quarta-feira, 16 de setembro de 2026

Câmara de Águeda apoia União de Bandas de Águeda na realização do Festival UBA


Iniciativa, que integra a programação cultural municipal, reúne as seis bandas filarmónicas do concelho e assinala os 38 anos da União de Bandas de Águeda

Seis bandas filarmónicas, centenas de músicos e uma mesma paixão pela música. É esta a força que o Festival da União de Bandas de Águeda (UBA) volta a levar às ruas, no próximo dia 4 de outubro, em Castanheira do Vouga, numa celebração que reúne o movimento filarmónico do concelho e que conta, desde a primeira edição, com o apoio da Câmara Municipal de Águeda. O protocolo que formaliza este apoio foi assinado esta manhã.

“O Festival da UBA é um exemplo muito claro daquilo que queremos continuar a promover em Águeda, uma cultura que nasce das nossas comunidades, das nossas associações e das pessoas que, todos os dias, dedicam o seu tempo e talento à construção de um concelho culturalmente mais rico”, afirma Edson Santos, Vice-Presidente da Câmara Municipal de Águeda.
Mais do que um espetáculo musical, este festival é um momento de celebração da música e da cultura aguedense, um encontro entre músicos, associações e população, que valoriza uma das mais relevantes tradições culturais do concelho. O evento iniciará pelas 14 horas, com um desfile das seis bandas, seguindo-se o concerto filarmónico no lugar da Igreja, em Castanheira do Vouga.

Para Edson Santos “apoiar o Festival, para além de ser um grande momento de celebração cultural do nosso concelho, é também um reconhecimento do trabalho que a União de Bandas de Águeda e as seis bandas filarmónicas desenvolvem ao longo do ano, ao mesmo tempo que valoriza a música filarmónica enquanto parte importante da nossa identidade”.

“São estas estruturas associativas que levam a cultura às freguesias, fazem a ponte entre gerações e mantêm vivas tradições que são prolongadas pelo excelente trabalho que fazem na formação dos nossos jovens”, acrescenta.

O festival coincide, como habitualmente, com a comemoração do aniversário da União de Bandas de Águeda, que em 2026 assinala 38 anos de atividade.

Criada em 1988, a UBA surgiu com o propósito de promover o aperfeiçoamento técnico e musical dos seus músicos e associados, bem como desenvolver e colaborar em iniciativas de interesse coletivo e social. A estrutura reúne a Orquestra Filarmónica 12 de Abril, a Banda Nova de Fermentelos, a Banda Alvarense, a Banda Castanheirense, a Banda Marcial de Fermentelos e a Filarmónica de Óis da Ribeira.

“O Festival da UBA é um momento muito especial para a União de Bandas de Águeda, porque permite juntar as nossas seis bandas e mostrar a diversidade, a qualidade e o talento que existem no nosso concelho”, disse António Silva, Presidente da UBA, que aproveitou o momento para, mais uma vez, agradecer o apoio do Município para a normal atividade das bandas do concelho e para a realização em concreto deste festival. “Este apoio tem sido fundamental para que possamos continuar a promover a música filarmónica e o trabalho desenvolvido pelas nossas associações”, concluiu António Silva.

*Ana Sofia Pinheiro
Técnica Superior
Gabinete de Comunicação e Imagem

Castelo de Paiva | UMA INICIATIVA QUE VALORIZA A TRADIÇÃO AGRÍCOLA. CONCURSO DE GADO BO VINO REALIZOU NA ROMARIA GRANDE D SE ONTE M A SANTA EUFÉM

O lugar de Touriz, na freguesia de S. Pedro do Paraíso, recebeu ontem, mais uma edição do tradicional Concurso de Gado Bovino, promovido pela Irmandade da Santa Eufémia, no âmbito das suas festas grandes, que decorrem até dia 16 de Setembro. A iniciativa contou, como sempre com o apoio da Câmara Municipal de Castelo de Paiva e da Junta de Freguesia de S. Pedro do Paraíso. 
Este é um concurso com boa referência e voltou a reunir vários criadores locais e da região, num certame que teve boa adesão e valoriza muito a tradição agrícola, promovendo a qualidade do gado bovino e mantendo assim, bem viva uma das actividades agrícolas com maior ligação às raízes desta freguesia paivense.
Para além do presidente da CM, Ricardo Cardoso, e do Vereador Rui Gomes, do Executivo Municipal de Castelo de Paiva, participaram elementos da Junta de Freguesia, presidida por Miguel Gomes, e Assembleia Municipal, liderada por Victor Moreira, bem como várias entidades e colaboradores da ANCRA, que marcaram presença na cerimónia de entrega de prémios aos criadores com exemplares distinguidos neste concurso bovino. 
O Concurso de Gado Bovino da Santa Eufémia, já foi um dos maiores desta região das Montanhas Mágicas, onde predomina a Raça Arouquesa, e foi realizado no âmbito do programa das festividades em honra da Santa Eufémia, importante romaria que anualmente mobiliza a comunidade e atrai muitos visitantes a esta freguesia de Castelo de Paiva.









*Carlos Oliveira
Gabinete de Comunicação Relações Públicas e Protocolo
Assessor de Imprensa


