terça-feira, 2 de novembro de 2021
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Fátima recebe em 2022 congresso internacional sobre “Mulher, Mãe e Rainha”
O Santuário de Fátima vai receber, de 24 a 26 de março de 2022, um congresso internacional intitulado "Mulher, Mãe e Rainha", que assinalará os 375 anos da Coroação de Nossa Senhora da Conceição como Padroeira de Portugal.
Segundo informação do Santuário hoje divulgada, o congresso irá reunir especialistas em Fátima “para refletir sobre a mariologia, as representações de Maria na arte e na cultura dos povos ocidentais”.
O congresso internacional é realizado pelo Instituto da Padroeira de Portugal para os Estudos da Mariologia (IPPEM), em cooperação com o Santuário de Fátima, com o alto patrocínio da Presidência da República e da Academia Portuguesa de História, para assinalar os 375 anos da Coroação de Nossa Senhora da Conceição como Padroeira de Portugal, em 25 de março de 1646 pelo rei Dom João IV.
“O congresso, que se realizará de 24 a 26 de março, em Fátima, no Centro Pastoral de Paulo VI, será um fórum de estudo abrangente, nas temáticas, nas visões e nas abordagens, através de diferentes contributos relativos aos estudos da Mariologia, da Teologia e da Bíblia; da Religiosidade Popular; das Associações de Fiéis e das Ordens Religiosas (impulsionadoras em tantos casos, da devoção à Virgem Maria); do Direito Canónico; da Antropologia e da Sociologia, da Arte e da História da Igreja; da História de Portugal e até da História Universal”, adianta o Santuário.
Segundo a nota, o evento reunirá nomes de referência nas áreas temáticas enunciadas e está aberto à participação do público em geral, mediante inscrição prévia.
“Além das autoridades eclesiásticas associadas a este congresso, como o Cardeal Dom António Marto, bispo da Diocese de Leiria-Fátima, e dos arcebispos de Braga e de Évora, Dom Jorge Ortiga e Dom Francisco Senra Coelho, respetivamente, o congresso contará com conferências do presidente do Conselho Pontifício para a Nova Evangelização, Dom Rino Fisichella e do presidente da Pontifícia Academia Mariológica Internacional, Stefano Cechin”, acrescenta.
Ainda de acordo com a nota, os três dias dos trabalhos contarão com cinco sessões sobre os temas “Historiografia: estudos sobre um tema maior”, “Fundamentos Bíblicos e Parenética”, “Representações Institucionais, plásticas e artísticas”, “Marcas marianas na cultura dos povos” e “Religiosidade Popular, discursos teológicos e vivências cultuais”.
De acordo com o programa, a sessão de abertura e a conferência inaugural dos trabalhos estão agendadas para as 10:00 do dia 24 de março e a sessão final e a conferência de encerramento para as 12:15 do dia 26.
A organização lembra que o congresso “Mulher, Mãe e Rainha” esteve previsto para o ano passado, mas em virtude da pandemia foi adiado.
Madremedia/Lusa
Imagem: Rádio Regional
Três alunos sofreram queimaduras ligeiras em escola da Marinha Grande
Três alunos da Escola Secundária de Pinhal do Rei, na Marinha Grande, sofreram hoje queimaduras ligeiras supostamente provocadas por álcool a 96%, disse à agência Lusa o 2.º comandante da corporação local.
Segundo Mário Silva, as vítimas, um aluno de 14 anos e dois com 15, foram transportadas para o Hospital de Santo André, em Leiria.
Quando chegámos, os alunos já estavam na rua, mas a informação inicial é a de que estavam numa aula quando ocorreu o acidente”, explicou Mário Silva, adiantando que “supostamente os alunos terão sofrido as queimaduras provocadas por álcool a 96%”.
Fonte do Comando Distrital das Operações de Socorro de Leiria acrescentou que ao local acorreram 10 elementos apoiados por cinco viaturas, dos Bombeiros Voluntários da Marinha Grande e da Ortigosa, Viatura Médica de Emergência e Reanimação e PSP.
Madremedia
Cinco milhões de mortos por Covid-19. “Isto não são números numa página. São mães e pais. Irmãos e irmãs”, diz Guterres
O secretário-geral da ONU, António Guterres, defendeu que o facto de se ter atingido cinco milhões de mortos por covid-19 representa “uma vergonha global” e significa que “se está a falhar a boa parte do mundo”.
