terça-feira, 26 de abril de 2016

Portugal. 25 de Abril. Milhares de pessoas desfilam em Lisboa em tempos de "esperança"

segunda-feira, 25 de abril de 2016

Uma janela de esperança que se abre com o novo ciclo político foi como os líderes do PCP e do BE descreveram as comemorações do 25 de abril, no início do desfile que reúne milhares de pessoas em Lisboa.

Vários milhares de pessoas descem a avenida da liberdade no dia em que se assinalam os 42 da revolução de Abril, a primeira comemoração depois de quase cinco anos de governação PSD-CDS.

Em declarações aos jornalistas, o secretário-geral do partido comunista, Jerónimo de Sousa, admitiu que a data de hoje tem outra importância política, agora que o país tem um governo socialista apoiado pela esquerda parlamentar.

Na opinião de Jerónimo de Sousa, há "uma janela de esperança" que se abre, depois de muitos anos de austeridade que deixou os portugueses a viver "com muitas dificuldades".

Para o líder do Partido Comunista, as comemorações de hoje "são diferentes para melhor", já que no ano passado o país estava confrontado "com um Governo com uma política de exploração e de empobrecimento".

"Perante um Presidente da República q ue apoiou até à última instância esse mesmo Governo, em que tanta luta o nosso povo travou sem o resultado concreto que era a demissão do Governo", criticou.

"Neste Abril que celebramos agora, podemos dizer que está longe de ser a política que recupera os valores de Abril, mas como que se abriu uma janela de esperança, dando mais força a quem luta", acrescentou.

Questionado sobre se o Presidente da República poderá colaborar nesta mudança, Jerónimo de Sousa disse que ainda é cedo para fazer essa avaliação, mas frisou que Marcelo de Rebelo de Sousa é, sem dúvida, diferente do anterior Presidente, Cavaco Silva, cujos discursos eram "de crispação" e "ameaçadores".

"Há que esperar para ver, mas registo as diferenças em relação ao ano passado", disse Jerónimo de Sousa.

Também a líder do Bloco de Esquerda, Catarina Martins, concordou que o país vive um tempo de mudança política, apontando que o dia de hoje é de celebração e lembrando que há 42 anos o país vivia uma guerra colonial e vivia em ditadura.

"Há todo um país novo graças a uma revolução, graças a quem acreditou que não há impossíveis e construiu uma realidade, julgo, única do nosso país, e que às liberdades fundamentais da democracia juntou o Estado Social (...), o que cria condições de igualdade", apontou.

No entanto, frisou que "o país sofreu muito nos últimos anos" e que "há muita gente hoje" que se sente excluída destas comemorações e não tem razões para celebrar a Revolução de Abril, pelo facto de não ter emprego, viver em precariedade ou estar na pobreza.

"Quando vimos à rua para comemorar a democracia, vimos sobretudo também com a consciência do que há para fazer, porque onde há miséria não há democracia e não há liberdade", defendeu Catarina Martins.

A líder do Bloco de Esquerda sublinhou que "há novas condições políticas no país", mas defendeu que as mudanças feitas entretanto, desde o salário mínimo nacional à reposição dos valores das prestações sociais, são poucas.

"Precisamos de muito mais e é por isso que hoje é muito bom estarmos a celebrar o 25 de Abril, não com saudades do que fomos, mas com imensa responsabilidade do que sabemos que temos de fazer para a democracia, para a liberdade, para a igualdade serem palavras que tenham significado real de tantos quantos vivem no nosso país", defendeu Catarina Martins.

Na Avenida da Liberdade, o desfile decorreu com milhares de cidadãos que não quiseram deixar de assinalar esta data da história do país, que marca a transição para a democracia.

Eram cerca de 17:00 quando a frente do desfile chegou à Praça do Rossio, onde depois tiveram lugar os discursos no palco montado para o efeito.

SV // JLG - Lusa

Portugal. BANCOS BONS, BANCOS MAUS, PRODUTOS TÓXICOS… BASTA! PRISÃO COM ELES!


