domingo, 6 de dezembro de 2015

VIVEMOS EM UMA SOCIEDADE EM CRISE MORAL

Dias atrás fiquei observando um rapaz de moto, em uma das passeatas de Rodolfo Fernandes, rodando várias vezes na areia próxima ao Bar do Gavião. A poeira voava alto. Não teve ninguém que estivesse por perto que não tenha respirado areia naquele momento.
Fiquei pensando o que passa na cabeça de um jovem como este. Sei que jovem é jovem. Momento da vida em que tudo é muito intenso: os sentimentos, as acções, as vibrações, as emoções, as paixões. Mas uma atitude desse nível não me parece ser justificada apenas pela idade e inexperiência de vida.
Aquele acto me deu a certeza de que muitos de nossos jovens não estão tendo a formação necessária para conviver em sociedade, fruto de uma difícil realidade pela qual estamos passando, com grave crise familiar, ética e social.
Na família, hoje, a coisa mais comum é o desrespeito entre as pessoas. A falta de diálogo e compreensão resultando na agressividade constante entre esposa e esposo, pais e filhos, irmãos e irmãos. Dificuldades que quase sempre tem como raiz a falta de recursos financeiros que possam cobrir os desejos mais diversos de todos os seus membros. 
Na ética, somos obrigados a conviver com muito mais informações que nos trazem os belos exemplos de nossas autoridades roubando, se corrompendo, defendendo que o dinheiro deve estar acima dos princípios. E ainda muitas das pessoas que deveriam ser nossos guias e líderes, se acomodando em suas actividades, além de criticarem os que procuram lutar para construir algo bom. Exemplos negativos que são absolvidos por todos nós, como se fossem naturais.
Na sociedade, a olhos nus, afloram a vaidade, o orgulho, o desprezo pelo próximo, a individualidade, o mal caratismo, todos esses e muito outros, alimentados pelo desejo de consumo, as drogas e o materialismo.
Para onde vamos não sei. Sei que onde estamos reflecte, cada dia mais, uma sociedade sem horizonte, esperança e fé em Deus.
Talvez este quadro justifique actos como o da moto levantando poeira e outros que prefiro nem comentar, mas que somos forçados a ter que conviver em nosso dia a dia.
Torço para que a luz do Senhor possa clarear as mentes e os corações de nosso povo, enquanto ainda é tempo.


por Sergio Levy - Jornalista 

ESSÊNCIA DA VIRTUDE



A virtude é outra propriedade dos actos honestos, assim que que se repetem e deixam no sujeito uma impressão que facilita a boa conduta.

No entanto, não todos apreciam a virtude como um valor moral positivo. Apesar de que a mesma palavra está significando força, energia, virilidade, frequentemente se fizeram caricaturas das diferentes virtudes, as considerando no mesmo nível da gazmoñería, da mojigatería, da timidez ou até da hipocrisia.

Por isso é necessário definir com maior precisão a essência da virtude, clarificar os mal entendidos e descrever as principais virtudes concretas que o homem de fato possui.

DEFINIÇÃO DA VIRTUDE:

a) A virtude é uma qualidade. Em primeiro lugar, não devem ser confundido a virtude e o ato honesto. Uma pessoa pode realizar actos honestos sem ter virtude. Esta é uma qualidade que inclina e facilita a realização de ditos actos.

b) Qualidade adquirida. Este dado é de muita importância. Não há virtudes inatas. Todas devem ser adquirido a base de esforço e repetição. Verdadeiro é que o homem pode ter algumas predisposições favoráveis desde o nascimento; mas, em todo caso, tais predisposições só estão em potencial convertem em virtude até que se actualizam de um modo voluntário.

A virtude (como todo valor moral) depende da actuação voluntária e livre do sujeito. Outros valores podem ser herdado, mas não a virtude.

e) É uma qualidade estável. As virtudes são hábitos bons, segundo a definição aristotélica; adquirem-se e possuem uma verdadeira estabilidade na pessoa, susceptível de incrementar-se lentamente como uma linha de conduta mais ou menos característica de tal indivíduo.

d) Facilita o acto humano. Aqui está o efeito da virtude. Quem possui-a tem maior facilidade para actuar bem; fá-lo com agrado e, ademais pode realizar actos que, sem ela, séria impossível.

