quarta-feira, 13 de julho de 2016

BREXIT: E DEPOIS DO ADEUS?

Alberto Castro*, Londres

No dia 24 de junho a Europa e o mundo foram tomados de surpresa com o desfecho do referendo britânico onde 52% dos eleitores votaram a favor do Brexit, como ficou conhecido o lado do argumento que defendia a saída do Reino Unido (RU) da União Europeia (UE) após um casamento de 43 anos que, diga-se, nunca sempre foi pacífico. Isso porque o RU, com sua insularidade eurocêntrica e ainda com forte memória dos tempos do império verdadeiramente global, aquele onde "o sol nunca se punha", jamais se entregou de corpo e alma ao ideal europeu. Mais do que incrédulos, acordaram em estado de choque, revolta e descrença os 48% de britânicos que votaram pela permanência do país no bloco. 

''Tomamos de volta o nosso país'', jubilavam os partidários da saída, sobretudo os ultra-nacionalistas e eurocéticos radicais que, embora com sondagens favoráveis, nunca acreditaram ser possível o desfecho dado pelo veredicto popular. ''Uma tragédia'', dizia inconformado o lado oposto que logo clamou por um segundo referendo, ou pelo simples ignorar deste, argumentando, por um lado, que o mesmo não tem carácter vinculativo e, por outro, que a campanha foi feita com base nas mais sórdidas mentiras. O apelo para um novo referendo reuniu mais de 4 milhões de assinaturas logo nos dias seguintes e uma famosa firma de advocacia já se posicionou contra o Brexit dizendo que compete apenas ao Parlamento a decisão sobre a permanência ou não do país no bloco comunitário.

Foi uma campanha intensa onde foram jogadas as mais sujas cartas as do medo, mentira, nacionalismo exacerbado, racismo e da xenofobia, as três últimas principalmente por parte dos defensores mais acérrimos da saída como o populista e independentista Nigel Farage, ex-líder do Partido da Independência do Reino Unido (UKIP, na sigla em inglês), o que mais cresce a cada eleição e que, devido ao sistema de votação não proporcional no Reino Unido conta, por enquanto, com um só  deputado no parlamento de Westminster apesar dos quatro milhões de votos que obteve nas legislativas de 2015. Uma campanha cujo ódio disseminado, suspeita-se, terá causado a morte de Jo Cox, ainda jovem e promissora deputada trabalhista pró-europeísta que se destacou na defesa dos refugiados, assassinada uma semana antes do veredicto por Thomas Mair, um homem alegadamente associado ao ''Britain First'', grupo anti-imigração da extrema direita formado em 2011.       

Os defensores da permanência, com grande vantagem do establishment político, religioso, militar, financeiro e comunicacional, interno e externo, apostaram forte nos receios sobre o declínio e incertezas na economia em caso da prevalência do Brexit. Entre outros, a maioria parlamentar de Westminster, a UE, a City - como é conhecido o centro financeiro de Londres -, a FMI, a OTAN, os líderes máximos das igrejas anglicana e católica locais, o presidente Obama e parte dos pesos-pesados da imprensa escrita britânica como o Guardian, Times, Financial Times, Economist, Independent e New Statesman, todos se posicionaram a favor da permanência.

Conhecido o resultado, alguns dos seus alertas sobre a economia alertas logo se provaram verdadeiros. Os mercados ficaram nervosos, a libra esterlina caiu para valores nunca vistos desde 1985. Economistas preveem desvalorização ainda maior com as incertezas que pairam sobre a economia, empresas gizam planos de mudança dos seus quartéis-generais para a UE. Por exemplo, entre outras, a gigante alemã de energia Siemens congelou novos investimentos no RU até que a situação esteja clarificada e gigantes do setor bancário como JP Morgan e HSBC ponderam mudar as sedes ou transferir significante parte dos funcionários para o continente. Neste mesmo sentido a companhia aérea de low cost Easyjet também sinalizou. Para além da economia, os pró-europeístas jogaram também com a carta do medo. O ex-primeiro ministro David Cameron chegou a sugerir que o chamado Estado Islâmico ficaria feliz com a saída do RU do bloco europeu.

Mas se o lado da permanência jogou cartadas com receios sobre a economia e a segurança nacional, o da saída se valeu, como atrás referido, de cartas do chauvinismo, racismo, xenofobia e mentiras sobre a sobrevivência do serviço nacional de saúde, NHS sigla em ingles, uma instituição cara aos britânicos, ao qual foi prometido uma verba extra de 350 milhões de libras por semana retirados das contribuições do RU para a UE. Promessa agora desmentida pelos brexistas, como ficaram os partidários do Brexit, que sequer tinham um plano  de governo para a eventualidade. Suas estratégias de campanha contaram com o apoio do influente Daily Telegraph, de linha editorial conservadora, de tabloides sensacionalistas e conservadores líderes de audiência como The Sun e Daily Mail, de um dúzia de milionários eurocéticos e, na reta final, com uma forcinha do assustador candidato republicano Donald Trump.

