quarta-feira, 2 de setembro de 2026

BIKÉVORA promove uso da bicicleta de 06 a 29 de setembro


De 6 a 27 de setembro, Évora transforma-se na capital das duas rodas com a realização do BIKÉVORA 2026, uma iniciativa promovida pela autarquia que promete dinamizar a cidade e envolver a população em diversas atividades ligadas à mobilidade sustentável, ao desporto e à vida em família.
O BIKÉVORA regressa à cidade com um programa pensado para todas as idades, promovendo a mobilidade sustentável, a prática desportiva, o convívio e o gosto pela bicicleta. A iniciativa arranca já no dia 6 de setembro, com a Maratona de Cycling, na Praça 1.º de Maio, entre as 9h30 e as 12h30. As inscrições devem ser efetuadas nos ginásios Be in Shape, Everybody, Clubes e Physical World.
O ponto alto do programa acontece no fim de semana de 26 e 27 de setembro, no Complexo Desportivo de Évora, com a realização das provas BIKIDS (Bicicleta e Triciclo), Cronokids e Rampa Monumental. A iniciativa termina no domingo, dia 27, com o Passeio da Família Color.

Entretanto, ao longo do mês, decorrem diversas provas organizadas em parceria com associações e coletividades desportivas do nosso concelho. No dia 13, pelas 9h00, tem lugar a 7.ª Rota dos Cromeleques, uma Maratona BTT com partida e chegada nas Piscinas Municipais.
Da programação constam ainda atividades como o Passeio das Escolas, no dia 18, o sempre entusiasmante Passeio Noturno, no dia 19, e, no domingo, dia 20, o Passeio de Gravel.

Ao longo de três semanas, o BIKÉVORA convida a população a sair à rua, pedalar e desfrutar da cidade, promovendo estilos de vida mais ativos e a utilização deste meio de transporte suave.

Consulte a programação completa no site do Município de Évora e fique atento às inscrições. Saiba mais em https://www.cm-evora.pt/eventos/bikevora-2026/.

Universidade de Coimbra - Experiência XENON alcança marco histórico na deteção de neutrinos


Um resultado histórico demonstra a capacidade da experiência XENON para detetar eventos ultrarraros e reforça o potencial deste sistema na investigação de neutrinos.

Foi divulgado um resultado histórico obtido pela colaboração internacional XENON, que conta, entre os seus coautores, com a equipa portuguesa do Departamento de Física da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC), coordenada por José Matias Lopes.

As medições agora apresentadas permitiram atingir, pela primeira vez, energias de neutrinos tão baixas como 17 keV (quiloeletrões-volt), demonstrando uma capacidade de deteção sem precedentes neste domínio.

Os neutrinos estão entre as partículas mais abundantes do Universo e atravessam continuamente a Terra. Originados, entre outros processos, nas reações nucleares que ocorrem no Sol, milhares de milhões de neutrinos atravessam, a cada segundo, cada centímetro quadrado da superfície terrestre, incluindo os nossos corpos, praticamente sem interagir com a matéria, como luz a passar através de um vidro transparente. Contudo, em ocasiões extremamente raras, um neutrino pode interagir com a matéria e produzir um sinal passível de ser registado por um detetor.

É precisamente a capacidade de identificar sinais desta natureza que torna particularmente relevante o resultado agora alcançado pela colaboração XENON. As medições realizadas permitiram explorar, pela primeira vez, energias de neutrinos tão baixas como 17 keV, abrindo novas possibilidades para o estudo destas interações raras.

Instalada no Laboratori Nazionale del Gran Sasso (LNGS), em Itália, a cerca de 1300 metros de profundidade, a experiência XENON foi concebida para a procura de matéria escura. Ao longo das últimas décadas, tem desenvolvido e operado sistemas de deteção capazes de identificar sinais extremamente raros.

Os resultados agora divulgados, em conjunto com medições anteriores, confirmam a capacidade do sistema XENON para detetar outros eventos ultrarraros, incluindo interações de neutrinos.

Este resultado evidencia, assim, o potencial dos sistemas de deteção XENON para investigar fenómenos extremamente raros. É o resultado de mais de duas décadas de desenvolvimento tecnológico de ponta que permitiram à colaboração XENON notabilizar-se consistentemente pelos detetores com mais baixos níveis de radiação de fundo (ruído, em linguagem comum) de toda a história humana.

Ao tornar possível observar sinais cada vez mais ténues, estes instrumentos desenvolvidos para a procura de matéria escura afirmam-se, também, como ferramentas de referência no estudo de outras partículas e de fenómenos fundamentais do Universo.

Os resultados encontram-se publicados aqui.

