quinta-feira, 3 de dezembro de 2020

Na Espanha, o mistério do “cavaleiro verde”

 

A história de um cavaleiro espanhol, que há nove séculos lutou na Terra Santa, ganhou o Prêmio Narrativo da Cidade de Logroño. Chamava-se Sancho Martín, mas por suas cores e os chifres de cervo no capacete, os turcos apelidaram-no “Cavaleiro Verde”.

Ninguém sabe quem foi. Chegou à Terra Santa quando tudo parecia perdido, e derrotou Saladino nas portas de Tiro. Quando este voltou a atacar, e soube que a figura verde saía a campo, quis falar com ela. Saladino lhe prometeu um cavalo, ouro e prata, ofereceu-lhe grandes terras e uma filha em casamento. “Ele respondeu que não viera morar com sarracenos, mas envidar todos os seus esforços para destruí-los e prejudicá-los ao máximo”.

Sancho Martín venceu mais uma vez, em seguida desapareceu da face da terra. Entrou na história sem procurar nada para si, dando tudo por Jesus Cristo e pela libertação do Santo Sepulcro.

ABIM

Termas Centro saúdam continuação da comparticipação do SNS nos tratamentos termais

 

As Termas Centro congratulam-se com o facto de o Orçamento de Estado para 2021 contemplar a continuação da comparticipação do Estado nos tratamentos termais. Desta forma, os médicos do Serviço Nacional de Saúde (SNS) vão poder continuar a prescrever estes tratamentos a quem deles necessita.

A comparticipação dos tratamentos termais vigorou em 2019 e 2020, mas a sua continuação não estava prevista na proposta inicial do OE 2021. No entanto, na discussão e votação na especialidade do OE, a maioria dos deputados aprovou duas propostas de alteração apresentadas nesse sentido, da autoria do PS e do PSD, com contributos de deputados de círculos eleitorais onde existem estâncias termais. As duas propostas serão fundidas agora numa redação única.

Recorde-se que as comparticipações dos tratamentos termais por parte do SNS, mediante prescrição médica, regressaram em 2019, depois de terem sido suspensas em 2011. O regresso assumiu a forma de projeto-piloto a ter lugar durante o ano de 2019, sujeito a avaliação dos seus efeitos. Acontece que o resultado da avaliação pelo Ministério da Saúde ainda não foi divulgado, pelo que projeto-piloto se prolongou para 2020. No entanto, face à situação de pandemia, que provocou a suspensão abrupta da atividade termal, a medida quase não teve efeitos este ano. Uma situação difícil para as Termas, que as propostas de alteração do OE 2021 agora aprovadas pretenderam atenuar.

É com alívio e grande satisfação que vemos que a Assembleia da República reconheceu a situação excecional que as Termas viveram neste ano de 2020. O prolongamento das comparticipações do SNS nos tratamentos termais para 2021, num ano que todos esperamos que seja sinónimo de início da recuperação, vai seguramente ter um impacto decisivo na atividade das Termas, que alcançaram resultados muito positivos em 2019, com a reintrodução das comparticipações”, sublinha Adriano Barreto Ramos, coordenador da rede Termas Centro, que congrega 20 estâncias termais da região Centro.

As Termas portuguesas, e as Termas da região Centro em particular, são particularmente exigentes em termos de segurança sanitária e estão mais do que preparadas para receber os aquistas com a máxima segurança. Estamos certos de que as Termas irão assumir-se cada vez mais como as prestadoras de saúde de excelência que são”, acrescenta.

Estudo alerta para substâncias perigosas no organismo devido a embalagens

 

Análises a 52 pessoas de vários países europeus, incluindo Portugal, detetaram entre 18 e 23 substâncias químicas perigosas no organismo, resultantes da utilização de embalagens alimentares descartáveis, especialmente de plástico.

De acordo com os resultados do estudo, hoje divulgados, foram rastreadas (em análises à urina) 28 substâncias químicas e em cada uma das amostras foram encontradas entre 18 e 23 substâncias perigosas.

O estudo foi feito em seis países e em Portugal participaram 10 pessoas, entre eles um deputado, um autarca, jornalistas e professores. Em todos os países o objetivo foi avaliar a presença no corpo humano de substâncias químicas potencialmente perigosas, em resultado da utilização quotidiana de embalagens, em particular as embalagens alimentares.

