sexta-feira, 24 de abril de 2020

Empresas não podem recolher registo de temperatura dos trabalhadores

Covid-19: empresas não podem recolher registo de temperatura dos ...
As empresas não podem recolher registos de temperatura dos funcionários e qualquer informação relativa à saúde do trabalhador só pode ser feita pelo médico da medicina no trabalho, alerta a Comissão Nacional de Proteção de Dados (CNPD).
Numa nota divulgada no seu 'site', a CNPD avisa as empresas que preparam o regresso progressivo à laboração, com o aproximar do fim do confinamento imposto pela pandemia de covid-19, que a prevenção da contaminação "não justifica a realização de atos que, nos termos da lei nacional, só as autoridades de saúde ou o próprio trabalhador, num processo de automonitorização, podem praticar".
"É verdade que a situação excecional que se está a viver, enquadrada pelo estado de emergência (...) justificou alterações profundas no contexto da prestação do trabalho e da relação empregador--trabalhador", mas "a necessidade de prevenção de contágio pelo novo coronavírus não legitima, sem mais, a adoção de toda e qualquer medida por parte da entidade empregadora", defende a comissão.
A CNPD realça que a entidade empregadora não pode "proceder à recolha e registo da temperatura corporal dos trabalhadores ou de outra informação relativa à saúde ou a eventuais comportamentos de risco dos seus trabalhadores".
A eventual recolha, através de preenchimento de questionários pelo trabalhador, de informação relativa à saúde ou à vida privada do mesmo relacionada com a sua saúde, "só está legitimada se for realizada direta e exclusivamente pelo profissional de medicina no trabalho, tendo em vista a adoção dos procedimentos adequados a salvaguardar a saúde dos próprios e de terceiros", afirma.
"Na realidade, o legislador nacional não transferiu para as entidades empregadoras uma função que é exclusiva das autoridades de saúde, nem estas delegaram tal função nos empregadores", insiste.
A comissão sublinha que os dados pessoais relativos à saúde "são dados sensíveis, reveladores de aspetos da vida privada do trabalhador que, em princípio, não têm que ser do conhecimento da entidade empregadora, nem devem sê-lo por poderem gerar ou potenciar discriminação".
A CNPD diz, contudo, que a prevenção de contaminação pode justificar a intensificação de cuidados de higiene dos trabalhadores (lavagem de mãos), bem como a adoção de medidas organizativas quanto à distribuição no espaço dos trabalhadores ou à sua proteção física, assim como algumas medidas de vigilância, conforme o estabelecido nas orientações da Direção Geral de Saúde.
Lembra que se mantém a possibilidade de o profissional de saúde no âmbito da medicina do trabalho avaliar o estado de saúde dos trabalhadores e obter as informações que se revelem necessárias para verificar a aptidão para o trabalho, nos termos gerais definidos na lei da segurança e saúde no trabalho.
"De acordo com os critérios científicos que presidem às suas decisões clínicas e com as orientações da autoridade nacional de saúde, cabe-lhe determinar a frequência e tipo de avaliação que considere conveniente para este efeito e, sempre que identifique trabalhadores com sintomas ou em outra situação que o justifique, adotar os procedimentos adequados a salvaguardar a saúde dos próprios e de terceiros", considera.
A CNPD recorda que as entidades empregadoras se devem limitar "a atuar de acordo com as orientações da autoridade nacional de saúde para a prevenção de contágio pelo novo coronavírus no contexto laboral (...) abstendo-se de adotar iniciativas que impliquem a recolha de dados pessoais de saúde dos seus trabalhadores quando as mesmas não tenham base legal, nem tenham sido ordenadas pelas autoridades administrativas competentes".
Fonte e Foto: Lusa