O populista Farage, por exemplo, jogou com a tragédia dos refugiados e foi o que mais centrou seus argumentos numa forte retórica xenófoba, anti-imigração europeia e demonizadora da UE. Uma das suas maiores polêmicas foi ter sugerido que, com as fronteiras abertas ao fluxo migratório e de refugiados, as mulheres britânicas correriam o risco de estupro. Para a posteridade fica o controverso poster com a imagem de milhares de refugiados a caminho da Alemanha e com o slogan Breaking point: the EU has failed us all (Ponto de ruptura: a UE falhou com todos nós), denunciado nas redes sociais como similar à propaganda nazi.

Desde sempre um eurocético radical, Farage, que deixou o Partido Conservador em 1992 para fundar o UKIP em 1993, acabou por ser o grande responsável pelo êxito do Brexit embora a maior parte da mídia britânica e de comentadores políticos tendam a creditar o feito ao excêntrico conservador Boris Johnson, ex-jornalista e ex-prefeito de Londres que, ao longo da sua carreira tanto no jornalismo quanto na politica, manifestara opiniões ambivalentes sobre a presença do RU na UE, umas vezes favoráveis, outras desfavoráveis. Durante a campanha, à qual só declarou apoio em fevereiro, ele chegou ao cúmulo de comparar o bloco à Alemanha de Hitler.

Vários analistas são unânimes em concluir que a participação de Johnson teve mais a ver com suas ambições à liderança dos tories, como são conhecidos os conservadores britânicos, do que propriamente com sua convicção brexista. Alguns, como Polly Toynbee, conceituada colunista do Guardian, o veem como um "sociopata político" que, por ambições desmedidas à chefia do partido, acabou por obter uma vitória pírrica que resultou no ressuscitar de velhos fantasmas e na fratura do país entre regiões, gerações, os mais e os menos escolarizados, amigos, familiares, enfim, mergulhado em preocupantes incertezas quanto ao futuro. 

Cameron, que fez do referendo uma de suas promessas eleitorais para ganhar votos de descontentes com a imigração, demitiu-se como premiê logo no dia seguinte ao veredicto e Johnson, super favorito à liderança, acabou renunciando ao posto, diz-se que traído por Michael Gove, ministro da justiça de Cameron e, a par do ex-prefeito, um dos principais rostos do Brexit. Este se lançou na corrida à chefia dos conservadores depois de repetidas vezes ter jurado a pés juntos que jamais o faria. Foi eliminado da corrida em favor da low profilebrexista Andrea Leadson e da remainer Theresa May, atual ministra do interior cotada como a provável primeiro-ministro em substituição de Cameron em setembro. Uma das duas será a segunda mulher a ocupar o cargo depois de Margareth Thacher.

Entre os trabalhistas, europeístas na esmagadora maioria, a situação não é menos pacífica. Com maioria na bancada parlamentar do partido, os chamados blairistas, deputados apoiantes do ex-premiê Tony Blair, tentam a todo o custo derrubar o líder Jeremy Corbyn, da ala mais à esquerda do partido, um eurocético moderado que, como tal, teve uma participação pouco entusiasta na campanha pela permanência embora defenda a presença do país no bloco como a melhor forma de influenciar e promover mudanças consideradas mais democráticas ao funcionamento do mesmo. 

Como atrás sugerido, no terramoto político que ameaça a desintegração do RU e mesmo da UE e de outras paragens, Farage, ironicamente deputado ao Parlamento Europeu mas que em sete tentativas nunca fora eleito ao Parlamento britânico, acaba por ser a figura mais influente e vitoriosa do Brexit. Em êxtase, ele declarou o 23 de junho como dia da independência do país e propôs que a data fosse doravante comemorada como feriado nacional. Mas, tal como Johnson e Gove, a sua vitória acaba também por ser de Pirro devido a forma como conduziu a campanha, considerada, dentro e fora do partido, demasiado extremista, divisora da da sociedade e da unidade do reino.

Alguns dos principais doadores do UKIP o censuraram publicamente e ameaçaram com a criação de um novo partido caso ele não renunciasse. Acabou por fazê-lo argumentando que "ter o país de volta" foi objetivo principal da sua vida política e que agora era tempo de ''ter a sua vida de volta''. Todavia, muitos o comparam como mais um dos ratos que, cientes do futuro político imediato pouco promissor, abandonam um navio em naufrágio para se salvarem. 

No caos político gerado pelo referendo, uma figura que emerge imaculada como vitoriosa é Nicholas Sturgeon, a líder dos nacionalistas escoceses que, com o resultado da votação, renovou de imediato o apelo para um novo plesbicito sobre a independência da Escócia que, ao contrário da Inglaterra e do País de Gales, votou expressivamente pela permanência na UE. A Irlanda do Norte também votou pela permanência e, em reação, os nacionalistas do Sinn Féin já se manifestaram em defesa de um referendo por uma Irlanda unida.