Marinha Grande | ALUNAS DA EPAMG TERMINAM HOJE VIAGEM-PRÉMIO A BARCELONA

 As alunas Ângela Costa e Carolina Nunes, da Escola Profissional e Artística da Marinha Grande, terminam hoje, 16 de setembro, uma viagem a Barcelona, conquistada com o primeiro prémio na categoria de Ensino Secundário Profissional do Concurso de Ideias de Empreendedorismo promovido pela Comunidade Intermunicipal da Região de Leiria.
As jovens da EPAMG encontram-se acompanhadas pela professora Telma Santos, em representação do estabelecimento de ensino, e pela vereadora da Educação da Câmara Municipal da Marinha Grande, Carla Santana.
A viagem constitui o reconhecimento pelo projeto “Gynoesense”, desenvolvido pelas duas alunas no âmbito do Curso Técnico de Comunicação, Marketing, Relações Públicas e Publicidade. A ideia consiste num penso higiénico equipado com um sensor reutilizável, concebido para ajudar a detetar possíveis problemas de saúde íntima durante a menstruação e apoiar a monitorização da fertilidade. O projeto foi inicialmente orientado pelo professor Diogo Marques.
A distinção foi alcançada na Final Intermunicipal do Concurso de Ideias de Empreendedorismo do Ensino Secundário, realizada no dia 15 de maio, no Cine-Teatro de Porto de Mós, onde estiveram reunidos projetos inovadores apresentados por estudantes dos municípios que integram a CIM Região de Leiria.
Para a vereadora da Educação, Carla Santana, “esta viagem representa muito mais do que o prémio alcançado num concurso. É uma oportunidade de aprendizagem, de contacto com novas realidades e de valorização do talento, da criatividade e da capacidade de iniciativa das jovens da Marinha Grande”.
“Estamos muito orgulhosos do percurso da Ângela e da Carolina. A qualidade e a pertinência do projeto que desenvolveram demonstram que os nossos jovens têm ideias inovadoras e estão preparados para encontrar soluções para desafios concretos da sociedade”, afirma a vereadora.
Carla Santana salienta ainda que “o Município continuará a apoiar iniciativas que aproximem os alunos do empreendedorismo e do mundo profissional, contribuindo para o desenvolvimento da autonomia, do pensamento crítico e da confiança necessária para transformarem as suas ideias em projetos”.
A comitiva da Marinha Grande partilhou esta experiência com as vencedoras da categoria de Ensino Secundário Regular, Inês Carreira e Clara Henriques, do Agrupamento de Escolas da Batalha, acompanhadas por representantes daquele estabelecimento de ensino e do Município da Batalha.
Ao longo da estadia, as participantes tiveram a oportunidade de conhecer Barcelona e de contactar com novas experiências, culturas e perspetivas, numa viagem que valorizou a aprendizagem, a partilha e o convívio entre as equipas vencedoras.
A participação das alunas da EPAMG e o primeiro prémio conquistado reforçam o reconhecimento da criatividade e do espírito empreendedor dos jovens do concelho da Marinha Grande. O Município felicita Ângela Costa e Carolina Nunes, bem como os professores e toda a comunidade educativa da EPAMG, pelo trabalho, empenho e dedicação demonstrados ao longo desta iniciativa.

*Gabinete de Comunicação e Imagem

Executivo Municipal aprovou adjudicação da obra por 1.683.680,57 euros. Empreitada de requalificação da Marginal da Praia da Tocha arranca este ano


O Executivo Municipal deliberou aprovar, na reunião camarária desta terça-feira, 15 de setembro, a adjudicação da empreitada de requalificação da Marginal da Praia da Tocha, à empresa Alvorada Tranquila, Lda., num investimento de 1.683.680,57 euros.
Com um prazo de execução de 450 dias, a empreitada arranca ainda este ano, estando prevista a sua conclusão no final da primavera de 2028, uma vez que o contrato determina que não pode haver lugar a qualquer obra durante a época balnear de 2027. De resto, durante esse período, o empreiteiro terá que garantir o acesso a moradores e estabelecimentos comerciais, bem como manter a avenida transitável, limpa e segura.
Recorde-se que esta intervenção foi candidatada ao Portugal Centro 2030, para obtenção de financiamento no âmbito do programa específico de Reabilitação e Regeneração Urbanas, estando a aguardar aprovação.
O projeto da Divisão de Estudos e Projetos da Câmara Municipal visa melhorar o acesso à praia, tornando-o mais seguro e acessível, requalificar a avenida com pavimentos permeáveis e sustentáveis, valorizar o espaço público e preservar o património, destacando os “palheiros da Tocha” e a ligação à Arte Xávega. A ideia é ainda humanizar a frente urbana, privilegiando o peão em detrimento do automóvel.
Para a presidente da Câmara Municipal, Helena Teodósio, “a requalificação da Marginal não significa apenas melhorar a sua aparência, significa tornar esta zona nobre mais acessível, funcional, atrativa e resiliente, conciliando os interesses turísticos, económicos e ambientais”. A par disso, enfatiza a autarca, “estamos a devolver o espaço à população local e aos turistas, a melhorar a mobilidade e a segurança e a garantir uma relação mais equilibrada e sustentável com o mar”.
Recorde-se que a requalificação da Marginal da Praia da Tocha foi o projeto mais votado no âmbito do primeiro Orçamento Participativo promovido pelo Município de Cantanhede, o que diz bem da importância que a população atribui à execução do projeto.

SILVES CELEBRA DIA MUNDIAL DO TURISMO COM PROGRAMA DEDICADO À ALFARROBA

 O Município de Silves assinala o Dia Mundial do Turismo 2026 com um programa dedicado à alfarroba, um dos produtos mais identitários do território algarvio, propondo um conjunto diversificado de atividades que cruzam património, cultura, turismo, gastronomia, agricultura, indústria, arte e inovação.
 
As comemorações têm início no dia 26 de setembro, na Fábrica do Inglês, em Silves, com a inauguração da exposição fotográfica itinerante «Alfarroba: Memória(s) de uma Vida», da autoria de Luísa Melão, criada em 2020 no âmbito de uma parceria entre a CCDR Algarve, o Município de Faro (Museu Municipal de Faro) e a Industrial Farense. A exposição é complementada por uma mostra de produtos e materiais representativos da fileira da alfarroba, gentilmente cedidos por produtores, indústrias, artesãos, designers e artistas do território. O programa deste primeiro dia integra ainda uma mesa-redonda dedicada aos desafios e oportunidades da fileira da alfarroba, uma visita guiada à exposição, uma prova cega de produtos confecionados com este fruto e um momento musical de guitarra portuguesa, com Gonçalo Rosa e Manuel D’Avó. A exposição ficará patente até ao final do mês de outubro, com entrada livre.
No dia 27 de setembro, Dia Mundial do Turismo, o Município promove uma experiência imersiva pelos Trilhos da Alfarroba no concelho de Silves, convidando os participantes a descobrir este produto através de diferentes dimensões do território. O percurso inclui visitas a produtores e unidades de produção e transformação, experiências ligadas à apanha da alfarroba, gastronomia e enoturismo, proporcionando um contacto próximo com todo o universo associado a este fruto emblemático.
 
