- Das gerações analógicas às hiperconectadas, a tecnologia pode ser uma barreira, mas também uma ponte para ligar pais, filhos e avós
- Partilhar experiências offline e online contribuem para o aumento da literacia digital e para as melhorias da saúde mental das crianças cada vez mais conectadas
- As necessidades dos mais velhos unem-se às das crianças no desenvolvimento de equipamentos inteligentes que criam pontes entre gerações
- 27 de julho de 2026.
Com o desenvolvimento cada vez mais rápido da tecnologia, a adaptação dos utilizadores tem que ser cada vez mais célere, inteligente e dinâmico. E se para as gerações que nasceram numa sociedade conectada adaptarem-se parece ser mais fácil do que para os boomers, a capacidade de manter uma saúde mental mais equilibrada é uma vantagem que apenas os que já viveram desconectados podem utilizar de forma mais fácil.
De acordo com os mais recentes dados a percentagem de utilizadores da internet com mais de 65 anos em Portugal chega quase aos 56%. Já no que diz respeito aos mais novos, entre os 9 e os 17 anos, os valores chegam aos 97%. E se entre os idosos os valores vão aumentando ao longo das últimas décadas e são sinónimo de mais adaptação, no caso dos pequenos, os números tornam-se preocupantes por revelarem uma clara tendência à dependência digital. De facto, os dados do Observatório Digital da SaveFamily revelam que 50% das crianças passam entre 2 a 4 horas conectados durante o fim de semana e os tempos livres.
E se os padrões de utilização diária dos dispositivos conectados são cada vez mais semelhantes, a partilha de experiências entre as diferentes gerações pode ser uma ponte para um futuro mais conectado, mas também mais equilibrado e onde a saúde mental online se torna um problema do passado.
As gerações boomers e millenials foram as últimas que puderam viver uma vida desconectada, mas foram também os que cresceram e ajudaram a desenvolver a tecnologia. Já as gerações X, Y e Alfa correspondem a uma faixa etária que já nasceu num mundo hiperconectado e que com alguma dificuldade conseguem imaginar passar um dia inteiro sem acesso à internet ou sem utilizar algum gadget tecnológico. A partilha destas duas realidades pode criar estratégias que não apenas aproximam mais as gerações, como promove a interajuda intergeracional para uma relação mais saudável com a tecnologia.
“É comum nos últimos anos falarmos muito dos malefícios que a tecnologia e a dependência digital criam nas nossas crianças. Ao mesmo tempo, ouvimos muitos peritos referirem como as gerações mais velhas se podem sentir isoladas num mundo tão tecnológico.” refere Jorge Álvarez, CEO da SaveFamily. “Mas, acreditamos que a partilha de experiências de duas gerações tão díspares nos permite encontrar estratégias mais equilibradas no relacionamento com a tecnologia, criar ferramentas que respondam adequadamente às necessidades de ambos e, acima de tudo, encontrar soluções que permitam que os pequenos cresçam de forma equilibrada com a tecnologia”.
Se por um lado a tecnologia pode ajudar a criar e preservar cada vez mais memórias, pela facilidade de aceder e guardar fotografias e vídeos, por outro lado, tentar capturar todos os momentos pode ser uma forma de desconexão da realidade. A sensatez e nostalgia dos avós pode, assim, ajudar os pequenos a estarem mais presentes e capturarem apenas uma ou duas fotos, e não todo o momento. A importância de estar presente e criar memórias na mente dos pequenos é algo que os idosos podem passar às crianças, mas saber quais as melhores aplicações para editar vídeos ou fotografias e com melhorar o armazenamento interno dos equipamentos é o domínio dos mais novos que podem ensinar aos mais velhos.
Por outro lado, a tecnologia aproxima as pessoas. E se muitas das crianças apenas podem estar com a família mais alargada quando é nas férias e épocas festivas, a chamadas e vídeochamadas que praticamente todos os equipamentos trazem, até os relógios inteligentes, são uma forma de aproximar as gerações, construir memórias e encurtar distâncias.
E numa outra dimensão, com os equipamentos como os relógios inteligentes a trazerem cada vez mais ferramentas semelhantes, apps que se conectam e entretenimento para todas as idades, é possível mesmo longe partilhar momentos lúdicos que fazem lembrar as noites passadas com jogos de tabuleiro em torno da mesa.
Partilha é a palavra de ordem no momento em que a tecnologia se torna uma ponte que liga gerações, cria novos hábitos e diminui a distância. Entre a desconexão total e a hiperconectividade, o equilíbrio está nas mãos das diferentes gerações que conseguem, assim, criar pontes para um futuro com a literacia e o bem-estar digital de todos em mente.
Acerca de SaveFamily
A SaveFamily é uma empresa espanhola líder no desenvolvimento de smartwatches com GPS para crianças e idosos. Desde 2017 trabalha para aproximar a tecnologia às famílias com dispositivos pensados para melhorar a comunicação, a segurança e a autonomia dos utilizadores.
A empresa está presente em mais de 43 países e serve a mais de um milhão de famílias através de uma ampla gama de dispositivos tecnológicos orientados para a segurança e o bem-estar.
*Newsline Agência de Comunicação

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