terça-feira, 1 de setembro de 2020

Parecer e Contributos da CIRA à Visão Estratégica para o Plano de Recuperação Económica de Portugal 2020 – 2030


Ampliação e Qualificação de Infraestruturas de Saúde, Mais Cultura, Melhor Rede Ferroviária, Rodoviária e Portuária, Mais Coesão Territorial, entre as principais propostas e chamadas de atenção 

No âmbito de debate público promovido pelo Governo sobre o documento denominado “Visão Estratégica para o Plano de Recuperação Económica de Portugal 2020 – 2030”, a Comunidade Intermunicipal da Região de Aveiro (CIRA) divulga publicamente o seu parecer e contributos para o cumprimento dos objetivos propostos (em anexo).
Apesar de considerar o documento em análise uma boa base para a versão final, a CIRA considera que o mesmo apresenta graves defeitos, omissões que não se podem aceitar, excesso de visão e opções centralistas, falta de aposta concreta na coesão territorial à escala nacional, referência a velhas questões sem uma nova abordagem, além de que lhe falta um quadro de investimentos base que permita enquadrar e dar realismo às opções estratégicas assumidas.

Investimento na Cultura
Do mesmo modo, a CIRA considera que a Cultura tem referências muito ténues e que as candidaturas de (para já sete) Cidades Portuguesas, de Norte a Sul, a Capital Europeia da Cultura 2027, trazem uma oportunidade de enorme relevância nacional para a aposta e investimento na Cultura, como instrumento de coesão territorial, de desenvolvimento e de atratividade dos territórios. Concretizando, a CIRA propõe a assunção de investimentos em equipamentos e programação culturais de referência, podendo a rede das Cidades Candidatas a Capital Europeia da Cultura 2027, com a devida integração das Comunidades Intermunicipais em que se integram, ser uma boa base para ancorar um programa verdadeiramente nacional.

Vias para a Competitividade
A Rede Ferroviária e a Rede Portuária são outras das áreas que merecem reparos da Comunidade Intermunicipal, com a proposta de investimento na requalificação da rede ferroviária nacional, com a execução do corredor ferroviário Aveiro, Viseu (troço novo), Guarda, Salamanca, a alteração para a bitola europeia e a formalização de acordos de gestão de fronteira com Espanha e França, aumentando assim a competitividade das nossas exportações e a redução da pegada ecológica do setor dos transportes de mercadorias, com ganhos de sinergia pela ação integrada com os Portos.
Em termos portuários, a referência importante para a necessidade de dar continuidade ao processo de desenvolvimento das infraestruturas do Porto de Aveiro, nomeadamente a acessibilidade marítima à barra de Aveiro, colocando-o como uma componente ainda mais importante da rede portuária nacional, que deve prosseguir um caminho de especialização e de proximidade ao tecido produtivo industrial da Região.
Ao nível da rede viária, é reiterada a aposta no conjunto das vias da Região de Aveiro que integram as “Vias para a Competitividade” definidas no PIMTRA, e muito importantes para o aumento da competitividade das empresas, para o aumento da segurança na rede viária nas áreas urbanas e para a redução da pegada ecológica.
Qualificação de infraestruturas de Saúde
Considerando ainda que esta Visão Estratégica acontece como consequência da crise económica provocada pela Pandemia do Coronavírus / Covid-19, a CIRA aludiu à importância do Governo do País assumir a resolução de problemas de estruturação e desequilíbrio de várias estruturas do Serviço Nacional de Saúde (SNS), evidenciados ainda mais pelo Combate à Pandemia.
A ampliação e qualificação do Hospital Infante D. Pedro, no quadro do Centro Hospital do Baixo Vouga (CHBV), com a criação de uma nova Unidade de Consulta Externa e um Centro Académico Clínico, e a qualificação dos Hospitais de Águeda e Estarreja que integram o CHBV, são a primeira das prioridades na Região de Aveiro.

A CIRA reitera ainda as prioridades de investimento para Região de Aveiro, para a Região Centro e para Portugal, no quadro das propostas feitas nos documentos já divulgados, nomeadamente as propostas apresentadas para o Plano Nacional de Investimentos 2030 e a Estratégia Integrada de Desenvolvimento Territorial para a Região de Aveiro 2030, entregue ao Governo em fevereiro de 2020 e cuja atualidade se mantém.

As boas práticas no Associativismo Juvenil merecem prémios…


Com o objetivo de motivar e difundir a atividade cívica e de cidadania dos/as jovens que desenvolvem projetos em associações, o IPDJ promove a atribuição de prémios de boas práticas na área do Associativismo Juvenil.

