terça-feira, 2 de março de 2021

Campanha “Phone Off” deteta mais de mil condutores a usar telemóvel durante condução

 As forças de segurança registaram 16.177 infrações, das quais 1.164 são relativas ao uso do telemóvel durante a condução no âmbito da campanha de segurança rodoviária "Phone Off" que decorreu nos últimos sete dias.

A campanha "Phone Off -- A conduzir não uses o telemóvel", da responsabilidade da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR), da Guarda Nacional Republicana (GNR) e da Polícia de Segurança Pública (PSP), fiscalizou entre 23 de fevereiro e segunda-feira 73.544 veículos, segundo um balanço hoje divulgado.

A GNR fiscalizou 41.751 veículos e registou 10.966 infrações, das quais 832 dizem respeito ao uso de telemóvel durante a condução.

Por sua vez, a PSP fiscalizou 35.487, dos quais 31.793 em território continental, e registou 5.876 infrações, das quais 5.211 no continente.

Das infrações registadas pela PSP, 365 foram relativas ao uso do telemóvel durante a condução, das quais 332 em território continental.

Segundo o balanço conjunto da GNR, PSP e ANSR, no período da campanha foram registados um total de 1.231 acidentes, de que resultaram três vítimas mortais, 29 feridos graves e 363 feridos ligeiros.

Relativamente ao período homólogo de 2020, registaram-se menos 1.344 acidentes (-52%), menos 2 vítimas mortais (-40%), menos 17 feridos graves (-37%) e menos 433 feridos leves (-56%).

De acordo com uma nota da PSP e GNR, a campanha está inserida no Plano Nacional de Fiscalização de 2021, e foi divulgada nos meios digitais e através de quatro ações de sensibilização da ANSR, realizadas em simultâneo com as operações de fiscalização realizadas pela GNR pela PSP, em Lisboa, Vendas Novas, Setúbal e Óbidos.

Na campanha foram sensibilizados 248 condutores a quem foram transmitidas mensagens de sensibilização as consequências negativas e mesmo fatais do manuseamento do telemóvel durante a condução.

Lusa

Memória de uma ponte que se desfez e ceifou 59 vidas

 

Naquela noite fria e chuvosa de 4 de março de 2001 uma ponte ruiu perto de Castelo de Paiva e atirou ao Douro um autocarro com 53 passageiros e três automóveis, com um total de seis viajantes. Ninguém sobreviveu.

Vinte anos após a tragédia de Entre-os-Rios, que colocou no mapa pelas piores razões um concelho encravado nos limites dos distritos do Porto, Aveiro e Viseu, ainda sobram expressões de incredulidade pelo que sucedeu.

"Ninguém, no pior dos seus pesadelos, poderia pensar que um dia pudesse acontecer uma coisa destas", observa o atual presidente da Câmara de Castelo de Paiva, Gonçalo Rocha.

Ao tempo com uns verdes 16 anos de idade, o autarca socialista recorda bem um facto "absolutamente surreal" que deixou um concelho e um país "completamente atónitos".

Na cadeira do poder em Castelo de Paiva estava, por essa altura, o social-democrata Paulo Teixeira, que morava perto da ponte e que, por isso, foi dos primeiros a chegar ao local.

Mas, confessa, só com o nascer do sol, na manhã de 5 de março, é que teve a real noção da dimensão da tragédia. E, dias depois, chorou no ombro do então Presidente da República, Jorge Sampaio, quando este visitou o local.

Muita água correu debaixo das duas pontes que viriam a substituir a colapsada, mas só agora, duas décadas após, Paulo Teixeira ensaia uma explicação para uma atitude que dividiu opiniões: "foi libertar de emoções que tinha dentro, umas pessoais, outras ligadas à gestão do concelho".

Diz o antigo autarca que quando, num turbilhão de emoções, se dirigiu a Jorge Sampaio, associando a sua deslocação ao concelho à morte de 59 pessoas, as lágrimas correram-lhe pela face.

"Não é fácil num momento de grande emoção, como o que eu estava a viver, dizer isto ao mais alto representante da nação portuguesa" acrescenta.

A queda da ponte mobilizou meios de busca nunca antes vistos no Douro e na costa atlântica, que culminaram em outubro seguinte com a retirada dos destroços do tabuleiro, permitiram recuperar apenas 23 dos 59 cadáveres.