“Isto não são números numa página. São mães e pais. Irmãos e irmãs”, afirmou Guterres num comunicado em que sublinhou que enquanto os países ricos estão já a administrar uma terceira dose da vacina contra o coronavírus SARS-CoV-2, causador da doença, “só cerca de 5% da população de África está completamente vacinada”.
“Isto é uma vergonha global”, disse Guterres, acrescentando que o facto de a pandemia já ter provocado cinco milhões de mortos é também uma “clara advertência” de que não é possível “baixar a guarda”.
O responsável máximo das Nações Unidas indicou igualmente que há vários fatores que poderão contribuir para que o coronavírus continue a propagar-se, entre os quais a desinformação, a concentração de vacinas e a falta de solidariedade global.
“Temos que injetar vacinas nos braços de 40% das pessoas de todos os países até ao final do ano, e de 70% até meados de 2022”, pediu Guterres, instando os líderes mundiais a apoiar a Estratégia de Vacinação Global, lançada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) no mês passado.
“A melhor maneira de honrar esses cinco milhões de pessoas que perdemos, e de apoiar os trabalhadores da saúde que lutam contra este vírus todos os dias, é transformar a equidade de vacinas numa realidade, acelerando os nossos esforços e assegurando vigilância máxima para vencer o vírus”, sustentou o secretário-geral da ONU.
Covid-19: Mais de cinco milhões de mortos em todo o mundo
A pandemia de covid-19 já causou a morte de mais de cinco milhões de pessoas em todo o mundo, desde a deteção da doença na China em dezembro de 2019, segundo uma contagem hoje realizada pela agência France-Presse.
Este balanço, assente em dados registados pelas autoridades de saúde dos vários países, representa apenas uma parte das mortes realmente relacionadas com o coronavírus SARS-CoV-2.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que, considerando o excedente de mortalidade direta ou indiretamente ligada à covid-19, o balanço da pandemia poderá ser duas a três vezes mais elevado que o oficialmente registado.
Embora o número de mortes diárias em todo o mundo tenha ficado, pela primeira vez em quase um ano, abaixo de 8.000 no início de outubro, a situação pandémica é díspar consoante os continentes.
“O número total de casos e de mortes por covid-19 está a aumentar pela primeira nos últimos dois meses, o que se deve ao atual crescimento da pandemia na Europa, que ultrapassa a queda observada nas outras regiões do mundo”, explicou na quinta-feira o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, em conferência de imprensa.
Na região europeia (52 países e territórios, da costa Atlântica até ao Azerbaijão e à Rússia), o aumento do número de mortes deve-se principalmente à evolução da situação no leste.
Na Rússia, segundo os dados oficiais diariamente comunicados, em média, morrem mais de 1.000 pessoas por dia de covid-19 desde 20 de outubro.
E, de acordo com as próprias autoridades russas, esse balanço está muito abaixo dos números reais. Os balanços diários indicam um total de 239.693 mortes até 01 de novembro, mas a agência nacional de estatísticas Rosstat, que tem uma definição mais abrangente de mortes por covid, lamentava no final de setembro um balanço muito pior: quase 450.000 mortos.
A seguir à Rússia, a Ucrânia e a Roménia são atualmente os dois países da Europa que registam mais mortes diárias, respetivamente com uma média de 546 e 442 mortos por dia, nos últimos sete dias.
A América Latina e as Caraíbas são as regiões mais enlutadas do mundo, com 1.521.193 mortos desde o início da pandemia. Mas o número de mortes diárias, neste momento à volta de 840, está a baixar desde maio de 2021.
Nos Estados Unidos, uma média de mais de 1.400 mortos foi registada por dia, nos últimos sete dias, uma redução de 15% em relação à semana anterior. Com um total de 746.747 mortes, é o país com o maior número de vítimas da pandemia.
Madremedia/Lusa
Airbnb abre guerra às festas e vai identificar reservas de alto risco em Portugal
A Airbnb está a lançar em Portugal uma tecnologia de detecção de reservas de alto risco que tem como objectivo ajudar a combater a realização de festas ou de outras actividades que possam gerar distúrbios na vizinhança. Lisboa e Porto são as cidades abrangidas pela novidade.
Esta tecnologia avalia factores como a data e a duração para determinar se as estadias representam um risco elevado ou não. Na Austrália, a Airbnb conseguiu impedir mais de 1.800 reservas durante um ano com uma tecnologia do mesmo tipo.
