segunda-feira, 25 de outubro de 2021
Caldas da Rainha | PROTOCOLO APOIA ESTUDANTES DE MOÇAMBIQUE
Marinha Grande | E SE ASSISTISSE À NOITE A UM CONCERTO E A UMA VISITA GUIADA AO MUSEU JOAQUIM CORREIA?
Cientistas da Universidade de Coimbra estudam o impacto das tempestades solares na rede elétrica de Portugal
As correntes elétricas geradas pelas tempestades geomagnéticas (variações bruscas do campo magnético da terra com origem em tempestades solares) podem causar perturbações na rede elétrica de Portugal? Para responder a esta questão, primeiro é necessário medir essas correntes, as designadas GICs (do inglês Geomagnetic Induced Currents).
Calcular, medir e monitorizar a amplitude destas correntes geomagnéticas induzidas em Portugal é o objetivo principal do projeto “MAG-GIC: correntes induzidas pelo campo geomagnético no território português”. Trata-se do primeiro estudo do género no país, que junta uma dezena de investigadores de dois centros de investigação da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC), nomeadamente o Centro de Investigação da Terra e do Espaço (CITEUC) e o Laboratório de Instrumentação, Engenharia Biomédica e Física da Radiação (LIBPhys-UC). Conta ainda com a importante colaboração de investigadores do Instituto Dom Luiz, em Lisboa, e de engenheiros da REN – Redes Energéticas Nacionais.
Durante dois anos, a equipa liderada por Alexandra Pais, docente do Departamento de Física da FCTUC e investigadora do CITEUC, trabalhou no cálculo numérico das GICs. Para isso, houve necessidade de recolher informação sobre as caraterísticas da rede de transporte de energia e fazer medições geofísicas que permitiram calcular a condutividade da litosfera na região de Portugal continental. Depois, para testar os valores de GICs calculados, procurou-se compará-los com observações. Para conseguir efetuar medições de GICs, a equipa contou com investigadores do LIBPhys-UC, onde se desenvolveu um sistema de aquisição, análise e registo dos dados, com acesso remoto.
«O sistema agora instalado na subestação de Paraimo (Aveiro), com a ajuda dos engenheiros e técnicos da REN, mede continuamente as correntes induzidas pelas flutuações de campo magnético terrestre nas linhas de muito alta tensão, permitindo a sua monitorização em tempo real e de forma remota, e procura compreender qual o efeito das perturbações do campo magnético terrestre, causadas por tempestades solares, na rede elétrica gerida pela REN», explica Alexandra Pais.
As tempestades geomagnéticas são originadas pela atividade do Sol. De tempos a tempos são emitidas para o espaço interplanetário nuvens de plasma que, chegando próximo da Terra, interagem com o seu campo magnético. Durante estas tempestades, «ocorrem variações rápidas do campo magnético da Terra, provocadas por correntes elétricas de intensidade da ordem de milhões de amperes. Estas correntes circulam muito acima da superfície da Terra, numa região designada por magnetosfera. Os seus efeitos são, porém, mensuráveis à superfície, concretamente no observatório magnético de Coimbra», esclarece a docente do Departamento de Física da FCTUC.
Ao longo do projeto MAG-GIC, financiado pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT) e a decorrer de 2018 a 2022, «calculámos a distribuição de GICs nas subestações da rede elétrica da REN, ao mesmo tempo que identificámos os fatores a que os valores estimados são especialmente sensíveis», acrescenta. As medições que estão agora a ser realizadas no âmbito do projeto são essenciais para confirmar quais são os efeitos da meteorologia espacial (Space Weather) na rede nacional de transporte de energia. Por isso, adianta Alexandra Pais, o passo seguinte da investigação será «perceber como é que estas correntes afetam individualmente os diferentes elementos do circuito elétrico, em particular os transformadores das subestações da REN».
«Esperamos no futuro poder dar continuidade ao trabalho desenvolvido, instalando mais sensores, como o de Paraimo, noutras subestações da REN», conclui.
Mais informação sobre o projeto MAG-GIC está disponível em: https://www.uc.pt/en/org/maggic.
Cristina Pinto
Um morto e 15 feridos leves em acidente entre autocarro e automóvel na Batalha
Um acidente ontem à tarde entre um autocarro e uma viatura ligeira no IC2, no concelho da Batalha, provocou um morto e 15 feridos ligeiros, informou fonte do Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Leiria.
O acidente ocorreu no IC (itinerário complementar) 2, também conhecido como estrada nacional número 1, na zona da Canoeira, concelho da Batalha, por volta das 17:00, disse à agência Lusa fonte do CDOS.
