segunda-feira, 14 de setembro de 2026

INOVC+ leva ao Biomeet 2026 a diversidade e a capacidade de inovação da Região Centro na Biotecnologia


Universidades, politécnicos, centros de inovação e entidades tecnológicas integram a participação do consórcio no principal encontro nacional dedicado à Biotecnologia 
A Região Centro estará representada no Biomeet 2026, que decorre nos dias 23 e 24 de setembro, no Taguspark Conference Centre, em Oeiras, através de uma participação que contempla várias entidades que integram o consórcio INOVC+ - Ecossistema de Inovação para a Transferência de Conhecimento e Tecnologia da Região Centro. 
O Biomeet afirma-se como um ponto de encontro de referência para o setor da Biotecnologia e das Ciências da Vida em Portugal, reunindo investigadores, empresas, empreendedores, investidores e outros agentes do ecossistema. A edição de 2026 prevê mais de 400 participantes, mais de 40 oradores e mais de 25 expositores, num programa dedicado à partilha de conhecimento, criação de parcerias, networking e desenvolvimento de novas oportunidades para o set
É neste contexto que o Consórcio de entidades do INOVC+ assume uma presença particularmente relevante, levando ao Biomeet uma representação diversificada da capacidade científica, tecnológica e empresarial da Região Centro. 
A participação reúne a AEMITEQ – Associação para a Inovação Tecnológica e Qualidade, Biocant Park, Instituto Politécnico de Coimbra, TAGUSVALLEY, Instituto Politécnico de Tomar, Instituto Politécnico de Leiria, AIBILI, Instituto Politécnico da Guarda, Universidade de Coimbra, BLC3, Universidade de Aveiro, RAIZ - Instituto de Investigação da Floresta e Papel, serQ – Centro de Inovação e Competências da Floresta e SeaPower, refletindo a diversidade de competências e áreas de especialização que integram o ecossistema regional de inovação, sendo a coordenação da participação no evento da responsabilidade conjunta da AEMITEQ e Biocant Park, numa lógica de interligação de valências na área de biotecnologia. 
Mais do que uma presença institucional, esta participação tem como objetivo promover algumas das tecnologias, produtos/serviços inovadores e resultados de investação desenvolvidas pelos parceiros, reforçando o impacto da investigação e transferência de conhecimento na Região Centro. Pretende-se também demonstrar como a cooperação em rede entre instituições de ensino superior, parques de ciência e tecnologia, centros de investigação, centros de interface e entidades de valorização e transferência de conhecimento pode contribuir para aproximar a ciência e a tecnologia das empresas e da economia. 
A presença destas entidades no Biomeet 2026 permite evidenciar uma das principais dimensões do INOVC+: criar pontes entre quem produz conhecimento, quem desenvolve tecnologia e quem tem capacidade para transformar esse conhecimento em soluções, produtos e serviços com impacto económico e social. 
Esta lógica de trabalho em rede é particularmente relevante num setor como a Biotecnologia, onde a investigação científica, a capacidade laboratorial, a propriedade intelectual, a transferência de tecnologia, o empreendedorismo e o investimento se encontram cada vez mais interligados. 
O INOVC+ é um programa estratégico para a Região Centro que consiste na implementação e consolidação de um Ecossistema de Inovação para a Transferência de Conhecimento e Tecnologia que, num contexto de trabalho em rede de 23 parceiros, potencie a valorização e a transferência de conhecimento e de resultados de I&D+I para a economia regional, sendo uma continuidade dos anteriores programas InovC, InovC2020 e InovC+.

