terça-feira, 18 de outubro de 2016

PARA PIOR JÁ BASTA ASSIM

Inês Cardoso – Jornal de Notícias, opinião
Durante cerca de um ano, Passos Coelho teve uma narrativa. Este Governo era despesista, as reversões iam desequilibrar as contas públicas, o investimento ia retrair-se perante o radicalismo de Esquerda, o défice dispararia. E depois? Depois o PS acabaria por abandonar o país. Caberia ao PSD o papel difícil, mas necessário e responsável, de voltar ao comando do navio e pôr as contas em ordem.

Com a apresentação do Orçamento do Estado para 2017, o discurso da Oposição fez uma viragem que deita por terra meses e meses desta narrativa sobre despesismo. Eis que a palavra de ordem passou a ser austeridade. Primeiro foi Pedro Passos Coelho a queixar-se que, afinal, "ela" está de volta. Depois Assunção Cristas disse que de facto é isso. Uma austeridade com roupagem diferente, um bocadinho mais à Esquerda, mas em qualquer caso austeridade. E é aqui que o cidadão que tente situar-se neste teatro político e perceber qual a visão de cada partido para o país fica baralhado.

Então a contenção na despesa e o rigor não eram um mal necessário? A dureza dos anos da troika não era o único caminho para endireitar as contas do Estado, depois do descontrolo em que PSD e CDS-PP as tinham encontrado? Passos Coelho e Assunção Cristas prefeririam que este orçamento desse aumentos incríveis à Função Pública, aumentasse a eito as pensões e evitasse mais impostos, fazendo disparar de novo o défice?

Sem o diabo à solta do lado do défice, os líderes da Oposição têm de encontrar novos perigos em que focar a atenção. E nem lhes falta por onde. Os níveis de investimento continuam perigosamente baixos e ainda não foram apresentadas verdadeiras medidas para promover aquilo de que precisamos como de pão para a boca: o crescimento da economia.

O Estado, em rigor, não tem orçamento. Tem um bolo que é reunido à conta de retirar migalhas a cada um dos contribuintes. Sem crescimento, esse exercício será sempre penoso. Ainda assim, é difícil não reconhecer que o modelo proposto para o próximo ano introduz um pouco de justiça social, devolvendo uns tostões a quem mais precisa e procurando ir buscar mais onde faz menos diferença.

É urgente uma Oposição construtiva e criativa, que apresente ideias e propostas em vez de esperar pelas desgraças do poder. Sem isso, a sua existência torna-se vazia. E até desnecessária como alternativa. Austeridade por austeridade, para pior já basta esta.

*Subdiretora

MAIORIA DOS AÇOREANOS NÃO VOTARAM, CONSEQUÊNCIAS ZERO PARA OS POLÍTICOS

As eleições regionais realizadas ontem nos Açores demonstraram a pouca vergonha que grassa na política portuguesa e a ausência da mesma nos políticos do país. Quase 60 por cento dos eleitores demonstraram aos políticos açoreanos (neste caso) a sua desconfiança e recusaram passar-lhes a procuração de defesa dos seus direitos, liberdades e garantias. Em defesa da democracia e dos interesses por que se deviam pautar os deputados regionais. Maioritariamente, em números alargados, os eleitores açoreanos recusaram eleger os políticos e os partidos que os têm (des)governado ao longo de décadas – especificamente os deputados autárquicos do PS, do PSD e do CDS.

“Porque o voto é uma arma decidimos não votar, para não entregar a nossa arma aos que não a merecem e ficarmos indefesos”, disseram muitos dos eleitores nos Açores.

O desenho da democracia vigente (que muito deve à democracia de facto) permite a abstenção eleitoral mas sem que as consequências dessa opção dos eleitores recaia sobre os partidos políticos e os políticos que estão em concurso eleitoral. Os eleitores manifestam claramente a sua falta de confiança nos partidos e nos políticos mas esses mesmos que não inspiram confiança são considerados eleitos para a tarefa de se governarem e governarem os que os rejeitam por falta de confiança.

