domingo, 1 de outubro de 2017

Portugal e o Algarve distinguidos no World Travel Awards

Portugal acaba de ser anunciado o “Melhor Destino Europeu”, no decorrer da Gala do World Travel Award, evento que é considerado como os ‘óscares’ do turismo.

O nosso país conseguiu obter mais votos do que os restantes 12 países que estavam nomeados, entre os quais figuravam fortes candidatos a levar para casa o galardão, como a vizinha Espanha, a França, a Inglaterra ou a Itália.

O Algarve também está de parabéns, pois obteve o título de “Melhor Destino de Praia”, batendo concorrentes como Cannes (França), Corfu (Grécia), Palma de Maiorca e Marbella (Espanha), Oludeniz (Turquia) e Sardenha (Itália).

A juntar a isto, a região viu, ainda, unidades hoteleiras aqui instaladas, como o Hotel Quinta do Lago, o Conrad Algarve, o Ria Park e o Monte Santo conquistarem prémios em diversas categorias.

Fonte: O Algarve

Marcelo diz que não votar seria “uma omissão incompreensível ou um descuido imperdoável”

O chefe de Estado alertou que a abstenção pode ter "efeitos largamente incorrigíveis". Recordou a natureza local das eleições de domingo, avisando que "é um erro generalizar juízos num período eleitoral que, genericamente, decorreu com sentido cívico".

O Presidente da República apelou este sábado ao portugueses para votarem nas eleições autárquicas de domingo, pois não fazê-lo pode ter efeitos incorrigíveis.

Na habitual mensagem presidencial transmitida em véspera de atos eleitorais, Marcelo Rebelo de Sousa alertou sobre os perigos da abstenção.

“Depois de tantos e tão difíceis anos de crise e até de tragédias comunitárias, como os que temos vivido, nós sabemos todos que não votar em eleições locais pode representar uma omissão incompreensível ou um descuido imperdoável, e, o que é pior, de efeitos largamente incorrigíveis”, afirmou,

O Presidente sublinhou que as estas eleições são para escolher o poder político local e não o nacional.

Não se trata de escolher um Presidente da República, um parlamento nacional, um Parlamento Europeu, um Governo, um líder partidário”, referiu.”Trata-se, antes, de legitimar os que irão governar as vossas terras, as vossas freguesias, os vossos municípios nos próximos quatro anos. E legitimar significa votar amanhã”.

Acrescentou que os eleitos para as assembleias de freguesia, as juntas de freguesia, as assembleias municipais e as câmaras municipais são aqueles que todos os dias “mais próximos se encontram do povo e dos seus problemas concretos”.

Marcelo Rebelo de Sousa alertou ainda para o riscos de fazer interpretações erradas sobre os resultados.

“Nestas fases eleitorais haverá sempre quem aponte o entrecruzar de temas nacionais e locais, as personalizações excessivas, o cansaço de alguns relativamente a alguma política e alguns políticos”, explicou. “Mas é um erro generalizar juízos num período eleitoral que, genericamente, decorreu com sentido cívico”.

Fonte: Jornal Económico
[Atualizada]

Comentário: em Aveiro temos um típico exemplo de governação do municipio com a atribuição dos subsídios a pouco mais de meia dúzia de associações, com que intuito?
Umas são mais iguais do que outras? Votar em quem? Depositar um voto de confiança numa urna deve transportar para o leitor uma responsabilidade politico-social séria, não pode ser feita de animo leve, tipo descarga de consciência. Uma vez depositado na urna não à direito a retorno.
Ficamos a saber que entre as associações existe um estatuto social: baixo, médio e alto, passando umas ser filhas e as restantes canalhas...

J. Carlos

A guerra da EDP contra os consumidores

Ao longo dos anos, os acionistas privados da EDP levaram para casa os super-lucros cobrados na mais elevada fatura elétrica da Europa. Sob os acordos à esquerda, tem sido possível concretizar algumas medidas para começar a corrigir esta aberração.Resultado de imagem para A guerra da EDP contra os consumidores

Ligue o detetor de propaganda: vamos ouvir falar muito de uma "guerra aberta contra a EDP(link is external)".

