terça-feira, 15 de setembro de 2026

Vouzela | Festival Palcos na reta final da 5ª edição


Artisticamente começou da melhor forma a 5ª edição do Festival Palcos, organizado pela ATEF – Associação de Teatro Experimental de Fataunços, com a peça “Palavras Não Abraçam”, protagonizada pelo Grupo de Teatro Filhos do Vento, que viajaram desde Armamar, e que subiu ao palco do Cineteatro João Ribeiro, em Vouzela.

Se o programa da 5ª edição mostrou na abertura um drama de levar às lágrimas, para o próximo fim-de-semana o seguimento do festival promete outras lágrimas, mas de alegria e riso.
A começar com a peça de produção própria da ATEF, intitulada de “Gambozinos”, que se irá estrear em Lafões após ter passado pelo Orfeão de Águeda.

Aníbal Seraphim, Fernando Figueiredo, Joana Alves, Linda Almeida e o campeão de matraquilhos Pedro Lopes subirão ao palco no dia 19, às 21h30, para ir caçar gambozinos, que é como quem diz que um mistério se instala numa pequena vila do interior de Portugal, após a morte misteriosa de um político reacendendo lendas antigas, no qual muito provavelmente o campeão de matraquilhos não terá nada a ver com o assunto.

Para o encerramento do festival com chave de ouro, no dia 20, pelas 16h, falta o que sempre aparece em festas e festivais: um bêbado.
Essa tarefa fica ao encargo do TAV – Teatro do Ave, que viaja desde Vila do Conde, esperando que a companhia seja transportada por alguém sóbrio, que levará ao público a peça “Retalhos da Vida de um Bêbado”.

Afonso Carvalho, Heitor Almeida, Vítor Viana e Aurelino Costa (em vídeo), prometem uma tarde cheia de humor com uma comédia que tem espalhado gargalhadas por onde tem passado.

De referir a habitual componente solidária que a ATEF tem levado a cabo nos seus eventos, em que o preço do bilhete se mantém nos 4 euros e cujo valor de metade da receita reverte a favor da ASSOL - Associação de Solidariedade Social de Lafões.

Como usualmente, os ingressos podem ser adquiridos na bilheteira antes do início dos espetáculos ou para melhor comodidade através de reserva pelo email: atef.areateatro@gmail.com

*ATEF – Associação de Teatro Experimental de Fataunços
mail: atef.geral@gmail.com 

Marinha Grande | SÃO PEDRO DE MOEL AFIRMA-SE COMO REFERÊNCIA INTERNACIONAL DO PATRIMÓNIO GEOLÓGICO E PALEONTOLÓGICO

 O património geológico e paleontológico de São Pedro de Moel e a sua relevância científica internacional estiveram em destaque na palestra “A Geologia de São Pedro de Moel | Histórias de Mares e Mariscos”, realizada no dia 12 de setembro, no Edifício do Cosmos, em São Pedro de Moel, no âmbito da programação da Bandeira Azul.
Promovida pelo Município da Marinha Grande, em parceria com a Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra, a iniciativa foi conduzida pelo Professor Doutor Luís Vítor Duarte, do Departamento de Ciências da Terra da Universidade de Coimbra. A sessão contou ainda com a presença do vereador do Ambiente, Sérgio Silva; e da chefe da Divisão do Ambiente, Alterações Climáticas e Sustentabilidade da Câmara Municipal da Marinha Grande, Sónia Guerra.
O vereador Sérgio Silva defendeu que a importância científica de São Pedro de Moel representa uma oportunidade para promover ações de sensibilização e educação ambiental, projetos de investigação e novas formas de valorização sustentável do território. Nesse contexto, considerou pertinente continuar a refletir sobre a criação de um centro de interpretação e divulgação que permitam dar a conhecer este património à população e aos visitantes.
Luís Vítor Duarte apresentou diversos testemunhos sobre o Jurássico de São Pedro de Moel, explicando que as rochas existentes nesta zona costeira preservam um conteúdo fossilífero de excecional riqueza e diversidade, onde podem ser encontrados fósseis de organismos marinhos e de vegetais provenientes de ambientes marinhos muito antigos.
O investigador deu conta de que estão identificadas em São Pedro de Moel mais de mil espécies fósseis, considerando que este conjunto constitui um património de elevado valor científico, natural e cultural. Sublinhou, também, que os registos geológicos existentes nesta faixa costeira apresentam características únicas e possuem reconhecimento internacional.
O professor destacou os estromatólitos do Jurássico Inferior, estruturas formadas pela atividade de microrganismos e consideradas um dos registos mais relevantes encontrados na região.
 
