sábado, 20 de março de 2021

Governo cria bolsa de maquinaria num investimento de “quase 12 ME”

As organizações de produtores florestais e as Comunidades Intermunicipais (CMI) vão dispor de uma bolsa de maquinaria para gestão de fogo rural, com 63 máquinas pesadas, num investimento de "quase 12 milhões de euros", avançou hoje o Governo.

"Vamos honrar um compromisso de investimento, com uma dimensão que nunca foi vista no passado, de aquisição e distribuição de um número muito grande de máquinas que são fundamentais, tanto em alguns dos casos para o combate aos incêndios como para a gestão de combustível e, por essa forma, fazer prevenção estrutural contra incêndios", afirmou o ministro do Ambiente e da Ação Climática, João Matos Fernandes, em declarações à agência Lusa.

Das 63 máquinas pesadas que integram a bolsa de maquinaria, 30 são novas aquisições, "entre tratores com pneus de borracha e tratores de rasto, que vão entrar em funcionamento", indicou o governante, revelando que os equipamentos novos resultam de "um investimento de 3,2 milhões de euros".

No total, o investimento em maquinaria, realizado desde 2019, para aumento da capacidade de intervenção nas ações de gestão de fogo rural, que inclui as 63 máquinas pesadas de diversas tipologias e três camiões de transporte, foi de "quase 12 milhões de euros", financiado pelo Programa Operacional Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos (POSEUR), Fundo Florestal Permanente (FFP) e Programa de Estabilização Económica e Social (PEES).

As máquinas vão ser disponibilizadas às organizações de produtores florestais e às CIM, através de "contratos comodato ao longo de um ano", indicou João Matos Fernandes, adiantando que a bolsa é para todo o território nacional continental, mas deverá ter maior procura nas regiões Norte e Algarve, "onde o risco de incêndio é maior".

Sobre o custo do uso das máquinas, o ministro assegurou que as organizações "não vão pagar nada", pelo que têm apenas a responsabilidade pela manutenção e pelo combustível para poderem circular.

A bolsa de maquinaria é apresentada hoje numa cerimónia na Lousã, distrito de Coimbra, com a presença do primeiro-ministro, António Costa, do ministro do Ambiente e da Ação Climática, João Matos Fernandes, e do secretário de Estado da Conservação da Natureza, Florestas e Ordenamento do Território, João Paulo Catarino, e em que serão ainda divulgados os trabalhos de prevenção estrutural contra incêndios rurais e gestão de combustível desenvolvidos pelo Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF).

Além da bolsa de maquinaria, o Governo tem "mais 100 equipamentos mais ligeiros, como sejam destroçadores de martelos e de correntes, grades de discos e outros, que vão poder ser partilhados a partir de uma base de dados consoante as necessidades", dirigidos a pessoas coletivas, desde que se comprometam a fazer boa utilização das máquinas.

Com isto, o que está previsto no plano para a gestão dos fogos rurais, que pressupõe que cada vez mais ao longo do tempo o investimento seja na prevenção e não na supressão, não no combate, se comece, ou melhor, se continue a concretizar. Quase que não retiro o comece, embora já tenha começado há três anos, mas de facto este é um impulso tão grande que é quase um novo começo", declarou João Matos Fernandes.

Sobre a maquinaria pesada, o ministro disse que "no ano passado já foi muito visível o papel que as máquinas, sobretudo as máquinas de rasto, tiveram no combate aos incêndios", nomeadamente a apoiar nas faixas de interrupção de combustível ou junto às estradas.

Lusa

Anunciado novo voo entre São Paulo e Lisboa em 29 de março

A embaixada de Portugal em Brasília anunciou na sexta-feira um novo voo de repatriamento entre Campinas, no estado brasileiro de São Paulo, e Lisboa, a realizar-se em 29 de março pela companhia aérea Azul.

"Informa-se que será realizado um voo, operado pela companhia aérea Azul, no dia 29 de março, entre Campinas, S.Paulo (Aeroporto Internacional de Viracopos) e Lisboa, autorizado pelo Governo Português e pelas autoridades competentes em matéria de aviação civil", indicou a embaixada na rede social Facebook.