Chris Lehane, vice-presidente senior de Política Global e Comunicações da Airbnb, acredita que «promover a pertença, construir a confiança e manter a nossa comunidade segura é fundamental para o negócio». Em comunicado, sublinha ainda que a plataforma quer ser um bom parceiro para as cidades e que esperam reunir em breve com os presidentes de Câmara eleitos.
Marketter
Pão vai ficar mais caro — e a culpa é da subida da energia e das matérias-primas
A subida dos preços da energia e de várias matérias-primas vai levar a um aumento dos preços do pão, avisa a indústria.
"A indústria vai ter que reagir face aos custos que estamos a assistir no mercado", alerta António Fontes, presidente da Associação dos Industriais de Panificação, Pastelaria e Similares do Norte (AIPAN), em declarações ao Jornal de Notícias.
O preço do pão mantém-se no geral inalterado, sublinha a publicação, mas a indústria deixa um aviso. "Estamos a preparar esse aumento. Na minha empresa, estou a ponderar mais dois cêntimos por pão, porque é preciso garantir os postos de trabalho", garante António Fontes.
"Se não refletirmos no preço de venda os aumentos dos custos de produção, cria-se uma situação muito delicada nas empresas", acrescenta Hélder Pires, presidente do conselho fiscal da Associação do Comércio e da Indústria de Panificação, Pastelaria e Similares (ACIP).
O empresário lembra que "o preço do pão é livre, cada empresa pratica o que entender".
Madremedia
Coligação global reivindica maior utilização da bicicleta
A MUBi, coligação global de organizações que defendem a mobilidade em bicicleta, publicou hoje uma carta aberta na qual insta os governos presentes na Cimeira do Clima (COP26) a promoverem o aumento da utilização da bicicleta.
No documento, enviado aos governos e aos ministros responsáveis pela mobilidade e transportes antes do início da COP26, a MUBi, Associação pela Mobilidade Urbana em Bicicleta, defende que uma maior utilização deste meio de transporte reduzirá as emissões de carbono e contribuirá para “alcançar as metas climáticas de forma rápida e eficaz”.
Os signatários da carta aberta apelam aos governos e líderes presentes na COP26, a 26.ª conferência das Nações Unidas sobre alterações climáticas, que assumam “compromissos no sentido de aumentar significativamente os níveis de utilização de bicicleta nos seus países e se comprometam coletivamente a atingir uma meta global de níveis de utilização de bicicleta mais elevados”.
Mais de 120 líderes políticos e milhares de especialistas, ativistas e decisores públicos estão reunidos desde 31 de outubro (e até 12 de novembro), em Glasgow, na Escócia, para atualizar os contributos dos países para a redução das emissões de gases com efeito de estufa até 2030.
“O mundo não pode dar-se ao luxo de esperar décadas para que os carros movidos a combustíveis fósseis sejam totalmente eliminados e substituídos por veículos elétricos. Temos de aproveitar urgentemente as soluções que a utilização de bicicleta oferece, ampliando radicalmente o seu uso”, apela a MUBi, em comunicado enviado hoje a propósito da carta aberta.
A coligação acredita que “a utilização da bicicleta representa uma das maiores esperanças da humanidade para uma mudança no sentido de um futuro sem carbono”.
Por isso, defende que pelo menos 10% do orçamento total do Estado para o setor dos transportes seja destinado à mobilidade em bicicleta.
Por exemplo, no caso de Portugal, os transportes rodoviários são “responsáveis por mais de 95% das emissões do setor dos transportes e também a principal causa da poluição do ar nas cidades”, segundo o comunicado.
“Portugal só poderá cumprir os acordos internacionais que assinou com uma transformação radical da cultura de mobilidade em Portugal”, frisa, no comunicado, o português Rui Igreja, dirigente da MUBi.
A COP26 decorre cinco anos após o Acordo de Paris, que estabeleceu como meta limitar o aumento da temperatura média global do planeta entre 1,5 e 2 graus celsius acima dos valores da época pré-industrial.
Apesar dos compromissos assumidos, as concentrações de gases com efeito de estufa atingiram níveis recorde em 2020, mesmo com a desaceleração económica provocada pela pandemia de covid-19, segundo a ONU, que estima que ao atual ritmo de emissões, as temperaturas serão no final do século superiores em 2,7º C.
Madremdia/Lusa