quinta-feira, 4 de março de 2021

Há cerca de 1,5 milhões de armas legais em Portugal



Em Portugal existem cerca de 1,5 milhões de armas legais, sendo a maioria carabinas e espingardas destinadas à caça, revelam dados enviados à agência Lusa pela Polícia de Segurança Pública.

A PSP calcula que mais de 80% das armas legalizadas em Portugal são das classes C e D, nomeadamente carabinas e espingardas que estão nas mãos de caçadores, que só as podem utilizar quando estão a realizar esta atividade.

Segundo a PSP, que tem a competência de controlar e fiscalizar o fabrico, armazenamento, comercialização, uso e transporte de armas de fogo, o número de armas legais em Portugal tem-se mantido estável nos últimos anos.

"Atendendo ao número de armas novas que foram adquiridas e que entraram no mercado por via de importações, transferências do espaço europeu e fabrico nacional, mas tendo em consideração as armas que foram destruídas pela PSP, quer por força de entregas voluntárias ou por decisões judiciais e administrativas de perda das armas a favor do Estado, tem-se verificado um número de armas estável, na casa das 1.500.000", precisa esta força de segurança.

A PSP estima também que existam no país mais de 210.000 licenças de uso e porte de armas válidas em Portugal, no qual se incluem as licenças de colecionadores, defesa ou tiro desportivo.

Na resposta enviada à Lusa, a PSP frisa que o número de licenças de armas tem vindo a diminuir em Portugal desde 2006, uma vez que a maioria são de armas de caça e o número de caçadores tem vindo a diminuir.

A PSP justifica a existência de menos caçadores no país com os problemas inerentes à caça, nomeadamente maiores restrições, doenças nos animais e envelhecimento da população que se dedica a esta atividade.

Em 2020, a maioria das licenças emitidas pela Polícia de Segurança Pública foram das armas das classes C e D (utilizadas pelos caçadores), num total de 11.617, e de tiro desportivo (1.327).

Sobre as armas que estão na posse de colecionadores, a Polícia esclarece que apenas podem circular na rua quando se deslocam para a realização de eventos de colecionadores, onde se pratique o tiro, sendo necessário uma autorização da PSP.

Sobre a lei das armas que entrou em vigor em setembro de 2019, a PSP faz um balanço "muito positivo" devido às restrições que veio impor, nomeadamente a limitação do número de armas para os caçadores e a necessidade de um cofre para guardar as armas em casa, além de ter clarificado alguns aspetos em termos securitários.

Em fevereiro foi publicada em Diário da República uma lei que prolonga até 31 de julho o prazo para que os proprietários de armas de fogo adquirirem um cofre para as guardar.

Após adquirirem o cofre ou armário não portátil, os detentores das armas têm de submeter na plataforma eletrónica disponibilizada pela PSP o respetivo comprovativo, nomeadamente fatura-recibo ou documento equivalente.

Segundo a legislação, os proprietários de armas de fogo que não entregarem o comprovativo da aquisição do cofre até 31 de julho são punidos com uma multa de 50 euros e advertidos para a obrigação da sua aquisição por mais 30 dias, sob pena de lhes ser aplicada mais uma coima.

Está atualmente a decorrer, até 23 de junho, um período extraordinário para entrega voluntária de armas não manifestadas ou registadas em qualquer instalação policial da PSP ou da GNR, não havendo qualquer consequência criminal.

Os possuidores de armas de fogo que não pretendam fazer a sua entrega a favor do Estado podem proceder à sua legalização.

Lusa

Olhares que enxergam longe

 

  • Péricles Capanema

Bênçãos desprezadas. São uma bênção, para si e para os próximos, os olhares que divisam o remoto na neblina do futuro. Desvelam a via e assim preparam os caminhantes contra adversidades. Contudo, é a realidade, em geral, são menosprezados. Pois cansam, podem parecer falta de senso prático. Espiar 10, 20 anos à frente? Para quê? A percepção voltada ao imediato, pelo contrário, distrai, às vezes reflete senso do real. Como não se fatigar da vista fixada longamente no horizonte, e então procurar o necessário repouso nas coisas próximas? O remanso também é necessário. Pode restaurar forças, pode dispersar. O gracioso é nutrimento da vigilância varonil; o vulgar é seu tóxico. Quem se enchafurda no vulgar, criará anticorpos e recusará espiar o horizonte carregado.