São Pedro de Moel conserva também algumas das amonites mais antigas conhecidas do Mesozoico português. Estes fósseis são fundamentais para a datação das camadas rochosas e para a reconstituição dos ambientes marinhos existentes há milhões de anos.
 
A palestra permitiu também abordar os fósseis de vertebrados marinhos existentes na região, nomeadamente o mais antigo registo conhecido de plesiossauro na Península Ibérica e importantes vestígios de ictiossauros. Segundo o investigador, estes achados contribuem para afirmar São Pedro de Moel como uma referência nacional no estudo destes répteis marinhos.
 
De acordo com Luís Vítor Duarte, a qualidade e a continuidade dos registos existentes tornam esta zona costeira um verdadeiro laboratório natural, com elevado interesse para investigadores nacionais e internacionais e público em geral.

*Gabinete de Comunicação e Imagem

Nova contratação da UE melhora regras alimentares nas compras públicas, mas ProVeg pede medidas mais fortes

 A Comissão Europeia publicou a proposta de revisão do quadro da contratação pública da União Europeia (UE), reconhecendo a alimentação como um setor-chave onde as considerações de qualidade e sustentabilidade são importantes.  A ProVeg congratula a disposição dedicada à contratação de alimentos no Artigo 53.º, que reconhece considerações que incluem o valor nutricional e a saúde, a produção sustentável, a equidade e a transparência nas cadeias de abastecimento alimentar, bem como a frescura e a sazonalidade.
Segundo a ProVeg Portugal, que mantém parcerias com diferentes municípios e instituições nacionais com o objetivo de promover uma oferta mais sustentável nos refeitórios públicos, o reconhecimento deste papel estratégico da contratação pública de alimentos constitui um passo importante para a UE.
"A despesa pública em alimentação na UE ascende a 50 mil milhões de euros por ano, o que reflete o enorme potencial para moldar sistemas alimentares mais saudáveis, justos e sustentáveis”, refere Joana Oliveira, Diretora Nacional da ProVeg Portugal.

Lucia Hortelano, Gestora Sénior de Políticas da UE na ProVeg International, afirma: “Os alimentos não são uma mercadoria como as outras. Os alimentos que as instituições públicas compram e servem têm um impacto direto na saúde das pessoas, nos agricultores, nas comunidades e no ambiente. Congratulamos o reconhecimento da Comissão Europeia de que a contratação de alimentos tem de ter em conta estas considerações mais amplas.”

Joana Oliveira transporta esta preocupação para a realidade nacional: “Em Portugal, as autarquias e instituições públicas precisam de clareza, rigor e segurança jurídica para modernizarem os seus cadernos de encargos. Só com regras claras e confiança será possível aos gestores públicos aplicar os recursos de forma eficiente, tornando as opções alimentares mais saudáveis e sustentáveis.”

Um passo em frente, mas continuam a existir lacunas importantes

A proposta da UE contém várias alterações. A melhor relação preço-qualidade (BPQR) passa a ser o critério de adjudicação por defeito, afastando-se da abordagem do preço mais baixo, que poderia estar a dificultar uma contratação mais sustentável. A proposta introduz também a obrigação de as autoridades públicas ponderarem a divisão dos contratos em lotes, com o potencial de melhorar o acesso para pequenos fornecedores e agricultores.

Segundo a ProVeg, estes são pontos positivos mas a proposta poderia ir mais longe, defendendo que as considerações ambientais, sociais e de saúde ter carácter obrigatório. A organização refere ainda que a abordagem BPQR é enfraquecida por disposições de "cumprir ou explicar" e por amplas derrogações, comprometendo o potencial deste novo método de adjudicação.

Do reconhecimento à ação

A ProVeg tem vindo a trabalhar com decisores políticos e outras partes interessadas para promover uma abordagem mais estratégica à contratação pública de alimentos, garantindo que esta seja sustentável, justa e saudável.

Segundo Lucia Hortelano: "O dinheiro público deve gerar valor público. A contratação pública de alimentos pode ser uma alavanca poderosa para dietas mais saudáveis, uma agricultura mais sustentável e sistemas alimentares mais resilientes."