“Se só 40 por cento dos deputados foram eleitos deviam ser só esses a preencher a assembleia. Os outros 60 por cento deviam representar a abstenção, a desconfiança e recusa dos eleitores naqueles deputados propostos pelos partidos. As cadeiras deviam ter por significado isso mesmo e ficarem vazias. A assembleia devia ter só presentes os 40 por cento eleitos em vez fazerem batota com a interpretação de que os eleitores não lhes enviaram a mensagem de que não confiam neles para ali estarem. Ali e no governo, por inerência. Assim, a opção democrática de demonstrar a recusa de eleger  aqueles partidos é desvirtuada. Eles tornam-na inconsequente. Ora digam lá que democracia é esta?” Ouvia-se com frequência entre os que em consciência se abstiveram por não confiarem nos políticos e partidos propostos nas listas eleitorais.

Como se nada de anormal tivesse acontecido, a abstenção dos eleitores foi lamentada pelos políticos mas foi inconsequente. “Até assim eles conseguem manter os “tachos” e enganar-nos, passando comprovativo de que são eles que querem, podem e mandam. Eleições de palhaçada, é o que é.” Desabafam alguns dos eleitores que defendem as consequências para os partidos e os políticos que rejeitam eleger e expressam através da abstenção do voto que lhes pertence e que em consciência foi usado na abstenção, por opção política e democrática.

Walter Leal da Câmara, nos Açores

Abstenção nos Açores atingiu os 59,1%, valor mais alto de sempre

A abstenção atingiu, este domingo, 59,16% nas eleições regionais dos Açores, um recorde absoluto nestes sufrágios, superando os 53,34% de abstenção em 2008, que era até agora o valor mais elevado.

Dos 228.160 inscritos, apenas foram hoje às urnas 93.189 eleitores e 134.971 abstiveram-se. Nas eleições de 2012, a abstenção situou-se nos 52,14%, com 117.371 eleitores dos 225.127 inscritos a optarem por não votar.

A mais alta taxa de abstenção de sempre nas regionais açorianas tinha-se registado em 2008, quando 53,34% dos eleitores, 192.943, não foram às urnas.

Em 2004, a abstenção foi mais baixa, de 44%, 85.571 eleitores, e, nas eleições de 2000, foi de 46,7%.

A taxa mais alta de participação registou-se nas eleições de 1980, com uma abstenção de apenas 22,9%.

Quatro anos depois, em 1984, a abstenção subiu para 37,6%, representando 64.389 eleitores. O número de abstencionistas voltou a subir em 1988, para 74.165, uma percentagem de 41,1%.

Nas eleições de 1992, a taxa de abstenção foi de 37,8%, 69.454 eleitores, e nas regionais de 1996 esta taxa passou a barreira dos 40%, quando 78.184 eleitores não foram votar.

As primeiras eleições regionais, em 1976, já tinham registado uma taxa alta de abstenção, de 32%, representando 52.851 eleitores em 162.677 inscritos.

Jornal de Notícias

Divulgação Semanal CAE Portalegre


10 anos de CAE Portalegre

Divulgação Semanal
Programação do Centro de Artes do Espetáculo de Portalegre

Mais info em: http://caeportalegre.blogspot.pt/
Facebook : https://www.facebook.com/CAEdePortalegre
22 OUT. SÁB. 21.30H
Pedro Moutinho – “O Fado em Nós” – Tour de Apresentação
Fado | GA | 12 € | M/4 anos
10 anos de CAE Portalegre


Com seis álbuns aclamados pela crítica e um Prémio Amália em carteira, Pedro Moutinho já provou que o caminho que percorre é apenas seu e nada deve ao apelido que partilha com os irmãos Carlos e Hélder.
Pedro Moutinho está aí com um novo trabalho – “O Fado em Nós”. Gravado no coração das memórias fadistas - o Museu do Fado - fora da convencionalidade dos estúdios, com a colaboração de poetas de sempre, como Fernando Pessoa ou Alexandre O'Neill e ainda Manuela de Freitas, Amélia Muge ou Maria do Rosário Pedreira.
21 OUT. SEX. 23H
Ratere
Rock Psicadélico / Pós-Rock | CC | 4€ | M/12 anos
10 anos de CAE Portalegre


