quarta-feira, 1 de abril de 2020

Presidente da República decide hoje sobre prolongamento do estado de emergência

Covid-19: Presidente da República decide hoje sobre prolongamento ...
O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, decide hoje sobre o prolongamento do estado de emergência por novo período de 15 dias, com parecer do Governo que reunirá o Conselho de Ministros para esse efeito.
A reunião do Conselho de Ministros está prevista para as 15:00, no Palácio da Ajuda, em Lisboa, e o chefe de Estado adiantou na segunda-feira que conta enviar o projeto de decreto com os termos da renovação do estado de emergência para o parlamento "ao fim da tarde" de hoje.
Segundo Marcelo Rebelo de Sousa, o decreto refletirá "o resultado das conversas que estão em curso com o Governo e a posição do Governo", que se pronunciará "não só sobre a renovação do estado de emergência, mas também sobre o que entende que pode ou deve ser introduzido no conteúdo dessa renovação".
"Ao fim da tarde enviarei para o parlamento, eu nessa altura estou em condições de tomar a decisão", afirmou o Presidente da República, acrescentando que, no dia seguinte, quinta-feira, a Assembleia da República "debate e se for caso disso aprova" a resolução que autoriza o estado de emergência.
Na véspera de tomar esta decisão, o Presidente da República esteve presente numa segunda reunião técnica sobre a situação da covid-19 em Portugal, juntamente com o primeiro-ministro, o presidente da Assembleia da República, líderes partidários e sindicais e conselheiros de Estado, que participaram por videoconferência.
O chefe de Estado realçou a importância de "ouvir os especialistas" sobre "a evolução da epidemia" antes da decisão política sobre o prolongamento do estado de emergência que decretou, de forma inédita em democracia, no dia 18 de março para conter a propagação da covid-19 e que vigora desde as 00:00 de dia 19 de março, até às 23:59 desta quinta-feira, dia 02 de abril.
De acordo com a Constituição da República Portuguesa, compete ao Presidente da República declarar o estado de emergência, mas essa declaração depende da audição do Governo e da autorização do parlamento e não pode vigorar por mais de 15 dias, sem prejuízo de eventuais renovações - neste caso, será de 03 a 17 de abril.
Lusa

GM Montar para viver cancelou a Concentração de 2020

Visita do G M Montar Para Viver - Templários Grupo Motard | Facebook
Mais um evento importante do Concelho de Mira e de toda a região da Gândara foi cancelado por conta da COVID-19. Leia, abaixo, a íntegra do Comunicado do GM Montar para Viver.
"Dados os últimos acontecimentos e de forma a respeitar os normativos emanados pela Direção Geral de Saúde (DGS), é com consternação que o Grupo Motard Montar Para Viver – “Terras de Mira”, informa todos os sócios e amigos que a XVIII Concentração Motard a realizar pelo nosso grupo fica sem efeito.
Reconhecemos que o momento é difícil e temos a consciência que a nossa concentração mortard é o ponto alto dos eventos dinamizados pelo nosso grupo ao longo do ano, onde muitos sócios e amigos fazem questão de estar presentes. Todos iremos sentir falta deste nobre acontecimento, contudo é imperativo o afastamento temporário para que rapidamente voltemos às confraternizações, salvaguardando a saúde e o bem-estar de todos.
Com a certeza de que iremos ter a vossa compreensão, solicitamos que respeitem todas as sugestões formais da DGS, para que o mais brevemente possível, possamos voltar a conviver, como a grande família que somos!
Boas curvas para todos e até breve!"