Segundo fonte do Comando Territorial da GNR de Leiria, a vítima mortal, que estava na viatura ligeira, era um jovem de 19 anos.
O óbito foi confirmado no local, referiu a mesma fonte, não conseguindo confirmar se a vítima era o condutor da viatura ligeira.
Face ao acidente, o trânsito decorre “em circulação alternada”, acrescentou.
No local, estiveram meios da GNR, do INEM, bem como vários operacionais de corporações de bombeiros da Batalha e de concelhos vizinhos.
Madremedia/Lusa
Farmácias e SNS vão ter quase três milhões de vacinas contra a gripe
É o maior número de sempre. Autoagendamento para quem ainda não foi chamado começa na terça-feira.
As farmácias já têm vacinas contra a gripe para os utentes com receita médica. Neste ano, compraram 700 mil doses – mais 200 mil do que no ano passado. No total, as farmácias e o Serviço Nacional de Saúde (SNS) terão quase três milhões de doses, o maior número de sempre.
A presidente da Associação Nacional de Farmácia (ANF), Ema Paulino, diz que há muita gente em lista de espera, mas acredita que as vacinas vão chegar para todos os que precisam.
“Temos farmácias com algumas centenas de pessoas à espera, mas estamos convictos de que, com o aumento do número de vacinas disponível este ano, vai ser possível vacinar a população de risco”, afirma à Renascença.
A grande maioria das 700 mil doses adquiridas chegam, nesta segunda-feira, às farmácias.
Tal como no ano passado, as farmácias vão ainda ter 200 mil doses do SNS para distribuir gratuitamente pelos utentes de risco (pessoas com menos de 65 anos, mas com doença cardiovascular, insuficiência renal, trissomia 21, diabetes, doença pulmonar obstrutiva crónica, doença neuromuscular ou imunossupressão).
Estas doses vão estar disponíveis a partir da terceira semana de novembro.
Na terça-feira, dia 26, começa o autoagendamento da vacina para os cidadãos com mais de 80 anos que ainda não foram chamados para a vacinação da gripe e contra a Covid-19.
Anabela Góis/Marta Grosso/RR
O incrível apagão do Ala-Arriba em plena luz do dia!
Perdulário na primeira parte e com uma segunda metade má demais para ser verdade: eis o retrato de uma equipa mirense que eclipsou perante uma equipa do seu campeonato...
Imagine, caro leitor, uma equipa a jogar apenas regularmente durante 45 minutos e ser capaz de desperdiçar um penalty, marcar um golo pouco depois e falhar várias oportunidades para matar o encontro na primeira parte.
Depois, imagine esta mesma equipa, ver o pássaro voar no final do jogo, fruto de falhas defensivas em abundância, um meio campo inoperante, um ataque inconsequente e... um penalty sofrido aos 90 minutos!
Sim, este foi o retrato de um encontro onde a equipa da casa deixou escapar os 3 pontos de uma forma incompreensível frente a um São Silvestre que, mesmo sem jogar melhor, teve muito mais garra na parte final, para além de um banco que transformou o seu futebol e o resultado.
A equipa de Mira saiu, deste encontro, de cabeça baixa muito por culpa própria, uma vez que tinha um melhor conjunto, no geral e, também, por não ter tido arte nem engenho para praticar, nos últimos 45 minutos, ao menos o futebol que jogou até ao intervalo.
Quanto à arbitragem... mais do mesmo. Sem ter sido do pior que já passou por Mira nesta época, também não ficou isenta de ser criticada, por pequenos-grandes detalhes ao longo de mais de 95 minutos.
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EQUIPAS
ALA-ARRIBA:
ANDRÉ, RÚBEN, TIAGO FREITAS (C), CASTELHANO, BERNARDO, LEANDRO, JOÃO PEDRO, TÓ RODRIGUES, PIRES, ZAMBANO E DIOGO.
JOGARAM, AINDA: SIMÃO, RUBINHO, STEPHANE, ABDUL
TREINADOR: FACÃO
SÃO SILVESTRE:
PIMENTA, TIAGO PEREIRA, FRANCISCO (C), MIGUEL, PEDRO DIAS, PEIXOTO, RAFA LIMA, RAFA DIAS, DANIEL, JOÃO PANÇAS E RAFA SANTOS.
