sexta-feira, 20 de abril de 2018

Parceria com sector social reforçada

Cuidados continuados e saúde mental figuram como prioritários.
O Governo assinou, esta sexta-feira, 13 de abril, a Adenda ao Compromisso de Cooperação para o Sector Social e Solidário para o biénio 2017-2018, reforçando a parceria com estas instituições.
Para a área da saúde, o Compromisso de Cooperação define como áreas prioritárias:
  • Alargamento da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados, mediante um adequado planeamento territorial. Serão aumentadas as respostas na área da saúde mental, constituindo-se as instituições do sector social e solidário como parceiras relevantes.
  • Fomento das intervenções na área da saúde mental, de modo a alargar a rede de cuidados continuados integrados de saúde mental, de acordo com a legislação em vigor e mediante uma avaliação das experiências piloto recentes.
  • Expansão da resposta em cuidados continuados a todos os grupos etários e melhoria da integração da Rede, assumindo as respostas pediátricas um carácter prioritário.
  • Reforço da resposta pública, no âmbito dos cuidados de saúde primários, por via do recurso ao sector social e solidário, de modo a colmatar as carências existentes, temporalmente definidas.
  • Implementação da Estratégia Nacional para o Envelhecimento Ativo e Saudável, constituindo-se as instituições do sector social e solidário como parceiras privilegiadas.
  • Prestação de cuidados de saúde hospitalares, reconhecendo o Estado que a participação ativa das instituições do sector social e solidário obedece, nesta área, a critérios de qualidade e eficiência semelhantes aos hospitais EPE (entidades públicas empresariais), em estreita cooperação, de acordo com o princípio da subsidiariedade.

Reitera-se, deste modo, a prevalência dos princípios de transparência, de confiança e de partilha de um plano estratégico, no âmbito do desenvolvimento social, para garantir a sustentabilidade das instituições do sector social e a acessibilidade aos serviços e respostas sociais por parte dos cidadãos, mantendo a qualidade dos serviços prestados.
O documento foi assinado na reunião plenária da Comissão Permanente do Sector Social e Solidário, em Lisboa, pelos Ministros da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Vieira da Silva, e da Saúde, Adalberto Campos Fernandes, e representantes da Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade, da União das Misericórdias Portuguesas, da União das Mutualidades Portuguesas e da Confederação Cooperativa Portuguesa.
Na base deste compromisso está a renovação dos princípios do Pacto para a Cooperação e Solidariedade, assinado em dezembro de 1996, que exprime o entendimento que durante décadas regeu a parceria entre o Estado e as instituições sociais.

Para saber mais, consulte:

Metro do Porto admite encerrar linhas se greve na EMEF continuar

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A Metro do Porto admitiu hoje encerrar algumas linhas caso a greve dos trabalhadores da Empresa de Manutenção de Equipamento Ferroviário (EMEF) "não venha entretanto a ser desconvocada".

Segundo fonte oficial da transportadora, "embora não seja parte neste diferendo entre trabalhadores e a sua entidade patronal, a Metro do Porto fará tudo o que estiver ao seu alcance para assegurar a melhor capacidade e qualidade de serviço possíveis".

A Metro do Porto, acrescentou a fonte, "continuará nas próximas horas e dias a prestar e a atualizar toda a informação relativa às condições de funcionamento da sua rede".

Na segunda-feira, Paulo Milheiro, do Sindicato Nacional dos Trabalhadores Ferroviários (SNTF), disse à Lusa que, por falta de manutenção, "dos 72 veículos existentes [no metro do Porto] estão a andar menos de 40", sendo que, "no final do mês, provavelmente não haverá metro".

"Os metros vão saindo de linha conforme as avarias e depois chegam às oficinas e não têm ninguém para fazer a manutenção", explicou o dirigente sindical.


Naquele dia, fonte oficial da Metro do Porto confirmou que a greve na EMEF "tem provocado impacto na operação" da empresa.

Na sua página na internet, a empresa refere que, pelo menos, desde há duas semanas as suas linhas estão "condicionadas", existindo "redução de frequências e alterações de horários, devido à greve dos trabalhadores da EMEF (empresa responsável pela manutenção dos veículos)".