O Estado atribuiu 50 mil euros a cada família enlutada e um adicional entre os 10 mil e os 20 mil euros para cada herdeiro, em função do seu grau de parentesco.

Inquéritos promovidos pelo Governo e pelo parlamento atribuíram o colapso da ponte a uma "conjugação de fatores", incluindo a extração de inertes a montante de Entre-os-Rios.

No plano político, o acidente provocou a imediata demissão do então ministro do Equipamento, Jorge Coelho, que produziu então uma declaração marcante, a de que "a culpa não pode morrer solteira".

Mas, no âmbito judicial, a culpa morreu mesmo solteira, já que mais de cinco anos depois da tragédia, em outubro de 2006, o Tribunal de Castelo de Paiva determinou a absolvição de quatro engenheiros da ex-Junta Autónoma de Estradas (JAE) e de outros dois de uma empresa projetista, que o Ministério Público responsabilizava pela queda da ponte.

Os seis técnicos estavam acusados dos crimes de negligência e violação das regras técnicas, mas o tribunal entendeu que na altura das inspeções realizadas pela ex-JAE à ponte não havia ainda regras técnicas que enquadrassem a atuação dos peritos

"Facilmente se conclui que os arguidos não praticaram os crimes de que vinham acusados, impondo-se a sua absolvição", sentenciou o coletivo de juízes.

"Fica essa mágoa por não vermos ninguém responsabilizado criminalmente pela morte de 59 pessoas", afirma o atual presidente da Associação de Familiares das Vítimas da Tragédia de Entre-os-Rios (AFVTE-R), Augusto Moreira.

"Condenados" a suportar um total de 57 mil euros de custas judiciais no processo iam sendo os 250 familiares assistentes no processo, mas o Estado acabou por cobrir a despesa através de um adicional indemnizatório equivalente.

O acidente, que deu origem uma cobertura mediática sem precedentes em Portugal, levou o Governo a lançar um programa de obras de emergência em Castelo de Paiva, no valor de 80 milhões de euros, incluindo a construção de duas novas pontes.

A memória das vítimas mortais ficou perpetuada num monumento junto ao local do acidente. O monumento, da autoria do arquiteto Henrique Coelho, representa o Anjo de Portugal e na base tem inscritos os nomes das 59 pessoas que morreram no colapso da ponte.

Fonte: Lusa

Imagem: NC

Numa iniciativa do Município de Silves: SILVES ENTRE 4 PAREDES PROSSEGUE COM PROGRAMAÇÃO EM MARÇO


O Município de Silves durante o mês de março irá dar continuidade à programação da rúbrica de entretenimento “Silves Entre 4 paredes”. Vão juntar-se à programação, as comemorações do 191.º aniversário do nascimento de João de Deus, às já conhecidas atividades de desporto, música, teatro e literatura, propostas pelo Município.

A diversidade de atividades com vista ao entretenimento e à promoção da atividade física dos munícipes em casa, continua a ser um dos principais objetivos deste programa, que certamente irão animar o dia a dia de adultos e crianças durante este período de estado de emergência.

Relembramos que o programa “Silves Entre 4 Paredes” foi lançado pela Autarquia de Silves, em abril de 2020, nos seus canais digitais, como resposta cultural e desportiva às condições sociais impostas pela COVID-19.

O Município de Silves relembra a importância da adoção de comportamentos responsáveis e recomenda o cumprimento das orientações emanadas pela DGS, fruto da determinação do estado de emergência.

 

Torres Vedras | MUNICÍPIO E ORDEM DOS PSICÓLOGOS PROMOVEM "REFLEXÕES EM TEMPO DE PANDEMIA"

A Câmara Municipal de Torres Vedras, em parceria com a Ordem dos Psicólogos Portugueses, vai lançar amanhã, 2 de março, o programa “Saúde Psicológica – Reflexões em tempo de pandemia”. Este programa, composto por uma série de episódios em vídeo, pretende contribuir para o aumento do bem-estar psicológico da comunidade através da abordagem de temas da psicologia e fazendo uma transposição dos mesmos para as situações do dia a dia.

Cada episódio, difundido semanalmente na página de Facebook da Câmara Municipal de Torres Vedras, contará com a participação de uma equipa formada por um psicólogo da Câmara Municipal e um psicólogo convidado pela Ordem dos Psicólogos Portugueses. O programa terá um total de cinco episódios, subordinados aos seguintes temas: Resiliência; Relações; Expressar e partilhar emoções; Conciliação entre a vida pessoal profissional e familiar; e Envelhecimento ativo.

