segunda-feira, 16 de novembro de 2020

IPO de Coimbra com 20 profissionais de saúde infetados com COVID-19


Há ainda seis doentes infetados.

O Instituto Português de Oncologia (IPO) de Coimbra regista 20 profissionais de saúde e seis doentes infetados com covid-19.

Em declarações à agência Lusa, o IPO refere que duas dezenas de profissionais de saúde - entre eles um médico, um enfermeiro, um técnico superior de diagnóstico e terapêutica, três assistentes técnicos e 14 assistentes operacionais - estão em isolamento profilático depois de testarem positivo.

"Não está de modo algum colocado em causa o normal funcionamento dos serviços. A atividade assistencial encontra-se assegurada", refere a unidade de saúde, numa resposta escrita à agência Lusa.

Segundo o IPO, o serviço mais afetado foi a cozinha, "que se encontra encerrada há uma semana, tendo de imediato sido implementada uma alternativa, fruto da parceria já existente com o Serviço de Utilização Comum dos Hospitais (SUCH)".

Neste serviço não existiu qualquer linha de contágio entre os profissionais da cozinha e outros profissionais ou doentes. Acresce que os serviços têm recorrido sempre que possível ao teletrabalho no sentido de garantir toda a atividade e que o IPO de Coimbra já contratou, desde o início da pandemia, 51 profissionais", salienta.

Desde o início da pandemia, em março, o IPO de Coimbra contabilizou 34 profissionais de saúde infetados, dos quais 14 já estão curados, num universo de cerca de 1.100 colaboradores aos serviços.

Neste momento, segundo a unidade hospitalar, encontram-se também em isolamento domiciliário seis doentes infetados, que foram diagnosticados numa ação de rastreio.

"No que respeita aos doentes, desde o início da pandemia foram identificados 44 casos, que atendendo à implementação precoce do rastreio generalizado de doentes assintomáticos como garante da continuidade dos tratamentos em segurança, a maioria destes doentes já estão curados", acrescenta.

O IPO reconhece "o trabalho dos profissionais da instituição, que diariamente contribuem para a implementação de medidas de prevenção, rastreio sistemático de Serviços e isolamento dos profissionais e doentes diagnosticados com covid-19, numa relação de proximidade e confiança".

"Esta foi a estratégia institucional adotada e que tem garantido a continuidade da atividade assistencial. Aos doentes acompanhados na instituição, o IPO de Coimbra reitera o compromisso de uma instituição segura comprometida com a segurança de todos", sublinha a unidade hospitalar.

Lusa

Ruas de Monsaraz recebem exposição de fotografia das Mantas de Reguengos

As ruas da vila medieval de Monsaraz vão receber a partir de 1 de dezembro a exposição de fotografia “Mantas Alentejanas: Arte e Tradição”, de Mizette Nielsen e Paula Oudman. A mostra apresenta 22 fotografias de Paula Oudman sobre as tradicionais Mantas de Reguengos e a Fábrica Alentejana de Lanifícios.
Desde o século XVI, as passagens de grandes rebanhos da transumância ligada à Mesta espanhola, juntamente com a fixação no local de couteiros da Casa de Bragança, criaram condições excecionais para o desenvolvimento da tecelagem em Reguengos de Monsaraz. As mantas foram utilizadas durante muitos anos pelos pastores para se protegerem do frio quando guardavam os rebanhos no campo, por isso, as cores e os padrões originais estão relacionados com motivos do Alentejo, como os campos floridos e os seus tons laranja, amarelo, vermelho e castanho, e com modelos que remetem por exemplo para as casas alentejanas, os castelos ou as searas.
A Fábrica Alentejana de Lanifícios surgiu na década de 1930, tendo continuado o prestígio e a qualidade dos tecidos reguenguenses e criado a imagem de marca Mantas de Reguengos, que recebeu um grande impulso para a sua internacionalização quando em 1958 lhe foi atribuída a Medalha de Ouro na Exposição Universal de Bruxelas. A Fábrica Alentejana de Lanifícios ainda utiliza teares manuais com mais de um século e as tecedeiras unem a fidelidade aos padrões existentes (mais de 600 desenhos) às tendências da moda e aos gostos do cliente, sendo cada vez mais comum produzirem-se mantas com tons fortes.
A Fábrica Alentejana de Lanifícios foi adquirida por Mizette Nielsen em 1978 e continuou a tradição, inovando e introduzindo novas técnicas, cores e criatividade. Em janeiro de 2020 a fábrica mudou de mãos e é agora a Fabricaal quem continua a produzir as Mantas de Reguengos.