"A Comissão deu um primeiro passo importante ao reconhecer a alimentação no quadro revisto. Agora, com o início do processo legislativo, precisamos de consolidar esse reconhecimento com critérios claros e requisitos mais rigorosos, para que a contratação de alimentos mais saudáveis, sustentáveis e diversificados seja a norma", conclui.

A nível nacional, a ProVeg Portugal lançou este ano um guia com recomendações para cadernos de encargos, focado em promover ementas e compras públicas mais sustentáveis. Adicionalmente, como forma de materializar este apoio, a ProVeg Portugal anunciou a abertura de uma nova fase de candidaturas para o programa Prato Sustentável, direcionada a municípios e Instituições de Ensino Superior (IES). Com uma abordagem flexível e abrangente, o programa adapta-se à realidade específica de cada entidade, permitindo às instituições optarem por diversas modalidades de colaboração, onde se inclui o apoio técnico às compras públicas sustentáveis.

Sobre a ProVeg Portugal
A ProVeg Portugal é uma organização sem fins lucrativos que faz parte da ProVeg Internacional, presente em 14 países. O seu objetivo é promover um sistema alimentar mais sustentável, saudável e resiliente, destacando a importância de uma alimentação rica em vegetais deliciosa e acessível a todos.

*Ana de Brito 
 **Maria Cunha e Silva 

 

Marinha Grande | PROGRAMAÇÃO DO TEATRO STEPHENS APRESENTA “A PÉROLA”

 O Teatro Stephens, na Marinha Grande, prossegue a sua programação cultural com a apresentação do espetáculo “A Pérola”, pela companhia Teatro da Esquina, no próximo dia 26 de setembro, às 21h30, no Auditório José Vareda, do Sport Operário Marinhense.
Inspirada na obra homónima do escritor norte-americano John Steinbeck, baseada num conto tradicional mexicano, a peça constitui uma reflexão poética sobre as contradições da condição humana, cruzando temas como a pobreza e a riqueza, o poder e o despojamento, a ambição e a esperança.
A narrativa acompanha uma família de pescadores que vê a sua vida transformada após a descoberta daquela que é considerada a “pérola do mundo”. O achado, que surge inicialmente como uma oportunidade para alcançar uma vida melhor, acaba por desencadear profundas mudanças, revelando desigualdades sociais, conflitos de interesses e os desafios da busca por um futuro mais digno.
Com encenação e dramaturgia de Jorge Gomes Ribeiro, o espetáculo propõe ao público uma reflexão sobre os valores humanos, a justiça social e os limites entre o sonho e a realidade, através de uma abordagem contemporânea de um dos textos mais emblemáticos da literatura do século XX.
O elenco integra Ana Lúcia Palminha, Carla Chambel, Paula Neves, Pedro Martinho, Pedro Pernas, Rita Fernandes, Rui Luís Brás e Tiago Costa, reunindo um conjunto de intérpretes de reconhecido percurso artístico.
Classificação etária: M/12 anos
Duração: 80 minutos
Preço: 7 € 

*Gabinete de Comunicação e Imagem

Proença‑a‑Nova | Ponto de Situação: Incêndio sem registo de feridos ou casas atingidas


O presidente da Câmara Municipal de Proença‑a‑Nova, João Lobo, faz o ponto de situação após uma madrugada e início de manhã particularmente difíceis para todos os operacionais envolvidos no combate aos incêndios que deflagram no concelho.

“Depois do trabalho intenso realizado no terreno, a expectativa para as próximas horas é de consolidar o perímetro do incêndio, permitindo que os meios aéreos possam atuar e combater o incêndio com maior eficácia. A extensão da área ardida ainda está a ser avaliada, mas é já possível afirmar que se trata de um incêndio de grande dimensão. Até ao momento não há registo de feridos nem de habitações afetadas. No entanto, verificam‑se danos significativos em estruturas agrícolas, nomeadamente barracões, arrecadações e outros apoios rurais, que representam prejuízos relevantes para várias famílias proencenses.”
De acordo com o Comando Sub-Regional da Beira Baixa, um dos incêndios deflagrou às 16h05, de segunda-feira, em Alvito da Beira e Sobreira Formosa e às 19h26 começou o fogo em Atalaia. O incêndio em Alvito da Beira e Sobreira Formosa mobilizava às 07h30, 632 operacionais, com o apoio de 203 veículos. O fogo em Atalaia mobilizava 198 operacionais, com o auxílio de 67 veículos.