Estes episódios de carácter educativo têm como objetivo contribuir para aquisição e para o reforço de competências e recursos transversais a toda a comunidade e, em última instância, promover a adoção de hábitos e estilos de vida mais saudáveis.

Águeda | Biblioteca Municipal com atividades online e serviços de proximidade

 Este equipamento municipal continua a sua missão: uma biblioteca para todos, mesmo em tempo de pandemia. 

A Biblioteca Municipal Manuel Alegre (BMMA) continua a promover atividades ludico-pedagógicas para os diversos públicos, devidamente ajustadas à situação epidemiológica. Histórias, apresentação de um livro e sugestões de leitura são algumas das atividades que estão em curso e que podem ser acompanhadas na página de Facebook da BMMA (https://www.facebook.com/BibliotecaMunicipalManuelAlegre), para além de continuar a ser prestado o serviço de empréstimo aos leitores/utilizadores.

Para este primeiro trimestre, a equipa do Serviço Educativo tinha previsto a realização de atividades direcionadas ao público escolar, nomeadamente através do projeto “A Biblioteca vai à Escola - online”, mas o fecho das escolas veio adiar essa intenção, mantendo-se, no entanto, as atividades em formato digital com o intuito de continuar a apoiar os artistas e mediadores de leitura, bem como manter ativas as dinâmicas de promoção do livro e da leitura.

Recentemente, a propósito da celebração do Dia Mundial da Rádio (dia 13 de fevereiro) e para além de uma sessão de contos “Porque hoje é sábado… Mala-surpresa”, com o artista e contador de histórias Ivo Prata (“Mala-surpresa” Histórias Radiofónicas), transmitida na página de Facebook da BMMA e também através da Rádio Soberania, foi feita a apresentação virtual de uma exposição de rádios antigos em colaboração com a ANATA.

A convidada especial deste trimestre é a mediadora de leitura Cristina Taquelim, que está a dinamizar as sessões do projeto “Histórias Giratórias”. Dirigidas às famílias com crianças no pré-escolar e 1.º Ciclo, já se realizaram duas edições, nos dias 13 de janeiro e 10 de fevereiro, sendo que a próxima está agendada para as 10 horas do dia 17 de março.

O desafio de participação nestas sessões “giratórias”, lançado na primeira sessão, foi o de desenhar um autorretrato (para o pré-escolar) ou escrever uma carta (para o 1.º Ciclo) e entregar no correio da BMMA ou enviar para a seguinte morada: Biblioteca Municipal Manuel Alegre - Rua 25 de Abril 3, 3750-127 Águeda.

A ideia subjacente a este desafio é criar uma coleção de documentos dos ouvintes destas “Histórias Giratórias” com os quais se pretende estabelecer um laço afetivo neste tempo de pandemia.

 

Apresentação de livro infantil

Cristina Taquelim, natural de Lagos e licenciada em Psicologia, trabalhou como mediadora de leitura e contadora de histórias durante quase 30 anos na Biblioteca Municipal José Saramago em Beja. Desenvolve atividades como narradora e pesquisadora de cultura popular desde 1990, tendo participado em diversos encontros em Portugal, Brasil, Moçambique, São Tomé e Príncipe, Cabo Verde, Espanha e Argentina.

A mediadora também participará, caso seja retomada a programação presencial, no projeto “Sexta na BMMA”, no próximo dia 19 de março. Aproveitando a presença da autora neste fim de semana especial, Cristina Taquelim apresentará, pelas 17 horas, o seu novo livro, intitulado “Teodora e o mistério dos cachapins”, ilustrado por Mafalda Milhões e editado pela Zero a Oito, cujo tema se centra na promoção de uma maior consciência ambiental, podendo ser uma boa ferramenta para ser usada em mediação de leitura por educadores de infância, professores de 1.º Ciclo ou encarregados de educação.

Uma hora mais tarde, às 18 horas, será a vez de escutar “Histórias que não lembram ao diabo!” para jovens e adultos, porque há histórias que desarrumam o peito e desassossegam as emoções.

No sábado, dia 20 de março, pelas 11 horas, Cristina Taquelim dinamizará uma sessão do projeto “Porque hoje é sábado… Histórias que cabem num ouvido”, uma iniciativa “de ouvir, repetir e experimentar como é ler de cor: ler com o coração, de corar e para toda a família”, como explica a contadora de histórias.

