segunda-feira, 18 de janeiro de 2021

Proença-a-Nova | Novas formas de associativismo em tempos de pandemia


A crise de saúde pública provocada pela COVID-19 desde março de 2020 tem obrigado a um reajustar de estratégias em todas as áreas de atividade, incluindo no sector associativo. No caso do concelho de Proença-a-Nova, a maior parte das associações engloba as comunidades locais, num trabalho de grande proximidade que foi destacado por João Lobo, presidente da Câmara Municipal, durante o VI Encontro de Associações que decorreu a 16 de janeiro exclusivamente online devido à renovação do Estado de Emergência e ao confinamento generalizado da população. “O envolvimento das associações nas comunidades traduz o que temos vindo a dizer ao longo destes anos todos: as associações são as pequenas células que fazem com que o corpo todo funcione. E, nessa circunstância, se 2020 foi um ano que nos trouxe uma forma diferente de nos contactarmos, apresentou-nos também novas oportunidades que nos permitem lidar com os fatores desafiantes neste ano de 2021”. 
O autarca relembrou as mais de 24 intervenções realizadas nas sedes das associações nos últimos anos que as prepararam para acolher as iniciativas desenvolvidas localmente e que são cada vez mais necessárias em contextos de pandemia e num cenário de diminuição da população que será espelhada nos censos deste ano. “Isso obriga-nos a todos, evidentemente que ao Município em primeira linha, a desenvolver a capacidade de fazer diferente. É necessário combater o risco de nos alhearmos desta realidade e trazer a capacidade interventiva individual para o coletivo”, afirmou. 

João Lobo deixou ainda o desafio de as associações aproveitarem estes encontros não só para a troca de experiências, mas também para colaborarem entre si em projetos diferenciadores; e recordou o regulamento municipal de conversão de áreas florestais em áreas agrícolas na faixa dos 100 metros junto aos aglomerados populacionais, num processo que as associações devem liderar e implementar nas suas aldeias. Com um conjunto de ações de sensibilização previstas para o fim de janeiro e início de fevereiro dedicadas à floresta – que tiveram de ser adiadas devido ao Estado de Emergência -, o presidente da autarquia apelou à necessidade de se reeducar os proprietários de terrenos no sentido de uma visão mais alargada da gestão florestal, até porque o fogo não conhece fronteiras. “As associações têm que ter um empenho muito mais forte neste tema”. 

Numa outra área, João Lobo adiantou que a Câmara está a desenvolver todos os esforços no sentido de garantir uma cobertura de rede móvel idêntica em todo o concelho: “essa é também uma luta que temos vindo a dirimir pois não somos todos iguais, de facto, relativamente à cobertura móvel e à capacidade de termos a todo o momento a oportunidade de nos ligarmos e essa é uma condição essencial nos dias de hoje por que devemos todos pugnar”. Por fim, o autarca voltou a apelar às associações que contribuam para a Rede de Solidariedade que está em marcha de apoio às pessoas mais vulneráveis e, sendo elas as mais próximas da população, que façam chegar o conhecimento que têm ao Gabinete de Ação Social do Município para que ninguém fique sem ajuda num momento sensível como o que se está a viver. 

Na sua intervenção no VI Encontro de Associações, o vice-presidente João Manso recordou o regulamento municipal de atribuição de apoios e subsídios a que as associações podem recorrer, numa das três vertentes disponíveis: contrato-programa, protocolo ou apoio à atividade regular, bem como os prazos em vigor (terminam a 30 de março) e os documentos necessários. Em Ano Municipal dos Sabores Tradicionais, os eventos gastronómicos nos moldes habituais vão ser alterados, tendo em conta as restrições provocadas pela pandemia, num modelo que passará a envolver os restaurantes e, sempre que possível, parcerias com as entidades associativas. “Para as associações estamos a planear ter a Festa do Município e o Mercado dos Sabores de Natal, dependendo da forma como a pandemia evoluir”, referiu João Manso, deixando um incentivo para serem desenvolvidas atividades locais com a população: “queremos incentivar-vos a realizar, a uma escala mais pequena, atividades culturais, musicais, editoriais - há associações que gostariam de publicar e algumas até já publicaram livros -, atividades ambientais, de cidadania e a realizarem alguns fóruns de discussão e de reflexão sobre a vossa localidade”. O autarca disponibilizou a ajuda dos técnicos da autarquia consoante a área em que decidirem apostar, atividades que já podem vir enunciadas na planificação deste ano. 