Mário Motta, Lisboa
Está a acontecer corrida ao Banif para obter esclarecimentos e/ou levantar o máximo possível de dinheiro que os clientes têm nas contas. Na Madeira é a invasão, no continente tudo se esbate por existirem várias agências ao longo do país. No entanto os trafulhas dizem que tudo está bem. “O banco tem liquidez”, disse o patrão do Banif, ainda ontem.

Se o banco tem liquidez porque vem o governador do Banco de Portugal declarar que o “Banco de Portugal está a garantir "segurança dos depósitos"? Este não é filme já visto em que quem paga são os portugueses? O Zé Trolha, o jovem desempregado, o avô ou avó que tiram dos medicamentos, da boca, das despesas da casa com água, eletricidade, gás, etc, para proporcionar um mínimo de condições aos netos e aos filhos que lhe caíram lá em casa por via do desemprego? Pois. Mas aos banqueiros quem paga é o povinho. Onde foi que já vimos este filme? Basta de causar miséria sempre aos mesmos. Não há dinheiro para nada que alivie a canga aos que estão na miséria mas para os banqueiros salafrários e para os políticos seus cúmplices já há. Aos milhares de milhões.

Por uma vez, tenham vergonha!

Vem o PCP dizer, sobre o Banif, que “recusa alarmismos e defende solução que protege depositantes”. Muito bem. E isso quanto é que vai custar? Já agora: quando é que vimos estes administradores, gestores, negociantes dos produtos tóxicos, banqueiros, serem incriminados, julgados, condenados e presos?

É que enquanto os responsáveis não caírem nas prisões o forrobodó não vai parar. O povinho paga e a impunidade das elites da alta finança e da política salta aos olhos dos pagantes. Quem paga são sempre os mesmos, os otários, os permanentemente roubados.

Basta! Prisão com eles!

MM / PG

Clientes enchem agências do Banif na Madeira

O balcão da sede do Banif, no Funchal, encontra-se nesta altura cheio de clientes, que procuram esclarecimentos, depois das notícias que deram conta de que o Estado está a estudar a aplicação de uma medida de resolução naquele banco.

Esta manhã, antes da abertura, formaram-se filas à porta das agências, pelo menos no Funchal, em Santa Cruz (zona lesta) e na Ribeira Brava (zona oeste), mas não foi implementada nenhuma medida de reforço da segurança e não se registou qualquer desordem.

Vários clientes entraram com a intenção de levantar o dinheiro, mas saíram sem o fazer e com a garantia de que as contas estavam seguras.

José Chaves, cliente do Banif há 35 anos, disse aos jornalistas, à porta do balcão da sede, que foi devidamente esclarecido e não fez nenhum levantamento, apenas "umas transferências internas".

Por outro lado, revelou estar tranquilo, mas realçou que "as pessoas estão escaldadas depois do BES", sublinhando que "quando estas coisas começam, nunca sabemos como acabam".

Um casal de antigos emigrantes madeirenses na África do Sul, que não quis revelar os nomes, saiu um pouco enervado, mas optou por não movimentar os 300 mil euros de depósitos e aplicações. "Só levantámos um bocadinho para passar o Natal", disse a senhora.

Durante a manhã, as agências do Funchal mantiveram-se sempre repletas de clientes, um cenário que se repete pelo segundo dia consecutivo. Muitos optam por retirar a senha e voltar mais tarde.

Entretanto, o presidente executivo do Banif, Jorge Tomé, sublinhou na segunda-feira à noite que o banco conta com uma posição de "liquidez confortável", garantindo que "os depositantes e contribuintes podem estar descansados".

Em entrevista à RTP-Madeira, Jorge Tomé assegurou que a negociação para a venda da instituição está a "correr muito bem", recordando que este é um processo "estruturado" e avançando que há seis investidores internacionais a analisar a situação do banco.

O banqueiro admitiu que a notícia de um eventual encerramento veio "perturbar todo um processo estruturado que está em curso, em que a posição do Estado está a ser vendida".