Advertência histórica. Com sua reconhecida competência, o Prof. Roberto de Mattei escreveu erudito e esclarecedor artigo sobre o conde Joseph de Maistre (1753-1821) [foto acima], um dos maiores pensadores contrarrevolucionários do século XIX — está na rede o trabalho. Não pretendo aqui glosar aspectos levantados pelo mencionado estudo. De fato, tudo no texto me chamou a atenção, mas quero destacar ponto crucial, em geral subestimado, que vale para todas as épocas.

Joseph de Maistre foi enviado em 1802 pelo rei da Sardenha, Vitor Emanuel I, como embaixador junto ao czar Alexandre I. Na Rússia viveu 14 anos, deixou-a em 27 de março de 1817, lá concebeu boa parte de sua grande obra intelectual. Consciencioso, além de avançar nas tarefas de pensador, enviava informações pormenorizadas e análises agudas a seu soberano, que entretanto, misérias da vida, irritava-se com elas. Não pelo conteúdo que certamente reconhecia denso, mas pelo esforço intelectual que dele solicitava. Grandes demais, graves demais, profundas demais; não lhe caíam bem, queria coisa mais leve, tangível, vida mansa, enfim. Aristocrata da alta nobreza, família real antiga, aparentava-se em espírito com o Jeca da conhecida canção: “Êh vida marvada, num dianta fazê nada, e pruquê si esforçá, se não paga a pena trabaiá”. E aí, fugindo do esforço, seus frutos seriam também os que amealhava o desidioso Jeca: De manhã cedo eu óio pra rocinha; Pra ver se as veiz nasceu quarqué coisinha; Mas qual o quê, num nasceu nada não; Prantando nasce, mas num pranto não”

O amigo angustiado. Certamente, de todos os embaixadores da Sardenha, era o mais amigo do rei; aquele que não pretendia distrai-lo, mas se esforçava em contribuir para sua formação e governo. Que enxergasse longe, avistasse através da bruma as sombras ameaçadoras do porvir. Enfim, era a pessoa cujos conselhos poderiam salvar o trono, manter a honra da dinastia, evitar desvios nos quais se meteu. Poderiam ainda influir de forma favorável no Congresso de Viena, para o qual Vitor Emanuel I não o escolheu, todavia, como seu representante.

Transcrevo parte do artigo:

“A observação de Alphonse de Lamartine, segundo a qual ‘teria sido impossível encontrar o conde Joseph de Maistre sem imaginar que se estava a passar diante de algo grande’, entende-se bem folheando os despachos que o representante do Rei da Sardenha na corte dos Czares enviou a seu soberano (cf. Joseph de Maistre, Napoleone, la Russia, l’Europa, Donzelli, Roma 1994). Pelos despachos de Petersburgo, acompanhamos, passo a passo, o avanço de Napoleão, num jogo em que ‘está em aposta o mundo’. Mais que despachos, trata-se de amplos relatórios, ricos em observações eruditas e profundos aforismos, não compreendidos por Vítor Emanuel I, honesto mas de medíocre inteligência, que, por meio do seu primeiro escudeiro, fez chegar esta mensagem a seu ministro em Petersburgo: ‘Pelo amor de Deus, diga ao conde de Maistre para escrever despachos e não dissertações!’” Amolação.

Da Sardenha para o Brasil. Agripino Grieco (1888-1973), crítico ferino, mas certeiro; certa vez observou: “O pior dos erros é acertar sozinho contra muita gente”. Tem razão, divisar o ruim que irromperá a bem dizer necessariamente, destrói amizades, possibilidades de carreira e de convívio. E é sina corriqueira de quem tem o que às vezes foi chamado de olhar de lince; e, impulsionado pela lógica, não foge das conclusões, mesmo das mais duras.

