domingo, 18 de junho de 2017

VOCÊ QUER PARAR DE FUMAR? MESMO?

João António Pagliosa

Parar de fumar é uma das coisas mais difíceis que alguém pode fazer.
Mas, é possível... E altamente recomendável se deseja viver mais e melhor.
É vício forte, e  quando existe a certeza de querer parar, isso ainda é tarefa difícil, porque a tentação reaparece todos os dias.
Aqui elenquei ótimas dicas para você que quer se libertar do cigarro:
Sua saúde é seu bem mais precioso. Assim defina uma data para parar, e eu sugiro: Pare, agora!
Faça um lanchinho saudável quando der vontade de fumar. "Beliscar" alguma coisa distrai e diminui a ansiedade... Mas, vá com calma!
Pratique caminhadas em locais tranquilos. Faça mais exercícios... Sue!
Crie um ambiente sem cigarro. Decore sua casa com placa de "ambiente livre do cigarro" — e respeite-a!
Controle o consumo de cafeína porque ela aumenta a vontade de fumar.
Extrato de Aveia:Um estudo mostrou que se um fumante consumir 1 mililitro de extrato de aveia 4 vezes ao dia, sua vontade de fumar diminui e a quantidade de cigarros por dia reduz consideravelmente.
Ele é encontrado em forma de floral.
A acupuntura pode ajudar a diminuir sua vontade de fumar.
Em vez de cigarro, coma nozes. Aquelas que vem ainda na casca. Ao usar suas mãos para abrir a noz, e a boca para comê-la, você experimentará a mesma sensação física e oral que o fumo traz. Não mais que quatro nozes por dia.
Em vez de cigarro, tome chá de ervas. Tanchagem é excelente! Sem açúcar, viu?
Ocupe sua mente com coisas edificantes. Plante árvores. Cultive flores. Leia mais. Pratique a solidariedade e ajude aquele que precisa.
Viva com mais intensidade!
Ame mais!

Pedrógão Grande: Salvou a família numa carrinha em fuga por entre as chamas

"Pensei que ficávamos lá todos", disse Hugo Santos. Meteu a família numa carrinha e pôs-se em fuga. "As labaredas batiam muito forte, ainda fui contra um pinheiro e andei por valetas"

Um homem de 33 anos de idade, cuja casa, no concelho de Figueiró dos Vinhos, ficou "totalmente destruída" pelo fogo, no sábado, salvou-se a si e à família fugindo das chamas numa carrinha.

"As labaredas batiam muito forte na carrinha, ainda fui contra um pinheiro e andei por valetas", disse Hugo Manuel Almeida Santos, que falava hoje, à agência Lusa, no Hospital de Avelar, no concelho de Ansião (distrito de Leiria), onde o pai, de 57 anos de idade e com "muito pouca mobilidade", está internado, por não ter onde ficar.

"A casa ardeu toda, ficou tudo queimado, fiquei sem nada", relatou Hugo Santos, que hoje voltou ao local onde residia, em Figueira, "mesmo junto ao IC8 [itinerário complementar 8], na freguesia da Graça, no concelho de Pedrógão Grande, e onde "está tudo, mesmo tudo, desfeito em cinza e carvão.
Ninguém sabe explicar" como Hugo Santos se conseguiu salvar a si, ao pai, à mulher e à filha, de 11 anos de idade.

"Temi pela vida de nós todos, pensei que ficávamos lá todos", repetiu, recordando que as chamas "bateram" de forma insistente na viatura, cujo controlo, "por várias vezes", sentiu que podia perder.

Hugo Santos também não consegue encontrar palavras para contar como se salvou, nem como tudo aconteceu -- "nunca, por nunca, vi uma coisa comparável a esta", assegurou, referindo-se ao modo como o incêndio deflagrou e à intensidade com que alastrou.

O pai de Hugo Santos é o único dos cerca de 30 feridos que está internado na Unidade de Cuidados Continuados/Hospital da Fundação Nossa Senhora da Guia, onde no sábado e hoje foram assistidos por terem sido vitimados pelo fogo de Pedrógão Grande, Castanheira de Pera e Figueiró dos Vinhos, no norte interior do distrito de Leiria.

O internamento mantém-se por "motivos sociais" e não tanto por razões de saúde, disse à agência Lusa um responsável pelo estabelecimento.

Dos feridos que ali deram entrada já todos tiveram alta médica ou foram reencaminhados para o Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, mas "nenhum sofreu ferimentos que possam ser considerados graves, são todos feridos ligeiros", acrescentou a mesma fonte.

Depois de uma noite e madrugada dominadas por um "invulgar" movimento de feridos e meios de socorro, o hospital da vila de Avelar regista hoje o "movimento calmo", próprio de um domingo.

Só algumas ambulâncias estacionadas junto à entrada do estabelecimento, para a eventualidade de terem de entrar em ação naquela região, coberta de fumo, mas com as chamas a alguma distância, tornavam o ambiente algo diferente do habitual no hospital, onde, a meio da tarde, se deslocaram o secretário de Estado da Saúde, Manuel Delgado, e do presidente da Administração Regional de Saúde (ARS) do Centro, José Tereso.