O Município expressa o seu profundo agradecimento aos mais de 800 operacionais envolvidos no combate às chamas, bombeiros, equipas de proteção civil, forças de segurança, associações e todos os que, de forma voluntária, têm assegurado logística, refeições e apoio permanente no terreno no combate às chamas. O Município frisa ainda que a solidariedade das populações tem sido essencial para enfrentar este momento difícil.

*Gabriel Reis

Festival Palcos em Vouzela na reta final da 5ª edição


Artisticamente começou da melhor forma a 5ª edição do Festival Palcos, organizado pela ATEF – Associação de Teatro Experimental de Fataunços, com a peça “Palavras Não Abraçam”, protagonizada pelo Grupo de Teatro Filhos do Vento, que viajaram desde Armamar, e que subiu ao palco do Cineteatro João Ribeiro, em Vouzela.
Se o programa da 5ª edição mostrou na abertura um drama de levar às lágrimas, para o próximo fim-de-semana o seguimento do festival promete outras lágrimas, mas de alegria e riso.

A começar com a peça de produção própria da ATEF, intitulada de “Gambozinos”, que se irá estrear em Lafões após ter passado pelo Orfeão de Águeda.
Aníbal Seraphim, Fernando Figueiredo, Joana Alves, Linda Almeida e o campeão de matraquilhos Pedro Lopes subirão ao palco no dia 19, às 21h30, para ir caçar gambozinos, que é como quem diz que um mistério se instala numa pequena vila do interior de Portugal, após a morte misteriosa de um político reacendendo lendas antigas, no qual muito provavelmente o campeão de matraquilhos não terá nada a ver com o assunto.
Para o encerramento do festival com chave de ouro, no dia 20, pelas 16h, falta o que sempre aparece em festas e festivais: um bêbado.
Essa tarefa fica ao encargo do TAV – Teatro do Ave, que viaja desde Vila do Conde, esperando que a companhia seja transportada por alguém sóbrio, que levará ao público a peça “Retalhos da Vida de um Bêbado”.

Afonso Carvalho, Heitor Almeida, Vítor Viana e Aurelino Costa (em vídeo), prometem uma tarde cheia de humor com uma comédia que tem espalhado gargalhadas por onde tem passado.
De referir a habitual componente solidária que a ATEF tem levado a cabo nos seus eventos, em que o preço do bilhete se mantém nos 4 euros e cujo valor de metade da receita reverte a favor da ASSOL - Associação de Solidariedade Social de Lafões.

Como usualmente, os ingressos podem ser adquiridos na bilheteira antes do início dos espetáculos ou para melhor comodidade através de reserva pelo email: atef.areateatro@gmail.com

Vouzela | Vem aí a 5ª Edição do Festival Palcos


O Cineteatro João Ribeiro, em Vouzela, volta a acolher durante o mês de Setembro o Festival Palcos, dedicado à arte teatral e organizado pela ATEF – Associação de Teatro Experimental de Fataunços.
Para este ano, em que o festival de teatro assinala a 5ª Edição, apresenta no seu cartaz três peças, entre os dias 12 e o dia 20 de Setembro, com a novidade de uma das peças ser um domingo à tarde.

A abertura do festival será no dia 12 de Setembro, às 21h30, com a peça “Palavras Não Abraçam”, do Grupo de Teatro Filhos do Vento, de Armamar. Trata-se do primeiro drama escrito e encenado pelo grupo que viaja desde a região duriense, que terá como protagonistas: Ana Carreira, Manuel Vaz, Maria Castro, Pedro Cruz, Raquel Castro e Salvador Vaz.
No sábado seguinte, dia 19 de Setembro, também às 21h30, subirá ao palco a peça “Gambozinos”, uma produção própria da ATEF, que terá a sua estreia em Lafões, após já ter sido a peça de abertura do 20º Festival de Teatro do Orfeão de Águeda. Conta com os seguintes atores: Aníbal Seraphim, Fernando Figueiredo, Joana Alves, Linda Almeida e Pedro Lopes.
A sessão de encerramento será no dia 20 de Setembro, pelas 16h, com a apresentação da peça “Retalhos da Vida de um Bêbado”, protagonizada pelo Teatro do Ave, de Vila do Conde, uma comédia que tem espalhado gargalhadas por onde tem passado. Os protagonistas desta comédia são: Afonso Carvalho, Heitor Almeida, Vítor Viana e Aurelino Costa (em vídeo).