Os "passageiros interessados e que cumpram os requisitos para embarque" deverão, segundo a embaixada, contactar a companhia aérea para proceder à marcação da viagem.

Os voos, comerciais ou privados, com origem ou destino no Brasil e no Reino Unido vão manter-se suspensos até dia 31 de março, anunciou na segunda-feira o Governo.

Numa nota, o Ministério da Administração Interna referiu que as medidas restritivas do tráfego aéreo vão continuar em vigor até ao último dia deste mês, devido à situação epidemiológica provocada pela covid-19.

Tal como no anterior período de estado de emergência, continuam a ser permitidos apenas os voos de natureza humanitária, para repatriamento de cidadãos nacionais, da União Europeia e de países associados ao Espaço Schengen, e seus familiares, bem como de cidadãos nacionais de países terceiros com residência legal em território nacional.

Contudo, estes cidadãos têm de apresentar comprovativo de realização de teste laboratorial (RT-PCR) para rastreio da infeção por SARS-CoV-2, com resultado negativo, efetuado nas 72 horas anteriores ao momento do embarque, exceto crianças com menos de dois anos e têm de cumprir 14 dias de isolamento profilático.

Os voos de ligação aos respetivos países têm de ser aguardados num local próprio no interior do aeroporto.

São ainda permitidos voos de repatriamento de cidadãos estrangeiros que se encontrem em Portugal continental.

Os passageiros de países que tenham uma taxa de incidência igual ou superior a 500 casos por 100.000 habitantes têm, além do teste de despistagem, de cumprir um período de isolamento profilático de 14 dias, exceto quando a permanência em território nacional não exceda as 48h.

Os passageiros que cheguem a Portugal sem o comprovativo de realização do teste para despiste da infeção têm de o realizar no interior do aeroporto, a expensas próprias, e aguardar o resultado no aeroporto.

Em 27 de janeiro, o Governo português suspendeu os voos de e para o Brasil entre 29 de janeiro e 14 de fevereiro, uma medida "de último recurso", entretanto prorrogada, e que o ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, admitiu ser necessária tendo em conta a "situação muito difícil" que se vivia em Portugal em relação à pandemia de covid-19.

O Brasil, que atravessa agora o seu momento mais critico da pandemia, é o segundo país do mundo mais afetado pela covid-19, com 290.314 mortes e mais de 11,8 milhões de infeções, apenas atrás dos Estados Unidos.

Lusa

Cristiano Ronaldo eleito melhor jogador da Serie A 2019/20

O internacional português Cristiano Ronaldo, que alinha na Juventus, foi eleito o melhor jogador da Liga italiana da temporada passada (2019/20), um prémio atribuído pela Associação de Futebolistas de Itália.

O avançado luso, a cumprir a terceira temporada no clube de Turim, venceu o galardão pela segunda vez seguida, depois de em 2018/19 também ter recebido a preferência na votação levada a cabo pelos jogadores que atuam na Serie A.

Agradeço aos meus colegas de equipa, porque, sem eles, não seria possível receber este prémio, mas também agradeço a todos os companheiros de profissão que votaram em mim. Sinto-me muito feliz", afirmou Ronaldo, em reação à conquista do prémio.

Cristiano Ronaldo admitiu que 2020 "foi um ano estranho, que ninguém esperava vivenciar", devido à pandemia de covid-19, mas considerou que também foi "positivo", uma vez que a Juventus conquistou o campeonato pela nona vez consecutiva.

"Infelizmente, não vencemos a Liga dos Campeões, mas o futebol é mesmo assim. Foi um ano positivo e estranho ao mesmo tempo", referiu o internacional luso, de 36 anos, que elegeu o golo de cabeça marcado frente à Sampdoria, na 17.ª jornada, como o melhor que anotou na época passada.

Na temporada passada, Ronaldo marcou 31 golos em 33 jogos na Serie A, tendo terminado a prova como segundo melhor marcador, atrás de Ciro Immobile, da Lazio, que 'faturou' por 36 vezes.