Por que comento tudo isso? Não parece distante? Não é. Em retrospectiva. A Casa de Savoia teve percurso conturbado, em especial no século XIX, liderou o movimento de unificação da Itália, colocou-se contra os Papas. Manchou-se, com a invasão de Roma o rei foi excomungado por Pio IX, situação que se manteve por 60 anos. Acabou despojada de todos os seus domínios. É conjeturável, outra teria sido sua história, da Itália e até mesmo da Europa, se Vitor Emanuel I tivesse dado ouvidos aos despachos que recebeu de Joseph de Maistre, e os utilizasse para formação do espírito e valioso subsídio político. Constituiu fato aparentemente pequeno e desimportante (não era), despercebido por quase todos, mas exigia esforço e ajuste de vistas. O soberano preferiu a maciota, apoiar-se molemente em opiniões cômodas, a tragédia engoliu seus descendentes. Em prospectiva. Brasileiros de espírito objetivo estão advertindo sobre a gravíssima situação do país, sobre necessidade de medidas duras; enfim, sobre ser imperativa a seriedade na percepção dos horizontes. Em resumo, fuga da mentira, da conduta cafajeste, da inconsequência e da irresponsabilidade. O preço a ser pago será alto, se a superficialidade agora impedir rumo certo. As advertências poderão cair no vácuo. Mas ainda há tempo, não repitamos Vitor Emanuel I e tantos outros. Mais proximamente, escapemos de hábito generalizado em Pindorama: Se o sór tá quente a gente arruma a rede; Garra a viola presa na parede; Acende o pito, cospe e passa o pé; E deixa a vida como Deus quisé”. Deus não quer.

ABIM

Autarquias de Castelo de Paiva e Cinfães unidas no projecto

CENTRO DE RECOLHA DE ANIMAIS DE COMPANHIA JÁ ESTÁ INAIGURADO E PRONTO A FUNCIONAR

 

     O presidente da Câmara Municipal, Gonçalo Rocha, acompanhado do homologo de Cinfães, Armando Mourisco, acompanhados de outros responsáveis de ambos os Executivos Municipais, estiveram esta semana a concretizar a cerimónia de inauguração do Centro de Recolha Oficial de Animais de Companhia, localizado na zona da Póvoa, em Pedorido, um equipamento lançado em conjunto pelos municípios de Castelo de Paiva e Cinfães, depois de ter sido garantido o apoio financeiro para a concessão de um centro oficial de recolha de animais intermunicipal, concretizando-se assim, um velho anseio reivindicado por ambas as autarquias.

 


     Recorde-se que, o contrato programa com a Direcção-Geral das Autarquias Locais e com a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional refere que, esta construção representa um investimento elegível de €199.946,59, financiado em 50% pela DGAL e 50% por ambos municípios, traduzindo-se na criação de um centro de recolha de animais que fica localizado em Castelo de Paiva, mas servindo os dois territórios municipais.

     Do projecto, além dos espaços de alojamento para animais ( 23 box para cães, gatos e outros de maior porte), consta a criação de salas de apoio e gabinetes veterinários, sendo que, este Centro de Recolha contempla ainda, uma sala devidamente apetrechada para o processo de esterilização, sala de quarentena e isolamento, bem como de prestação de socorro a animais feridos e doentes.

     A obra agora concluída, vai responder, conforme frisou na ocasião o presidente Gonçalo Rocha durante esta visita inaugural, ao anseio dos dois municípios na criação de condições de alojamento e sanidade animal, realçando o autarca paivense, o interesse e a oportunidade deste projecto inter - municipal, que vai ajudar aliviar o quadro existente de ver com frequência animais domésticos abandonados nas ruas.

     Nesta visita. participaram também, os vereadores da CM de Castelo de Paiva, António Rodrigues, José Manuel Carvalho e Paula Melo, e a Vereadora Sónia Soares, da CM de Cinfães, bem como veterinário municipal de Castelo de Paiva António Borges, a veterinária municipal de Cinfães, Maria José Duque, para além de outros técnicos municipais.






