sábado, 10 de julho de 2021

PCP critica testes obrigatórios para restaurantes perante demora na vacinação

O secretário-geral do PCP disse hoje em Ovar, não ser admissível que mais de 60% dos portugueses sem a vacinação completa, por o programa estar atrasado, sejam agora obrigados pelo Governo a fazer um teste para entrar em restaurantes.

Jerónimo de Sousa falava numa intervenção no convívio regional da CDU que decorreu em Ovar, no distrito de Aveiro, também aproveitando para fazer a apologia dos candidatos da coligação às próximas eleições autárquicas.

"Não é admissível que mais de 60% dos portugueses, que não têm neste momento a vacinação completa - não por responsabilidade própria, mas porque o plano de vacinação está atrasado devido à falta de vacinas no tempo próprio - sejam agora obrigados, por decisão do Governo, a fazer um teste para entrar num restaurante entre as 19:00 de sexta-feira e as 22:30 de domingo", assinalou o líder comunista.

Neste contexto, o dirigente perguntou "onde estão os tão necessários investimentos no reforço do Serviço Nacional de Saúde, para colmatar o défice de profissionais, para a renovação e reforço dos equipamentos, para melhorar as condições de trabalho e atendimento, e para o reforço das equipas de saúde pública".

No mesmo tom, Jerónimo de Sousa questionou também pelos investimentos nos transportes públicos, em mais autocarros e mais carruagens, para promover ao mesmo tempo a redução do contágio de covid-19 e a substituição do automóvel, considerando serem estas as "medidas necessárias" e não "vagas sucessivas de política do medo, do terror e de limitações de liberdades".

Desde hoje às 15:30, os restaurantes em concelhos de risco elevado ou muito elevado (atualmente, 60 dos 278 municípios do continente) passaram a ter de exigir certificado digital ou teste negativo à covid-19 para refeições no interior dos estabelecimentos.

O certificado digital ou o teste negativo é exigido aos clientes a partir das 19:00 à sexta-feira e aos fins de semana e feriados.

Sempre de dedo apontado ao Governo, o dirigente do PCP questionou o triunfalismo da presidência portuguesa do Conselho da União Europeia quando "grita vitória pela reforma da PAC [Política Agrícola Comum]", que "diz ser a mais ambiciosa de sempre".

"De que nos serve essa vitória se todos os vícios da PAC lá continuam? Se os apoios vão continuar a ser repartidos como até agora, em que 7% dos maiores beneficiários recebem 70% do total das ajudas? Se os apoios vão continuar a ser dirigidos para o grande agronegócio, reservando para a pequena e média agricultura as migalhas do costume?", prosseguiu.

No seu entender, "o Governo pode dar respostas se quiser". Jerónimo de Sousa lembrou, por exemplo, a lei aprovada na Assembleia da República, proposta pelo PCP, que "prevê um desconto na eletricidade verde, de 20% da fatura para explorações até 50 hectares e 80 cabeças normais, e de 10% para as restantes explorações e para cooperativas e organizações de produtores".

Sobre a chegada dos apoios inseridos no Plano de Recuperação e Resiliência e no novo Quadro Comunitário de Apoio, o secretário-geral do PCP aconselhou "prudência", alertando que "não só não se constituirão como alavancas para o crescimento económico e o desenvolvimento do país", como " obedecem cegamente às orientações externas e estão pensados para favorecer os interesses do grande capital".

"Falam em 16 mil milhões de euros, incluindo empréstimos, mas só no ano passado o conjunto dos acionistas dos grupos económicos distribuíram dividendos no valor de 7.400 milhões de euros. E nos paraísos fiscais foram postos ao fresco mais 6,8 mil milhões, mais 14% do que em 2019, apesar da epidemia. Somando o que saiu e comparando com o que vem, o saldo é quase zero e ganham sempre os mesmos", sustentou o líder comunista.

Lusa

Estádio Cidade de Coimbra recebe Bênção das Pastas com exigência de teste ou certificado

A missa da Bênção das Pastas dos alunos finalistas do ensino superior de Coimbra realiza-se no dia 25, no Estádio Cidade de Coimbra, obrigando a teste negativo, certificado de vacinação completa ou certificado de recuperação da covid-19.