A programação prolonga-se durante o mês de outubro com o ciclo de workshops «Fora da Casca», que propõe novas formas de descobrir e valorizar a alfarroba através da criatividade, dos saberes e dos sabores. «Alfarroba com... Arte!», «Alfarroba com... Licor!» e «Alfarroba com... Pão!» são as três experiências previstas, envolvendo impressão botânica, visita e prova numa unidade produtora de licores e confeção tradicional de pão de alfarroba em forno de lenha.
 
Durante os meses de outubro, novembro e dezembro, as comemorações integram ainda o «Atelier Criativo da Alfarroba», dinamizado pelo parceiro Espaço JALI, com atividades que convidam participantes de diferentes idades a explorar a alfarroba através da arte, do artesanato e da criatividade.
 
O programa terá continuidade em novembro, com novas atividades atualmente em preparação e que serão divulgadas oportunamente.
 
O Município de Silves comemora este ano o Dia Mundial do Turismo com a alfarroba como tema central, valorizando a sua ligação ao território e dando visibilidade aos saberes, às atividades e aos agentes que lhe estão associados, numa celebração que evidencia também a riqueza e a diversidade dos recursos turísticos do concelho.
 
Esta iniciativa materializa dois dos pilares da estratégia de desenvolvimento sustentável do Município de Silves e do Geoparque Algarvensis, por via da diversificação e qualificação da oferta turística através da valorização do património imaterial, nomeadamente dos produtos endógenos.
 
A valorização do património imaterial, através de uma abordagem de slow-tourism reforça a integração deste território municipal no Geoparque Algarvensis, Geoparque Mundial da UNESCO.
 
Consulte o programa completo das Comemorações do Dia Mundial do Turismo 2026 em https://www.cm-silves.pt/pt/noticias/33345/silves-celebra-dia-mundial-do-turismo-com-programa-dedicado-a-alfarroba.aspx
 
Faça a sua inscrição nas atividades:
Visita pelos Trilhos da Alfarroba | 27 de setembro  - https://forms.gle/f1E5PEKYrmHN9RWs6 - inscrição até dia 20 de setembro.
A inscrição é obrigatória, limitada às vagas disponíveis e considerada por ordem de entrada.

Marinha Grande | ASSEMBLEIA MUNICIPAL HOMENAGEIA PROFESSOR CESÁRIO SILVA E PROPÕE ATRIBUIÇÃO DO SEU NOME A AGRUPAMENTO DE ESCOLAS

 A Assembleia Municipal da Marinha Grande deliberou, por unanimidade, no dia 14 de setembro, propor à Câmara Municipal que o Agrupamento de Escolas Marinha Grande Poente passe a adotar o nome de Professor Cesário Silva, numa homenagem destinada a perpetuar a memória e o legado de quem dedicou uma parte significativa da sua vida à Educação, à escola pública e à formação de sucessivas gerações de alunos.
A deliberação foi tomada na sessão ordinária da Assembleia Municipal, durante a qual o Professor Cesário Silva foi recordado pelo seu percurso profissional, pela sua ligação à comunidade educativa e pelo contributo prestado ao concelho da Marinha Grande.
A atribuição do seu nome ao Agrupamento de Escolas Marinha Grande Poente pretende constituir uma forma permanente de reconhecimento do trabalho desenvolvido ao longo de várias décadas e de preservação do seu testemunho junto das gerações futuras.
A Assembleia Municipal aprovou os votos de pesar apresentados pelas bancadas do Partido Socialista, do + MPM Movimento pelo Concelho e da CDU, através dos quais foi manifestado profundo pesar pelo falecimento do Professor Cesário Silva e transmitido o reconhecimento pelo seu percurso e pelo contributo prestado à Educação e à comunidade marinhense.
O voto apresentado pelo Partido Socialista recorda o Professor Cesário Silva como uma personalidade de reconhecido mérito, cuja vida esteve profundamente ligada à Educação e à comunidade da Marinha Grande. O documento destaca a sua dedicação à escola pública, a proximidade com alunos, profissionais e famílias e o trabalho desenvolvido para a construção de uma escola mais inclusiva, participativa e atenta às necessidades da comunidade educativa. Recorda também a atribuição, em 2022, da Medalha Municipal de Mérito Educativo. 
Por sua vez, o voto apresentado pelo + MPM presta público reconhecimento ao extenso percurso académico e profissional do Professor Cesário Silva e à sua participação em projetos educativos, pedagógicos, de formação profissional e de ligação entre a escola e o território. Destacam-se ainda as responsabilidades que assumiu na direção da Escola Secundária Eng.º Acácio Calazans Duarte e do Agrupamento de Escolas Marinha Grande Poente, bem como a sua intervenção em iniciativas municipais e intermunicipais na área da Educação. 
O voto da CDU salienta o compromisso do Professor Cesário Silva com a escola pública, os alunos, os professores, os trabalhadores, as famílias e a comunidade. Evoca a sua participação ativa em associações e iniciativas locais, assim como a sua ligação à cultura e às comemorações do 25 de Abril, sublinhando a marca deixada nos alunos, nos profissionais, nas instituições, nas associações e nos amigos com quem partilhou o seu percurso.
Os votos de pesar aprovados manifestam as mais sentidas condolências à família, aos amigos, aos colegas, aos alunos e a toda a comunidade educativa, em particular ao Agrupamento de Escolas Marinha Grande Poente. As deliberações foram remetidas à família e à direção do Agrupamento, para conhecimento e divulgação junto da comunidade escolar.
Na mesma sessão, o vereador da Câmara Municipal da Marinha Grande, Emanuel Vindeirinho, prestou uma homenagem ao Professor Cesário Silva, que descreveu como uma pessoa que deixou uma marca profunda na comunidade. O vereador considerou justa e carregada de significado a associação do nome do Professor Cesário Silva ao Agrupamento de Escolas onde desenvolveu uma parte importante do seu percurso. Sugeriu ainda que o concelho possa encontrar, no espaço público, outra forma permanente de preservar o seu nome, através da sua atribuição a uma rua, praça ou outro local.

*Gabinete de Comunicação e Imagem

Opinião - Para onde está a ir o património ferroviário português?