6 DE MAIO - PRÓXIMA SESSÃO DAS TARDES COM…SABERES (ONLINE) É SOBRE DINHEIRO: COMO GANHAR, POUPARE INVESTIR?



PRÓXIMA SESSÃO DAS TARDES COM… SABERES (ONLINE) É SOBRE DINHEIRO: COMO GANHAR, POUPAR E INVESTIR? 
Está a chegar a 5ª edição da microMBA da Universidade de Aveiro ...
Uma vez controlada a pandemia, que todos aguardamos e desejamos para breve, adivinham-se tempos difíceis, do ponto de vista financeiro, para famílias, micro e pequenas empresas e empresários, dado o previsível afundamento da economia.
Por isso, o tema da próxima sessão das Tardes Com Saberes, da UNAVE-UA, sempre apoiadas pelo jornal Diário de Aveiro, e agora realizadas online, por questões de segurança, não podia ser mais atual.
No próximo dia 6 maio (4ª feira), das 16h00 às 17h00, vamos falar de dinheiro. Como ganhá-lo, como poupá-lo e investi-lo? 
Será uma sessão online, em direto, que transmitiremos através da página de Facebook da UNAVE, em 
Contamos com oradores que sabem da matéria: a professora Clara Magalhães (da UA), que coordena o Gabinete Extrajudicial de Apoio ao Consumidor Endividado da Universidade de Aveiro (GEACE-UA) , o professor Fernando Costa (do ISCA), que também faz parte do mesmo gabinete, e João Teixeira, mestrando na UA e fundador do projeto Economister (https://www.economister.pt/).

VOLTAREMOS, LOGO QUE POSSÍVEL, ÀS FORMAÇÕES PRESENCIAIS, TÃO DO AGRADO DOS NOSSOS FORMANDOS.

Até lá, atualizamos a nossa oferta de formação à distância, todos os dias.

José C. Maximino

Município promove programa “Almoçar em casa a refeição escolar!”


O Município de Leiria está a reforçar a campanha de entrega das refeições escolares às crianças da educação pré-escolar e 1º ciclo do ensino básico, abrangidas pelo escalão A da Ação Social Escolar. 

"Neste momento difícil para todos, temos a obrigação de garantir a continuidade do serviço de refeições para as crianças que agora estão em casa a fazer a sua aprendizagem", refere a vereadora da Educação, Anabela Graça, que, no encontro ocorrido no passado dia 17 de abril entre o Município de Leiria e as Associações de Pais e Encarregados de Educação, partilhou a sua preocupação com o reduzido número de famílias que procura o serviço de refeições disponível nas escolas. 

Para usufruírem desta medida, os pais e encarregados de educação devem, à semelhança do que já faziam em tempo letivo presencial, aceder à plataforma de gestão das refeições (siga1.edudox.pt), marcar as refeições e estas serão entregues em local acordado. Para esclarecimento de dúvidas podem, igualmente, contactar através do endereço eletrónico educacao@cm-leiria.pt , ou do telefone 244 839 640. 

Alarmante declínio populacional do Japão


O Japão previa a perda de 27 milhões de habitantes até 2050, mas devido à decadência dos costumes o governo luta para evitar a nova previsão de 87 milhões em 2060. Segundo o último censo, em cinco anos a população do país decresceu quase um milhão, sendo 512 mil apenas em 2019. As mortes (causadas em sua maioria pela idade avançada) superaram as baixas do fim da II Guerra Mundial, quando o país sofreu bombardeios atômicos. O número de jovens que trabalham e o próprio casamento estão em declínio, vilas inteiras desaparecem. Em Nagoro, as últimas crianças nasceram há 18 anos e sua escola foi fechada em 2012. Não havendo mais lojas, 350 bonecas fingem animação em locais públicos. Assim, na escola há bonecos de “alunos” sentados, de “camponeses” cuidando do campo, e outros bonecos às margens das estradas…

