quinta-feira, 15 de outubro de 2020

Capitais chineses caçam “pechinchas” para dominar

 










Após a grande queda das cotações nas bolsas, decorrente da pandemia do coronavírus, a China (foco e disseminadora do vírus) comprou “a preço de banana” as empresas estrangeiras ativas em seu país.

A seguir, continuou adquirindo firmas europeias — de alta tecnologia ou simbólicas —, que estavam em apuros, usando nomes de fachada do Partido Comunista e do Exército Vermelho. Comprou a Volvo; a fabricante de pneumáticos Pirelli; o porto grego de Pireu; a agroquímica suíça Syngenta; a Amer Sports, de produtos esportivos; a Kuka, fabricante alemã de robôs para fábricas, e a Geely; assumiu 10% da Daimler Benz, indústria-símbolo alemã.

Os grupos de pesquisa Rhodium e Instituto Mercator de Berlim afirmaram que os novos compradores são agentes da política exterior chinesa.

ABIM

A conturbada abolição do tráfico de escravos em Angola



Tendo como fio condutor a vida de D. Nicolau, príncipe do Congo, o jornalista e historiador angolano Xavier de Figueiredo descreve, numa envolvente narrativa histórica, o período conturbado que Angola atravessou com o fim do tráfico de escravos. O Príncipe do Congo, obra que conta com um prefácio do almirante António Silva Ribeiro, chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas, chega às livrarias a partir do dia 20 de Outubro, com a chancela da Guerra e Paz Editores e o patrocínio do Banco BIC.

Em 1845, Portugal recebeu uma visita diplomática que marcou a história de Angola. D. Henrique II, rei do Congo, incumbiu o filho, D. Nicolau de implorar ao reino português por um regime de excepção que permitisse ao reino do Congo manter o tráfico de escravos – à época já proibido por decreto – na zona costeira do Ambriz, em Angola, o seu único rendimento.

A missão esbarrou, porém, com uma realidade inultrapassável. Portugal, alvo de jogos políticos e pressões de outras potências colonizadoras, via-se, a cada dia, mais obrigado a abolir dos seus domínios ultramarinos o tráfico clandestino, sob pena de os perder.

Em resposta, Portugal ocupou o Ambriz, impedindo a troca de escravos, e tornou, o reino do Congo, um Estado vassalo. Vendo o princípio do fim de cinco séculos de história, D. Nicolau publica uma carta de protesto num jornal em Lisboa. Pouco depois abandona o Ambriz e é assassinado pelo seu povo. Em 1860, Portugal viria a dar como extinto o tráfico de escravos.

Um século e meio depois, o jornalista e historiador angolano Xavier de Figueiredo inicia um minucioso processo de investigação sobre este período conturbado da história de Portugal e Angola, tendo como fio condutor os últimos 15 anos de vida de D. Nicolau. O estudo deu origem à narrativa histórica O Príncipe do Congo, agora publicada.

Um rigoroso trabalho de reconstituição histórica, aplaudido pelo almirante António Silva Ribeiro, que assina o prefácio do livro. Segundo o chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas, esta obra «constitui‑se como um relevante e pormenorizado contributo histórico para a compreensão dos factores e condicionalismos sociais, políticos, culturais, económicos e militares que marcaram a transição de Angola da era do tráfico de escravos para a modernidade».

Reforça ainda a «inquestionável probidade e rigor científico» com que o autor investigou os factos relatados no livro. Uma vasta pesquisa de documentos históricos e ilustrações feita no Arquivo Histórico Ultramarino, na Biblioteca Central da Marinha e na Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro.

O Príncipe do Congo estará disponível nas livrarias a partir do próximo dia 20 de Outubro, com a chancela da Guerra e Paz Editores. O livro poderá ainda ser adquirido através do site oficial da editora.