 Há imagens que, por mais pequenas que pareçam, acabam por dizer muito sobre a forma como um país olha para a sua própria História. Nas últimas semanas, muitos portugueses viram na televisão a polémica em torno das travessas de madeira provenientes de uma linha ferroviária desmantelada que terão sido utilizadas para fabricar uma mesa e bancos numa propriedade do actual ministro da Administração Interna, Luís Neves. Segundo foi noticiado, as travessas, conhecidas no vocabulário ferroviário como sulipas, terão sido obtidas no contexto do desmantelamento de uma linha e posteriormente transportadas para Odemira, onde foram transformadas em mobiliário. O ministro afirmou ter adquirido as madeiras, enquanto a Infraestruturas de Portugal foi chamada a esclarecer as circunstâncias da operação.
Mas talvez o verdadeiro problema desta história não esteja sequer nas travessas que chegaram a uma propriedade particular. O problema maior, e muito mais profundo, é aquilo que a existência dessa notícia nos deveria obrigar a perguntar: o que acontece ao património ferroviário português quando uma linha é desmontada, uma estação é remodelada ou uma infraestrutura é substituída? Quem inventaria aquilo que desaparece? Quem fotografa, cataloga, conserva e guarda? Quem decide o que pode ser destruído, o que deve ser preservado e o que, não podendo permanecer no local, deve pelo menos ser integrado num arquivo, num museu ou numa colecção documental? E, sobretudo, quem garante que daqui a cinquenta anos um investigador poderá reconstruir a história de uma pequena estação ferroviária portuguesa que hoje está prestes a desaparecer?
Portugal está a investir novamente na ferrovia, e esse investimento é importante para a modernização das comunicações do país. A Infraestruturas de Portugal tem actualmente em curso e projectadas diversas intervenções de modernização da rede, desde a Linha do Sul à Linha do Norte e à Linha do Minho, enquanto os projectos de alta velocidade avançam também em diferentes fases. O problema não está, portanto, em modernizar a ferrovia. O problema começa quando a palavra modernização passa a significar que tudo aquilo que existia antes pode ser simplesmente removido, demolido, descartado ou entregue sem que tenha sido previamente feito o necessário levantamento histórico e patrimonial.
Uma estação ferroviária não é apenas um edifício onde se espera pelo comboio. Pode ser uma peça de arquitectura, um testemunho da industrialização, um marco na transformação económica de uma região, um lugar de emigração, de chegada, de despedida, de comércio, de correspondência e de encontro. Pode conter azulejos, inscrições, relógios, candeeiros, bilheteiras, bancos, placas, sinais, mobiliário, equipamentos técnicos, documentação e dezenas de outros elementos que, isoladamente, talvez pareçam insignificantes, mas que, reunidos, constituem a história material de uma comunidade. O próprio inventário do Património Cultural português reconhece essa dimensão, como acontece, por exemplo, com a Estação de São Bento, onde a descrição patrimonial inclui a gare metálica, os painéis de azulejos e outros elementos arquitectónicos, ou com a antiga estação de Santarém, hoje integrada no Museu Nacional Ferroviário, onde se conserva um conjunto significativo de edifícios, locomotivas, carruagens, equipamentos e objectos relacionados com a história dos caminhos-de-ferro.
E há ainda uma dimensão que os processos de obra tendem a esquecer: a memória local.
Tenho casa em Lavre, no Alentejo, e conheço por isso particularmente bem o significado que uma antiga estação pode ter para uma comunidade. A Estação Ferroviária de Lavre pertenceu à Linha de Vendas Novas e foi inaugurada em 15 de Janeiro de 1904, tendo servido durante mais de um século como elemento da ligação ferroviária daquela região. A documentação histórica disponível permite reconstruir a sua origem, a construção da estação e até intervenções posteriores na infraestrutura, como a ampliação das vias de resguardo aprovada em 1955. Hoje, perante a modernização da linha e as alterações previstas na infraestrutura, coloca-se uma questão que ultrapassa largamente a existência física daquele edifício: se a estação desaparecer, o que ficará de Lavre ferroviário?
Não me refiro apenas às paredes.
Deveriam ficar fotografias, plantas, mapas, bilhetes, documentos, inscrições, placas, elementos arquitectónicos, peças de equipamento, testemunhos orais, histórias dos ferroviários, relatos dos passageiros, fotografias de família, correspondência, memórias de partidas e chegadas, e tudo aquilo que permita às gerações futuras compreender que naquele lugar existiu uma estação e que essa estação desempenhou uma função concreta na vida de uma comunidade. Se a construção tiver inevitavelmente de desaparecer por razões de segurança ou de engenharia, a História não tem necessariamente de desaparecer com ela.
É precisamente aqui que deveria existir uma política nacional de inventário do património ferroviário ameaçado.
Antes de uma estação ser demolida, antes de uma plataforma ser alterada, antes de uma linha ser desmontada e antes de os seus elementos serem retirados, deveria existir um levantamento sistemático. Um levantamento arquitectónico e fotográfico, um inventário dos elementos decorativos, uma identificação dos materiais com interesse histórico, uma recolha documental e, quando se justifique, um registo arqueológico e uma recolha da memória oral das comunidades. Não é necessário conservar tudo fisicamente. É necessário, isso sim, saber exactamente o que existe antes de decidir aquilo que pode desaparecer.
Esta metodologia não seria sequer uma invenção extraordinária. O próprio sistema português de património cultural já trabalha com inventários e fichas patrimoniais detalhadas, nas quais são registadas características arquitectónicas, história, localização, bibliografia e elementos integrantes de diversos imóveis. A questão é saber se este princípio está a acompanhar, com a mesma intensidade e sistematização, as grandes obras ferroviárias que actualmente atravessam o território nacional.