Como tem sido apanágio da ATEF, a componente solidário está sempre presente nos seus eventos e desta vez a regra mantém-se, com o preço do bilhete a manter-se no valor simbólico de 4 euros e com metade do valor a reverter a favor da ASSOL - Associação de Solidariedade Social de Lafões.

Os ingressos podem ser adquiridos na bilheteira antes do início dos espectáculos ou para melhor comodidade através de reserva pelo email: atef.areateatro@gmail.com

*CULTURland – https://visitlafoes.pt/descobrir/ – mail: divulgacaocultural4@gmail.com




Centro de Portugal lança “A Caminho das Estrelas”, percurso gastronómico por oito territórios rumo à Gala MICHELIN 2027

  • Novo projeto da Turismo Centro de Portugal e da Agência Regional de Promoção Turística do Centro de Portugal vai percorrer as oito sub-regiões até março de 2027.
  • Oito Pop Ups vão dar protagonismo a chefs, restaurantes, produtores, produtos, património, arte e comunidades locais, num percurso que arranca no final de outubro. Iniciativa culmina na Gala do Guia MICHELIN Portugal 2027.
A Turismo Centro de Portugal (TCP) e a Agência Regional de Promoção Turística do Centro de Portugal (ARPTC) apresentaram hoje, no Pena D’Água Boutique Hotel & Villas, na Covilhã, o projeto “A Caminho das Estrelas”, um programa de valorização gastronómica, cultural e turística que vai percorrer as oito sub-regiões do Centro de Portugal até março de 2027, tendo como horizonte a realização, em Coimbra, da Gala do Guia MICHELIN Portugal.

Sob o mote “A Gala é o destino. A autenticidade é o caminho”, o projeto pretende transformar a realização da Gala numa oportunidade para dar a conhecer, durante seis meses, a diversidade gastronómica e cultural da região. Em vez de concentrar a promoção num único acontecimento, “A Caminho das Estrelas” propõe um percurso pelo território, mostrando as pessoas, os produtos, os saberes e as histórias que distinguem cada uma das suas sub-regiões.
“A realização da Gala do Guia MICHELIN em Coimbra é uma extraordinária oportunidade de projeção do Centro de Portugal, mas entendemos desde a primeira hora que não podíamos limitar esta oportunidade apenas a uma noite, a uma cidade e a um só evento. Tínhamos de a levar a todo o território. Queremos transformar os meses que antecedem a Gala num percurso de descoberta do Centro de Portugal, pela gastronomia, pelos vinhos e pelos nossos produtos, mas, sobretudo, pelas pessoas que estão por trás deles”, afirmou Rui Ventura, presidente da Turismo Centro de Portugal.
“Quando falamos de gastronomia no Centro de Portugal, não falamos apenas de pratos. Falamos do pastor que continua a produzir o queijo da Serra da Estrela, de quem trabalha a vinha e produz o nosso vinho, do produtor de azeite, do padeiro, do pescador, do agricultor, do artesão, dos restaurantes e dos chefs. Falamos de conhecimento transmitido entre gerações, de paisagem, património, cultura e, acima de tudo, de identidade”, acrescentou.
A escolha da Covilhã para a apresentação do projeto foi destacada por Isabel Barrau, chefe de gabinete do presidente da Câmara Municipal da Covilhã: “O facto de a Covilhã ter sido escolhida como ponto de partida para ‘A Caminho das Estrelas’ já é um sinal de termos aqui a primeira estrela: a Serra da Estrela. Este é um projeto que vai dar a conhecer os produtos regionais e identitários que marcam os nossos territórios.”

Oito territórios, oito experiências diferentes
O coração do projeto serão oito Pop Ups gastronómicos e culturais, a realizar nas oito sub-regiões do Centro de Portugal: Região de Aveiro, Região de Coimbra, Região de Leiria, Viseu Dão Lafões, Beiras e Serra da Estrela, Beira Baixa, Médio Tejo e Oeste.
A primeira destas experiências está prevista para outubro, na sub-região Viseu Dão Lafões. O percurso prosseguirá nos meses seguintes pelas restantes sub-regiões, terminando na Região de Coimbra, já próximo da Gala do Guia MICHELIN. Os locais concretos de realização dos Pop Ups estão a ser definidos em articulação com as Comunidades Intermunicipais e os restantes parceiros territoriais.
Cada Pop Up será construído a partir da identidade do território onde acontece. O objetivo não é replicar o mesmo formato em oito lugares, mas criar oito experiências distintas, dando a conhecer e interligando gastronomia, produtos endógenos, produtores, património, paisagem, artesanato, cultura e criação artística.