 Carlos Oliveira

México | Picap En Continua Expansión Durante 2021

 


por Yesica Flores

El startup Picap continúa creciendo, para este 2021 presenta nuevos servicios, consolida su presencia en Guadalajara y Monterrey, abarcando con esto 10 ciudades del país y con planes de abrir 4 sedes más.  

Para el primer trimestre de este año presentó un crecimiento del 300% comparado contra el primer trimestre del año anterior y un crecimiento anual del 20%, por lo planea crecer su equipo de trabajo un 35%.

El 2020, con el inicio de la pandemia del COVID-19, fue un detonador de crisis para Picap en su concepto de app de movilidad, pero también fue una oportunidad para el crecimiento de Pibox, su línea de mensajería.

Picap, ya contaba con una flota de más de 100,000 vehículos antes de la pandemia, y con la tecnología necesaria para el rastreo de vehículos, se enfocó 100% en logística. De esta manera, los conductores de la plataforma no perdieron esta forma de ingreso, se pudieron apoyar a las pequeñas empresas que necesitaban una solución logística y también a las grandes empresas que necesitaban una mayor flota y mejor tecnología para satisfacer las exigencias del creciente mercado.

Hoy en día, ya se cuenta no solo con el servicio de Pibox para satisfacer las necesidades B2C de envíos locales en motocicleta, hoy en día Pibox Enterprise se encarga de optimizar el proceso de envío de empresas que cuentan con una flotilla propia, otorgándoles un software que les permite visualizar y automatizar la logística de su empresa, permitiendo crear rutas y cubicaje, geolocalización de vehículos, control de entregas, seguimiento de pedidos, integración a la ERP de la empresa y comunicación directa con los clientes.

Picarga, se encarga de envíos de grandes dimensiones. La ventaja que da Picarga a las empresas son plazos de entrega cada vez más cortos, horas exactas de llegada a destino y menores costos, esto al tener acceso más de 1,000 camiones afiliados a la plataforma y gracias a la tecnología de Picarga se pueden crear rutas en las que las empresas pueden compartir un mismo vehículo y disminuir costos. La innovación, la tecnología y la digitalización con los que cuenta Picarga y Pibox, hace de su servicio de última milla una cadena de suministro más flexible y sostenible, logrando un ahorro de las empresas de hasta un 35%.

“Nuestra tecnología ya movía más de 3 millones de servicios mensuales y esta misma tecnología ahora la usamos para las empresas que no contaban con logística y menos con un sistema donde pudieran rastrear sus entregas”, dijo Daniel Meléndez, Country Manager México de Picap.

Este 2021, Pibox consolidó su servicio en dos ciudades de la República Mexicana: Guadalajara y Monterrey. Abriendo su oferta de servicios de mensajería de última milla con el componente de cross docking para transporte y carga. Dando al cliente un ahorro de costos, mejor calidad en el servicio y reducción de los tiempos de entrega. Esto no solo contribuye a optimizar los procesos de logística sino también a incrementar la satisfacción del cliente final.

De esta manera, Pibox ya llega a Ciudad de México, Mérida, Puebla, Querétaro, Guadalajara, Monterrey, Toluca y Pachuca; y planea cuatro nuevas aperturas durante el año.

Este año, también se están desarrollando nuevos servicios. El primero es un proyecto de micro warehousing, el cual ya tiene 3 nuevos espacios y se planea abrir otros dos puntos en el segundo cuatrimestre del año.

Otra importante inversión, será la compra de motos eléctricas, con las que no solo se planea hacer crecer el servicio de Pibox, sino, también cuidar del medio ambiente, optimizando el consumo de gasolina y reduciendo la huella de carbono del servicio. Esta inversión está contemplada para finales del primer cuatrimestre de 2021 y se pretende que por lo menos el 30% de la flotilla sea eléctrica al finalizar el año.