*Catarina Martinho
Assessoria de Imprensa
Universidade de Coimbra
Faculdade de Ciências e Tecnologia

Município de Porto de Mós adquire o antigo Campo da Fiandeira e prepara criação de novo parque verde em Mira de Aire

 Aquisição do imóvel representa um investimento de 120 mil euros e permite devolver à população um espaço com forte significado para a comunidade

O Município de Porto de Mós adquiriu o antigo Campo da Fiandeira, em Mira de Aire, num processo que culminou esta segunda-feira, 31 de agosto, com a celebração da escritura de aquisição do imóvel ao Instituto de Gestão Financeira da Segurança  Social (IGFSS) e à Estamo – Participações Imobiliárias, nas pessoas do Vice-Presidente da Direção, Nélson Cardoso de Oliveira e Presidente do Conselho de Administração, Ricardo de Oliveira e Sousa, respetivamente.
A aquisição dos dois terrenos urbanos, com uma área total de cerca de 10 mil metros quadrados, representa um investimento municipal de 120 mil euros. Do imóvel, 58% encontrava-se sob tutela do IGFSS e 42% da Estamo, entidade pública responsável pela gestão, valorização e rentabilização do património imobiliário do Estado.
A concretização desta aquisição encerra um processo iniciado em 2017 e permite ao Município avançar com uma intervenção há muito ambicionada para aquele espaço, situado no centro da vila de Mira de Aire.
Para o antigo Campo da Fiandeira, o Município de Porto de Mós prevê a criação de um ecoparque verde, destinado ao lazer e recreio, contribuindo para a valorização urbana e ambiental de Mira de Aire e para a criação de um novo espaço de fruição.
O estudo prévio para esta intervenção já foi desenvolvido e validado pela Junta de Freguesia de Mira de Aire, estando agora previsto o desenvolvimento do projeto.
O investimento estimado para a concretização do futuro parque verde é de aproximadamente 1,5 milhões de euros, estando o Município a trabalhar para que o procedimento concursal possa avançar ainda durante este ano.
A criação deste novo espaço pretende responder à necessidade de disponibilizar à população uma área qualificada de lazer, convívio e recreio, valorizando simultaneamente uma zona central da vila e reforçando a qualidade do espaço público.
O antigo Campo da Fiandeira assume também um particular significado na memória coletiva de Mira de Aire. O espaço esteve ligado à atividade da Fiandeira Mirense e foi, durante muitos anos, o campo onde a União Recreativa Mirense desenvolveu a sua atividade desportiva, incluindo a participação nos campeonatos nacionais de futebol.
Paralelamente à aquisição do Campo da Fiandeira, o Município de Porto de Mós mantém o interesse na aquisição do antigo edifício da Fiandeira. A autarquia considera este imóvel estratégico para a concretização de uma resposta integrada dirigida à fixação e atração de população jovem, nomeadamente através da criação de habitação a custos controlados e de um espaço de trabalho partilhado.

*Patrícia Alves
Gabinete de Comunicação

Real Factory Creative Hurb Porto de Mós | Juncal, Patrimónios em Trânsito: Memória, Terra e Corpo entre Cabo Verde, Portugal e São Tomé e Príncipe

 Patrimónios em Trânsito é um projeto artístico e de investigação que se debruça sobre as memórias da migração forçada no contexto colonial português, explorando de forma sensível e crítica as inter-relações entre corpo, terra e identidade. A iniciativa entrelaça antropologia, arte e cerâmica, construindo pontes entre os territórios de Cabo Verde, França, Países Baixos, Portugal e São Tomé e Príncipe, e promovendo um diálogo transnacional e intergeracional sobre heranças históricas e práticas de resistência. Assente numa abordagem colaborativa, o projeto combina pesquisa etnográfica, criação artística participativa e transmissão de saberes femininos, com foco na cerâmica como prática ancestral e ferramenta de reconstrução identitária. A colaboração entre artistas, investigadoras e mestres oleiras visa ativar memórias silenciadas e (re)inscrever narrativas históricas a partir da experiência sensível da matéria e do gesto.
 
A residência artística que decorre, durante o mês de setembro, na Real Factory e da qual decorrerá a exposição na Central das Artes posteriormente, assume um papel fulcral no desenvolvimento do projeto, integrando oficinas de cerâmica com a comunidade, experimentação artística e a criação de uma exposição aberta ao público. Esta etapa não é apenas um desdobramento do projeto, mas uma afirmação do compromisso do município com a valorização do património cerâmico, reforçada pelo facto de Porto de Mós integrar a Associação Portuguesa de Cidades e Vilas Cerâmicas (AptCVC). Esta residência representa, assim, uma aposta concreta na afirmação de Porto de Mós enquanto território de criação e transmissão cultural, potenciando o seu posicionamento estratégico na dinamização das artes e do artesanato.
Patrimónios em Trânsito é uma plataforma de investigação e criação que promove o resgate e a transmissão de memórias através da arte. A colaboração entre artistas e comunidades visa construir um legado cultural vivo, refletindo sobre as dinâmicas de mobilidade, resistência e transformação. Convidamos potenciais parceiros a apoiar esta iniciativa, contribuindo para a preservação e reinterpretação da história através da arte e da partilha de conhecimento.
 