Depois de um ano a percorrer estradas intergalácticas com o EP Super Power Satellite, a máquina RATERE regressa em 2016 com toda a electricidade. Eis o seu primeiro longa-duração, POTA.
“A exploração sónica dos Ratere é uma fantasmagoria sublime do carrossel rockeiro: a mecânica do Krautrock mais bruto com a dinâmica de uma eletrónica de doutrina analógica; o riff indie-rock a conduzir a viagem espacial por entre detritos cósmicos de rock psicadélico, pós-rock e punk-rock abrasivo.”
22 OUT. 23H
Alenvibes
Reggae | CC | 6€ / Venda antecipada 4€ | M/12 anos
10 anos de CAE Portalegre


Por se considerar a Jamaica um país tão enriquecedor a nível cultural, surge o Alenvibes.
Poderão ser vistas exibições de filmes e documentários sobre a Jamaica e a sua cultura. Será também instalado no Café- Concerto um showcase de música e soundsystem, com Rig Smith (G.B.), nas operações. Na receção, para visita ao público, com entrada gratuita, a organização conta ter uma exposição nova sobre o tema todos os meses.
CINEMA CAEP.
Morada: Praça da Republica nº 39, 7300-109 Portalegre
Tel: 245 307 498 
Blog: http://caeportalegre.blogspot.pt/
Facebook: https://www.facebook.com/CAEdePortalegre

Nueva línea de audífonos inalámbricos de GINGA listos para conectarse con los smartphones más novedosos


by Yesica Flores
*Brindan una excelente calidad de sonido con un diseño más urbano
México D.F. Septiembre, 2016.- Ginga, empresa 100% mexicana dedicada al desarrollo de productos innovadores y vanguardistas en el mercado de movilidad, presentó en el marco de su Trade Show 2017, su línea de audífonos DJ inalámbricos, como parte de su nueva familia de productos URBAN.
URBAN será el nombre de su nueva familia de productos, la cual manejará combinaciones de colores más neutros que permitan ser utilizados tanto por chicas como chicos. Estos nuevos diseños, desarrollados exclusivamente por GINGA, ya no se limitará a sólo dos colores, como anteriormente se había hecho con POP, Colors y Spring, por lo que se añade un color más lo cual le proporciona más dinamismo.
Los audífonos DJ tienen diadema ajustable y acolchonada para proporcionar la mayor comodidad al utilizarlos. La conexión es vía Bluetooth y tiene opción de entrada auxiliar de 3.5mm. Son compatibles con MP3 y MP4, iPod, iPhone, reproductores de CD, entre otros. Tiene función de manos libres por lo que permitirá responder llamadas y un alcance de 10 metros. Incluye batería recargable a 250mAh.
Todos los audífonos DJ URBAN ya se encuentran disponibles en sus 22 tiendas en la República Mexicana, así como tiendas de retail y almacenes de prestigio.
Acerca de Ginga:
Ginga Group es una empresa 100% mexicana con 20 años en el mercado dedicada al diseño y producción de accesorios innovadores de audio, cómputo y telefonía. Cuenta con 22 sucursales en México con representación en ciudades como: León, Oaxaca, Puebla, Hermosillo, Villahermosa, Monterrey, Querétaro, Toluca, Tijuana, Guadalajara, Coatzacoalcos y Ciudad de México. Asimismo, tiene más de 50 licencias en México y Latinoamérica entre las que destacan Hello Kitty, NFL, Lamborghini y DC Comics.

Cuenta con un corporativo en la Ciudad de México, almacenes de distribución en el país y diferentes plantas de producción en China, dando como resultado mayores niveles de calidad en producción y servicio.
Para más información, visite la página http://www.ginga.com.mx y únase a sus redes sociales en Facebook y Twitter.
Yesica Flores | octubre 17, 2016 a las 2:55 pm | Etiquetas: GINGA | Categorías: Productos

Nota da JF Praia de Mira sobre os resultados do “Orçamento Participativo 2016”