De esta manera, Picap ha logrado un crecimiento del 300% comparado contra el primer trimestre del año anterior. La empresa ha logrado mantener un crecimiento positivo de manera mensual del 20% y con base a esta tendencia, se pretende aumentar el equipo de trabajo en un 35% para el próximo cuatrimestre.

México | Día De Las Mujeres Y Las Niñas En La Ciencia: Directoras Ejecutivas De Las Industrias De La Ciencia Y La Tecnología BoldData Estudia Los Números

 


por Yesica Flores

El jueves es el Día Internacional de la Mujer y la Niña en la Ciencia. El día, declarado por la ONU, reconoce el papel fundamental que desempeñan las mujeres en la ciencia y la tecnología. ¡Es hora de estudiar los números! ¿Cuántas mujeres llegaron al primer lugar en las industrias de la ciencia y la tecnología? BoldData presenta el número de mujeres que ocupan puestos de CEO en empresas de TIC, construcción y manufactura.

La directora ejecutiva es una rareza en las TIC
Empecemos por las TIC. Según las Naciones Unidas, la matrícula de estudiantes femeninas es particularmente baja en TIC (3%). Este número se refleja en el número de mujeres directoras ejecutivas en la industria de las TIC. Solo el 2,9% ocupa el puesto ejecutivo más alto en las empresas de TIC de todo el mundo.

Mínimo histórico en la industria petrolera
¿Qué pasa con la industria manufacturera? El 2,7% de las empresas manufactureras de todo el mundo están dirigidas por mujeres. Cuando miramos en profundidad, parece que las mujeres CEO se pueden encontrar principalmente en industrias de fabricación como la indumentaria (7,2% mujeres CEO) y joyería (6,75%). Sin embargo, las directoras ejecutivas siguen siendo una rareza en la industria de fabricación pesada: solo el 1,3%. Al acercarnos a la industria de fabricación pesada, vemos un mínimo histórico en la industria del petróleo y el gas: solo el 0,005% de las empresas de petróleo y gas están dirigidas por mujeres.

La industria de la construcción de techos de vidrio es difícil de romper
El techo de cristal en la industria de la construcción también es difícil de romper: con solo un 1,4% de mujeres CEO en todo el mundo. Puede que no sea una sorpresa que las empresas de construcción pesada (como la construcción de carreteras y la ingeniería civil) obtengan las puntuaciones más bajas con un 1% de mujeres como directoras ejecutivas. El número de mujeres que toman decisiones en las empresas de instalación y contratistas generales es ligeramente superior con un 1,4%.

México | La Protección De Datos, La Prioridad De La Era Digital

 


por Yesica Flores


Vivimos en una revolución tecnológica constante, por lo que mantenerse conectado cada día es más sencillo. Contamos con una variedad inmensa de dispositivos tecnológicos que se adaptan a las diversas necesidades y bolsillos de cada persona, pero, así como avanza la tecnología, también deben evolucionar los programas de protección de datos y seguridad de los usuarios porque también los ciberdelincuentes progresan e idean nuevas formas de atentar contra la confidencialidad e integridad de las personas.

Con el aumento en las formas de atacar a los usuarios, las empresas de seguridad cibernética deben reforzar sus medidas de protección y remarcar a los usuarios la importancia de proteger hasta los dispositivos móviles. El año pasado, Ricardo Aníbal Salas, director general del Departamento de Seguridad de la Organización de las Naciones Unidas en México, señaló que los ciberdelitos han aumentado un 600%, calculando que se produce un ciberataque cada 39 segundos.

Por esta situación, si un celular cuenta con una solución de protección entonces el usuario está protegido. Para esto existe también una amplia variedad de opciones en las tiendas de aplicaciones; desde las gratuitas con gestiones sencillas y básicas hasta una de protección total. 