"A validação dos bilhetes à entrada [do estádio] só será efetuada perante a apresentação de um teste negativo de despiste à covid-19, do certificado de vacinação completa ou do certificado de recuperação da covid-19", refere a Comissão Organizadora da Queima das Fitas de Coimbra numa informação enviada à agência Lusa.

Segundo a mesma informação, "pode ser efetuado um teste rápido, antigénio ou PCR, realizado até 48 horas antes e, comprovadamente, associado ao respetivo participante".

A bilheteira 'online' abre na segunda-feira, pelas 19:00, para que os estudantes finalistas "possam reservar, gratuitamente, o seu bilhete para assistir a esta missa da Bênção das Pastas adaptada à realidade atual".

"Embora estejamos a ultrapassar uma fase difícil para todos, a Queima das Fitas não quis privar os finalistas do ensino superior de Coimbra de um dos momentos mais marcantes e solenes da sua vida académica", justifica a comissão, assegurando que "todas as regras da Direção-Geral da Saúde serão, escrupulosamente, cumpridas, sendo que, para isso, será ocupada menos de um terço da bancada sul do Estádio Cidade de Coimbra, garantido o distanciamento necessário".

Já as entradas processam-se "em quatro pontos de acesso, de modo a evitar ajuntamentos", estando ainda disponíveis 36 lugares para estudantes com mobilidade reduzida.

A missa, com início às 11:00, destinada aos estudantes finalistas do ensino superior de Coimbra dos anos de 2020 e 2021, é celebrada pelo bispo de Coimbra, Virgílio Antunes, e pelo padre Paulo Simões, responsável pelo Serviço Pastoral do Ensino Superior desta diocese.

Para jovens indecisos sobre a vacinação, mudar a comunicação é o melhor remédio

A indecisão de alguns jovens relativamente à vacinação contra a covid-19 tem merecido a preocupação das autoridades, mas para dois especialistas o remédio mais eficaz passa por melhorar a comunicação e aproximá-la dessa faixa etária.

Por esta altura, a espera está quase a terminar para os mais jovens, mas, como também aconteceu noutras faixas etárias, nem todos estão ansiosos por arregaçar a manga e receber a primeira dose da vacina contra o vírus SARS-CoV-2.

De acordo com um estudo da Escola Nacional de Saúde Pública da Universidade Nova de Lisboa, divulgado no final de junho, 85,7% dos jovens entre os 16 e os 25 pretendem ser vacinado, mas 14,3% ainda não tinha, decidido.

Isto não significa que na "hora H" recusem a vacina, mas o número criou preocupação na opinião pública, nas autoridades de saúde e nos decisores políticos, que começaram a discutir possíveis formas de incentivar a adesão desta faixa etária.

"Nesta fase, é muito relevante não só que toda a gente seja vacinada, mas que toda a gente queira ser vacinada, confiando que isso é o melhor", sublinhou o psicólogo Tiago Pereira, que coordena o Gabinete de Crise covid-19 da Ordem dos Psicólogos, ouvido pela agência Lusa.

Para o especialista, é fundamental que os jovens compreendam e aceitem a importância e os benefícios de serem vacinados, para si mesmos e para a sociedade em geral, e que essa mensagem seja transmitida de forma positiva, sem criar a ideia de uma espécie de obrigação.

E foi precisamente esse elemento - a comunicação - que Patrícia Hilário, investigadora no Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, sublinhou como central para ajudar a resolver quaisquer indecisões neste grupo.

"Penso que a estratégia mais eficaz passa pela transmissão de informação, sobretudo nas redes sociais, para transmitir uma informação que vá ao encontro dos jovens", considerou a socióloga, que é uma das coordenadoras nacionais do projeto "VAX-TRUST" que estuda a hesitação vacinal na Europa.

No entender da investigadora, até agora a comunicação sobre o plano de vacinação parece ainda não ter conseguido aproximar-se desta faixa etária e o primeiro passo para evitar a hesitação passa por aí.

"É preciso tornar a comunicação clara, simples e acessível, e aqui as redes sociais têm um papel muito importante", concordou Tiago Pereira, acrescentando, por outro lado, a importância de validar os receios dos jovens e de passar uma mensagem empática e positiva, que também contribua para reforçar a confiança, ao invés de um discurso negativo.