Segundo o balanço feito pelas 16:00, pelo menos 61 pessoas morreram no incêndio que atinge Pedrógão Grande e outros dois concelhos do distrito de Leiria desde sábado, disse hoje o secretário de Estado da Administração Interna, Jorge Gomes.

O fogo deflagrou ao início da tarde de sábado numa área florestal em Escalos Fundeiros, em Pedrógão Grande (distrito de Leiria), e alastrou-se aos municípios vizinhos de Castanheira de Pera e Figueiró dos Vinhos, obrigando a evacuar povoações e deixando-as isoladas.

O primeiro-ministro, António Costa, afirmou que o incêndio terá sido causado por trovoadas secas, salientando, no entanto, que "é prematuro tirar ilações" sobre o que aconteceu.

Fonte: FN

IF: Espanha e França Já Estão em Portugal

A Ministra da Administração Interna (MAI), Constança Urbano de Sousa informou há momentos que foi pedido ajuda externa a Espanha e a França através do mecanismo europeu de protecção civil.
Espanha e França enviaram aviões canadair, sendo que os do pais vizinho já se encontram a combate, enquanto que os Franceses estarão prontos para iniciar combate ainda hoje ou o mais tardar amanha de manha. Ficarão estacionados na base aérea de Monte Real.
António Costa, primeiro ministro rectificou o numero de vitimas mortais para 61 mas não descarta de forma nenhuma a possibilidade de existirem mais mortes, uma vez que há imensas aldeias que ainda não foi possível fazer passar casa a casa para despistar a eventual presença de vitimas.
Da base naval do Alfeite sairão nos próximos minutos 230 militares da armada numa equipa que contem médicos, enfermeiros e psicólogos.
Fonte: BPS

Pedrogão, ou a triste fama conquistada

EDITORIAL
Não. Não estamos em tempos de politiquices rascas, de se culpar seja quem for. Culpados somos todos!
Pode ter sido um raio. Mas, já la estavam a floresta mal tratada, os terrenos por limpar e a incúria a todos os níveis.
Pode ter sido um "abanão" vindo da natureza.
Até pode, mas se todos nós, desde o mais simples cidadão que pode (e deve) ter consciência ambiental até ao mais alto escalão da política que pode (e deve) tudo fazer a todos os níveis (incluindo mexer na constituição se for preciso) no sentido de prevenir a sério para que isso não volte a acontecer.
Então que faça de uma vez por toda!
Pode ter sido um raio. Mas, é bom não nos esquecermos de tantos interesses que existem por detrás das tragédias chamadas "incêndios florestais".
Pedrogão Grande está (tristemente) nos telejornais de todo o planeta. Certamente, não era assim que seus habitantes gostavam que bela região ficasse conhecida...

Francisco Ferra

Hora de Fecho: Em direto/ 61 mortos. Mas números "devem subir", diz Costa

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Hora de fecho

As principais notícias do dia
Boa tarde!
Pelo menos 61 pessoas morreram no incêndio em Pedrógão Grande, no distrito de Leiria. Há 54 feridos. As chamas continuam fora de controlo. Primeiro-ministro teme mais vítimas.
As condições atmosféricas "atípicas" foram determinantes para a propagação rápida do incêndio em Pedrógão Grande. "Inconsciência" e "curiosidade" podem explicar algumas das mortes.
O número de mortos está em 61. A maior parte morreu encurralada na estrada nacional 236, dentro dos carros. Rodrigo e Bianca, de 4 anos, são as primeiras vítima conhecidas. Há pelo menos 4 crianças
Numa publicação de Facebook, o piloto João Silva dos Santos descreveu o cenário de horror a que assistiu ontem durante o combate ao incêndio no concelho de Pedrógão Grande.
O especialista em incêndios florestais Xavier Viegas revelou que terá sido a "rápida propagação" do incêndio que deflagrou em Pedrógão Grande que conduziu às várias mortes.
O incêndio mais mortífero conhecido aconteceu em 1871 nos EUA. Em 2009 morreram 173 pessoas na Austrália. E há 10 anos os fogos na Grécia fizeram 77 mortos.
A reportagem fotográfica do Observador, em Pedrógão Grande. Veja as imagens do terror vivido durante a noite e as fotos do fogo que continua a lavrar em algumas zonas.
Seleção Nacional faz esta tarde a estreia na Taça das Confederações, defrontando o México após o triunfo no jogo inaugural da Rússia frente à Nova Zelândia sem esquecer a tragédia de Pedrógão Grande.
A partir de agora os anos 90 conjugam-se no presente e não no passado. Os millennial e os seus seguidores foram aos arquivos e trouxeram de volta o espírito do fim do século XX.
Este domingo França vai votar na segunda volta das eleições legislativas e as projeções dão uma vitória esmagadora para os partidos que apoiam Macron. Ao mesmo tempo, abstenção deverá ser recorde. 
Opinião

Vasco Pulido Valente
…hopes expire of a low dishonest decade… (W. H. Auden)

Alberto Gonçalves
Por azar, o cepticismo de alguns acha a dádiva uma exibição de “cunhas” e descaramento, e coloca os parentes de Carlos literalmente na lama.

