro britânico pediu hoje à rainha que autorizasse uma suspensão de cinco semanas do Parlamento até 14 de outubro, duas semanas antes da data prevista para o ‘Brexit’ (31 de outubro).
A medida foi fortemente criticada pela oposição, que vê nela uma tentativa de limitar significativamente o tempo para os deputados apresentarem medidas para impedir uma saída do Reino Unido da União Europeia (UE) sem acordo.
Madremedia

Região Centro | Anadia volta acolher Portugal Wine Trophy

O vice-presidente da Câmara Municipal de Anadia, Jorge Sampaio, integrou o júri do concurso de vinhos “Asia Wine Trophy” que decorreu, entre os dias 18 e 21 de Agosto, na cidade de Daejeon, na Coreia do Sul. Na ocasião, o autarca fez a apresentação do “Portugal Wine Trophy” que decorrerá, pelo quinto ano consecutivo, no Museu do Vinho Bairrada, em Anadia, de 23 a 26 de Abril de 2020.
De referir que este é o maior concurso de vinhos realizado em todo o mundo, contando, no somatório dos quatro momentos distintos, dois em Berlim (fevereiro e julho), um em Anadia (abril) e em Daejeon (agosto) com mais de 17.000 vinhos. De recordar que, na edição de 2019, realizada em Anadia, uma câmara de provadores, composta por 60 pessoas, avaliou 2200 vinhos oriundos dos quatro cantos do mundo.
Jorge Sampaio sublinha a importância deste concurso para os vinhos nacionais e, em particular, para os da Bairrada. “Tem sido uma grande mais-valia, não só para os nossos vinhos”, mas também “para a promoção de toda a região”, afirmou, tendo realçado o facto de o júri deste concurso mundial ser composto, na sua maioria, por sommeliers, enólogos, jornalistas da especialidade e importadores de vários pontos do mundo, o que, por si só, garante uma grande mediatização da Bairrada, a vários níveis.
Por outro lado, o autarca destaca o facto de todos os produtores/engarrafadores da Bairrada terem acesso gratuito ao concurso, devido a um protocolo estabelecido entre o Município de Anadia e a organização que garante a sua participação sem custos. Frisou ainda o número de medalhas arrecadadas pelos vinhos portugueses nos vários momentos do concurso, nomeadamente Berlim, Daejeon e Anadia. “Estes prémios são sinónimo de que os nossos vinhos revelam uma grande qualidade”, afirmou, acrescentando que o balanço até ao momento “é mais do que positivo”.
Presidente do Município de Daejeon visita Anadia
A convite do presidente do Município de DaejeonJorge Sampaio participou ainda na cerimónia de inauguração da Daejeon International Wine Festival que, sendo uma das maiores feiras de vinhos da Ásia, decorreu naquela cidade coreana, entre 23 e 25 de agosto, e, na qual, pode observar, com enorme agrado, que os dois espumantes escolhidos para este ato de abertura, e servidos a todos os convidados, eram oriundos do nosso país, mais especificamente da Bairrada.
O autarca anadiense aproveitou o momento para estabelecer contactos com o presidente da Câmara Municipal de Daejeon, com o intuito de desenvolver projetos futuros que envolvam as duas cidades, no âmbito do setor vitivinícola, bem como outro tipo de ligações comerciais, envolvendo, nomeadamente os produtores/engarrafadores da Bairrada.
No final, deixou um convite oficial para que visite Anadia, no próximo ano, no decorrer da edição do “Portugal Wine Trophy”, o qual foi prontamente aceite.

Abate de sobreiros por causa das barragens do Alto Tâmega criticado pela Quercus

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O Governo declarou a “imprescindível utilidade pública” da construção das barragens do Alto Tâmega, viabilizando o abate de 1.145 sobreiros nas áreas que serão inundadas, uma medida criticada hoje pela associação ambientalista Quercus.
“É lamentável”, afirmou hoje à agência Lusa João Branco, da Quercus.
O Governo declarou a “imprescindível utilidade pública” da construção de Daivões e Alto Tâmega, duas das três barragens que compõem o Sistema Eletroprodutor do Tâmega, e autorizou a Iberdrola a proceder ao abate dos sobreiros.
A elétrica espanhola solicitou o abate de 444 sobreiros adultos e 701 jovens em cerca de 15,07 hectares de povoamento daquela espécie, localizados nas áreas inundáveis das barragens de Daivões e Alto Tâmega.
João Branco disse que, desde o início, já se “sabia que estes sobreiros teriam de ser abatidos, uma vez que ficam na área inundada”, no entanto frisou que se trata de uma “grande perda ambiental e económica para a região”.
O ambientalista teme que o número revelado “seja uma estimativa por baixo e que deve haver muitos mais sobreiros juvenis que não estão a ser contabilizados”.
Referiu ainda que o “sobreiro está em franca regressão no país”, que está “mesmo com graves problemas de produtividade e fitossanitários”, e que, pelo país, “há vastas áreas onde o sobreiro está a morrer”.
“E é lamentável que, no Alto Tâmega, onde o sobreiro é uma espécie importante e onde há uma das melhores manchas do Norte do país, seja sacrificado este número considerável de sobreiros”, frisou.
Em despacho publicado na terça-feira, no Diário da República, o Governo lembrou que o Sistema Eletroprodutor do Tâmega “foi sujeito a procedimento de Avaliação de Impacto Ambiental, tendo sido emitida Declaração de Impacto Ambiental (DIA) favorável condicionada”.
Acrescentou ainda que a “Agência Portuguesa do Ambiente emitiu parecer favorável ao Relatório de Conformidade Ambiental do Projeto de Execução (RECAPE) e, no que se refere ao corte de sobreiros, não identificou aspetos que obstem ao início da obra, devendo a área de compensação sofrer uma majoração de 20%”.
Lusa / Madremedia