Além da confiança, um dos "três grandes cês" que associa ao processo de vacinação, o psicólogo explica que a complacência é outro dos pontos aos quais é importante responder, fazendo ver aos jovens que a sua vacinação importa para o combate à pandemia da covid-19, que não afeta só os mais velhos, e para o seu próprio bem-estar.

"Quando querermos promover a adesão a determinado comportamento, temos de o tornar muito conveniente e a verdade é que o sistema de vacinação, que está muito bem montado, não foi um sistema essencialmente montado para a população mais jovem", acrescentou em referência ao terceiro 'C', considerando que na sua generalidade, da comunicação à logística, o plano de vacinação está desaproximado dos jovens.

Ainda assim, e sendo verdade que na generalidade das vacinas a hesitação vacinal tende a ser mais frequente entre os jovens adultos com maior literacia, Patrícia Hilário e Tiago Pereira referem também que, para já, o problema que se coloca não vai além das intenções.

"Acho que devemos aguardar com serenidade e confiar nas autoridades de saúde. Tenho segurança que se irá desenvolver bem todo este processo, não é algo novo e não é algo que nos deva alarmar. É apenas algo a que devemos estar vigilantes", relativizou a socióloga.

E estas intenções, com as estratégias certas, podem mudar até chegar a hora de decidir.

Para isso, acrescenta Tiago Pereira, é preciso que as pessoas tenham a capacidade de mudar o comportamento, que tenham uma motivação para o fazer e que a oportunidade para isso seja criada.

A vacinação de maiores de 18 anos começou no início de julho, com o auto-agendamento também em contagem decrescente e já próximo dessa idade. A partir do final de agosto, o Governo estima que chegue a vez dos mais novos.

Para o coordenador da Comissão Técnica de Vacinação contra a covid-19, não será necessário qualquer incentivo para os levar a vacinarem-se, por considerar que os jovens são responsáveis, uma confiança partilhada também pelo vice-almirante Henrique Gouveia e Melo, que coordenada da 'Task-Force' para a vacinação.

Entretanto, na quarta-feira a Liga Portuguesa de Futebol Profissional lançou uma iniciativa, feita em parceira com o Governo e a 'Task-Force' para a vacinação, dirigida às faixas etárias mais novas, recorrendo a diversos elementos de comunicação (imagens e vídeo) de apelo à participação em processos de vacinação e testagem contra a covid-19.

Lusa



Pecuária Nacional exige sinais políticos fortes

Comunicado da Fenapecuária - Federação Nacional das Cooperativas de Produtores Pecuários

"A Fenapecuária - Federação Nacional das Cooperativas de Produtores Pecuários em representação dos seus associados e face ao momento difícil que o sector atravessa, quer pela crise pandémica, quer pela crise económica associada, considera de interesse nacional a tomada de um conjunto de medidas que mitiguem os efeitos nefastos sentidos pelos produtores. É inegável que o sector pecuário atravessa, nesta fase, tempos muito difíceis que tem gerado muita apreensão em todos os agentes do sector.

É notório que existe um afastamento e até desinteresse da realidade agrícola por parte de alguns partidos políticos, mas este facto não pode ser impeditivo de todos aqueles que fazem parte do sector trabalharem na sua defesa e promoção, com vista a aumentar o nosso grau de autoaprovisionamento.

Os organismos públicos ligados ao sector devem estar ao serviço do sector pela positiva, e não como forças de bloqueio, como ultimamente tem acontecido, nomeadamente, com a alteração de regras a meio dos projetos de investimento do Programa de Desenvolvimento Rural - PDR relativamente à posse do parcelário agrícola. O Ministério da Agricultura tem que encontrar uma solução urgente para desbloquear rapidamente esta entropia do sistema. Não pode ser o agricultor a ser penalizado, quando foi o único que cumpriu as regras.

Tempos excecionais exigem coragem da nossa tutela para adotar medidas fundamentais para a sobrevivência do sector. O sector agropecuário, por tudo que representa para o país, devia ser um desígnio nacional, apostando no seu crescimento e na sua eficiência".