Complexo Tecnológico de Coimbra

Marinha Grande | MUNICÍPIO INICIA REVISÃO DO REGULAMENTO DO SERVIÇO DE TÁXI

 Está a decorrer, até ao próximo dia 25 de setembro de 2026, o período de constituição de interessados e apresentação de contributos no âmbito do procedimento de revisão do Regulamento do Transporte Público de Aluguer em Veículos Automóveis Ligeiros de Passageiros do Município da Marinha Grande, relativo ao serviço de transporte em táxi.
A revisão deste regulamento foi aprovada pela Câmara Municipal da Marinha Grande na reunião realizada em 7 de setembro de 2026 e tem como principal objetivo adequar as normas municipais ao novo regime jurídico aplicável ao serviço público de transporte em táxi, estabelecido pelo Decreto-Lei n.º 101/2023, de 31 de outubro.
A atualização do regulamento torna-se necessária na sequência da revogação do Decreto-Lei n.º 251/98, de 11 de agosto, diploma que serviu de base à elaboração do regulamento atualmente em vigor, assegurando assim a conformidade da regulamentação municipal com o novo enquadramento legal.
O novo regime jurídico atribui aos municípios competências enquanto autoridades de transporte, designadamente em matérias como a fixação de contingentes, os regimes de estacionamento, o licenciamento de veículos e outros aspetos sujeitos a regulamentação municipal.
A atualização do documento permitirá rever referências normativas e procedimentos que se encontram desatualizados, ajustando o regulamento à legislação atualmente em vigor e às necessidades do concelho da Marinha Grande e do setor do transporte em táxi.
Os contributos deverão ser apresentados até ao dia 25 de setembro de 2026, através de requerimento próprio, disponibilizado no sítio da Internet do Município, no link https://www.cm-mgrande.pt/p/taxis 
O documento poderá também ser entregue presencialmente no Serviço de Atendimento da Câmara Municipal da Marinha Grande, nos dias úteis, entre as 09h00 e as 16h00.

*Gabinete de Comunicação e Imagem

12ª edição Apps for Good: Distrito de Aveiro leva cinco soluções tecnológicas à final nacional do Apps for Good


  • Alunos de Aveiro criam robô inteligente para tornar a triagem hospitalar mais rápida e eficiente
  • Jovens de Ílhavo desenvolvem luva inteligente que traduz língua gestual e Braille em tempo real
  • Alunos de Águeda criam app para facilitar o acesso de pessoas com mobilidade reduzida a espaços inclusivos
  • Jovens de Albergaria-a-Velha apostam em tecnologia para estimular a mente em todas as idades
  • Alunos da Mealhada desenvolvem app de segurança para reforçar a prevenção e resposta em situações de emergência
  • Evento conta com a presença especial de James Garnett, Presidente do Conselho de Administração do Apps for Good UK, Erin Chemery, Senior Project Officer da UNESCO, e Alexandre Homem-Cristo, Secretário de Estado Adjunto e da Educação.
Cinco equipas de escolas do distrito de Aveiro vão participar na final nacional da 12.ª edição do Apps for Good, programa educativo tecnológico promovido pelo CDI Portugal, que se realiza no próximo dia 18 de setembro, a partir das 10h00, no Pavilhão do Conhecimento, em Lisboa. 
As cinco equipas do distrito de Aveiro garantiram um lugar na final após se destacarem no Encontro Regional Norte do Apps for Good, que reuniu 64 projetos desenvolvidos por cerca de 200 alunos de 30 escolas de 19 municípios. As soluções finalistas demonstram como os jovens podem transformar necessidades identificadas nas suas comunidades em respostas tecnológicas concretas, alinhadas com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas. 
No âmbito do ODS 3 — Saúde de Qualidade, a Escola Profissional de Aveiro apresenta o DoctSupport, uma aplicação com um robô inteligente de triagem hospitalar que mede sinais vitais automaticamente, reduz tempos de espera, alivia as equipas médicas e melhora a priorização clínica através de inteligência artificial. 
Alinhadas com o ODS 10 — Reduzir as Desigualdades, estão duas soluções: a Black Glove, da Escola Secundária de Gafanha da Nazaré, em Ílhavo, uma app ligada a uma luva inteligente que traduz linguagem gestual e Braille em tempo real, promovendo a autonomia comunicacional de pessoas surdas, cegas e surdocegas; e a GoAble, da Escola Secundária Adolfo Portela, em Águeda, que ajuda pessoas com mobilidade reduzida a encontrar estabelecimentos acessíveis próximos, através de um mapa interativo, navegação integrada e avaliações verificadas pela comunidade.
A Escola Secundária de Albergaria-a-Velha concorre com a Logiox, no âmbito do ODS 11 — Cidades e Comunidades Sustentáveis. A aplicação de estimulação cognitiva inclui minijogos de memória, lógica e reflexos, destinados a jovens, adultos e idosos em lares, permitindo acompanhar o desempenho dos utilizadores e aceder à plataforma em diferentes dispositivos.
Já a Escola Profissional Vasconcellos Lebre, apresenta a S.O.S. – Safety on Sight, associada ao ODS 16 — Paz, Justiça e Instituições Eficazes. A app permite alertar contactos e entidades, partilhar a localização em tempo real e aceder a medidas de proteção, combinando prevenção e resposta rápida em situações de emergência.
A final nacional do Apps for Good reúne, este ano, 30 projetos desenvolvidos por alunos do ensino básico, secundário e, pela primeira vez, do ensino superior, provenientes de todo o país. Ao longo do dia, os jovens apresentarão soluções tecnológicas para responder a desafios reais relacionados com os ODS, incluindo a erradicação da pobreza, saúde e bem-estar, educação de qualidade, trabalho digno e crescimento económico, redução das desigualdades, cidades e comunidades sustentáveis, produção e consumo sustentáveis, ação climática, proteção da vida terrestre e paz, justiça e instituições eficazes.
“Quando um jovem deixa de ser apenas consumidor e passa a criador de tecnologia, transforma-se a sua perceção sobre aquilo que é possível. No Apps for Good, os alunos partem de problemas que reconhecem nas suas comunidades e percebem que têm capacidade para construir respostas com impacto. É uma aprendizagem profundamente emancipadora: desenvolvem competências tecnológicas, mas também colaboração, criatividade, comunicação, pensamento crítico e uma consciência mais ativa do seu papel na sociedade”, afirma João Baracho, Diretor-Executivo do CDI Portugal.
Ao longo dos seus 12 anos de existência, o Apps for Good já envolveu mais de 35 mil alunos, 1.800 professores e mais de 800 escolas, responsáveis pela criação de milhares de soluções tecnológicas. Mais do que ensinar programação ou desenvolvimento de aplicações, o programa aproxima a aprendizagem dos desafios do mundo real, convidando os jovens a identificar problemas nas suas comunidades e a criar respostas concretas com recurso à tecnologia. Neste percurso, desenvolvem competências essenciais para o futuro, como criatividade, pensamento crítico, trabalho em equipa, comunicação e capacidade de resolução de problemas, reforçando a confiança e o sentido de cidadania ativa.
O momento institucional da final, marcado para as 17h30, contará com a participação de João Baracho, Diretor-Executivo do CDI Portugal, James Garnett, Presidente do Conselho de Administração do Apps for Good UK, e Erin Chemery, Senior Project Officer da UNESCO, ligada à Teacher Task Force. A sessão será encerrada por Alexandre Homem-Cristo, Secretário de Estado Adjunto e da Educação.