As ações do Banif perderam na segunda-feira mais de 40% na bolsa de Lisboa e hoje estavam a recuar 12,5% na abertura das transações no mercado, um dia depois das notícias de que o Governo está a tentar encontrar uma solução para o banco ainda esta semana.

O Banco tinha, no final de setembro, cerca de 1.700 trabalhadores em Portugal.

Lusa, em Notícias ao Minuto

Banco de Portugal está a garantir "segurança dos depósitos" no Banif

Regulador do sistema financeiro português assegura que está “a acompanhar a situação” do banco madeirense.

Depois do Ministério das Finanças e da CMVM, o Banco de Portugal emitiu finalmente uma declaração oficial sobre as notícias avançadas pela TVI que apontam para uma possível separação do Banif em banco ‘bom’ e banco ‘mau’.

Em comunicado disponibilizado no site oficial, o regulador do sistema financeiro português revelou que está “a acompanhar a situação do Banif, garantindo, como é da sua competência, a estabilidade do sistema financeiro, bem como a segurança dos depósitos”.

A instituição liderada por Carlos Costa está a trabalhar “em articulação com o Ministério das Finanças”, atuando “dentro dos seus poderes e competências enquanto Autoridade integrada no Mecanismo Único de Supervisão europeu”.

O Banco de Portugal voltou a assegurar que “o plano de reestruturação do Banif está a ser analisado pela Comissão Europeia”, lembrando que “em paralelo está a decorrer um processo de venda internacional da instituição financeira conduzido pelo Conselho de Administração”. 

Notícias ao Minuto

Banif: PCP recusa alarmismos e defende solução que protege depositantes

O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, disse hoje não acompanhar "o alarmismo" sobre a situação do Banif mas defendeu que é preciso encontrar uma solução que defenda os interesses nacionais e os depositantes.

"Não acompanhando este alarmismo, pensando nos interesses nacionais e depositantes creio que é necessário encontrar uma solução. Mas insisto nesta ideia, sem um controlo público, hoje é mais um caso, já existiram outros e outros existirão", afirmou Jerónimo de Sousa.

O secretário-geral comunista lembrou que a preocupação do PCP com a situação do Banif "não é de hoje" e que já tinha questionado o ex-primeiro-ministro Pedro Passos Coelho, em três debates quinzenais, sobre "os dinheiros públicos que poderiam estar em causa" no banco.

"Lembro-me da resposta de Passos Coelho que dizia que estamos a investir e é dinheiro garantido porque até ganha juros. Esta foi a resposta. E hoje Passos Coelho está calado", sublinhou o secretário-geral do PCP, que falava aos jornalistas à margem de uma visita ao Hospital de Santa Maria, em Lisboa.

Para Jerónimo de Sousa, "independentemente da solução que possa ser encontrada", a situação do Banif "demonstra a necessidade do controlo público da banca para evitar que se assista mais uma vez a uma sangria de dinheiros públicos para acudir aos desmandos e aos erros da gestão dos banqueiros".

A TVI e o Público noticiaram que o Estado está a estudar a aplicação de uma medida de resolução na instituição financeira e que poderá haver uma decisão ainda esta semana.

Essas informações levaram o Ministério das Finanças a publicar uma nota, ao início da madrugada de hoje, a afirmar que está a acompanhar a situação do Banif, nomeadamente a tentativa de venda do banco a um investidor estratégico e a garantir que irá proteger os depositantes.

Já o Banif emitiu, pela sua parte, um comunicado ao mercado a dizer que qualquer cenário de resolução ou imposição de uma medida administrativa não tem "sentido ou fundamento", após a divulgação de notícias que dão conta de que o Estado se prepara para intervir no banco.

Na segunda-feira à noite, o presidente executivo do Banif, Jorge Tomé, sublinhou que o banco conta com uma posição de "liquidez confortável", garantindo que "os depositantes e contribuintes podem estar descansados".

Em entrevista à RTP-Madeira, Jorge Tomé classificou de "disparate perfeito" um cenário de encerramento do banco, transmitindo uma mensagem de confiança aos depositantes da instituição.