Eles entregam comida e medicamentos porta a porta para que os mais idosos não tenham de sair de casa

Equipas dos municípios de Condeixa-a-Nova e da Pampilhosa da Serra, no distrito de Coimbra, andam de porta a porta a entregar bens alimentares e medicamentos aos mais idosos para incentivar ao isolamento e evitar contágios do novo coronavírus.
A meio da manhã de segunda-feira, em Condeixa-a-Nova, uma equipa de três elementos liderada por Pedro Camarinha, técnico superior da autarquia, começa por ir levantar as receitas médicas ao Centro de Saúde, adquire os medicamentos e passa por uma unidade de comida “take-away” antes de iniciar a distribuição.
“Levamos a casa das pessoas essencialmente bens alimentares, o cabaz e a medicação, cujo pedido é feito por chamada telefónica”, explica à agência Lusa o coordenador da equipa, que se faz acompanhar pelos estagiários Nuno Trindade e António Jorge, voluntários nesta missão.
Na retaguarda desta equipa está o “trabalho exaustivo do gabinete de ação social e da proteção civil, e também do gabinete de imprensa, que ajudou a divulgar todo este projeto”, sublinha Pedro Camarinha, referindo que, atualmente, estão a ser distribuídos “cinco a seis cabazes” de alimentos e 10 a 12 entregas de medicamentos diárias.
O presidente da Câmara, Nuno Moita, realça à agência Lusa que o município adotou esta medida “cedo em relação ao resto do país, porque se tomou nota do que acontecia na Europa, particularmente na Itália”.
“Com a preocupação de as pessoas mais idosas e reformadas não saírem de casa, criámos uma equipa que vai ao domicílio das pessoas e substitui as suas saídas”, frisa o autarca, salientando que a medida se aplica a pessoas com mais de 65 anos, reformados ou com doença crónica.
Além das compras e medicamentos para os idosos que o solicitam, a Câmara de Condeixa-a-Nova está também a apoiar os mais desfavorecidos, que já estavam sinalizados pelo gabinete de ação social.
“Temos um aumento de procura, e ainda bem, porque é sinal de que as pessoas não estão a sair de casa”, disse Nuno Moita, referindo que o município está a reforçar as equipas para responder ao aumento de pedidos.
Segundo o autarca, “pelo número crescente de pedidos, as pessoas estão a gostar desta medida, que em parte as conforta, porque é uma proximidade que a Câmara leva, dentro de algo para o qual ninguém estava preparado”.
Bem no interior do distrito de Coimbra, no concelho da Pampilhosa da Serra, o município iniciou também um programa de distribuição porta a porta para os mais desfavorecidos e isolados, num território com uma população bastante envelhecida e 109 aldeias muito dispersas.
“Estamos a ter uma atenção muito particular com todas as pessoas, porque sabemos que maioritariamente são pessoas de idade, que já naturalmente tinham alguma dificuldade para se deslocarem e que esta situação da covid-19 ainda veio agravar mais”, realça o vice-presidente da autarquia à agência Lusa.
Segundo Jorge Custódio, “o que a Câmara fez logo no primeiro dia foi montar equipas com funcionários, que através de uma linha telefónica dedicada exclusivamente para o efeito centralizam todos os bens essenciais de que as pessoas necessitam, nomeadamente medicamentos ou alimentação”.
“Obviamente, se estamos a pedir às pessoas que vivem muito isoladas para ficarem em casa, sem qualquer hipótese de virem aos mercados e supermercados fazerem compras, temos de fazer chegar essa ajuda”, sublinha.
Algumas destas pessoas “já estavam sinalizadas previamente pelo gabinete de ação social e, portanto, é a própria Câmara Municipal que está a apoiar financeiramente as aquisições dos medicamentos e noutros caos há em que a Câmara faz este serviço de compras e leva ao domicílio”, acrescenta.
Na segunda-feira, a seguir ao almoço, Idalina Barata, funcionária da autarquia, arrancou do centro da vila da Pampilhosa da Serra para efetuar entregas de medicamentos e bens alimentares em várias povoações do imenso território do concelho.
A primeira paragem ocorreu em Sobral de Baixo para deixar alguns sacos de compras a Laurinda Figueiredo, viúva, de 86 anos, que sofre de bronquite asmática e diabetes, e tem de rendimento apenas a reforma de sobrevivência por morte do marido.
“Não sou só eu, andamos todos assustados, mas não tenho saído de casa. O único contacto que tenho é com a minha cunhada e o marido”, conta a octogenária, que se não fosse este serviço municipal não tinha forma de ir às compras à vila da Pampilhosa da Serra.
A doença consome-lhe os parcos rendimentos, já que por cada viagem até Coimbra para ir ao médico gasta 80 euros. “E só em novembro fui lá três vezes”, lamenta Laurinda Figueiredo, embrulhada num xaile preto.
Mais uns quilómetros à frente, na aldeia de Coelhal, a viatura da Câmara volta a parar, desta vez para entregar uma saca de medicamentos a Gracinda Barata, também de 86 anos, que antes da pandemia da covid-19 ia de autocarro à Pampilhosa da Serra para os adquirir.
“Isto é muito vantajoso, mas não estávamos habituados”, salienta à agência Lusa.
A octogenária, que tem estado sempre em casa na aldeia onde nasceu e sempre residiu, desabafa: “Para onde é que uma velha com quase 87 anos ia agora?”.
Para já, alimentos não são precisos, já que depois da última visita da filha ficou com “muita coisa para arranjar, se for capaz”.
Sempre de máscara no rosto no contacto com os mais idosos, Idalina Barata é uma funcionária que faz deste trabalho uma missão.
“É um bocado difícil, porque o concelho é realmente muito grande, mas acho que é acolhedor para o nosso coração ajudar quem mais precisa”, enfatiza.
Fonte e Foto: Lusa

