quinta-feira, 14 de março de 2019

Governo congela fundos para estradas nos municípios até que “libertem as áreas de reserva”

Foto de Adérito CaldeiraO ministro das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos anunciou nesta terça-feira (12), durante a X Reunião Nacional das Autarquias Locais, que o Governo poderá congelar os fundos de construção de estradas nos municípios” até que estes se organizem e libertem as áreas de reserva”. João Machatine disse aos presidentes dos conselhos autárquicos que devem planificar as áreas urbanas num horizonte temporal de 20 a 30 anos.
Falando sobre os investimentos em infra-estruturas nos municípios o titular das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos destacou a necessidade de planificação das áreas urbanas com antecedência, salvaguardando as áreas de reserva para a expansão de serviços e desenvolvimento de programas tanto habitacionais como outros de utilidade pública.
Machatine apelou que na elaboração do planos de urbanização e concessões das autorizações para a construção de habitações e infra-estruturas, não se deve ocupar as zonas de protecção das estradas classificadas e urbanas e evitar ocupação da margens dos rios, lagos e albufeiras particularmente as áreas reservadas a captações de água para o abastecimento humano, para evitar poluição do recurso, por um lado e mitigação dos efeitos das cheias por outro lado.
João Machatine precisou que: “A lei de terras e a política de estradas impõe que estabeleçamos áreas de reserva, que tem como objectivo garantir a segurança rodoviária e segundo permitir caso haja necessidade de fazer alguma expansão da rede nós possamos usar estas áreas. Mas temos estado a assistir que os nosso municípios não tem estado a respeitar esta prática e vezes sem conta assistimos ao longo dos vários municípios a ocupação das áreas de reserva, até em alguns casos mesmo a ocupação das faixas de rodagem”.
“Por não haver este cumprimento por parte dos municípios estamos a gastar muito dinheiro com as indemnizações e com as demolições, são 25 a 30 por cento do investimento a fazer quando queremos ampliar as nossas estradas. Então chegamos a conclusão de que aquilo que nós colocamos à disposição dos municípios para a manutenção da rede viária acaba não trazendo o retorno desejado porque os impactos decorrentes da ocupação das zonas de reserva reduzem a disponibilidade de fundos para o investimento”, constatou.
O ministro anunciou que “como forma de pressão nós iremos congelar os fundos para os municípios até que estes se organizem e libertem as áreas de reserva para que nós possamos desencadear as nossas actividades tranquilamente, para que possamos garantir a durabilidade das nossas infra-estruturas. Porque a ocupação destas áreas também concorre para a degradação precoce das nossas infra-estruturas quer viárias assim como hidráulicas”.

Fonte: Jornal A Verdade, Moçambique
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Apoio ao Arrendamento Habitacional: candidaturas durante este mês

Durante este mês estão abertas as candidaturas ao Apoio ao Arrendamento Habitacional do Município de Estarreja, destinado a famílias com dificuldades em garantir o pagamento da renda da sua casa. Esta é já a 7ª edição do programa municipal que, desde que foi implementado em 2016, já ajudou 90 famílias.

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Esta é mais uma modalidade de apoio para fim habitacional promovida pela Câmara Municipal de Estarreja, de forma a satisfazer progressivamente as carências habitacionais, privilegiando os munícipes com menor capacidade financeira para arrendar ou manter o arrendamento de uma habitação no mercado privado.

O apoio económico destina-se às famílias residentes no Município em situação de carência económica, a fim de facilitar o acesso e/ou a permanência na habitação arrendada contribuindo para minimizar os encargos familiares mensais. A medida consiste na atribuição de apoio económico não reembolsável.

São abertos dois períodos de candidatura por ano, em março e setembro. Atualmente, estão a ser apoiadas pela Câmara 58 famílias, representando um investimento municipal anual de 63.844,38€.

As candidaturas podem ser formalizadas no GAME – Gabinete de Atendimento ao Munícipe de Estarreja.


