sábado, 16 de abril de 2022

União Europeia tem uma lista de 150 vítimas de violência sexual na Ucrânia

Está a ser avaliada a retirada destas pessoas para tratamento em países do bloco europeu.

União Europeia (UE) recebeu uma lista com 150 nomes de vítimas de violência sexual, entre mulheres e crianças ucranianas, estando a ser avaliada a retirada destas pessoas para tratamento em países do bloco europeu.

Segundo Remi Duflot, chefe da delegação da UE na Ucrânia, foi criada uma equipa específica para tratar os crimes de guerra, onde se incluem os casos de abusos sexuais, violações e violência sexual de uma forma genérica.

"Pusemos à disposição da Ucrânia o mecanismo de proteção civil, que tem uma janela para evacuações de casos médicos, no caso para retirar mulheres e crianças que foram afetadas por estes horrores, por estas atrocidades, e que querem receber tratamento fora do país", explicou, numa entrevista à distância.

A entrevista com Remi Duflot aconteceu no contexto de uma visita de jornalistas à Moldova, país que faz fronteira com a Ucrânia, a convite da Comissão Europeia, para ver no local os vários projetos das Operações Europeias de Proteção Civil e Ajuda Humanitária (ECHO, na sigla em inglês).

De acordo com o chefe da delegação da UE na Ucrânia, atualmente em Kiev, há já "uma longa lista de casos [de violência sexual] que estão atualmente a ser analisados por uma organização não-governamental local em coordenação com o Ministério da Saúde ucraniano".

"Quando tivermos essa lista de pessoas que querem ter tratamento na União Europeia, iremos retirá-las o mais rapidamente possível, nas melhores condições possíveis, de modo que tenham o tratamento de que precisam, não só psicológico, mas também médico da forma mais abrangente possível", adiantou o representante a partir da capital ucraniana.

Segundo o responsável, as autoridades europeias receberam uma lista com 150 nomes, entre mulheres e crianças, logo a seguir à retirada das tropas russas da cidade de Bucha, no início de abril, mas não significa que todas queiram ser retiradas do país.

Bucha é uma localidade a noroeste de Kiev onde foram descobertos várias dezenas de corpos nas ruas e em valas comuns após a retirada das forças russas e onde estão a ser investigados crimes de guerra.

Alguns corpos tinham as mãos atadas nas costas e apresentavam sinais de execução.

Existem também relatos de violência e violações sexuais em Bucha, que fica a cerca de 30 quilómetros de Kiev.

"Este é um assunto muito sensível e [para ser retirada da Ucrânia para um país europeu] a vítima tem de aceitar o tratamento, pelo que algumas delas preferirão receber tratamento na Ucrânia, o que é perfeitamente compreensível também", apontou Remi Duflot.

Acrescentou que pediu às autoridades ucranianas para que as vítimas que aceitem tratamento fora do país sejam acompanhadas por um psicólogo que fale ucraniano, sublinhando que "o apoio psicológico requer uma relação direta e estreita, que não se pode fazer através de um tradutor".

Relativamente a todas as vítimas de violência sexual que optem por ser acompanhadas na Ucrânia, Remi Duflot garantiu que o sistema de saúde no país está a funcionar em quase todo o território e que essas pessoas terão acompanhamento psicológico e tratamento médico.

O responsável garantiu que a questão da violência sexual "é um assunto muito importante", que está a ser tratado de "forma muito próxima do coração", sublinhando que, além de mulheres e crianças, também são conhecidos casos de violações de homens.

"O horror não tem limites e é impensável que não reajamos a isso", defendeu, apontando que a ajuda para estes casos consiste também em apurar os factos e levar as provas à justiça, responsabilidade que foi delegada no procurador-geral da Ucrânia.

Remi Duflot apontou que se desconhece ainda a realidade dos territórios que estão ocupados pelas tropas russas, mas salientou que tendo em conta o que se tem visto em Bucha, Irpin ou Hostomel, "não se espera nada de bom".

"Infelizmente para as populações locais estamos à espera de muitos mais crimes de guerra, desde que a Rússia não os consiga esconder", apontou.