Porque o património ferroviário não termina na estação monumental que aparece nos guias turísticos.
Está também naquela pequena estação alentejana construída no princípio do século XX, naquele apeadeiro perdido entre duas localidades, na casa do chefe da estação, no depósito, na ponte, na sinalização, na torre, no armazém, na plataforma, no painel de azulejos, na placa que indicava o nome da terra e até naquela peça metálica ou de madeira que durante décadas fez parte da paisagem ferroviária portuguesa. Algumas destas estruturas podem ter reduzido valor artístico isoladamente, mas possuem um enorme valor documental, social e identitário.
Aliás, a própria experiência portuguesa demonstra que aquilo que hoje parece uma estrutura secundária pode amanhã ser reconhecido como elemento fundamental da identidade de uma comunidade. É significativo que a antiga torre de sinalização de Palmela, cuja demolição chegou a ser equacionada, tenha sido preservada depois de um movimento local de defesa do imóvel e posteriormente classificada como Imóvel de Interesse Municipal. A ficha do Património Cultural sublinha precisamente a sua importância enquanto elemento de identidade local.
É esta consciência que falta muitas vezes quando se olha para uma obra pública apenas através do calendário da empreitada.
Uma obra ferroviária tem um princípio, um prazo e um orçamento. O património tem séculos e, quando desaparece, não há orçamento que o reconstrua exactamente como era. Uma estação pode ser demolida numa manhã; a investigação histórica necessária para perceber o que ali existia pode exigir anos. Um painel de azulejos pode ser retirado em poucas horas; a sua autoria, proveniência, cronologia e contexto podem exigir meses de investigação. Um arquivo pode ser dividido por diferentes entidades e depósitos; uma geração inteira pode morrer sem que alguém tenha recolhido os seus testemunhos.
Por isso, quando se fala de património ferroviário, não se deve pensar apenas em monumentos classificados. Deve pensar-se numa paisagem histórica ferroviária, constituída por edifícios, objectos, documentos, técnicas, memórias e comunidades.
E é justamente por isso que a responsabilidade não pode ser exclusivamente deixada às empresas que executam as obras, aos proprietários dos imóveis ou às entidades locais que, muitas vezes, têm de reagir perante decisões já tomadas. A modernização da ferrovia deve ser acompanhada por uma política patrimonial previamente definida, com responsabilidades claras entre a Infraestruturas de Portugal, o Património Cultural, I.P., o Ministério das Infraestruturas e Habitação, o Ministério da Cultura, os municípios e, quando necessário, os arquivos, museus e universidades.
Não se trata de impedir a modernização. Trata-se de modernizar com memória.
Portugal já perdeu demasiados testemunhos materiais da sua História por se ter entendido, em diferentes épocas, que eram velhos, inúteis ou substituíveis. O historiador sabe que quase nunca são as grandes personagens que explicam sozinhas a História de um território. São também os lugares, os objectos e as pequenas estruturas através das quais milhares de pessoas viveram. Uma estação ferroviária de uma aldeia pode não interessar ao turista que passa de automóvel pela estrada nacional, mas pode ser absolutamente essencial para compreender como aquela aldeia se relacionou com o país durante mais de cem anos.
É por isso que o caso das travessas ferroviárias, independentemente das questões administrativas ou jurídicas que lhe possam estar associadas e que competirá às entidades competentes esclarecer, deveria servir para abrir uma discussão muito maior. O que está a acontecer ao património que acompanha as linhas ferroviárias portuguesas?
Onde estão os inventários? Onde estão os levantamentos fotográficos? Onde estão os catálogos das estações ameaçadas? Quem está a recolher os azulejos? Quem guarda as placas? Quem conserva os documentos? Quem regista as histórias dos antigos ferroviários? Quem determina o destino dos objectos retirados das linhas? E quem garante que aquilo que hoje é considerado material sem utilidade não será amanhã uma peça fundamental para a compreensão da História da ferrovia portuguesa?
Ministro da Cultura, Ministro das Infraestruturas e Habitação: talvez seja altura de fazer esta pergunta antes que seja tarde demais.
Modernizem as linhas, construam novas estações, eliminem os estrangulamentos, aumentem a velocidade dos comboios e preparem Portugal para uma nova era ferroviária. Mas façam-no sabendo que estão a intervir sobre uma rede que também é um enorme arquivo histórico a céu aberto.
E, quando uma estação como a de Lavre tiver de desaparecer, se essa for efectivamente a solução determinada pelos projectos e pelas exigências técnicas, não deixem que desapareça também a sua memória.
Fotografem-na. Desenhem-na. Cataloguem-na. Estudem-na. Recolham os seus elementos. Guardem os seus documentos. Ouçam quem lá trabalhou e quem por lá passou. Salvem os azulejos, as placas, as peças e os objectos que possam ser preservados. Registem arqueologicamente aquilo que a obra inevitavelmente irá destruir.
Porque os carris podem ser substituídos, as travessas podem ser retiradas e uma estação pode ser demolida, mas uma vez perdida a memória material de uma comunidade, nem a próxima geração nem o melhor dos historiadores poderão reconstruí-la integralmente.
A ferrovia portuguesa está a entrar numa nova época.
Que não entre nela deixando para trás, sem inventário e sem testemunho, a História daquela que lhe deu origem.
Paulo Freitas do Amaral
Professor, Historiador e Autor