O Príncipe do Congo
Xavier de Figueiredo
Não-Ficção / Narrativa Histórica
240 páginas · 15x23 · 16,00€
Nas livrarias a 20 de Outubro
Guerra e Paz, Editores

Flowr Corporation anuncia a Quinta Parcela do Financiamento da Terrace Global

A Flowr Corporation (TSXV: FLWR; OTC: FLWPF) anuncia que fechou a quinta parcela do financiamento do Equity Line and Profit Share Agreement com Terrace Global Inc. (TSXV: TRCE), no valor de C $ 1.000.000.

Em 23 de setembro de 2020, as partes intervenientes do contrato alteraram os seus termos de modo a que a percentagem da receita líquida da Terrace Global do contrato seja reflexo de um aumento em 2,5% para cada $ 200.000 adicionais financiados acima de $ 3.000.000, até um máximo de 50% dos lucros líquidos. A quinta parcela será usada para financiar a plantação de canábis medicinal ao ar livre da Holigen em Aljustrel, Portugal, que é operada em conjunto com a Terrace Global.

Como parte da Parceria e nos termos do Acordo, a Terrace Global concordou em financiar as operações e parte das despesas de capital nas instalações externas da Holigen localizadas em Aljustrel, Portugal, em troca de ações ordinárias e garantias da Flowr. Como parte da quinta parcela de financiamento, a Flowr emitiu para a Terrace Global 1.923.077 ações ordinárias da empresa a um preço de $ 0,52 e uma quantidade igual de bónus de subscrição de ações ordinárias. Cada warrant pode ser exercido numa ação ordinária integral da empresa a um preço de exercício de $ 0,76 por ação ordinária, por um período de 36 meses, a partir de 9 de outubro de 2020. A quinta parcela do financiamento permanece sujeita à aprovação final da TSX Venture Exchange. Todos os valores mobiliários emitidos na quinta parcela estão sujeitos ao período normal de retenção de quatro meses e não podem ser negociados antes de 10 de fevereiro de 2020.

Figueiró dos Vinhos | Inauguração do Complexo Empresarial SONUMA – todos os espaços atribuídos a 7 empresas

No próximo dia 30 de outubro, sexta-feira, pelas 11 horas, é inaugurado o Complexo Empresarial SONUMA em Figueiró dos Vinhos, uma importante Área de Acolhimento Empresarial para a região.

Complexo Empresarial SONUMA será inaugurado pela Ministra da Coesão Territorial, Professora Doutora Ana Abrunhosa, contando também com a presença da Presidente da CCDRC , Doutora Isabel Damasceno, entre outras entidades, necessariamente em número limitado face às contingências decorrentes das normas da DGS no âmbito da Pandemia COVID-19.

Este dia marca a inauguração de uma moderna área de instalação empresarial, dotada de excelentes condições para as empresas desenvolverem a sua atividade, estando já atribuídos todos os 7 espaços que se encontravam disponíveis.

O Complexo Empresarial SONUMA é uma obra comparticipada pelo FEDER através CENTRO2020 no âmbito do Eixo 2 - Competitividade e internacionalização da economia regional (COMPETIR), tendo sido aprovado um Investimento Total de 1.296.929,10 euros, a que corresponde um Investimento Elegível comparticipado de 1.073.151,79 euros e uma comparticipação do CENTRO2020 de 912.179,02 euros.

Câmara de Águeda apoia Associação Vale Domingos para criação da Aldeia da Inovação Social

 Protocolo que viabiliza o apoio financeiro para este projeto de inclusão e integração sociais foi formalizado ontem

A Câmara Municipal de Águeda formalizou, ontem, um protocolo com a Associação Cultural e Recreativa (ACR) de Vale Domingos para criação e dinamização da Aldeia da Inovação Social, no Parque Botânico de Vale Domingos.

Este projeto, co-financiado no âmbito do instrumento “Parcerias para o Impacto” (do Programa Operacional Inclusão Social e Emprego), através de uma candidatura que pressupunha que a Autarquia se assumiria como investidor social, prevê dar resposta ao problema social do aumento exponencial dos comportamentos de risco dos jovens, sobretudo no que respeita a vandalismo, criminalidade e toxicodependência, em Vale Domingos.

