quinta-feira, 17 de junho de 2021

Requalificação da Fonte do Castelo de Porto de Mós transforma local em zona de fruição


“Há uma fonte por detrás do Castelo de Porto de Mós. E dizem os mais antigos, que quem beber da água da fonte do Castelo nunca mais sai de Porto de Mós. Tanto que moram aqui em Porto de Mós pessoas naturais de várias zonas do país…“ *

Se o Castelo de Porto de Mós é o ex libris do concelho, a zona que o envolve é repleta de histórias e lendas que acompanham as memórias dos portomosenses.

O Projeto de Requalificação da Envolvente do Castelo de Porto de Mós visa, em primeira instância, dignificar e preservar um espaço com história e peso na cultura popular local.
Por outro lado, tem como objetivo tornar aprazível ao visitante a área circundante ao castelo, estendendo a sua visitação até à zona da Fonte do Castelo, onde é notório o valor patrimonial e paisagístico existente, tanto pela presença dos elementos arquitetónicos, como pelo contexto geomorfológico do terreno e presença de uma mancha remanescente de floresta autóctone de carvalho-cerquinho, que estabelece a transição para o mosaico agrícola que se estende na paisagem.

A proposta de intervenção assume como principais objetivos promover o alargamento da rede de circuitos entre o Castelo e a sua envolvente, nomeadamente através de um acesso pedonal até à Fonte do Castelo; dotar os percursos pedonais de melhores condições de mo-bilidade; melhorar a qualidade estética e paisagística do local; reabilitar a Fonte do Castelo, incluindo escadaria de acesso, garantindo a sua proteção e valorização; intervir no âmbito lúdico-pedagógico nos espaços, quer através da criação e melhoramento das áreas de esta-dia, quer através da criação de sinalização informativa associada aos circuitos, promovendo os valores naturais e culturais existentes; dotar o espaço de locais adequados para a paragem de autocarros e veículos ligeiros, de apoio aos visitantes, localizados junto à área urbana, contri-buindo deste modo para a redução dos acessos automóveis nas imediações do Castelo. É, ainda, proposta uma zona de lazer com um miradouro e o acesso pedonal à rede de percur-sos de acesso ao Castelo e à Fonte do Castelo através de escadaria em madeira.
Histórias por contar (2011, maio 13). LENDA DA FONTE DO CASTELO. Disponível em

Porto de Mós | Antiga Igreja do Arrimal será recuperada


No dia 13 de junho a Câmara Municipal de Porto de Mós e a Fábrica da Igreja Paroquial do Arrimal assinaram o contrato de comodato, que estabelece a responsabilidade do Município de Porto de Mós sobre o edifício da igreja velha do Arrimal, com o objetivo de recuperar e dignificar este património abandonado e degradado há largas dezenas de anos. A autarquia assume, assim, as despesas inerentes às obras de conservação e restauro, que serão acompanhadas também pelo Departamento Diocesano do Património Cultural.

O projeto da obra será realizado pelo arquiteto Paulo Durão, nome reconhecido no meio e filho da terra. Entretanto, numa primeira fase, urge limpar o espaço, avaliar a necessidade de contenção urgente das estruturas e vedar, de acordo com as palavras de Jorge Vala, Presidente da Câmara Municipal de Porto de Mós.

Pretende-se que a antiga igreja do Arrimal se transforme num centro de investigação hidrográfica, tendo em consideração a sua localização, perto das lagoas, e os trabalhos de pesquisa que decorrem por parte da comunidade científica no parque natural. O novo projeto contemplará, também, um espaço de promoção dos produtos endógenos e de artesanato.

Neste dia foi, ainda, inaugurado o Salão Paroquial Santa Maria, no Arrimal, uma obra que contou com o apoio municipal, no montante de €45 000,00, que pretende servir a população e ser um espaço de convívio, lazer e promoção da cultura popular.

No dia da inauguração, o Salão Paroquial Santa Maria acolheu a exposição “Resgatar-nos do esquecimento, recuperar o futuro”, resultado do trabalho conjunto do Museu Municipal de Porto de Mós e de Rodrigo Martins, natural do Arrimal, responsável pela restauração das peças expostas, recuperadas da antiga igreja e de outros espaços da localidade.

 

Patrícia Alves

Universidade de Aveiro celebra protocolo de inclusão com Grupo Jerónimo Martins


A Universidade de Aveiro celebrou hoje com o Grupo Jerónimo Martins um protocolo para desenvolver o "Programa Individual de Estudos Multidisciplinares", destinado a pessoas com dificuldades intelectuais e desenvolvimentais.
O protocolo serve de suporte a um projeto focado "na inclusão plena de pessoas com dificuldades intelectuais e desenvolvimentais (DID) no meio académico e no mercado de trabalho".

