quinta-feira, 10 de setembro de 2026

Marinha Grande | MUNICÍPIO APROVA ALTERAÇÃO AO LOTEAMENTO DE CASAL DE MALTA

 A Câmara Municipal da Marinha Grande aprovou, na reunião do Executivo realizada no dia 7 de setembro de 2026, a alteração ao Loteamento de Casal de Malta, com o alvará n.º 02/2019, bem como o respetivo Relatório de Ponderação dos Resultados da Discussão Pública. 
A alteração agora aprovada procura reforçar a articulação do loteamento com a malha urbana envolvente, criando condições para a reorganização da rede viária, a abertura de novos arruamentos e a melhoria da circulação automóvel, pedonal e ciclável. A intervenção tem também como propósito estabelecer uma ligação entre a estação ferroviária e o centro da cidade.
A proposta contempla a criação dos arruamentos D, E e F. O arruamento D prolonga a Rua Aníbal H. Abrantes até à estação ferroviária; o arruamento E articula o parque verde envolvente à Ribeira das Bernardas, a zona desportiva e o extremo sul do loteamento; e o arruamento F estabelece uma relação direta entre a Avenida 1.º de Maio e a Avenida da Liberdade. A nova configuração prevê ainda percursos pedonais e cicláveis, estacionamento e a continuidade das redes de infraestruturas. 
A alteração permite, igualmente, acomodar a solução projetada para a reabilitação e requalificação do edifício municipal de habitação de custos controlados conhecido como Bloco L&M, localizado no lote 1. O projeto inclui a reorganização do espaço público envolvente, a criação de percursos acessíveis, a instalação de um elevador e a introdução de soluções destinadas a melhorar as condições de mobilidade, acessibilidade, eficiência energética, conforto térmico e acústico. 
A operação mantém os oito lotes existentes, as respetivas áreas e o número máximo de fogos previsto. A parcela destinada a equipamento será reorganizada em duas parcelas, com 11 270 m² e 3 820 m², em resultado da criação dos novos arruamentos.
A proposta reforça em 3 707,27 m² a área integrada no domínio público municipal para a implantação da nova infraestrutura viária. Este valor compreende 2 274,22 m² de faixa de rodagem, 220,84 m² de aparcamento público e 1 269,74 m² de áreas pedonais e ciclovia. O estacionamento público previsto no loteamento passa de 147 para 177 lugares, com a criação de 30 novos lugares no arruamento D. 
No domínio da mobilidade inclusiva, a proposta estabelece uma rede pedonal acessível, contínua e livre de obstáculos, destinada a garantir o acesso aos espaços públicos, equipamentos, lotes e áreas de estacionamento. O percurso acessível principal encontra-se representado com uma largura mínima de 1,50 metros, prevendo-se também travessias adaptadas e pavimentos táteis. 
O período de discussão pública decorreu entre 13 de maio e 5 de junho de 2026. A proposta e os respetivos documentos estiveram disponíveis no sítio da Internet e nas instalações da Câmara Municipal, tendo a participação sido possível presencialmente, por correio eletrónico ou por correio registado. Durante este período não foram apresentadas reclamações, observações, sugestões ou pedidos de esclarecimento, pelo que a proposta não sofreu alterações.

*Gabinete de Comunicação e Imagem

Comemorações dos 50 anos do Poder Autárquico em Porto de Mós

 Consciente da importância de assinalar condignamente os 50 anos das primeiras eleições autárquicas em democracia, realizadas a 12 de dezembro de 1976, a Assembleia Municipal de Porto de Mós promoverá, ao longo do ano de 2026 e 2027, um conjunto de iniciativas evocativas desta data fundadora do poder local democrático, destinadas a fomentar a reflexão sobre o percurso, o significado e os desafios contemporâneos das assembleias municipais.
Com efeito, no quadro da ordem democrática instituída após a Revolução de Abril, estas instituições afirmaram-se como um dos pilares estruturantes da organização política do Estado, assegurando a representação plural, o escrutínio democrático e a participação cívica à escala local. Num tempo marcado pela crescente complexidade das dinâmicas políticas, sociais e territoriais, e pela intensificação das interdependências entre os planos local, nacional e internacional, afigura-se particularmente relevante promover uma reflexão crítica sobre o seu papel na consolidação do Estado de direito democrático e na articulação entre cidadãos e poder político.