Não bastassem as confusões do Brexit, foi finalmente publicado na quarta feira (6) o tão esperado relatório Chilcot, assim chamado em nome do relator, Sir John Chilcot, chefe de uma comissão de inquérito há sete anos estabelecida para inquirir sobre a participação do RU na guerra do Iraque.  Com cerca de 2,6 milhões de palavras, quatro vezes mais do que a famosa Guerra e Paz de Leon Tosltoi, o documento foi demolidor para Blair, acusado de ter levado o país a participar ativamente em uma guerra com base em informações e avaliações falhas e de ter um alinhamento incondicional aos EUA.

O relatório confirma que, oito meses antes da invasão, ele se comprometeu a estar de "qualquer jeito" com o ex-presidente Bush filho na determinação deste em invadir o país árabe sem que se esgotassem todos os esforços diplomáticos e sem que estivesse concluído o trabalho dos inspetores da ONU sobre a questão das alegadas armas de destruição massiva detidas pelo regime de Saddam Hussein. Vários politicos, analistas e comentadores locais são unanimes na leitura de que as conclusões do relatório são uma tragédia devastadora da reputação internacional do RU. O ex-premiê trabalhista, que na sequência da publicação do documento foi acusado pela irmã de um dos 179 militares britânicos mortos no Iraque de ser o "pior terrorista do mundo", enfrenta agora crescentes pedidos para que responda criminalmente pela sua desastrosa liderança no processo que levou à tragédia do Iraque e sofra um impeachment simbólico que o bana para sempre da vida pública. 

Cumprindo uma promessa que havia feito quando assumiu a liderança trabalhista, Jeremy Corbyn, forte opositor da intervenção no Iraque enquanto deputado e à época um dos líderes da organização anti-guerra "Stop the War Coalition", pediu de imediato, em nome do Partido Trabalhista, "sinceras desculpas ao povo do Iraque que pagou o maior preço pela desastrosa decisão" que levou à guerra. A esses desenvolvimentos, somou-se a humilhante eliminação da seleção inglesa afastada da Eurocopa de futebol pela pequena Islândia com apenas cerca de 300 mil habitantes e sem tradições no futebol europeu.  

E depois do adeus?

Se o terramoto político e, com ele, os impactos sísmicos sobre a economia foram as imediatas consequências do voto pelo Brexit, outro e não menos preocupante dos estragos causados pela opção, questionavelmente democrática pela forma como no plano ético a campanha foi conduzida, foi o surto de casos de racismo e xenofobia no país que se orgulha da sua multiculturalidade e de ter uma sociedade aberta e tolerante. Um cenário previsível mas que choca e espanta pelas proporções adquiridas. 

E depois do adeus / quis saber quem sou / o que faço aqui / quem me abandonou. Este trecho da letra de uma musica (E depois do adeus) do português Paulo de Carvalho, vencedora do festival da canção da Rádio Televisão Portuguesa (RTP) em 1974 e que serviu como uma das senhas para a revolução dos cravos em abril do mesmo ano, retrata bem o estado de espírito da grande maioria dos cerca de 3 milhões de cidadãos da UE, na maioria europeus do leste, que escolheram as terras da rainha para residir e trabalhar e dos cerca de 1,2 milhões de britânicos que optaram pelo inverso. De repente uns e outros, separados pelo Canal da Mancha mas partilhando em comum os múltiplos benefícios da cidadania europeia e sentimentos de pertença a um comunidade de todos, se sentem estranhamente estrangeiros nos respectivos espaços que optaram por fazer ou refazer suas vidas. 

Se para ambos foi inesperadamente inaugurado um tempo de incertezas quando ao futuro, ao direito de residir e trabalhar, o que mostra o Brexit às minorias étnicas nacionais e estrangeiras em terras de Sua Majestade após uma campanha de inflamatórias retóricas política anti-UE e xenófoba contra a imigração usadas por boa parte defensores da saída?

Tais retóricas se tornaram em uma ameaça real tanto para os imigrantes europeus como para as minorias étnicas nacionais e extracomunitárias em terras de Sua Majestade. Nove das doze regiões e nações que compõem o RU votaram pela saída, principalmente nas áreas rurais e nas adjacentes à maioria das grandes capitais. Apenas Londres, Escócia e Irlanda do Norte optaram majoritariamente pela permanência.

A antes anunciada crise económica, agravada pelas incertezas do Brexit, e um referendo conduzido na base perigosamente irresponsável do "vale tudo" provocaram um assustador ressurgimento do nacionalismo exacerbado, do racismo e da xenofobia, como já referido. Não significa isso assumir que a maioria dos que votaram pela saída seja racista e xenófoba mas, como notou Trevor Philips, ex-Alto Comissário para a Igualdade Racial, em entrevista à BBC, ''a maioria dos racistas estava no lado do Brexit''.