De todo o qual surge a seguinte definição da virtude: É uma qualidade estável e adquirida que facilita o ato honesto. Aristóteles definia a virtude como um hábito bom.

As PRINCIPAIS VIRTUDES.

As virtudes podem ser naturais (prudência, justiça, fortaleza e templanza) ou sobrenaturales (fé, esperança e caridade), segundo que correspondam ao nível humano ou estejam acima das capacidades próprias da natureza do homem. Também se dividem em intelectuais (prudência, ciência, arte, sabedoria e intuição) e morais (prudência, justiça, fortaleza e templanza), segundo que residam nos apetitos ou na inteligência.

Mas, sobretudo, as virtudes morais fazem ao homem bom. Não é possível as usar mau. Em mudança, as virtudes intelectuais só fazem bom ao homem em verdadeiro aspecto, e, em alguns casos, poderiam estar na contramão do valor moral. Somente a prudência é ao mesmo tempo intelectual e moral.

Prudência. É a virtude da razão, pela que o homem sabe o que há que fazer ou evitar no momento presente.

O homem prudente tem uma aptidão especial para dar-se conta das circunstâncias concretas que o afectam, e que podem influir em suas decisões livres O prudente se sabe aproveitar das experiências passadas. E, a respeito do futuro, sabe prever e fornecer. Sabe actuar com rapidez quando as circunstâncias o ameritan; e, em outros casos, se tomará seu tempo para meditar e eleger concienzudamente.

Justiça. Consiste em dar à cada um o que lhe corresponde. Uma pessoa que, de um modo constante, respeita os direitos alheios e lhe dá à cada um o que lhe deve, tem a virtude da justiça.

Pode ser considerado três classes principais de justiça: conmutativa, distributiva e legal ou social.

Chama-se justiça conmutativa a que rege os relacionamentos entre pessoas particulares. Por exemplo: um comerciante cumpre fielmente um contrato de compra. O roubo, a mentira, calunia-a, a injuria, o homicídio, os maus tratos, vão na contramão da justiça, assim que que violam os direitos alheios.

A justiça distributiva rege os relacionamentos entre a sociedade e o súbdito. Fica a cargo dos governantes, quem devem distribuir os benefícios e as cargas da sociedade, entre os diferentes súbditos, por exemplo: os impostos.

A justiça legal ou social rege os relacionamentos do indivíduo com respeito à sociedade. É a vontade de actuar em atenção ao bem comum. Tem importantes aplicações no terreno económico, tal como se estudará em um capítulo posterior.

Fortaleza. É a firmeza da alma, capaz de vencer as dificuldades próprias da vida.

O homem com fortaleza tem facilidade para sobreponerse aos obstáculos e penalidades que se encontram ao longo da vida; é perseverante e paciente; tem grandeza de alma (magnanimidad).

Opõe-se à temeridad e à covardia. É contrária à timidez, ao desespero e à ambição exagerada.

Templanza. É a virtude cujo objecto consiste em moderar os prazeres sensíveis.

Pode tomar a forma de sobriedad, no que se refere ao gosto pelos alimentos e a bebida; ou bem, se chama castidade, quando modera o instinto sexual.

A humildade é também uma forma de templanza, já que modera o gosto excessivo pela própria fama e glória.

Em fim, quem avança na posse destas virtudes esta realizando em si mesmo o valor moral, tal como ficou definido: a trascendentalidad da pessoa. Efectivamente: com a prudência adquire sua inteligência o conhecimento prático e concreto do caminho que deve seguir: transcende a ordem dos fatos. Com a justiça realiza a ordem moral (de direito) em seus relacionamentos com os demais. Com a fortaleza sortea as dificuldades. E com a templanza aparta-se do caminho fácil sugerido pelos apetitos sensíveis. Em uma palavra, as virtudes elevam ao homem para além do comum, dão-lhe ao sujeito uma autêntica personalidade, digna de admiração e de elogio, a única que pode ser chamado boa, de um modo pleno e adequado. A moralización do indivíduo só pode ser conseguido a base das virtudes pessoais:

Veracidade.