"Orçamento Participativo - Clube Náutico da Praia de Mira
Resultado de imagem para Nota da JF Praia de Mira sobre os resultados do “Orçamento Participativo 2016”
A Junta de Freguesia da Praia de Mira vem dar os Parabéns ao Presidente do Clube Náutico da Praia de Mira e a todos os seus membros. Esta vitória no Orçamento Participativo demonstra união, determinação e ambição positiva. Sabemos que estes sentimentos não existem por egoísmos, mas sim por uma grande vontade de dar melhores condições aos nossos atletas. Assinalamos isso!
A Praia de Mira está de parabéns! Ficou demonstrado que quando pretendemos alguma coisa e nos unimos um pouquinho tudo é possível. Que venham mais conquistas.
Também o “Abrigo de Carinho, Associação Amigos dos Animais” está de parabéns tendo tido uma participação bastante digna tendo obtido 70 (setenta) votos. Desejamos que numa próxima oportunidade estes projetos possam ser concretizados.
Parabéns a todas as propostas e a todos os que participaram.
Agora aspiramos que estas verbas sejam aplicadas rapidamente. Esperamos que o Orçamento Participativo se torne uma realidade.
ORÇAMENTO PARTICIPATIVO 2016
RESULTADO FINAL
1.º Plano de Apetrechamento do Clube Náutico da Praia de Mira – 467 (quatrocentos e sessenta e sete) 
2.º Regeneração Urbana de Cabeço e Portomar – 284 (duzentos e oitenta e quatro)
3.º Requalificação do Largo da Igreja Velha – Seixo - 168 (cento e sessenta e oito)
4.º Construção de Abrigo de Animais Errantes – 70 (setenta)
5.º Quinta Lúdico-pedagógica Intergeracional – 12 (doze)

Junta de Freguesia da Praia de Mira"
Mira Online | Outubro 17, 2016 às 11:18 pm

Macroscópio – Orçamento do Estado: então vamos lá fazer um ponto da situação

Macroscópio

Por José Manuel Fernandes, Publisher
Boa noite!

Eu sei. Depois de um fim-de-semana de mil e uma notícias, análises e comentários sobre o Orçamento do Estado para 2017 é natural que muitos dos meus leitores já estejam saturados. Tantos números e tantos impostos depois compreende-se. No entanto julgo que, mesmo assim, vale a pena fazer um esforço de sistematização, não de toda a informação disponível – para isso apágina especial do Observador sobre este OE tem muitas dezenas de artigos a esmiuçar o document até ao mais ínfimo detalhe –, mas sim das leituras analíticas e críticas que foram sendo produzidas. Sendo que os interessados podem sempre aceder aquiaos documentos (na íntegra) entregues por Mário Centeno sexta-feira no Parlamento.
 
Para ter uma ideia geral do significado das escolhas deste OE uma das melhores introduções é o Especial do Observador O regresso da austeridade. A análise de Helena Garrido ao Orçamento do Estado. Onde se diz, em resumo, que “A austeridade regressa disfarçada de “taxas e taxinhas”. A proposta de Orçamento do Estado para 2017 é mais credível que a de 2016, e está ajustada àqueles que são os condicionalismos financeiros da economia portuguesa e às regras europeias. É um Orçamento contraccionista e segue até aquilo que os economistas consideram como as melhores práticas: quando a economia está a aquecer o Estado deve arrefecê-la com a política orçamental. Só não é assim porque o crescimento da economia portuguesa é anémico, estando perigosamente perto da estagnação.”
 
Para além deste trabalho de fundo, o Observador realizou mais seis Especiais:
 
