domingo, 13 de setembro de 2015

"O Gerês é uma das melhores maravilhas do mundo" (I)

"O Gerês é uma das melhores maravilhas do mundo" (I)














É um símbolo de harmonia entre o homem e a natureza e é também um dos destinos turísticos mais procurados de Portugal.
O Gerês é a escolha do jornalista da TVI, José Carlos Castro: "É uma das maravilhas que temos em Portugal. Quase que diria uma das melhores maravilhas do mundo". Quer pela sua deslumbrante paisagem quer pela variedade de fauna e flora. O Gerês surpreende pelas atracções naturais, que tem, por exemplo, na Portela do Homem um dos locais mais emblemáticos. Mas aquilo que José Carlos Castro destaca é o ar puro: "Cada vez mais, apesar da crise que se vive, há uma coisa que é de borla: o ar que respiramos. E, no Gerês, o ar é fantástico."
Considerado uma das 7 Maravilhas Naturais de Portugal, o Parque Nacional da Peneda-Gêres foi criado em 1971 e, é a única área protegida com a denominação de parque nacional em Portugal.


por DN.pt28 novembro 2011
JOSÉ CARLOS CASTRO, JORNALISTA

Postado Joaquim Carlos, Coordenador do Projecto Imagem e Comunicação. É autorizada a reprodução das imagens na condição que seja feita referência da sua fonte de origem.

Comentários:

"Quem visitar o Gerês, embora dispense, por gozar boa saúde, a sua acção crenoterápica, não dará por mal empregue o seu tempo. se for poeta ou prosador, encontrará a todo o instante, motivos emocionais que o habilitem à feitura de muitas formosas páginas", cita O escritor Barroso da Fonte, editor do jornal Poetas e Trovadores.

Colheita de Sangue Dia 16 de Setembro no Posto Fixo da ADASCA em Aveiro

Colheita de Sangue Dia 16 de Setembro no Posto Fixo da ADASCA em Aveiro


Dê mais sentido à vida, torne-se dador de sangue e de medula óssea.


Revista Tribuna da Adasca =Media/Notícias/Publicações

As próximas Colheitas de Sangue vão decorrer nos Dias 16, 23 e 30 entre as 16 horas e as 20 horas, entre as 16:00 horas e as 20:00 horas, Dias 19 e 26 das 9 horas às 13 horas. das 9 horas às 13 horas no Posto Fixo da ADASCA. Compareçam, divulguem, sejam solidários.
Lembramos que o Mercado Municipal de Santiago dispõe de excelentes condições para estacionamento das viaturas, como ainda um Parque de Estacionamento Subterrâneo onde podem deixar as viaturas, com serventia de elevador até ao 1º. Piso. Aqui não existe o risco de multas nos carros.

Lembramos que, para efeitos de isenção das taxas moderadoras nos Centros de Saúde, os dadores devem pelo menos realizar duas dádivas de sangue durante os 365 dias, ou seja, conta a última e penúltima dádiva. Convém não esquecer de pedir a respectiva declaração, após a dádiva ao administrativo do IPST.

Os interessados em aderir devem fazer-se acompanhar do Cartão de Cidadão, de forma a facilitar a inscrição. Devem ainda ter em consideração o seguinte: após o almoço, deve-se deixar decorrer pelo menos 2:30 horas período de tempo para a digestão.
                                                        
NOTA: Artigo 7.º - Ausência das actividades profissionais
1 — O dador está autorizado a ausentar-se da sua actividade profissional pelo tempo necessário à dádiva de sangue, a Lei confere essa permissão, devendo o dador posteriormente fazer prova à entidade empregadora mediante a declaração que deve ser pedida no local onde se efectua a dádiva.

Diário da República, 1.ª série — N.º 165 — 27 de agosto de 2012, Lei n.º 37/2012 de 27 de Agosto, Estatuto do Dador de Sangue.

Amem a liberdade, sejam felizes
Joaquim Carlos
Presidente da Direcção da ADASCA
Telef: 234 095 331 (Sede) ou 964 470 432
ONDE POSSO DOAR SANGUE EM AVEIRO NO ANO DE 2015?
Quem quiser tem as Coordenadas GPS: N 40.62659,W -8.65133


Nota: o mapa de Brigadas para todo o ano pode ser solicitado através deste e-mail: geral@adasca.pt.


sábado, 12 de setembro de 2015

Velho rabugento!