ABIM


Greve climática mundial deixa as ruas e assume formato digital

Greve climática mundial deixa as ruas e assume formato digital
O movimento Friday's for Future, lançado pela jovem ativista ambiental sueca Greta Thunberg, promove hoje mais uma edição da já tradicional Greve Climática Mundial, que, face à pandemia de Covid-19, troca as manifestações de rua por iniciativas digitais.
Originalmente lançada como um movimento para denunciar a inação de políticos e governos perante as alterações climáticas, a greve climática marcada para hoje pretende também lembrar, segundo o Friday's for Future, que, apesar da crise sanitária da covid-19, "a crise climática permanece uma realidade".
"A crise climática permanece uma realidade e, apesar de formalmente declarada por muitas instituições, ainda não é reconhecida como tal por alguns líderes, que optam por ignorar as indicações científicas através da inação", refere um comunicado divulgado por várias organizações de ativistas associadas ao movimento Friday's for Future.
Os ambientalistas afirmam que, uma vez terminado o estado de emergência declarado a propósito da pandemia de covid-19, o retorno à normalidade deve "colocar o meio ambiente e as pessoas no centro e levar em conta critérios de justiça social e climática".
Hoje, a versão digital das manifestações, que até aqui levavam ativistas ambientais às ruas de cidades por todo o mundo, deverá materializar-se em projeções de sombras e imagens em fachadas de edifícios, que serão depois partilhadas nas redes sociais.
Os organizadores da iniciativa apelaram também para que, em tempos de confinamento e distanciamento social, as ações coletivas se transformem em manifestações individuais nas varandas.
Lusa

Erros nas candidaturas deixam milhares de empresas em “lay-off” sem apoios para já

Erros em candidaturas deixam 10 mil empresas em lay-off sem apoios ...
Os processos com erros foram devolvidos e, caso sejam preenchidos corretamente, recebem o dinheiro na primeira quinzena de maio, diz a ministra. ACT já fiscalizou mais de mil empresas em "lay-off", adianta Ana Mendes Godinho.
Milhares de empresas que pediram adesão ao "lay-off" viram as suas candidaturas a apoios recusadas por erros de preenchimento, mas todos os outros que foram pedidos até ao dia 10 de abril já receberam o apoio do Governo, disse esta quinta-feira a ministra do Trabalho.
“Estamos a procurar que sejam pagas [as compensações] aos pedidos que entraram até dia 10 de abril e o pagamento será feito em três dias, uns a dia 24, outros a 28 e a 30”, disse a ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Ana Mendes Godinho questionada pela Lusa após uma reunião por videoconferência com a CGTP.
A ministra referiu ainda que os pagamentos relacionados com os restantes pedidos serão feitos “durante a primeira quinzena de maio”, uma informação já anunciada pelo primeiro-ministro, na quarta-feira, durante o debate quinzenal, no parlamento.
O número de pedidos de empresas de adesão ao “lay-off” (redução temporária dos períodos normais de trabalho ou suspensão dos contratos de trabalho efetuada por iniciativa das empresas, durante um determinado tempo) registados até ao dia 10 de abril foi de 62.341, segundo os dados oficiais, mas Ana Mendes Godinho explicou que nem todos estão em condições de obter “luz verde” por falta de informações ou falhas no preenchimento.
“Há muitos processos mal instruídos. Cerca de 10 mil, por exemplo, não tinham indicado o IBAN”, disse a ministra, adiantando que “as empresas vão ser notificadas para corrigirem” os requerimentos.
“Aquilo que vai ser pago é relativamente aos processos que estavam bem instruídos”, acrescentou a governante, que não adiantou quantas empresas vão efetivamente receber o apoio nem o valor em causa.
A ministra apontou igualmente situações de empresas que “apresentaram vários requerimentos”, gerando dúvidas na análise aos processos e que essas empresas também estão a ser notificadas.