Lusa, em Notícias ao Minuto

Leia mais em Notícias ao Minuto

Márlon Reis, juiz da Ficha Limpa, será o advogado da Rede, de Marina Silva

Magistrado deixa Judiciário para abrir escritório. Vai atuar em direito eleitoral a partir de Brasília
MarlonReis-SergioLima-6set2012-Folhapress
O juiz Márlon Reis, que deixa a carreira no Judiciário nesta 2ª feira (25.abr.2016)
O juiz Márlon Reis, 46 anos, anunciou nesta 2ª feira (25.abr.2016) que está deixando a carreira no Poder Judiciário. Ele vai abrir um escritório em Brasília e já tem um cliente: a Rede Sustentabilidade, partido que tem como maior líder a ex-senadora Marina Silva.
Márlon é de Tocantins, mas foi como juiz de direito no Maranhão que ganhou notoriedade. Passou 19 anos na magistratura. Notabilizou-se durante a campanha para aprovar a Lei da Ficha Limpa, que proíbe políticos já condenados em segunda instância de disputarem eleições.
Essa lei “determina a inelegibilidade, por 8 anos, de políticos condenados em processos criminais em segunda instância, cassados ou que tenham renunciado para evitar a cassação, entre outros critérios'' –leia a descrição completa.
“Em novembro de 1999 conheci Francisco Whitaker, secretário-executivo da Comissão Brasileira Justiça e Paz. Ele havia acabado de liderar a conquista da primeira lei de iniciativa popular da história do país”, relata Márlon.
Em 2002, o juiz do interior do Maranhão ajudou a criar o Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral, o MCCE. Foi esse grupo que depois elaborou a minuta do projeto de lei que ficou conhecido como “Ficha Limpa”. Foram coletadas mais de 2 milhões de assinaturas antes da entrega ao Congresso Nacional. A aprovação se deu em 2010, com a Lei Complementar 135.
“Tive a felicidade de sugerir o nome pelo qual a lei se tornou conhecida no Brasil e no mundo: Ficha Limpa. Sempre disse que ainda mais importante que os novos marcos legais era o fato de havermos mobilizado o país inteiro num debate relativo ao passado dos candidatos, tema para o qual até então não se dava a devida importância”, declara Márlon.
Por que decidiu deixar a magistratura? “Atendo, especialmente, ao convite que me foi formulado pela Rede Sustentabilidade, a cujo corpo jurídico me incorporarei. Tenho por Marina Silva e pela Rede uma admiração cidadã. Será um prazer lutar no campo jurídico ao lado de pessoas tão valorosas e com quem comungo tantos valores”.
Márlon diz não ter interesse por disputar um cargo público. Vai se fixar em Brasília para “acompanhar prioritariamente causas eleitorais perante os Tribunais Superiores”.
“Estarei disponível para defender profissionalmente em juízo todas as causas em que eu acredite e que não contrariem a minha biografia, sem preconceito quanto a partidos. Aprendi que em todos os lugares há bons políticos. E que são esses os que normalmente mais precisam de apoio por sofrerem perseguições das mais diversas origens, às vezes partidas de seus correligionários”, declara.
A seguir, um depoimento que Márlon Reis fez ao Blog a respeito de sua carreira e da decisão de sair da magistratura para seguir agora como advogado:
Acompanharei prioritariamente causas
eleitorais perante os Tribunais Superiores