Marinha Grande |ASSEMBLEIA MUNICIPAL APROVA DELIMITAÇÃO DA ÁREA DE REABILITAÇÃO URBANA DE CASAL DE MALTA

 A Assembleia Municipal da Marinha Grande aprovou, na sessão realizada no dia 14 de setembro de 2026, a delimitação da Área de Reabilitação Urbana (ARU) de Casal de Malta, fundamentada nas necessidades de reabilitação identificadas no território, bem como no seu papel estruturante para a qualidade de vida e para o desenvolvimento sustentável da cidade.
A proposta, apresentada pela Câmara Municipal, tem como objetivo criar as condições necessárias para uma intervenção integrada no edificado, nas infraestruturas, nos equipamentos coletivos e nos espaços verdes e urbanos de utilização pública. 
A Área de Reabilitação Urbana abrange uma zona pericentral, contígua ao núcleo central da Marinha Grande, onde se concentram equipamentos de utilização coletiva, áreas residenciais, espaços verdes e desportivos, unidades industriais, a estação ferroviária e outros serviços públicos de âmbito concelhio. 
A delimitação agora aprovada pretende promover a reabilitação dos edifícios degradados ou funcionalmente inadequados, modernizar as infraestruturas urbanas, qualificar os espaços públicos, valorizar os espaços verdes e os equipamentos coletivos, melhorar as condições de mobilidade e acessibilidade e reforçar a ligação de Casal de Malta ao centro da cidade.
Entre os objetivos estratégicos definidos encontram-se a qualificação e revitalização do tecido urbano, a valorização e proteção da estrutura verde, com destaque para a Ribeira das Bernardas, a modernização dos equipamentos de utilização coletiva e a criação de ligações mais seguras e confortáveis entre as diferentes áreas. Está igualmente prevista a promoção da mobilidade urbana sustentável, através da melhoria das condições destinadas às deslocações pedonais e cicláveis.
A intervenção deverá também contribuir para fortalecer a identidade e a diversidade sociocultural de Casal de Malta, envolvendo a comunidade e as entidades públicas e privadas na valorização do território.
Em Casal de Malta encontram-se estabelecimentos de ensino, equipamentos sociais, de saúde e de segurança pública, instalações desportivas, áreas de habitação e importantes espaços verdes, como o Parque dos Mártires do Colonialismo e o Parque da Ribeira das Bernardas.
A aprovação da delimitação constitui a primeira fase do processo. Segue-se a elaboração do Programa Estratégico de Reabilitação Urbana, que irá enquadrar a futura Operação de Reabilitação Urbana Sistemática de Casal de Malta. Esta operação corresponderá a uma intervenção integrada, associada a um programa de investimento público, dirigida à reabilitação do edificado e à qualificação das infraestruturas, dos equipamentos e dos espaços verdes e urbanos de utilização coletiva.
Após a aprovação formal, o ato de delimitação deverá ser publicado através de aviso na 2.ª série do Diário da República, divulgado na página eletrónica do Município e remetido ao Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana.

*Gabinete de Comunicação e Imagem

Marinha Grande | APROVADA ALTERAÇÃO AO MAPA DE PESSOAL DE 2026

 A Assembleia Municipal da Marinha Grande aprovou, na sessão realizada no dia 14 de setembro de 2026, a segunda alteração ao Mapa de Pessoal do Município para 2026, destinada a reforçar a capacidade de resposta dos serviços municipais em áreas consideradas prioritárias.
A alteração prevê a criação de quatro postos de trabalho: um especialista de sistemas e tecnologias de informação, um técnico superior para a área do Balcão Único do Prédio e dos sistemas de informação geográfica, um técnico superior de psicologia clínica e da saúde e um técnico superior de nutrição.
Na área dos sistemas e tecnologias de informação, o reforço permitirá aumentar a capacidade de resposta do Município na gestão das infraestruturas tecnológicas, redes, servidores e sistemas críticos, no apoio aos utilizadores e às escolas, assim como na monitorização e resposta a incidentes de cibersegurança.
A criação de um posto de trabalho para a área do Balcão Único do Prédio e dos sistemas de informação geográfica pretende assegurar, com caráter permanente, as funções relacionadas com o BUPi, incluindo o atendimento e apoio técnico aos munícipes, a análise das representações gráficas georreferenciadas e a gestão e atualização da informação cadastral e territorial.
O reforço da Divisão de Saúde e Bem-Estar, através da criação de postos de trabalho nas áreas da psicologia clínica e da saúde e da nutrição, está associado à implementação da Estratégia Municipal de Saúde 2026-2029. Estes profissionais contribuirão para o desenvolvimento de medidas nas áreas da saúde mental, prevenção da doença, literacia em saúde, alimentação saudável, apoio aos cuidadores, envelhecimento ativo e intervenção junto de pessoas em situação de vulnerabilidade. Poderão também prestar apoio especializado na promoção da saúde e do bem-estar dos trabalhadores do Município.
A proposta tinha sido aprovada por unanimidade pela Câmara Municipal da Marinha Grande, na reunião de 7 de setembro de 2026, e posteriormente submetida à Assembleia Municipal, órgão competente para aprovar as alterações ao mapa de pessoal.

*Gabinete de Comunicação e Imagem

Assinatura de Protocolo: Criação de Jardim Sensorial no IPO de Coimbra

 Amanhã, dia 16 de setembro, será celebrado um Protocolo de Colaboração entre o Instituto Português de Oncologia de Coimbra (IPO de Coimbra), o Rotary Club Coimbra Saúde e os Charity Flyers, com o objetivo de criar um Jardim Sensorial nas instalações do IPO.
 
O projeto insere-se nas iniciativas previstas pelo Grupo para a Humanização Hospitalar do IPO de Coimbra e prevê a criação, no terraço localizado no edifício de Oncologia Médica e Laboratórios, de um Jardim Sensorial, concebido para proporcionar momentos de tranquilidade, relaxamento e contacto com a natureza. Esta iniciativa visa promover o conforto, o bem-estar e a qualidade de vida dos doentes oncológicos, bem como dos seus familiares e acompanhantes, através da criação de um espaço de fruição e contacto com a natureza em ambiente hospitalar, do qual os profissionais do IPO também poderão beneficiar.
 
O Jardim Sensorial será concebido como um espaço acessível, seguro e acolhedor, adaptado às necessidades dos seus utilizadores.
 
Esta iniciativa, de natureza solidária, resulta da colaboração estabelecida entre o Rotary Club Coimbra Saúde e os Charity Flyers, um grupo internacional de pilotos que alia a aviação ao apoio de causas humanitárias. Coimbra acolherá esta comitiva internacional entre os dias 15 e 16 de setembro, tendo a visita como principal propósito a assinatura com o IPO de Coimbra do memorando de entendimento que formaliza o projeto “Voamos Juntos para Dar Esperança a Quem Mais Precisa!”.
 
O desenvolvimento do Jardim Sensorial do IPO de Coimbra conta, ainda, com o apoio técnico e científico do Jardim Botânico da Universidade de Coimbra.
 