É a qualidade própria daquelas pessoas que sabem se expressar com a firme convicção de que o que dizem não pode ser fonte de enganos, pois o pesquisaram e reflectido com sumo cuidado. Se comete erro, este não se deve ao dolo ou a má fé, senão simplesmente às limitações naturais do conhecimento humano, e que por tanto estarão sempre dispostas a corrigir.

Sustentar a verdade ainda no meio das situações mais comprometidas, nas que vai de por médio a própria segurança pessoal, é amostra de grande valor e entereza morais.

A veracidade moral é diferente à verdade em sentido gnoseológico, mas as pessoas verazes fazem um grande uso da verdade, professam-lhe um sincero culto.

Tolerância.

É o respeito e consideração que nos merecem as ideias ou actuações dos demais, apesar da rejeição que sintamos por ser contrárias a nossa forma de ser e de pensar. Está fincada no respeito à pessoa e no entendimento de nossas limitações. Ao reconhecer que não somos possuidores da verdade absoluta devemos permitir a manifestação de ideias diferentes, por ser também diferentes os pontos de vista, da formação cultural e os costumes entre os homens.

Tudo isto dentro dos limites possíveis do respeito mútuo, pois se estes se rompem a tolerância não tem então por que se sustentar, sobretudo quando é demostrable o erro da parte contrária.

Bondade.

É a virtude moral por excelência, o valor mais alto da conduta, que se confunde inclusive com o mesmo conceito de virtude. Define-se quase igual que esta como a determinação da vontade para fazer o bem aos demais. Se o bem é o fim essencial da moral, então a bondade é a virtude suprema do ato moral, a meta ideal da moralización do indivíduo.

Devemos distinguir um matiz de diferença muito importante entre a benevolência ou benignidad, que são derivações da bondade, e a bondade em sentido estrito, capaz de converter o cumprimento do bem em uma obrigação autoimpuesta pela própria vontade. Os conceitos derivados implicam uma atitude mais bem passiva, muito tolerante, de suportar com grande resignação o dano que outros possam causamos.

Todas as virtudes mantêm entre si íntimos enlaces, mas a bondade é tão ampla que corno nenhuma envolve às restantes em um todo unitário.

Ante o problema muito discutido de se o homem é bom ou mau por natureza, nos avocamos a crer em sua bondade, e que sua maldade é mais bem o produto das frustrações e injustiças que sofreu ao longo de sua existência. O homem bom tem de ser livre, responsável, dono de suas palavras e acções, com pensamentos elevados e dispostos a construir sua vida com altruísmo, generosidade, tolerância, solidariedade, e demais virtudes.

Justiça.

É a virtude moral que faz referência à ordem, igualdade e harmonia que devem prevalecer no homem, em sua dupla dimensão social e individual.

Quanto ao indivíduo, a justiça expressa (segundo Platón) o adequado equilíbrio e harmonia entre as faculdades da alma; ficando subordinadas à razão a vontade e a sensibilidade. Quanto ao ser social, a justiça tenta integrar em uma ordem estável, harmónico e igualitário os relacionamentos interhumanas com o fim de obter o bem comum.

A justiça é a aspiração máxima do direito, a idéia que deve o inspirar constantemente. Embora tem um fundamento ético de grande transcendência, o local onde melhor se assenta é no dos relacionamentos sociais reguladas pelo direito. Isto se deve à própria natureza da justiça, que possui em nosso tempo uma connotación mais social que individual, mais positiva que metafísica.

A justiça natural tem à equidade (o mesurado) como um de seus princípios básicos.

A justiça, derivada do direito positivo, encontra-se plasmada nos diferentes ordenamentos legais promulgados pelo poder público. Esta é a justiça social ou legal, que pára muitos é a justiça propriamente dita.

A justiça legal divide-se de modo geral ou particular, "segundo que considere os actos humanos em relacionamento com o que exige a conservação da unidade social e o bem comum, ou em relacionamento com o que corresponde aos particulares entre si ou em frente à comunidade. A primeira regula os direitos da sociedade e a segunda os direitos dos particulares".