A título de exemplo note-se que, logo nos dias seguintes ao referendo, a polícia britânica reportou um aumento de 57% nas queixas de incidentes racistas e xenófobos. A comunidade polaca, a maior de origem europeia no país, com cerca de 1 milhão de residentes, foi a mais visada. Além de ter a fachada da sua associação cultural em Hammersmith, zona oeste de Londres, pixada com a frase ''Go Home'', foram também reportados casos de incidentes físicos e verbais envolvendo os seus cidadãos.

Para além de europeus, cidadãos negros, asiáticos, árabes e de outras paragens nascidos e criados no país, alguns deles figuras públicas e britânicos há várias gerações, não escaparam à onda de intolerância racista e xenófoba dos que de repente se sentiram empoderados e legitimados para exercerem seus ódios há muito adormecidos ou reprimidos pela lei.

O conhecido deputado trabalhista David Lammy, negro londrino de origem jamaicana, que foi ministro júnior nos governos de Tony Blair e Gordon Brown, foi vítima de centenas de abusos racistas e ameaças de morte por ter defendido no parlamento a necessidade de um segundo referendo.  

Durante a campanha, a baronesa Sayeeda Warsi, filha de imigrantes paquistaneses, que de 2010-12 foi co-presidente dos tories e se tornou na primeira mulher muçulmana a ser ministra do primeiro escalão em um governo (Cameron) de Sua Majestade, que inicialmente apoiava o voto pela saída, mudou de lado ao sentir que o racismo e a xenofobia cresciam assustadoramente entre os defensores da saída. 

No País de Gales, Shazia Awan, uma ex-política conservadora e empresária muçulmana de origem asiática e africana nascida em Cardife que fez campanha pela permanência, disse ter recebido uma série de injúrias raciais. Ela fez questão de, em programa da BBC, ler um email que a preocupou com a seguinte mensagem: ''Nem agora, nem nunca você será galesa. Tendo nascido em Gales nada tem a ver com ser galesa. Não posso esperar pelo dia de enviar você e o seu lixo anti-branco de volta à lixeira do terceiro mundo de onde vieram''.

Em entrevista ao New Statesment ela disse que havia abandonado o Partido Conservador em razão do racismo de alguns dos seus membros, manifestado durante a campanha do partido contra o trabalhista Sadiq Khan, britânico muçulmano de origem paquistanesa que acabou eleito prefeito de Londres. Ainda em Gales, Ali Ahmed, vereador trabalhista de Butetown, Cardife, originário do Bangladesh disse que ficou em estado de choque quando foi abordado por um homem que o mandou sair do país. ''Eu votei pela saída. Quando você vai sair? Este é o nosso país, saia'', contou ele à rede de televisão ITV.

Em Manchester um cidadão negro norte-americano foi abordado no comboio por um trio de jovens que o convidaram a sair do país. Em resposta perguntou aos jovens que idade tinham e, perante a resposta de um deles (19 anos), revelou estar no país muito antes deles terem nascido. O homem, que depois se identificou como ex-militar, só não entrou em confrontos físicos com o trio devido à pronta intervenção de outros passageiros que os repreenderam e caracterizaram suas atitudes como vergonha para o RU.  

Imriel Morgan, uma jovem negra escritora, blogueira e co-autora de um podcast sobre diversidade escreveu no Guardian que estava indecisa sobre o lado a seguir até ter participado em um debate na ITV com a participação de Nigel Farage. Ela o questionou sobre como os defensores da saída iriam proteger os cidadãos britânicos não-brancos, suas identidade e nacionalidade, em resultado da forte retórica anti-imigração. Ignorando que ela era inglesa e julgando-a apenas pela cor da pele, o então líder do UKIP respondeu: ''Sou pró-Commonwealth... africanos, caribenhos e indianos podem vir para aqui". Ficou esclarecida ao saber que Farage apenas a considerava britânica por seus laços históricos e familiares à Commonwealth. ''A UE tem feito um trabalho fantástico na proteção dos meus direitos e não posso me arriscar a perdê-los na vã esperança de que teremos melhores acordos comerciais com a Commonwealth se sairmos'', disse.  

Todavia note-se que houve também um substancial número de votos garantidos ao Brexit por parte de minorias étnicas nacionais de origens africana, afrocaribenha e asiática oriundas de ex-colónias britânicas, manipuladas no discurso que apontava para os imigrantes como estranhos ao espírito da britanicidade, que só estariam no país por causa de haver trabalho e benefícios sociais, que seriam os responsáveis pelo aumento do desemprego e pelos constrangimentos verificados na educação, saúde e habitação. Foram manifestamente usadas pelos que não escondem o saudosismo dos tempos globalmente dominantes do Império Britânico, aquele onde "o sol nunca se punha" pela sua expansão nos quatro cantos do mundo e que a ele sonham voltar usando Commonwealth como instrumento político de seus desígnios.