Covid-19: Misericórdias de Coimbra “entregues a si próprias” e à espera de testes

Diário As Beiras – Covid-19: Misericórdias de Coimbra “entregues a ...
O Secretariado Regional de Coimbra da União das Misericórdias Portuguesas (UMP) alertou hoje que estas entidades “estão entregues a si próprias” no combate à covid-19 nos lares de idosos sob a sua responsabilidade.
“O parceiro Estado está a deixar-nos à nossa mercê. Não há qualquer tipo de resposta efetiva, designadamente ao nível dos testes”, declarou à agência Lusa o presidente regional da UMP, António Sérgio Martins, que é também provedor da Santa Casa da Misericórdia da Pampilhosa da Serra, no interior do distrito de Coimbra.
Utentes, trabalhadores e dirigentes do lar da instituição “estão ainda à espera de ser rastreados, para se tentar evitar males maiores”, defendeu. Se a realização dos testes tardar, “o esforço da instituição pode ir todo por água abaixo”, sublinhou.
António Sérgio Martins disse que as suas críticas às competentes entidades do Estado, no processo para travar a propagação da pandemia nos lares, são “um grito de revolta” perante “a falta de perceção do barril de pólvora” que se verifica no acolhimento de milhares de idosos, em Portugal, designadamente nos espaços geridos pelas misericórdias.
“Temos pessoas a dormir na instituição e eu próprio estou cá dentro, para mobilizar estas guerreiras”, disse, em reconhecimento do atual esforço acrescido das funcionárias.
O provedor, que desde sábado está confinado a um espaço da Misericórdia da Pampilhosa da Serra, a partir do qual exerce as funções “em isolamento total”, manifestou especial preocupação com a situação de três utentes que fazem hemodiálise e que têm de ser transportados com frequência a outra localidade para o tratamento.
“Estas pessoas teriam de ser institucionalizadas no sítio onde estão a fazer hemodiálise, para diminuir ao máximo o risco de contágio”, preconizou.
Nos 17 municípios do distrito de Coimbra, existem 22 misericórdias e mais de 25 lares de idosos na dependência da UMP.
Ao todo, são cerca de 2.000 trabalhadores e mais de 7.000 utentes de diferentes idades, metade dos quais idosos institucionalizados, nas diferentes valências dessas organizações de solidariedade social.
No universo distrital, até ao momento, o Secretariado Regional não registou qualquer caso de infeção pela covid-19, segundo António Sérgio Martins.
Lusa