*Mafalda Gomes
Account Director

Prémios ANAM 2026: candidaturas abertas até 25 de setembro. ANAM distingue boas práticas e iniciativas que reforçam a democracia local

 Decorrem até dia 25 de setembro as candidaturas aos Prémios da Associação Nacional de Assembleias Municipais (ANAM), uma iniciativa que pretende reconhecer e dar visibilidade a boas práticas, bem como distinguir projetos de participação cívica dos jovens e trabalhos jornalísticos que de alguma forma tenham contribuído para a valorização do Poder Local e o fortalecimento da democracia.
A edição de 2026 contempla três categorias: o Prémio “Boas Práticas” nas Assembleias Municipais, destinado a distinguir iniciativas e práticas de referência desenvolvidas pelas Assembleias Municipais; o Prémio “Assembleia Municipal Jovem”, que reconhece o trabalho desenvolvido no âmbito destas estruturas de participação juvenil; e o Prémio Dr. José Manuel Pavão, que distingue estudos e trabalhos de investigação académica e artigos ou reportagens jornalísticas relevantes para o conhecimento e valorização do Poder Local.
Na primeira categoria serão distinguidas Assembleias Municipais que se tenham destacado pela adoção
de boas práticas no seu funcionamento e pelo impacto do seu trabalho na relação com os munícipes. Já o Prémio “Assembleia Municipal Jovem” pretende reconhecer o trabalho desenvolvido por estas estruturas na promoção da cidadania e da participação dos jovens na vida das suas comunidades.