Segundo o sindicalista, a frota da Metro do Porto é composta por 102 viaturas, já que aos 72 veículos do modelo 'Eurotram' se juntam 30 do modelo 'tram train', sendo que a paralisação nas oficinas do Norte da EMEF tem sobretudo afetado a operação atualmente em curso de revisão de frota dos 72 'Eurotram'.

O mesmo dirigente explicou na segunda-feira que as perturbações na circulação do Metro do Porto são ainda resultado da greve de três horas por turno que decorreu de 29 de março a 12 de abril nas oficinas de Guifões, em Matosinhos, mas a situação não chegará a normalizar perante a paralisação que teve início na terça-feira e se prolonga até ao fim do mês, desta feita nas duas oficinas da EMEF no Norte (Guifões e Contumil).

Antes disso, os trabalhadores das oficinas de Guifões e Contumil já tinham estado em greve entre 12 e 16 de março, estando atualmente em curso (desde o passado dia 07 até dia 22) uma outra greve nas oficinas dos Alfa pendulares em Contumil.

Fonte: Lusa
Foto: © Wikimedia Commons



Renamo e seu candidato já governam em Nampula

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Paulo Vahanle, há duas semanas proclamado vencedor da segunda volta da eleição intercalar na cidade de Nampula e, por conseguinte, presidente do mesmo município, foi investido na quarta-feira (18) ao cargo para o qual foi eleito, para os próximos seis meses. O Movimento Democrático de Moçambique (MDM) e o edil interino deste mesmo partido, Américo Iemenle, já entregaram as pastas.
Assim, caiu o pano da eleição intercalar em Nampula e cessam as peripécias que levaram a que a chamada capital do norte tenha dois edis interinos em pouco tempo.
O novo “dono” daquele município é um político, professor, deputado da Assembleia da República (AR) pela Renamo e membro da Comissão Permanente deste órgão legislativo. Tem 57 anos de idade.
Ele eleito com 58,60% de votos, contra 41,40% do seu adversário da Frelimo, Amisse Cololo.
Na sua investidura, testemunhada pela ministra do Trabalho Emprego e Segurança Social, Vitória Diogo, em representação do Governo Central, Paulo Vahanle recebeu as chaves da urbe e a bandeira da edilidade, a lei autárquica, a bandeira e a Constituição da República de Moçambique.
Ele, natural da província de Nampula, disse que o compromisso do partido a que pertence é traduzir o programa de governação em actos concretos (...) que possam propiciar o bem-estar e a prosperidade aos munícipes.
Todavia, para tal é necessário que haja “colaboração de todos”, porque a capital do norte “precisa de cada um de nós”.
Por sua vez, Vitória Diogo lembrou ao novo edil que administrar uma cidade como Nampula exige “um conjunto de obrigações que passa pela estreita e rigorosa observância da lei”.
Ademais, Vahanle e a sua formação política foram exortados no sentido de pautarem pela boa gestão da coisa pública e comprimento de trabalhar para a melhoria da vida dos cidadãos. A prestação de contas não deve ser só orientada para os eleitores da Renamo, mas sim, de todos os residentes de Nampula.
Num outro desenvolvimento, a governante disse que a gestão das comunidades deve ser inclusiva e haja respeito pelos princípios de igualdade e imparcialidade no seu tratamento.
Recorde-se que a 10 de Outubro deste ano o país realizará as quintas eleições autárquicas.

Fonte: Jornal A Verdade, Moçambique

Procuradora Geral da República vai informar que o processo das dívidas ilegais teve nenhum desenvolvimento

