sexta-feira, 24 de abril de 2020

Moçambique | Sobe para 32 trabalhadores da Total infectados pela covid-19 em Moçambique; Quinto doente diagnosticado na Província de Maputo


Foto de Adérito Caldeira
23 dias após o diagnóstico do primeiro infectado nas instalações da Total subiu para 32 o número de trabalhadores da petrolífera francesa que lidera o projecto Mozambique LNG infectados pelo novo coronavírus em Moçambique. Para além dos quatro novos doentes na Província de Cabo Delgado nesta quinta-feira (23) um novo doente foi diagnosticado na Província de Maputo e as autoridades de saúde ainda não sabem como contraiu a infecção pela covid-19.

Mais 84 testes a casos suspeitos de covid-19 foram realizados pelo Instituto Nacional de Saúde dos quais “68 revelaram-se negativos e cinco revelaram-se positivos, portanto Moçambique neste momento tem 46 positivos, 38 de transmissão local e oito importados. “quatro dos novos casos positivos estão relacionados com a investigação na Província de Cabo Delgado e um caso foi registado na Província de Maputo”, actualizou a Directora Nacional Saúde Pública.

“O primeiro caso positivo é de um indivíduo do sexo masculino, de nacionalidade moçambicana, com mais de 30 anos de idade e reside na Cidade da Matola”, detalhou a Dra. Rosa Marlene que admitiu “não está relacionado com Afungi, está ainda em estudo para de facto se chegar a conclusão de como a infecção foi apanhada”.

Este é o quinto infectado pelo novo coronavírus na Província de Maputo, existem dois de nacionalidade italiana (um com mais de 50 anos e outro com mais de 20 anos de idade) e outros dois que as autoridades de Saúde não identificam claramente.

Os outros quatro novos doentes são trabalhadores da petrolífera Total e as suas características foram detalhadas pela na Directora Nacional Saúde Pública: “O segundo caso positivo é de um indivíduo do sexo masculino, de nacionalidade estrangeira, com mais de 60 anos de idade, é residente em Afungi e esteve em contacto com um caso confirmado; O terceiro caso é de um indivíduo do sexo masculino, de nacionalidade moçambicana, com mais de 40 anos de idade e esteve também em contacto com um caso confirmado em Afungi; O quarto caso é de um indivíduo do sexo feminino, com mais de 40 anos de idade, de nacionalidade estrangeira e também esteve em contacto com um caso confirmado em Afungi; O quinto caso positivo é de um indivíduo do sexo masculino, de nacionalidade moçambicana, com mais de 30 anos de idade e esteve em contacto com caso confirmado em Afungi”.

São agora 32 os infectados pelo novo coronavírus que são trabalhadores da petrolífera francesa que lidera o projecto Mozambique LNG, de exploração de gás natural na Área 1 da Bacia do Rovuma. Alguns estão em isolamento na Cidade de Maputo e outros em Pemba.


12 curados da covid-19 em Moçambique

“Como parte do protocolo do Ministério da Saúde e porque todos estes casos novos não apresentam sintomatologia e encontram-se em isolamento domiciliário, neste momento decorre como sempre o processo de mapeamento dos contactos”, acrescentou a responsável de Saúde Pública que declarou ainda “em relação a nacionalidade dos infectados, nós preferimos parar com a partilha por questões éticas. Depois de usarmos os meios adequados para informar as pessoas iremos partilhar a nacionalidade dos infectados”.

Sem precisar quais a Dra. Rosa Marlene revelou também que mais quatro doentes ficaram curados o que elevou para 12 os cidadãos recuperados da covid-19 em Moçambique.

Fonte: Jornal A Verdade, Moçambique

Governo não tem nenhum medida para proteger 68 mil empregos da Cultura e Turismo afectados pela covid-19 em Moçambique

Foto de Adérito Caldeira
Um dos primeiros sectores produtivos a sentir o impacto da pandemia da covid-19 em todo mundo foi o Turismo, devido as diversas limitações a que os viajantes são sujeitos. Em Moçambique 68 mil trabalhadores de agências de viagens, empreendimentos turísticos, estabelecimentos de restauração e bebidas correm o risco de ficar desempregados porque o Governo de Filipe Nyusi não tem nenhuma medida para protege-los.