Segundo os resultados do estudo, divulgados pela associação ambientalista Zero, que participou na iniciativa, as variações entre os países (Bélgica, Bulgária, Letónia, Eslovénia e Espanha, além de Portugal) não foi significativa, "o que indica que o contacto quotidiano com estas substâncias acontece um pouco por toda a Europa, sendo transversal à geografia, profissão, idade, entre outras variáveis", diz a Zero em comunicado.

As análises centraram-se na avaliação da presença de químicos que podem ser encontrados nas embalagens descartáveis de alimentos, como os ftalatos e os fenóis. Os dois são associados, por estudos científicos, a doenças como o cancro ou doenças cardiovasculares e terão impactos negativos também nos sistemas reprodutivo e imunitário, salienta a associação.

"Estes resultados são mais uma prova de como as embalagens e os produtos que consumimos e usamos quotidianamente, introduzem substâncias químicas estranhas ao nosso corpo, que a ciência tem vindo a demonstrar serem potenciais riscos para a nossa saúde e para o ambiente. É urgente reduzir o uso de opções descartáveis e apostar em materiais seguros e circulares", alerta Susana Fonseca, da direção da Zero, citada no comunicado.

O projeto resultou de uma parceria dentro da rede europeia "Zero Waste Europe", que agrega 31 membros de 24 países e que tem como objetivo liderar a transição para uma Europa sem resíduos.

As organizações envolvidas chamam a atenção para os potenciais problemas para a saúde humana decorrentes do atual modelo de produção e consumo e pedem que seja revista a legislação aplicável aos materiais para contacto com os alimentos.

Retalhistas e marcas devem também mudar para alternativas mais seguras e os consumidores devem fazer escolhas mais saudáveis, apelam também as organizações.

A Zero recorda o alerta de cientistas em março deste ano (no chamado "Consensus Statement") para os milhares de substâncias químicas usadas em embalagens alimentares e outros materiais para contacto com alimentos, sendo que muitas dessas substâncias conseguem migrar das embalagens para os alimentos, pelo que o seu uso continuado dever ser entendido como um risco para a saúde humana.

Em consequência do alerta mais de 230 organizações não governamentais de todo o mundo pediram aos decisores políticos para tomarem ações urgentes.

No início do ano a Comissão Europeia comprometeu-se a propor a revisão da legislação sobre os materiais para contacto com os alimentos até ao fim de 2022.

Lusa

Morreu o antigo Presidente francês Valéry Giscard d’Estaing

Valéry Giscard d'Estaing, antigo Presidente francês, morreu esta noite aos 94 anos devido a complicações cardíacas num quadro de covid-19, após ter sido hospitalizado a meio de novembro.

O anúncio da morte foi feito esta noite por pessoas próximas do antigo Presidente aos meios de comunicação franceses. O ex-chefe de Estado estava internado desde dia 17 de novembro no hospital de Tours. Antes disso, em setembro, Giscard d'Estaing já tinha sido internado durante alguns dias.

Valéry Giscard d'Estaing foi o terceiro Presidente da V República francesa e ocupou o Eliseu entre 1974 e 1981. Algumas das principais marcas do seu mandato foram o acesso ao voto a partir dos 18 anos, o direito à interrupção voluntária da gravidez e a possibilidade de divórcio por mútuo acordo. Apesar de se ter recandidatado, foi batido em 1981 por François Miterrand.

Antes da sua eleição, Giscard d'Estaing foi ministro das Finanças quando Georges Pompidou era primeiro-ministro, entre 1962 e 1966. Voltou ao Governo com as mesmas funções quando Pompidou já era Presidente entre 1969 e 1974.

Após a sua passagem pelo Eliseu, foi deputado europeu e dedicou-se à escrita, pertencendo mesmo à Academia francesa. Na sua longa carreira política foi deputado, ocupou diversos cargos na política local e regional e sentou-se no Conselho Constitucional.

Em março deste ano, foi acusado por uma jornalista alemã de assédio sexual e foi aberto um inquérito para apurar os factos.

Lusa

Imagem: CM

Salários portugueses foram os que mais caíram na Europa durante a pandemia

 

As remunerações em Portugal tiveram uma redução de 13,5%, indica a Organização Internacional do Trabalho.

Os salários portugueses foram os que mais caíram na Europa por causa da pandemia de Covid-19, indica a Organização Internacional do Trabalho (OIT).

Os salários em Portugal tiveram uma redução de 13,5%, seguido-se Espanha, com 12,7%, e Irlanda, com perdas de 10,9%, segundo um relatório divulgado esta quarta-feira.