Tipos de prémios e destinatários:
• Prémio «Boas Práticas/Associativismo Juvenil» – para associações juvenis;
• Prémio «Boas Práticas/Associativismo Estudantil» – para associações de estudantes do ensino superior;
• Prémio «Jovens pela Igualdade».

Os objetivos da iniciativa visam distinguir as associações que se destaquem através dos seguintes critérios:
• Caraterísticas da associação, demonstrativas do seu carácter jovem e perfil de consolidação;
• Apresentação de um projeto realizado no ano anterior ao da candidatura com impacto social relevante no que respeita à qualidade e à inovação, com caraterísticas de atuação na comunidade e com consistência e capacidade de expressão enquanto intervenientes na cidadania ativa e na participação cívica e democrática dos/as jovens.

Prémios
Por concurso são atribuídos cinco prémios, um por cada região, no valor de 1 500€. Podem ser atribuídas ainda menções honrosas.

Candidaturas 2020
O período de candidaturas decorre de 2 de setembro a 2 de outubro.

Regulamentos
• Regulamento dos Prémios Boas Práticas Associativismo Juvenil, edição 2020: https://bit.ly/3hNuT7x
• Regulamento dos Prémios Boas Práticas Associativismo Estudantil, edição 2020: https://bit.ly/3jyWKcf
• As fichas de inscrição encontram-se disponíveis no site do IPDJ

As candidaturas devem ser enviadas por correio (em carta registada com aviso de receção), para os serviços desconcentrados do IPDJ da área da sede da associação.

Os resultados serão divulgados no portal do IPDJ a 5 de novembro.

Saiba mais no site do IPDJ: https://bit.ly/32FOssa

Proprietários de imóveis podem começar hoje a pagar o Adicional ao IMI

O prazo para os proprietários de imóveis pagarem o Adicional ao Imposto Municipal sobre os Imóveis (AIMI) começa hoje, indo até ao final de setembro.

O Adicional ao IMI é pago de uma única vez durante o mês de setembro, sendo calculado anualmente pela Autoridade Tributária e Aduaneira (AT) com base no valor patrimonial tributário (VPT) dos prédios que constem das matrizes em 01 de janeiro do ano a que o imposto respeita.
As regras em vigor determinam a exclusão do valor tributável sujeito ao AIMI os prédios que no ano anterior tenham estado isentos ou não sujeitos a tributação em IMI, os prédios que se destinem exclusivamente à construção de habitação social ou a custos controlados e que sejam propriedade de cooperativas de habitação e construção ou associações de moradores ou ainda os imóveis ou partes de imóveis urbanos detidos por este tipo de titulares.
O AIMI contempla taxas de imposto distintas consoante o proprietário seja uma empresa ou um particular.
No caso das empresas, é aplicada uma taxa de 0,4% sobre a totalidade do valor patrimonial dos prédios urbanos habitacionais e dos terrenos para construção. Já os prédios urbanos classificados como "comerciais, industriais ou para serviços" e "outros não são tributados.
No que diz respeito aos contribuintes particulares, o AIMI compreende três escalões de taxas: uma taxa de 0,7% sobre o valor patrimonial dos imóveis que exceda os 600 mil euros, outra de 1% quando o valor ultrapassa um milhão de euros, e uma terceira de 1,5% para os valores acima dos dois milhões de euros. Estes valores duplicam caso haja opção pela tributação em conjunto.
O novo escalão do AIMI, para casas de valor mais elevado, foi criado no Orçamento do Estado para 2019 (OE2019), tendo sido contemplado em 331 liquidações emitidas no ano passado, segundo dados então facultados à Lusa pelo Ministério das Finanças.
De acordo com as Estatísticas da Autoridade Tributária e Aduaneira (AT), o Adicional ao IMI gerou uma receita de 131,37 milhões de euros em 2017 e de 139,7 milhões de euros em 2018, tendo atingido os 151,56 milhões de euros em 2019.
A receita do Adicional ao IMI está consignada ao Fundo de Estabilização Financeira da Segurança Social.
As regras do imposto determinam que os casais e unidos de factos podem ser tributados em conjunto, o que lhes permite duplicar o valor isento, sendo que, havendo esta opção pela tributação conjunta, ela mantém-se válida até os elementos do casal entregarem uma declaração em contrário.
Já os beneficiários de heranças indivisas têm todos os anos de entregar uma declaração onde indicam se querem que a herança seja tributada como um todo ou com base na quota-parte de cada herdeiro, ainda que possam mais tarde alterar esta opção.
A legislação que enquadra o AIMI permite que, depois de terminado o prazo para o pagamento do imposto, os contribuintes possam corrigir as opções efetuadas de tributação em conjunto ou em separado (casais e unidos de facto) pela herança no seu todo ou pela quota-parte (herdeiros), dispondo de 120 dias para o fazer.
Lusa

Piscinas de Vagos reabrem nesta terça-feira

A Piscina Municipal de Vagos reabre ao público neste dia 1 de Setembro, numa primeira fase apenas com regime livre.