México | COVID-19, Retos Y Oportunidades Para Los Negocios Digitales


por Yesica Flores
La manera en que las organizaciones operan y hacen negocios ha dado un giro radical debido a la rápida propagación de COVID-19 a escala global. De un momento a otro, las prioridades y objetivos que se establecieron al inicio del año se están replanteando, sin perder el enfoque en la continuidad de las operaciones y en la atención a clientes, ni en el bienestar y salud de sus colaboradores.
En este nuevo escenario la capacidad de respuesta, adaptación, así como su resiliencia, se están poniendo a prueba. Lo mismo sucede con sus iniciativas para convertirse en verdaderos negocios digitales, las cuales, en un escenario real, se están llevando a la práctica con éxito.
Las organizaciones han resuelto con efectividad proveer a su personal las herramientas con las que laboran día a día y fortalecer la comunicación entre los equipos de trabajo y la alta dirección a fin de colaborar de manera coordinada y constante.
A un nivel más estratégico, las organizaciones están siendo capaces de tener acceso y utilizar sin interrupción el software empresarial y las soluciones analíticas que son vitales para continuar operando aún en los momentos más álgidos de la actual crisis sanitaria, algunas incluso están invirtiendo en ampliar sus capacidades
Hoy más que nunca, todo tipo de compañía debe ser capaz de dar respuesta a las preguntas alrededor de la demanda, la planeación, el suministro, el riesgo y cómo se comportarán los consumidores en el corto y mediano plazo, mediante el uso de soluciones de analítica avanzada.
Así, SAS reafirma una vez más el compromiso que tiene con sus clientes de dar respuesta a estos y otros cuestionamientos, así como de acompañarlos muy de cerca en estos tiempos complicados y, por supuesto, garantizar la continuidad de nuestros servicios.
A lo largo de más de cuatro décadas en el mundo de la analítica, hemos acumulado un gran conocimiento y la capacidad de resolver los problemas más apremiantes. Y la crisis actual no es la excepción.
En SAS, hemos realizado todas las previsiones para estar disponibles para nuestros clientes 24×7, y hemos implementado una serie de estrategias para lograrlo. Pueden estar totalmente seguros que nuestros productos y servicios estarán a su disposición sin limitaciones o restricciones.
Si bien algunas oficinas han cerrado o se ha aplicado una política de trabajo remoto, está garantizado un excelente servicio a clientes, ya que los equipos dedicados pueden atender de manera remota y proveer los niveles de servicio esperados.
A fin de paliar los efectos de la pandemia del COVID-19, SAS está tomando las medidas pertinentes para proteger a sus empleados y prevenir cualquier interrupción de sus operaciones. La compañía lanzó globalmente el plan denominado Business Continuity Management (BCM), que fue diseñado para manejar la crisis y mantener funcionando los servicios críticos, como el soporte técnico, así como para aplicar medidas de seguridad y realizar los respaldos de datos de las soluciones hospedadas por SAS.
SAS incorpora una respuesta del Plan de Enfermedades Transmisibles en sus políticas de BCM para preparar la respuesta oportuna y eficiente de SAS en caso de que una enfermedad transmisible como el COVID-19 afecte o represente una amenaza creíble de transmisión en uno o más de los lugares de trabajo globales de SAS. En un evento de enfermedad transmisible, como con otros incidentes disruptivos, el Comando de Operaciones de Emergencia (EOC) de SAS puede participar junto con otras partes internas clave.
El Plan de Enfermedades Transmisibles de SAS proporciona orientación pandémica alineada con la orientación más reciente de la Organización Mundial de la Salud (OMS) y los Centros para el Control y la Prevención de Enfermedades (CDC), incluidos los puntos de contacto para agencias internacionales.
SAS también tiene la responsabilidad de proteger la integridad y salud de la comunidad que ha conformado alrededor de sus soluciones analíticas. Es por ello que este año decidimos cancelar la realización en sitio del SAS Global Forum, que se realizaría en Washington, D.C.
Posteriormente, dado el avance de la pandemia y la importancia de atender asuntos más apremiantes, también se pospuso indefinidamente el Virtual SAS Global Forum. No obstante, en otros países y regiones seguimos adelante con eventos locales, los cuales se transmiten en línea.
Por ejemplo, en México se realizó recientemente la conferencia virtual “Empowering Women: celebrando y reconociendo la inspiración y talento en analítica” en línea, en la que las ejecutivas dieron su visión de cómo las mujeres están participando en importantes proyectos analíticos, y su aportación para concretar proyectos de equidad de género.
Esta tendencia continuará en el corto plazo; retomaremos los eventos con clientes una vez que no exista riesgo alguno para ellos ni para nuestros expertos que comparten su amplia experiencia y conocimiento sobre temas clave.
Finalmente, cabe destacar la oportunidad que COVID-19 le brinda a SAS de ayudar a sus clientes con un alto grado de digitalización que se enfrentan a desafíos empresariales críticos. Específicamente, el uso de datos y la analítica está contribuyendo a combatir la pandemia que nos aqueja.
Gracias a tecnología de SAS, el sector público está siendo capaz de predecir la propagación del virus; las cadenas de suministro se están fortaleciendo para garantizar la distribución de medicinas, alimentos y productos de consumo básico; y los hospitales pueden optimizar la disponibilidad de camas y personal médico.
Por Héctor Cobo, Director Regional, SAS México, Caribe y Centroamérica
*Héctor Cobo es el Director Regional para SAS México, Caribe y Centroamérica, donde su responsabilidad es la operación de las subsidiarias de México, Caribe y Colombia en términos de rentabilidad y crecimiento. Anteriormente fue responsable de la implementación de los proyectos y la capacitación de los consultores en la región para Consultoría, Educación y Soporte Técnico en la región de Latinoamérica y el Caribe. Cobo es Licenciado en Ingeniería en Sistemas Computacionales por la Universidad Tecnológica de México y ha participado en cursos relevantes de planeación, generación de ventas, coaching y liderazgo.