É neste enquadramento que, entre nos meses de outubro e novembro, decorrerá um ciclo de conferências e debates que reunirá distintas personalidades do panorama nacional para debater “A Arquitetura do Poder Local em Porto de Mós”, a par do lançamento e apresentação do livro comemorativo “50 anos das Assembleias Municipais em Porto de Mós”, no dia 12 de dezembro, com homenagem aos elementos pertencentes às assembleias municipais.

Já em 2027, a Assembleia Municipal de Porto de Mós pretende dinamizar várias atividades que incluirão um encontro que reunirá 50 mulheres influentes do concelho, um encontro com 50 jovens e diversas palestras nas escolas.
 
PROGRAMA
Comemorações dos 50 anos do Poder Autárquico em Porto de Mós
7 Outubro | 21H00 | Central das Artes – Porto de Mós
 
Abertura:
Presidente do Municipio de Porto de Mós (Jorge Vala)
Presidente da AM de Porto de Mós (Clarisse Louro)
Presidente da ANAM (Fernando Santos Pereira)
Mesa-redonda:
Helena Roseta, antiga presidente da AM Lisboa
Francisco Branco de Brito, presidente ANF
Isabel Damasceno, membro da Comissão Nacional das Comemorações
 
11 Novembro | 21H00 | Central das Artes – Porto de Mós
 
Abertura:
Presidente da AM de Porto de Mós (Clarisse Louro)
Presidente do Municipio de Porto de Mós (Jorge Vala)
 
Mesa-redonda:
Jorge Lacão, presidente da AEDAR
Silvério Regalado, Secretário de Estado da Administração Local
Kevin Soares, historiador
 
*Patrícia Alves
Gabinete de Comunicação

 

Marinha Grande | ASSEMBLEIA MUNICIPAL REÚNE NA MOITA A 14 DE SETEMBRO

 A Assembleia Municipal da Marinha Grande reúne em sessão ordinária, no dia 14 de setembro de 2026, segunda-feira, pelas 20h30, na sede do Clube Desportivo Moitense, situada na Rua 5 de Outubro, Moita.
A sessão terá a seguinte ordem do dia:
1. Aprovação das atas das sessões da Assembleia Municipal n.º 03/2026 e 04/2026;
2. Apreciação da prestação de serviços de interesse geral de transporte de passageiros, relativa ao Contrato-Programa 2025 da TUMG;
3. Aprovação da delimitação da Área de Reabilitação Urbana de Casal de Malta;
4. Programa Setorial das Zonas de Aceleração da Implantação de Energias Renováveis, com a apresentação, para conhecimento, da pronúncia do Município da Marinha Grande sobre a proposta de formas, prazos e orientações para a atualização dos planos territoriais municipais;
5. Aprovação da Estratégia Municipal de Saúde da Marinha Grande 2026-2029;
6. 23.ª Modificação aos Instrumentos Previsionais de 2026, correspondente à 3.ª revisão orçamental;
7. Pedido de autorização prévia da Assembleia Municipal para a assunção de compromissos plurianuais;
8. 2.ª alteração ao Mapa de Pessoal de 2026;
9. Apreciação da atividade municipal e da situação financeira.
A sessão será transmitida em direto no canal de YouTube OA MGTV https://www.youtube.com/@oamgtv5871 e posteriormente disponibilizada no mesmo canal.