Em entrevista ao The Voice, um jornal centrado em assuntos da comunidade negra britânica, Steven Woolfe, porta-voz do UKIP para a migração não hesitou em puxar pela carta de dividir para reinar, colocando imigrantes oriundos da Commonwealth contra os da UE. Ele disse ter evidências de que eram as comunidades negra e asiática as que mais tinham a recear com a permanência do RU na UE porque se sentiam em desvantagem perante a concorrência dos seus pares comunitários vistos como os responsáveis pela precariedade dos salários de trabalhadores com pouca ou baixa qualificação. Um argumento falacioso e preconceituoso que, por um lado não reconhece os salários baixos como resultado de um sistema capitalista explorador e, por outro, sugere que a população daqueles segmentos étnicos deveriam se contentar em estar um degrau acima dos imigrantes europeus.

Quem acompanha a vida política britânica sabe muito bem que o partido de Farage não é conhecido pela suas simpatia e preocupação para com minorias étnicas, sejam elas nacionais ou estrangeiras. Winston McKenzie, por exemplo, um antigo boxeador londrino de origem jamaicana, ex-empresário da noite e figura pública pela participação em realities shows é um exemplo de manipulação política de minorias. Ele se tornou ativista político e passou por todos os principais partidos britânicos antes de ser atraído e se filiar ao UKIP em 2009. Em 2014 foi nomeado porta-voz do partido para a Commonwealth claramente com velados objetivos políticos. Por um lado atrair a comunidade negra local e por outro, através dela, passar a mensagem de que o partido priorizaria cidadãos oriundos da comunidade britânica em detrimento dos da UE. Em 2015 desvinculou-se da legenda alegando racismo interno. Portanto, só muita ingenuidade para acreditar que o britanismo privilegiaria jamaicanos, ugandeses ou paquistaneses em detrimento de franceses, espanhóis ou italianos. 

Políticos vaidosos, egoístas, arrivistas, demagogos, de caráter duvidoso acabaram, com a cumplicidade de parte da mídia, por colocar em causa a unidade de um reino e de um bloco comunitário agora ameaçados de desintegração. Está incerta a paz do reino e da comunidade, como incerto está o futuro de mais de 3 milhões de europeus a residir e trabalhar no RU e dos cerca de 1,2 milhões de britânicos que escolheram a UE com o mesmo fim. Tendo em conta o assustador surto de racismo e xenofobia que resultou do processo, o futuro das minorias étnicas nacionais ou residentes no RU, europeias ou oriundas de países fora da UE, não parece no imediato risonho. Dúbias mensagens quanto ao seu novo estatuto não ajudam a esclarecer, pese embora os constantes apelos de políticos condenando a intolerância e urgindo por tolerância zero ao seu combate.

Em suma, com uma campanha suja em nome da soberania nacional, por um lado, e da integração europeia, por outro. O primeiro soube usar e capitalizar com sucesso a diabolização da UE, culpando-a por todos os problemas domésticos e apelando para os mais profundos, mas nem sempre melhores, sentimentos do nacionalismo, o que não deixa de ser preocupante. Não tanto pelo Brexit em si mas pelo modelo de sociedade assente em algumas ideias e valores nele defendidos, ressuscitadores comportamentos e fantasmas que se julgavam grandemente erradicados ou exorcizados. 

O segundo, com todo o aparato ao seu dispôr, foi incapaz de defender as múltiplas vantagens e benefícios da imigração para o país, as virtudes e a generosidade do projeto europeu, ao longo do tempo minado por narrativas de políticos e governos nacionais que nele viam o bode expiatório para suas falhas e para ganhos políticos internos. Não foi capaz de assumir a cota de responsabilidades por não ter provido para os inevitáveis impactos que o crescente fluxo migratório causariam no mercado laboral mas acima de tudo nas infraestruturas em áreas como saúde, habitação e educação. Distanciou-se das preocupações e aspirações de segmentos mais humildes da população que se sentiram abandonados e culpam os imigrantes por todos os seus males.

A UE pode não ser democraticamente perfeita, como não o são vários estados e organizações. O próprio RU com um chefe de estado não eleito, não é exemplo de democracia. Mas ela é, sem dúvida, o melhor projeto civilizacional edificado no pós-guerra. Isso é traduzido no que o bloco representa como projeto inspirador de integração política, econômica e social, de paz regional, eliminação de barreiras geográficas, livre circulação de pessoas, serviços e bens, fortes investimentos na educação e investigação cientifica e tecnológica, observação dos direitos humanos dentro e fora do bloco, defesa do meio ambiente, abertura e tolerância para com imigrantes e refugiados, entre muitos outros avanços para a humanidade.