Velho rabugento!
Assunto: Phyllis Mccormack


Quando aquele homem bem idoso morreu na ala da geriatria de um lar de terceira idade de uma pequena cidade australiana e toda a gente acreditou que ele não deixava nada de valor atrás dele.
Mas quando as enfermeiras fizeram a lista de seus parcos pertences, descobriram este poema. A sua natureza e sua qualidade eram tais que o pessoal do lar fez fotocópias e distribuiu-o a todos os funcionários do hospital.
Uma enfermeira enviou uma cópia do poema para Melbourne. Desde então, o único título de glória daquele idoso foi publicado nas edições de Natal de inúmeras revistas australianos, bem como nas revistas que tratam da saúde mental. Este poema simples, mas eloquente, foi até transformado em diaporama de slides.
E o ancião, que não tinha nada de mais para oferecer ao mundo, é agora o autor deste poema "anónimo" que conhece um grande sucesso na web.

Velho rabugento!
O que vedes, enfermeiras? … … O que vedes?
Em que pensais … … quando olhais para mim?
Um homem velho rabugento … … que não é muito esperto,
com hábitos hesitantes … … e com o olhar perdido lá longe?
Que quando está a comer se baba … … e nunca responde às perguntas.
Que, quando vocês gritam… … "eu gostaria que fizesse um esforçozinho!"
Parece não reagir de todo … ... a todas estas coisas que vocês fazem.
Um homem que perde … … sempre uma meia ou um sapato.
Que, mesmo resistindo ... ... vos deixa fazer o que vocês querem,
para alimentá-lo e dar-lhe o banho … … e para preencher estes longos dias?
Será que é isso que vós pensais? ... … Será isso o que vós vedes?
Então abri os olhos, enfermeiras! Porque vós não me vedes a mim.
Eu vou-vos dizer quem sou … … quando eu estou aqui sentado,
quando vos obedeço … … quando como o que vocês me dão.
Eu sou uma criança de dez anos … … eu tenho um pai, uma mãe,
irmãos e irmãs … … que gostam muito uns dos outros.
Eu sou um rapaz de 16 anos … … vivaço e motivado,
que só tem uma esperança: encontrar … … o mais rapidamente possível aquela que amará.
Eu sou um noivo de vinte anos … …de coração palpitante.
Eu sofro a recordar-me dos compromissos … … que prometi honrar.
Agora com 25 anos de idade … … Eu já tenho filhos,
que precisam dos meus conselhos … … e de um lar feliz e seguro.
Aos 30 anos, … … oh como os meus filhos crescem tão depressa,
unidos como os dedos de uma mão … …por laços que deveriam ser duradouros.
Aos 40 anos, os meus filhos … … tornaram-se adultos e partiram,
mas a minha mulher está sempre ao meu lado … … para ver que eu não os culpo.
Aos 50 anos, de novo … … os bebés andam rodopiam à minha volta,
Há novamente crianças em casa … … a minha amada e eu.
O pior não está ainda para vir, ele já está aqui … … a minha mulher já não vive.
Volto-me para o futuro … … estou a tremer de medo.
Porque os meus filhos têm agora os filhos deles … … queridos pequenos.
E estou a pensar no tempo que passa … … e em todo o amor que eu recebi.
Sou um pobre velho … …e a natureza é particularmente cruel.
A velhice é uma piada de mau gosto … … que nos faz parecer estúpidos.
O corpo desmorona-se … … O encanto e vigor desaparecem.
Não há mais do que uma pedra … … aí onde antes, eu tinha um coração.
Mas por trás desta velha carcaça, continua a existir um homem jovem, escondido na sombra, e de tempos em tempos … … o meu coração fraco acelera-se
quando eu me lembro de todos os momentos felizes … ... lembro-me também dos momentos dolorosos.
E eu amo e eu vivo … … de novo a minha vida.
Eu recordo todos estes anos, muito curtos … … e que passaram depressa.
Eu aceito este triste estado de coisas … …. Nada dura para sempre.
Abri pois os olhos … … Abri os olhos e reparai bem.
Eu não sou um velho rabugento.
Olhai mais de perto … … e reparai em … … MIM!
Lembrem-se deste poema quando encontrarem uma pessoa idosa que tenham a tentação de ignorara, sem fazer o esforço de procurar a alma de criança que vive no seu seio. Porque um dia, todos seremos de avançada idade!
(Texto original de Phyllis Mccormack).
As coisas as mais lindas e desejáveis deste mundo não são visíveis e palpáveis: devem ser sentidas com o coração!
TAL QUAL NOS CHEGOU... enviado pelo Amigo Alves Ribeiro.

