segunda-feira, 31 de agosto de 2026

Centro de Artes de Águeda fecha 2026 com cultura, criatividade e grandes espetáculos

Último quadrimestre do ano traz teatro, dança, música, cinema, circo, humor, exposições e projetos de participação comunitária

O Centro de Artes de Águeda (CAA) apresenta, para o último quadrimestre do ano, uma programação cultural diversificada, abrangente e dirigida a diferentes públicos, que cruza as artes performativas, a música, o cinema, as artes visuais, o circo e a participação comunitária. O programa completo está disponível na página oficial na Internet em https://www.centroartesagueda.pt/.
Entre setembro e dezembro, o CAA volta a afirmar-se como um espaço de encontro entre artistas, criadores e públicos, acolhendo propostas nacionais e internacionais, mas também projetos que valorizam os agentes e talentos locais. A programação integra igualmente iniciativas de mediação cultural e formação de públicos, aproximando a comunidade das diferentes linguagens artísticas.
“Esta programação traduz a forma como entendemos a Cultura em Águeda, como um espaço aberto, plural e acessível, capaz de chegar a diferentes públicos e de proporcionar experiências memoráveis”, disse Edson Santos, Vice-Presidente da Câmara de Águeda, responsável pela Cultura, salientando que a estratégia municipal na área cultural assenta na valorização da criação e criatividade, tanto nacional como internacional, bem como no talento que existe no concelho.
Para Edson Santos, “esta programação é também um convite para que as pessoas descubram novas linguagens, regressem ao CAA e façam da Cultura uma parte cada vez mais presente das suas vidas. É com essa ambição que continuamos a investir numa programação de qualidade, diversificada e para todos”, concluiu.

Programação
O programa arranca em setembro com a exposição “Hybrid Colonies”, de Elena Redaelli, patente na Sala Estúdio até 4 de outubro, e com uma forte aposta nas artes performativas. Entre os destaques de setembro encontram-se o espetáculo de stand-up comedy de Bruna Louise, “Uma Deusa, Uma Loba, Uma Feiticeira. Ela é Demais” (dia 15), e “Carmen”, apresentada pelo Ballet Flamenco de Barcelona (dia 18), que revisita o clássico de Bizet através da linguagem intensa e contemporânea do flamenco.
Em outubro, um dos grandes momentos da programação é a 25.ª edição do Festival O Gesto Orelhudo, que decorre de 7 a 10 de outubro e que reúne diferentes linguagens artísticas, entre música, teatro, circo, marionetas e humor. A edição conta com artistas nacionais e internacionais e reforça a importância deste festival no calendário cultural de Águeda.
O mês inclui ainda a exposição “Desenhar do Escuro”, de António Jorge Gonçalves (10 de outubro a 31 de dezembro, na Sala Estúdio), bem como propostas de dança, teatro e comédia, entre as quais “Aqui entre nós”, com Hugo Sousa (dia 2); “Rodopios”, das Nossas Danças (18 de outubro); e “O Amor É Assim”, com João Baião (dia 30).
Novembro apresenta igualmente uma programação diversificada, com destaque para a música, o teatro, a ópera e o humor. Entre as propostas encontram-se Káustika convida Adam Rapa (dia 1), Samuel Úria (dia 6), a ópera “O Barbeiro de Sevilha” (dia 7), stand-up comedy com António Tabet (dia 8) e os espetáculos teatrais “O Coro dos Amantes”, de Tiago Rodrigues (dia 13), e “Arte”, com Cristóvão Campos, Nuno Lopes e Rui Melo (dia 28).
É também neste mês que chega ao CAA “MICROMOON – Águeda Moon Gallery”, uma exposição que explora a relação entre arte, criatividade e exploração espacial, que estará patente no Espaço Expositivo do CAA entre 28 e novembro e 31 de dezembto. O projeto reúne artistas de diferentes áreas e países e integra instalações desenvolvidas no âmbito do programa de residências artísticas Agitlab, propondo uma reflexão sobre o futuro da exploração espacial e sobre a forma como olhamos para a Terra.
A fechar novembro, o público é convidado a entrar no universo mágico de “O Quebra-Nozes”, pelo Imperial Heritage Ballet (dia 29), num espetáculo que cruza a música de Tchaikovsky com a tradição do bailado clássico e que se apresenta como uma proposta para toda a família.
Dezembro encerra o ano com uma programação especialmente dedicada à celebração e à diversidade artística. Entre os destaques está a 3.ª edição do CircusFest, que decorrerá de 11 a 13 de dezembro e apresentará espetáculos para diferentes públicos, explorando disciplinas como o clown, a manipulação de objetos, o equilíbrio, os aéreos e as acrobacias, em diálogo com o teatro e a dança.
Também em dezembro, o projeto “Aurora”, dos Cem Palcos, dá continuidade ao trabalho iniciado com “Anoitecer”, em 2025, juntando música, teatro e participação comunitária (dia 4). O espetáculo envolve intérpretes não profissionais provenientes de diferentes origens e tem como ponto de partida textos escritos por crianças e jovens de diferentes países e culturas, num processo colaborativo com profissionais das áreas da dramaturgia e da composição.
A música marca igualmente presença no final do ano, com destaque para o concerto Banda Alvarense & Noble (dia 20), que junta a tradição da banda à sonoridade pop do cantor português, e para os Concertos de Bolso, um ciclo que privilegia formatos intimistas e a proximidade entre artistas e público, valorizando jovens emergentes e artistas locais.

Cinema e formação de públicos
O CAA exibirá também cinema, logo no dia 2 de setembro, com o filme “Maria Vitória”. Seguir-se-á o Ciclo de Cinema – Cinema em Português, com sessões dedicadas à cinematografia nacional, numa iniciativa com curadoria de Rui Pedro Tendinha. Entre os títulos previstos encontram-se “Homem Aranha” (dia 13 de setembro), “Entroncamento” (14 de outubro) e “Projeto Global” (18 de novembro).
A aposta na formação de públicos e na participação da comunidade mantém-se transversal à programação, através de oficinas, projetos de mediação e propostas dirigidas às escolas, crianças, jovens e comunidade em geral. Desta forma, o CAA procura não apenas apresentar espetáculos, mas criar oportunidades de contacto, participação e descoberta das diferentes expressões artísticas.
Com esta programação, o Centro de Artes de Águeda reforça a estratégia municipal de valorização da cultura enquanto dimensão essencial da vida da comunidade e do desenvolvimento do território, promovendo o acesso às artes, apoiando criadores e agentes culturais e proporcionando experiências culturais diversificadas ao longo de todo o ano.

*Ana Sofia Pinheiro
Técnica Superior
Gabinete de Comunicação e Imagem



 

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