*Gabinete de Comunicação e Imagem

Silves | CORTE TOTAL DE TRÂNSITO NA RUA D. AFONSO III, EM SILVES, NO DIA 15 DE SETEMBRO

 O Município de Silves informa que, devido à realização de trabalhos de betonagem no âmbito de uma obra particular, será necessário proceder à interdição total da circulação rodoviária na Rua D. Afonso III, em Silves, no próximo dia 15 de setembro, terça-feira, entre as 08h00 e as 12h00.
Durante este período, e devido à interferência dos trabalhos na normal utilização da via pública, o trânsito estará totalmente interrompido.
 
O Município de Silves agradece a compreensão dos automobilistas e demais utentes da via pelos eventuais incómodos causados.
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Na quarta-feira, 9 de setembro. Iniciativa “À Tarde Há Teatro” juntou mais de uma centena de seniores em Cantanhede


O Centro Paroquial de São Pedro, em Cantanhede, recebeu mais um encontro da iniciativa Encontros Seniores – “Envelhecer com Dignidade”, desta vez com a atividade “À Tarde há Teatro”, na quarta-feira, 9 de setembro.
A iniciativa contou com a presença dos utentes do Centro de Convívio Professora Maria Emília, que apresentaram atuação teatral.
Nesta atuação, os skates assumiram o papel principal da história, servindo de mote para uma exibição dinâmica e cheia de humor.
“Com muita energia e jovialidade, o grupo de seniores provou que a idade é apenas um número, arrancando gargalhadas e calorosos aplausos da plateia ao longo de toda a performance”, afirmou a vereadora com o pelouro da Ação Social e Saúde, Célia Simões.
Para encerrar o encontro, o evento contou com a participação da Nadine Santos, que assegurou o momento musical da tarde, convidando o público a cantar ao som de um repertório animado que envolveu todos os presentes.
“A atividade, que envolveu 121 participantes, destacou-se pela celebração do envelhecimento ativo, reforçando a importância dos laços comunitários, da partilha e da cultura como ferramentas fundamentais para o bem-estar e a alegria de viver”, acrescentou a autarca.

CARLA PAIS APRESENTA PERCURSO LITERÁRIO NA MARINHA GRANDE

 O Município da Marinha Grande promove, no dia 17 de setembro de 2026, pelas 19h00, um encontro literário com a escritora Carla Pais, no Auditório da Resinagem. A iniciativa proporcionará ao público uma oportunidade para conhecer o percurso, as obras e o processo criativo de uma das mais premiadas autoras portuguesas da atualidade.
Durante o evento na Marinha Grande, a escritora será convidada a revisitar as obras que marcaram a sua carreira, os prémios conquistados e as experiências e desafios associados à criação literária. Será, também, um momento de proximidade e diálogo com os leitores.
Natural da freguesia de Regueira de Pontes, concelho de Leiria, onde nasceu em 1979, Carla Pais reside atualmente em França. A autora tem desenvolvido uma carreira marcada pelo reconhecimento em diferentes géneros literários, da poesia ao conto e ao romance.
O seu percurso literário conta com importantes distinções. Em 2015, conquistou o Prémio Literário Horácio Bento Gouveia com o conto A Alma do Diabo. Dois anos depois, venceu a primeira edição do Prémio de Poesia Francisco Rodrigues Lobo com A Instrumentação do Fogo. Em 2018, recebeu o Prémio Literário Cidade de Almada pela obra Um Cão Deitado à Fossa, livro que viria também a ser distinguido, em 2023, com o Prémio Autores da Sociedade Portuguesa de Autores, na categoria de Melhor Livro de Ficção Narrativa.
Entre as suas obras encontra-se, igualmente, o romance Mea Culpa, finalista do Prémio APE em 2018.
Em 2025, Carla Pais alcançou um dos mais relevantes reconhecimentos da literatura portuguesa ao vencer o Prémio LeYa, com o romance A Sombra das Árvores no Inverno. O júri destacou a elegância da escrita e a abordagem de temas contemporâneos relacionados com a imigração, a integração e a rejeição, num enredo atravessado pela perda, pelo amor, pela memória e pela procura de um lugar no mundo.

*Gabinete de Comunicação e Imagem

Opinião - Santo António nasceu numa família da nobreza portuguesa?