Tendo em conta a adaptação necessária à situação epidemiológica, esta programação poderá sofrer alterações, que serão oportunamente divulgadas na página de Facebook da BMMA.

Todas as atividades são gratuitas, mas as atividades presenciais são de inscrição obrigatória, devendo ser efetuadas através do e-mail bmma.educativo@cm-agueda.pt.

Refira-se que desde o primeiro confinamento, em março do ano passado, e mesmo fechada ao público, a BMMA manteve ativos os seus serviços de informação e documentação e de empréstimo domiciliário, este último também em modo “take-away”. Os interessados poderão consultar o catálogo da BMMA através do endereço http://aguedagibopac.bibliopolis.info/OPAC/ e efetuar reservas de livros através do e-mail biblioteca@cm-agueda.pt ou pelo telefone 234 624 688.

De salientar ainda que o sinal de wireless na BMMA está aberto através do “hotspot” da Câmara Municipal de Águeda.

 

Apurados vencedores de Águeda da Fase Municipal do Concurso Intermunicipal de Leitura

 Os alunos vão representar o Município de Águeda na 3.ª Fase Intermunicipal do concurso, que este ano vai decorrer em Oliveira do Bairro, no próximo mês de abril.

Já foram apurados os alunos que vão representar o Município de Águeda na 3.ª Fase do Concurso Intermunicipal de Leitura (CIL), que irá decorrer, no próximo mês de abril, em Oliveira do Bairro. Os vencedores por cada ciclo de ensino (1.º, 2.º, 3.º e Secundário) foram selecionados na passada quinta-feira, na fase municipal que decorreu através de uma plataforma online.

O Concurso Intermunicipal de Leitura é um concurso escolar, promovido pela Rede de Bibliotecas da Comunidade Intermunicipal da Região de Aveiro (CIRA), dirigido a todos os estabelecimentos de ensino da rede pública e privada dos 11 Municípios que compõem a CIRA.

Este concurso surge no âmbito do trabalho colaborativo desenvolvido pela Rede de Bibliotecas da CIRA, com o intuito de proporcionar à comunidade educativa uma oportunidade renovada de estimular, nos alunos, o gosto pelo livro e pela leitura.

Tendo em conta a conjuntura que vivemos atualmente, a Fase Municipal do CIL, nesta edição 2020/2021, decorreu ontem e em formato online. A iniciativa foi organizada pelo Grupo de Trabalho da Rede de Bibliotecas de Águeda, que é constituída pela Biblioteca Municipal Manuel Alegre e pelas Bibliotecas Escolares do Concelho.

Esta fase contou com a presença de 32 alunos de todos os ciclos de ensino dos Agrupamentos de Escolas de Águeda e Escolas Secundárias do Concelho.

Os primeiros classificados de cada ciclo vão representar o Município de Águeda na Fase Intermunicipal do concurso, que este ano decorrerá em Oliveira do Bairro, numa sessão que deverá decorrer no mês de abril e onde serão selecionados os alunos que vão representar a região na fase final do Concurso Nacional de Leitura, agendada para junho.

 

Vencedores do Concelho de Águeda:

1.º Ciclo do Ensino Básico:

1.º lugar – Beatriz Fernandes (Agrupamento de Escolas de Águeda Sul);

2.º lugar – Alicia Vieira (Agrupamento de Escolas de Valongo do Vouga);

3.º lugar – Daniela Morais (Agrupamento de Escolas de Águeda).

 

2.º Ciclo do Ensino Básico:

1.º lugar – Martim Capela (Agrupamento de Escolas de Valongo do Vouga);

2.º lugar – Lara Schalch (Agrupamento de Escolas de Águeda Sul);

3.º lugar – Matilde Pinto (Agrupamento de Escolas de Águeda).

 

3.º Ciclo do Ensino Básico:

1.º lugar – Marta Neves (Agrupamento de Escolas de Águeda Sul);

2.º lugar – Maria Rosa (Agrupamento de Escolas de Águeda Sul);

3.º lugar – Vitória Alcobia (Agrupamento de Escolas de Valongo do Vouga).

 

Ensino Secundário:

1.º lugar – Beatriz Santos (Escola Secundária Adolfo Portela);

2.º lugar – Marta Campos (Escola Secundária Marques de Castilho);

3.º lugar – Sara Oliveira (Escola Secundária Marques de Castilho).