Pela calada, no final do seu mandato, os responsáveis do governo PSD e o CDS pelo setor da energia produziram uma rajada de despachos que, discretamente, vinham assegurar, todos somados, que os consumidores ficavam obrigados a pagar às empresas elétricas centenas de milhões de euros anuais sob a forma de subsídios e compensações de vária ordem.

Foi esse o caso de três despachos noticiados nos últimos dias. O primeiro, permitia que licenças de produção em mini-hídrica atribuídas através de concurso pudessem, a pedido das empresas, ser transformadas em centrais solares com produção a preços subsidiados. O Bloco lançou o alerta e, após parecer da Procuradoria Geral da República, o secretário de Estado da Energia, Jorge Seguro Sanches, anulou esse despacho "manifestamente ilegal". Estavam em causa cerca de 80 milhões de euros em sobrecusto para o consumidor ao longo de 15 anos.

Todos os anos, os consumidores pagam 1200 milhões de euros de subsídio (valor acima do preço de mercado) pela eletricidade de fonte eólica, solar e de cogeração. As decisões do governo anterior levariam a um injustificável aumento deste sobrecusto para os consumidores, quando se sabe que a evolução tecnológica levou, noutros países, à progressiva eliminação destes subsídios, sem prejuízo para a transição para as energias renováveis.

O segundo diploma é um decreto-lei de 2014 em que o governo da direita permitia que as centrais eólicas aumentassem a sua capacidade de produção com atualizações tecnológicas e pudessem cobrar, por esta produção acrescida, os mesmos preços subsidiados pagos pela potência originalmente instalada. Só no ano passado, este decreto custou aos consumidores mais 50 milhões em sobrecustos(link is external), sendo agora revogado pelo governo.

O terceiro despacho agora anulado foi publicado na sexta-feira antes das eleições de 2015 e autorizava as elétricas a cobrar aos consumidores, na fatura, os seus custos com a tarifa social e com a CESE (Contribuição Extraordinária sobre o sector Elétrico). Sucede que as leis que instituem a tarifa social e a CESE proíbem essa repercussão sobre os consumidores. Porém, sob a passividade do regulador, essa cobrança foi mesmo feita nos últimos dois anos. Agora, a devolução aos consumidores desta cobrança indevida pode representar em 2018 um alívio das faturas em 100 milhões de euros.

Quem já está de boca aberta perante tamanhos favores feitos às elétricas pelo governo anterior, saiba que há ainda outros por corrigir e até por identificar plenamente. É o caso do prolongamento dos contratos subsidiados na produção eólica, contra a tendência europeia que vem antecipando o final dos regimes subsidiados. Essa extensão foi proposta às empresas em troca de uma contribuição financeira a favor do sistema. As empresas fizeram as contas e não houve quem recusasse a extensão do subsídio. O negócio acabou por funcionar como um empréstimo, em que à custa de mais encargos futuros para os consumidores, se simulava um contributo das eólicas para o equilíbrio financeiro do sistema e a amortização da dívida tarifária. Por conhecer está o ganho financeiro realizado pelas eólicas com este vantajoso “contributo”.

Estamos no tempo da propaganda

A EDP está, ela sim, em guerra aberta contra as mudanças agora decididas a favor dos consumidores. Só em 2017, a EDP já interpôs três ações judiciais contra o Estado, uma das quais diretamente contra a pessoa do Secretário de Estado da Energia, Jorge Seguro Sanches. A administração da EDP, com a sua hegemonia, lidera o conjunto dos grupos rentistas instalados no setor da energia em Portugal. Ora, com o escrutínio público acerca das rendas excessivas pagas desde 2007 a título de CMEC (Custos de Manutenção do Equilíbrio Contratual), na sequência da constituição como arguidos dos principais administradores da EDP e de outros intervenientes naquelas decisões, a EDP deixou de parecer intocável. E por isso vai intensificar-se o investimento em propaganda, um recurso em que, como se sabe, a EDP não faz poupanças.