Há perguntas históricas que parecem ter uma resposta conhecida até ao momento em que decidimos olhar para elas com maior atenção. A origem social de Santo António é uma dessas questões. Habituámo-nos à imagem de Fernando de Bulhões como o santo próximo dos pobres, dos humildes e do povo de Lisboa, imagem que a tradição religiosa e a devoção popular consolidaram ao longo dos séculos. Mas uma coisa é a imagem que construímos do santo depois da sua morte, outra, bastante diferente, é tentar perceber quem era a família em que nasceu, onde vivia, que educação recebeu e que posição ocupava na Lisboa do final do século XII.

É precisamente neste ponto que uma leitura olisipográfica, como a de José Sarmento de Matos, se torna particularmente sugestiva. Sarmento de Matos habituou-nos a olhar para Lisboa não apenas através dos grandes acontecimentos ou dos grandes personagens, mas também através das casas, das ruas e dos lugares concretos onde a história aconteceu. O próprio historiador explicou que, perante um edifício, procura saber quem o construiu, quem o habitou, o que essas pessoas faziam e, sobretudo, «que tipo de gente morava ali». A casa deixa, assim, de ser simples cenário para passar a ser documento histórico.

Aplicado a Santo António, este método obriga-nos a fazer uma pergunta aparentemente simples, mas historicamente decisiva: que família vivia diante da Sé de Lisboa na época em que nasceu Fernando de Bulhões?
A tradição situa a casa dos pais de Santo António junto da Sé de Lisboa, no espaço onde posteriormente seria construída a igreja que lhe foi dedicada. Não estamos, portanto, perante uma residência situada numa periferia indiferenciada da cidade medieval. Estamos no coração religioso e urbano de Lisboa, junto do principal templo da cidade, num espaço onde se concentravam instituições eclesiásticas, circulação de pessoas, actividade comercial e relações de poder.

A tradição antiga é ainda mais explícita. Um texto sobre a vida do santo conservado em documentação patrimonial de Vila Franca de Xira afirma que Martim de Bulhões e Teresa Taveira moravam «junto e defronte da porta principal da Sé da cidade» e identifica ambos como pessoas «de nobre sangue». O mesmo texto acrescenta que Fernando foi baptizado na Sé e que ali recebeu as primeiras letras, aprendeu latim e exerceu funções de acólito e menino do coro.

É necessário, contudo, separar aquilo que a tradição posterior afirmou daquilo que as fontes mais antigas permitem sustentar.

E aqui surge um dos documentos fundamentais para esta investigação: a Legenda Assídua, primeira grande narrativa franciscana sobre a vida de Santo António. A fonte não se limita a dizer que os pais eram virtuosos. Ao descrever a família, afirma que, na zona ocidental de Lisboa, os pais do futuro santo possuíam uma «residência digna do seu estatuto e condição social». Outras fontes medievais são ainda mais directas. O Dialogus de gestis beati Antonii apresenta Fernando Martins como «oriundo duma mui nobre família dessa cidade», enquanto a Benignitas fala de uma «linhagem nobre» e a Raimundina volta a referir a sua origem numa «família nobre».

Isto não é uma invenção da genealogia portuguesa dos séculos posteriores. É uma tradição que aparece relativamente cedo na documentação hagiográfica franciscana.

Mas há uma diferença importante entre dizer que as fontes medievais apresentam Fernando como oriundo de uma família nobre e afirmar que conseguimos hoje reconstruir, sem margem para dúvidas, uma linhagem aristocrática dos Bulhões até aos reis das Astúrias ou a Godofredo de Bouillon. Essa segunda afirmação exige muito mais cautela.

A genealogia tradicional de Martim de Bulhões e Teresa Taveira atribuiu-lhes ascendências extraordinariamente ilustres. Martim teria sido ligado à linhagem de Godofredo de Bouillon, enquanto Teresa teria sido relacionada com a antiga realeza asturiana. Essas genealogias aparecem repetidamente na tradição antoniana e genealógica, mas a sua comprovação documental é muito mais problemática. Há mesmo estudos genealógicos que colocam sérias reservas sobre a identificação da mãe de Santo António com a linhagem tradicionalmente atribuída aos Taveira.

