sexta-feira, 26 de julho de 2019

Saúde | Está na rua uma ação de verão para recolha de sangue

Decorre de norte a sul do País, numa altura que tende a ser crítica para o stock nacional.

Sofia Robert
O Instituto Português do Sangue e da Transplantação (IPST) está a desenvolver uma ação de verão para recolha de sangue. Decorre em todo o País, numa altura que por vezes é problemática para os stocks nacionais de sangue. Isto porque, no verão, as doações de sangue costumam diminuir bastante.

À NiT, o IPST explica que as férias afastam os dadores frequentes dos locais de doação. Uma situação que ocorre precisamente na altura em que há uma maior necessidade de sangue, já que há um aumento dos acidentes.

Em Portugal, há cerca de 210 mil dadores, dos quais 14% são jovens entre os 18 e os 25 anos. No País são necessárias, em média, mil unidades de sangue diárias para tratamento de doentes. Para ser dador é necessário ser uma pessoa saudável, ter mais de 18 anos e pesar mais de 50 quilos.

Para ir ao encontro dos veraneantes, muitas das ações decorrem em praias ou centros comerciais. É o caso do parque exterior do centro comercial MAR Shopping Matosinhos que acolhe na quinta-feira, 1 de agosto, entre as 14 e as 19 horas, uma ação de recolha de sangue do IPST.

Outra das várias sessões que vão decorrer no País, acontece em Lisboa, mais propriamente na Estação do Oriente, de 24 a 26 de julho, entre as 15 e as 20 horas. Já em Albufeira, local onde muitos portugueses escolhem passar o verão, o IPST vai estar presente no Continente Modelo Albufeira entre os dias 8 e 10 de agosto, das 15 às 20 horas.

O calendário com todas as ações pode ser consultado no site do Instituto Português do Sangue e da Transplantação.

Fonte: nit.pt


Castelo de Paiva | DIA DOS AVÓS ASSINALADO HOJE EM PEDORIDO SOB ORGANIZAÇÃO DA ARPIP


INICIATIVA DO “PROJECTO MICAS” FOI ORGANIZADA PELA ARPIP

No âmbito do Projecto “ MICAS “, a Rede Social de Castelo de Paiva sinalizou hoje em Pedorido, o Dia dos Avós, com uma iniciativa organizada pela ARPIP – Associação de Reformados Pensionistas e Idosos de Pedorido, que juntou os utentes de várias instituições do concelho, numa jornada de salutar convivialidade e muita animação.

Para além da ARPIP, presidida por Luís Costa, que foi a entidade anfitriã, participaram na iniciativa, a Santa Casa da Misericórdia de Castelo de Paiva, o Centro Social de Real, o Centro Social de Santa Maria de Sardoura, o Centro Social do Couto Mineiro do Pejão e o Centro Cívico “ Viver S. Martinho “.

Sob o lema da partilha e da solidariedade, o programa da jornada contemplou uma missa na Igreja de Pedorido, celebrada pelo Reverendo Padre Arlindo Rafael, um almoço de confraternização numa esplanada junto ao Rio Arda, bem como apresentações por parte das instituições presentes, com o resto da tarde a ser reservado para as cantigas e danças, bem como um lanche convívio com partilha de bolo entre os participantes, destacando-se a entrega de certificados e lembranças às instituições presentes, entre outras actividades lúdicas e recreativas.

Na sua intervenção, o presidente da ARPIP, Luís Costa, evidenciou a sua satisfação por voltar a organizar esta iniciativa, agradeceu a presença de todas as instituições e congratulou-se com o entusiasmo que todas demonstraram nesta participação, assinalando um dia tão especial, ao mesmo tempo que, o vereador do Pelouro da Acção Social, José Manuel Carvalho, mostrou-se agradado com o ambiente de alegria e confraternização que foi possível criar para assinalar este dia dedicado aos avós, ao mesmo tempo que a todos deixou uma mensagem de esperança e o reconhecimento às IPSS de Castelo de Paiva pelo louvável trabalho que têm vindo a desenvolver para que os idosos e os seus utentes tenham uma vida mais preenchida mais dinâmica e mais alegre, no convívio e no contacto entre todos, permitindo uma vivência mais sadia e um convívio salutar entre todos.

O responsável municipal referiu ainda, que celebrar o Dia dos Avós significa comemorar a experiencia da vida, reconhecer o valor da sabedoria adquirida, não apenas nos livros, nem nas escolas, mas essencialmente no convívio com as pessoas e com a própria natureza, daí enaltecer o gosto por ser possível, uma vez mais, promover este convívio com os utentes das IPSS do concelho, num ambiente de grande alegria e confraternização.

