sábado, 9 de janeiro de 2021

Proença-a-Nova | 46 lojas atribuíram 5.230 € em prémios no concurso Comprar é Ganhar


O concurso “Comprar é Ganhar no Comércio Local”, promovido pela Câmara Municipal de Proença-a-Nova, entregou 5.230 € em prémios nos 46 estabelecimentos do concelho que aderiram à iniciativa, que decorreu de 1 a 31 de dezembro de 2020. 

Para além do valor monetário, foram atribuídas entradas no CCV da Floresta e milhares de brindes do Município que foram distribuídos pelas lojas aderentes. “É nesta época de Festas, onde o comércio tradicionalmente é mais ativo, este ano, devido à situação pandémica, houve um abrandamento significativo nesta atividade e é com estas pequenas ofertas que pretendemos ajudar os nossos comerciantes, tornando-os mais atrativos e melhorar o índice de satisfação e retorno dos seus clientes”, considera João Manso, vice-presidente da Câmara Municipal. 

Realizada pelo nono ano consecutivo, foram cumpridos os grandes objetivos deste concurso que são promover e revitalizar o comércio do concelho, estimulando a população a fazer compras a nível local durante o mês de dezembro, incluindo na quadra natalícia, muito propícia ao negócio. Entre as 46 lojas, a Loja Pucariças, o Minimercado Ribeiro e a Textilar foram os estabelecimentos que entregaram mais prémios.

Um terço da população e 45% dos profissionais de saúde afetados psicologicamente

Mais de um terço da população e quase metade dos profissionais de saúde inquiridos num estudo manifestaram sinais de sofrimento psicológico, como ansiedade, depressão ou stress pós-traumático, sendo os mais afetados os que estão a tratar doentes com covid-19.

O estudo Saúde Mental em Tempos de Pandemia (SM-COVID19), promovido pelo Instituto Nacional de Saúde Ricardo Jorge (INSA), em parceria com o Instituto de Saúde Ambiental da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa e a Sociedade Portuguesa de Psiquiatria e Saúde Mental, mostra que os profissionais de saúde apresentam percentagens mais elevadas de ansiedade moderada a grave do que a população geral.

Os mais afetados "como seria expectável" são os profissionais que estão a tratar os doentes com covid-19, que têm um risco de sofrimento psicológico 2,5 vezes superior aos que não estão a tratar esses doentes, disse à agência Lusa Teresa Caldas de Almeida, coordenadora do estudo e investigadora do INSA, cuja recolha de dados decorreu em dois períodos: de 22 de maio a 20 de julho de 2020 e de 23 de julho a 14 de agosto.

É também neste grupo de profissionais de saúde que os níveis de 'burnout' (exaustão física e emocional) são mais elevados, chegando a atingir os 43%.

Financiado pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia, no âmbito do apoio "RESEARCH 4 COVID-19", o estudo visou caracterizar o impacto da pandemia na saúde mental e identificar determinantes de resiliência e vulnerabilidade psicológica no contexto da pandemia.

Este estudo teve em conta o conhecimento que havia de situações semelhantes em anteriores epidemias, por outros vírus, como o ébola ou o SARS, em que houve necessidade de haver confinamento das pessoas, e que já nessas alturas foram reportadas alterações na área da saúde mental", disse Teresa Caldas de Almeida.

Nesse sentido, adiantou, foi considerado que "seria importante fazer uma caracterização da situação da saúde mental da população portuguesa, maiores de 18 anos, com alguma atenção particular aos profissionais de saúde e um segundo grupo que são os indivíduos infetados ou suspeitos de infeção".

Segundo o estudo, 34% da população geral e 45% dos profissionais de saúde apresentavam sinais de sofrimento psicológico no decurso dos 15 dias anteriores à participação no estudo.

Já 27% dos inquiridos da população geral indicaram ter sintomas moderados a graves de ansiedade, 26% sintomas de depressão e 26% sintomas de perturbação de stress pós-traumático.

"São sobretudo as mulheres, os inquiridos entre os 18 e os 29 anos, os desempregados e os indivíduos com mais baixo rendimento quem apresenta mais frequentemente sintomas de sofrimento psicológico moderado a grave, ansiedade, depressão ou perturbação de stress pós-traumático", adiantou a investigadora.