O apoio por parte da Câmara de Águeda vai traduzir-se num incentivo financeiro de 79.500 euros, que representa 30% do valor total aprovado na candidatura para o projeto (265.000 euros).

É objetivo da associação transformar Vale Domingos num ponto de referência e de atração turística do Concelho de Águeda, através da concretização deste movimento de intervenção de cariz comunitário e inclusivo. Com a transformação deste local, combatendo o estigma social associado às comunidades ciganas, pretende-se tornar este projeto numa referência geradora de impactos sociais claros e potenciadora da alteração de comportamentos sociais, que possa ser replicado no resto do país.

Entre as atividades a realizar está a mediação intercultural, que prevê a criação de um diálogo com os empresários e acompanhamento da comunidade de Vale Domingos no mercado de trabalho, para além de incentivar as crianças e jovens no seu percurso escolar e profissional, combatendo o abandono escolar, o absentismo e a falta de objetivos de vida (jovens que não trabalham, não estudam, nem frequentam qualquer formação).

Faz ainda parte deste projeto a promoção de ações de capacitação e formação para a população local, como ateliers de costura, de jardinagem, de agricultura, entre outros, que permitam o ocupação e crescimento pessoal e profissional da comunidade.

 

Mudar a imagem e transformar local em ponto turístico

“Este apoio é o reconhecimento, em primeiro lugar, da relevância do projeto que a Associação Cultural e Recreativa de Vale Domingos apresentou, bem como do trabalho que esta coletividade tem realizado em prol da comunidade local e regional, eliminando os estigmas associados àquela zona do concelho”, referiu Jorge Almeida, Presidente da Câmara Municipal de Águeda, apoiando a mudança de paradigma que está agregado a este projeto que catapulta Águeda como uma referência de integração e inclusão sociais.

“Queremos mudar a imagem da aldeia”, referiu Ricardo Pereira, Presidente da Direção da ACR de Vale Domingos, salientando que tem sido feito um “trabalho muito árduo” para alterar hábitos e a imagem que as pessoas tinham do local, constatando, “com alegria, que a Câmara de Águeda tem estado sempre ao nosso lado, apoiando os nossos projetos”.

“Sem a colaboração e participação da Câmara não seria possível” realizar esta tarefa de transformar a aldeia de Vale Domingos num “modelo de integração social”.

Refira-se que a ACR de Vale Domingos é composta por elementos da comunidade cigana e por elementos não ciganos, particularmente daquela localidade do Concelho de Águeda, promovendo a inclusão e integração sociais.

O Parque Botânico de Vale Domingos é uma Iniciativa de Inovação e Empreendedorismo Social (IIES) nascida com a intenção de dar resposta ao problema do aumento dos comportamentos de risco das comunidades daquela localidade, através da realização de ações que visem transformar uma zona considerada problemática num local de envolvimento social, de atração e valorização do concelho.

Este parque, antes da sua reestruturação, era um terreno ao abandono e local de consumos de droga e de violência; agora, apresenta uma nova imagem associada à comunidade de Vale Domingos. Neste sentido, o projeto da Aldeia de Inovação Social representa o crescimento e expansão de um projeto local, transformando-o numa ação global e num modelo de intervenção inclusiva mais abrangente.

Câmara de Águeda cede antigo Jardim de Infância de Pedaçães à CERCIAG

 Equipamento vai ser transformado em salas de trabalho do Centro de Atividades Ocupacionais

A Câmara Municipal de Águeda assinou, ontem, um protocolo com a CERCIAG – Cooperativa de Educação e Reabilitação de Cidadãos com Incapacidades de Águeda, CRL, que formaliza a cedência das instalações e espaço exterior do antigo Jardim de Infância de Pedaçães, em Lamas do Vouga, àquela instituição. A infraestrutura vai agora ser transformada em salas de trabalho do Centro de Atividades Ocupacionais.