Si bien lo ideal es apoyarnos de estos softwares especializados en la protección de nuestra identidad, lo primero para no ser víctima de estos delitos, es guiarnos por el sentido común. De aquí vienen cosas tan simples como usar contraseña para tener acceso al dispositivo, nunca instalar aplicaciones que no estén autorizadas por los desarrolladores del sistema operativo, tener actualizado el sistema operativo del dispositivo móvil, y formar el hábito de leer los foros y comentarios de otros usuarios sobre las aplicaciones que nos interese instalar, con el fin de poder descargarla con confianza.

Entonces, si nosotros como usuarios cumplimos con nuestra parte ¿para qué ocupar una solución de protección total? Aunque tomemos ciertas precauciones, en ocasiones necesitamos de las funciones de Bluetooth para que nos compartan algún archivo o requerimos utilizar WiFi público porque nos quedamos sin datos; este tipo de acciones nos vuelven más vulnerables puesto que facilita el trabajo de los hackers.

El robo de identidad y la información personal es el foco de los hackers de hoy, por ello la necesidad de un software especializado. Una solución que nos proteja mientras navegamos por Internet, evitando que los ciberdelincuentes consigan acceder a la información personal y lo que se ha vuelto aún más prioritario, proteger el acceso a las tarjetas de crédito o a las cuentas bancarias. Protecciones como las de McAfee se diseñan para bloquear cualquier conexión entrante no autorizada.

Sin duda el primer eslabón en la cadena de seguridad sigue siendo la persona, pero el fundamento de la solución de protección de McAfee precisamente es prevenir; por ello nunca está demás buscar un software que se adecue a nuestras necesidades y volverlo nuestro mejor aliado, puesto que las amenazas surgen cada día en muchos lugares del planeta y en cuanto son detectadas son analizadas por los programas de protección con el objetivo de volverlos más inteligentes para resguardar nuestros equipos, lo cual nos brinda tranquilidad y permite sacar el mayor provecho de nuestros dispositivos.

México | América Latina Es El “Campeón Mundial” En Equidad De Género En La Industria De TI, Según Estudio De Kaspersky

Más dedos tercios de las mujeres de la región afirma que sus habilidades y experiencia se consideraron más que su género al aspirar a su primer puesto en la industria. 

Más de la mitad (65%) de las mujeres latinoamericanas que trabajan en tecnología ha visto que, en lo que respecta a la igualdad de género, la cancha de juego se ha nivelado en sus organizaciones durante los últimos dos años, en comparación con sus contrapartes norteamericanas (57%) y europeas (50%). Es más, el 67% de las mujeres latinoamericanas está de acuerdo en que sus habilidades y experiencia se consideraron más que su género al aspirar a su primer puesto en la industria. Este avance obtenido en tan poco tiempo representa un paso positivo hacia la inclusión en el sector, de acuerdo a las conclusiones presentadas hoy durante el foro virtual de Kaspersky “Mujeres Latinoamericanas en Tech: situación actual y desafíos futuros”.

Durante el evento en vivo, ejecutivas de Kaspersky expusieron los resultados del informe de la empresa ¿Dónde estamos ahora? Entendiendo el rol de las mujeres en la tecnologíarealizado a partir de una encuesta aplicada a 13,000 hombres y mujeres que trabajan en TI y en el que América Latina se destaca como “campeón mundial” cuando se habla de equidad de género en este sector.

La diversidad e inclusión ya no son sólo una cuestión ética: hoy representan un factor importante en la eficiencia empresarial y en particular, la industria tecnológica ha sabido entenderlo”, dijo Andrea Fernández, gerente general de la región SOLA en Kaspersky.

Destacó que una señal positiva de avance, es que más de dos tercios de las mujeres de la región (71%) se siente segura de que sus opiniones son respetadas desde el primer día de trabajo en la industria de TI. En este sentido, las mejor posicionadas son las peruanas (89%), seguidas por las mexicanas (72%), brasileñas (71%), argentinas (67%), las colombianas (66%) y finalmente las chilenas (62%).