Arquivo
A Procuradora Geral da República (PGR), Beatriz Buchili, deverá revelar nos próximos dias aos moçambicanos que o processo nº 1/PGR/2015, relativo às dívidas ilegais das empresas Proindicus, EMATUM e MAM, teve quase nenhum desenvolvimento desde o seu último Informe à Assembleia da República (AR) e que o relatório integral da Auditoria da Kroll vai continuar no segredo da justiça... quiçá até depois das Eleições Gerais de 2019!
Quando a 19 de Abril de 2017 a “guardiã” da Legalidade em Moçambique foi a plenária da AR apresentar a sua Informação Anual a consultora Kroll ainda não havia apresentado o seu relatório sobre a Auditoria que realizara à pedido da PGR às três empresas estatais que ilegalmente endividaram o nosso país em mais de 2 biliões de dólares norte-americanos.
O @Verdade sabe que as constatações sumarizadas do relatório serão os únicos desenvolvimentos que Beatriz Buchili vai apresentar na sua Informação Anual aos deputados da chamada “Casa do Povo”, embora tenham decorrido 11 meses desde que recebeu a Auditoria que confirmou o que o povo já sabia: nenhuma das Garantias Soberanas fornecidas aos bancos Credit Suisse e Vnesh Torg Bank foram submetidas e aprovadas pelo Parlamento como determina a Constituição da República.
A PGR não deverá aprofundar mais do que já é do domínio público relativamente ao relatório parcial da Kroll. Deverá referir que a selecção dos bancos e contratação das empresas fornecedoras dos barcos e outros serviços não respeitou as normas de procurement vigentes, que actos e contratos foram executados sem a fiscalização prévia e obrigatória do Tribunal Administrativo, que pagamentos indevidos aconteceram, que foram apuradas divergências nos preços dos equipamentos e serviços adquiridos, que as três empresas estão inoperantes e assim deverão continuar, e ainda que parte do dinheiro não foi possível apurar como foi gasto.
Mesmo na posse da Auditoria Forense a PGR dirá que continua sem acusar formalmente a ninguém, nem mesmo os funcionários do Estado que todos sabemos assinaram as Garantias Soberanas e os contratos dos empréstimos, e irá dizer aos representantes do povo que apenas apurou factos que indiciam a prática de actos susceptíveis de consubstanciar infracções financeiras e por isso denunciou esses agentes do Estado ao Tribunal Administrativo.
Relatório integral da Auditoria da Kroll vai continuar no segredo da justiça
Paradoxalmente, e embora Beatriz Buchili reconheça que a emissão das Garantias Soberanas sem a devida autorização da Assembleia da República constitui uma violação da alínea p) do número 2, do artigo 179, da Constituição da República, não afirmará na VII Sessão Ordinária da VIII Legislatura da AR que as dívidas da Proindicus, EMATUM e MAM são ilegais.
A Procuradora Geral da República irá justificar a não publicação na íntegra do relatório da Auditoria que a Kroll realizou pelo risco de violação do segredo da justiça e presunção de inocência e deverá afirmar que a instrução preparatória, cujos prazos há muito foram ultrapassados, prossegue para o esclarecimento e responsabilização dos factos de natureza criminal.

Continuando a ignorar que os mandantes, os arquitectos e os executantes das dívidas ilegais continuam em Moçambique, um deles até sentado no Parlamento como se tivesse dignidade para representar o povo, Beatriz Buchili irá discorrer sobre uma aguardada colaboração com as autoridades judiciárias estrangeiras.
No entanto importa recordar que mesmo sem a Auditoria Forense ou sem o relatório da Comissão Parlamentar às Dívidas a PGR, através de uma análise aos documentos na posse das empresas, poderia ter chegados às mesmas constatações que hoje tem.
A demora do esclarecimento destas dívidas, que foram descobertas em 2016, só beneficia aos infractores que continuam no Poder e está “a sacrificar a um povo”, como reconheceu o Presidente Filipe Nyusi.

Fonte: Jornal A Verdade, Moçambique

União Desportiva do Songo garantiu apuramento inédito para fase de grupos da Taça CAF; Costa do Sol eliminado