A ANAM pretende, através desta distinção, incentivar também a criação e dinamização de Assembleias Municipais Jovens em todos os concelhos portugueses, enquanto espaços privilegiados para aproximar os mais jovens das instituições democráticas e do funcionamento do Poder Local.
A terceira categoria, Prémio Dr. José Manuel Pavão, distingue pessoas e entidades autoras de estudos e trabalhos de investigação académica ou trabalhos jornalísticos que, no ano civil anterior, se tenham destacado na difusão dos direitos e liberdades fundamentais, no reforço dos valores democráticos e na valorização do Poder Local, nomeadamente do papel das Assembleias Municipais.
“Os Prémios ANAM são uma forma de reconhecer e valorizar quem contribui para uma democracia local mais participada, próxima e qualificada, dando visibilidade a boas práticas e incentivando a reflexão e o conhecimento sobre o Poder Local. As Assembleias Municipais Jovens assumem, neste contexto, particular importância, ao aproximarem os mais novos das instituições e mostrarem que a sua voz pode contribuir para a construção das suas comunidades. Queremos, por isso, incentivar cada vez mais escolas e municípios a apostar nesta iniciativa”, afirma Fernando Santos Pereira, Presidente da ANAM.
Na categoria Assembleia Municipal Jovem será atribuído um prémio pecuniário de 1.500 euros, enquanto o Prémio Dr. José Manuel Pavão terá um valor de 2.500 euros. Em todas as categorias será igualmente atribuído um diploma e um troféu alusivo. O júri poderá ainda atribuir Menções Honrosas.
O júri dos Prémios ANAM 2026 será constituído por cinco elementos, três dos quais escolhidos pelo Conselho Geral da ANAM, o Secretário-Geral da Associação e, por inerência, o Presidente da ANAM. A decisão final será tomada até 9 de outubro de 2026 e comunicada aos distinguidos por email e através do site oficial da ANAM. A cerimónia de entrega dos prémios terá lugar em data e local a anunciar.
As candidaturas e o regulamento dos Prémios ANAM 2026 estão disponíveis no site da Associação Nacional de Assembleias Municipais, www.anam.pt.
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Agradecemos a divulgação da nova edição dos Prémios ANAM e ficamos disponíveis para informações adicionais.

*Alexandra Martins
Head Clientes Porto e Norte

Águeda junta especialistas e comunidade educativa para pensar o futuro da Educação

 Encontro Municipal de Educação reuniu, durante dois dias, nomes de referência e centenas de participantes para debater inovação, inteligência artificial, neurodesenvolvimento, inclusão e bem-estar
 
“Em Águeda, a Educação é uma prioridade.” Foi com esta afirmação que Marlene Gaio, Vereadora da Educação da Câmara Municipal de Águeda, marcou a abertura do Encontro Municipal de Educação 2026, uma iniciativa que, durante dois dias (quarta e quinta-feira, dias 9 e 10), debateu os desafios da Educação e a necessidade de preparar escolas, profissionais e comunidades para um futuro em transformação.
Promovido pelo Município de Águeda, sob o mote “Do conhecimento à inovação, do cuidado ao bem-estar”, o encontro reuniu no Centro de Artes de Águeda (lotado) profissionais da área da Educação, especialistas, dirigentes, técnicos, famílias e outros elementos da comunidade, proporcionando dois dias (intensos) de reflexão, partilha de experiências e aprendizagem.
O programa trouxe a Águeda diferentes perspetivas sobre alguns dos principais desafios que marcam atualmente o universo educativo, abordando temas como neurodesenvolvimento, dificuldades e diferentes formas de aprendizagem, inteligência artificial, inovação pedagógica, felicidade, inclusão, aprendizagem fora da sala de aula e o papel da Educação no desenvolvimento dos territórios.
Entre os convidados estiveram nomes de reconhecido percurso, como Nuno Lobo Antunes, Eduardo Sá, António Sampaio da Nóvoa, Marcelo Cruz, Rita Bonança, Bruno Leite e Ana Maria Soromenho, entre outros, num programa conduzido por João Paulo Sousa, que gravou, durante o encontro, um novo episódio do podcast da sua autoria “Reunião de Pais”.
Intervenção próxima das escolas
Mais do que um conjunto de palestras, o encontro pretendeu criar um espaço para questionar práticas, cruzar diferentes áreas do conhecimento e procurar novas respostas para uma realidade educativa em permanente mudança.
Na intervenção de abertura, Marlene Gaio afirmou que a aposta do Município na área da Educação vai muito além das responsabilidades decorrentes da descentralização de competências. “Não olhamos para a Educação apenas como uma competência que foi transferida para os Municípios, nem queremos ser apenas a entidade que assegura edifícios, refeições, transportes ou pessoal”, disse.
A Vereadora da Educação defendeu uma intervenção municipal, como a que tem sido desenvolvida no Município de Águeda, próxima das escolas, dos profissionais e das famílias, capaz de compreender os desafios existentes e contribuir para a construção de respostas, reforçando que a verdadeira igualdade de oportunidades não passa por dar exatamente o mesmo a todos, mas por garantir que as circunstâncias de partida não condicionam o futuro de uma criança ou jovem.
“É não deixar ninguém para trás por não ter tido as mesmas oportunidades à partida”, declarou Marlene Gaio. Esta foi, de resto, uma preocupação que esteve presente na escolha dos temas do encontro, que procurou cruzar conhecimento científico e pedagógico com os desafios concretos que se colocam atualmente às escolas.
Num contexto em que a inteligência artificial e a tecnologia assumem uma presença crescente, a responsável pela pasta da Educação no Município de Águeda defendeu a necessidade de preparar as escolas para o futuro “sem perder aquilo que nenhuma tecnologia poderá substituir: a dimensão humana da Educação”. A Vereadora destacou, neste contexto, o papel insubstituível de professores, educadores, técnicos e assistentes operacionais, sublinhando a importância de uma escola onde cada criança e jovem se sinta acompanhado, valorizado e capaz de construir o seu próprio percurso.
Marlene Gaio alertou ainda para a necessidade de uma visão partilhada da Educação, envolvendo não apenas escolas e Município, mas também famílias, Saúde, forças de segurança, instituições sociais, associações de pais e movimento associativo. “A Educação não é um assunto exclusivo das escolas. É um compromisso de toda a comunidade. Poucas missões têm tanto impacto no futuro de uma comunidade como aquela que vos está confiada”, disse, dirigindo-se aos profissionais que diariamente asseguram o funcionamento das escolas.
Na sessão de encerramento, Filipe de Almeida, Presidente da Assembleia Municipal de Águeda, destacou a importância da iniciativa, considerando que o encontro proporcionou “mais uma aprendizagem” e “mais uma mão cheia de ferramentas” para quem diariamente desempenha funções na área da Educação.
 