Fernández también explicó que cuando se consultó a las mujeres sobre la brecha de género en la industria, ejecutivas de toda la región coincidieron en que, desde hace dos años, ésta ha comenzado a reducirse: las que más coinciden con esta afirmación son las peruanas (83%) seguidas por las chilenas y colombianas (ambas con 61%), mexicanas (59%), brasileñas (58%) y argentinas (57%).

La mayoría de ellas también mencionó que, al aspirar a su primer puesto en la industria, sus habilidades y experiencias se consideraron más que su género: las peruanas también llevan la delantera en este aspecto (88%), seguidas por las argentinas (72%), brasileñas (66%), mexicanas (65%), colombianas (58%) y chilenas (56%).

Durante este foro también se habló de los retos futuros en favor de la inclusión en la industria; Carolina Mojica, gerente de ventas de consumo para las regiones SOLA y NOLA en Kaspersky, expuso que, a pesar de una mejora global en la equidad de género, 30% de las latinoamericanas dijo que la falta de representación femenina las hizo dudar de ingresar al sector. Las que más dudas tuvieron fueron las brasileñas (39%) y chilenas (34%), seguidas por peruanas (30%) y colombianas (29%), y finalmente mexicanas (26%) y argentinas (24%).

Esta noción está respaldada por una impresión aún más amplia y es que 39% de las latinas sostiene que los hombres progresan más rápido que ellas en la industria tecnológica. Quienes más tienen esta idea son las peruanas (65%), seguidas por las brasileñas y chilenas (36% en cada caso), argentinas y mexicanas (33%, respectivamente) y las colombianas (29%).

En mi opinión,el problema no es tan solo de la industria: la cuestión de los estereotipos de género debe abordarse tanto en el hogar como en la escuela, ya que es justamente ahí donde debe fomentarse la inclusión y el interés en la tecnología”, comentó Mojica, quien además expuso que, al momento de elegir una profesión, la mayoría de las niñas no considera a la tecnología como una alternativa laboral, pese a que solo el sector de ciberseguridad actualmente reporta casi tres millones de vacantes a nivel mundial.

Otro de los factores que ha tenido un efecto positivo en el progreso de las mujeres es el esquema de Home Office que se incrementó considerablemente desde el año pasado; 43% de las mujeres de la región coincide en que la igualdad de género mejora entre los equipos que trabajan a distancia. Las colombianas y argentinas son quienes están más de acuerdo con esta afirmación (52% y 50% respectivamente), seguidas por brasileñas (48%), mexicanas (47%), y finalmente, chilenas (36%) y peruanas (28%).

Judith Tapia, gerente de ventas de consumo en Kaspersky México, explicó que, de acuerdo al estudio, el teletrabajo ha tenido impactos diferentes entre las mismas mujeres, pues mientras algunas valoraron la flexibilidad que logran al trabajar desde casa, otras comentaron que este esquema de trabajo durante el confinamiento las tiene al borde del agotamiento, tratando de balancear sus responsabilidades familiares con el progreso de sus carreras.

Esto puede explicarse a partir de que las mujeres que participaron en esta encuesta fueron cuestionadas sobre las funciones cotidianas que están restando valor al avance en sus carreras y 53% de las latinas dijo que habían hecho la mayor parte del trabajo doméstico en el hogar, en comparación con el 39% de los hombres.

“Pese a todo, el esquema de Home Office ha traído flexibilidad a las mujeres que trabajan en la industria y esto las ha hecho sentirse más fortalecidas para que, cuando se vuelva a la rutina pre-pandemia, exijan que se les permita trabajar desde casa. Además, el confinamiento nos ha permitido a las mujeres de todos los sectores demostrar que podemos hacer frente a múltiples tareas, entregar resultados bajo estrés y contribuir al crecimiento de cualquier industria”, resaltó Tapia.

Las panelistas concluyeron que los resultados de este estudio revelan que la industria de la tecnología tiene la oportunidad de impulsar el cambio en favor de las mujeres y lograr que éste se replique en otros sectores.

Las estadísticas globales del estudio, así como una reflexión sobre los resultados del mismo, pueden ser consultadas en el sitio web Women in Tech de Kaspersky.