É precisamente aqui que o historiador deve resistir à tentação da certeza fácil.

O argumento mais interessante não depende sequer de provar uma árvore genealógica até à Alta Idade Média. Depende de observar aquilo que sabemos sobre a posição social da família na própria Lisboa.

Fernando cresceu junto da Sé. Teve acesso precoce à instrução. Aprendeu latim. Foi educado no ambiente da principal instituição religiosa da cidade. Frequentou depois São Vicente de Fora, ingressando entre os Cónegos Regrantes de Santo Agostinho, antes de, anos mais tarde, abraçar a vida franciscana.

A sua formação inicial, portanto, não corresponde à imagem de uma infância desprovida de recursos ou de contactos com os centros intelectuais e religiosos da cidade. O próprio acesso à instrução constitui um indício social relevante, embora não seja, isoladamente, uma prova de nobreza.

Mais interessante ainda é aquilo que aconteceu à própria casa.

A residência associada ao nascimento de Santo António acabaria por ficar integrada no espaço institucional da cidade. No local desenvolveu-se posteriormente a Casa de Santo António e funcionaram os Paços da Câmara e o Senado de Lisboa. A investigação sobre a freguesia da Sé regista precisamente essa transformação do espaço associado à casa paterna de Santo António em lugar ligado posteriormente ao poder municipal.

Temos, assim, uma coincidência histórica extraordinariamente sugestiva: o espaço tradicionalmente associado à casa de uma família lisboeta do século XII tornar-se-ia, séculos depois, um espaço de administração e representação política da própria cidade.

Não significa isto que a casa fosse um «palácio» no sentido moderno, nem que a família de Santo António ocupasse necessariamente um cargo político. Seria um abuso da fonte afirmá-lo. Significa, isso sim, que a localização da residência, a descrição medieval da condição social dos pais, o acesso de Fernando à educação e a própria tradição documental sobre a sua origem compõem um conjunto de indícios que merece ser levado a sério.

É aqui que a hipótese de Sarmento de Matos ganha força enquanto método histórico. O lugar não prova sozinho a condição social dos seus habitantes. Mas o lugar, quando confrontado com as fontes escritas, pode transformar-se num indício. E quando vários indícios convergem, o historiador tem o dever de formular a pergunta, mesmo quando ainda não pode oferecer uma resposta absoluta.

Santo António nasceu, segundo a tradição, em 1195, embora a cronologia exacta continue a ser discutida. Foi baptizado Fernando e cresceu numa Lisboa que ainda se encontrava relativamente próxima da conquista cristã de 1147. A cidade era pequena quando comparada com a Lisboa moderna, e a proximidade física entre os seus principais espaços religiosos, políticos e residenciais tinha uma importância que hoje dificilmente conseguimos imaginar.

Nascer junto da Sé não significava automaticamente pertencer à aristocracia. Mas viver ali, possuir uma residência descrita como adequada ao estatuto da família, ter acesso à educação ligada à Sé e seguir posteriormente uma formação religiosa altamente qualificada são elementos que não devem ser apagados pela imagem posterior do «santo do povo».

Talvez a pergunta correcta não seja, portanto, se Santo António nasceu numa família «rica» ou «pobre». Essas categorias são demasiado modernas para descrever adequadamente a sociedade lisboeta do século XII.

A pergunta historicamente mais rigorosa será outra: qual era a posição social da família de Fernando de Bulhões na Lisboa do seu tempo?

E aqui a resposta parece ser mais interessante do que aquela que a tradição popular nos habituou a imaginar.

