sexta-feira, 20 de abril de 2018

Portugal vai ter mais 99 praias com qualidade para banhos

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Turismo potencia aumento de zonas balneares, especialmente no interior do país, onde haverá mais 80 praias fluviais.

Portugal tem, este ano, 640 locais com condições para a prática recreativa balnear - um aumento de 99 praias face ao ano de 2017, revelou à TSF o diretor do Instituto de Socorros a Náufragos (ISN), comandante Velho Gouveia.

"Foram apresentadas mais candidaturas" por parte dos municípios para a classificação de praias de banhos, locais que "oferecem todas as características e condições de segurança que a lei prevê para poderem ser utilizadas pelos cidadãos", explicou o responsável.

No ano passado tinham sido aprovadas 541 praias.

Das 99 novas praias, 80 são fluviais, elevando para 129 o número de praias nos municípios do interior.

O litoral do continente tem 387 praias, os Açores 70 e a Madeira 54.

Velho Gouveia acredita que o aumento de zonas balneares está relacionado com o aumento da procura turística. "O turismo é um dos fatores que tem estado na origem de um número cada vez maior de pessoas que vão para as praias".

O diretor do ISN explica também que as estatísticas de ocorrências da Autoridade Marítima Nacional confirmam esse aumento: "Nessas ocorrências, temos infelizmente problemas com cidadãos de todos os continentes, portanto isso mostra que o turismo tem estado a crescer".

Fonte: TSF
Foto: Carlos Manuel Martins/Global Imagens

Os acordos de qual regime?

Celso  Filipe
Celso Filipe 19 de abril de 2018 às 23:00
Os acordos entre o Governo e o PSD em duas matérias, a descentralização (eufemismo para regionalização) e os fundos comunitários, têm sido vistos como uma ressuscitação do bloco central. Em termos teóricos, essa é uma evidência. Os dois partidos, do chamado arco do poder, chegam a acordo em assuntos estruturantes, uma novidade dos últimos tempos.

Mais, entendem-se quando o PS é Governo com uma maioria parlamentar à esquerda construída com o PCP e o Bloco de Esquerda, antagonistas políticos do PSD.

A partir daqui é possível construir uma série de cenários, todos eles plausíveis, sobre a estratégia de cada um dos partidos e a viabilidade da manutenção dos acordos à esquerda, atendendo a esta aproximação entre António Costa e Rui Rio. O PS coloca o PCP e o Bloco sob pressão, o PSD marginaliza o CDS. Não restam também dúvidas de que, com este compromisso, o Governo institucionaliza o PSD como o principal representante da oposição, um território que vinha sendo reclamado por Assunção Cristas.

No meio da especulação sobre todos estes cenários, um maná para os analistas políticos, o essencial tem escapado. E o essencial é simples. Estes dois acordos têm uma finalidade mais comezinha, a perpetuação do "status quo". A descentralização interessa a quem? Em 308 câmaras municipais, o PS gere 158 e o PSD 98. Entre as forças políticas tradicionais só mais um partido, o PCP (ou melhor, a CDU) controla autarquias, neste caso, 24.

Ou seja, a descentralização, exibida como uma forma de tornar o país menos dependente do centralismo da capital, é um facto à medida dos fortes interesses locais que os dois partidos possuem, e será executada em função da sua preservação dessa representatividade.

Quanto aos fundos comunitários, a lógica é similar. O PS e o PSD foram sempre os partidos que, estando no Governo, tomaram conta dos dinheiros provenientes de Bruxelas. Como tal, é fundamental ter acesso aos mesmos (quanto mais melhor), para darem corpo e popularidade às suas políticas.

O bloco central que deu à costa nestes dois acordos tem mais que ver com os interesses dos dois partidos e menos com os do país. Isto é, PS e PSD estão essencialmente preocupados em garantir as bases para, no futuro, manterem a sua influência política. Se a descentralização será boa para o país é uma interrogação a que só o futuro responderá.

Fonte: jornaldenegocios

Executado aos 83 anos o mais velho condenado à morte nos Estados Unidos

Executado aos 83 anos o mais velho condenado à morte nos Estados Unidos
Um homem de 83 anos foi executado na quinta-feira no estado norte-americano do Alabama, tornando-se o mais idoso condenado à morte desde que a pena capital foi retomada nos EUA na década de 1970.