Postado por Joaquim Carlos, Coordenador do Projecto Imagem e Comunicação.

Contributos para um novo paradigma na saúde (I)

Contributos para um novo paradigma na saúde (I)
A cultura dos sistemas de saúde, predominante nos nossos tempos, tem respondido de forma permanente e em primeira linha à doença (num grande esforço financeiro, de recursos e de formação), deixando a saúde num lugar secundário e de muito menor investimento. Este não é o caminho certo.
José Carlos Rodrigues Gomes *
No mundo globalizado onde vivemos, em que o que se passa em Bruxelas, em Atenas, em Berlim, ou em Pequim, afeta fortemente o nosso quotidiano, devemos procurar olhar para a saúde reconhecendo novos problemas e necessidades das comunidades e dos indivíduos.
Problemas como o envelhecimento da população, o aumento exponencial das doenças crónicas e os quase 30 % de Europeus que se confrontam, neste momento, com um distúrbio mental e do comportamento. Ou ainda, a crescente urbanização da população e os desafios de uma organização económica competitiva e esta crise socioeconómica que afeta o espaço europeu, e muito em particular, Portugal.
Estas realidades têm um impacto significativo nas organizações de saúde, onde os enfermeiros têm um papel central e insubstituível. Podemos dispor de todas as últimas tecnologias e terapêuticas disponíveis - mesmo as que não trazem valor acrescido á população -, os extintores á altura certa para garantir a acreditação da instituição, mas sem os enfermeiros, sem estas pessoas que têm corpo e que têm alma, devidamente motivados e envolvidos, devidamente reconhecidos, nunca teremos os serviços de saúde que precisamos e que ambicionamos.
O futuro trará, necessariamente, o foco na prestação de cuidados de saúde nos domicílios e nas comunidades prevenindo internamentos desnecessários e demasiado onerosos para o erário público. Este desafio exige enfermeiros em número adequado e com os conhecimentos, as competências, a confiança, a liberdade, e o reconhecimento necessários para trabalharem sozinhos e assumirem uma função proactiva na adaptação da prestação de cuidados de saúde às necessidades das pessoas, das famílias e das comunidades. Trata-se, tão só, de garantir a qualidade dos cuidados de saúde prestados à pessoa e às comunidades.
A necessidade de recentrar o cidadão no sistema, incluir no sistema de saúde uma vertente salutogénica que promova a capacitação do cidadão e das comunidades e que não desperdice inúmeros recursos para a resposta a vontades que não ultrapassam o enquadramento corporativo, são um dos maiores desafios que enfrentamos enquanto portugueses. O desenvolvimento de novos indicadores de saúde, centrados nos ganhos em saúde e não no ato; centrados no cidadão; baseados nos ganhos para a comunidade e não para a instituição ou interesse corporativo; direcionado para a promoção da saúde e não apenas para uma resposta reativa á doença, é igualmente um desiderato a que não podemos ser alheios.
Nesta resposta interessa que a comunidade possa usufruir das imensas competências dos enfermeiros, frequentemente menosprezadas pelo poder político e pelas administrações das instituições de saúde, vistas, nalguns casos - de forma preconceituosa e redutora - como uma despesa e não como um investimento. Portugal, enquanto país e economia que quer e precisa de crescer, não se pode dar ao luxo de desperdiçar um corpo de conhecimentos na sua estrutura de enfermagem de elevadíssima qualidade, com muitas e variadas competências – de cuidados gerais, especializadas e acrescidas - que são, indubitavelmente, um importante contributo para a melhoria do nível de saúde das populações, se houver ousadia para as utilizar.
Desde a gestão política e estratégica ao cuidado prestado no domicílio em qualquer aldeia mais isolada, o país tem o direito, e o dever, de colocar ao dispor da população as competências dos enfermeiros e de garantir o contributo que estes sabem dar para o sistema de saúde. Desta forma, estará a trabalhar com as pessoas, e não para as pessoas, na construção da saúde de todos e de cada um, num reforço e no respeito do maior sucesso português do pós 25 de abril: o Serviço Nacional de Saúde.