Esta última subdivide-se em distributiva e em comutativa.

A justiça distributiva, segundo a célebre definição de Ulpiano como: "a vontade constante e perpétua de dar à cada um o seu", estima, aprecia, ou distingue segundo a lei ou os princípios da equidade, o que à cada um lhe corresponde.

A justiça comutativa é a que deve ser dado nos relacionamentos bilaterais de truque ou mudança; consistente na igualdade ou proporção de tipo aritmético entre o que se dá e o que se recebe.

Magnanimidad.

Consistente na grandeza espiritual de ver a vida desde perspectivas muito elevadas, colocando sempre acima das nimiedades ou asperezas da existência, a força do ânimo empreendedor, o altruismo pelo próximo. Ninguém como Aristóteles nos ofereceu até agora um conceito tão claro e profundo desta virtude; vale demasiado a pena para não transcribirla, nos diz: "A magnanimidad, como seu mesmo nome o dá a entender, parece se aplicar às grandes coisas... O que é digno de coisas pequenas, e delas se julga digno, é discreto, mas não magnânimo, porque a magnanimidad está na grandeza, como a hermosura em um corpo grande; os pequenos são graciosos e bem fornecidos, mas não formosos.

A magnanimidad muéstrase bem como certa ordem bela das virtudes, pois fá-las maiores e não se dá sem elas. Pelo qual é difícil ser com verdade magnânimo, pois não é possível o ser sem nobreza moral.

O magnânimo é, pois, tal sobretudo nas honras e deshonores. Mas ainda nas grandes honras, e por mais que provenham dos homens de bem, o magnânimo desfrutará deles moderadamente, como quem obtém o que lhe pertence. Mas desprezará em absoluto as honras que vingam de gentes quaisquer ou por coisas miúdas, por ser inferiores a sua merecimento. Igual conduta observará nas afrentas, que não poderiam ser aplicado justamente a ele.

É próprio do magnânimo não haver menester de ninguém ou mal, senão ser cedo em dar ajuda; bem como ser altivo com os que estão em dignidade e prosperidade, e afable com os de média condição. Sobrepujar aos uns é coisa difícil e excelsa, mas fácil com respeito aos outros. Dar-se ares de superioridade com os primeiros não quadra mau a um homem bem nascido; mas fazê-lo com os humildes é uma vulgar insolência, tal como fazer alarde de sua força com os débis.

É também próprio do magnânimo não frequentar locais de moda, nem aqueles outros onde outros têm a primeira categoria. O magnânimo é indolente e demoro, a não ser que não tenha de por médio alguma grande honra ou empresa. É hacedor de poucas coisas, mas estas grandes e renomadas. É também uma necessidade para ele ser aberto em seus ódios e em suas amizades, porque esconder seus sentimentos é próprio do que tem medo.

Mais preocupa-lhe ao magnânimo a verdade que a opinião, e falar e fazer a plena luz. e porque todo o tem em pouco, fala com franqueza e veracidade, salvo o que diz por ironia, pois em seu trato com o vulgo é irónico.

O magnânimo não é propenso à admiração, porque nada é grande para ele. Nem também não recorda o mau que se lhe tem feito, porque não é próprio de uma alma grande conservar a lembrança de tudo, e menos se são ofensas, senão mais bem as desdenhar. Não é amigo de falar de ninguém: nem de si mesmo falará, nem de outro, nem de que ele seja alabado, nem de que outros sejam vituperados. E bem como não prodiga elogios, também não fala mau dos demais, nem sequer de seus inimigos como não seja para mostrar seu desprezo. Das coisas necessárias ou miúdas jamais se lamenta ou as solicita, pois qualquer destas atitudes seria indício de um ânimo afanoso. É inclinado a tentar-se coisas belas e infrutuosas mais bem que as fructuosas e úteis, por ser aquilo mais próprio do que se basta a si mesmo.

Humildade.

É a virtude que se assenta no reconhecimento profundo de nossas finitudes e imperfeições; de que somos por natureza seres débis e corruptibles.

A humildade é uma virtude essencialmente cristã, que se opõe à soberba dos que não aceitam o fato de nossa condição pecaminosa e são incapazes de acatar docilmente os ditados da autoridade, da verdade, da lei.