Sublinhou que todos os países da UE estão juntos no apoio à Ucrânia -- "o que é uma coisa extraordinária" -- e deixou a garantia de que continuarão a trabalhar para isolar a Rússia enquanto as agressões continuarem e até a guerra terminar, destacando o recente quinto pacote de sanções.

Garantiu também que continuarão a apoiar economicamente a Ucrânia, tendo em conta o nível de destruição do país, nomeadamente a nível humanitário.

O chefe da delegação da UE na Ucrânia adiantou também que os 27 Estados-membros do bloco "já estão a refletir sobre como financiar a reconstrução", sendo que esse processo "já está a ganhar forma também do lado ucraniano".

Relativamente ao impacto das sanções, Remi Duflot deixou a garantia de que enquanto não houver paz elas irão manter-se e disse acreditar que serão "devastadoras para a economia russa".

Madremedia/Lusa

Imagem:DN

Homem condenado à morte escolhe pelotão de fuzilamento em vez de cadeira elétrica

 Richard Bernard Moore passou mais de duas décadas no corredor da morte.

Um prisioneiro da Carolina do Sul que será o primeiro homem a ser executado naquele Estado norte-americano em mais de uma década escolheu um pelotão de fuzilamento em vez da cadeira elétrica, segundo documentos judiciais hoje registados.

Richard Bernard Moore, de 57 anos, é também o primeiro condenado à morte a poder escolher o método de execução, depois de ter entrado em vigor no ano passado uma lei que faz da eletrocussão o padrão e que dá aos prisioneiros a alternativa de enfrentar, em vez disso, três funcionários prisionais com espingardas.

Moore passou mais de duas décadas no corredor da morte, após ter sido condenado pelo homicídio, em 1999, de um empregado de uma loja de conveniência, James Mahoney, em Spartanburg.

Se for executado na data marcada, 29 de abril, será a primeira pessoa morta pelo Estado desde 2011 e a quarta no país a morrer às mãos de um pelotão de fuzilamento em quase meio século.

ADVOGADOS PEDEM ADIAMENTO DA EXECUÇÃO

Numa declaração escrita, Moore disse não considerar que qualquer dos métodos seja legal ou constitucional, mas que se opõe mais fortemente à morte por eletrocussão e só escolheu o pelotão de fuzilamento porque era obrigado a fazer uma escolha.

A nova lei foi motivada pelo intervalo de uma década nas execuções, que as autoridades prisionais atribuem à impossibilidade de obter as substâncias químicas necessárias para administrar injeções letais.

Os advogados de Moore pediram ao Supremo Tribunal estadual que adie a sua execução enquanto outro tribunal determina se algum dos métodos disponíveis é uma punição cruel e incomum.

O seu argumento é que as autoridades prisionais não estão a esforçar-se o suficiente por obter os químicos para injeção letal, obrigando em vez disso os prisioneiros a escolher entre dois métodos mais bárbaros.

Eles pedem igualmente que o Supremo Tribunal estadual adie a execução para que o Supremo Tribunal Federal possa reavaliar se a sentença de morte de Moore foi uma sanção desproporcionada, em comparação com crimes semelhantes.

Os juízes estaduais rejeitaram um recurso semelhante na semana passada.

SIC Notícias

Centro de Aveiro cheio de turistas na Semana Santa

Grande parte dos visitantes são espanhóis, portugueses e franceses.

Um ouvido atento apanha, pelas ruas de Aveiro, muitas palavras em português, francês, "brasileiro", mas acima de tudo conversas em castelhano.

O turismo arrebitou, no centro da cidade, desde o início da semana. Reflexo das férias da Páscoa, em Portugal e em Espanha.

Com a temperatura a ajudar, voltam a encher-se as ruas, as esplanadas e os barcos moliceiros.

As duas últimas Páscoas, com pandemia, foram quase desertas. A de 2022 volta a satisfazer comerciantes  e visitantes.

O ambiente nesta Sexta-Feira Santa faz antever um fim de semana movimentado na cidade.

Ainda assim, dados do Turismo do Centro revelam que no início da semana, a afluência ficou abaixo das expectativas.