O Brexit representa para uns a vitória da mentira sobre a verdade, da demagogia sobre a moderação, do populismo sobre o establishment político e da intolerância sobre a tolerância. Para outros ele representa a vitória da democracia, a abertura de uma nova janela de oportunidades do RU fora da UE, a prevalência do nacionalismo e da soberania do estado-nação sobre o globalismo assente no idealismo de um mundo sem fronteiras. Para a maioria, em ambos lados, o referendo representou a vergonha dos britânicos com a generalidade da sua classe.

Seja como for, falou a vontade popular. Mas a palavra final sobre esse controverso referendo, consultivo e não vinculativo, cabe aos representantes democraticamente eleitos por essa mesma vontade. Compete ao parlamento de Westminster decidir pela invocação, ou não, do artigo 50 do Tratado de Lisboa que prevê a possibilidade de qualquer Estado-membro sair de forma voluntária e unilateral da União. Até lá uma imensidão de águas turvas e turbulentas continuarão a agitar o Canal da Mancha.

*Alberto Castro é correspondente de Afropress em Londres e colabora em Página Global

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O saber não ocupa lugar... alimenta a alma

Bilhetes para dia 26, Sporting/Villareal, através do Núcleo Sportinguista de Portalegre


Bilhetes para dia 26, TROFÉU IBÉRICO, Sporting/Villareal, às 19.00h portuguesas, em Badajoz. Pode adquiri-los através do Núcleo, do seguinte modo:

Através do telemóvel 918930295 (Gaspar Garção), ou do mail do núcleo, nucleo.s.p.34@gmail.com.

IMPORTANTE: A RESERVA SÓ FICARÁ EFECTIVA QUANDO FOR REALIZADO O PAGAMENTO NA SEDE DO NÚCLEO, COM A DATA LIMITE ATÉ ÀS 16.00h DE DIA 22 DE JULHO (6ª FEIRA).

O LEVANTAMENTO DOS BILHETES (MEDIANTE O REFERIDO PAGAMENTO ANTERIOR), SERÁ FEITO NOS DIAS 25 E 25 NA SEDE (2ª E 3ª FEIRA).

Concentração no núcleo para a partida para Badajoz na 3ª feira, dia do jogo, às 16.00h.

PREÇOS:

TOPOS: 10€
BANCADA CENTRAL: 15€
TRIBUNA: 20€


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Núcleo Sportinguista de Portalegre
Fundado em 01 de fevereiro de 1991
Morada: Rua Candido dos Reis, nº 57 e 61

7300-129 Portalegre
Telefone: 245328432

Proponen Movistar y Supercívicos manejo responsable de celulares en uso y desuso



by Yesica Flores
• La campaña #ConcienciaMovistar buscará contribuir con el uso responsable del celular y el reciclaje de equipos en desuso, mediante las iniciativas #Sólo1Segundo y #DéjaloIr que serán desarrolladas en redes sociales.
Ciudad de México a 13 de julio de 2016. Consciente de su compromiso social, Telefónica Movistar en conjunto con los influenciadores digitales Supercívicos, lanzaron de forma oficial las iniciativas Sólo Un Segundo y Déjalo Ir que forman parte de la campaña Conciencia Movistar.
Bajo el lema Sólo Un Segundo, Telefónica Movistar espera llegar a diferentes actores de la sociedad, principalmente a jóvenes de 15 a 35 años, a fin de generar conciencia sobre los riesgos de utilizar el celular al conducir, pedalear o caminar.
Según el Consejo Nacional para la Prevención de Accidentes (CONAPRA), el uso de dispositivos móviles al conducir representa la tercera causa de accidentes viales en México, sólo por debajo del manejo a exceso de velocidad y en estado etílico. Por su parte, la Asociación Mexicana de Instituciones de Seguros (AMIS) advierte que distraer la vista del camino para contestar una llamada o para observar la pantalla de un teléfono celular incrementa 4 veces la posibilidad de sufrir un accidente durante la conducción.
“Sólo un segundo de distracción es suficiente para que la capacidad de reacción del conductor se vea afectada, produciendo accidentes que en muchos casos pueden llegar a ser fatales. Lo más preocupante es que los accidentes viales son la primera causa de muerte en jóvenes mexicanos entre los 15 y 29 años de edad, razón por la cual en esta ocasión nos asociamos con los Supercívicos quienes llegan a todo tipo de audiencias pero conectan particularmente con este sector de la población, con sus mensajes enfáticos y experiencias reales”, comentó Marta Vegas, Gerente de Negocio Responsable de Telefónica México.
Por otra parte, con la iniciativa Déjalo Ir se fomenta el reciclaje de teléfonos celulares para evitar la contaminación tecnológica o e-waste. Respecto a los teléfonos móviles en 2014 casi 189kt fueron desechados en todo el mundo, de los cuales casi el 10% pertenecen a Latinoamérica, siendo Brasil y México los países que más contribuyen a ello. Así mismo, según cifras de la Universidad de las Naciones Unidas, se estima que en nuestro país hay entre 25 y 30 millones de teléfonos móviles guardados en los cajones de los mexicanos.
“Los teléfonos celulares están compuestos principalmente por plástico, cerámicas, cobre, oro, aluminio y otros metales. Los residuos de estos aparatos pueden tener consecuencias graves en la salud humana y del planeta si se manejan de manera inadecuada. Por ello, es importante hacer un llamado a la sociedad mexicana para que tenga conciencia sobre el daño que estamos haciéndonos al no reciclar los celulares en lugares autorizados”, agregó Marta Vegas, invitando a la población a reciclar sus celulares en los buzones ubicados en los Centros de Atención a Clientes Movistar.
Para Arturo Hernández, El Comandante de los Supercívicos, “es un orgullo formar parte de estas campañas de Responsabilidad Social en las que Telefónica Movistar está actuando para crear conciencia entre los mexicanos”.
“Invitamos a la gente a formar parte de estas campañas utilizando el hashtag #Sólo1Segundo y #DéjaloIr en sus redes sociales y reciclando los equipos que ya no utilicen en los Centros Movistar, acciones que generan un gran impacto en la sociedad”, dijo El Comandante.
Para descargar los videos e imágenes de las campañas consulta:
bit.ly/concienciamovistar