“Este protocolo permite que a CERCIAG possa desenvolver a atividade dos Centros Ocupacionais de uma forma mais consentânea com as recomendações atuais de contenção da propagação da COVID-19, impedindo que haja aglomerados de utentes no centro de que dispõem atualmente”, afirmou Jorge Almeida, Presidente da Câmara de Águeda, frisando que é um contributo da Autarquia para melhorar as condições de prestação de cuidados desta cooperativa e um reconhecimento pelo trabalho que realizam.

Manuel Augusto Simões, Vice-Presidente da CERCIAG, declarou que estas instalações vão agora ser ajustadas à finalidade a que se propõem, para salas de formação de atividades ocupacionais, e “vão ajudar a ter uma melhor ocupação e distribuição de utentes”. Este novo espaço vai permitir “melhorar as condições de funcionalidade e segurança” no exercício da atividade da CERCIAG e responde a uma necessidade que a instituição sentia face à pandemia da COVID-19. “Ficámos muito limitados”, assumiu, garantindo que, agora, com este novo espaço, podem ajustar as atividades e formações que promovem.

Refira-se que a CERCIAG, que serve as populações dos concelhos de Águeda, Oliveira do Bairro, Anadia, Albergaria-a-Velha e Sever do Vouga, foi fundada em 1977, tem atualmente um total de 100 utentes que integram o Centro de Atividades Ocupacionais. Entre as áreas desenvolvidas estão, entre outras, as atividades ocupacionais de montagem, prestação de serviços, tecelagem, hortofloricultura e bem-estar (cabeleireiro e estética), sendo objetivo da instituição integrar os cidadãos com incapacidades no mercado de trabalho.

De acordo com o protocolo ontem assinado, a cedência das instalações é válida por um ano, sendo automaticamente renovada por iguais períodos, se nenhuma das partes se manifestar em contrário.

Câmara de Águeda mantém abertos os cemitérios da cidade

 Deverá ser mantido o distanciamento social, é obrigatório o uso de máscara e a ida ao cemitério deverá ser feita de forma a evitar aglomerações de pessoas

O Presidente da Câmara Municipal de Águeda, Jorge Almeida, considerando a importância para as populações e o simbolismo religioso associado ao Dia de Todos os Santos, decidiu manter abertos os cemitérios da cidade (Cemitério do Adro e Cemitério de S. Pedro), nos dias 31 de outubro e 01 de novembro.

Apesar de abertos ao público, não haverá a tradicional romagem aos cemitérios nem qualquer cerimónia religiosa, como forma de acautelar o cumprimento das normas de segurança e evitar a aglomeração de pessoas num determinado espaço.

Nesse sentido, e no seguimento das recomendações do Agrupamento de Centros de Saúde do Baixo Vouga, que apontam as regras a seguir para garantir a contenção social e mitigar o risco de contágio da COVID-19, advertimos:

- Não são permitidos, no interior dos cemitérios, aglomerados com mais de cinco (5) pessoas, recomendando-se o necessário distanciamento e dispersão;

- Recomenda-se que a afluência ao cemitério seja feita ao longo de todo o dia e de forma dispersa e faseada;

- Só é permitida a permanência no cemitério pelo tempo estritamente necessário;

- É proibida a partilha e não estarão disponíveis quaisquer equipamentos e materiais de limpeza;

- É obrigatório o uso de máscara;

- É obrigatório o distanciamento físico de dois metros entre as pessoas;

- É necessário respeitar os circuitos de circulação e a sinalização existente no recinto;

A Câmara Municipal disponibilizará dispensadores de álcool gel nas entradas dos cemitérios e nos pontos de água existentes, para a devida higienização e desinfeção.

Porque todos somos agentes de saúde pública, apela-se à responsabilidade cívica de cada um nos cuidados com a etiqueta respiratória e o distanciamento social, conforme determinado pela Direção-Geral de Saúde.