"A Universidade de Aveiro tem garantido o acesso ao conhecimento de estudantes com necessidades especiais, ajustando as suas condições de estudo e vivência académica e a colaboração com o Grupo Jerónimo Martins permite ir mais longe e garantir o acesso ao trabalho, a valorização e a integração profissional", destacou o reitor da UA, Paulo Jorge Ferreira.

Para Pedro Soares dos Santos, presidente do Grupo Jerónimo Martins, "as empresas são chamadas cada vez mais a assumir a responsabilidade, perante a sociedade, de darem um contributo positivo e serem parte da solução, nomeadamente no que diz respeito ao desafio de incluir pessoas com maior vulnerabilidade no mercado de trabalho e na vida ativa".

A iniciar em outubro, o curso contempla uma dimensão académica e uma dimensão profissional, com uma formação prática em contexto de trabalho.

De acordo com a informação disponibilizada pela Universidade, "estudantes com DID que, pela via tradicional, após frequência da escolaridade obrigatória não teriam acesso ao Ensino Superior, terão, através deste projeto, a oportunidade de frequentar um programa lecionado na Universidade de Aveiro, com a duração de dois anos letivos e que inclui dois estágios no Grupo Jerónimo Martins, em ambiente real de trabalho".

Segundo é descrito, na componente curricular do curso, os estudantes estudarão em turmas regulares, sendo acompanhados por um coordenador-tutor.

Têm direito a usufruir dos serviços e apoios que a UA disponibiliza a todos os seus alunos, "numa perspetiva inclusiva e emancipatória, assente na crescente autonomia dos alunos e contingente com as competências e necessidades de cada um".

"Trata-se, assim, de um programa duplamente inclusivo: no meio académico e no mercado de trabalho", sublinha a universidade.

O apoio do Grupo Jerónimo Martins traduz-se no financiamento do coordenador-tutor e das propinas dos alunos, na colaboração na fase de candidatura e seleção dos alunos, no acompanhamento e monitorização, e em dois momentos de estágio: um concluído o primeiro ano curricular e o outro no final do curso.

Lusa

Câmara de Anadia prorroga prazo de apresentação de candidaturas ao Programa de Apoio


A Câmara Municipal de Anadia prorrogou, excecionalmente o prazo de apresentação de candidaturas ao Programa Municipal de Apoio Extraordinário ao Tecido Social e Económico “Anadia Estamos Juntos e Juntos Recuperamos”. Os interessados poderão assim apresentar a respetiva candidatura até ao próximo dia 30 de junho de 2021.

Recorde-se que o executivo municipal criou, um conjunto de medidas de Apoio à Atividade Económica de Interesse Municipal, com o intuito de mitigar o impacto económico da epidemia Covid-19, junto das empresas e respetivos trabalhadores, especialmente as microempresas, cujos estabelecimentos foram obrigados a reduzir a sua atividade ou até a encerrar por força da lei, durante o Estado de Emergência decretado pelo Governo.

Assim sendo, podem candidatar-se a estes apoios as empresas que empreguem até 25 trabalhadores e que tenham registado quebras de faturação igual ou superior a 20 por cento. Foram também introduzidos novos CAE’s, a fim de abranger mais atividades económicas.

De sublinhar que o Município de Anadia tem também em vigor outro tipo de apoios à atividade económica, nomeadamente a redução de 30 por cento do pagamento de rendas, por um período máximo de seis meses, entre janeiro e junho de 2021, por parte das pessoas singulares ou coletivas, titulares de um contrato de arrendamento ou de uma concessão, referentes aos espaços municipais: Edifício Dr. Luís Navega (Curia), Domus Café, Antiga Escola de Espairo, lojas do Mercado Municipal de Anadia, Incubadora do Curia Tecnoparque e Centro de Bem-Estar Social de Tamengos. Por outro lado, os proprietários de estabelecimentos comerciais estão isentos do pagamento de taxas municipais de esplanadas, até dezembro de 2021.

A Autarquia pretende assim garantir que os estabelecimentos mantenham a sua atividade e que os postos de trabalho sejam assegurados.

Reabertura das Piscinas Municipais de Vagos e Calvão


O tanque de 16m da Piscina Municipal de Vagos reabriu ao público hoje, dia 16 de junho de 2021, apenas para regime livre, depois da reabertura, no passado dia 19 de maio de 2021, do tanque de 25 metros, também em regime livre.

A Piscina do Colégio de Calvão reabre ao público no dia 21 de junho de 2021, igualmente em regime livre.