O acesso ao regime livre será feito por turnos e no cumprimento das orientações da Direção-Geral da Saúde, carecendo de inscrição prévia obrigatória por e-mail para piscina@cm-vagos.pt ou por telefone para o número 234 799 604.

O regime livre funcionará de segunda a sexta-feira, das 15h30 às 20h00 e aos sábados, das 9h30 às 12h30 e das 15h00 às 18h00, apenas na Piscina de Vagos. As marcações poderão ser feitas para o próprio dia ou para o dia seguinte.

Para o acesso à instalação é obrigatório o uso de máscara, sendo ainda obrigatório o uso de óculos de natação durante a prática desportiva. A utilização de chuveiros está interdita.

O início das atividades da Escola Municipal de Natação está previsto para o dia 14 de setembro, encontrando-se atualmente a decorrer o período de pré-inscrições para alunos da escola municipal de natação na época passada e também para novos alunos.

Conheça os novos equipamentos da seleção campeã da Europa

A Seleção Nacional é homenageada em 2020 com uma coleção condizente com seu estatuto de campeã.

O tradicional equipamento principal vermelho e verde ganha agora novos detalhes em dourado, para criar um visual digno da conquista europeia em 2016.
A gola dobrável dá à nova camisola do equipamento principal um toque refinado, assim como as listas vermelhas, verdes e pretas na gola e nas mangas. O dourado é também presença de destaque em alguns detalhes como é o caso da numeração das camisolas, do emblema e da letra ‘P’, impressa no interior.
Os calções verdes estão de regresso pela primeira vez desde 2004 – o ano em que o capitão da Seleção Nacional, Cristiano Ronaldo, fez a sua estreia nas finais europeias – enquanto as meias vermelhas têm uma lista a combinar com o acabamento da camisola.
Já o equipamento alternativo está agora no centro das atenções e destaca-se de todas as coleções anteriores. Ao azul turquesa utilizado no equipamento alternativo de 2016, juntam-se as riscas horizontais vermelhas, verdes e pretas da camisola de treino de 2018, com calções e meias no mesmo esquema de cores.
A mais baixa das três listas flui por toda a parte de trás do equipamento, enquanto o rebordo preto das mangas e as listas laterais enquadram o design na perfeição. Os calções e meias de cor azul turquesa completam o look, com as meias exibindo também elas uma faixa colorida.

Cristiano Ronaldo e Jéssica Silva mostram novos equipamentos

Cristiano Ronaldo e Jéssica Silva revelaram os novos equipamentos da Seleção Nacional com a colaboração de alguns jovens futebolistas. Os internacionais portugueses juntaram-se aos treinadores de futebol de rua Aurio ‘Puma’ Castro e Gonçalo Santos, bem como à compositora e intérprete Cintia Nicole e a um elenco de jovens jogadores para exibir as novas camisolas e celebrar o amor de Portugal pelo futebol.


“Tanto o equipamento principal, como o alternativo e a camisola de aquecimento, estão fantásticos,” diz Ronaldo. “Há algum tempo que não tínhamos calções verdes e é bom vê-los de volta mais uma vez. O equipamento alternativo, em particular, é muito bonito e tem imenso estilo.”
Outro dos destaques desta coleção é a camisola de aquecimento, apresentada em preto e vermelho com um relevo do brasão da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) impresso em toda a sua área.
”O equipamento principal é digno de uma equipa de campeões, enquanto o alternativo demonstra talento, confiança e estilo – atributos que abundam nesta equipa” afirma Scott Munson, VP, Nike Football Apparel.
Nuno Moura, Diretor de Marketing da Federação Portuguesa de Futebol, revelou que os jogadores da Seleção Nacional “estão apaixonados pela nova coleção de Portugal. Esta parceria de mais de 20 anos com a Nike teve vários momentos históricos. Portugal foi a primeira equipa da Nike a conquistar o título europeu e também a Liga das Nações. Esperamos que estes novos equipamentos deslumbrantes nos tragam mais vitórias e conquistas sem precedentes."

Coleção feita de plástico reciclado

A coleção da equipa portuguesa foi fabricada a partir de poliéster 100% reciclado, proveniente de garrafas de plástico também elas recicladas, o que permitiu criar equipamentos que garantem o máximo desempenho com um menor impacto no ambiente.
Desde 2010, a Nike tem vindo a utilizar poliéster reciclado para produzir equipamentos de futebol. Até agora já foram retiradas de aterros mais de 7,5 mil milhões de garrafas de plástico.