Em sentido contrário, Países Baixos, Suécia e Croácia foram os países que registaram descidas inferiores nas remunerações.

De acordo com a OIT, nos primeiros seis meses de 2020, em resultado da pandemia os salários caíram ou cresceram a um ritmo mais lento, em dois terços dos países analisados a nível mundial.

As remunerações mensais de mulheres e trabalhadores com salários mais baixos foram desproporcionalmente afetados pela pandemia, conclui a organização.

Embora os salários médios em um terço dos países que forneceram dados parecessem aumentar, isso foi em grande parte devido ao número substancial de trabalhadores com salários mais baixos que perderam os seus empregos e, portanto, distorceram a média, uma vez que não foram mais incluídos nos dados para assalariados, adianta o relatório divulgado esta quarta-feira.

RR

Galiza em confinamento de 4 a 9 de dezembro para evitar deslocações a Portugal

 

O Governo Regional da Galiza decidiu hoje que toda a comunidade vai estar em confinamento entre as 12:01 de sexta-feira, 4 de dezembro, e a mesma hora de quarta-feira, dia 9, para restringir a mobilidade com território português.

Segundo fontes do executivo galego citadas pela agência Efe, esta decisão é adotada porque o comité clínico considera prioritário restringir a mobilidade com Portugal, dada a alta incidência de casos de covid-19 em território português.

O Governo Regional informou o executivo de Madrid que "não é oportuno fazê-lo [o confinamento] por partes", pelo que será decretado o encerramento de toda a comunidade.

O presidente da Xunta [o Governo Regional galego], Alberto Núñez Feijóo, já tinha anunciado esta manhã que iria estabelecer "restrições de mobilidade" com Portugal a partir de sexta-feira, altura em que começa o levantamento das restrições mais apertadas aplicadas há três semanas.

Na sua intervenção, Núñez Feijóo tinha já sublinhado que as limitações de mobilidade com Portugal, através das províncias de Ourense e Pontevedra, poderiam implicar ter que decretar o encerramento total da Galiza.

A Xunta considerou inicialmente que não era necessário o encerramento de toda a Galiza, já que o território galego se encontraria limitado nas deslocações durante o fim de semana de feriado devido aos confinamentos das Astúrias e Castela e Leão.

No entanto, finalmente optou pelo encerramento de todo o perímetro da comunidade, ao abrigo do decreto real do estado de emergência do Governo central espanhol, que permite aos presidentes regionais adotarem medidas neste sentido.

Lusa

Empresa líder na Cosmética instala-se no Parque Industrial de Soza

 

Num investimento de cerca de 20 milhões de euros que se irá refletir em 150 novos postos de trabalho, o Município de Vagos chegou a acordo para a instalação de uma empresa líder no mercado da cosmética.

Os municípios têm uma intervenção crescente para a competitividade dos territórios. Através da criação de condições para acolhimento empresarial e de suporte ao investimento, a atuação dos municípios deve ser indutora de economias de aglomeração e de rede, assumindo um papel de coadjuvante e como um agente que simplifique a vida dos investidores.

Consciente disso e com o objetivo de gerar mais e melhor emprego, o Município de Vagos tem vindo a investir na proximidade aos investidores e na criação de uma resposta integrada aos empresários e investidores, oferecendo uma oferta organizada e qualificada de solo industrial, apoiando as empresas em todo o processo de instalação.

Esta foi a razão fundamental para a atração de um novo investimento com elevado conteúdo inovador.

Segundo comunicado da Câmara Municipal de Vagos, "o grupo MCGP Internacional, contratualizou a compra de uma parcela no Parque Empresarial de Soza, onde irá investir cerca de 20 milhões de Euros e garantir a criação de uma unidade de produção de dispositivos médicos para utilização dermatológica".

Esta nova unidade contará com tecnologia de vanguarda e "criará 150 postos de trabalhona sua maioria qualificados", sendo o corolário da "política de atração de investidores e de apoio às empresas, protagonizada pelo Município de Vagos", afirma o mesmo comunicado.

Na sequência da concretização deste acordo, o Presidente da Câmara Municipal de Vagos, Silvério Regalado referiu que “o Município acolhe este investimento com grande entusiasmo e satisfação. Numa altura em que tanto se fala de crise financeira, derivada da crise pandémica. Estamos na linha da frente da captação de investimento na região, o que é um sinal claro que as empresas continuam a confiar e a acreditar no Município de Vagos para fazer os seus investimentos.”