“Ética, transparência, respeito e igualdade.” Raul Almeida coloca deputados e familiares do PSD de Mira na ABMG sem concurso

Comunicado do grupo municipal do Partido Socialista de Mira., abaixo, e na íntegra.

"Na reunião da Assembleia Municipal de Mira realizada a 25 de Fevereiro, o líder da bancada municipal do PSD, Pedro Nunes, confirmou que o seu filho foi colocado a trabalhar no quadro da ABMG por convite, não respeitando a igualdade de oportunidades de ninguém. Foi ainda este senhor que em nome do PSD apresentou um texto “politiqueiro” a criticar outros, tentando desviar as atenções. Mas, como qualquer pessoa percebe, não passa de uma atitude deplorável, na tentativa de defender o cargo do seu filho e dos seus “amigos” a todo o custo.

Confirmou-se ainda que há elementos das listas de Raul Almeida que estão nas mesmas condições e que foram colocados no quadro da ABMG, sem qualquer concurso público. Consideramos ser uma situação moralmente reprovável, de ética questionável e que precisa de ver a sua legalidade esclarecida.

Raul Almeida, na sua retórica, afirma que não há qualquer irregularidade, pois não precisa obedecer às regras públicas. Todavia, achamos o seu comportamento politicamente censurável, sendo um péssimo exemplo para a sociedade. Não colocamos em causa a competência das pessoas, o que poderíamos legitimamente fazer, contudo o que está a ser avaliado são os comportamentos imorais, como qualquer pessoa de bom senso compreende.

Os deputados do Partido Socialista incentivando a transparência, apresentaram uma proposta sobre o eventual envio, por parte da Assembleia Municipal de Mira, para a Procuradoria-Geral da República deste assunto: “ABMG – recursos humanos – Admissão de Pessoal para o quadro sem qualquer procedimento concursal”, para análise e esclarecimento cabal da sua legalidade. No entanto, os elementos deste PSD chumbaram o seu envio, o que não compreendemos e questionamos:

Afirmaram que “nós fizemos tudo bem feito.” Nesse caso, qual é o problema de avaliar a sua legalidade? Como diz o ditado, “Quem não deve, não teme.” Então, qual foi o motivo do chumbo (por parte da maioria PSD)?

Recordamos que esta não é uma empresa privada. É uma empresa intermunicipal, com 100% de capitais públicos e onde Raul Almeida representa o Concelho de Mira. Este senhor foi eleito para defender os superiores interesses dos Mirenses, não para andar a usar os recursos públicos como bem entende. Lembramos que tem acesso a estas decisões unicamente porque está a representar Mira e não alguns elementos das suas listas.

De outro modo, condenamos o comportamento indecoroso do Sr. Presidente da Assembleia Municipal, Mário Maduro, em vários aspetos. Foi incorreto com alguns deputados municipais, demonstrando falta de isenção e respeito a gerir os trabalhos da reunião, violando a lei e o regimento repetitivamente, tendo mesmo ultrapassado todos os limites ao proferir declarações que podem ser consideradas ameaçadoras e ao fazer juízos de valor do carácter de deputados.

Raul Almeida, numa das suas últimas intervenções, assumiu que “em momento algum acusou os elementos do Partido Socialista de Mira do que quer que fosse”, embora durante a reunião tenha tentado passar uma mensagem diferente, nomeadamente patrocinando intervenções do PSD noutro sentido. Contudo, muitos mirenses já conhecem estas atitudes fingidas, para tentar “ficar sempre bem na fotografia”.

Senhor presidente, tem coragem de admitir e criticar as más práticas? Isto é, o que tem a dizer deste comportamento do presidente da Assembleia Municipal, concorda com esta forma de agir? Concorda com esta forma de conduzir os trabalhos do mais importante órgão da democracia municipal? Já conhecemos a sua falta de coerência em situações similares, mas aguardamos a sua posição e na ausência de tomada de posição da sua parte, concluímos que apoia estas atitudes. Coragem e frontalidade é o que lhe pedimos.

É urgente que as pessoas estejam atentas e façam as suas avaliações. Os recursos públicos têm, sempre, de ser geridos com ética, transparência, respeito e permitindo igualdade de oportunidades a todos os cidadãos.

O grupo Municipal do Partido Socialista de Mira"