Facilmente confunde-lha com a humillación ou a abyección (bajeza, envilecimiento), mas é o mais contrária a esses sentimentos. A humildade deve ser enlaçada com a singeleza de sabemos limitados, mas ao mesmo tempo capaz de abrimos à transcendência e invocar o perdão de nossos pecados. Perdão que deve ser feito de algum modo extensivo às pessoas a quem ofendemos.

Também entranha o perigo de reduzimos em extremo com tal de obter o favor de outras pessoas, ou de Deus mesmo. Nestes casos, não atuamos com a humildade que impõe o serviço ou dever ao próximo, senão com a oculta hipocrisia de obter uma vantagem ou justificativa de nossas desmedidas ambições.

Altruísmo.

Em oposição ao egoísmo, é a virtude que nos leva a sentir uma funda complacência ao fornecer bem aos demais, ainda a costa de sacrificar o bem-estar próprio. O termo foi criado por A. Comte, com o fim de integrá-lo como valor supremo de seu moral positivista, que sintetizou na fórmula: "viver para o próximo".

Distingue-se da caridade, assim que que o altruísmo se origina na natureza (os animais de muitas espécies também dão amostras dele, no sentido de um sentimento instintivo que os une e protege) e tem como finalidade exclusiva o bem positivo da sociedade, enquanto a caridade se funda no amor a Deus e tem um fim sobrenatural.

O altruísmo é o produto do amor ao próximo, unido simultaneamente à abnegación do eu individual. É o amor desinteressado que pode ser desprendido do egoísmo, da inveja, do prazer pela desgraça alheia.

O altruísmo não deve, no entanto, subestimar o valor próprio de nossa individualidade, ao extremo de esquecer sua importância e abstraerla de sua dimensão real da sociedade. Somos indivíduos, e como tais devemos afirmamos no âmbito dos relacionamentos interpersonales, sempre desde a perspectiva de um mútuo respeito que propicie a eficaz ajuda que possamos fornecemos.

Solidariedade.

É a virtude que nos move a estreitar os relacionamentos sociais no plano da reciprocidade. É o altruísmo partilhado que nasce do sentimento de pertencer a grupos com igualdade de origem, destino, aspirações comuns e demais aspectos que fundamentam sua identidade, ou simplesmente pelo fato de pertencer à espécie humana.

A solidariedade implica interdependência e ajuda mútua entre os membros de um mesmo grupo, ou entre grupos heterogéneos, por razões históricas, sociais, políticas ou culturais.

Também deve tentar, uma vida social mais justa e igualitária, que evite o conflito entre as classes, a desproporcionada repartição da riqueza, a fome, a ignorância, e demais tarefas que lhe são próprias. Séria muito longa a enumeração de acções solidárias do Estado, mas não devemos esquecer que a solidariedade é essencialmente recíproca e, por tanto, em todos estes assuntos fica implícita a sua vez a resposta e participação que moralmente estamos obrigados a dar.

INSTITUTO POLITÉCNICO NACIONAL.
CECyT MIGUEL OTHÓN DE MENDIZABAL
ÉTICA CIDADÃ E VIRTUDES CÍVICAS.

FILOSOFIA
MÉXICO, DF A 22 DE ABRIL DE 2005.
ÉTICA CIDADÃ E VIRTUDES CÍVICAS


A VIRTUDE NEOCLÁSSICA E A MORAL DURKHEIMIANA: UMA LEITURA DO QUADRO O JURAMENTO DOS HORÁCIOS,
DE JACQUES-LOUIS DAVID (1748-1825)
Anderson Ricardo TREVISAN1


A Moral e o Civismo...