Aveiro recebeu, entre sábado e quarta-feira, cerca de um terço dos turistas que procuraram Aveiro na Páscoa de 2019, a última antes da pandemia.

Catarina Lúcia Carvalho e Sérgio Campos/SIC Notícias

GNR recupera 19 viaturas furtadas em Espanha, França, Inglaterra e Suíça

A GNR recuperou esta semana 19 viaturas furtadas em Espanha, França, Inglaterra e Suíça, através do cumprimento de 28 mandados de busca, numa operação que resultou na detenção de um homem e na constituição de outros quatro como arguidos.

Entre segunda e quarta-feira, o Comando Territorial de Viseu, através do Núcleo de Investigação Criminal (NIC), recuperou as viaturas através do cumprimento de mandados de busca nos distritos de Braga, Guarda, Leiria, Lisboa, Porto e Viseu, informa a GNR em comunicado divulgado hoje.

A operação resultou de uma investigação iniciada há mais de um ano, a crimes de furto qualificado, burlas a seguros, recetação, falsificação de documentos, detenção de armas proibidas e fraude fiscal, cumprindo os militares da GNR 28 mandados de busca, dos quais sete domiciliários, 18 em oficinas, armazéns e empresas e três em veículos.

No decorrer da ação foram ainda alvo de inspeção 1.172 veículos e constituídos arguidos quatro homens, entre os 34 e os 56 anos, por recetação e falsificação de matrículas, e detido um homem de 48 anos por posse de arma proibida, que foi constituído arguido, a quem foi apreendida uma pistola, uma soqueira e várias munições.

No âmbito desta investigação, durante o último ano, a GNR diz terem sido cumpridas 45 buscas domiciliárias e não domiciliárias, que resultaram na apreensão de duas caçadeiras, uma pistola, várias munições, gás pimenta, dois bastões extensíveis, uma soqueira e material informático, e inspecionados 1.400 veículos que permitiram recuperar 40 viaturas, furtadas em países europeus.

Madremedia/Lusa

GNR divulga os dadosm provisórios da Operação “Páscoa 2022”

Durante o período de fiscalização e patrulhamento intensivo da Operação “Páscoa 2022”, nos dias 14 e 15 de abril, a Guarda Nacional Republicana registou os seguintes dados:

- 9788 condutores fiscalizados, dos quais, 110 conduziam com excesso de álcool e, destes, 66 foram detidos por conduzirem com uma taxa de álcool no sangue igual ou superior a 1,2 g/l. Foram ainda detidas 56 pessoas por conduzirem sem habilitação legal;

- Das 2234 contraordenações rodoviárias detetadas, destacam-se:

  • 1400 por excesso de velocidade;
  • 188 por falta de inspeção periódica obrigatória;
  • 47 por anomalias nos sistemas de iluminação e sinalização;
  • 70 por uso indevido do telemóvel no exercício da condução;
  • 130 por falta ou incorreta utilização do cinto de segurança e/ou sistema de retenção para crianças;
  • 68 por falta de seguro de responsabilidade civil obrigatório.

Neste período, a GNR registou 386 acidentes rodoviários, de onde resultaram 2 vítimas mortais e 12 feridos graves.

Relativamente aos acidentes que envolveram vítimas mortais registadas pela GNR, a corporação informa o seguinte:

  • Dia 14 de abril, no concelho de Braga, um despiste de velocípede, que resultou numa vítima mortal, um homem de 57 anos;
  • Dia 15 de abril, no concelho de Vila Real, um despiste de motociclo, que resultou numa vítima mortal, um homem de 57 anos;
  • A Guarda aconselha a uma condução atenta, cautelosa e defensiva, para que o período festivo seja passado em segurança.

    A GNR dá conta de que "terá especial preocupação com os comportamentos de risco dos condutores, sobretudo os que ponham em causa a sua segurança e a de terceiros".