Foto da página da União Desportiva do Songo no facebookUm golo de Kambala garantiu a União Desportiva do Songo o apuramento inédito para a fase de grupos da Taça da Confederação Africana de futebol (CAF) embora tenha perdido no diante do Al Hilal Elobied. “O campo parecia que estava inclinado, conseguimos marcar o golo na altura certa e soubemos sofrer”, resumiu Chiquinho Conde. Ainda na noite desta quarta-feira (18), em Maputo, o Costa do Sol foi incapaz de anular a desvantagem de 3 golos sofridos no Ruanda.
A vantagem de 3 a 1 conquistada no “Caldeirão do Chiveve”, no jogo da 1ª mão, foi decisiva para o apuramento dos campeões nacionais que no Sudão enfrentaram um ambiente visivelmente hostil no relvado, e fora dele.
Diante do seu público o Al Hilal Elobied entrou para virar a eliminatória, como prometera o seu treinador, e só depois de 20 minutos sufocantes os “hidroeléctricos” conseguiram sacudir a pressão e tiveram a frieza para adiantar-se no marcador. Banda teleguiou o esférico para Kambala que na grande área foi imperial e gelou o estádio.
Mais experientes nas competições da CAF, e com o quarteto de arbitragem do seu lado, os sudaneses chegaram ao empate ainda antes do intervalo.
Quando no início da 2ª parte o Al Hilal marcou o 2 a 1 o estádio voltou a sonhar com uma reviravolta na eliminatória mas os pupilos de Chiquinho Conde mostraram que têm estofo de campeões e souberam gerir a vantagem até o apito final que confirmou o apuramento, pela primeira vez na sua história, para a fase de grupos da segunda mais importante prova de clubes de futebol em África.
“O campo parecia que estava inclinado, conseguimos marcar o golo na altura certa e soubemos sofrer. Eu não costumo falar em termos individuais mas o Leo (em alusão ao guarda-redes Leonel) foi fantástico, eu tenho uma equipa fantástica, só me resta agradecer a eles” declarou Chiquinho Conde à Rádio Moçambique após a sua equipa qualificar-se com um agregado e 3 a 4 no somatório dos dois jogos.
Costa do Sol foi incapaz de anular a desvantagem
Em simultâneo, no estádio nacional do Zimpeto, o Costa do Sol tentou anular a desvantagem de 3 golos sofridos no Ruanda, mas sem sucesso.
Depois de uma entrada pouco confiante Isac abriu o placar, à passagem da meia hora. Oito minutos depois os “canarinhos” beneficiaram de uma grande penalidade mas o capitão Isac chutou para as nuvens.
Contudo, já em tempo de compensação, o pequeno (grande e rápido) avançado com um pontapé bem colocado bisou e deixou o Zimpeto a acreditar numa reviravolta.
A 2ª parte de foi de muito sofrimento, principalmente pelos lances desperdiçados pelos jogadores “canarinhos” que não só podiam ter empatado como feito a cambalhota na eliminatória.
Acabaram eliminados pelo agregado de 2 a 3 e o Rayon Sports tornou-se no primeiro clube do Ruanda a qualificar-se para uma fase de grupos da Taça CAF.

Fonte: Jornal A Verdade, Moçambique

Professores de Torres Vedras fazem balanço da "Missão Educar"

A disseminação final do projeto “Missão Educar – Professores em Ação na Europa” junto da comunidade educativa torriense decorreu no Teatro-Cine de Torres Vedras esta quarta-feira. Cerca de 230 docentes e técnicos da área da Educação dos agrupamentos de escolas São Gonçalo, Henriques Nogueira, Madeira Torres e Padre Vítor Melícias reuniram-se para ouvir as experiências dos professores que fizeram parte de processos de mobilidade de pessoal educativo de ensino escolar, no âmbito do programa “Erasmus +”.
“A formação de professores, para nós, foi sempre algo muito importante. Nomeadamente, a formação para aquilo que são as metodologias e a inovação educacional” destacou Laura Rodrigues, vereadora da Educação e vice-presidente da Câmara Municipal de Torres Vedras, entidade que coordena o consórcio deste projeto.
Ao longo da tarde foram expostas as experiências dos profissionais que integraram o projeto: 17 mobilidades que se dividem em sete cursos estruturados e 10 atividades de job shadowing (acompanhamento de profissionais de outra instituição durante um período temporal limitado) com diversas temáticas, que decorrem desde junho do ano passado e se prolongam até ao final de maio próximo.
“Não é possível alterar este sistema sem pedir ao educando para se movimentar. Temos todos de contribuir e sentirmo-nos protagonistas dessa mudança” explicou Artur Santos, um dos três elementos do Agrupamento de Escolas Padre Vítor Melícias que participaram no projeto “Horizonte 2020 – Jesuïtes Educació”, em Barcelona, Espanha.
Às apresentações dos grupos que integraram as diversas mobilidades seguiram-se as dúvidas e opiniões de quem assistia, criando espaço para a reflexão sobre os desafios que se colocam ao sistema educativo nos dias de hoje.
Com um orçamento que ultrapassa os 26 mil euros, o projeto “Missão Educar – Professores em Ação na Europa” pretende criar condições que permitam a melhoria da educação no território, capacitando os seus protagonistas, aprofundando a sua integração e coordenação territorial e introduzindo uma dimensão internacional na sua abordagem educativa.