Por Márlon Reis
“Decidi deixar o cargo de Juiz de Direito no Estado do Maranhão.
“Em minha trajetória profissional voltei meus olhos para um problema crônico que, a princípio, imaginava ser mais grave nas pequenas cidades do interior nas quais dei meus primeiros passos na magistratura. Depois iria descobrir que a comercialização de apoios políticos e de votos é a tônica nas eleições brasileiras.
“A compra do voto em Alto Parnaíba decorre da mesma lógica que preside as descobertas realizadas pela operação Lava Jato.
“Ingressei na carreira de magistrado em fevereiro de 1997. Em novembro de 1999 conheceria Francisco Whitaker, Secretário Executivo da Comissão Brasileira Justiça e Paz. Ele havia acabado de liderar a conquista da primeira lei de iniciativa popular da história do país.
“Depois de presenciar a dependência dos eleitores e a violência da compra do voto, me aproximei daquele movimento importante, que havia conseguido incluir na lei eleitoral uma norma que simplesmente tornava possível a cassação de praticantes dessa conduta abjeta.
“Passei a me dedicar ao estudo dessa matéria. Logo estaria dando meus primeiros passos na difusão da lei contra a corrupção eleitoral, até que, em 2002, daria a Chico a ideia de criarmos o Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral – MCCE.
Esse movimento seria anos depois responsável pela elaboração da minuta do projeto de lei denominado “Ficha Limpa”. Dois milhões de assinaturas lastrearam a sua entrega ao Congresso Nacional.
“Fui um dos redatores da minuta. E tive a felicidade de sugerir o nome pelo qual ele se tornou conhecido no Brasil e no mundo: Ficha Limpa. Sempre disse que ainda mais importante que os novos marcos legais era o fato de havermos mobilizado o país inteiro num debate relativo ao passado dos candidatos, tema para o qual até então não se dava a devida importância.
“Tivemos que superar uma missão praticamente impossível: mudar décadas de tradição doutrinária e jurisprudencial que condenavam as inelegibilidades a pouca ou nenhuma serventia. Derrubamos muitos tabus, como o da aplicação do princípio da presunção de inocência ao Direito Eleitoral.
“Aos poucos construímos juntos, todos os que participávamos daquelas ações e estudos, um novo Direito Eleitoral.
“Até o final da década de 90 a Justiça Eleitoral quase não conhecia ações judiciais eleitorais. Hoje, é o espaço de lutas renhidas. As eleições brasileiras são certamente as mais litigiosas do mundo. Os dados que apresento em palestras no exterior invariavelmente surpreendem o público por seu gigantismo.
“Uma das coisas de que mais me orgulho foi de haver sido o protagonista de outra mudança extremamente importante: fui o primeiro juiz brasileiro a impor aos candidatos o dever de relevarem os nomes dos seus financiadores de campanha. Fiz isso em 2012, quando começava a ser aplicada a Lei de Acesso à Informação. Tive a ideia de aplicar seus postulados ao campo do Direito Eleitoral.
“A medida foi inicialmente criticada. Logo outros juízes de todo o Brasil seguiram meu exemplo, até que a Min. Carmem Lúcia, então Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, estendesse a providência a todos os candidatos do País.
“Os eleitores e, particularmente, a imprensa puderam saber muito mais sobre o financiamento das campanhas ainda enquanto as campanhas se desenrolavam. Foi curioso ver que numa das capitais brasileiras todo o financiamento de um candidato a reeleição para prefeito era financiando por apenas quatro empresas, todas empreiteiras, cada uma doando 2 milhões e 500 mil reais.
“Essa iniciativa me rendeu o prêmio UNODC, concedido pelo Escritório da ONU contra as Drogas e o Crime.