Para assinalar a formalização desta parceria, partilhamos o programa da receção oficial que terá lugar nas instalações do IPO de Coimbra:
 
16 de setembro | IPO de Coimbra
10h00 – Receção da comitiva dos Charity Flyers pelo Conselho de Administração do IPO de Coimbra
10h15 – Sessão de intervenções:

Dr.ª Margarida Ornelas, Presidente do Conselho de Administração do IPO de Coimbra
Wolfgang Czizegg, Chairman dos Charity Flyers
Companheiro João Alegre Sá, Presidente do Rotary Club Coimbra Saúde
Companheiro Luís Bastos, Governador Rotário
10h40 – Cerimónia de assinatura do Protocolo de Colaboração entre o IPO de Coimbra, os Charity Flyers e o Rotary Club Coimbra Saúde
10h50 – Porto de Honra
11h15 – Visita guiada ao local destinado à instalação do Jardim Sensorial
11h45 – Encerramento da visita

*João Pereira Belo
Assessor de Imprensa
Gabinete de Comunicação

CICLAVEIRO CELEBRA A SEMANA EUROPEIA DA MOBILIDADE COM UMA SEMANA CHEIA DE INICIATIVAS E UM CONVITE A TODA A CIDADE

 Kidical Mass, Festa PéPedal, oficina de cartazes, lançamento do novo site, campanha “Mexe-te por Aveiro” e participação na Feira da Mobilidade marcam a Semana Europeia da Mobilidade da Ciclaveiro.
A Ciclaveiro – Associação pela Mobilidade Urbana em Bicicleta volta a associar-se à Semana Europeia da Mobilidade, que decorre de 16 a 22 de setembro, com um conjunto de iniciativas que convidam crianças, famílias, empresas e toda a comunidade a participar ativamente na construção de uma cidade mais segura, saudável, inclusiva e sustentável.
Este ano, a Semana Europeia da Mobilidade decorre sob o tema “Mobilidade para Todos”, chamando a atenção para a necessidade de garantir que todas as pessoas, independentemente da idade, rendimento, género, capacidades ou local onde vivem, possam aceder a opções de mobilidade sustentáveis, seguras e acessíveis.
Um princípio que está no centro da missão da Ciclaveiro: uma cidade que permite às crianças caminhar, pedalar, brincar e deslocar-se com autonomia e segurança é uma cidade melhor para todos.
É também uma Semana Europeia da Mobilidade particularmente simbólica para a associação. Em 2026, a Ciclaveiro celebra 10 anos de atividade e aproveita esta semana para lançar o seu novo site, reorganizado para dar a conhecer uma década de trabalho, os projetos atualmente em curso e, sobretudo, as muitas formas de participar e fazer parte da associação.
SEXTA-FEIRA, 18 DE SETEMBRO
OFICINA DE CARTAZES: A RUA TAMBÉM É NOSSA
Na sexta-feira, 18 de setembro, entre as 18h00 e as 20h00, a Casa da Bicicleta abre as portas a crianças, famílias e amigos para uma Oficina de Cartazes, em preparação para a Kidical Mass Aveiro.
Desenhar, escrever, recortar e transformar em cartazes aquilo que crianças e adultos gostariam de dizer sobre a cidade onde vivem: mais espaço para brincar, melhores ciclovias, ruas mais seguras, menos carros junto às escolas, mais autonomia ou simplesmente o direito de poder pedalar sem medo.
A oficina é aberta a todos e pretende dar voz, de forma criativa, às reivindicações das crianças e famílias por mais e melhor cidade para todos.
DOMINGO, 20 DE SETEMBRO
KIDICAL MASS AVEIRO + FESTA PÉPEDAL
No domingo, 20 de setembro, a Ciclaveiro volta a colocar crianças e famílias no centro da cidade com mais uma edição da Kidical Mass Aveiro, sob o mote “A Rua Também é Nossa”.
A concentração está marcada para as 10h00, na Casa da Bicicleta, de onde partirá um percurso coletivo de bicicleta pelas ruas de Aveiro.
A Kidical Mass é um movimento internacional que junta crianças, famílias e comunidades em manifestações de bicicleta em cidades de todo o mundo. O objetivo é simples, mas urgente: reivindicar cidades onde todas as crianças possam deslocar-se de bicicleta e a pé de forma autónoma e segura, com espaço público pensado também à sua escala.
Mais do que um passeio de bicicleta, a Kidical Mass é uma manifestação alegre e familiar pelo direito das crianças à cidade. Por isso, a Ciclaveiro lança novamente o convite a toda a comunidade: crianças, pais, avós, amigos e vizinhos — contamos com todos para voltar a encher as ruas de Aveiro de bicicletas, cartazes, cor e muitas vozes.
Este ano, a chegada da Kidical Mass termina junto à Fábrica Centro Ciência Viva de Aveiro e ao Parque da Baixa de Santo António, onde os participantes são convidados a ficar para a Festa PéPedal. Por isso tragam o Piquenique e vontade de conviver e brincar.
A Festa PéPedal é o momento de encontro e celebração da comunidade do PéPedal, programa de mobilidade escolar ativa da Ciclaveiro, desenvolvido com as escolas, famílias e parceiros locais para tornar as deslocações para a escola a pé e de bicicleta mais fáceis, seguras e habituais.
A festa assinala também o arranque de mais um ano letivo do programa Pépedal que iniciará já na próxima semana, reunindo crianças, famílias, escolas e parceiros num momento de convívio e celebração da mobilidade ativa.
Campanha “MEXE-TE POR AVEIRO — PATROCINA O NOSSO FUTURO”
A Semana Europeia da Mobilidade marca também o lançamento da nova campanha “Mexe-te por Aveiro — Patrocina o nosso futuro”, uma iniciativa da Ciclaveiro em parceria com a UPNDO, que pretende envolver empresas, colaboradores e comunidade num objetivo comum: mexer-se mais e, ao mesmo tempo, apoiar projetos que ajudam a transformar a mobilidade em Aveiro.
Durante 60 dias, os minutos de atividade física — a caminhar, correr ou pedalar — registados pelos participantes através da plataforma UPNDO são convertidos em impacto e apoio à Ciclaveiro e ao programa PéPedal.
A campanha convida as empresas da região a envolverem os seus colaboradores numa dinâmica que junta bem-estar, atividade física, responsabilidade social e impacto local. Quanto mais a comunidade se mexe, maior é a mobilização em torno da causa.
Com esta iniciativa, a Ciclaveiro pretende também reforçar uma ideia que considera fundamental: a transformação da mobilidade não depende apenas das associações ou das entidades públicas. As empresas e organizações locais têm também um papel importante na construção de comunidades mais saudáveis e sustentáveis.
22 DE SETEMBRO — FEIRA DA MOBILIDADE NO ROSSIO
No último dia da Semana Europeia da Mobilidade, 22 de setembro, a Ciclaveiro estará presente na Feira da Mobilidade, no Rossio, promovida pela Câmara Municipal de Aveiro.
A Ciclaveiro congratula o Município por voltar a assinalar a Semana Europeia da Mobilidade em Aveiro, depois de vários anos, recuperando este importante momento de sensibilização e reflexão sobre uma mobilidade mais sustentável, segura e inclusiva.