Apresentando uma realidade diferente, Carla Rothes, do executivo da Junta de Freguesia de Benfica, explicou o trabalho desenvolvido desde o início da pandemia para tentar minimizar o impacto da mesma junto dos cerca de 40 mil habitantes desta freguesia de Lisboa. “A nossa grande força foram as associações”, referiu, nomeadamente as associações de moradores, o banco de voluntariado e as que trabalham com idosos. 

As associações tiveram ainda oportunidade de partilhar as suas experiências em ano de pandemia e, como forma de assinalar o Ano Municipal dos Sabores Tradicionais, foi apresentado o projeto de Carta Gastronómica do Concelho de Proença-a-Nova, tendo intervindo três chefs, Manuel Pinheiro, João Branco e Rui Lopes numa mensagem previamente gravada, e será oferecida às associações presentes uma colher de pau, tamanho XXL, elaborada por um artesão do concelho e personalizada para marcar o VI Encontro de Associações.

RESUMO DAS NOVAS MEDIDAS DE CONFINAMENTO ANUNCIADAS HOJE PELO PRIMEIRO MINISTRO

O primeiro-ministro anunciou, esta segunda-feira, medidas mais restritivas em relação ao confinamento, uma vez que o Governo concluiu que houve demasiada circulação nos últimos dias.

Ainda não se sabe quando estas novas medidas entrarão em vigor, porque o decreto ainda terá de ser enviado ao Presidente da República e aprovado por ele.

Aqui fica a lista de medidas anunciadas hoje por António Costa:

  • Proibida a venda ou entrega ao postigo em qualquer estabelecimento do ramo não-alimentar, como por exemplo em lojas de vestuário

  • Proibida a venda ou entrega ao postigo de qualquer tipo de bebida, mesmo cafés, nos estabelecimentos alimentares

  • Proibida a permanência e o consumo de bens alimentares à porta ou na via pública, nas imediações dos estabelecimentos do ramo alimentar

  • Encerrados todos os espaços de restauração em centros comerciais, mesmo em regime de take-away

  • Proibidas todas as campanhas de saldos, promoções e liquidações que promovam a deslocação e a concentração de pessoas

  • Proibida a permanência em espaços públicos de lazer como jardins. Podem ser frequentados, mas não em permanência

  • Nas autarquias, limitação do acesso aos locais de grande concentração de pessoas, como frentes marítimas ou ribeirinhas

  • Sinalização da proibição em bancos de jardim, parques infantis ou equipamentos desportivos, mesmo de desportos individuais, como tênis e padel

  • Encerradas as universidades sénior, os centros de dia e os centros de convívio

  • Os trabalhadores que tenham mesmo de trabalhar presencialmente têm de ter uma credencial emitida pela entidade patronal

  • Todas as empresas de serviços com mais de 250 trabalhadores têm de enviar, em 48 horas, à ACT, a lista nominal de todos os trabalhadores cujo trabalho presencial consideram indispensável

  • Resposta a proibição de circulação entre concelhos ao fim de semana

  • Todos os estabelecimentos, de qualquer natureza, devem encerrar às 20:00 nos dias úteis e às 13:00 ao fim de semana, com exceção do retalho alimentar, que ao fim de semana poderá ficar aberto até às 17:00

  • Reforço de fiscalização da ACT e das forças de segurança


 
Anabela Monteiro

Circulação, comércio, restauração. Conheça todas as novas restrições e os alertas de Costa

Governo garante que número de entidades privadas a colaborar com SNS "tem-se vindo a alargar"


O primeiro-ministro voltou a sublinhar que a requisição civil será utilizada se e quando necessário e garantiu que há cada vez mais entidades privadas a colaborar com o Serviço Nacional de Saúde.

"Mesmo fora do estado de emergência, a própria lei permite recorrer à requisição civil. Todos os dias tem-se vindo a alargar o número de entidades, quer do setor social quer do setor privado, que têm vindo a colaborar. É um instrumento que deve ser utilizado na estrita medida das suas necessidades", afirmou.

Sobre a campanha eleitoral do Chega, que tem juntado várias dezenas de pessoas, Costa disse que "não comente ao Governo nem ao primeiro-ministro fazer qualquer tipo de comentário à campanha eleitoral".

Para já, o Governo não revela a data em que estas novas medidas restritivas vão entrar em vigor.

ATL e a votação nas presidenciais

O primeiro-ministro esclarece que os estabelecimentos de Atividade em Tempos Livres irão manter-se em funcionamento.