Dois dias que deixaram ideias para continuar a fazer diferente
Ao longo dos dois dias, o Centro de Artes de Águeda transformou-se num espaço de encontro entre conhecimento, experiência e diferentes formas de olhar para a Educação. As reações dos participantes nas redes sociais refletem a avaliação positiva da iniciativa, com vários testemunhos a destacarem a qualidade dos oradores, dos conteúdos e da organização.
“Uma iniciativa pensada e realizada a pensar na nossa comunidade escolar e não só”, escreveu uma participante, considerando que os temas e os oradores proporcionaram “dias de excelência”. Outros testemunhos classificaram o encontro como “uma jornada muito enriquecedora”, “fantástica” e “uma excelente iniciativa que primou pela qualidade dos oradores e organização”.
“Dois dias de aprendizagem, debate, conhecimento, confraternização...”, resumiu outro participante, sublinhando a apresentação de temas que “terão de nos fazer pensar”.
Também houve quem destacasse a importância de dar continuidade à iniciativa, manifestando o desejo de que o encontro se repita nos próximos anos.
As mensagens deixadas nas redes sociais incluem ainda palavras de reconhecimento pelo trabalho desenvolvido pelo Município, nomeadamente pela criação de oportunidades de partilha e reflexão colocadas à disposição da comunidade.
Refira-se que o (primeiro) Encontro Municipal de Educação terminou com um momento cultural proporcionado pela Mi Academy.
A Câmara Municipal de Águeda agradece a todos os oradores, participantes, parceiros e profissionais que contribuíram para a realização deste encontro e deseja a toda a comunidade educativa do concelho um excelente ano letivo.