   
A liberdade, tão essencial às nossas vidas, só tem valor ético quando associada à responsabilidade. Assim, toda pessoa livre deve ser, na mesma medida, uma pessoa responsável. Responsável perante sua consciência moral e perante as leis da sociedade em que vive.
   Podemos concluir, então que a noção de liberdade está associada a duas espécies básicas de responsabilidade: a moral e a cívica.
  A responsabilidade moral abrange os deveres perante nossa consciência moral. A moral se preocupa com o uso que o ser humano deve fazer de sua liberdade para ser verdadeiramente feliz.
  A educação moral procura agir intimamente na personalidade de cada um, com objectivo de formar pessoas com bom carácter. Para isso, é necessário fortalecer a vontade humana, para que ela tenha como principio a voz interior de sua consciência moral e como fim a prática do bem.
 A responsabilidade cívica abrange os deveres perante a sociedade objectivando desenvolver o civismo e o bem comum.
  O civismo é o cumprimento consciente dos deveres para com a Pátria, tendo como objectivo o bem  estar de todos.
  A educação cívica pretende que as boas qualidades do carácter tenham um sentido social. Pretende formar bons cidadãos, isto é, pessoas que compartilhem suas boas qualidades com os demais membros da sua Pátria.

As Virtudes e os Vícios
    Virtude é o hábito de praticar o bem, isto é, de realizar acções que nos conduzam à verdadeira felicidade. A virtude corresponde ao uso da liberdade com responsabilidade. 
    Vício é o hábito de praticar o mal, isto é realizar algo que nos afasta da verdadeira felicidade. O vício corresponde ao uso da liberdade sem responsabilidade.
   Devemos destacar que a prática da virtude é a consequência natural da conduta do homem de bom carácter, do homem que escuta a voz de sua consciência moral, orientada pelos valores positivos da vida.

  O seguinte esquema resume as ideias examinadas até aqui:
Princípio da conduta- consciência moral (valores positivos).
Educação moral e cívica - formando e fortalecendo o bom carácter
Finalidade exterior da conduta - prática da virtude.

Exercícios de compreensão:
1- No que consiste a consciência moral?
2- O que é carácter moral?
3-Por que a tarefa da Educação Moral é algo complexo e delicado?
4- Quais as duas etapas básicas deste trabalho educacional?
5- Conceitue civismo.
6- Qual diferença entre responsabilidade moral e responsabilidade cívica?
7- Defina virtude e vício.
8- Dê alguns exemplos de virtudes e de vícios.
9- Resuma as principais virtudes morais (prudência, solidariedade, temperança, coragem, etc.)

Tema para a redacção:
A vida de todos nós esta baseada em uma escala de valores que adoptamos. Quais os valores mais importantes de sua vida?
Pense num exemplo de pessoas que não possuem auto-respeito.
Tema para debate:

Qual é na sua opinião, a maior virtude que um homem pode possuir? E o pior vício?