Condições de acesso

São condições cumulativas para a atribuição do apoio ao arrendamento:

  1. Ser cidadão nacional ou equiparado em termos legais, com residência permanente no município há dois anos.
  2. Ter idade igual ou superior a 18 anos.
  3. Não ser o candidato ou qualquer membro do respetivo agregado familiar, proprietário, coproprietário, comodatário, usufrutuário ou titular do direito de casa de habitação de qualquer prédio urbano ou fração habitacional.
  4. O candidato ou qualquer um dos elementos do agregado familiar não estar a usufruir de qualquer outro apoio para arrendamento da habitação, nem ser beneficiário de habitação social.
  5. O rendimento mensal, per capita, do agregado familiar não ultrapassar o valor previsto; na alínea k) do artigo 4.º.
  6. Possuir um contrato de arrendamento celebrado.
  7. Possuir contrato promessa de arrendamento, enquanto não for celebrado contrato de arrendamento.
  8. O senhorio não ser parente ou afim na linha reta ou até ao 3º grau da linha colateral.
  9. O valor da renda não exceder os valores máximos definidos:
  • T0 ou T1 – até €250.00
  • T2 – até €325.00
  • T3 – até €355.00            
  • T4 ou superior – até €420.00
  1. Aceitar o compromisso para integrar ações definidas no âmbito do acompanhamento social, quando entendidas como necessárias.
  2. Inexistência de débitos de renda.

Instrução da candidatura
  1. Todos os pedidos devem ser dirigidos ao Presidente da Câmara Municipal, em formulário próprio a fornecer pela Autarquia e entregues na Subunidade de Atendimento ao Munícipe (SAM);

  1. A candidatura pode ser apresentada pelo próprio ou pelo seu representante legal.
                Juntamente com o formulário, devem ser entregues cópias dos seguintes documentos:
a)    Documentos de identificação do requerente e de todos os elementos do agregado familiar, designadamente Bilhete de Identidade/Cartão do Cidadão ou Autorização de Residência, Número de Identificação Fiscal, Número de Identificação da Segurança Social;
b)   Fotocópia de certidão ou documento comprovativo do número de eleitor de todos os elementos do agregado com mais de 18 anos;
c)    Documento que ateste a composição do agregado familiar, a residência e o tempo de permanência no concelho, emitido pela Junta de Freguesia da área da residência;
d)   Contrato de Arrendamento;
e)    Contrato promessa de arrendamento, quando aplicável, sem prejuízo da entrega do contrato de arrendamento até ao final do prazo da candidatura;
f)     Documentos comprovativos de todos os rendimentos auferidos pelos elementos do agregado familiar, à data da instrução da candidatura;
g)    Última declaração de I.R.S e/ou I.R.C e respetivas notas de liquidação ou em caso de inexistência, declaração negativa de rendimentos emitida pelos Serviços de Finanças;
h)   Declaração, sob compromisso de honra, relativa a outros rendimentos do agregado familiar;
i)      Declaração, sob compromisso de honra, mencionando a atividade profissional e a média de rendimento mensal, no caso de trabalhadores por conta própria; Documento comprovativo de inscrição no Instituto de Emprego e Formação Profissional/Centro de Emprego, nas situações de desemprego ou nas situações de rendimentos inferiores ao salário mínimo nacional;
j)     Declaração da Autoridade Tributária e Aduaneira dos bens patrimoniais e/ou rendimentos de bens imóveis a qualquer título do candidato ou qualquer membro do agregado familiar, quando aplicável;
k)   Declaração das instituições bancárias onde sejam identificados os depósitos bancários, ações, fundos ou outros valores mobiliários do agregado familiar, ou, em caso de inexistência destes, declaração negativa do requerente, na qual declara esta situação sob compromisso de honra;
l)      Comprovativos de prestações sociais compensatórias da perda ou inexistência de rendimentos de trabalho relativas aos últimos três meses anteriores à data do requerimento (por exemplo: doença, desemprego, maternidade e Rendimento Social de Inserção);
m)   Documento comprovativo da decisão judicial relativa à regulação do exercício das responsabilidades parentais e respetivo valor da pensão de alimentos, quando aplicável;
n)       Declaração do requerente, sob compromisso de honra, da veracidade de todas as informações prestadas no formulário de candidatura;

  1. Para dedução dos encargos mensais previstos na alínea d) do artigo 4.º e n.º1 do artigo 10.º é obrigatória a apresentação dos seguintes documentos:
a)    Comprovativo da prestação bancária/recibo da renda mensal da habitação permanente;
b)   Os três últimos recibos referentes ao consumo de água, luz e gás;
c)    E outras despesas, nomeadamente com despesas provenientes de decisões judiciais, a avaliar;
d)   Declaração médica comprovativa de doença crónica e/ou deficiência e/ou necessidade de medicação específica;
e)    Declaração da farmácia relativa à aquisição da medicação específica, a que se refere a alínea anterior.