    Assim, os militares estarão particularmente atentos:

    • A manobras perigosas;
    • À correta sinalização e execução de manobras de ultrapassagem, de mudança de direção e de cedência de passagem;
    • À utilização indevida do telemóvel;
    • À condução sob a influência do álcool e substâncias psicotrópicas;
    • Ao excesso de velocidade;
    • À incorreta ou não utilização do cinto de segurança e/ou dos sistemas de retenção para crianças;
    • Às condições de segurança dos veículos.

A baleia que estava encalhada na praia de Fonte da Telha morreu

A baleia que arrojou sexta-feira na praia da Fonte da Telha, Almada, distrito de Setúbal, morreu pelas 21:30 e, neste momento, decorrem as operações para a remoção do animal, disse à Lusa o capitão do Porto de Lisboa.

"O animal morreu por volta das 21:30 [sexta-feira] e após essa ocorrência iniciaram-se aqui os procedimentos de remoção da carcaça, sob coordenação da Câmara Municipal de Almada", afirmou à agência Lusa Diogo Vieira Branco.

"A Câmara Municipal de Almada é a gestora deste espaço” e é a esta entidade que “compete proceder à remoção", referiu aquele responsável do Porto de Lisboa, acrescentando que não será "uma operação fácil", dadas as dimensões do animal e as características do terreno.

Diogo Vieira Branco admitiu que a operação, que terá de ser feita em total segurança, deverá demorar algum tempo.

As operações de remoção no terreno estão a envolver cinco máquinas pesadas, segundo a mesma fonte.

Na sexta-feira, por volta das 19:00, o Instituto para a Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) já tinha admitido que o animal poderia acabar por morrer, devido aos ferimentos provocados por um possível abalroamento com uma embarcação.

“Tudo indica que terá sofrido um abalroamento por uma embarcação grande e quando isso acontece, normalmente, os animais acabam por morrer - ou morrem logo pelo impacto ou, se não morrem nos instantes seguintes ao impacto, acabam por morrer mais tarde e foi o que aconteceu a este cachalote”, afirmou a bióloga do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) Marina Sequeira.

Em declarações à Lusa, a bióloga reforçou que, “quanto mais não seja pelos ferimentos que tem, um animal que sofreu um abalroamento dificilmente sobrevive”, e assegurou que, apesar dessa indicação, foram feitos todos os esforços possíveis para salvar a baleia cachalote.

“Desde logo através da atuação, em primeira mão, da Polícia Marítima enquanto o cachalote estava em águas mais profundas, ainda afastado da praia, em que tentaram com embarcações que ele não se aproximasse da praia. Tentaram conduzi-lo para zonas mais profundas, mas o animal não reagiu, portanto não foi possível afastá-lo para o largo e depois acabou por arrojar na praia”, indicou.

A Polícia Marítima foi informada por volta das 09:00 de sexta-feira da existência de uma baleia junto à praia da Fonte da Telha.

Depois de a tentativa de encaminhá-la para o mar, em colaboração com o ICNF, não ter tido sucesso, o animal acabou por encalhar no areal.

Em declarações à comunicação social, na sexta-feira, o provedor do Animal do município de Almada, Nuno Paixão, disse que os arrojamentos destes animais ainda vivos não são uma situação frequente, mas têm sempre uma causa – podem estar doentes ou feridos, ou devido à idade.

O ICNF irá realizar uma necropsia ao cadáver do animal, com quase 15 metros de comprimento e um peso estimado de cerca de 15 toneladas, na próxima segunda-feira.

Fonte e imagem: Madremedia/Lusa

sexta-feira, 15 de abril de 2022

A ADASCA vende inscrições para a Caminhada Maratona da Europa. Amanhã a partir das 9 horas até 18 junto à antiga Câmara de Aveiro

 

Elementos da ADASCA (imagens) é parceira da Maratona da Europa estiveram com a viatura na Praça da República (Aveiro), hoje (Dia 15) a partir das 15 horas, amanhã (Dia 16, Sábado) a partir das 9 horas até às 18 horas, numa acção para angariação de inscrições alusivas à Campanha para os 5kms, com identificação para o efeito.

A ADASCA tem disponíveis 50 inscrições






Metade do valor (5€) reverte a favor desta associação. Uma oportunidade para serem solidários connosco.

Contamos convosco. 964 470 432