profª Alcilene Rodrigues

O CIVISMO NASCE DA CONSCIÊNCIA DE SER CHAMADO AO EXERCÍCIO DE VIRTUDES

Hoje se usa muito a palavra “cidadania”, resgatar os valores da “cidadania”. Muitos de nossos compatriotas jamais gozaram dos benefícios da cidadania e, até, ignoram o que de facto, em concreto, significa. Portanto, não se pode resgatar o que ainda não se teve, do que ainda não se usufruiu.
A cidadania supõe o civismo ou é uma qualidade inerente a ela. É o que deveríamos descobrir. Acentuo, a seguir, algumas características para nos nortear na solidificação da cidadania.
Civismo quase equivale a patriotismo, entendido como devotamento à causa comum, como esforço em prol do multiforme progresso da Pátria.
Para que alguém seja impregnado do civismo não basta conhecer leis e obrigações, mas se torna necessário um longo aprendizado, que não se obtém pela formulação e cumprimento de regras civis de comportamento.
O civismo inclui e pede, a cada momento e de cada cidadão, o esforço em se dedicar ao progresso e engrandecimento da Pátria. Esse progresso e engrandecimento não podem ser considerados unilateralmente do ponto de vista material, como avanço na riqueza, na economia, na tecnologia, na soberania e no poder. Semelhante visão, limitada e errónea, seria prejudicial à Pátria e à educação para o civismo.
Vivemos em um período da história onde, talvez mais do que nunca, há como que um inconsciente colectivo, que determina que o que importa é o bem-estar particular, individual. Perde-se o conceito chave do colectivo, do bem-comum a todos.
Uma das formas mais eficazes para chegar ao civismo é o interesse e a participação activa nos problemas da própria comunidade. É no sentir e sofrer comum, no partilhar do dia-a-dia de cada irmão, é que desponta o civismo. É co-participação.
O civismo, digno deste nome, não nos permite o gozo tranquilo de direitos assegurados por lei ou exigidos por ela como demonstração de aceitação passiva. O civismo nos leva ao cheiro da terra, ao apreço do suor e das mãos calejadas do trabalhador. Suscita em nós o encanto pelo que Deus nos presenteou na linda natureza e pelas transformações de melhoria, operadas pelo trabalho humano.
O dever cívico é atitude de quem não dorme, deixando acontecer, mas de quem está activamente vigilante para a preservação da ordem, a defesa dos valores morais e sociais, rasgando horizontes de esperança, impedindo o pessimismo do “deixar andar”...
O civismo exige de cada cidadão a colaboração generosa nas obras sociais, nas iniciativas que tencionam melhorar a situação de todos, colocando à disposição desse objectivo os próprios talentos, as capacidades, a formação adquirida, “o seu engenho e arte”. Desta forma excluem-se o individualismo e as diversas formas de egoísmo.
Quando, civicamente, enaltecemos “a grandeza da Pátria”, convém não esquecer as grandezas culturais da literatura, arte, música, entre outras. O cultivo dos heróis é legítimo, mas não pode olvidar os heróis desconhecidos no cumprimento do dever, dia após dia, no anonimato do trabalho, da virtude, do aprofundamento da fé e da crença num Ser sumamente bom e Pai de todos.
O civismo nasce da consciência de ser chamado ao exercício de virtudes – morais, sociais e patrióticas – que caracterizam personalidades amadurecidas. Desta forma, o civismo se opõe ao aventureirismo fácil dos que – para salvarem a Pátria – apregoam fórmulas mágicas, reformas arbitrárias, subversão, planos imaginosos e sonhadores sem o apoio do testemunho, da honestidade, da ausência de corrupção.
O civismo abraça a todos, indistintamente, mas de modo particular, aos jovens, aos educandos, propondo-lhes metas e objectivos claros, ao alcance de todos. Há de começar sempre pelo respeito à pessoa humana, perpassando pelo lar, pela escola e cidade, pelo estado e pela nação.
Não há civismo sem respeito à autoridade, legitimamente constituída, comprovada pelo interesse e devotamento ao bem-comum. É neste contexto que se torna urgente lutar por um patriotismo de verdade, alicerçado no respeito e na promoção da justiça, da solidariedade, da dignidade de cada pessoa como “imagem e semelhança” (cf. Gn 1,26a) do próprio Criador.
No que diz respeito mais objectivamente ao papel da Igreja neste contexto, é certo que esta deve assumir sua acção e postura eticamente responsáveis. Por meio de uma escolha ética, à luz da Palavra de Deus, a Igreja sabe como assumir seu papel na sociedade, e que estruturas podem ser escolhidas para esse fim.
“Ama com fé e orgulho a terra em que nasceste!”

CARDEAL D. EUSÉBIO OSCAR SCHEID

Arcebispo da Arquidiocese do Rio de Janeiro

Sismo de magnitude 3,2 sentido na ilha da Graciosa, Açores

Um sismo de magnitude 3,2 na escala de Richter foi sentido às 04:45 horas deste domingo no arquipélago dos Açores, sem causar danos pessoais ou materiais, informou o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).
Segundo o IPMA, o sismo foi registado nas estações da Rede Sísmica do Arquipélago dos Açores e o epicentro localizou-se a cerca de seis quilómetros a Oeste-Sudoeste da Luz (Graciosa).
"Este sismo, de acordo com a informação disponível até ao momento, não causou danos pessoais ou materiais e foi sentido com intensidade máxima III (escala de Mercalli modificada) na freguesia de Guadalupe, localidade Ribeirinha, da Ilha da Graciosa", refere o IPMA em comunicado.
Fonte: Lusa