Um terço apresentava níveis de resiliência elevados, nomeadamente os homens com mais de 50 anos, os empregados e os reformados.

Relativamente às novas formas de organização do trabalho, suscitadas pela pandemia, 83% consideraram que, em particular o teletrabalho, podem vir a ter um impacto positivo na sua vida.

O inquérito aponta "a dificuldade na conciliação trabalho-família, a preocupação com a manutenção do trabalho ou preservação do rendimento, a perceção de menos apoio social ou familiar e a preocupação relativamente ao futuro são determinantes relevantes de problemas de saúde mental na população geral e também nos profissionais de saúde".

No caso dos profissionais de saúde, "o rendimento, o tratar doentes com covid-19, o nível médio/baixo de resiliência, as dificuldades na conciliação trabalho-família, a falta de apoio social e familiar, e as preocupações face ao futuro são os principais fatores preditores de sofrimento psicológico".

"Este estudo não é um estudo em que possamos ter chegado a um diagnóstico, que é feito com uma consulta de psiquiatria, mas utilizamos estes elementos muito sólidos, validados, com escalas validadas, que apontam para um valor que pode ser um pouco sobreavaliado, mas não muito longe dos resultados reais, ou seja, nós podemos afirmar a prevalência de sintomas e não, obviamente, a existência de uma patologia clínica diagnosticada", sublinhou a investigadora.

Adiantou que "a intenção foi sempre recolher informação útil para que o Ministério da Saúde possa tomar as medidas que considera mais adequadas e que possam, no fundo, minimizar, mitigar os efeitos da pandemia na saúde mental da população portuguesa e dos profissionais de saúde".

Os dados deste estudo são "muito semelhantes" a outros que têm sido feitos internacionalmente.

"Esta situação era expectável e decorrente desta situação pandémica. Não podemos dramatizar estes dados, mas também não os podemos minimizar. Mas o que é importante em tudo isto tem a ver com a informação para que se possam tomar as melhores medidas", observou.

Lusa

Desporto está de luto: Paulo Diamantino morre durante jogo de basquetebol da II divisão

O basquetebolista Paulo Diamantino morreu durante um encontro entre o Mirandela Basket Clube e o Juventude Pacense, da II divisão, disse à agência Lusa fonte da Federação Portuguesa de Basquetebol (FPB).

A mesma fonte disse que o jogador, que fazia no sábado 36 anos, estava a preparar-se para entrar para a segunda parte do encontro, que se disputava em Paços de Ferreira, quando caiu inanimado.

A fonte federativa referiu ainda que foram tentadas manobras de reanimação durante cerca de uma hora, mas o atleta acabou por não resistir.

Internacional pela seleção de sub-20 portuguesa, Paulo Diamantino, que era natural de Mirandela, passou, ao longo da carreira, por FC Porto, Vitória de Guimarães e Maia e estava na terceira temporada no clube transmontano, no qual era treinador do minibasket.

Lusa

Imagem: O Minho

Recolher obrigatório às 13:00 em 91% dos concelhos de Portugal continental

O recolher obrigatório a partir das 13:00 aplica-se este fim de semana em 253 concelhos de Portugal continental, o que representa 91% dos municípios deste território, encerrando à mesma hora a generalidade do comércio.

Independentemente do nível de risco de transmissão da covid-19, durante este fim de semana está proibida a circulação entre concelhos em todo o território continental português, medida que entrou em vigor a partir das 23:00 de sexta-feira e se prolonga até às 05:00 de segunda-feira, com um conjunto de exceções de deslocações autorizadas, por motivos de saúde e para ir trabalhar, por exemplo.

No âmbito da prorrogação do estado de emergência até 15 de janeiro, o Governo atualizou a lista dos concelhos de risco e decidiu proceder ao "agravamento das medidas" para este fim de semana, estendendo aos municípios em risco elevado o recolher obrigatório no sábado e domingo, a partir das 13:00 e até às 05:00 do dia seguinte, medida que tem vindo a ser aplicada aos territórios em risco muito elevado e extremo de contágio da covid-19.