Pensados como experiências de pequena escala e elevada qualidade, os Pop Ups terão uma matriz que combina seis dimensões – Descobrir, Fazer, Provar, Criar, Cozinhar e Partilhar –, permitindo aos participantes conhecer o território e os seus protagonistas, contactar com produtos e técnicas, participar em degustações e viver uma experiência gastronómica e cultural ligada à identidade local.

Cada experiência terá como anfitrião o Chefe Embaixador da respetiva sub-região, que convidará um Chefe Embaixador de outro território do Centro de Portugal a participar no Pop Up. Esta dinâmica permitirá partilhar diferentes identidades gastronómicas e fazer circular, ao longo do percurso, produtos, sabores e narrativas das oito sub-regiões. Os oito chefes embaixadores são Diogo Rocha (Viseu Dão Lafões), Luís Lavrador (Região de Coimbra), Hélio Loureiro (Região de Aveiro), Ricardo Ramos (Região Beiras e Serra da Estrela), Sérgio Fernandes (Médio Tejo), Maria Caldeira de Sousa (Beira Baixa), Diogo Caetano (Região de Leiria) e Patrícia Borges (Oeste).

Como explicou Pedro Pontes, diretor do Núcleo de Estruturação, Planeamento e Promoção da Turismo Centro de Portugal, a opção passa por criar “eventos de valor, e não eventos de massa”, privilegiando experiências diferenciadoras e capazes de revelar o património cultural e natural de cada território.

Gastronomia, arte e autenticidade
“A Caminho das Estrelas” estrutura-se em torno de três pilares: Gastronomia, Arte e Autenticidade. A gastronomia será o fio condutor de cada experiência, mas estará em diálogo com outras expressões culturais e artísticas, da fotografia e do vídeo à cerâmica, cestaria, madeira, pedra, têxteis, artes tradicionais ou criação contemporânea.

A autenticidade assume-se como critério transversal. Produtores, artesãos, restaurantes, cozinheiros, comunidades, produtos, património e paisagem serão parte integrante das experiências, procurando mostrar não apenas aquilo que se produz em cada região, mas também quem produz, onde nasce e de que forma esses produtos e tradições estão ligados ao território.

Para Rui Ventura, é precisamente aí que reside um dos principais fatores de diferenciação da região: “Num turismo cada vez mais global e num mundo onde encontramos experiências muito semelhantes em destinos diferentes, aquilo que verdadeiramente nos diferencia é aquilo que não pode ser copiado: a nossa identidade, as nossas histórias, os nossos produtos, as nossas tradições e as nossas gentes.”

“Aquela é a noite das estrelas, mas traz memórias para o resto da vida. Tenho a certeza de que, pela combinação de toda esta atividade, vamos ser capazes de atrair milhares de pessoas ao território, para conhecer os restaurantes, os produtos e os hotéis. É isso que queremos: atrair visitantes de Portugal e do estrangeiro que procuram experiências de valor acrescentado e que ficam na memória”, afirmou Nuno Ferreira, representante do Guia MICHELIN em Portugal.

Segundo Nuno Ferreira, a Gala deverá reunir entre 550 e 600 convidados e envolver, direta e indiretamente, mais de mil pessoas, entre organização, fornecedores e restantes intervenientes.

Sabores ao Centro como base do projeto
“A Caminho das Estrelas” parte do trabalho já desenvolvido pelo projeto Sabores ao Centro, da Turismo Centro de Portugal, aproveitando e ampliando o ecossistema gastronómico existente na região. O objetivo passa por acrescentar uma nova dimensão ao trabalho já desenvolvido com chefs, restaurantes, produtores e territórios.

O chef Diogo Rocha, do Mesa de Lemos, assume a Curadoria Gastronómica Global de “A Caminho das Estrelas”, com a missão de assegurar a coerência entre as oito experiências e o diálogo entre tradição e contemporaneidade, preservando a identidade própria de cada território.