“Tive a oportunidade de estudar academicamente os fundamentos das transformações do Direito Eleitoral das quais fui eu mesmo um dos protagonistas. Isso me levou a alcançar o título de Doutor em Sociologia Jurídica e instituições políticas pela Universidad de Zaragoza, na Espanha.
“Tornei-me um devotado estudioso do Direito Eleitoral. Publiquei o livro Direito Eleitoral Brasileiro, agora em sua 3ª edição. Atuei por mais de 10 anos como juiz eleitoral.
“Entre 2008 e 2009 tive a honra de exercer o cargo de Juiz Auxiliar da Presidência do Tribunal Superior Eleitoral, atendendo a convite do célebre Ministro Carlos Ayres Britto.
“Até hoje proferi mais de 200 palestras, fui e sou professor em diversos programas de pós-graduação em Direito Eleitoral. Participei do processo de formação de centenas de Juízes e Promotores Eleitorais, além de falar ao Colégio de Presidentes de Tribunais Regionais Eleitorais por mais de uma vez. Fui também o professor de centenas de advogados por todo o Brasil.
“Minhas ideias me levaram a quatro continentes. Fui convidado a ministrar cursos e a proferir palestras na Alemanha, Tunísia, México e Malásia. Estive como convidado em eventos no Canadá e nos Estados Unidos. E fui selecionado para o Draper Hills Summer Fellowship Program, da Universidade de Stanford, na Califórnia, onde estudei em 2012.
“Depois de tanto acúmulo de experiência decidi dar um rumo profissional totalmente diferente à minha trajetória.
“Regresso agora à profissão de advogado, que exerci com afinco antes de me tornar juiz.
“A mesma devoção e o mesmo afinco que sempre dediquei às ideias em que acredito agora estenderei à defesa dos interesses dos meus constituintes.
“Atendo, especialmente, ao convite que me foi formulado pela Rede Sustentabilidade, a cujo corpo jurídico me incorporarei. Tenho por Marina Silva e pela Rede uma admiração cidadã. Será um prazer lutar no campo jurídico ao lado de pessoas tão valorosas e com quem comungo tantos valores.
“Em, Brasília, onde me fixarei profissionalmente, acompanharei prioritariamente causas eleitorais perante os Tribunais Superiores. Pretendo influir na aplicação das leis que ajudei a fazer e que modificaram completamente o Direito Eleitoral brasileiro.
“Estarei disponível para defender profissionalmente em juízo todas as causas em que eu acredite e que não contrariem a minha biografia, sem preconceito quanto a partidos. Aprendi que em todos os lugares há bons políticos. E que são esses os que normalmente mais precisam de apoio por sofrerem perseguições das mais diversas origens, às vezes partidas de seus correligionários.
“Também estarei pronto para atacar registros de candidatos claramente inelegíveis ou campanhas realizadas em desconformidade com a lei.
“Estarei pronto para, a convite de outros colegas advogados, elaborar pareceres sobre temas eleitorais relevantes.
“Seguirei, também, meus cursos voltados ao grande número de advogados que cada vez mais buscam especialização em Direito Eleitoral.
“Em conjunto com Luciano Santos, fundarei em breve o Instituto Plurais, organização que objetiva a defesa de direitos afetados por graves violações de natureza social e ambiental. Será uma forma de agregar uma função social ainda maior ao exercício das minhas atividades como advogado.
“Seguirei membro do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral. Deixo a representação da Associação dos Magistrados Brasileiros, cuja direção tive a honra de integrar até o momento, para passar a representar no Movimento a Ordem dos Advogados do Brasil, por deferência do Presidente do seu Conselho Federal, Claudio Lamachia”.
Fonte: http://fernandorodrigues.blogosfera.uol.com.br/