Acerca de Telefónica
Telefónica es una de las mayores compañías de telecomunicaciones del mundo por capitalización bursátil y número de clientes. Apoyándose en las mejores redes fijas, móviles y de banda ancha, así como en una oferta innovadora de servicios digitales, la Compañía se está transformando en una ‘Telco Digital’, lo que le posiciona muy favorablemente para satisfacer las necesidades de sus clientes y capturar el crecimiento en nuevos ingresos.
Presente en 21 países y con una base de clientes de 321.9 millones de accesos, Telefónica tiene una fuerte presencia en España, Europa y Latinoamérica, donde concentra la mayor parte de su estrategia de crecimiento. Telefónica es una empresa totalmente privada que cuenta con más de 1,5 millones de accionistas directos. Su capital social está dividido en la actualidad en 4.657.204.330 acciones ordinarias que cotizan en el mercado continuo de las bolsas españolas y en las bolsas de Londres, Nueva York, Lima y Buenos Aires.
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Yesica Flores | julio 13, 2016 a las 11:28 am | Etiquetas: movistar

Guardas prisionais vão ser submetidos a testes de álcool e drogas – ministra da Justiça

A ideia foi avançada pela ministra da Justiça na Comissão de Assuntos Constitucionais, numa audição pedida pelo PSD, depois da divulgação de imagens sobre uma festa de reclusos na Prisão de Sintra.
Três reclusos foram transferidos da Prisão de Sintra e o inquérito prossegue para apurar qual foi papel dos guardas prisionais e a eventual existência de drogas, numa festa de aniversário no bar de reclusos, no início de Junho.
Francisca Van Dunem explica que, este caso, da Prisão de Sintra, não resultou de um défice de guardas prisionais porque existe no estabelecimento um rácio de quase cinco reclusos por guarda.
Ainda assim, em termos gerais, a ministra da Justiça prevê que no segundo semestre deste ano entrem ao serviço mais 400 guardas prisionais, cerca de metade das atuais necessidades.
"Não haverá catástrofe. As pessoas serão colocadas", disse Van Dunem.
Na audição, a ministra da Justiça adiantou ainda que o Governo vai avançar com uma proposta para que os guardas prisionais passem a realizar testes de álcool e drogas.
"É uma questão que obviamente se torna necessário acautelar naquele ambiente", sublinhou Francisca Van Dunem.
A proposta já passou pela reunião de secretários de Estado e deverá ainda ir a Conselho de Ministros.
Mapa Judiciário em Setembro na AR
Noutra frente, o Governo espera que as alterações ao Mapa Judiciário possam entrar no Parlamento, depois da pausa para férias.
"O diploma com as alterações que o governo pretende introduzir no mapa judiciário já tem agendamento para Conselho de Ministros e deverá dar entrada no parlamento, na próxima sessão legislativa", garantiu a ministra da Justiça.
Francisca Van Dunem garantiu que "neste momento, já não existe nenhum tribunal a funcionar em contentores",considerando que o caso de Loures era o "último e foi ultrapassado".
A tirada foi criticada pelo PSD: "É um título para sair na imprensa. Mas não tem efeito prático: é um anúncio político", disse o deputado social-democrata Carlos Abreu Amorim.
Fonte: Tsf