Governo diz que decisão sobre regresso do público aos estádios ainda não está tomada

A decisão sobre o regresso dos espetadores aos estádios das competições profissionais de futebol, anunciada pela Liga de clubes, ainda não está tomada, esclareceu fonte oficial do Governo.

A mesma fonte explicou à Lusa que têm decorrido reuniões entre a Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP) e a Direção-Geral da Saúde (DGS), de preparação para a próxima época, mas a decisão ainda não está tomada.

Relativamente a este passo, qualquer decisão sobre o regresso do público aos recintos desportivos deverá ser tomada e anunciada após reunião de Conselho de Ministros.

A Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP) anunciou que competições profissionais vão começar com a possibilidade de 33% de lotação dos estádios, depois de reuniões com o Governo e a Direção-geral da Saúde (DGS).

"No seguimento das reuniões levadas a cabo nas últimas semanas com o Governo e a DGS foi hoje definida a norma que será aplicada ao regresso do público aos estádios. Depois de uma luta da direção da Liga e das sociedades desportivas, é com enorme satisfação que vemos concretizada a reivindicação da Liga Portugal e das suas associadas de ter os adeptos de regresso aos estádios", refere o organismo, em comunicado.

A Liga de clubes, liderada por Pedro Proença, explica que, em breve, a DGS vai publicar "todas as regras e condições de acesso do público aos estádios", acordadas hoje com a Liga de clubes, que passam por um arranque das competições profissionais com "a possibilidade de 33% de lotação dos recintos".

Lusa

Lisboa | INEM confirma 2 mortos e 11 feridos em incêndio em prédio em Lisboa

O incêndio que deflagrou na noite de sexta-feira num prédio na rua Morais Soares, no centro de Lisboa, provocou duas vítimas mortais e 11 feridos, dos quais quatro com gravidade, atualizou o  INEM.

Em declarações aos jornalistas, Bruno Borges, do INEM, disse que há 13 vítimas a registar do incêndio, que terá começado no vão de escadas do edifício.

Segundo o responsável do INEM, uma das vítimas mortais terá saltado de um dos andares superiores para fugir às chamas e a outra terá ficado no interior do edifício em chamas.

De acordo com o médico, as duas vítimas mortais são do sexo masculino.

A meio da noite, o Comando Metropolitano da PSP de Lisboa (Cometlis) informou o óbito de três pessoas, por projeção e carbonizadas.

Sobre os quatro feridos graves, Bruno Borges adiantou que foram encaminhados para o hospital de São José, sendo que um deles se encontra "com prognóstico muito reservado", devido a queimaduras da via aérea.

Contabilizando ainda mais sete feridos ligeiros, o INEM esclareceu que foram encaminhados para os hospitais de São José e Santa Maria, em Lisboa, devido a pequenos traumas e inalação de fumos.

Entre os feridos ligeiros está um elemento do Regimento de Sapadores de Lisboa e vários elementos da corporação foram assistidos, sobretudo devido a inalação de fumo.

Pelas 00:45, encontravam-se 80 operacionais e 40 veículos no local, de acordo com o comandante do Regimento de Sapadores Bombeiros de Lisboa, Tiago Lopes.

Segundo a Proteção Civil, dois moradores do edifício foram realojados enquanto decorrem trabalhos de rescaldo.

Lusa

Imagem: Observador

Torres Vedras | CANCELAMENTO DO SANTA CRUZ OCEAN SPIRIT 2021


A realização da edição deste ano do Santa Cruz Ocean Spirit foi cancelada devido à atual situação de pandemia em toda a Europa.
O programa desportivo desta edição iria contar com a realização do Eurosurf Junior, do Internacional de Skimboard e do Campeonato Nacional de Bodysurf. Com a participação prevista de cerca de 400 atletas de 13 países a preparação logística do programa desportivo tornou-se inviável nesta fase, devido aos constrangimentos provocados pela pandemia.

A organização opta assim por não realizar um evento que iria certamente impossibilitar a habitual experiência proporcionada pelo Festival em torno da vivência da praia e do relacionamento entre público e atletas.

O cancelamento do Santa Cruz Ocean Spirit é uma decisão conjunta da Câmara Municipal de Torres Vedras, da empresa municipal Promotorres, da Federação Europeia de Surf, da Federação Portuguesa de Surf e da Associação Sealand Santa Cruz.