Cafés, cervejas e bolos. PSP avisa clientes e empresários: takeaway não é para consumir à porta

Cafés, cervejas e bolos. PSP avisa clientes e empresários ...
A PSP tem encontrado muitos restaurantes, cafés e similares a vender cafés, bebidas alcoólicas ou bolos para fora à margem do decreto que define as regras para este período de estado de emergência.
A interpretação não tem sido unânime havendo quem defenda que estas vendas não devem ser permitidas, nem para consumo no exterior.
O decreto diz que "os estabelecimentos de restauração e similares podem manter a respetiva atividade para efeitos exclusivos de confeção destinada a consumo fora do estabelecimento ou entrega no domicílio", havendo a dúvida se devem ser apenas refeições ou também cafés, bebidas alcoólicas e bolos.
O porta-voz da PSP, Nuno Carocha, diz que para a polícia a compra destes produtos não está proibida. No entanto, o consumo só pode ser feito em casa e nunca à porta.
"Esta é a regra geral. No entanto, a PSP tem detetado muitas situações em que o próprio funcionamento do operador económico faz com que as pessoas que antes consumiam dentro do estabelecimento passam a fazê-lo à porta. Isso não é takeaway, não é admissível e o funcionamento do estabelecimento está dessa forma a colocar todas as pessoas em risco. Não é o facto de o consumo ser ao ar livre que diminui o risco", explica o responsável da PSP.
"Takeaway não é servir à porta e deixar o consumidores juntarem-se aí a consumir continuamente. As pessoas devem comprar e seguir o seu caminho, consumindo preferencialmente no domicílio", detalha Nuno Carocha que diz que nestes casos estão a intervir junto dos clientes e do dono do restaurante, café ou similar.
O porta-voz da PSP conta que já detetaram "diversas situações de estabelecimentos que basicamente estão a prestar serviço à porta e as pessoas pedem um café, uma cerveja, e ficam ali como se estivessem numa esplanada em pé, com o operador a não poder ficar isento de responsabilidades numa situação de altíssimo risco de contágio" da Covid-19.
A PSP critica os estabelecimentos que potenciam este tipo de consumos, sublinhando que os próprios empresários ou empregados têm de dizer aos clientes que não podem ficar ali parados.
Nuno Guedes / TSF