*Enfermeiro; Doutor em saúde pública

Colheita de Sangue Dia 16 de Setembro no Posto Fixo da ADASCA em Aveiro

Colheita de Sangue Dia 16 de Setembro no Posto Fixo da ADASCA em Aveiro


Dê mais sentido à vida, torne-se dador de sangue e de medula óssea.



As sessões de Colheitas de Sangue vão decorrer nos Dias 16, 23 e 30 de Setembro entre as 16:00 horas e as 20:00 horas, ainda nos dias 19 e 26 (deste mesmo mês) entre as 9 horas e as 13 horas no Posto Fixo da ADASCA, localizado no Mercado Municipal de Santiago, 1º. Piso, em Aveiro. Compareçam, não deixem de convidar os vossos familiares e amigos.

Lembramos que o Mercado Municipal de Santiago dispõe de excelentes para estacionamento das viaturas, como ainda um Parque de Estacionamento Subterrâneo onde podem deixar as viaturas, livre de ser multado.
 
No espaço onde os dadores aguardam pelo atendimento, junto ao Posto Fixo da ADASCA, estão disponíveis em dois expositores com jornais e revistas, como ainda livros para as crianças.
Todas as pessoas interessadas em aderir pela primeira vez à dádiva de sangue, estão convidadas a comparecer, fazendo-se acompanhar do B.I. ou do seu substituto de forma a facilitar a inscrição junto do administrativo do IPST, o mesmo deve acontecer com os dadores regulares. Não se deve doar sangue em jejum, deve-se sim, tomar o pequeno-almoço com exclusão de bebidas alcoólicas. Doar sangue não cria habituação, não emagrece nem engorda, bem pelo contrário, faz bem á saúde.

Lembramos que é necessário efectuar duas dádivas no ano económico para continuar a beneficiar da isenção das taxas moderadoras, ainda que só sejam válidas nos Centros de Saúde (cuidados primários), através da apresentação da Declaração emitida pelos Administrativos do IPST, devendo os dadores guardar uma cópia da referida dádiva.

O sangue é necessário todos os dias, todos sabemos disso. O Sangue não se fabrica artificialmente. O Sangue corre nas suas veias. É saudável? Dê Sangue! Ajude os outros… Poderá ser você mesmo a precisar de ajuda! Doar sangue e medula óssea é um gesto solidário que ajuda a salvar vidas. Não fique indiferente.

Dádiva a dádiva… E a vida recomeça num adulto ou numa criança! Saiba como, quando e onde pode dar Sangue em Aveiro, contacte-nos pelos meios abaixo indicados.

Deixe-se levar pelo Coração. Dê Sangue, porque dar sangue é dar vida. Os questionários para a dádiva de sangue, são distribuídos pela ADASCA no local a partir das 8:00 horas, para adiantar o atendimento dos dadores. O Sangue é "a água necessária" que faz correr o rio da vida! (Elsa Oliveira). Esta jovem já nos deixou… fisicamente. Paz à sua alma.
 
Cenário da realização de uma sessão de colheita de sangue no Posto Fixo da ADASCA.

1 — O dador está autorizado a ausentar-se da sua actividade profissional pelo tempo necessário à dádiva de sangue, a Lei confere essa permissão, devendo o dador posteriormente fazer prova à entidade empregadora mediante a declaração que deve ser pedida no local onde se efectua a dádiva.NOTA: Artigo 7.º - Ausência das actividades profissionais

Diário da República, 1.ª série — N.º 165 — 27 de agosto de 2012, Lei n.º 37/2012 de 27 de Agosto, Estatuto do Dador de Sangue.

Amem a liberdade, sejam felizes.
Joaquim Carlos
Presidente da Direcção da ADASCA
Telef: 234 095 331 (Sede) ou 964 470 432
ONDE POSSO DOAR SANGUE EM AVEIRO DURANTE O ANO DE 2015?
Coordenadas GPS:
N 40.62659
W -8.65133
Nota: o mapa de Brigadas para todo o ano pode ser solicitado através deste e-mail: geral@adasca.pt.
 Localização do Mercado Municipal de Santiago em Aveiro


quinta-feira, 10 de setembro de 2015

A corrupção e a vontade política


 A corrupção e a vontade política

Por Joaquim Carlos (*)