*Ana Sofia Pinheiro
Técnica Superior
Gabinete de Comunicação e Imagem


Opinião - As cinco hipóteses que Pombal analisou para a reconstrução de Lisboa

 Lisboa não nasceu pombalina na manhã seguinte ao terramoto de 1 de Novembro de 1755. Entre os escombros da cidade destruída, antes de surgirem a Rua Augusta, a Praça do Comércio ou a geometria quase perfeita da Baixa, houve uma pergunta muito mais inquietante do que a simples reconstrução dos edifícios: que Lisboa se deveria reconstruir?
A resposta não estava escrita nas ruínas e Sebastião José de Carvalho e Melo, futuro Marquês de Pombal, não recebeu de Deus, nem sequer do terramoto, uma planta acabada da nova capital. O que existiu foi um processo de reflexão política, técnica e urbanística no qual Manuel da Maia, engenheiro-mor do Reino, teve um papel decisivo, apresentando cinco hipóteses para a renovação da cidade. E é precisamente aqui que começa uma das mais extraordinárias operações urbanísticas da Europa do século XVIII: Lisboa teve, antes de ser reconstruída, de escolher entre várias Lisboas possíveis.
A primeira hipótese era a mais conservadora e talvez a mais humana perante uma cidade acabada de ser devastada. Poder-se-ia reconstruir Lisboa praticamente como existira, respeitando a estrutura urbana anterior, os alinhamentos e as alturas dos edifícios. Seria, em certo sentido, devolver aos lisboetas a cidade que haviam perdido, substituindo pedra por pedra aquilo que o terramoto destruíra. Era uma solução compreensível, sobretudo para uma sociedade em que a propriedade, a memória familiar, as igrejas, os estabelecimentos comerciais e a própria identidade urbana estavam profundamente ligados ao lugar.
Mas reconstruir exactamente o que existira significava também reconstruir os problemas que existiam antes do terramoto. As ruas estreitas, os becos, os desalinhamentos e a elevada densidade urbana não desapareceriam simplesmente porque os edifícios tinham caído. Lisboa poderia voltar a erguer-se, mas continuaria a ser a mesma cidade vulnerável.
A segunda hipótese introduzia uma primeira ruptura: reconstruir a cidade, mas aproveitando a oportunidade para alargar as ruas e melhorar a circulação, corrigindo alguns dos defeitos do tecido urbano anterior. Já não se tratava apenas de recuperar o passado, mas de o corrigir. O terramoto começava, assim, a ser encarado não apenas como uma tragédia, mas como uma oportunidade extraordinária para fazer aquilo que em circunstâncias normais seria praticamente impossível: redesenhar uma cidade sem ter de negociar com séculos de construções entretanto consolidadas.
A terceira hipótese ia mais longe. Os edifícios poderiam ser reconstruídos com menor altura, reduzindo o número de pisos e, simultaneamente, aumentando a largura das ruas. A preocupação com a segurança começava a ocupar um lugar central. Depois de 1755, reconstruir Lisboa não podia significar apenas reconstruir paredes; era necessário pensar na próxima catástrofe. A cidade deveria ser mais resistente ao fogo, mais acessível e, sobretudo, menos vulnerável à queda dos seus próprios edifícios.
Mas é a quarta hipótese que nos coloca perante aquilo que hoje reconhecemos como o verdadeiro nascimento da Lisboa Pombalina. Manuel da Maia admitia a possibilidade de demolir o que restava da cidade destruída e reconstruí-la no mesmo lugar segundo um plano inteiramente novo. Aqui já não estamos perante uma simples reconstrução. Estamos perante uma transformação.
A cidade medieval e moderna, com a sua irregularidade acumulada ao longo dos séculos, poderia desaparecer para dar lugar a uma cidade racional, ordenada e submetida a uma geometria previamente estabelecida. As ruas passariam a obedecer a uma lógica. Os quarteirões seriam dimensionados. As fachadas seriam submetidas a regras comuns. As alturas seriam controladas. A circulação seria pensada antes de as casas serem construídas.
Era uma ideia profundamente iluminista.
E talvez seja precisamente por isso que a reconstrução de Lisboa não possa ser entendida apenas como uma resposta portuguesa a um desastre natural. Aquilo que se estava a experimentar na Baixa era também uma nova forma de pensar a cidade, na qual a razão procurava impor uma ordem ao espaço urbano e, através dessa ordem, também à própria sociedade.
Mas havia ainda uma quinta hipótese, talvez a mais surpreendente de todas: abandonar a Lisboa destruída e construir uma nova cidade na zona de Belém, entre Alcântara e Pedrouços, numa área muito menos afectada pelo terramoto.
Imagine-se a dimensão desta possibilidade. Em vez de reconstruir Lisboa onde Lisboa sempre estivera, poderia simplesmente criar-se uma nova capital. O terramoto teria destruído uma cidade, mas ofereceria ao poder a oportunidade de fundar outra. Belém poderia tornar-se o centro de uma nova Lisboa, planeada desde o princípio, sem os constrangimentos da velha malha urbana.
Era uma solução de uma modernidade quase desconcertante.
E, contudo, não foi essa a escolhida.
Entre reconstruir a cidade como fora, melhorar progressivamente o seu traçado, reduzir a altura dos edifícios, reconstruir radicalmente a Baixa no seu próprio lugar ou deslocar a capital para Belém, venceu a quarta hipótese: Lisboa permaneceria onde estava, mas deixaria de ser exactamente a Lisboa que fora.
É esta decisão que torna a reconstrução de 1755 tão importante.
Porque Pombal não se limitou a mandar reconstruir aquilo que o terramoto derrubara. A operação foi muito mais profunda. A cidade que sobreviveu ao terramoto também teve de aceitar a sua própria transformação. A nova Baixa seria desenhada segundo uma lógica geométrica, com ruas ortogonais, quarteirões regulares e edifícios submetidos a normas construtivas que procuravam responder às lições deixadas pela catástrofe.
E aqui convém devolver a cada homem o seu lugar na História. Pombal foi o grande decisor político; Manuel da Maia foi o grande pensador técnico da reconstrução; Eugénio dos Santos teve papel determinante na concepção do plano da Baixa; Carlos Mardel participou posteriormente no seu desenvolvimento. A Lisboa Pombalina não é, portanto, a obra isolada de um homem, embora a História tenha acabado por baptizá-la com o nome daquele que possuía o poder para a concretizar.
Há ainda uma ironia que merece ser recordada. O terramoto destruiu Lisboa sem pedir autorização a ninguém. A reconstrução, pelo contrário, exigiu decisões políticas, técnicas e, em alguns casos, novas demolições. Para construir a cidade racional era necessário eliminar parte da cidade antiga. O desastre natural abriu caminho a uma intervenção deliberada do Estado.
Lisboa foi, por isso, duas vezes destruída: primeiro pela natureza, depois pela razão.
A primeira destruição foi caótica, imprevisível e brutal. A segunda foi desenhada, medida e regulamentada.
E talvez seja precisamente nessa diferença que esteja o verdadeiro significado da Baixa Pombalina. Aquilo que hoje admiramos como um dos mais notáveis conjuntos urbanos europeus do século XVIII nasceu de uma pergunta que continua extraordinariamente actual: quando uma cidade é destruída, devemos reconstruir aquilo que existia ou aproveitar a oportunidade para construir aquilo que nunca tivemos?
Em 1755, Lisboa teve cinco respostas possíveis.
Escolheu uma.
E dessa escolha nasceu a cidade que ainda hoje atravessamos, muitas vezes sem perceber que cada rua, cada quarteirão e cada alinhamento da Baixa são, na realidade, o resultado de uma decisão tomada perante os escombros de uma cidade que já não podia voltar a ser a mesma.
O terramoto destruiu Lisboa.
Pombal decidiu que ela não voltaria simplesmente a levantar-se. Voltaria diferente.
*Paulo Freitas do Amaral
Professor, Historiador e Autor