E A MOBILIDADE NÃO TERMINA NO DIA 22
A Semana Europeia da Mobilidade é um momento importante para colocar estes temas na agenda pública, mas o trabalho da Ciclaveiro continua durante todo o ano.
Todas as quartas-feiras, a Casa da Bicicleta continua aberta à comunidade, com a Cicloficina e a Veloteca particularmente ativas neste início de ano letivo.
A Cicloficina promove a aprendizagem e a partilha de conhecimentos de mecânica e manutenção de bicicletas, enquanto a Veloteca permite prolongar a vida das bicicletas e facilitar o acesso a este meio de transporte, colocando bicicletas disponíveis ao serviço da comunidade.
São projetos que, juntamente com o PéPedal, Academia Mini Rodas, Comboios PéPedal, Kidical Mass Aveiro, ciclopasseios e outras iniciativas, materializam diariamente a missão da associação.
10 ANOS DE CICLAVEIRO, NOVO SITE
Em 2026, a Ciclaveiro celebra 10 anos de atividade e aproveita esta Semana Europeia da Mobilidade para lançar o seu novo site. Uma nova casa digital para contar uma década de trabalho, dar a conhecer os projetos que hoje fazem a Ciclaveiro e, sobretudo, tornar mais fácil participar, associar-se e fazer parte desta comunidade.
Fundada em 2016, a Ciclaveiro celebra este ano uma década de atividade dedicada à promoção da bicicleta, da mobilidade ativa e de um espaço público mais seguro, saudável e inclusivo.
Ao longo destes dez anos, a associação tem trabalhado através de projetos de educação, participação comunitária, capacitação, advocacy e intervenção no território, envolvendo crianças, famílias, escolas, entidades públicas, empresas, associações e cidadãos.
Dez anos depois, o objetivo continua a ser o mesmo: fazer de Aveiro uma cidade onde caminhar e pedalar sejam escolhas naturais, seguras e acessíveis a todos.
Nesta Semana Europeia da Mobilidade, o convite da Ciclaveiro é, por isso, muito simples:
Participem. Tragam as crianças. Tragam as bicicletas. Tragam as ideias, os cartazes e a vontade de transformar a cidade.
Porque a rua também é nossa. E a mobilidade é para todos.

*Ciclaveiro - Associação pela Mobilidade Urbana em Bicicleta


Marinha Grande | ASSEMBLEIA MUNICIPAL APROVA ESTRATÉGIA MUNICIPAL DE SAÚDE DA MARINHA GRANDE

 A Assembleia Municipal da Marinha Grande aprovou, na sessão realizada no dia 14 de setembro de 2026, a Estratégia Municipal de Saúde da Marinha Grande 2026-2029, documento que define as prioridades, os objetivos e as medidas que orientarão a intervenção municipal no domínio da saúde ao longo dos próximos quatro anos.
Subordinada ao lema "Saúde, Bem-Estar e Inclusão”, a Estratégia constitui um instrumento de planeamento da política municipal de saúde, estabelecendo metas, indicadores, atividades, recursos e linhas gerais de atuação.
A Estratégia foi desenvolvida sob coordenação do Município da Marinha Grande, através da Divisão de Saúde e Bem-Estar, com a participação de uma equipa técnica e científica multidisciplinar. O trabalho contou com a parceria da Unidade Local de Saúde da Região de Leiria, da Equipa de Tratamento da Marinha Grande do ICAD e do Instituto Politécnico de Leiria, através da Escola Superior de Saúde.
A elaboração do documento assentou numa metodologia participativa e colaborativa. No processo de diagnóstico foram ouvidos representantes de 29 entidades ligadas às áreas da saúde, educação, formação e investigação, trabalho e emprego, segurança e proteção, ação social e respostas integradas. Foram ainda recolhidas 440 respostas válidas através de um questionário dirigido à população.
Os contributos recolhidos permitiram atualizar a caracterização do concelho, consolidar a análise das suas potencialidades e fragilidades e rever as prioridades, os objetivos e as ações municipais para o período de 2026 a 2029.
A Estratégia Municipal de Saúde organiza a intervenção municipal em três eixos estratégicos:
Promoção da Saúde e Estilos de Vida Saudáveis;
Acessibilidades e Inclusão em Saúde;
Contextos Locais, Saúde e Bem-Estar.
Estes eixos traduzem-se em objetivos, programas, projetos e atividades dirigidos às diferentes fases do ciclo de vida e aos vários contextos comunitários. A Estratégia atribui especial atenção à literacia em saúde, à prevenção da doença, à promoção de estilos de vida saudáveis, à saúde mental, ao envelhecimento ativo, à inclusão, ao acesso equitativo aos recursos e à articulação entre instituições.
Entre os objetivos definidos encontram-se a realização regular de ações de educação para a saúde, a promoção da adesão aos programas nacionais de rastreio oncológico, o desenvolvimento de programas junto da população escolar, a dinamização de respostas destinadas a cuidadores informais e à população sénior e a elaboração e implementação do Plano Local de Promoção da Saúde Mental da Marinha Grande.
Na área das acessibilidades e da inclusão, estão previstas medidas para melhorar a informação disponibilizada à população sobre os serviços de saúde existentes, identificar barreiras arquitetónicas nas unidades públicas de saúde, reforçar a articulação entre as entidades do setor e facilitar o acesso da população economicamente vulnerável à medicação de uso continuado.
A Estratégia contempla ainda iniciativas de promoção da saúde em contexto laboral e comunitário, nomeadamente ações destinadas à prevenção das doenças musculoesqueléticas, à prevenção da violência interpessoal e à valorização do ambiente enquanto elemento essencial para a saúde e o bem-estar da população.

*Gabinete de Comunicação e Imagem