A comunicação social, brinda-nos todos os dias com notícias relacionadas com o tema desta semana. Uma vez que localizei nos meus arquivos, um artigo divulgado há uns anos no JN, aqui transcrito na íntegra pelo interesse que desperta ainda no presente. Começam a ser tão banais tais notícias que já não despertam tanta atenção, não deixando de ser perigoso, pois a corrupção corrói a dignidade humana e destrói uma nação.
A corrupção não é somente uma questão de comprar determinados procedimentos de outros, em envelopes com dinheiro, para obter vantagens financeiras. Comprar os outros, ou comprar facilidades para obter vantagens é uma coisa muito velha nas sociedades. Ocorreu até com Judas por um punhado de moedas, ao que está escrito na Bíblia, verdade ou não, vamos utilizar apenas como exemplo de corrupção em tempos antigos. O corrupto nas sociedades mais antigas, não era somente o que se vendia por dinheiro, mas aquele que por uma fraqueza pessoal, um desvio de carácter, e até mesmo por cobardia, acabava por trair aqueles com os quais tinha feito votos de total confiança, uma espécie de juramento.
 Não podemos mais aceitar uma sociedade com estes valores e estes modus de vida completamente degradantes que gradualmente estão nos conduzindo para um beco sem saída em todos os caminhos que seguimos. O mundo está passando por crises de todos os tipos, económicos, climáticos, incongruências, filosofias balofas, padrões comportamentais desviantes, vazios existenciais, fomes, guerras a dizimar populações inteiras, violências fortuitas, homicídios em massa e desemprego, etc., etc.
Corrupção não é só vender-se ou comprar alguém por um punhado de notas, vai muito além. É como um vírus mental, um desvio comportamental que existe em todo o homem, ele se sobrepõe ao comportamento que devia ser correcto em ética e moral das leis sobrenaturais. Corrupção humana, no conceito mais amplo é o resultado de uma acção de querer levar vantagem, de qualquer natureza, sobre os outros, e nem sempre envolve vantagens pecuniárias, sendo esta apenas um resultado desejado em muitos casos. Ela é na verdade, pelo conceito esotérico abrange todo o impulso egocêntrico do ser humano em convívio com outros seres humanos. Afinal o que é ser corrupto? Ser corrupto é tudo que existe de negativo no comportamento do ser humano.
Restringir a corrupção apenas aqueles que ascendem a cargos públicos como os políticos, administradores ou governantes, é limitar demais os nossos próprios comportamentos. Afinal, nos processos actuais o político é mais um alguém do Povo, como qualquer outro, por isto mesmo corrupto, sujeito aos desejos como qualquer outro indivíduo do Povo. Roberto Pompeu de Toledo escreveu em 1994 na Revista Veja: “Hoje sabemos, sem sombra de dúvida, que a corrupção faz parte de nosso sistema de poder tanto quanto o arroz e o feijão de nossas refeições”. A corrupção, assim como a vida, são encaradas como um intercâmbio, como um constante processo de “trocas” entre pessoas, uma rotina que não devemos dar importância, dizem alguns.
“Pelo que se tem visto, ultimamente, no nosso país, o “fenómeno” da corrupção não aparece já como um problema marginal na sua dimensão e excepcional na sua ocorrência, mas como um sentimento endémico, uma espécie de metassistema tão eficiente ou ainda mais do que os aparelhos oficiais nos quais está enxertada e dos quais se alimenta.