As fontes medievais falam de nobreza. A Legenda Assídua fala de uma residência compatível com o estatuto social dos pais. A localização junto da Sé coloca a família no centro da Lisboa medieval. A educação de Fernando demonstra acesso a um universo intelectual e religioso privilegiado. E a tradição genealógica, embora em vários pontos deva ser tratada com prudência, conservou persistentemente a memória de uma origem social elevada.

Não temos, com segurança documental suficiente, uma carta régia que nos permita escrever simplesmente: «Martim de Bulhões era membro da nobreza portuguesa». Mas temos algo historicamente mais interessante: um conjunto de fontes medievais e indícios sociais que tornam perfeitamente legítimo investigar a hipótese de uma família pertencente aos estratos superiores da sociedade lisboeta.

É uma diferença fundamental.

O historiador não precisa de transformar uma hipótese em certeza para fazer História. Pelo contrário, é precisamente quando sabe onde termina o documento e começa a interpretação que a investigação ganha credibilidade.

E talvez seja essa a verdadeira pista escondida na casa de Santo António.

Antes de ser o santo que Lisboa ofereceu ao mundo, Fernando de Bulhões foi uma criança que nasceu junto da Sé, cresceu num ambiente familiar que as fontes descrevem como socialmente digno e recebeu uma educação que o colocou, desde muito cedo, no coração religioso e intelectual da cidade.

O santo do povo pode, afinal, ter começado a sua história muito mais perto das elites de Lisboa do que a memória popular costuma admitir.

E é nessa casa, diante da Sé, que talvez devamos começar a procurar a resposta.
*Paulo Freitas do Amaral
Professor, Historiador e Autor

ATLETAS DA COLUMBÓFILA DE CANTANHEDE PARTICIPARAM NO PENACOVA TRAIL DO CENTRO


Numa organização da Carlos Sá Nature Events®, que contou com o apoio da Câmara Municipal de Penacova, teve lugar na manhã de domingo, dia 6 de setembro a 10ª edição do Penacova Trail do Centro, com 3 provas competitivas de trail, pontuáveis para os Circuitos Nacionais da ATRP e para o Circuito Best Trail Series.

Participam nesta competição 2 atletas da Secção de Ar Livre e Aventura, da Associação de Solidariedade Social Sociedade Columbófila Cantanhedense, na prova de Trail Sprint de 18km, tendo a atleta Luísa Santos, alcançado a 204ª posição na classificação feminina, e o 44º lugar no escalão F50 e Marco Santos,

que se classificou no 142º lugar na classificação masculino, e o 46º lugar no escalão M40.

Com o apoio:
Óptica Loisas Loisas - Zeiss
Fisioterapeuta Ana Taraio
Luisa Cabeleireiro
Mariana Andrade Martins - Nutricionista e Nutricoach
Fisiobaía-Saúde Global
Streetsport Animação Turística
Fisio André Viegas
NH Fitness Athletes - Preparação Física e Alta - Performance (Nelson Heleno)

ATLETAS DA SOCIEDADE COLUMBÓFILA COMPETIRAM NO ALTO ALENTEJO


Realizou-se no passado dia 6 de setembro, o XIII Trail do Sor, na Cidade de Ponte de Sor, no distrito de Portalegre, Alto Alentejo, organizado pela Associação "Clube de Atletismo Trail Runners da Ponte", com o apoio do Município de Ponte de Sor e da Freguesia de Ponte de Sor, entre outras entidades e empresas.

Esta edição contou com 3 distâncias competitivas de trail, integrando o Circuito Nacional de Trail e de Trail Sprint da ATRP (Associação de Trail Running de Portugal), bem como circuitos distritais, tendo os atletas participantes percorrido montes, vales e trilhos circundantes ao Rio Sor.

Participaram 2 atletas da Secção de Ar Livre e Aventura, da Associação de Solidariedade Social Sociedade Columbófila Cantanhedense, na prova de 17km, tendo a atleta Tânia Simões, alcançado a 30ª posição na classificação feminina, e o 5º lugar no escalão F35 e Nelson Almeida, que se classificou no 31º lugar na classificação masculino, e o 8º lugar no escalão M35.