Disponíveis em PortugalStore.fpf.pt

Os equipamentos principal e alternativo da seleção portuguesa estão disponíveis em PortugalStore.fpf.pt a partir deste 1 de setembro e a coleção completa a partir de 4 de setembro na loja da FPF.
Jornal Mira Online com FPF

Facebook ameaça bloquear serviço na Austrália contra lei de compensações

A plataforma digital Facebook ameaçou bloquear publicações e utilizadores australianos como reação contra medidas que visam a compensação a órgãos de comunicação social australianos pela partilha de notícias na rede social. 

A empresa norte-americana Facebook refere que está a ser alvo de uma medida de força que visa o pagamento "arbitrário" pelo uso de "quantidades ilimitadas de informações", acrescentando que se trata apenas de uma pequena parte do serviço da rede social.
As medidas propostas por Camberra forçam a plataforma digital Facebook a retirar os textos das notícias "completamente" ou, caso contrário, as publicações passam a cobrar pelos conteúdos à empresa norte-americana.
"Nenhum negócio pode funcionar desta maneira", escreveu Will Easton, responsável pela gestão do Facebook na Austrália e na Nova Zelândia.
Entretanto, o motor de busca Google indicou numa carta aberta que a medida proposta pelas autoridades australianas são "uma ameaça às liberdades individuais" e ameaça restringir as buscas de vídeos através da rede social YouTube aos utilizadores australianos.
Josh Frydenberg, ministro do Tesouro do governo da Austrália disse que a legislação que foi anunciada vai "criar condições para a sustentabilidade dos media conseguindo pagamentos pelos conteúdos originais".
"A Austrália legisla de acordo com os interesses nacionais. Nós não respondemos à coação, venha de onde vier", disse Frydenberg referindo-se às ameaças sobre os eventuais bloqueios anunciados pela rede social Facebook.
O projeto de lei australiano sobre compensações a órgãos de comunicação social foi tornada pública em julho, sendo que a discussão pública terminou na semana passada.
Frydenberg disse ainda que espera que o Parlamento venha a aprovar a lei até ao final do ano.
Lusa

Auditoria revela perdas de 4.042 ME no Novo Banco e Governo envia relatório para PGR

A auditoria externa ao BES e ao Novo Banco revelou hoje perdas líquidas de 4.042 milhões de euros no Novo Banco e, segundo o Governo, o "relatório descreve um conjunto de insuficiências e deficiências graves" até 2014.

"O relatório descreve um conjunto de insuficiências e deficiências graves de controlo interno no período de atividade até 2014 do Banco Espírito Santo no processo de concessão e acompanhamento do crédito, bem como relativamente ao investimento noutros ativos financeiros e imobiliários", de acordo com o comunicado, divulgado esta madrugada, pelo Ministério das Finanças.
Devido à grande abrangência temporal, "que incide sobre um período muito alargado da atividade do Banco Espírito Santo até 2014 relativamente ao qual estão em curso processos criminais, e à necessidade de salvaguarda dos interesses financeiros do Estado, o relatório será remetido pelo Governo à Procuradoria-Geral da República considerando as competências constitucionais e legais do Ministério Público", indicou o Governo português.
O relatório, elaborado pela empresa de auditoria Deloitte e entregue hoje ao Governo, analisou atos de gestão no Banco Espírito Santo e no Novo Banco, desde 01 de janeiro de 2000 até 31 de dezembro de 2018, e incidiu sobre "283 operações que integram o objeto da auditoria, abrangendo, portanto, quer o período de atividade do Banco Espírito Santo, quer o período de atividade do Novo Banco".
Este conjunto de operações originaram perdas de 4.042 milhões de euros para o Novo Banco entre 04 de agosto de 2014 (um dia após a resolução do BES) e 31 de dezembro de 2018.
"O relatório da auditoria especial evidencia que as perdas incorridas pelo Novo Banco decorreram fundamentalmente de exposições a ativos que tiveram origem no período de atividade do Banco Espírito Santo e que foram transferidos para o Novo Banco no âmbito da resolução", acrescentou.
O Ministério das Finanças indicou ainda ter remetido o relatório à Assembleia da República, bem como ao Banco Central Europeu, ao Banco de Portugal, ao Fundo de Resolução, à Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões e à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários.
"O relatório da auditoria especial é extenso e exigirá uma análise técnica cuidada, objetiva e responsável por parte de todos aqueles a quem foi enviado", observou o Governo português, acrescentando ser "imprescindível que sejam desenvolvidas, por todos os intervenientes, todas as ações necessárias para assegurar a rápida e integral correção das questões identificadas no relatório da auditoria especial".
Ainda na mesma nota, o Ministério das Finanças reiterou a "importância do integral cumprimento dos compromissos contratualmente assumidos, designadamente perante o Fundo de Resolução".
Lusa