Questionado sobre se há alguma medida adicional relativamente a fronteiras e chegada de voos do estrangeiro, António Costa explica que a decisão será coordenada com a União Europeia, remetendo mais detalhes para a reunião informal do Conselho Europeu, agendada para quinta-feira.

O primeiro-ministro foi questionado sobre a participação eleitoral de ontem. Para António Costa, o voto antecipado na generalidade "correu bem", apontando no entanto uma "má organização" em alguns concelhos, onde houve elevado tempo de espera para votar.

Escolas mantêm-se abertas. "Uma opção de fundo que fizemos e julgamos correta"

As escolas vão manter-se abertas, mas o Governo sublinha que os estabelecimentos de ensino, bem como as autoridades de saúde, têm a autonomia e o dever de condicionar o funcionamento das escolas de acordo com a situação sanitária do concelho ou estabelecimento.

"Para lá dessa situação há uma opção de fundo que fizemos e julgamos correta: não se justifica o custo social de impor pelo segundo ano letivo consecutivo as limitações ao ensino presencial. É um custo que é irreversível e não deve ser imposto. Libertos dos seus deveres escolares, é provável que, sobretudo os alunos mais crescidos, acabem por conviver mais do que fazem quando têm de partilhar o seu tempo livre com a escola", justificou o primeiro-ministro.

Costa admite pressão no SNS e aumento do número de óbitos

"Até ao próximo dia 24 a pressão irá continuar a aumentar [no SNS], o que nos exige continuar a multiplicar soluções de recurso", admite o primeiro-ministro, sublinhando que o número de óbitos irá continuar também a aumentar.

"É o nível mais perigoso de sempre"

António Costa relembrou que é necessário um esforço coletivo para conter o crescimento da pandemia. "É o nível mais periogoso de sempre", sublinhou o chefe do Executivo.

"Não é o momento para aproveitar as brechas da lei"

"Este não é o momento para festas de anos, para jantares de amigos ou famílias, este não é o momento para aproveitar as brechas da lei para encontrar a exceção e fazermos aquilo que não podemos fazer. Temos de nos proteger, usando máscara e manter o distanciamento físico e obrigação de progeter os outros. É a saúde que está em causa", avisou o primeiro-ministro.

"Tivemos uma redução de cerca de 30% das movimentações"

António Costa reconhece que Portugal está a viver o momento mais grave desta pandemia e apela aos portugueses que fiquem em casa.

"Obviamente três dias é um período curto para avaliar o impacto das medidas, de qualquer modo, recolhendo informação, podemos verificar que entre sexta-feira e o dia de ontem tivemos uma redução de cerca de 30% das movimentações. Quero agradecer a todos os que contribuíram para esta redução, mas dizer aos outros 70% que não é aceitável este nível de movimentações", explicou Costa.

O primeiro-ministro voltou a reforçar a ideia de que o controlo e combate à pandemia "depende do comportamento individual de cada um de nós".

Proibido circular entre concelhos aos fins de semana

É reposta a proibição de circulação entre concelhos ao fim de semana e todos os estabelecimentos de qualquer natureza devem encerrar às 20h nos dias úteis e às 13h no fim de semana, com exceção do retalho alimentar que, aos fins de semana, se poderá prolongar até às 17h.

Todos os trabalhadores que tenham de se deslocar para prestar trabalho presencial têm de ter uma credencial emitida pela respetiva entidade patronal.

Universidades séniores, centros de dia e de convívio também serão encerradas.

António Costa pede a autarcas que limitem o acesso a locais de grande concentração de pessoas e equipamentos desportivos, mesmo de desportos individuais.

Passa a ser proibido também o consumo de bens alimentares à porta ou nas imediações dos estabelecimentos que façam take-away e são proibidas todas as campanhas de saldos, promoções e liquidações que promovam a deslocação de pessoas.

Os espaços de restauração em centros comerciais também serão encerrados, mesmo em regime de take away.

Governo proíbe venda ou entrega ao postigo

Proibida venda ou entrega ao postigo em qualquer estabelecimento do ramo não alimentar ou de qualquer tipo de bebida, mesmo cafés.

Cátia Carmo / Guilherme de Sousa / TSF

Em Silves: RUA D. PAIO PERES CORREIA SOFRERÁ CORTE DE TRÂNSITO A 21 E 22 DE JANEIRO


A Câmara Municipal de Silves informa que, devido a uma intervenção de obra a levar a efeito por particulares, a circulação de trânsito na Rua D. Paio Peres Correia, em Silves, estará interrompida nos dias 21 e 22 de janeiro, entre as 8h00 e as 17h00, nos troços compreendidos entre o início deste arruamento junto ao Largo Mártires da Pátria e a sua interceção com a Rua Gago Coutinho (incluindo toda a Travessa D. Paio Peres Correia até à sua interceção com a Rua D. Afonso III).