Carlos Oliveira

Proença-a-Nova | Novas ações de sensibilização no Mercado Municipal nos dias 8 e 22 de agosto

O Município de Proença-a-Nova dinamizou esta quinta-feira, 25 de julho, a primeira de três ações de sensibilização junto dos clientes do Mercado Municipal para que reduzam a utilização de sacos de plástico e reutilizem sacos produzidos noutros materiais, como o de pano que foi oferecido. Na porta principal deste espaço estava, literalmente, montado um estendal, com a ajuda de um stand ambulante, pintado de verde e amarelo, que suscitava interesse e motivava o início da conversa sobre a importância de reutilizar sacos e reduzir o uso do plástico para “um planeta com futuro”. No folheto distribuído, davam-se igualmente importantes dicas que cada um pode seguir para um presente mais sustentável, por exemplo a compra de produtos a granel, da época e da região, a reciclagem correta de produtos ou até a participação em brigadas de limpeza para a recolha de resíduos deixados na natureza. 

João Lobo, presidente da Câmara Municipal de Proença-a-Nova, considera importante repensar as atuais tendências de consumo, não só reduzindo o consumo de plástico, mas introduzindo o conceito de economia circular para que os resíduos de uns se tornem matérias-primas de outros. “A utilização dos recursos até à sua extinção fazia parte da vivência dos nossos avós, em que a reutilização do vestuário, a compostagem com estrume e a dificuldade em aceder a determinados recursos se traduziu numa economia que ela própria tinha o conceito de circularidade sem ao tempo serem exploradas estas formas de pensamento”, refere. Na sua perspetiva, cuidar do planeta é responsabilidade individual que se traduz em ações concretas no dia-a-dia. “Se os clientes que hoje receberam os sacos de pano os voltarem a trazer das próximas vezes que vierem ao Mercado Municipal, já estão a fazer a sua parte. Se a isso se juntarem outras atitudes, certamente que o impacto será bem maior”. 

O Centro Ciência Viva da Floresta participou nestas ações de sensibilização, tendo apresentado a atividade “Jardim das Aromáticas”. Os participantes foram convidados a construir um pequeno vaso a partir de garrafas de plástico e sistema de irrigação feito com tiras de algodão, colocando depois uma das sementes disponíveis: salsa, coentros ou calêndulas. As crianças do pré-escolar, que visitaram o Mercado Municipal, acabaram por participar nesta atividade, aprendendo a reutilizar. Nas próximas ações, agendadas para dia 8 e dia 22 de agosto, as propostas a desenvolver são o Minhocário (fazer um vermicompostor doméstico a partir de garrafões PET usados) e as Velas Ecológicas (a partir de óleos alimentares usados e latas de refrigerante serão fabricadas velas aromatizadas com óleos essenciais). 

Estas iniciativas surgem como complemento à candidatura que o Município realizou ao programa “Logística descarbonizada e economia circular para mercados tradicionais de frescos”, apoiada pelo Fundo Ambiental, do Ministério do Ambiente e Transição Energética, no âmbito da qual já foram realizadas outras ações de sensibilização.

Proença-a-Nova | Centro Ciência Viva da Floresta apresenta “Cogumelos em Selos”



São mais de 2.500 os selos de diferentes cogumelos de dezenas de países e mais de 750 as peças filatélicas, entre blocos, folhas de selos, cartas circuladas e não circuladas, cartas com blocos, cartas com carimbos de cogumelos, postais, bilhetes postais e postais máximos que compõem o singular espólio de Cândido Henriques que se encontra em exposição no Centro Ciência Viva da Floresta. Com entrada gratuita, a mostra “Cogumelos em Selos” é resultado da paixão de Cândido Henriques por filatelia, sobretudo de Portugal, e mais especificamente sobre selos com a temática dos cogumelos, tendo atualmente uma importante coleção temática de âmbito internacional. 

Licenciado em Engenharia Agronómica - ramo florestal e Mestre em Engenharia Agronómica - Fruticultura e Viticultura, Cândido Henriques é atualmente doutorando em Ciências Agronómicas e Florestais na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro e exerce as funções de Técnico da RefCast - Associação Portuguesa da Castanha. Foi ainda Oficial Fuzileiro da Marinha de Guerra Portuguesa, de 2005 a 2012, tendo sido agraciado com quatro Louvores. 

O Centro Ciência Viva da Floresta tem dinamizado diversas iniciativas no âmbito da micologia, nomeadamente os passeios micológicos de primavera e de outono, já agendada para 3 de novembro, as oficinas dedicadas à produção caseira de cogumelos ou a edição de um livro, em parceria com José Luís Gravito Henriques, sobre “Cogumelos Silvestres de Portugal de Interesse em Conhecer”, à venda na loja online do Centro. A exposição “Cogumelos em Selos” poderá ser apreciada até dia 30 de setembro.

Moçambique | Empresas Públicas em Moçambique custam 430 milhões de Dólares ao Orçamento do Estado


Foto de Adérito Caldeira
O ministro da Indústria e Comércio, Ragendra de Sousa, revelou que as Empresas Públicas pesam todos os anos no Orçamento de Estado “430 milhões de Dólares ano, em subsídios, garantias, etc”. É tanto quanto foi alocado para todo o sector de Saúde em 2019.

Falando esta segunda-feira (22) em Maputo, durante o Seminário sobre os desafios do sector industrial moçambicano e medidas para a sua alavancagem, o ministro Ragendra de Sousa revelou que as Empresas Públicas e Empresas Participadas pelo Estado pesam “no Orçamento de Estado 430 milhões de Dólares ano, em subsídios, garantias, etc, há vários anos”.