No 25 de Abril, Marcelo desafiou a Direita e o PSD ripostou

Apelo a consensos marcaram o dia em que se comemora a 'Revolução dos Cravos', mas houve quem não ficasse muito satisfeito com esse pedido.

© Global Imagens
O primeiro discurso do 25 de Abril de Marcelo Rebelo de Sousa mereceu, no geral, uma ‘ovação’ de todos os partidos. De pé, aplaudia o PSD, PS e CDS. Mas também o Bloco de Esquerda e o PCP não deixaram de elogiar o discurso do chefe de Estado.

Referindo-se aos obstáculos que Portugal poderá enfrentar, Marcelo Rebelo de Sousa considerou positivo o facto de “neste momento” existirem “dois caminhos muito bem definidos e diferenciados quanto à governação, ao modo de se atingir as metas nacionais”.
Para o Presidente da República, “a democracia faz-se de pluralismo, de debate, de alternativa”. Contudo, no final de contas todos pedem uma coisa: “estabilidade”.
Tentando unir a Direita e a Esquerda, apelando aos consensos, Marcelo transmitiu a seguinte mensagem: “Unamo-nos no essencial, sem com isso minimamente negarmos a riqueza do confronto democrático, em que Governos aplicam as suas ideias e oposições robustecem as suas alternativas. Troquemos as emoções pelo bom senso”.
Mas reiterou: “a saudável contraposição de duas fórmulas de Governo não atinge o fundamental na unidade dos portugueses”.
À Esquerda, os ecos foram positivos. A porta-voz do Bloco de Esquerda considerou que Marcelo além de ter reconhecido “o que havia para andar, reconhece também o muito que há para fazer”.
Também o presidente do PS, Carlos César garantiu que o discurso do chefe de Estado foi “muito importante” e que constituiu um aviso sério a uma Oposição “sem critério” que recusa consensos essenciais, aludindo ao PS.
Ainda assim, o PS mostrou disponível para chegar a um consenso com a bancada ‘laranja’. "Nós, PS, esperamos pelo PSD e por todos aqueles que na sociedade portuguesa querem trabalhar em conjunto".
Já o secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa comentou o pedido para que seja encontrado um consenso, mostrando-se disponível desde que seja positivo para o povo português.
A deputada do PEV, Heloísa Apolónia sublinhou que apesar de o Presidente ter pedido consensos às diferentes forças políticas, “não se deve falar dos consensos em abstrato. Temos de falar focados em políticas concretas”.
E também ao centro as reações foram positivas. O deputado do CDS, João Almeidareviu-se no discurso do Presidente e assegurou que o seu partido está disponível para construir consensos. “
Para João Almeida, Marcelo fez uma “leitura política atual muito lúcida” e referiu que “quem governa tem condições para governar e a responsabilidade de manter a estabilidade dessa governação”.
Contudo, “quem é Oposição tem a responsabilidade de apresentar alternativas e todos têm a responsabilidade perante o país de estar disponíveis para construir os consensos em áreas fundamentais” e construir “propostas alternativas”.
Surpreendentemente (ou não), o líder parlamentar do PSD, Luís Montenegro considerou que o apelo não tem fundamento. Existe uma “proposta protagonizada e executada pelo PS, com apoio parlamentar de Bloco, PCP e PEV”, e outra “pela alternativa política do PSD e que irá centrar-se nos próximos tempos no exercício de uma Oposição saudável”.
"Não podemos receber lições de disponibilidade para o consenso de nenhuma força política. O PSD liderou o governo quatro anos e meio, convidou o principal partido da Oposição, PS, para consensos várias vezes nas mais variadas matérias, coisa que o PS tem sucessivamente negado, primeiro na Oposição, hoje mesmo exercendo a liderança do Governo”, ripostou Montenegro.
Apesar de ter sido um discurso bem-sucedido, não foi o suficiente para o PS e PSD se entenderem.
Este 25 de Abril fica ainda marcado pela presença dos ‘Capitães de Abril’, que desde o governo de PSD/CDS não presenciavam as comemorações no Parlamento.
O presidente da Associação 25 de Abril, Vasco Lourenço considerou que “valeu a pena, não só não só pelo discurso do Presidente da República, mas também pelo do Presidente da Assembleia da República e de alguns grupos parlamentares".
Fonte: noticiasaominuto

Ninguém tem o direito de abdicar da sua dignidade

O HOMEM NA SOCIEDADE

27 – Ninguém tem o direito de abdicar da sua dignidade.
 
«A dignidade do homem, que o próprio Deus tanto respeita, ninguém a pode violar impunemente. Ninguém pode opor-se ao avanço do homem para a perfeição, em ordem à vida eterna, no céu. Mais ainda: nenhum homem pode espontâneamente dispensar-se da dignidade da sua natureza, nem consentir no envilecimento da própria alma, visto não se tratar de direitos de que tenha a livre disposição, mas sim de deveres para com Deus, que devem cumprir religiosamente» (Rerum Novarum).