Câmara Municipal de Torres Vedras

Tlf: +351 261 320 751

200 queixas ao dia na Saúde. Agita-se a ala esquerda. Entrevista a David Byrne

P
 
 
Enquanto Dormia
 
David Dinis, Director
 

Bom dia! À beira do fim-de-semana,
as notícias são estas:

A ETA pediu desculpa. Num comunicado tornado público esta manhã, a organização terrorista reconheceu o "dano causado" e admitiu a sua "responsabilidade" no "sofrimento desmedido" da sociedade basca. O Governo de Madrid reagiu dizendo que o pedido de desculpas mostra "o reforço do Estado de Direito" em Espanha (com um evidente recado para outros independentistas). A síntese está aqui.
As notas do ex-director do FBI põem Trump a nu. Reveladas durante a madrugada, alegam que Putin disse a Trump que "a Rússia tem as prostitutas mais bonitas do mundo" (entre outras intimidades da Casa Branca, como diz o New York Times).
Putin diz estar pronto para se encontrar com Trump. O MNE russo reconheceu hoje que os dois presidentes falaram ao telefone após o ataque americano na Síria, reconhecendo que a intervenção não ultrapassou a linha vermelha traçada pelo Kremlin. Fico, portanto, porta aberta para um encontro a dois. Mas Sergey Lavrov anotou, mesmo assim, que Moscovo deixou de ter obrigação moral de não vender armas a Assad. 
Trump reforçou a equipa que o defende no inquérito da RússiaO antigo mayor de Nova Iorque, Rudy Giuliani, antigo procurador federal e um dos mais carismáticos apoiantes de Donald Trump durante a campanha eleitoral, vai juntar-se à equipa de advogados do Presidente.
O novo presidente de Cuba reivindicou o legado dos Castro. No seu primeiro discurso enquanto chefe de Estado, Miguel Díaz-Canel comprometeu-se a prosseguir as reformas económicas de Raúl. Mas a continuidade foi a palavra de ordem: “Socialismo ou morte. Venceremos”, disse ele. Agora, estes são os seis desafios do novo Presidente.

O que marca o dia

Na Saúde há 200 queixas por dia. Em 2017, a Entidade Reguladora da Saúde recebeu 70.111 reclamações relativas a prestadores públicos e privados, mais 18,4% do que ano anterior. Já os elogios desceram em comparação ao período homólogo. A nossa manchete de hoje é da Ana Maia.
O Governo impôs limites aos preços praticados na ADSE. A proposta surge numa altura em que as negociações entre o conselho directivo da ADSE e os hospitais privados para a fixação de uma tabela de preços já duram há mais de quatro meses, lembra a Raquel Martins.
Na Educação, há milhares de precários sem concurso à vista. As queixas pela demora na regularização e novas queixas dos directores sobre falta de pessoal fazem prever um arranque do ano lectivo atribulado, dizem DN e JN de hoje.
O PS quer requisitar casas vazias para colocar no arrendamento. O projecto de Lei de Bases da Habitação, preparado por Helena Roseta, dá poder aos municípios sobre casas injustificadamente devolutas. Mesmo nas outras opções, reforça o papel do Estado e sacrifica a propriedade privada
A aproximação ao centro agita a ala esquerda do PS. João Galamba, porta-voz do partido, alerta assim: "Espero que o PS tenha bem presente as escolhas concretas que fez"Manuel Alegre clama pelo "reforço" da união à esquerda. E António Arnaut pede um novo SNS contra a direita (num artigo com João Semedo, do Bloco).
Entretanto, o PSD não rejeita o Programa de Estabilidade. Um projecto de resolução social-democrata pede reformas, mas saúda a trajectória do défice.
Na Justiça:
Atenção também a esta notícia sobre combate ao fogoPortugal perdeu um terço dos bombeiros, diz um estudo antecipado hoje pela TSF. E a esta outra sobre o meio ambienteos rios estão “bloqueados” por açudes e barragens obsoletas 