Walter Leroy Moody Jr. foi executado por injeção letal, na prisão de Atmore, pelas 20:42 de quinta-feira (01:42 de hoje em Lisboa), pelo homicídio de um juiz federal em 1989.

Inicialmente, a execução foi adiada por duas horas pelo Supremo Tribunal, que acabou por negar o recurso da defesa, de acordo com o qual a idade e o estado de saúde de Moody podiam complicar o procedimento da injeção letal.

De acordo com o Centro de Informação sobre a Pena de Morte (DPIC), Moody tornou-se o homem mais velho dos EUA a ser condenado à morte desde que as execuções foram retomadas nos EUA, na década de 1970.

Moody foi o oitavo executado este ano nos Estados Unidos e o primeiro no Alabama.

Desde que o Tribunal Supremo restituiu a pena de morte de 1976, 1.473 reclusos foram executados no país, 63 dos quais naquele estado do sudeste.

A pena de morte nos Estados Unidos é permitida oficialmente em 31 dos 50 estados norte-americanos.

Fonte:impala.pt/noticias/portugal

26ª. Edição de Automobilia em Aveiro




Iniciativas a não perder, principalmente os admiradores destas relíquias que nos faz recuar no tempo.
O Litoral Centro apoio de forma incondicional.

J. Carlos
Director


Investimento de 15 M€ no CHSJ

Verba destina-se a obras, aquisição de serviços e equipamentos.
O Governo autorizou o Centro Hospitalar de São João, no Porto, a assumir encargos plurianuais até 15 milhões de euros (M€), mais IVA, para aquisição de serviços de radioterapia, equipamentos de ressonância magnética e remodelação da ala sul central.
Para a aquisição de serviços de tratamento por radioterapia, a unidade hospitalar pode assumir um encargo até 6,8 milhões de euros, sendo que para a compra de equipamentos de ressonância magnética o montante pode rondar os 1,8 milhões de euros. No que se refere à ampliação e remodelação da ala sul central (1.ª fase, pisos 7 e 8), a empreitada pode ascender aos 5,5 milhões de euros.
Em 2016 foram igualmente alocadas verbas para a adaptação da sala de angiografia, remodelação com fornecimento de elevador e sistema de climatização do centro ambulatório.
Já em 2017 foram autorizados investimentos respeitantes à empreitada de beneficiação do interior, impermeabilização dos reservatórios de água e remodelação da sala de radiologia do centro de ambulatório.

Novo modelo de atendimento

CHCB com balcão único para consulta externa.
O Centro Hospitalar da Cova da Beira (CHCB), com sede na Covilhã, vai implementar na consulta externa um modelo de atendimento tipo «balcão único», que permitirá ao utente tratar de uma só vez todos os assuntos.
Obter ganhos em eficiência e qualidade é o principal objetivo deste projeto, que embora abranja várias áreas das unidades hospitalares da Covilhã e do Fundão, está especialmente focado na reestruturação do modelo de atendimento, até à data existente nos serviços da consulta externa, para um novo modelo, do tipo «balcão único», no qual o utente conseguirá no mesmo local e de uma só vez tratar os vários assuntos que o trazem ao hospital.
Para o efeito, esta unidade de saúde já está a executar um projeto de investimento, que implica obras, reestruturação de espaços, simplificação de procedimentos e aquisição de soluções tecnológicas.
Deste modo, o CHCB também vai desenvolver uma aplicação móvel que permitirá ao utente acompanhar a sua agenda de consultas e exames, consultar faturas, receber notificações, entre outras funcionalidades acessíveis gratuitamente e em qualquer lugar.
Denominado MESI – Modernização, Eficiência, Simplificação e Inovação, este projeto decorre da aprovação de uma candidatura ao Programa Portugal 2020, contando com financiamento de cerca de 698 mil euros dos fundos comunitários e de mais cerca de 123 mil euros da componente nacional.
Além das melhorias referenciadas ao nível das consultas externas, este projeto permitirá também a aquisição de um sistema de indicadores de gestão (business intelligence) avançado, resultado da implementação de uma solução tecnológica que possibilitará, aos responsáveis pela gestão, uma monitorização constante e a análise eficiente e em tempo oportuno de toda a atividade hospitalar. Junta-se-lhe ainda a adoção de um sistema de gestão de escalas e equipas mais eficiente e eficaz ao nível da organização dos horários e das próprias equipas de trabalho.