Deixando os trabalhos mais informativos, passemos a uma selecção de textos de interpretação e opinião. Não os arrumarei por nenhuma ordem especial, apenas tentarei dar uma ideia de qual o seu conteúdo e ponto de vista:
  • O Jogo do Rapa. António Barreto, mais do que analisar este Orçamento em concreto, debruça-se sobre a forma como foi negociado entre os aliados e como isso é essencial para todos os que apoiam esta solução de Governo: “O Orçamento é a folha de contabilidade de mais de metade da economia portuguesa: competir por fatias de orçamento é lutar pela divisão de poder, pelos interesses das classes e pelos ganhos e perdas. Como pouca coisa vive fora do Orçamento, é o prato essencial. (…) As discussões que se conhecem e de que a imprensa se fez eco são relativas aos pagamentos ao Estado ou do Estado. Não há praticamente quem queira debater a economia, a actividade das empresas, os planos de investimento, as prioridades industriais e de serviços ou as condições de crédito à actividade económica. (…) Na verdade, a discussão aproximou-se muito daquele antigo Jogo do Rapa, em que o pião ditava a sorte de cada jogador: Rapa, Deixa, Tira e Põe!” (Diário de Notícias)
  • A TINA e as TIAS. Paulo Trigo Pereira, deputado eleito pelo PS, defende neste texto que, mesmo cumprindo as regras europeias, há alternativas, e que estas são melhores. Contudo… “Os dois últimos OE mostram que é possível fazer diferente (TIA, There Is Alternative), mas que isso não é sustentável a prazo se não houver também uma TIA à escala europeia dentro de poucos anos.” (Observador)
  • O infindável aumento de impostos e uma estratégia falida. Miguel Morgado, deputado do PSD, escreve que este OE resulta da falência da aposta no consumo privado, pelo que restou aumentar impostos e gerir o curto prazo: “Pensávamos que a emergência financeira ficara para trás, e que podíamos concentrar-nos na discussão em torno da aceleração do crescimento, da atracção do investimento, do estímulo à poupança e da prossecução de um segundo ciclo de reformas estruturais – e da redução dos impostos; não do seu aumento perpétuo.” (Público)
  • Um orçamento contra a economia. Outra vez. O meu próprio ponto de vista onde defendo que o caminho alternativo seguido pela actual maioria está ter um custo muito elevado para o país, começando por citar o caso da matéria colectável em sede de IRC dos rendimentos do alojamento local, que sobre 775%: “Este OE vai buscar dinheiro onde mais dói à economia. Não em nome da igualdade, mas das clientelas. Pior. Percebe-se que enquanto houver um “ainda” que falta taxar, quem manda mostrar-se-á insaciável.” (Observador)
  • Eles não enlouqueceram. Pedro Santos Guerreiro faz uma análise detalhada das medidas e do seu timing, isto é, da forma como “reversões”, impostos e aumentos de pensões são escalonados ao longo do ano, fazendo disso uma leitura orçamental e política: “Alguns impostos descem, mas devagar. Outros impostos sobem, mas sem ofensa. As pensões sobem, mas pouco. Distribuído já o mal pelas aldeias, distribui-se agora a aldeia pelos males. Com calendário previdente: tudo o anunciado para daqui a meses poderá ser revertido. É que em outubro há eleições. E “o mundo mudou” sempre depois das eleições”. Isto porque “É um orçamento de quem já não tem cinto nem suspensórios e se agarra às calças com as mãos.” (Expresso)
  • Coincidências orçamentais. Vítor Costa analisa também o timing de muitas medidas orçamentais: “Em Agosto do próximo ano, cerca de um milhão e meio de pensionistas receberá um aumento de dez euros. Quando forem pagos os salários de Outubro, dos mais de cinco milhões de agregados que pagam sobretaxa de IRS (dados de 2014), apenas cerca de 12 mil ainda manterão a sobretaxa por mais um mês. (…) Por certo o Governo terá fortes razões para os timings que propõe para executar estas medidas. (…) Mas faz-nos pensar que, tal como em 2001, em 2017 há eleições autárquicas que se vão realizar entre Setembro e Outubro.” (Público)
  • Um orçamento com um lado B. António Costa defende que a mudança de estratégia orçamental terá consequências e que estas só poderão ser imputadas ao Governo: “O orçamento de 2017 é um instrumento de engenharia financeira com preocupações eleitorais e não um plano de incentivo à captação de investimento e emprego, ao crescimento económico. É um orçamento para um ano, se calhar menos ainda, é um orçamento de resistência, à espera do desgaste da oposição à Direita e domesticação à Esquerda.” (Eco)