“Na área do turismo, dos 2462 empreendimentos turísticos, 3986 estabelecimentos de restauração e bebidas e 336 agências de viagens existentes no país, 696 já encerraram sendo 155 empreendimentos turísticos, 484 estabelecimentos de restauração e bebidas, 12 agências de viagens e 45 salas de dança”, revelou nesta quinta-feira (23) a assessora do Ministério da Cultura e Turismo que indicou que estes encerramentos, ainda que temporários, “põem em causa cerca de 3511 postos de trabalho.

Falando em conferência de imprensa em Maputo Ndica Massinga precisou que este sector, uma das seis opções estratégicas para o quinquénio 2020-2024 e que tem como meta criar 462.389 novos empregos no nosso país, “emprega no geral um universo de 68 mil trabalhadores”.

Questionada sobre que medidas específicas existem para ajudar os empresários da Cultura e Turismo a não despedirem os seus trabalhadores a fonte do Ministério da Cultura e Turismo declarando que o sector “é muito transversal, tudo aquilo que concorre para o seu desenvolvimento tem escopo na actuação dos outros sectores, por isso quando eu falo que os empresários quer da área do Turismo quer da Cultura vão se beneficiar destas medidas que o Banco Central e o Governo está a tomar é porque na verdade as medidas são transversais. O Ministério da Cultura e Turismo como tal não vai tomar medidas mas tem que influenciar e fazer advocacia junto de outras entidades do Governo que tem responsabilidade por estas áreas co-relacionadas”.

“O Ministério criou o Gabinete de Gestão de Crise que está junto dos Parceiros de Cooperação, quer nacionais e internacionais, e junto do próprio Governo, a articular soluções concertadas para resolver alguns problemas. No caso da Cultura em específico há alguns fundos que estamos a negociar com a UNESCO e com a Organização Mundial de Turismo para que também se possa apoiar o sector”, disse Ndica Massinga que apontou uma iniciativa denominada “Arte no Quintal” para os artistas realizarem de espectáculos em live streaming e promoverem exposições que serão disseminadas pelas rádios comunitárias, televisão e plataformas digitais.

Fonte: Jornal A Verdade, Moçambique

Renamo denuncia 14 “assassinatos bárbaros” protagonizados pelas Forças Armadas de Defesa de Moçambique

Foto de Adérito Caldeira
O partido Renamo denunciou 14 “assassinatos bárbaros” protagonizados pelas Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM) na Província de Cabo Delgado, “o cidadão indefeso não pode ser vitima da falta de estratégia militar para combater os insurgentes que estão a ceifar vidas humanas”, declarou o deputado José Manteigas nesta quinta-feira (23).

“Chegam informações preocupantes de Cabo Delgado, segundo as quais, no passado dia 12 de Abril, cerca das 18 horas, uma embarcação transportando pessoas e mercadorias de Pemba para Ibo foi interceptada por elementos das Forças Armadas de Defesa de Moçambique. Depois de um simulado interrogatório, arrastaram a embarcação para baixo da ponte cais e disparam contra todos os ocupantes o que causou a morte de vários concidadãos, entre os quais: Máquina Juma Mpingo, Ussene Juma, Nacir Machaca, Jamal Nacir, Ussene Nacir Momade Chabane, Samuel Momade e Abdala Nvita. De seguida lançaram os corpos para o mar”, revelou Manteigas que precisou que dois eram membro do partido.

Falando em conferência de imprensa o porta-voz do maior partido de oposição declarou que: “No dia 16 de Abril corrente, uma outra embarcação com três passageiros à bordo que navegava de Palma à Pemba, tendo chegado na Ilha do Ibo, elementos das Forças Armadas de Defesa de Moçambique balearam os seus ocupantes que resultou na morte de dois, nomeadamente, Muemede Ali Mbaile e Bachir Muemede Cudeda. Deste acto macabro sobreviveu o proprietário e tripulante da embarcação, Amade Culanda”.