E não parece que o sistema político mostre muito empenho em combater tal situação. O que tem vindo a contribuir fortemente para que a corrupção tenha alastrado será o facto de a sociedade civil e o mercado estarem gangrenados e corrompidos. Esta é a realidade.
Sem pretender fazer análise minuciosa e detalhada das causas que contribuem para a erupção num Estado, dito, de direito democrático, não será muito difícil descortinar que o laxismo, o individualismo feroz e a permissividade normativa que hoje em dia caracteriza(m) as relações sociais, são consequência da perda do carácter e da integridade das pessoas a que se alia a prática de comportamentos inescrupulosos que acabam por não respeitar nada nem ninguém.
Se isto se passa a nível da sociedade civil não será difícil, a “fortion”, verificar que o mesmo se passa a nível politico. Porque a sociedade civil promana de uma certa forma de exercício do poder político. Ou seja, a forma como se exerce esse poder político tem reflexos na estrutura e na organização da sociedade civil. Por isso a corrupção pode, portanto, ser primeiramente definida como uma troca clandestina entre dois “mercados”, o “mercado politico e/ou administrativo” e o mercado económico e social.
Esta troca é oculta, pois viola normas públicas, jurídicas e éticas e sacrifica o interesse geral a interesses privados (pessoais, corporativos, partidários, etc.). Por fim, esta transacção que permite a agentes privados ter acesso a recursos públicos (contractos, financiamentos, decisões…) de maneira privilegiada e oblíqua (ausência de transparência e de concorrência) fornece aos agentes públicos corrompidos benefícios materiais presentes ou futuros para si mesmos ou para a organização de que são membros.
Como alterar, então, tal estado de coisas? Só com efectiva vontade política e com firmeza de actuação. Mas alguém acredita nessa vontade política e nessa firmeza de actuação?
Como acreditar no combate à corrupção, por parte do Governo, quando no conjunto de medidas aprovadas em Conselho de Ministros, no passado mês de Outubro (1998), entre elas está a introdução do agraciamento penal ao corruptor activo “arrependido”, isentando-o de responsabilidades no caso de denunciar ou contribuir para a descoberta do corruptor passivo, isto é, a pessoa que ele corrompeu?
Não será isto um verdadeiro atentado à dignidade da Magistratura Judicial como afirmava, recentemente, um conhecido advogado? Onde está a vontade política para combater a corrupção?” (António G. Mesquita, Vila Real, J.N. 18/12/98).
Este artigo é actualíssimo. Quantos corruptos estão detidos? “Digo olhos nos olhos: O nosso país não é corrupto, os nossos políticos não são corruptos, os nossos dirigentes não são corruptos”, disse a procuradora-geral adjunta, na Universidade de Verão do PSD, em Castelo de Vide. Francamente, a senhora não deve ter a noção do país em que vive, do buraco em que os políticos nos enfiaram, enfim…
“Quando os homens são puros, as leis são desnecessárias; quando são corruptos, as leis são inúteis.” (Thomas Jefferson). As leis são inúteis porque não funcionam, as influências e interesses subterrâneos impõem-se, falam mais alto. A corrupção corrói um país, degrada uma sociedade, e conspurca o nome de quem chafurda neste lodo nauseabundo.