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Educação | Próxima sessão do Águeda Educa aborda as “As dependências Tecnológicas”



No próximo dia 22 de março (sexta feira), às 21:00 horas, na Escola Básica Professor Artur Nunes Vidal, irá realizar-se mais uma sessão no âmbito do Projeto Águeda Educa.

Este projeto, dinamizado pela FAPAGUEDA – Federação Concelhia das Associações de Pais do Concelho de Águeda em parceria com a Câmara Municipal de Águeda, terá como tema “As dependências Tecnológicas” e será dinamizada pela Dra. Rosália Coelho (Psicóloga do Agrupamento de Escolas de Águeda). 

Com a apresentação desta temática pretende-se encontrar soluções para problemas existentes nesta área, detetar sinais e procurar formas de prevenção. 

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“O silêncio dos livros” na Semana da Leitura



A palestra “O silêncio dos livros contra o ruído do mundo”, protagonizada por Elsa Ligeiro, editora de mais de duas centenas de livros na Alma Azul, teve lugar no Auditório Municipal no dia 12 de março, dirigida essencialmente para os alunos do 12º ano da Escola Básica e Secundária Pedro da Fonseca e para os alunos da Universidade Sénior de Proença-a-Nova. A sessão, enquadrada na Semana da Leitura, teve como objetivo transmitir que a leitura pode tornar-se numa prática saudável como o exercício físico. A convidada expôs algumas das suas opiniões sobre o futuro dos livros, acreditando que a lei laboral irá prever a realização de pausas para ler, nem que seja 10 ou 15 minutos. Na sua opinião mais positiva, acredita que as bibliotecas não morrerão no futuro, pois existe sempre alguém a usufruir deste espaço. 

A palestra iniciou com um pequeno excerto do livro “Biblioteca” de Gonçalo M. Tavares, uma obra que inclui diversos escritores e pensadores contemporâneos, como por exemplo Cecília Meireles, Graciliano Ramos, Guimarães Rosa, João Cabral de Melo Neto, Lygia Fafundes Telles, entre outros. Para captar atenção dos participantes, Elsa Ligeiro propôs um pequeno jogo em que, na sequência de imagens que ia passando, estes tinham de descrever as imagens e dar possíveis legendas. As leituras do livro “Guardador de Rebanhos” fizeram com os espectadores conhecessem um pouco mais Alberto Caeiro, heterónimo de Fernando Pessoa. O final da sessão fechou-se com uma leitura rápida do livro do “Desassossego”, também de Fernando Pessoa. 

Ainda no âmbito da Semana da Leitura, no dia 15 de março, às 9h45, na Biblioteca Municipal irá realizar-se a atividade hora do conto do livro “Os Ovos Misteriosos” de Luísa Ducla Soares e Manuela Bacelar, dirigida para os alunos do pré-escolar.

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Proença-a-Nova recebe prólogo da Baja TT do Pinhal


O concelho de Proença-a-Nova volta a ser palco da Baja TT do Pinhal, a 22 e 23 de março, e será junto à Pista das Moitas que se realizará o prólogo de motos, quads e SSV, no dia 22. “Esta prova permite-nos potenciar o nosso turismo de natureza, a nossa gastronomia e tudo o que envolve os nossos operadores turísticos, mas também mostrar que a zona do pinhal tem muito potencial e o desporto automóvel é um veículo dinamizador e importante fonte de atratividade para o concelho”, afirma João Lobo, presidente da Câmara Municipal de Proença-a-Nova. 