Nunca é demais lembrar que o pecado é ofensa ao próprio prevaricador. Todo o comportamento indigno do homem é prejuízo para a sociedade. Seja às ocultas ou no recôndito dos pensamentos. Toda a falta moral é ofensa ao Criador, que se revelou como Pai cheio de misericórdia e de justiça.

Tenho vergonha do pecado. Devo amar os pecadores. Como Cristo, para a conversão.

Por Ferreira E. Silva
Princípios de uma antropologia, Pagª. 38, 2ª. Edição


Não tenhas duas vidas, não mostres duas faces. Sê o mesmo em toda a parte e em todas as circunstâncias. Sê responsável. 

Tribunal egípcio condena 11 homossexuais a penas de até 12 anos de cadeia

Imagem: br.noticias.yahoo.com
Um tribunal egípcio condenou 11 homens acusados de homossexualidade a penas de prisão entre três e 12 anos, revelaram fontes judiciais citadas pela agência de notícias AFP.
Os homens haviam sido detidos em setembro do ano passado num apartamento nos subúrbios do Cairo.

O tribunal considerou-os culpados de "libertinagem e incitamento à libertinagem", a acusação normalmente usada no Egito contra os homossexuais.


Fonte: Lusa

António Arnaut e João Lobo Antunes condecorados

Foto:jn.pt
O presidente da República condecorou, esta segunda-feira, António Arnaut e João Lobo Antunes com a Grã-Cruz da Ordem da Liberdade, em Lisboa, sublinhando a importância da efetivação de direitos como a saúde para a existência da verdadeira liberdade.

"Não há verdadeira democracia, como não há verdadeira liberdade, sem a efetivação dos direitos económicos, sociais e culturais. Um deles, cimeiro, é o direito à saúde", afirmou Marcelo Rebelo de Sousa na sala dos Embaixadores do Palácio de Belém, assinalando novamente os 40 anos da Constituição da República.

O anúncio das condecorações fora feito a 07 de Abril, Dia da Saúde, pelo ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes, também presente na cerimónia de Belém, tal como o primeiro-ministro, entre outras figuras.

O chefe de Estado explicou que as distinções são o "reconhecimento de carreiras dedicadas ao serviço da liberdade, democracia e Constituição no domínio da saúde".

Relativamente a Arnaut, Rebelo de Sousa disse tratar-se de um "nome indelevelmente ligado ao Serviço Nacional de Saúde (SNS), não apenas como [deputado] constituinte, mas também como governante e paladino ao longo de décadas na defesa daquilo que é a efetivação de um direito fundamental dos portugueses".

"[Lobo Antunes] Tem sua pesquisa, ensino, prática, magistério pessoal e institucional ligados ao domínio da saúde, contribuindo de forma relevante e com excelência também para a efetivação deste direito fundamental", segundo o Presidente da República.

A Ordem da Liberdade distingue serviços relevantes prestados em defesa dos valores da civilização, em prol da dignificação da pessoa humana e à causa da liberdade, considerados cumpridos pelo ex-ministro socialista, "pai do SNS", e pelo neurocirurgião e ex-conselheiro de Estado de Cavaco Silva.

"Há 12 anos, o presidente [Sampaio] concedeu-me o grau de grande oficial, também no dia 25 de Abril. Não é por acaso que as coisas acontecem a 25 de Abril. Tem grande significado para mim, sentimental, político, patriótico. Sempre lutei pela liberdade, antes e depois do 25 de Abril", lembrou Arnaut, defendendo que "só há liberdade a sério se o cidadão for libertado do medo do futuro, do medo de procurar cuidados de saúde e não os ter, do medo de querer trabalhar e não ter [como]".

João Lobo Antunes afirmou ter como "contributo para a construção da liberdade neste país, essencialmente, ser um homem livre, mas servo do serviço à nação numa área tão importante e tão frágil como a da saúde".

"O que me enche mais de orgulho foi ter tratado dos meus pares, dos que me procuravam - gente humilde, gente importante -, todos iguais no sofrimento, naquele encontro singular que é a clínica, na procura de um consolo, de uma esperança", congratulou-se.


Fonte: JN