(*Jornalista)
+ O Dever de Informar

A Educação é um Património Familiar

A Educação é um Património Familiar
Por Joaquim Carlos*

Os pais convencem-se com frequência de que a educação, a partir dessa altura, diz respeito à professora ou ao professor, mas na realidade ficam muito menos alarmados com uma nota de mau comportamento do que em face de uma má classificação. Têm muita vivacidade – pensa-se -, é a idade, depois tornar-se-ão sensatos. E, entretanto, os anos passam, os filhos alcançam a idade adulta, e a educação aprendida no sentido escolar do termo, resulta automaticamente num facto realizado. Ou se aprendeu essa educação, ou então é demasiado tarde; ou se cresceu como pessoa educada, ou, pelo contrário, não há mais nada a fazer. Mas a educação não acaba na escola, não é um aspecto limitado aos anos da juventude ou sujeito a autoridade, sem que se possa ou não desejá-lo. A educação não é, sobretudo, um conjunto de normas de boas maneiras a introduzir no comportamento de uma criança quando esta tem de começar a sua vida independente. É, sim, qualquer coisa de muito mais válido do que uma camada superficial ou uma máscara externa feita de hipocrisia ou de afectação.
A demonstrar, pois, quanto pode ser importante a educação na nossa vida, e como é diferente ou independente do grau de instrução ou dos diplomas de estudo de que se faça ostentação, diremos que é um dos elementos da nossa personalidade.
Cada um tem a este respeito a sua própria interpretação, adaptada à sua própria sensibilidade, transformando-a em qualquer coisa que apresenta em cada instante uma fisionomia nova. Essa interpretação torna-se pessoal.
Duas pessoas educadas nunca o são da mesma maneira. A educação transforma-se numa manifestação do nosso carácter, torna-se o reflexo da nossa índole, ajuda-nos no nosso comportamento. Nisto consiste uma parte da nossa personalidade.
A educação impõe-se a todos. É um compromisso moral que cada um de nós tem para consigo próprio, para com a família ou para com o próximo que faz parte da sua mesma vida. Poderemos defini-la como um hábito mental que se limita e submete ao respeito pelo mundo que vive à nossa volta, onde se encontram num mesmo plano com os mesmos valores, não só coisas que parecem importantes, mas também tudo quanto tem razão de ser. Não há, portanto, uma idade para a educação, ou melhor, não se pode dizer que existe um limite de tempo dentro do qual se tenha ou não a possibilidade de ser ducado. Se para os jovens pode ser considerado como matéria de estudo, a educação continua a ser também para os adultos um assunto a conhecer a fundo, a aprofundar um pouco todos os dias através da prática.
Cada época pode dar-nos uma diferente explicação do que é a educação. A verdade é que se este conceito se modifica e seria absurdo mante-lo condicionado a regras imutáveis. O nosso século apregoa também a plena reivindicação de um dos direitos fundamentais do homem: a liberdade. Esta, porém, não deve ser interpretada como uma espécie de autoritarismo individual de que alguém se possa valer sem nenhuma responsabilidade. A liberdade individual do nosso tempo exige um recíproco reconhecimento desta prerrogativa. É preciso sentirmo-nos livres quanto ao que nos diz respeito e quanto ao que nos pertence. Esta liberdade tem, portanto, de ser orientada de modo que não se transforme em egoísmo, e a educação deve actualizar-se para se adequar à vida moderna. O mundo tornou-se maior, ampliou as nossas relações até onde noutros tempos se fechavam os círculos das diversas classes sociais, e a educação surge como uma necessidade que não pode ser desprezada.
O essencial está em esclarecer que não se trata de um privilégio ou de um atributo das pessoas mais afortunadas, mas simplesmente de uma faceta de mérito daqueles que tem boa vontade e muita sensibilidade.
O que mais há a censurar às gerações mais novas, é o facto de serem tão pouco educadas. Quando se procura averiguar as razões de tal inconveniente, facilmente se culpa a mudança do sistema de vida. Hoje, a família perdeu o seu carácter de intimidade que a fazia um centro irradiante de educação. A vida, especialmente nas grandes cidades, conduz, com efeito, a uma maior dispersão, as ocasiões para as pessoas se reunirem são ali sempre mais raras, e o tempo e a disposição para educar os jovens faltam com frequência. É preciso, portanto, reafirmar a necessidade de reeducar a família, a importância de voltar aos hábitos talvez já esquecidos, e que qualquer jovem ousará classificar como «antiquados».
É preciso também reconstruir o lar doméstico nas suas bases tradicionais, regressar a casa de modo a que todos se possam sentar á mesa em conjunto e despertar ou criar nos jovens o respeito pela família. Só assim poderão tornar-se adultos com uma rigorosa consciência do que é o conceito de educação e viver genuinamente a tradição familiar.
Um dos aspectos principais na vida dos jovens é a sua educação. É ao pai e à mãe que compete o problema de velar pelo seu desenvolvimento, saúde e educação, embora por vezes um deles preferisse deixar a cargo do outro esta difícil tarefa. Depois de os filhos já estarem crescidos, vão à escola, e começa-se a falar com mais insistência de instrução, uma palavra que faz pensar em tantos livros, em tantas coisas a orientar.
A alma humana é realmente um dos problemas mais transcendentes que se apresentam ao homem para conhecer e resolver, que mais não seja no âmbito da educação.
Dewey afirma que a educação é «a soma total dos procedimentos por meio dos quais a sociedade transmite às novas gerações as suas forças, capacidades e ideias com o fim de assegurar a sua própria existência e evolução».
Não basta viver para educar-se. A vida é multiforme, tem aspectos bons e maus, benéficos e nocivos. A educação não é, portanto, apenas vida, mas sim vida orientada para os valores e ideias que elevam e dignificam o homem.
A educação não se confunde com o simples desenvolvimento ou com a mera adaptação. A educação é formação completa da personalidade, através do desabrochamento integral das suas virtualidades físicas, intelectuais e morais.
Educar é, antes de tudo, formar de acordo com um ideal. “Quando educamos”, dizia Spalding, “do mesmo modo que quando marchamos, temos em vista um fim. Em educação esse fim é um ideal: o ideal da perfeição humana”.
A educação, sendo um processo vital de formação e aperfeiçoamento do homem, deve abranger todas as virtualidades da sua natureza.

*Jornalista
NB: O presente artigo foi publicado no jornal “O Comércio do Porto” em edição de 11 Abril de 1994, sendo agora alvo de ligeiras correcções.