Cerimónia transmitida em formato digital: Município de Cantanhede em plano de destaque na entrega das Bandeira Verdes Eco-Escolas

São 14 os estabelecimentos escolares do Município de Cantanhede envolvidos no Programa Eco-Escolas que acabam de ser distinguidos com a Bandeira Verde atribuída pela Secção Portuguesa da Fundação para a Educação Ambiental (FEE) da Associação Bandeira Azul da Europa (ABAE).

Devido ao contexto pandémico em que vivemos e às novas regras impostas pelas entidades governamentais, a cerimónia de atribuição do Galardão Eco-Escolas - Dia das Bandeiras Verdes 2020, decorreu na passada sexta-feira dia, 13 de novembro, este ano, excecionalmente em formato online, adaptado à nova realidade e indo ao encontro das recomendações da Direção-Geral da Saúde.

À semelhança de anos anteriores, o concelho destacou-se pelo elevado número de instituições de diversos graus de ensino galardoadas em função dos projetos de educação ambiental que desenvolveram, atingindo um plano de evidência a nível nacional figurando entre os primeiros a nível nacional, numa lista composta por mais de duas centenas de concelhos. As insígnias foram entregues neste dia em que se reconhece o trabalho de todos quanto contribuem para tornar a escola e a comunidade escolar onde se inserem, muito mais sustentável.

O vice-presidente da Câmara Municipal de Cantanhede, Pedro Cardoso, participou nesta edição de forma virtual, como forma de “reconhecimento a todos os que, apesar da pandemia, se envolveram e levaram até ao fim o Programa Eco-Escolas, e, principalmente, elogiar e agradecer o trabalho empenhado de professores, alunos e restante comunidade educativa” e salientando “orgulhosamente o eco-concelho que somos, o que se reveste ainda de maior importância por tratar-se de um projeto educativo de grande alcance, em termos de educação ambiental, sensibilização, consciência ecológica e de educação para a cidadania”.

Pedro Cardoso assegura que “o projeto é claramente para continuar” relembrando ainda o “certificado de “Município Parceiro Eco-Escolas”, enquanto entidade de suporte na implementação do programa no Concelho”, adiantando que “a Câmara Municipal vai continuar a mobilizar e a apoiar as escolas nesta ação de manifesto interesse pedagógico que reforça a consciencialização de crianças e jovens relativamente à importância do respeito pela natureza e da preservação do meio ambiente. Quanto à edição deste ano, os alunos, professores e pais e encarregados de educação envolvidos estão todos de parabéns pelo trabalho que realizaram, em circunstâncias particularmente difíceis em virtude da pandemia, e que seguramente vai ter continuidade no presente ano letivo”.

O responsável pelo pelouro da Educação elogiou o papel e o trabalho dos agentes educativos, sublinhando “a importância deste programa que assume a educação ambiental para a sustentabilidade como missão, e fomenta a cidadania ambiental nas escolas de uma forma atuante e não apenas “no papel”. Este programa dá um contributo importantíssimo para a mudança de atitudes e comportamentos. É um dos bons exemplos de como as questões ambientais, mesmo sendo globais, podem e devem ser tratadas localmente e de como todos, nomeadamente a comunidade educativa, pode fazer a mudança”, concluiu.

Destinado a todos os graus de ensino, o Eco-Escolas é um programa internacional operacionalizado através de uma metodologia inspirada nos princípios da Agenda 21 local, visando garantir a participação das crianças e jovens na tomada de decisões, envolvendo-os assim na construção de uma escola e de uma comunidade mais sustentáveis.

Na edição correspondente ao ano letivo 2019/2020, do concelho de Cantanhede foram distinguidas EB/JI de Vilamar, JI de Corticeiro de Cima, EB/JI de Febres, EB de Covões, EB de Corticeiro de Cima e Escola Secundária Lima-de-Faria, (Agrupamento de Escolas Lima de Faria), EB/JI da Tocha, EB da Gesteira, EB da Sanguinheira, JI da Sanguinheira, EB2,3 João Garcia Bacelar (Agrupamento de Escolas Gândara-Mar) e EB de Cantanhede-Sul (Agrupamento de Escolas Marquês de Marialva), bem como alguns estabelecimentos de ensino não agrupados, designadamente a Escola Técnico Profissional de Cantanhede e a PRODECO – Centro Social de Covões.