Portalegre | Dádiva de sangue em Montargil


Numa alegre manhã de sábado rumámos até ao concelho de Ponte de Sor. Mais uma ação da Associação de Dadores Benévolos de Sangue de Portalegre – ADBSP – desta feita em Montargil. O centro de saúde foi o espaço eleito para receber os dadores. E compareceram 19, sendo sete do sexo feminino. Marcou também presença uma equipa da Unidade Funcional de Imunohemoterapia da ULSAALE.
Como indica o manual de triagem, e para segurança de todos, os voluntários são a priori alvo de exame de saúde. Um dos presentes não cumpria todos os requisitos e não avançou para a dádiva. Assim, em Montargil conseguiram-se 18 unidades com sangue total.
A Junta de Freguesia de Montargil apoiou a realização do almoço, onde se sentaram todos quantos contribuíram para a realidade desta brigada.
Próximas colheitas
Aos sábados de manhã são quando se concretizam as nossas idas ao terreno. O Grupo Motard Novo Milénio vai apagar 27 velas e do programa consta uma colheita de sangue, a ter lugar a 19 de setembro no kartódromo de Portalegre, a sede dos motards. Todos os interessados em doar sangue podem comparecer.

Já a 26 de setembro temos encontro marcado nos celeiros de Arronches, onde está instalada a sede do Rancho Folclórico local.


*José Rui Marmelo Rabaça