“No distrito de Palma, elementos das FADM balearam brutalmente cidadãos indefesos que resultou na morte de: Roberto Mussa Ambasse, Muemede Selemane Jumbe, Muindi Abudo e Amina Sumail” acrescentou José Manteigas que referiu que num outro acto de violência no Distrito do Ibo, “elementos das FADM dirigiram-se ao restaurante do cidadão Selemane Idi, onde expulsaram o guarda do estabelecimento, arrombaram a porta, consumiram bebidas alcoólicas e saquearam géneros alimentícios”.

O porta-voz do partido Renamo, que não apresentou evidências que os 14 assassinatos tenham sido protagonizados pelas FADM, referiu-se ainda aos actos de violência que agentes da Polícia da República de Moçambique protagonizaram esta semana nas cidades de Pemba, Beira e de Quelimane.

“O nosso Povo não pode ser bode expiatório da incapacidade e inoperância das Forças de Defesa e Segurança, o cidadão indefeso não pode ser vitima da falta de estratégia militar para combater os insurgentes que estão a ceifar vidas humanas em Cabo Delgado. Os moçambicanos perguntam: Se a Policia mata, os militares matam e os insurgentes matam, quem vai os proteger”, questionou o porta-voz do partido Renamo que exortou ao Presidente Filipe Nyusi a “agir imediatamente no sentido de mandar parar os assassinatos bárbaros, repor ordem nas fileiras e criar condições logísticas robustas e necessárias de modo a elevar a moral e capacidade combativa”.

Ironicamente nesta quarta-feira (22), durante o empoçamento dos membros do Conselho Nacional de Direitos Humanos o Presidente Nyusi, que é também o Comandante em Chefe de todas Forças de Defesa e Segurança, admitiu que “em momentos difíceis, como os que atravessamos, somos levados a adoptar medidas e decisões robustas com vista a defesa da nossa soberania e da nossa integridade territorial (...) algumas dessas medidas, caros compatriotas, podem involuntariamente propiciar a violação dos direitos humanos. Por conta do cumprimento dessas medidas ocasiões há em que temos sido confrontados com algumas violações de direitos humanos perpetrados pelas autoridades e outros actores, verdadeiras ou não, estas informação devem sempre merecer a nossa e a vossa atenção com a máxima serenidade e sem emoções”.

Fonte: Jornal A Verdade, Moçambique

Município de Reguengos de Monsaraz vai disponibilizar computadores portáteis e acesso móvel à internet aos alunos


O Município de Reguengos de Monsaraz vai disponibilizar computadores portáteis e acesso móvel à internet aos alunos do Agrupamento de Escolas de Reguengos de Monsaraz para poderem ter aulas à distância até ao final do ano letivo. A autarquia investiu quase 75 mil euros para adquirir cerca de duas centenas de computadores para os alunos identificados no levantamento efetuado pelo agrupamento de escolas do concelho.

Esta medida municipal abrange todos os alunos que não disponham de computadores e equipamentos para ligação à internet que sejam beneficiários dos escalões A e B da Ação Social Escolar, assim como os restantes estudantes que não estão incluídos em qualquer escalão desde que o seu agregado familiar tenha sofrido perda de rendimento durante o período da pandemia de covid-19. A autarquia disponibilizará computadores e acesso móvel à internet igualmente aos alunos residentes no concelho que pertencem a famílias numerosas com três ou mais filhos exclusivamente estudantes.

A câmara municipal vai contactar individualmente todos os alunos abrangidos por esta medida. Os encarregados de educação poderão obter esclarecimentos e informações adicionais através dos Serviços de Educação da autarquia (tel. 266 503 309).

Serpa | “Máscaras para todos”

Covid-19: Também em Serpa, Câmara e Juntas de Freguesia vão às ...

“Máscara para todos” é um projeto das Oficinas Sénior da Academia Sénior, em parceria com a Câmara Municipal e as Juntas e Uniões de Freguesia de Serpa e muitos voluntários que se juntaram à causa, que visa a confeção de máscaras comunitárias para distribuir a toda a população do concelho. 

Inicialmente, as máscaras vão ser entregues à população mais vulnerável, sendo que numa segunda fase, serão para distribuição a toda a população. 