Digno de referência é também o facto de a EB2,3 João Garcia Bacelar ter sido reconhecida com na categoria Hortos Bio nas Eco-Escolas, mais concretamente na vertente Insetos da Horta.

Todavia uma alusão ao esforço e empenho da Associação Progresso e Vida da Tocha, a Escola EB1/JI de S. Caetano e a EB Carlos Oliveira que também trabalharam no projeto, mas que alguns contratempos, fruto do surto pandémico, impediram a entrega das conclusões do projeto.

De salientar o envolvimento da autarquia no projeto, nomeadamente no desenvolvimento das candidaturas e atividades de cada um dos estabelecimentos de educação, atribuiu aos agrupamentos de escolas um subsídio para o efeito. A Câmara Municipal assegurou ainda suporte técnico e logístico sempre que solicitado e proporcionou a todos os alunos envolvidos uma viagem de estudo com incidência em temas relacionados com questões ambientais, caso a pandemia não nos tivesse assolado e obrigado o país a confinar.

Leiria | Orçamento Participativo 2020/2021 já tem propostas vencedoras


“Descentralizar a Cultura – De cá para lá” e a construção de um espaço museológico em Boa Vista foram as propostas mais votadas nas categorias “Verde ou Imaterial” e “Material” da edição deste ano do Orçamento Participativo, que contou com um total de 2.122 votos.

Na tipologia “Verde ou Imaterial”, o primeiro lugar foi alcançado com 660 votos, tendo sido ainda selecionadas para execução as candidaturas “Uma biblioteca para a Comunidade” e a colocação de ilhas ecológicas na Urbanização de Santa Clara, com 475 e 103 votos, respetivamente.

Na última posição ficou a proposta de colocação de painéis fotovoltaicos em edifícios municipais, que recebeu a preferência de 55 cidadãos registados na plataforma do Orçamento Participativo.

Para além da construção de um espaço museológico em Boa Vista, que recebeu 593 votos, o parque infantil de Monte Real será também executado, com 236 votos, no âmbito da categoria “Material”.

De acordo com as fichas de projeto e os orçamentos apresentados, serão aplicados 373.850,68 euros dos 561.141,16 disponibilizados para este Orçamento Participativo, sendo o remanescente transitado para a edição do próximo ano.

Neste Orçamento Participativo, foram seis as propostas submetidas a votação, numa edição que apresentou como novidade a existência de áreas temáticas: “Verde ou Imaterial”, “Material” e “Jovem”, sendo que, para esta última, não concorreu qualquer ideia após avaliação do júri.

O Orçamento Participativo tem como objetivos promover a participação informada, ativa e construtiva dos cidadãos e incentivar o diálogo entre os munícipes e os eleitos locais, bem como adequar as políticas públicas municipais às necessidades e expectativas da população.

Pretende-se ainda contribuir para uma sociedade civil dinâmica e coesa e também aumentar a transparência da atividade autárquica.

Festival Jazz da Marinha Grande até 21 de novembro

A Marinha Grande é a capital do jazz até ao dia 21 de novembro, no âmbito da organização do 6º Festival Jazz da Marinha Grande, que começou no passado dia 13, na Casa da Cultura Teatro Stephens.

A programação integra artistas com currículo nacional e internacional de várias gerações, que apresentam os seus projetos de jazz num evento que tem a direção artística do maestro e músico César Cardoso.
A edição deste ano do Festival abriu com a atuação do Quarteto Ricardo Toscano, no dia 13 de novembro. O saxofonista veio acompanhado por João Pedro Coelho (piano), Romeu Tristão (contrabaixo) e por João Lopes Pereira (bateria). O músico demonstrou o seu invulgar talento e a sua forte personalidade musical, num espetáculo que teve grande empatia por parte do público presente.
No dia 14 de novembro, o Trio Ria Maria, Mário Franco e Luís Figueiredo encantou os espectadores, através da apresentação de temas do álbum “Círculo” e outros que integram o repertório dos três artistas. Foi notória a matriz jazzística contemporânea com influências em variadas fontes, fruto do amadurecimento dos três compositores. A voz foi de Rita Maria, acompanhada por Mário Franco (contrabaixo) e Luís Figueiredo (piano), que ainda usaram teclados/sintetizadores, percussão, baixo elétrico, efeitos vocais na voz da cantora e a utilização da voz de todos os elementos.
No próximo fim-de-semana termina a 6ª edição do Festival Jazz da Marinha Grande, com a seguinte programação:

20 de novembro . Sexta-feira . 21h30
TRIO RUI CAETANO “OUTPUT”
Sinopse |
Com o primeiro registo gravado em 2008, "Reflexos", o trio evoluiu para um novo registo em 2010, "Invisível", dois discos de música original do pianista, que apresentou em diversos contextos nacionais.
Após um longo período de espera, surge agora o terceiro disco do trio, "Output", com Carlos Barretto no contrabaixo e Alexandre Frazão na bateria, onde mais uma vez se visita o universo de composições originais que se traduzem num conjunto de abordagens e estilos variados, expressando e despertando diferentes emoções.
Atualmente integra vários projetos, entre eles: Carlos Barretto Lokomotiv; LST -Lisboa String trio; Guitolão - com António Eustáquio; Carlos Martins quarteto; Carlos Barretto - Solo pictórico e Rui Caetano Trio;
Trabalhou com inúmeros artistas da cena internacional, destacando-se entre eles Lee Konitz, Gary Bartz, Steve Lacy, Brad Mehldau, Art Farmer, Perico Sambeat, Mário Laginha, Joe Chambers e Gary Burton.
Ficha Artística |
Piano: Rui Caetano
Bateria: Alexandre Frazão
Contrabaixo: Carlos Barretto
Classificação Etária: M6
Duração: 60 minutos
Preço: 5€

21 de novembro . sábado . 21h30
SEXTETO BERNARDO MOREIRA “Entre Paredes – A música de Carlos Paredes”
Sinopse |
O contrabaixista Bernardo Moreira regressa à música de Carlos Paredes. O novo espetáculo Entre Paredes – A música de Carlos Paredes surge quinze anos depois de ter editado o disco Ao Paredes Confesso.
"Falar de Carlos Paredes é, para mim, muito mais do que falar de um músico genial, é falar de alguém que teve um impacto enorme no meu percurso enquanto músico. A descoberta da sua obra levou-me, há 15 anos atrás, a editar um disco ao qual chamei “Ao Paredes Confesso”, onde me propus dialogar com ele, através de algumas das suas maravilhosas e eternas melodias. Passados estes anos, percebo o efeito que tudo isto teve em mim, levando-me a explorar universos que eu pensava estarem tão distantes do meu mas que, na verdade, se tocam formando um só. Senti uma vontade inesperada de celebrar tantas viagens entre o Jazz, o Fado, a Canção e o Fado de Coimbra e talvez por tudo isto me sinta Entre Paredes."
Ficha Artística |
Contrabaixo: Bernardo Moreira
Trompete: João Moreira
Saxofone Alto: Tomás Marques
Piano: Ricardo Dias
Guitarra: Mário Delgado
Bateria: Joel Silva
Classificação Etária: M6
Duração: 60 minutos
Preço: 8€

Bilheteira: terça-feira a domingo, das 10h30 às 13h00 e das 14h00 às 17h30.

Obra ascende a 319.481 euros: Câmara de Cantanhede avança com requalificação da ex-EN334 em Covões e Camarneira

A presidente da Câmara Municipal de Cantanhede, Helena Teodósio, assinou em 13 de novembro o auto de consignação da requalificação da estrada ex-EN.334 que atravessa na direção este/oeste, o território da União de Freguesias de Covões e Camarneira, investimento que ascende a 319.481 euros.

A assinatura do documento que assinala a contagem do prazo de execução de 180 dias da empreitada foi formalizada na sede daquela freguesia, com a presença do presidente da Junta, Asdrúbal Torres, do representante da empresa adjudicatária e de técnicos do Departamento de Obras Municipais.

Conforme consta no caderno de encargos, está prevista a aplicação de tapete e trabalhos acessórios na ex-EN334 no traçado entre a rotunda do Monte Arcado, a rotunda das Cavadas, a rotunda de Campanas e desta até ao limite do território municipal, na fronteira com o de Anadia, em Quinta do Cedro. A obra inclui a também a realização de trabalhos idênticos no troço da ex-EN.335, entre a rotunda de Campanas e a rotunda da Quinta do Cedro, esta na confluência das ruas do Cedro e Evaristo Cruz.

A repavimentação da ex-EN334 – que, recorde-se, passou para a jurisdição do Município há alguns anos –, faz parte do ambicioso plano de requalificação da rede viária que o Município de Cantanhede tem em curso e que deverá ser concluído em 2022. Elaborado na sequência de um disgnóstico exaustivo às condições de circulação rodoviária no concelho, esse plano contempla investimentos da ordem dos 10 milhões de euros, na sua maioria com recurso a empreitadas, mas complementado com intervenções a realizar por administração direta pela brigada de aplicação de tapete da Divisão de Obras por Administração Direta e Apoio às Freguesias.