Junta da Praia de Mira adquire Carrinha sem ajudas

Nota Informativa da Junta de Freguesia da Praia de Mira:
"A Junta de Freguesia da Praia de Mira adquiriu uma carrinha Nissan Cabstar, de seis lugares e caixa aberta. Os responsáveis da autarquia da Praia de Mira dão conhecimento que este importante investimento foi realizado sem qualquer ajuda. É importante realçar este facto, pois só com uma gestão muito rigorosa é que se consegue atingir estes objetivos e fazer investimentos desta natureza.
Relembramos que esta equipa da Junta de Freguesia entrou no final de 2013. Nesse momento a tesouraria da entidade não tinha liquidez. Durante este tempo de mandato o Sr. Presidente, Dr. Francisco Reigota e a sua equipa sempre afirmaram que a gestão é feita passo a passo. E assim está a ser. Os orçamentos e os documentos de prestação de contas têm sido apresentados e aprovados com valores muito equilibrados e demonstram grande rigor. Hoje, podemos afirmar que as contas da Junta estão estabilizadas. Os saldos são positivos, embora não haja folgas, pois os investimentos que têm de ser feitos são vários. Por isso, sempre que temos dinheiro sabemos para onde tem de ser encaminhado. Não temos dividas e afirmamos que a gestão pública tem de ser bem-feita. O problema não é ser privado ou público. O problema é a boa ou a má gestão. E nós, na nossa dimensão, tentamos fazer a diferença, gerindo bem e com clareza.
Poupámos e conseguimos comprar uma carrinha. Mas já estamos a pedir orçamentos e a pedir informações sobre outros equipamentos que tem de ser adquiridos.
Têm sido feitos investimentos na requalificação de todos os espaços da autarquia. A compra de materiais e equipamento para os serviços e funcionários também tem sido uma realidade. A autarquia neste momento já consegue ter maior capacidade de resposta às solicitações. No dia-a-dia consegue-se comprovar a grande melhoria da Praia de Mira nas áreas de responsabilidade da Junta de Freguesia. Julgamos que a nossa freguesia já ganhou com o nosso contributo. No entanto temos a certeza que muito há para fazer, mas sabemos como fazê-lo.
Vamos continuar este caminho para o bem da Praia de Mira!
Junta de Freguesia da praia de Mira"
Mira Online | Julho 13, 2016 às 5:37 pm | Categorias: Locais 

AVISO À POPULAÇÃO: Calor e Perigo de Incêndio Florestal

1. SITUAÇÃO
Situação Meteorológica:
No seguimento do contato com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) realizado hoje, 13 de Julho, no Comando Nacional de Operações de Socorro (CNOS) da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC), destaca-se para os próximos dias:
– Hoje (13 JUL), vento de noroeste moderado com rajadas até 65 km/h no litoral oeste e nas terras altas, humidade relativa do ar inferior a 30% exceto nas regiões do litoral centro, e a temperatura máxima acima de 30ºC na generalidade do território, em especial nas regiões do sul com valores próximos de 35ºC.
– A partir de amanhã (14 JUL), o vento roda para o quadrante leste, soprando forte até 45 km/h de Nordeste nas terras altas entre o final das tardes até ao meio das manhãs, a temperatura aumenta, com a máxima acima de 30ºC nas regiões do norte e entre 35 e 40ºC nas regiões do centro e do sul e a mínima acima de 20ºC, e a humidade relativa do ar próxima de 20% na generalidade do território.
– Índices de risco de incêndio em níveis muito elevado e extremo nas regiões do interior centro e Algarve, agravando a partir de amanhã em especial nas regiões do litoral norte e centro.

2. EFEITOS EXPECTÁVEIS
Em função da previsão da evolução das condições meteorológicas é expectável: – Tempo quente e seco e vento moderado com permanência de condições favoráveis à eventual ocorrência e propagação de incêndios florestais.
3. MEDIDAS PREVENTIVAS
A ANPC recorda que, de acordo com as disposições legais em vigor, não é permitido em todos os espaços rurais:
– Realização de queimadas, nem de fogueiras para recreio ou lazer, ou para confeção de alimentos; – Utilização de equipamentos de queima e de combustão destinados à iluminação ou à confeção de alimentos;
– Queimar matos cortados e amontoados e qualquer tipo de sobrantes de exploração;
– O lançamento de balões com mecha acesa ou qualquer outro tipo de foguetes;
– Fumar ou fazer lume de qualquer tipo nos espaços florestais e vias que os circundem;
– A fumigação ou desinfestação em apiários com fumigadores que não estejam equipados com dispositivos de retenção de faúlhas.
A ANPC recorda, ainda alguns cuidados a ter, face às condições meteorológicas previstas, na realização de trabalhos agrícolas e florestais, nomeadamente:
– Manter as máquinas e equipamentos limpos de óleos e poeiras;
– Abastecer as máquinas a frio e em local com pouca vegetação;
– Ter cuidado com as faíscas durante o seu manuseamento, evitando a sua utilização nos períodos de maior calor.
A ANPC recomenda ainda a adequação dos comportamentos e atitudes face à situação de perigo de incêndio florestal, nomeadamente com a adoção das necessárias medidas de prevenção e precaução, observando as proibições em vigor e tomando especial atenção à evolução do perigo de incêndio para os próximos dias, disponível junto do sítio da internet do IPMA, junto dos Gabinetes Técnicos Florestais das Câmaras Municipais e dos Corpos de Bombeiros.