O avançado português integra ainda o 'onze' ideal da prova, juntamente com o guarda-redes Gianluigi Donnarumma (AC Milan), os defesas Robin Gosens (Atalanta), Leonardo Bonucci (Juventus), Stefan de Vrij (Inter de Milão) e Theo Hernández (AC Milan), os médios Nicolò Barella (Inter de Milão), Alejandro Gómez (Atalanta) e Luis Alberto (Lazio), e os avançados Paulo Dybala (Juventus) e Ciro Immobile (Lazio).

O treinador da Atalanta, Gian Piero Gasperini, foi eleito o melhor técnico da época passada.

Lusa

Imagem: Observador

Finlândia é o “país mais feliz do mundo”. Portugal cai dez lugares em três anos

A primeira metade da lista é dominada pelos países europeus mais ricos, como os nórdicos, a Islândia, a Suíça e os Países Baixos.

A Finlândia foi considerada esta sexta-feira o "país mais feliz do mundo" pelo quarto ano consecutivo, numa lista que determina o grau de felicidade e que é dominada por países europeus. Portugal ficou no 58.º lugar.

Com uma pontuação de 7,84 em que 10 é o valor máximo, a Finlância está à frente da Dinamarca, Suíça, Islândia e Países Baixos, estreante entre os cinco primeiros colocados da última edição do "World Happiness Report", um estudo anual patrocinado pelas Nações Unidas.

O estudo, publicado desde 2012, usa principalmente pesquisas da empresa Gallup em que os residentes são questionados sobre o seu próprio nível de felicidade e as respostas são cruzadas com o Produto Interno Bruto (PIB) além de avaliações sobre o nível de solidariedade, liberdade individual e corrupção, para se chegar à pontuação máxima de 10.

Portugal conseguiu uma pontuação de 5,93 pontos, sendo que essa pontuação foi especialmente influenciada pelo PIB per capita e apoios sociais. O país caiu dez lugares nos últimos anos, passando do 48.º lugar entre 2017 e 2019 para o 58.º lugar na última atualização.

A Alemanha está em 13.º lugar, o Canadá em 14.º, o Reino Unido em 17.º, os Estados Unidos em 19.º e a França em 21.º lugar.

Entre as grandes potências, o Brasil está em 35.º lugar, Japão em 56.º, Rússia em 76.º e China em 84.º, de acordo com a lista oficial de cerca de 150 países, nos quais foram recolhidos dados dos últimos três anos.

A Europa domina amplamente os 10 primeiros lugares, que incluem ainda a Noruega, Suécia, Luxemburgo e Áustria. O único país não europeu entre os primeiros 10 é a Nova Zelândia (9.º lugar).

Embora a medição da "felicidade" é reconhecidamente subjetiva além do debate à volta do método de cálculo do relatório, este estudo consolidou-se nos últimos anos como uma das avaliações do bem-estar global.

A lista também permite designar o "país menos feliz do planeta", que nesta edição é o Afeganistão, com 2,52 pontos, atrás do Zimbábue, Ruanda, Botswana e Lesoto.

A Índia é um dos grandes países com uma classificação baixa, ocupando o nada invejável 139.º lugar.

No continente africano, o país mais bem colocado é a República do Congo, que ficou na 83.ª posição, enquanto na Ásia é Taiwan, no 24.º lugar.

Este ano, o estudo foi expandido para incluir alguns dados para medir melhor o impacto da pandemia de covid-19.

A Finlândia, novamente na liderança este ano, é também um dos países desenvolvidos com o melhor desempenho contra a covid-19 e o país destacou-se notavelmente "em medidas de confiança mútua que ajudaram a proteger vidas durante a pandemia", de acordo com o estudo.

Apesar de seus longos invernos e da fama dos seus habitantes, considerados pouco expansivos, se não mesmo solitários, a Finlândia - com 5,5 milhões de habitantes - goza de um padrão de vida muito elevado, serviços públicos eficientes e uma vasta variedade de florestas e lagos. O país também está muito bem posicionado em termos de solidariedade e na luta contra a pobreza e as desigualdades.