ASAE instaurou nove processos-crimes por eventual especulação de preços

Covid.19: ASAE instaurou nove processos-crimes por eventual ...
A ASAE instaurou nos últimos dias nove processos-crimes por eventual especulação de preços do álcool, álcool-gel, luvas e desinfetantes, bens necessários para a prevenção da covid-19, num total de 250 operadores fiscalizados, foi hoje anunciado.
“Nos últimos dias já foram investigados 250 operadores económicos, foram instaurados nove processos crimes e 58 encontram-se em análise documental [confrontação documental entre aquisições e vendas]”, disse o inspetor-geral da ASAE, numa conferência de imprensa de balanço da operação de fiscalização da Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE), realizada no ministério da Economia.
O ministro da Economia e da Transição Digital considerou que, “de uma maneira geral”, está a concluir da atividade inspetiva da ASAE dos últimos dias que “os operadores económicos têm estado à altura daquilo que é a situação grave que o país vive” e os casos de abusos ou índicos do crime de especulação vão ser “obviamente perseguidos pela ASAE e autoridades judiciárias”.
Pedro Siza Vieira frisou que foram fiscalizados por esta autoridade, desde o início da pandemia de covid-19 em Portugal, 250 operadores e no online 1328.
O ministro avançou também que, desde o dia 24 de março, que os consumidores têm disponível no ‘site’ da internet da ASAE um formulário para denunciar eventuais indícios de casos de especulação, tendo já sido recebidas cerca de 2.364.
“A ASAE tem intensificado as suas ações inspetivas nos últimos dias essencialmente com o objetivo de avaliar a possibilidade de se estarem a verificar comportamentos que indiciam o crime de especulação por parte de alguns agentes económicos relativamente a alguns bens”, disse, destacando “a grande operação” hoje realizada em todo o país.
Segundo Pedro Siza Vieira, estiveram envolvidos mais de 120 inspetores da ASAE para fiscalizarem eventuais situações de lucro ilegítimos em bens necessários para a prevenção da covid-19, como álcool, álcool-gel, desinfetantes e luvas, bem como na área da segurança alimenta, nomeadamente a venda de comida de fora.
O inspetor-geral da ASAE, Pedro Portugal Gaspar, precisou que a operação inspetiva realizada hoje por este órgão de polícia criminal envolveu cerca de 60 brigadas e mais de 120 inspetores e foi essencialmente dirigida para o lucro ilegítimo, designadamente a possibilidade de existir especulação de preços em bens relacionados com a proteção individual de combate à pandemia, como luvas, álcool e mascara”.
Na operação de hoje foram instaurados dois processos crimes pela eventual prática de obtenção de lucro ilegítimo e registaram-se 31 ocorrências que se encontram em análise documental.
Sobre a fiscalização aos estabelecimentos de venda de comida para fora que estão abertos, a ASAE instaurou hoje 10 processos por incumprimento dos requisitos de higiene e segurança alimentar e determinou a suspensão de um estabelecimento de panificação por falta de higiene, num total de 50 inspecionados.
Pedro Portugal Gaspar disse também que o total dos nove processos crimes instaurados e remetidos para o Ministério Púbico estavam relacionados com “margens significativas”, situando na ordem dos 400 a 500% acima do preço normal.
Questionado sobre a possibilidade de tabelamento de preços, o ministro da Economia referiu que tal está prevista no decreto de estado de emergência e que o Governo pode fazê-lo, mas está a avaliar a situação para verificar se justifica uma medida dessa natureza.
Nesse sentido, referiu que “é tão importante" a atuação da ASAE para se verificar se existem situações pontuais ou se é necessário "uma intervenção mais musculada”.
Lusa