O governante fez esta revelação para anunciar que “no próximo ano tudo faremos para que outras Empresas Públicas também abram o capital para a participação do sector privado, olhando para eficiência orçamental”. Este custo do Sector Empresarial do Estado é tanto quando o Governo de Filipe Nyusi inscreveu no Orçamento do Estado de 2019 para gastar com a Saúde dos moçambicanos.

O @Verdade apurou que este anuncio do ministro da Indústria e Comércio não passa de retórica pois um dos pressupostos iniciais para a cotação de uma empresa na Bolsa de Valores de Moçambique (BVM) é que que seja uma Sociedade Anónima, aconteceu que grande parte do chamado Sector Empresarial do Estado está longe desse patamar e não tem dados passos nesse sentido.

Aliás embora o ministro Ragendra de Sousa tenha apontado a Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB) como o exemplo do desejo do Executivo cotar outras empresas na BVM na verdade a HCB nunca foi uma empresa pública ou estatal.

Fonte: Jornal A Verdade, Moçambique

Moçambique | Actualização da Lei do Mar custa 29,9 milhões de Meticais

A Assembleia da República (AR) aprovou “por consenso” nesta quinta-feira (23) a actualização da Lei do Mar face aos desenvolvimentos nacionais e internacionais. O novo dispositivo legal vai custar 29,9 milhões de Meticais.
A Lei do Mar em Moçambique, que possui uma das maiores costas marítimas do mundo, que remonta a 1996.
Dentre várias inovações apresentadas à plenária da AR pelo ministro do Mar, Águas Interiores e Pescas, Agostinho Mondlane, destacam-se “o poder de jurisdição sobre a conservação e gestão de recursos vivos e não vivos na zona económica exclusiva; a criação do Conselho Nacional do Mar e de um mecanismo para o financiamento de políticas públicas sobre a administração do mar e de actividades de fiscalização; a criação da Comissão Permanente de Investigação de Acidentes e Incidentes Marítimos; a criação do Centro de Coordenação de Operações de Fiscalização Marítima; e a previsão de crimes marítimos e definição da respectiva jurisdição pelos tribunais marítimos criados pela Lei nº 5/96 de 4 de Janeiro”.
A criação do Centro de Coordenação de Operações de Fiscalização Marítima, que será o órgão técnico especializado, vai custar ao erário mais 29.959.500 Meticais, de acordo com o Parecer do Ministério da Economia e Finanças a que o @Verdade teve acesso.

Fonte: Jornal A Verdade, Moçambique

Moçambique | Órgãos de Governação Descentralizada Provincial eleitos terão menos dinheiro do que actuais governos provinciais

Além de pouco poder político os futuros Órgãos de Governação Descentralizada Provincial que serão eleitos a 15 de Outubro, ao contrário dos governos actualmente indicados pelo Executivo Central que recebem fundos em função dos interesses do partido no poder, terão um limite de despesas indexado ao seu número de habitantes e respectiva área territorial.
Todas as bancadas parlamentares da Assembleia da República aprovaram na generalidade nesta quarta-feira (24), por “consenso”, a Lei que define o regime financeiro e patrimonial dos Órgãos de Governação Descentralizada Provincial.
A nova lei confere a necessária autonomia administrativa aos futuros governos provinciais no entanto o @Verdade entende que em termos práticos os mantém refém do Executivo Central pois embora possam aprovar os seus orçamentos e planos de actividades esses não poderão contrariar o Plano Económico e Social assim como o Orçamento do Estado nacional que é definido pelo vencedor da Eleição Presidencial e ficam sob a alçada do Ministério que superintende a planificação e finanças.
Outro aspecto que @Verdade apurou que irá minimizar ainda mais o papel das futuras Assembleias Provinciais e do Governador de Província é que as receitas que vão receber do Orçamento de Estado do partido que vencer a Eleição Presidencial está limitada ao número de habitantes da província e a respectiva área territorial.
Actualmente os governos provinciais recebem do Orçamento do Estado fundos para o seu funcionamento e investimentos que não tem nenhum limite legal dependendo apenas dos desejos do partido Frelimo. Por exemplo em 2019 a Província de Gaza tem uma dotação de 3,4 biliões de Meticais bem mais do que a vizinha Província de Inhambane. A despesa provincial de Cabo Delgado foi estipulada em 4,2 biliões de Meticais superando a Província da Zambézia que tem uma dotação de 4 biliões de Meticais.
Embora a nova lei preveja a possibilidade dos Órgãos de Governação Descentralizada Provincial obterem receitas próprias através de taxas por licenças concedidas, taxas de prestação de serviços, multas que aplicarem por violações de regulamentos ou posturas a verdade é que por essa via a colecta será ínfima, como se tem verificado nas Autarquias Locais.
Em contrapartida os representantes do Estado continuarão a usufruir de orçamentos ilimitados em função das estratégias do partido no poder.

Fonte: Jornal A Verdade, Moçambique