Os países nórdicos destacam-se nesta lista há uma década: antes da Finlândia, a Noruega venceu em 2017 e a Dinamarca durante muito tempo ocupou o primeiro lugar.

Lusa

Dinamarca quer deportar refugiados sírios

A Dinamarca decidiu deportar 94 refugiados sírios, com a alegação de que Damasco e a zona em redor da capital síria passaram a ser zonas seguras. Os refugiados em questão vão perder as autorizações de residência e colocados em campos de deportação na Dinamarca. Não vão, para já, ser enviados para a Síria. A decisão, avançada pela imprensa britânica, está a gerar críticas, nomeadamente na Comissão Europeia.

A Dinamarca não deve forçar ninguém a regressar à Síria neste momento. Estamos a seguir este assunto e vamos falar com aqueles que pensam que chegou a altura para o regresso. Os regressos devem ser voluntários, seguros, dignos e sustentáveis e as condições para isso ainda não estão reunidas na Síria", disse o comissário para a gestão de crises, Janez Lenarčič.

Apesar do aparente apaziguamento em Damasco, o conflito sírio, que dura há dez anos, continua em grande medida aceso, tal como continuam as detenções arbitrárias e desaparecimento de opositores ao regime de Bashar el-Assad, segundo um relatório agora publicado pela comissão de inquérito das Nações Unidas. A Comissão Europeia acusa Copenhaga de faltar à obrigação de proteger os refugiados e incentivar outros países a seguir uma política semelhante, que considera perigosa. A euronews pediu já um comentário por parte do governo dinamarquês.

Ricardo Figueira / Euronews

Imagem: Direitos de autor  Per Rasmussen/AP


Câmara de Aandia apela à remoção de sobrantes

Face à deteção de sobrantes de exploração nas redes de defesa da floresta contra incêndios (RDFCI) no concelho de Anadia, o Município solicita a todos os proprietários e outros produtores florestais para que procedam à remoção dos respetivos sobrantes, resultantes de atividades agroflorestais. Este apelo tem em vista a prevenção e o controlo dos incêndios florestais e a defesa da floresta, de pessoas e bens.

De sublinhar que a manutenção de sobrantes de exploração nas RDFCI constitui uma infração ao disposto no Decreto-Lei n.º 124/2006, de 28 de junho, na sua redação atual, por impedir a realização das finalidades a que se destinam essas redes, bem como por, no caso de se tratarem de redes de faixas e mosaicos de parcelas de gestão de combustível, ser expressamente interdito o depósito de madeiras e outros produtos resultantes de exploração florestal ou agrícola, de outros materiais de origem vegetal e de produtos altamente inflamáveis.

O acesso a todos os pontos dos maciços florestais e a ligação entre as principais infraestruturas de defesa da floresta contra incêndios ficam gravemente comprometidos com a presença dos ditos sobrantes, pondo em causa o desenvolvimento das ações de proteção civil em situações de emergência.

A remoção dos sobrantes deve ser efetuada no prazo máximo de 30 dias úteis, sob pena de instauração do respetivo processo contraordenacional.

Para qualquer informação ou esclarecimento adicional poderão contactar o Gabinete Técnico Florestal do Município de Anadia, através do número de telefone 231 510 730.

Euromilhões: Dois segundos prémios em Portugal

 Dois segundos prémios do Euromilhões, no valor de 220.250,36 euros cada um, saíram a apostadores que registaram o boletim em Portugal, indica o departamento de jogos da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa.

No sorteio de hoje não houve totalistas, pelo que o jackpot ‘engorda’ para 97 milhões de euros, o maior de sempre.

É esta a chave do sorteio do Euromilhões desta sexta-feira, 19 de março:

3, 9, 35, 43 e 44 (números) e

1 e 10 (estrelas).

Atenção: Esta publicação não dispensa a conferência dos resultados no site da Santa Casa de Misericórdia de Lisboa