Quatro entrevistas

1. David Byrne quer ver-nos a sorrir. A entrevista que lhe fez o Vítor Belanciano é o tema de capa do ípsilon. Byrne não está satisfeito com a América e com o mundo, mas recusa-se a olhar apenas para os lados sujos da existência. Propõe que se valorizem os sinais encorajadores – entre eles, Portugal. Em American Utopia, o álbum e o novo espectáculo que passará pelo EDP Cool Jazz a 11 de Julho, diz-nos que a esperança é possível. Até porque, diz ele, "Somos apenas turistas nesta vida mas a vista não é má".
2. A receita de Niels Thygesen para evitar outra crise no euro. Criado há um ano e meio para, entre outras coisas, avaliar se as regras europeias estavam a ser bem defendidas pelas instituições europeias, o Conselho Orçamental Europeu mostrou recentemente dúvidas sobre a forma como a Comissão decidiu no caso das sanções a Portugal e a Espanha. O presidente da entidade diz ao Sérgio Aníbal que o problema é que as regras são demasiado complexas e difíceis de cumprir. E defende que, para a zona euro estar preparada para uma nova crise, deve criar uma capacidade orçamental comum.
3. Sobre o nosso "silêncio cúmplice com as violações de direitos humanos". Em Fafe, para participar no Terra Justa, o número 2 da Human Rights Watch diz-se “cuidadosamente optimista” com a situação dos direitos humanos: há melhorias, garante Bruno Stagno-Ugarte. Mas depois deixa-nos uma lista de "situações preocupantes": Coreia do Norte, Síria, Líbia, Iémen, Birmânia, República Democrática do Congo, Sudão do Sul, Sudão, Somália, Ucrânia... ou ainda os direitos das mulheres e crianças, dos incapacitados, comunidade LGBT, defensores do meio ambiente ou sindicalistas. Vamos ponto a ponto, António Marujo?
4. Em Portugal existe jet setComo é que as revistas cor-de-rosa conseguem surpreender os políticos, os actores ou os futebolistas na praia ou numa saída à noite? Como é que sabem que A namora com B? Como é que são as festas frequentadas por celebridades? De onde surgiu a expressão “brigada do croquete”? Há quem faça de tudo para aparecer nas páginas das revistas? Com o livro Planeta Cor-de-Rosa, Luísa Jeremias mostra os bastidores da imprensa... cor-de-rosa. A directora da revista Flash! defende que pratica um jornalismo sério. A Bárbara Wong fez-lhe as perguntas.

A agenda de hoje

O Governo vai à Concertação Social, regressando ao tema da legislação laboral. O BPI mostra os resultados do primeiro trimestre. Mas o momento alto chega ao fim do dia, quando a Moody's e a DBRS reavaliam o rating da dívida de Portugal (subirá?).
Na política, os líderes estarão todos à vista (Marcelo, Costa, Rio, Jerónimo), em sítios diferentes. Mas o que se destaca é o voto no Parlamento sobre a entrada da Santa Casa no Montepio. A apresentação de um estudo sobre incêndios em Portugal. E uma conferência de imprensa dos sindicatos da educação
Lá por fora é dia de reunião magna do Partido comunista da Coreia do Norte. E da despedida e homenagem à antiga primeira-dama americanaBarbara Bush. 
Como a semana está a acabar, deixo-lhe porta aberta para as estreias da semana. Ou para uma exposição a visitar nestes dias. Como diz o Vítor, na Gulbenkian há arte pop, mas não como a imaginamos.
Tenha uma boa sexta-feira, um fim-de-semana feliz.
Até segunda!

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