Secretário de Estado em Copenhaga




Fernando Araújo desafia países a arriscarem na prevenção.
O Secretário de Estado Adjunto e da Saúde, Fernando Araújo, esteve, no dia 9 de abril, em Copenhaga, na Dinamarca, a falar sobre fontes de financiamento para medidas que visem inverter a escalada das doenças crónicas não transmissíveis, como a diabetes, a obesidade e a hipertensão, e desafiou os países presentes a serem ainda mais arrojados na adoção de medidas integradas e efetivas.
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«Impostos sobre o consumo de tabaco, álcool e alimentos menos saudáveis provaram ter grande impacto na saúde pública e potencial para produzir melhores resultados em saúde», afirmou o governante, destacando a redução anual de 5.600 toneladas na ingestão de açúcares só por via da tributação dos refrigerantes, em 2017. Sublinhou, também, a importância de ter como parceiras e aliadas a indústria e a distribuição, de forma a, por via negocial, se promover a autorregulação dos produtos alimentares.
O governante fez um breve retrato da realidade portuguesa, detalhando que mais de metade da população portuguesa tem excesso de peso ou é obesa, que um em cada dez portugueses é diabético e que quatro em cada dez referem praticar menos do que uma atividade física moderada por semana. Acrescentou ainda que as doenças crónicas não transmissíveis são responsáveis, atualmente, por 40% dos gastos com medicamentos.
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Numa conferência em que o objetivo era falar sobre o financiamento sustentável das medidas de prevenção e controlo das doenças crónicas não transmissíveis, o Secretário de Estado português elencou as várias vias de receitas fiscais que em Portugal são canalizadas para a prevenção da doença, tais como: jogos sociais, impostos sobre o tabaco e sobre o álcool e a recente tributação sobre as bebidas açucaradas.
Por via das receitas dos jogos foi possível levar adiante o bem-sucedido programa da troca de seringas. Já com as verbas arrecadadas com o imposto sobre o tabaco foi possível comparticipar medicamentos para a cessação tabágica, bem como criar consultas de cessação tabágica nos cuidados de saúde primários e ainda desenvolver uma campanha de sensibilização, que será divulgada em breve.
O Secretário de Estado Adjunto e da Saúde foi convidado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para moderar o painel Mobilizar recursos internos para as doenças crónicas não transmissíveis: aprendendo com as experiências dos países. No painel estavam Agnés Soucat, Diretora dos Sistemas de Saúde, Governação e Financiamento, da OMS, Oxana Domenti, ex-Presidente da Comissão Parlamentar da Segurança Social, Saúde e Família, da Moldávia, Tanel Ross, assessor do Ministro das Finanças da Estónia, Carlos Eduardo de Oliveira Lula, Secretário da Saúde do Estado do Maranhão, no Brasil, e Jeremias Paul, coordenador da unidade da OMS que avalia a tributação como um instrumento da política de controlo do tabagismo.
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Durante a sessão discutiram-se experiências concretas de cada país, lições aprendidas e desafios na mobilização de recursos internos para a saúde, incluindo a aplicação de impostos sobre o consumo para reduzir a exposição a fatores de risco das doenças crónicas não transmissíveis e financiar as respostas para os mesmos.
O Secretário de Estado da Saúde falou naquele que foi o primeiro dia da conferência Global Dialogue on Partnerships for Sustainable Financing of NCD Prevention and Control, que está a decorrer na capital dinamarquesa, Copenhaga, até ao dia 11 de abril. Esta conferência servirá de preparação para a Terceira Reunião de Alto Nível sobre doenças crónicas não transmissíveis, em 2018, e que juntará a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas, o Mecanismo de Coordenação Global sobre Doenças Não transmissíveis da OMS e o Governo da Dinamarca.
O convite para moderar o painel e partilhar a experiência portuguesa chegou depois de vários elogios recentes – da OMS e da Comissão Europeia – ao caminho que o Governo português tem trilhado, em matéria de promoção da saúde e prevenção da doença, nomeadamente a criação do imposto sobre bebidas açucaradas, introduzido pela primeira vez no Orçamento do Estado para 2017, bem como a já iniciada discussão para reformulação de uma gama de produtos alimentares, com vista a reduzir os teores de sal, açúcar e gorduras, até 2021.