Leiria já faz parte da Associação Portuguesa de Cidades e Vilas de Cerâmica

 

Desde o passado dia 10 de novembro que o Município de Leiria faz parte da Associação Portuguesa de Cidades e Vilas de Cerâmica – APTCVC.

A integração de Leiria na associação foi votada em Assembleia Geral daquela associação, criada em 2018, e que tem como membros fundadores os municípios de Alcobaça, Aveiro, Barcelos, Batalha, Caldas da Rainha, Ílhavo, Mafra, Montemor-o-Novo, Redondo, Reguengos de Monsaraz, Tondela, Viana do Alentejo, Viana do Castelo e Vila Nova de Poiares. Em 2019 aderiram os municípios de Oliveira do Bairro e Porto de Mós e, em 2020, Leiria e Condeixa.

Todos estes municípios têm em comum a forte tradição ou importância económica no campo da cerâmica artesanal, patrimonial ou industrial.

“Fazer parte destas redes, nacional e europeia, é muito importante, para Leiria desenvolver a sua estratégia na área da cerâmica e da olaria, bem como a valorização do seu património azulejar, com destaque para os elementos decorativos de gosto Arte Nova da arquitetura Korrodi, que podem ser descobertos percorrendo os roteiros korrodi, assim como do seu património cerâmico, material e imaterial, com ênfase na freguesia da Bajouca”, destaca a vereadora da Cultura, Anabela Graça.

O Município de Leiria, em conjunto com a Associação Bajouquense para o Desenvolvimento e a Junta de Freguesia da Bajouca, tem promovido várias ações de sensibilização para esta arte, com o objetivo de revigorar uma das mais marcantes manifestações do artesanato no concelho, no sentido de promover o barro, partilhar o saber-fazer, valorizar o ofício e evidenciar o seu potencial para a sustentabilidade económica e social.

Além da atenção que tem dado à olaria e ao artesanato, com a presença dos oleiros e artesãos em certames nacionais e internacionais, da Exposição Nacional de Olaria, de exposições de autor, de residências artísticas com artesãos internacionais, o Município quer apostar, também, na preservação e valorização do património azulejar do concelho e na valorização da cerâmica industrial, pelo que, para a vereadora Anabela Graça, a APTCVC será uma mais-valia para a consecução e operacionalização desta estratégia.


A Associação Portuguesa de Cidades e Vilas de Cerâmica - APTCVC

A APTCVC está a finalizar a adesão ao Agrupamento Europeu de Cooperação Territorial de Cidades Cerâmicas (AeuCC), constituído por Itália, França, Espanha e Roménia, a que se irá juntar este ano a Alemanha e Portugal.

Constituída em janeiro de 2014, a AeuCC, conta com a participação de mais de uma centena de cidades cerâmicas de toda a Europa, nomeadamente 36 cidades italianas, 22 francesas, 28 espanholas, 16 romenas, 10 alemãs e 18 portuguesas, num projeto de cooperação e de intercâmbio com o objetivo de valorizar a cerâmica, no quadro das novas políticas europeias para os territórios.

Com um papel fundamental na discussão e aprovação, pelo Parlamento Europeu e pela Comissão Europeia, de legislação para a atribuição de Indicações Geográficas de Origem para produtos não agrícolas, como a cerâmica tradicional de cada país, esta entidade está a preparar a candidatura da cerâmica europeia a Património Imaterial da Humanidade da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura - UNESCO.

A APTCVC, além dos municípios associados, tem como membros honorários as principais instituições e organizações que apoiam ou estudam e investigam a cerâmica em Portugal e que são nomeadamente: APICER - Associação Portuguesa das Indústrias de Cerâmica e de Cristalaria (Coimbra); Cencal - Centro de Formação Profissional para a Indústria Cerâmica (Caldas da Rainha), Cepae - Centro de Património da Estremadura (Batalha), Ctcv – Centro Tecnológico da Cerâmica e Vidro (Coimbra), DEMaC - Departamento de Engenharia de Materiais e Cerâmica da Universidade de Aveiro (Aveiro), ESAD.CR - Escola Superior de Artes e Design (Caldas da Rainha), PH - Património Histórico PH – Grupo de Estudos (Caldas da Rainha) e Spcv - Sociedade Portuguesa de Cerâmica e Vidro (Aveiro).