Com o apoio:
Óptica Loisas Loisas - Zeiss
Fisioterapeuta Ana Taraio
Luisa Cabeleireiro
Mariana Andrade Martins - Nutricionista e Nutricoach
Fisiobaía-Saúde Global
Streetsport Animação Turística
Fisio André Viegas
NH Fitness Athletes - Preparação Física e Alta - Performance (Nelson Heleno).

MUNICIPIO DE CASTELO DE PAIVA PROMOVE SESSÃO DE ESCLARECIMENTO SOBRE AS OBRAS NA EB 2.3 DE SOBRADO


A Câmara Municipal de Castelo de Paiva realiza amanhã, dia 10 de Setembro, pelas 19h00, na Sala Polivalente do Agrupamento de Escolas de Castelo de Paiva, uma Sessão Pública de apresentação e esclarecimento dedicada à empreitada de remodelação e modernização da antiga Escola EB 2/3 de Sobrado, que já está em curso. 
Este encontro aberto destina-se a encarregados de educação, corpo docente, pessoal não docente e a todos os cidadãos interessados em acompanhar de perto o desenvolvimento desta intervenção estrutural no concelho. 
Durante a sessão, o Executivo Municipal e o Agrupamento de Escolas de Castelo de Paiva, estarão disponíveis para esclarecer todas as dúvidas da comunidade escolar. 
Recorde-se que, a modernização da antiga Escola EB 2/3 de Sobrado representa um investimento prioritário para o Município de Castelo de Paiva, com o objetivo de dotar o estabelecimento de ensino de instalações modernas, seguras e eficientes, garantindo condições de excelência para a aprendizagem dos jovens paivenses. 
Integrada na política de proximidade, diálogo e transparência promovida pela actual gestão autárquica, presidida por Ricardo Cardoso, esta iniciativa visa assegurar que as famílias e os profissionais de educação sejam activamente envolvidos e informados sobre o impacto e o desenrolar das obras. 
O Município de Castelo de Paiva apela à participação de toda a comunidade escolar.

*Carlos Oliveira
Gabinete de Comunicação Relações Públicas e Protocolo
Assessor de Imprensa


Receção ao Professor 2026 reuniu comunidade educativa para falar sobre algoritmos, sentidos e emoções

 O Município de Porto de Mós voltou a promover a Receção ao Professor, uma iniciativa que assinala o início de mais um ano letivo e que reuniu professores, educadores, dirigentes escolares, formadores e outros profissionais da comunidade educativa num total de cerca de 200 participantes.

Realizada na Real Factory, no Juncal, a edição deste ano teve como tema “Educar para o Futuro: entre algoritmos, sentidos e emoções”, propondo uma reflexão sobre os desafios e oportunidades que marcam atualmente a educação, com particular enfoque na Inteligência Artificial, na inteligência emocional, na criatividade e nos sentidos.

A sessão de abertura contou com um momento musical protagonizado por três professores do Conservatório de Música e Artes de Porto de Mós — Dalila Marques, no violino, Pedro Trigo, na viola, e Ruben Fernandes, no violoncelo — que interpretaram o Cânone de Pachelbel.

Na sua intervenção, o Presidente da Câmara Municipal de Porto de Mós, Jorge Vala, destacou o investimento do Município na educação e nas condições proporcionadas à comunidade educativa, num concelho que conta atualmente com cerca de 3.650 alunos inscritos.

Entre as novidades para o presente ano letivo, o Presidente anunciou que o Conservatório de Música e Artes de Porto de Mós passará a assegurar aulas de música aos alunos do pré-escolar, como oferta do Município, reforçando a aposta na educação artística desde os primeiros anos.

Jorge Vala destacou também a escolha da “Calçada Portuguesa” como tema do ano letivo, no âmbito da candidatura a Património Cultural Imaterial da UNESCO, atualmente em fase final. A iniciativa pretende valorizar as artes tradicionais e os saberes associados a esta expressão cultural, aproximando-os da comunidade educativa.