Estudantes de Medicina contra criação de médicos indiferenciados

by Mira Online
A Associação Nacional de Estudantes de Medicina lamentou, este sábado, que mais de 100 médicos tenham ficado impossibilitados de se inscrever no concurso de especialidade e pediu ao Governo que tome medidas.
"Perante a inexistência de vagas para todos os candidatos, urge exigir ao Governo, em particular aos Ministérios da Saúde e da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, à Ordem dos Médicos, aos sindicatos e às demais entidades envolvidas, que dialoguem no sentido de apresentarem uma solução", apela a Associação Nacional de Estudantes de Medicina (ANEM).
A associação sublinha que o problema está "suficientemente bem identificado e evidenciado por vários estudos que avaliam a formação médica em Portugal" e defende "uma inevitável redução do atual número de estudantes de medicina do país".
O facto de mais de 100 médicos terem ficado sem acesso a uma vaga de formação específica, "criando assim a primeira geração de médicos indiferenciados, desde 2004", constitui para a ANEM "um problema com consequências deletérias para a qualidade da saúde em Portugal".
No comunicado, a ANEM salienta que o processo de escolha de vagas decorreu com irregularidades e aponta "falhas cruciais" como o atraso no envio das capacidades formativas por parte da Ordem dos Médicos e a discrepância entre as 1.664 disponibilidades/pedidos para abertura de vagas em 2016 por parte das instituições e as 1.569 vagas disponibilizadas, que está por esclarecer.
O próximo concurso realiza-se no próximo mês de junho e, segundo o presidente da ANEM, "se nada for alterado, garantidamente a situação que se vive agora repetir-se-á numa escala maior e mais grave, uma vez que o número de candidatos é muito superior ao atual".
A Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS) já se tinha pronunciado sobre o assunto na sexta-feira, assegurando ter feito "todos os esforços e insistências", junto da Ordem dos Médicos, por mais vagas para o concurso de especialidade, que deixou de fora mais de cem recém-licenciados.
Em causa está o concurso deste ano de internato médico -- momento de escolha da especialidade dos clínicos recém-licenciados --, que arrancou no passado dia 23 com diversas irregularidades, a começar pela própria lista final de vagas, que, em vez de conhecida dez dias antes, como determinado pela legislação, só foi publicada no dia seguinte.
Tendo em conta as várias irregularidades e insatisfação por parte dos médicos candidatos, a própria Associação Nacional de Estudantes de Medicina chegou a pedir, em vão, o adiamento do processo de escolha.
A ACSS explicou que "a definição do período de escolhas e a razão para o seu não adiamento" se deveu "exclusivamente à preocupação em ir ao encontro das solicitações dos candidatos, face a protestos e reclamações por parte de médicos internos que alegaram constrangimentos da sua vida pessoal em situações de calendários mais tardios".
Durante os últimos dias foi lançada uma petição pública 'online', até ao momento com 1.271 assinaturas, contra a falta de vagas para formação e "todas as irregularidades que decorreram neste concurso".
Fonte JN
Mira Online | Dezembro 6, 2015 às 8:19 am | Categorias: Nacionais 

Centenas de trabalhadores vão perder o emprego nos próximos meses



by Mira Online
Os últimos dados do Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) dão conta de que até outubro deste ano foram dispensados 5700 trabalhadores, quer através de despedimentos coletivos quer por meio de rescisões amigáveis (1700).
Nos primeiros dez meses de 2014, houve mais 800 dispensas. No entanto, os números deste ano e início de 2016 podem aumentar, se tivermos em conta as largas centenas de despedimentos que resultam do fecho da fábrica de bolachas Triunfo e, por exemplo, as dispensas anunciadas por empresas como a Somague e a Unicer.
O secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos, destaca outros aspetos no que diz respeito aos despedimentos coletivos que têm sido notícia. Dá o exemplo da Triumph Internacional, cuja fábrica em Portugal era das mais produtivas da multinacional. "No entanto, dentro de uma lógica de procura de baixos salários, a empresa decidiu apostar na deslocalização, sem ter em conta a qualidade". O mesmo aconteceu com a empresa Mondeléz, fabricante de bolachas Triunfo.
Fonte JN
Mira Online | Dezembro 6, 2015 às 8:24 am | Categorias: Nacionais