PROGRAMA
 
Oficinas abertas a 8 participantes!
 
5 DE SETEMBRO (SÁBADO) — 15:00
 
Olaria tradicional de Cabo Verde
Oficina conduzida pela oleira Laitina, de Cabo Verde, em conjunto com a artista Virgínia Fróis, centrada nas técnicas e saberes da olaria tradicional cabo-verdiana.
 
6 DE SETEMBRO (DOMINGO) — 15:00
Partilha de experiências em São Tomé, Água Izé, Projeto Mãos de Mulher. Oficina coordenada por Marta Clemente e Eduardo Malé.
Mar Azul, Mar Verde — Proposta de trabalho criativo com barro em torno da ideia das vagens e das sementes em diálogo com as conchas e búzios, ambos habitat de sementes e animais do mar azul e do mar verde.
 
12 DE SETEMBRO (SÁBADO) — 15:00
Oficina de azulejo
Conduzida por Virgínia Fróis, que toma a baunilha como fio condutor para pensar relações de poder, desejo e circulação.
 
13 DE SETEMBRO (DOMINGO) — 15:00
A história de São Tomé e a viagem das plantas
Conversa com o João Moreira da Silva e a Isabel Castro Henriques (história das plantas), sobre a história de São Tomé lida a partir da circulação das plantas.
 
19 DE SETEMBRO (SÁBADO) — 15:00
Roda de oleiro
Oficina do oleiro João Coelho, dedicada à técnica da roda, ligada à tradição de Porto de Mós.
 
20 DE SETEMBRO (DOMINGO) — 15:00
Memórias da cerâmica, conversa com Luísa Machado
Visita Museu de Cerâmica Alcobaça — coleção Maria do Céu e Luís Pereira de Sampaio e ao acervo de cerâmica de Real fábrica do Juncal da Família Pereira de Sampaio.
 
26 E 27 DE SETEMBRO (SÁBADO E DOMINGO) — 15:00
Apresentação e partilha dos trabalhos
Fecho do ciclo de setembro, com apresentação e partilha do trabalho desenvolvido ao longo do mês.
 
EQUIPA DO PROJETO
A equipa do projeto é composta por investigadoras, artistas e especialistas que contribuem para a pesquisa, criação artística e execução das atividades previstas. A colaboração interdisciplinar permite uma abordagem abrangente, cruzando antropologia, arte e cerâmica:
- Anna Nunes - artista e ceramista holandesa, investiga, desde 2022, as disparidades de género enraizadas no passado colonial através da prática artística.
- Francisca Pinharanda - antropóloga ambiental, especialista em migração e memória, conduzindo a pesquisa etnográfica e documental.
- Isabel Tavares - mestre oleira cabo-verdiana, responsável pela transmissão de saberes tradicionais e orientação das oficinas comunitárias.
- Maja Escher - artista e investigadora, explorando a intersecção entre natureza e cultura através da experimentação cerâmica.
- Marta Castelo - artista visual, com enfoque na relação entre corpo, paisagem e memória, contribuindo para a criação das obras e o registo audiovisual.
- Raquel Carvalho - produção, logística e operacionalização das atividades do projeto.
- Ricardo Barbosa Vicente - curador, responsável pela conceptualização expositiva e articulação das narrativas visuais do projeto.
- Saturnina Tavares - mestre oleira cabo-verdiana, cuja experiência de migração e trabalho nas roças de São Tomé serve como fio condutor para a investigação e oficinas de cerâmica.
- Virgínia Fróis - artista e investigadora, responsável pela conceção artística e coordenação das residências e oficinas de cerâmica.
 
Patrícia Alves
Gabinete de Comunicação

Centro de Saúde de Porto de Mós requalificado com investimento superior a 1,2 milhões de euros

 Nova resposta de diagnóstico integrado e garantia de três novos médicos em 2027 reforçam a aposta na proximidade dos cuidados de saúde.