Dos 278 municípios do território continental, 253 estão em risco elevado, muito elevado ou extremo, todos com mais de 240 casos da covid-19 por 100 mil habitantes, excluindo assim apenas 25 concelhos do recolher obrigatório às 13:00 durante este fim de semana.

Segundo o decreto do Governo que regulamenta o novo estado de emergência, o recolher obrigatório prevê um conjunto deslocações autorizadas, em que se incluem desempenho de funções profissionais, obtenção de cuidados de saúde, ir a estabelecimentos de venda de produtos alimentares e de higiene, assistência de pessoas vulneráveis, exercício da liberdade de imprensa e passeios pedonais de curta duração.

Quanto ao funcionamento do comércio nos concelhos sujeitos ao recolher obrigatório às 13:00 durante este fim de semana, a generalidade dos estabelecimentos comerciais só podem funcionar entre as 08:00 e as 13:00, destacando-se como exceções as lojas com dimensão igual ou inferior a 200 metros quadrados com porta para a rua, os restaurantes com entrega ao domicílio ou com 'take-away' à porta, em que se permite a recolha até às 22:30, e os postos de abastecimento de combustíveis exclusivamente para abastecimento de veículos.

Além do recolher obrigatório às 13:00 durante este fim de semana, os 253 concelhos com maior risco de contágio da covid-19 estão sujeitos ao dever geral de recolhimento domiciliário, que determina que, "aos sábados e domingos, no período compreendido entre as 05:00 e as 13:00, os cidadãos devem abster-se de circular em espaços e vias públicas, bem como em espaços e vias privadas equiparadas a vias públicas, e permanecer no respetivo domicílio, exceto para deslocações autorizadas".

Segundo a lista de concelhos por nível de risco, que pode ser consultada em http://www.covid19estamoson.gov.pt, estão identificados 56 municípios em risco extremo (mais de 960 casos por 100 mil habitantes), 132 em risco muito elevado (entre 480 e 960), 65 em risco elevado (entre 240 e 480) e 25 em risco moderado (menos de 240).

Em risco muito elevado de contágio encontram-se 15 dos 18 municípios capitais de distrito no território continental, designadamente Beja, Braga, Bragança, Castelo Branco, Coimbra, Évora, Faro, Leiria, Lisboa, Porto, Santarém, Setúbal, Viana do Castelo, Vila Real e Viseu.

Dos outros três concelhos que são capitais de distrito, Guarda está em risco extremo, enquanto Aveiro e Portalegre estão em risco elevado.

Na quarta-feira, o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, decretou a renovação do estado de emergência por mais oito dias, até 15 de janeiro, para permitir medidas de contenção da covid-19.

O chefe de Estado justificou esta renovação por apenas oito dias referindo que "escassos são ainda os dados que possam ser relacionados com o período decorrido entre 23 e 27 de dezembro, ou seja, o período de alívio de medidas pelo Natal, bem como do período seguinte, de Ano Novo, embora os números mais recentes sejam muito preocupantes, demonstrando a imperiosidade das medidas de emergência".

No anúncio das medidas do novo estado de emergência, que ocorreu na quinta-feira, o primeiro-ministro, António Costa, disse que, apesar de a situação pandémica não estar ainda totalmente clarificada, os últimos dados indiciam que "há um agravamento", pelo que é provável que sejam adotadas "medidas mais restritivas a partir da próxima semana", admitindo o confinamento geral, à semelhança do que aconteceu em março, mas "sem afetar o normal funcionamento das escolas".

 

Lusa

Imagem: SAPO24

O frio veio para ficar mais algum tempo

Continuação de tempo frio, com períodos de céu muito nublado, apresentando-se pouco nublado no litoral oeste até ao início da tarde.

Períodos de chuva ou aguaceiros, mais prováveis no interior e a partir do meio da manhã, sendo de neve acima de 400/600 metros de altitude, podendo temporariamente nevar em cotas mais baixas.
Vento fraco a moderado, sendo por vezes forte  na faixa costeira ocidental, e sendo moderado a forte, com rajadas até 70 km/h, nas terras altas.
Formação de gelo ou geada, em especial no interior.
Pequena descida da temperatura mínima na região Sul.
Pequena descida da temperatura máxima.