A autarquia pede a atenção e compreensão dos automobilistas para esta situação e agradece a colaboração de todos.

Município de Reguengos de Monsaraz apoia setores da restauração e de táxis durante confinamento


O Município de Reguengos de Monsaraz vai continuar a apoiar os setores da restauração e de táxis durante o período de confinamento decretado pelo governo devido à pandemia de covid-19. À semelhança do que aconteceu nos últimos fins-de-semana, de 15 a 29 de janeiro a autarquia vai oferecer o serviço de entrega de refeições à população e aos visitantes que estejam nos alojamentos turísticos do concelho.
Qualquer pessoa que esteja na área geográfica do município poderá contactar os estabelecimentos aderentes para escolher a sua refeição e a câmara municipal oferecerá o serviço do táxi que a vai entregar no domicílio. A iniciativa está limitada aos horários de funcionamento e dias de folga de cada estabelecimento de restauração.

Nesta medida de apoio municipal denominada Mais Comércio Local participam 22 restaurantes e cafés do concelho de Reguengos de Monsaraz, nomeadamente o Parque da Cidade, A Moira, Classic Pub, O Gato, Pizaria Jona, Casa do Forno, Aloendro, Esporão, A Grelha, Sabores de Monsaraz, O Convívio, A Tarefa, Frade Sushi Bar, Café Avenida, 100 Esquadria, Café Snack-Bar Dias, Mafalda Cake Design, Churrasqueira Góis, O Compadre, Petisqueira O Penálti, Seu Café e Zé do Barco.

Abertura de candidaturas para a IX edição do concurso literário «A Ética na Vida e no Desporto»


O prazo de submissão de candidaturas decorre até 28 de fevereiro
Este concurso tem como objetivo estimular a produção de trabalhos escritos, subordinados ao tema da ética no desporto, por parte de estudantes do ensino secundário e dos cursos profissionais ministrados em estabelecimentos de ensino público, particular e cooperativo, centros educativos e estabelecimentos prisionais localizados em Portugal Continental e nas Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira, premiando aqueles/as que apresentem melhor qualidade literária. 

O Concurso Literário «A Ética na Vida e no Desporto» é promovido pelo Instituto Português do Desporto e Juventude, I.P., - através do Plano Nacional de Ética no Desporto - com o apoio do Jornal Desportivo A Bola, da Direção Geral da Educação/Desporto Escolar, da Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais, da Fundação do Desporto, da Direção Regional de Desporto dos Açores e da Direção Regional do Desporto da Madeira. 

Para mais informações: 
site do PNED em www.pned.ipdj.gov.pt
Portal do IPDJ: www.ipdj.gov.pt


Águeda | Vacinação nos lares do concelho de Águeda iniciou hoje

Iniciou hoje a vacinação contra a COVID-19 nos lares do concelho, estando a proceder-se à administração da vacina a todos os utentes e profissionais. A primeira ERPI (Estrutura Residencial para Pessoas Idosas) do concelho de Águeda a receber o processo de vacinação foi “O Mágico”, na Giesteira.

Este é um procedimento que decorre da primeira fase de vacinação, em respeito pelo plano elaborado pela Direção-Geral de Saúde e que está a ser seguido com o apoio da Câmara Municipal de Águeda, que assegura todos os cuidados necessários ao transporte das vacinas e dos profissionais que as vão administrar em cada local, em articulação com a Proteção Civil e GNR locais.

“Este é um passo extremamente importante na luta que todos travamos contra a pandemia, com a vacina a ser administrada aos mais vulneráveis e aos que com eles privam”, disse Jorge Almeida, Presidente da Câmara Municipal de Águeda, acrescentando que, entretanto, “todos os profissionais de saúde do concelho já foram vacinados”.

A vacinação que hoje iniciou está a ser feita aos utentes idosos, tendo em conta que muitos têm co-morbilidades que os tornam particularmente vulneráveis aos efeitos da doença, sendo uma franja da população que regista uma alta taxa de letalidade.

Estão igualmente a ser vacinados os diversos colaboradores destes espaços residenciais, considerando que estão em contacto direto com os idosos e é, muitas vezes, através deste profissionais que o vírus é transmitido.