A primeira prova da temporada de todo-o-terreno em Portugal, organizada pela Escuderia Castelo Branco, arrancará na Sertã, passa pelo concelho de Proença-a-Nova, terminando em Vila Velha de Ródão. A prova volta a ter uma dimensão internacional, pontuando para três importantes competições da FIM (Federação Internacional de Motociclismo), a FIM Bajas World Cup, para o Baja European Championship e será a segunda ronda do Campeonato Nacional de Todo-o-Terreno Open. Nos automóveis, volta a reunir as melhores equipas portuguesas que começam, no Pinhal Interior, a discutir os títulos nacionais. Para Sérgio Sequeira, diretor de prova da vertente de motos, quads e SSV, “a Escuderia Castelo Branco preocupou-se em definir um programa competitivo para esta edição que oferecesse novas pistas e novos desafios aos concorrentes. Mantemos a identidade da prova, que tem crescido de ano para ano, mas não queremos deixar de inovar, de procurar alternativas diferentes. Continuamos com a forte ligação à Sertã e a Proença-a-Nova, mas este ano rumamos a Este, para terminar em Vila Velha de Ródão”.

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Através de uma aplicação de geo-referenciação | Telemóveis vão ajudar a visitar Rota de Ofícios Tradicionais em Castelo de Paiva


A autarquia de Castelo de Paiva anunciou, recentemente, um projecto que permite aliaras novas tecnologias à tradição e aos costumes de outrora, possibilitando através dos'smartphones', que os turistas possam conhecer, de carro ou pé, em quatro rotas organizadas orientadas para os ofícios de outrora, cerca de vinte profissões dos nossos avós, mas que ainda estão vivas no concelho.

O presidente da edilidade, Gonçalo Rocha explicou que as quatro rotas temáticas estão prontas para ser visitadas por quem quiser, num tipo de turismo que disse estar "voltado para as famílias", reconhecendo depois que, este projecto é um "piscar de olho" aos turistas oriundos das grandes cidades, onde já pouca gente, sobretudo as gerações mais novas, conhecem estas artes e ofícios de antigamente, que por cá ainda estão em funcionamento nos seus locais habituais, muitos deles há séculos, sendo que, madeira, metal e pedra, tecidos e calçado e, por fim, a gastronomia são as rotas propostas, cada uma com vários anciãos, cujas mãos são guardiãs das artes e ofícios do passado.

Basta descarregar a aplicação para telemóveis e toda a informação está na palma da mão, convidando cada um a seguir uma das quatro rotas, devidamente sinalizadas no território concelhio e com geo-referenciação por GPS dos destinos, para ajudar nos percursos traçados por entre os rios, os vales e as serras que moldam Castelo de Paiva, no extremo norte do distrito de Aveiro.

Por outro lado, o autarca paivense elogia todo o trabalho realizado para concretizar este projecto e recomenda que as visitas sejam marcadas previamente, através da Loja Interactiva de Turismo, localizada na sede do concelho, onde serão dadas informações adicionais, para que esta experiência seja mais agradável, onde existem brochuras que explicam tudo ao pormenor, onde nesta fase foram incluídos vinte pontos de visita, onde os artesãos explicarão, nos seus locais de trabalho, e nas suas aldeias, os respectivos ofícios, perspectivando –se que, no futuro, estas rotas possam ser alargadas.

Com este produto turístico, os visitantes podem, por exemplo, ficar a saber como se faz um sapato pelos métodos tradicionais, se tecem bonitos tapetes, se corta o cabelo à moda antiga numa velha barbearia, se trabalha as pedras de xisto e se fazem as redes de pesca usadas outrora na pesca no Rio Douro, ou também, a cestaria afamada na terra e como se trabalha o ferro, os cobres artísticos e a arte de moer cereais, entre outros ofícios ancestrais, de uma ruralidade que ainda existe no concelho, incluindo um lagar de azeite, que vão encantar os turistas, como prevê o presidente Gonçalo Rocha.

O ideal neste projecto, será sempre a possibilidade do visitante ir ao local e dialogar com o artesão, que explicará os detalhes do seu ofício, até porque estas rotas temáticas constituem mais um elemento de atractividade de um concelho que tem feito uma "aposta grande" no turismo, potenciando os seus recursos naturais, a poucos quilómetros do Grande Porto, traduzindo-se numa estratégia que já está a dar frutos, referenciando indicadores cada vez mais positivos, nomeadamente ao surgimento de novas unidades de alojamento, locais de restauração, e a outros projectos turísticos que estão na forja e que vão consolidar uma dinâmica mais forte num sector que é fundamental para alavancar a economia local e projectar o concelho.   

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