“O primeiro grande desafio é apresentar uma região tão grande e diversa como o Centro de Portugal. Fazemos 20 ou 30 quilómetros e muda a paisagem, muda a cultura, mudam os enchidos, mudam os queijos. O compromisso é conseguir que todas as pessoas e todos os territórios se sintam representados”, afirmou Diogo Rocha. “Aquilo que mostramos será sempre um convite: mostramos uma parte e dizemos ‘venham até nós e descubram muito mais do que aquilo que estamos a apresentar’.”

Um projeto conjunto da TCP e da ARPTC
“A Caminho das Estrelas” resulta de uma parceria entre a Turismo Centro de Portugal e a Agência Regional de Promoção Turística do Centro de Portugal, articulando a estruturação e mobilização do território com a promoção e internacionalização do destino.

Rui Ventura destacou esta dimensão do projeto, sublinhando que “pela primeira vez estamos a desenvolver um trabalho desta natureza numa verdadeira articulação entre a Entidade Regional de Turismo do Centro de Portugal e a Agência Regional de Promoção Turística do Centro”.

A TCP assume a coordenação institucional e territorial e a articulação com as Comunidades Intermunicipais e restantes parceiros, enquanto a ARPTC terá um papel particularmente relevante nas áreas da comunicação, imprensa, creators, operadores turísticos e internacionalização. As Comunidades Intermunicipais participam, por sua vez, na mobilização dos municípios, produtores, restaurantes, património e comunidades das oito sub-regiões.

A dimensão internacional do projeto começa já esta semana, com uma ativação em Madrid, destinada a apresentar “A Caminho das Estrelas” junto de públicos como imprensa espanhola, jornalistas gastronómicos, operadores turísticos, creators e entidades ligadas à promoção turística.

Outro momento relevante deste percurso será a Gala Sabores ao Centro, marcada para 9 de novembro, em Castelo Branco, que reunirá o ecossistema gastronómico regional e constituirá mais uma etapa de afirmação da gastronomia do Centro de Portugal.

A finalizar a apresentação de hoje, Carlos Abade, presidente do Turismo de Portugal, destacou a capacidade do projeto para ampliar o impacto da realização da Gala: “Não podemos olhar para a Gala MICHELIN como um evento de um dia. Temos de capitalizar o mais possível esta oportunidade através de iniciativas e ações concretas no território, e foi exatamente isso que o Turismo Centro de Portugal fez: conseguiu construir um caminho de seis meses que permite falar da Gala, mas também dos territórios, da autenticidade e da valorização de cada uma das sub-regiões.”

O presidente do Turismo de Portugal garantiu ainda que a entidade está “de corpo e alma” com o projeto e destacou a crescente importância da gastronomia na estratégia turística nacional, sublinhando que esta “deixou de ser um ativo complementar” para se afirmar como “um dos 10 ativos centrais do setor do turismo”, pela sua capacidade de acrescentar autenticidade à oferta e contribuir para levar a atividade turística a todo o território e ao longo de todo o ano.

A Gala é o destino, mas o percurso pretende deixar um legado para além de março. O trabalho desenvolvido ao longo dos próximos meses deverá contribuir para reforçar a rede entre chefs, produtores, restaurantes, empresas e territórios, criar novas experiências e rotas gastronómicas e gerar conteúdos que continuem a promover o Centro de Portugal nos mercados nacional e internacional.

Como sintetizou Rui Ventura, “o nosso objetivo não é apenas colocar o Centro de Portugal a caminho das estrelas, é também utilizar essas estrelas para iluminar tudo aquilo que temos no Centro de Portugal: os nossos produtos, territórios, tradições, pessoas e a nossa autenticidade”.

Sobre a Turismo Centro de Portugal:
A Turismo Centro de Portugal é a entidade que estrutura e promove o turismo na Região Centro do país. Esta é a maior e mais diversificada área turística nacional, abrangendo 100 municípios, e tem registado um intenso crescimento da procura interna e externa. É a região a escolher para quem pretende experiências diversificadas, pois concilia locais Património da Humanidade com a melhor costa de surf da Europa, termas e spas idílicos, locais de culto de importância mundial e as mais belas aldeias.

*Cátia Aldeagas
Diretora do Núcleo de Comunicação, Imagem e Relações Públicas
Turismo Centro de Portugal

**Luís Miguel Nunes
Consultor de comunicação

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