O acesso ao regime livre, em ambas as piscinas, manter-se-á organizado por turnos e no cumprimento das orientações da Direção-Geral da Saúde, carecendo de inscrição prévia obrigatória, por e-mail para piscina@cm-vagos.pt ou por telefone para o número 234 799 604.

O regime livre da Piscina Municipal de Vagos funcionará de segunda a sexta-feira, das 17h45 às 20h00 e aos sábados, das 9h30 às 11h45. As marcações poderão ser feitas para o próprio dia ou para o dia seguinte.

O regime livre da Piscina Municipal de Calvão funcionará de segunda a sexta-feira, das 17h45 às 20h00.

Para o acesso às instalações das piscinas municipais é obrigatório o uso de máscara, sendo ainda recomendado o uso de óculos de natação durante a prática desportiva. A utilização de chuveiros está interdita.

 

Menino de dois anos desaparecido em Proença-a-Velha


Alerta foi dado às 8h30 da manhã e as buscas incluem drones, equipas cinotécnicas e militares da GNR.

Um menino com menos de três anos está desaparecido desde o início da manhã desta quarta-feira, na localidade de Proença-a-Velha, concelho de Idanha-a-Nova, estando as buscas a decorrer, disse à agência Lusa fonte oficial da GNR e confirmou a TSF.

"Recebemos o alerta às 08h30 da manhã e, entretanto, foi montado uma operação de busca e resgate e que a esta hora [17:30] continua no terreno com um forte dispositivo", disse à Lusa o oficial de comunicação e relações públicas do Comando Territorial de Castelo Branco, capitão Jorge Massano.

Segundo este responsável, o dispositivo foi reforçado ao longo do dia e inclui drones, equipas cinotécnicas e mais de 20 militares da GNR.

Alguns populares também se juntaram às buscas que estão a decorrer numa área "bastante alargada" daquela localidade.

De acordo com a mesma fonte, o menino, com idade compreendida entre "os dois e os três anos", terá desaparecido de casa e o alerta foi dado pelos pais, desconhecendo-se as circunstâncias do sucedido.

Além dos militares da GNR, a Polícia Judiciária também está no local, acrescentou.

Lusa / TSF

Teto falso da urgência de Leiria cede com a chuva e obriga à retirada de doentes

Doentes da Urgência Geral do Hospital de Santo André, em Leiria, foram hoje retirados do espaço depois da queda de um teto falso, que cedeu após o entupimento de uma caleira, disseram várias fontes.

O representante do Secretariado Regional do Centro do Sindicato Independente dos Médicos, Rui Gameiro, salientou a “boa coordenação de todos os profissionais do hospital”, que se “prontificaram a vir do seu domicílio ajudar”.

Rui Gameiro acrescentou que não foram apenas os médicos e enfermeiros que se deslocaram para o hospital de Leiria, mas “também as auxiliares, porque era também uma questão de limpeza”.

“Foram poucas pessoas transferidas e em algumas situações já estava prevista a sua deslocação para outros hospitais”, informou ainda o delegado sindical, que admitiu que os doentes “estavam muito preocupados com o que se estava a passar”.

Segundo Rui Gameiro, foi também antecipado “mais precocemente o seu internamento noutros serviços”.

“A chuva foi imensa e algumas placas do teto falso caíram, mas tudo correu muito bem e a equipa respondeu muito bem”, concluiu.

O Centro Hospitalar de Leiria (CHL), ao qual pertence o Hospital de Santo André, garante que a “situação está já normalizada em todas as áreas afetadas”.

A área verde terá ficado funcional pouco tempo depois.

Numa nota de imprensa, o CHL confirma a existência de uma infiltração de águas no Serviço de Urgência Geral, “devido às condições meteorológicas da noite passada [15 de junho], com uma queda intensa de chuva na cidade de Leiria”.

O conselho de administração adiantou ainda que a “infiltração apenas provocou danos nos tetos falsos, especificamente nas áreas ‘amarela’ e ‘verde’ do serviço”, não se registando “quaisquer danos pessoais”.

“Apenas houve danos em algumas placas do teto falso, que são em pladur, sofrendo danos por ação da água acumulada devido à infiltração. A estrutura do teto está intacta e já foi reposta”, acrescenta a nota.

O hospital informou ainda que, de acordo com a equipa técnica que vistoriou o sistema de drenagem de águas pluviais, “a infiltração terá sido causada pelo entupimento de uma caleira, devido à presença de um saco de plástico, que arrastado pelo vento ali se alojou”.

O incidente provocou “alguns transtornos no funcionamento do serviço e originou a mobilização de doentes para outras áreas, de forma a realizar trabalhos de reparação e limpeza”, admite ainda o hospital.

O conselho de administração do CHL está a avaliar com os serviços técnicos “se se justificam mais medidas para prevenir ocorrências futuras”.

Lusa