O Município de Porto de Mós inaugurou hoje as obras de requalificação do Centro de Saúde de Porto de Mós, numa cerimónia que contou com a presença da Ministra da Saúde, Ana Paula Martins, do Presidente da Câmara Municipal de Porto de Mós, Jorge Vala, e do Presidente da Unidade Local de Saúde da Região de Leiria (ULS Leiria), Manuel Carvalho, entre outras entidades e profissionais de saúde.
A intervenção representa um investimento superior a 1,2 milhões de euros, com um financiamento de 900 mil euros através do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), sendo o restante valor assegurado pelo Município de Porto de Mós.
A requalificação teve como principais objetivos melhorar as acessibilidades, as condições de segurança, a eficiência energética e o conforto dos utentes e profissionais de saúde, dotando o equipamento de melhores condições para a prestação de cuidados à população.
Entre as intervenções realizadas destacam-se a alteração dos vãos exteriores e respetivas caixilharias, a instalação de um sistema global de Aquecimento, Ventilação e Ar-Condicionado, a revisão da instalação elétrica, a instalação de painéis fotovoltaicos e a substituição da iluminação por tecnologia LED, com sensores de movimento.
O projeto contempla ainda soluções de energias renováveis que permitem tornar o edifício mais eficiente e próximo de uma lógica de autossustentabilidade energética, bem como a instalação de um elevador exterior, reforçando as condições de acessibilidade, e o aumento da capacidade de estacionamento.
Na cerimónia, o Presidente da Câmara Municipal de Porto de Mós, Jorge Vala, destacou que a intervenção representa muito mais do que a renovação de um edifício, constituindo “a concretização efetiva de um investimento nas pessoas”.
O autarca sublinhou que os cuidados de saúde primários constituem uma prioridade para o Município, enquanto primeira porta de entrada de muitos cidadãos no sistema de saúde, destacando a importância de garantir respostas de proximidade, tanto ao nível das infraestruturas como dos recursos humanos.
Jorge Vala recordou ainda o processo de descentralização de competências na área da saúde e a criação da USF Aire e Candeeiros, salientando a necessidade de assegurar respostas adequadas às populações das freguesias mais afastadas dos principais equipamentos de saúde.
Nesse âmbito, o Presidente da Câmara manifestou a disponibilidade do Município para avançar com a construção de novos edifícios de saúde em Mendiga e Alqueidão da Serra, criando condições para a reposição de respostas de proximidade nestas localidades. “Porque não há nada pior do que ter bons equipamentos, excelentes edifícios e faltar o mais importante: os profissionais para que tudo possa funcionar!”, afirmou o presidente, defendendo uma resposta célere à atual carência de médicos no concelho.
De acordo com o Presidente da Câmara, Porto de Mós regista atualmente a falta de três médicos, correspondendo a cerca de 3500 utentes sem médico de família. Jorge Vala destacou, contudo, a resposta entretanto encontrada pela ULS Leiria através do protocolo “Bata Branca”, que permitiu assegurar a entrada de duas novas médicas na USF Novos Horizontes, na sequência da saída de duas profissionais.
O Município pretende agora que esta solução provisória seja acompanhada de uma resposta estrutural, através da contratação de dois novos médicos para a USF Novos Horizontes e de um novo médico para a USF Aire e Candeeiros, em Mira de Aire.
A cerimónia ficou também marcada pela apresentação do Centro de Diagnóstico Integrado, uma nova resposta que permitirá aproximar meios complementares de diagnóstico da população de Porto de Mós.
Depois da instalação do Gabinete Dentário, que há cinco anos presta serviço à comunidade, o Centro de Saúde passará a disponibilizar exames de radiografia, eletrocardiograma e análises secas, permitindo reduzir deslocações dos utentes a outras unidades de saúde, nomeadamente ao hospital.
Para o Município, esta nova valência constitui mais um passo na concretização de uma política de saúde de proximidade, particularmente importante num território com população envelhecida e com cidadãos que enfrentam maiores dificuldades de mobilidade.
Na sua intervenção, a Ministra da Saúde, Ana Paula Martins, destacou a importância dos cuidados de saúde primários e, em particular, da Medicina Geral e Familiar, na garantia da qualidade de vida das populações.
A governante valorizou igualmente o trabalho desenvolvido pela ULS da Região de Leiria no recrutamento de novos médicos, tendo garantido a colocação de três novos médicos em Porto de Mós em 2027.
A Ministra salientou a relevância de reforçar os recursos humanos na área da saúde, sobretudo perante as necessidades de uma população envelhecida, com particular atenção aos cidadãos com mais de 65 anos, para quem a existência de respostas de proximidade assume uma importância acrescida.
A garantia de novos profissionais surge num contexto em que o concelho enfrenta atualmente uma carência de médicos de família, constituindo uma expectativa de reforço da capacidade de resposta das unidades de saúde locais.
 
*Patrícia Alves
Gabinete de Comunicação