A Câmara Municipal de Serpa, bem como as Juntas e Uniões de Freguesia adquiriam os materiais necessários e são muitos os voluntários que, por todo o concelho, agarraram esta tarefa altruísta de ajudar o próximo, a quem o Município especialmente agradece. De destacar que a maioria dos materiais usados foram adquiridos no comércio local. 

Caso a produção de máscaras comunitárias não chegue para assegurar que toda a população do concelho tenha acesso a esta forma de proteção individual, o Município irá adquirir máscaras reutilizáveis para que todos os munícipes tenham a sua. 

Trata-se de mais um apoio que a Câmara Municipal de Serpa e as Juntas e Uniões de Freguesia estão a dar para toda a população do concelho se sinta mais protegida.

Voluntários da campanha “Costurar com o coração” já produziram mais de 50 mil máscaras

Covid-19: Voluntários de “Costurar com o coração” produziram mais ...

Os participantes na campanha “Costurar com o coração” já produziram mais de 50 mil máscaras de proteção, um número impressionante que dá dimensão ao espírito solidário da região de Leiria. 

Lançada pelo Município para fazer frente à escassez de máscaras de proteção no mercado, a campanha teve uma adesão entusiástica por parte dos leirienses, tendo rapidamente recebido a inscrição de 600 participantes, dispostos a pôr mãos à obra para ajudar quem está na linha da frente no combate ao Covid-19 e no apoio às franjas da população em situação de maior fragilidade. 

“Agradecemos a colaboração da população nesta causa, reveladora do espírito solidário dos leirienses”, disse o vereador do Município de Leiria Carlos Palheira, acrescentando que já foram entregues 20 mil máscaras a instituições de solidariedade, de apoio à pessoa com deficiência, apoio domiciliário e outras instituições sem fins lucrativos. 

Uma vez mais o Município de Leiria agradece o extraordinário espírito solidário que a sociedade leiriense tem manifestado neste momento de especial dificuldade que enfrentamos.

CANDIDATURAS COMUNITÁRIAS PARA AS OBRAS DE REMODELAÇÃO E AMPLIAÇÃO DAS EB1 DE SILVES E EB1 DE ALCANTARILHA FORAM APROVADAS

SILVES - Descobre os Territórios Corticeiros

O Município de Silves viu recentemente aprovadas, no âmbito do CRESC Algarve, as operações de remodelação e ampliação da EB1 de Silves e da EB1 de Alcantarilha, num investimento total elegível de aproximadamente dois milhões e 500 mil euros.
No que respeita à EB1 de Silves, o investimento elegível ascende a 1.735.808,08 euros, com um apoio financeiro da União Europeia através do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER) de 867.904,04 euros. Esta operação contempla a construção de um novo edifício, a levar a efeito no local em que está atualmente implantado o edifício desativado, que será demolido. O novo edifício, integrará 13 salas de aula e sanitários para alunos, professores e funcionários. A intervenção inclui, ainda, a reorganização dos espaços exteriores, com a criação de uma zona de jogos para atividade física e recreio. De salientar que a autarquia lançou um concurso público para a execução da empreitada, ainda antes da submissão da candidatura, pelo que a obra já se encontra adjudicada, sendo que o processo de concurso segue os seus trâmites legais. 

No caso da remodelação e ampliação da EB1 de Alcantarilha o investimento elegível ascende a 761.050,00 euros, com um apoio financeiro da União Europeia através do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER) de 380.525,00 euros. A intervenção contempla a ampliação do piso térreo, destinado a refeitório, devolvendo a sala polivalente à sua função original, remodelação de instalações sanitárias, cozinha e serviços, ampliação do piso superior destinado a biblioteca, sala de professores e sala de reuniões, remodelação de duas salas de menores dimensões para apoio a atividades de expressão plástica e de laboratório, áreas exteriores, entre outras. O concurso público para a execução desta empreitada encontra-se em fase de preparação de lançamento.

O Município de Silves congratula-se com a aprovação destas duas importantes candidaturas comunitárias no setor vital e estratégico da Educação, fruto de enorme pressão e persistência, que permitirá a criação de condições substancialmente superiores para o trabalho de alunos, professores e funcionários, bem como para o reforço da competitividade do concelho de Silves.