  • O bom aluno agora é de esquerda e gosta de armar em rebelde. Paulo Ferreira faz uma análise do timing das várias medidas deste OE, chegando à conclusão que o seu calendário está determinado por grandes incertezas: “A gestão da sobretaxa e das pensões mostra como já passámos de uma sobrevivência orçamental ano a ano para uma navegação ao trimestre ou ao mês. Porque o dinheiro não dá para mais, claro.” (Observador)
  • Um forte desincentivo à caça ao coelho. Luís-Aguiar Conraria, professor de Economia na Universidade do Minho, considera que este Orçamento nos trás algumas boas notícias, como o facto de o BE e o PCP estarem dispostos a aprovar um Orçamento que prevê um défice orçamental de 1,6%, mas que há um preço a pagar para se atingirem os objectivos propostos: “Como é que estas metas são possíveis? Aumentando muitos impostos, taxas e taxinhas. Até os impostos pagos pelas balas vão aumentar — uma excelente notícia para coelhos, tordos, lebres, javalis e rolas.” (Observador)
  • Um orçamento habilidoso. Ricardo Arroja, economista, defende que este OE não evitará um confronto com Bruxelas por causa dos pressupostos macroeconómicos e do défice estrutural: “Onde antes (programa de estabilidade) se esperava que as despesas e as receitas totais das administrações públicas em 2017 representassem 44,8% e 43,4% do PIB, respectivamente – um défice público de 1,4% do PIB –, espera-se agora (OE) que as mesmas rubricas ascendam a 45,7% e a 44,1% – um défice público de 1,6%.” (Eco)
  • Um orçamento possível mas pouco plausível. Francisco Veloso, director Católica - Lisbon School of Business and Economics, argumenta que o cenário macroeconómico em que se baseia o OE tem grandes riscos, podendo mesmo ser considerado irrealista: “O orçamento aponta para 1,2 pontos percentuais de crescimento do PIB para 2016 e 1,5 pontos percentuais para 2017. Estimativas recentes do FMI e do NECEP/CATÓLICA apontam para um crescimento de 0,9 pontos percentuais em 2015 e 1,1 pontos percentuais em 2016. Embora os valores do Governo sejam estatisticamente possíveis, representam um desvio de 0,7 pontos percentuais nos dois anos face às previsões centrais dos dois estudos independentes. Este hiato é significativo, sendo superior aos 0,6 pontos percentuais de redução do défice estrutural exigidos por Bruxelas para 2017.” (Jornal de Negócios)
  • Uma política orçamental de serviços mínimos. Bruno Faria Lopes argumenta que esta proposta de OE depende em exclusivo do “vento a favor” de receitas e poupanças que não dependem do Governo, sendo por isso “uma proposta com grau zero de ambição, que ilustra como as decisões nesta área estão totalmente paralisadas pelas restrições sobre a liberdade de actuação do PS. A morte da agenda de corte de despesa é oficial. A despesa sobe, a receita sobe ainda mais e tudo está pendurado num PIB que continua anémico.” (Jornal de Negócios)
  • OE 2017: de mal a pior. André Azevedo Alves faz uma análise mais política das escolhas orçamentais, concluindo que “Esta proposta de Orçamento premeia quem vive mais próximo do Estado e comunica de forma clara e inequívoca que Portugal não está interessado em produtores e acumuladores de riqueza.” (Observador)
  • Ocupa o poder, não exerce o poder. Joaquim Aguiar, economista e gestor, defende que o Orçamento está desfasado dos tempos que vivemos: “Ocupa o poder, mas não exerce o poder. Há quatro décadas que o modelo socialista distributivo quer ignorar que a alteração das condições do modelo de desenvolvimento (…) teria de implicar a conversão desse modelo de desenvolvimento para o modelo competitivo da economia aberta (…) e integrada (assumindo a disciplina do mercado e da moeda comuns).” (Jornal de Negócios)
  • O Orçamento do Chumbo. José Gomes Ferreira dedica a sua crónica a todos os novos impostos que aí vêm: “O Orçamento do Estado de 2017 atira sobre muita coisa que mexe. E atira sobre muita coisa que está parada. Atira uma nova taxa sobre o chumbo das munições. Cada cartucho passa a pagar dois cêntimos de munições ao Estado. Seja o tiro sobre um alvo preso à parede ou sobre uma pobre perdiz a voar. Mas os caçadores não escapam a um novo imposto. Também são caçados.” (Expresso)
 