As condições físicas das escolas continuam igualmente a constituir uma prioridade para o Município. Neste âmbito, foram destacadas intervenções como a remodelação da cozinha da Escola Secundária de Mira de Aire e a requalificação da Escola Secundária de Porto de Mós, uma obra financiada pelo PRR, que representa um investimento de cerca de 10 milhões de euros.

A intervenção permitirá que a Escola Secundária de Porto de Mós passe também a acolher os alunos do 2.º ciclo atualmente na antiga EB2 Manuel de Oliveira de Perpétua, aumentando a sua capacidade para cerca de 1.200 alunos. O Município assegurará ainda intervenções e equipamentos que não estavam contemplados no projeto inicialmente financiado.

No âmbito das políticas de apoio às famílias, o Presidente reafirmou a aposta numa educação tendencialmente gratuita para os alunos que residem e frequentam as escolas do concelho. Depois da gratuitidade dos transportes escolares e da oferta dos cadernos de fichas no presente ano letivo, o Município prevê que, no próximo ano, as AAAF e CAF sejam gratuitas e, em 2028/2029, que também as refeições escolares passem a ser gratuitas.

A sessão ficou ainda marcada por uma nota de pesar pela morte do Professor Cesário Silva, diretor do Agrupamento de Escolas da Marinha Grande, cujo trabalho e dedicação à educação foram assinalados pelo Presidente da Câmara.

Após a sessão de boas-vindas, os participantes tiveram oportunidade de integrar cinco sessões temáticas dedicadas à Inteligência Artificial na educação, inteligência emocional, cerâmica e património, impactos da IA na aprendizagem e bem-estar e abordagens sensoriais na aprendizagem.

A Receção ao Professor terminou com uma intervenção da Vereadora da Educação, Telma Cruz, seguindo-se um momento de convívio e uma visita guiada aos espaços expositivos da Real Factory.

Com esta iniciativa, o Município de Porto de Mós reforça a importância de valorizar a comunidade educativa, promover a reflexão sobre os desafios da educação e criar momentos de encontro e partilha no início de cada novo ano letivo.
 
Patrícia Alves
Gabinete de Comunicação

Bloco de Esquerda inaugura nova sede distrital em Coimbra com um dia aberto à cidade

 A inauguração acontece no sábado, 12 de setembro, na Rua Paço do Conde na Baixa de Coimbra, com uma “Feirinha de Lutas”, conversa política, música, exposição de artes visuais, quiz, jantar e festa. O Bloco de Esquerda de Coimbra inaugura, no próximo sábado, a sua sede distrital, num dia de portas abertas, com o qual pretende fazer do novo espaço um ponto de encontro para a intervenção política, social, cultural e artística no distrito.

A inauguração contará com um programa aberto à população das 15h às 00h e com a participação de diversas associações, coletivos e movimentos sociais, dando a conhecer o trabalho, as causas e as lutas que se desenvolvem no território. A programação contará com uma conversa entre José Manuel Pureza, coordenador nacional do Bloco de Esquerda, Maria Paixão, deputada municipal em Coimbra, e Diogo Duarte Silva, deputado municipal na Figueira da Foz, num momento de reflexão e debate político sobre os desafios que o país atravessa. A programação da inauguração inclui também uma exposição de artes visuais, concebida para dar espaço e visibilidade a artistas e às suas obras, procurando aproximar a intervenção política da criação cultural e abrir a sede a diferentes formas de expressão. Ao longo do dia, haverá ainda um momento musical com Luísa e Francisco Frutuoso, um quiz, um jantar de convívio e uma festa que encerrará a programação.

Com esta inauguração, o Bloco de Esquerda de Coimbra pretende criar uma sede aberta à cidade e ao distrito, às associações, aos movimentos, às lutas sociais, à cultura e à participação política. Um espaço para reunir, debater, organizar, criar e construir coletivamente alternativas para o Distrito.

Bloco de Esquerda de Coimbra