JOGARAM, AINDA: JEFERSON, TABORDA, ADERITON, TIAGO JUSTO
TREINADOR: MATEUS
ARBITRAGEM:
DANIEL SIMÕES, DIOGO MARTIN E RODRIGO MATOS
MARCADORES:
1X0 LEANDRO (23 MIN) 1X0 AO INTERVALO; 1X1 JOÃO PANÇAS (76 MIN); TIAGO PEREIRA (90 MIN - PENALTY) 1X2 FINAL
CARTÕES:
TÓ RODRIGUES, DIOGO, RUBINHO, TIAGO PEREIRA, RAFA SANTOS (AMARELO); VIDEIRA (VERMELHO DIRETO - NO BANCO)
Fonte: Mira Online
Rafa dá triunfo ao Benfica ao cair do pano
O Benfica regressou hoje aos triunfos e à liderança da I Liga portuguesa de futebol, graças a um tento de Rafa que selou o resultado de 1-0 ao ‘cair do pano’ do encontro com o Vizela, referente à nona jornada.
Num jogo mais ‘transpirado’ do que ‘inspirado’, com muita luta e várias arrancadas ‘vertiginosas’, ambas as equipas criaram situações para marcar, mas, na hora de atirar à baliza, ‘pecaram’ quase sempre na decisão, constituindo uma rara exceção o lance em que Rafa, em pleno ‘coração’ da área, marcou o terceiro golo para o campeonato, em resposta a cruzamento de Pizzi.
Depois da primeira derrota para o campeonato, frente ao Portimonense (1-0), e da goleada sofrida na quarta-feira, perante o Bayern de Munique (4-0), para a Liga dos Campeões, a equipa treinada por Jorge Jesus regressou aos triunfos e, mais do que isso, ao topo da tabela, tendo passado a somar 24 pontos, mais um do que o segundo classificado, FC Porto, e do que o terceiro, Sporting, ambos com 23.
Já a formação minhota perdeu a invencibilidade na condição de anfitriã e manteve o 12.º lugar, com nove pontos.
Com Diogo Gonçalves em vez de André Almeida na posição mais à direita da linha média, as ‘águias’ controlaram a bola na maioria da primeira parte (64% de posse), mas com frequentes dificuldades para criar roturas na defensiva vizelense, quase sempre compacta, também por ‘obra’ do seu meio-campo.
Como ‘corolário’ de um arranque movimentado, com o Benfica a assumir o jogo perante um Vizela que atacava sempre que podia, mal recuperava a bola, o minuto 10 foi o mais ‘frenético’ da primeira metade, com duas ocasiões para cada lado.
Assistido por Yaremchuk, Darwin isolou-se e contornou Charles, mas perdeu o ângulo de remate e a oportunidade de ‘inaugurar o marcador’, 30 segundos antes de, na outra ‘ponta’ do relvado, Vlachodimos negar o golo a Samu, depois de atirar contra Schettine numa reposição de bola.
Perante a réplica dos homens vestidos de azul, os pupilos de Jorge Jesus tentaram pausar o ritmo de jogo, controlando a bola com paciência, antes de a fazerem chegar aos elementos mais avançados, mas ‘esbarraram’ num bloco defensivo bem organizado, que antecipou quase sempre as combinações ‘encarnadas’, algo lentas na execução.
Apesar da escassa presença na área, a formação lisboeta teve tempo para ameaçar o golo num remate de Diogo Gonçalves travado por Charles, aos 31 minutos, e num cabeceamento de Lucas Veríssimo, aos 33, antes da formação da casa, ‘embalada’ por um apoio ruidoso, obrigar Vlachodimos a nova defesa atenta, em ‘disparo’ de Alex Méndez, aos 40.
A pressão benfiquista em redor da área vizelense intensificou-se no começo da segunda parte, traduzindo-se em situações de golo como o cabeceamento de Darwin para defesa de Charles, aos 53 minutos, e o remate de Grimaldo por cima, aos 58, mas a equipa de Jorge Jesus continuou a ‘pecar’ nas decisões tomadas em certos lances.
O Vizela recusou, porém, ‘desaparecer’ do jogo e continuou perigoso no contra-ataque, ameaçando desfazer o ‘nulo’ ao minuto 63, quando Schettine entrou na área com espaço para finalizar, mas preferiu entregá-la a Nuno Moreira, que rematou contra um adversário, quando a defesa ‘encarnada’ estava já recomposta.
Nos últimos 25 minutos, as ‘águias’ tentaram várias rotas para alvejar a baliza de Charles, principalmente a da ala direita, graças à ação do recém-entrado Radonjic, mas raramente conseguiram espaço entre a ‘muralha’ defensiva para deixar a baliza do Vizela em situação de ‘perigo iminente’.