Cumprido este serviço público de vos ajudar a navegar por entre o muito que se escreveu nestes três dias sobre o Orçamento do Estado, finalizo com uma pequena nota, uma referência à forma como aqui os nossos vizinhos olham para o nosso debate. Faço-o utilizando a abordagem do El Español, que escolheu um título que traduz alguma inquietação: Los impuestos que entran en Portugal (y pueden llegar a España). Em concreto, interroga-se depois, “Nuevos tributos sobre los inmuebles, el alcohol, las viviendas de uso turístico, las municiones, incluso los refrescos... ¿Ha llegado la austeridad de la izquierda al país vecino?
 
A resposta está em muitas das análises que citei neste Macroscópio, pelo que no El Español só retenho mais a rápida adopção da nossa nova linguagem fiscal, crismando já os nossos novos impostos de “Coca-Cola” e “Lucky Luke” e a taxa de “Airbnb”.
 
Mas por hoje chega de Orçamento e de sugestões de leitura. Tenham bom descanso. 

 
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Cuando un extraño abre tu puerta


by Yesica Flores
Aproximadamente cada 6 minutos se denuncia en México un nuevo caso de robo a casa habitación
(Fuente: Observatorio Nacional Ciudadano)
Por: Alejandro Loera
Gerente de Negocios para Latinoamérica y el Caribe de Keri Systems
Las mejores temporadas están por comenzar, ocasión para reuniones familiares, comidas o cenas para festejar un año más, colmado de éxitos o no tantos, escapadas de fin de semana para visitar ese pueblo mágicamente embellecido para atraer a los amantes del “mexican curious”, o por qué no, salir de viaje unos días a ese destino de playa para retomar el bronceado ya perdido hace largo tiempo. Sin duda, excelente temporada para encontrar tu casa sola y desprovista de seguridad alguna.

robo
Hace poco escuchaba un comentario que en un principio me pareció un tanto enfermizo, más por lo que representa que por el pragmatismo de la idea, “piensa como ladrón para evitar ser victimizado” decía, al menos esa era la idea general, y observando los resultados que varios medios nacionales e internacionales han presentado recientemente en torno a la seguridad en México, donde arrojan principalmente 2 datos importantes: El mexicano gastó más en seguridad, más de 700 millones de dólares contra el mismo período del año pasado y además efectivamente el mexicano no denuncia, según datos del INEGI, 94 de cada 100 delitos cometidos en el país nunca llegan a manos de la autoridad. Debemos de estar haciendo algo muy mal y ciertamente eso de pensar como amante de lo ajeno no se nos está dando.
La inseguridad como motor de la Industria
El robo a casa habitación va en ascenso, según información obtenida por el Observatorio Nacional Ciudadano, en julio pasado se registraron un total de 6815 robos a casa habitación, los cuales representan dos cosas: un 2% más robos que en el mes de junio y según la información del INEGI, vendría siendo sólo el 6% de los robos totales a casa habitación en el territorio, según el precedente anteriormente destacado.
220 robos promedian al día según estas cifras, este escenario ha traído como resultado a la geografía citadina auténticos guetos, prisiones privadas donde la sociedad se auto recluye con la esperanza de estar haciendo lo mejor para evitar ser parte de las estadísticas. Si bien es complejo concebir la mentalidad de este tipo de gente, sí podemos echar mano de la tecnología para anticipar, disuadir y bloquear.
En el caso del control de acceso la tecnología ha conseguido desde hace ya un tiempo una significativa evolución, consiguiendo en particular la correcta distribución y comprensión de la información a través de los distintos sistemas interconectados. El mover dicha información desde el software base y del servidor y hacerla llegar a la red de controladores se consigue gracias a la tecnología TCP/IP.
Estos avances nos permiten tener toda una serie de soluciones interconectadas en perfecta sincronía, como mandos a distancia para el control de puertas, rejas o vallas. Estos accesos son activados al recibir la comprobación de los sistemas de videovigilancia integrados con softwares de reconocimiento facial y lectores de placas, adicionalmente se puede echar mano simultáneamente de lectores biométricos y tableros numéricos. La automatización inteligente de la que estamos hablando nos ofrece la perfecta ocasión para evitar meternos en la mente criminal y dejar a la tecnología hacer el trabajo sucio que ponga a raya a las estadísticas.
En caso de que se necesite información extra, los expertos de Keri Systems siempre estarán a disposición de sus clientes para apoyarles. Número Internacional favor de llamar al: +1(786) 331 8775

Acerca de:
Keri Systems es el fabricante independiente líder en América del Norte de control de acceso y sistemas de seguridad integrados. Fundada en 1990, Keri ha dado atención a clientes en más de 90 países con requerimientos desde una hasta miles de puertas repartidas por todo el mundo, con credencialización con foto integrada, entrada telefónica, video y mucho más.

Yesica Flores | octubre 17, 2016 a las 2:53 pm | Etiquetas: extraño abre tu puerta