Mais de mil empresas fiscalizadas

A Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT) já fiscalizou mais de 1.000 empresas que aderiram ao “lay-off” simplificado, abrangendo cerca de 43 mil trabalhadores, disse ainda a ministra.
“A ACT já está a fazer ações de inspeção, começou no dia 15 de abril uma ação nacional dirigida aos temas que, neste momento, têm sido objeto de denúncias e reclamações dos trabalhadores”, afirmou Ana Mendes Godinho.
De acordo com a ministra, as inspeções estiveram relacionadas com questões ligadas às remunerações, à organização do tempo de trabalho e sobre segurança e saúde no trabalho.
“São estas as três principais matérias que têm sido objeto de reclamações à ACT”, destacou, sem revelar os resultados das ações inspetivas.
Segundo a governante, “a ACT já fez ações inspetivas a mais de 1.000 empresas, que abrangeram mais de 43 mil trabalhadores”.
Estes resultados, acrescentou, são consequência “da capacidade acrescida que foi dada à ACT”, tanto no âmbito dos recursos humanos, com reforço de inspetores, como das novas competências dadas à autoridade ao abrigo do estado de emergência.
Os 40 inspetores que estavam na fase de estágio já estão no terreno e há mais 12 de outras áreas que fazem parte desta ação, contou Ana Mendes Godinho.
A CGTP tem denunciado “abusos” por parte das empresas em “lay-off”, quer em termos de desregulação dos horários de trabalho ou da compensação que é paga aos trabalhadores.
“Houve muitos trabalhadores que, no fim de março, não receberam a totalidade dos dois terços [do salário] por falta de pagamento da Segurança Social às empresas que acabaram por pagar só os 30% que lhes dizem respeito”, disse à agência Lusa a secretária-geral da CGTP, Isabel Camarinha.
Segundo os dados do Gabinete de Estratégia e Planeamento do Ministério do Trabalho, mais de 91 mil empresas pediram para aderir ao “lay-off” simplificado entre 31 de março e esta quinta-feira, correspondendo a um universo potencial de 1.145.660 trabalhadores.
O “lay-off” simplificado é uma das medidas de resposta à crise provocada pela pandemia da covid-19.
Os trabalhadores em “lay-off” simplificado, medida no âmbito da crise provocada pela pandemia de covid-19, têm direito a receber dois terços da sua remuneração normal ilíquida com limites mínimo de 635 euros e máximo de 1.905 euros, sendo o valor financiado em 70% pela Segurança Social e em 30% pela empresa.
Podem ter acesso as empresas em situação de crise empresarial comprovada devido ao encerramento total ou parcial por determinação legislativa ou administrativa, ou devido à interrupção das cadeias de abastecimento globais ou da suspensão ou cancelamento de encomendas.
Também podem aderir ao apoio as empresas com quebra de pelo menos 40% da faturação nos 30 dias anteriores, com referência à média mensal dos dois meses anteriores a esse período, ou face ao período homólogo do ano anterior ou, para quem tenha iniciado a atividade há menos de 12 meses, à média desse período.
Lusa

Sabe que em Aveiro existe um local onde pode fazer a sua dádiva de sangue?

Todas as 4ª.s e 6ª.s feiras entre as 15 horas e as 19:30 horas a Associação de Dadores de Sangue do Concelho de Aveiro (ADASCA) cumpre com a sua missão comunitária, não só pelo facto de em Aveiro existir um hospital, mas, porque milhares de doentes dependem todos os dias de componentes sanguíneos, proporcionando-lhes melhor qualidade de vida.
Nos feriados tais como no dia 1 de Maio e 10 de Junho, excepcionalmente, as sessões de colheitas de sangue vão-se realizar entre as 9 horas as 13 horas, decisão tomada pelo CST de Coimbra.
A cidade de Aveiro tem uns milhares de habitantes, certamente que não são todos doentes nem idosos, são indiferentes a um dos mais elementares deveres cívicos: doar sangue.
Quando a comunidade não tem no seu meio o que entende necessário, reclama até o conseguir. Satisfeita a sua pretensão, distancia-se, fica alheia, e isso acontece em relação à única associação de dadores existente neste Concelho. É estranho, uma triste realidade.
É possível haver pessoas em Aveiro que desconhecem a existência desta associação? Sim, é possível.
É triste, é lamentável, deixa-nos preocupados. Sinal dos tempos, ou andamos sonâmbulos? Nem com a situação que estamos todos a viver despertamos para a máxima importância da doação de sangue?
Estamos nos a referir a um nobre gesto (simples), mas, que compete cada um dar o devido cumprimento, é insubstituível.
Sempre que somos levados para o hospital, confiamos que nada falte para nos tratar da saúde. Se o tratamento depender de transfusão de componentes sanguíneos? Não pode falhar, tem de haver esse recurso, sob pena do hospital ser acusado de assistência incompleta.
Isso só é possível se houver dadores e dadoras de sangue.

Acedam ao site http://www.adasca.pt/ nele está disponível mais informação.

J. Carlos