MIRA -  00/10ºC

CANTANHEDE -  (-)02/08ºC

MEALHADA -  (-)02/08ºC

VAGOS -  01/09ºC

ANADIA -  (-)02/08ºC

Benfica bate Tondela na Luz e regressa às vitórias no campeonato

 

Golos de Seferovic e Waldschmidt mantêm encarnados na perseguição ao líder Sporting

O Benfica venceu hoje o Tondela, por 2-0, em jogo realizado no Estádio da Luz, a contar para a 13.ª jornada do campeonato.

Seferovic, aos 54 minutos, abriu a contagem, com Waldschmidt, aos 90+4, a confirmar o regresso das águias aos triunfos na I Liga, depois do empate com o Santa Clara.

A vitória deixou o Benfica com 31 pontos, mantendo-se a quatro do líder Sporting, que instantes antes tinha ganho ao Nacional.

Bancada.pt

CIP defende acesso rápido aos apoios perante cenário de novo confinamento

 

O presidente da Confederação Empresarial de Portugal (CIP), António Saraiva, pediu hoje rapidez na disponibilização dos apoios às empresas perante as novas restrições que vão ser tomadas nos próximos dias para conter a pandemia.

As medidas que obviamente não podem deixar de acompanhar este [novo] confinamento têm de ser rápidas. As empresas que vão ser obrigadas a encerrar terão de ter acesso rápido aos apoios", referiu à Lusa António Saraiva no final de uma reunião da Concertação social em que Governo e parceiros sociais fizeram uma avaliação da situação epidemiológica.

Centrando a crítica no atraso na aplicação dos apoios às empresas e não no desenho das medidas, António Saraiva vê como positiva a possibilidade de, perante um novo confinamento, as empresas poderem voltar a recorrer ao 'lay-off' simplificado.

"[Trata-se de uma medida que] se revelou muito positiva para acautelar os postos de trabalho e só temos que replicar os bons exemplos, que funcionam", precisou, acrescentando ser necessário perceber "que as medidas têm de ser de rápido e de fácil acesso" porque "é fácil fechar portas" mas não é fácil fazer face ao pagamento de contas sem atividade.

No final desta reunião, o ministro de Estado e da Economia, Siza Vieira, admitiu que as novas restrições para conter a pandemia de covid-19 podem passar pelo encerramento da restauração e do comércio não alimentar, num quadro semelhante ao que vigorou em abril ou durante a primeira quinzena de maio.

Siza Vieira lembrou que nessa altura mantiveram-se em funcionamento a indústria e a construção civil, mas encerraram atividades como "o pequeno comércio não alimentar" e a restauração que funcionava apenas em regime de 'take away' com entrega ao domicílio.

"Esse é o quadro" que está a ser estudado pelo Governo e as medidas vão continuar a ser discutidas nos próximos dias com os especialistas e parceiros sociais, disse o ministro da Economia e Transição Digital.

As empresas que tiverem de encerrar no âmbito das novas restrições poderão aceder ao regime do 'lay-off' simplificado que neste momento permite o salário a 100% pagando o empregador "apenas 19% desse salário" e estando isento da Taxa Social Única (TSU), segundo referiu Siza Vieira.

António Saraiva deixou ainda uma crítica a algumas das medidas de contenção da pandemia que têm sido tomadas nesta segunda fase do estado de emergência, assinalando ter "sérias dúvidas" sobre a eficácia da concentração dos horários do comércio no período da manhã.

"Compreendendo a enorme dificuldade que é conciliar o combate a pandemia com a economia, a curva de aprendizagem que já levamos permite-nos e exige-nos medidas que tenham efeito e, por isso, o confinamento tem de ser inteligente", disse o presidente da CIP, assinalando ter "algumas dúvidas em relação a medidas como esta de concentrar horários de comércio, que geram longas filas, sem afastamento físico".

Neste contexto, António Saraiva defende soluções que passem pelo desfasamento de horários ou pela aposta na realização de testes rápidos.

Lusa