Rui Ramos
Em Portugal, há demasiados indivíduos e grupos de interesse cujas posições, estatutos e rendimentos dependem da sua relação com o poder político e representam um custo excessivo para a sociedade.

Pedro Machado
São mais de 300 quilómetros entre os aeroportos de Sá Carneiro e Humberto Delgado sem uma pista que receba companhias aéreas. É como se não existisse território entre o Douro e o Tejo.

P. Gonçalo Portocarrero de Almada
Santo António de Lisboa, de Pádua e do mundo inteiro, foi um grande santo e um grande sábio, que de ‘santinho’ não tinha nada, pois foi um dos homens mais cultos do seu tempo. 
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Número de mortos em Pedrógão Grande sobe para 62. Três dias de luto nacional

Balanço anterior apontava para 58 vítimas mortais
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Pelo menos 62 pessoas morreram no incêndio que atinge Pedrógão Grande e outros dois concelhos do distrito de Leiria desde sábado, disse hoje o secretário de Estado da Administração Interna, Jorge Gomes.
O balanço anterior era de 58 vítimas mortais.
O Governo decretou entretanto três dias de luto nacional.
O cenário na zona onde lavra o incêndio é de um castanho queimado, constatou já esta manhã o repórter do DN no terreno. As chamas estiveram a 50 metros do centro de Pedrógão Grande.
A PJ está já a trabalhar no levantamento dos corpos; equipas no terreno estão a fazer deteção de cadáveres, dando depois informação à Polícia Judiciária, que os recolhe.
O diretor nacional da Polícia Judiciária revelou entretanto que o incêndio que deflagrou no sábado no concelho de Pedrógão Grande teve origem numa trovoada seca, afastando qualquer indício de origem criminosa. "A PJ, em perfeita articulação com a GNR, conseguiu determinar a origem do incêndio e tudo aponta muito claramente para que sejam causas naturais. Inclusivamente encontrámos a árvore que foi atingida por um raio", disse Almeida Rodrigues.

Fonte: DN
Foto: MIGUEL A. LOPES/LUSA

“Vão transformar a Caixa num banco da dimensão do BPI”

O presidente do Sindicato dos Bancários do Sul e Ilhas alerta para os efeitos da redução de pessoal. E sinaliza que administração vai aprovar plano final com rescisões amigáveis que poderão ser massivas.

“Vão transformar a Caixa Geral de Depósitos num banco com a dimensão do BPI”. É desta forma que o presidente do Sindicato dos Bancário do Sul e Ilhas (SBSI) reage ao plano de reestruturação do banco público que prevê a redução de 2.200 pessoas até 2020. O programa final de rescisões amigáveis, reformas antecipadas e pré-reformas vai ser aprovado pela a 22 de junho, 
desconhecendo-se ainda a redução concreta prevista para este ano nas várias modalidades, avançou ao Jornal Económico Rui Riso, após a reunião dos representantes dos trabalhadores com a administração do banco nesta quarta-feira, 14 de junho.
“Foi nos dito que que o programa será aprovado pelo conselho de administração no próximo dia 22 de Junho. Até lá está a ser desenhado um plano que equalize os vários regimes sociais existentes na CGD”, revelou o presidente do SBSI, criticando o plano de redução de pessoal da Caixa, aprovado por Bruxelas para a recapitalização do banco, que prevê uma redução média por ano de 550 pessoas até 2020.
“A DGCom falhou redondamente em Bruxelas, porque diz que os bancos em reestruturação têm de reduzir pessoal para surgirem novos players e o único que apareceu, nos últimos anos, foi o Banco Postal. Vão transformar a CGD num banco com a dimensão do BPI, com cerca de 5.000 trabalhadores”, afirma Rui Riso, alertando que a redução de pessoal poderá levar “à perda de contacto com a população”.
Recorde-se que a CGD tem vindo a emagrecer a sua estrutura nos últimos anos, inclusivamente com a saída de trabalhadores. No final de 2016, tinha 8.133 trabalhadores em Portugal, menos 297 do que em 2015.
Já o responsável da comissão de trabalhadores (CT) da CGD admitiu ao Jornal Económico que a administração do banco vai acelerar as rescisões amigáveis em virtude da fraca adesão das reformas antecipadas e pré-reformas, cujo prazo foi prorrogado de 31 de maio para 30 de Junho. O objectivo é garantir uma redução de 550 pessoas ainda este ano, num ritmo anual semelhante até 2020, ano em que a Caixa se comprometeu com Bruxelas reduzir 2.200 pessoas no âmbito do programa de reestruturação acordado para a recapitalização do banco público. Segundo Jorge Canadelo da CT , ao contrário do que tinha sido sinalizado pelo anterior presidente da CGD, António Domingues e já pelo novo líder do banco, Paulo Macedo, de que o programa de rescisões por mútuo acordo “seria residual” e de que “não seria feito de forma significativa”, “vão ter de reforçar as rescisões em virtude do banco número de reformas antecipadas e pré reformas, que, até este momento, abrangeu cerca de 250 pessoas”.

Fonte: Jornal Económico