Nas próximas semanas, quando ouvirmos António Mexia - ou independentes comentadores económicos - pintarem a elétrica como vítima de uma "declaração de guerra", devemos ter presente que estamos nas vésperas da apresentação pela Entidade Reguladora do Setor Energético da revisão dos CMEC com vista à definição da remuneração futura das centrais cobertas por este regime. Esse acerto de contas deverá recuperar a favor dos consumidores o que foi cobrado excessivamente ao longo de 10 anos, em obediência à decisão do Parlamento (com a única abstenção do PSD) para que este processo elimine as rendas excessivas no setor elétrico.

As expectativas sobre o regulador (que propõe) e o governo (que decide) são muito altas. Se for posto cobro a estes escândalos, poderemos finalmente verificar o início de uma baixa sensível nos preços da eletricidade em Portugal, um país onde a pobreza energética faz vítimas todos os anos.

Os enormes abusos cometidos na energia só terminarão sob o controlo público do setor, mas é igualmente certo que, enquanto durar o regime das rendas excessivas no setor elétrico, não teremos recursos para políticas racionais de transição e eficiência energética.

Sobre o/a autor(a)
Deputado e dirigente do Bloco de Esquerda. Jornalista.

Porta-voz do Clube Militar diz que “muita gente está pedindo intervenção militar”

O porta-voz do Clube Militar, Coronel Ivan Cosme, avaliou que os pedidos por uma intervenção são fruto da desesperança com a política.
“A questão da intervenção militar, que muita gente está pedindo, talvez seja até em função de uma desesperança que está se abatendo sobre o povo em função do que a gente vê nos nossos meios políticos.”
No entanto, Ivan Cosme ressalta que, em sua opinião particular, a intervenção não é o melhor caminho.

“Não é que a intervenção não vai resolver. Até porque muitas pessoas estão se esquecendo que no mundo atual, globalizado, a intervenção leva ao isolamento da comunidade internacional”.
O Clube Militar é uma associação civil que reúne membros do Exército, Marinha e Aeronáutica. Com sede no Rio de Janeiro, a entidade costuma realizar eventos no aniversário da ditadura.

O general do Exército Antônio Hamilton Martins Mourão, que defendeu uma intervenção militar para combater a crise enfrentada pelo Brasil, afirmou ao jornal Estado de S. Paulo que pretende presidir o Clube Militar.

Com informações da Sputnik e papotv

PAÍS Portugal eleito melhor destino europeu nos óscares do Turismo

Portugal ganhou, pela primeira vez, o prémio de melhor destino europeu dos World Travel Awards, uma espécie de óscares do Turismo, numa cerimónia que decorreu este sábado em São Petersburgo, na Rússia.

Presente na cerimónia, a secretária de Estado do Turismo, Ana Mendes Godinho, comentou que receber esta distinção inédita "é uma honra e um grande orgulho" e mostra que "todo o país é um ativo incrível e motivo de visita".

Para a governante, o prémio é resultado do "empenho de todos em tornar Portugal um destino turístico de excelência, com uma diversidade de oferta única e que se estende por todo o território".

"Ser o país a ganhar este prémio é um claro indício de que estamos no bom caminho, aquele que mostra a diversidade que temos para oferecer, de norte a sul, do litoral ao interior", acrescentou.

Além de Portugal, estavam nomeados para o prémio Áustria, Reino Unido, França, Alemanha, Grécia, Irlanda, Itália, Noruega, Espanha, Suécia, Suíça e Turquia.

Nesta cerimónia, Portugal foi o país que mais prémios recebeu, "30% do total", segundo informação da Secretaria de Estado. O país recolheu 37 'óscares', mais 13 do que em 2016.

Estes reconhecimentos "trazem a responsabilidade acrescida de continuarmos, sempre, a qualificar os nossos destinos, a nossa oferta, os nossos recursos humanos e a inovar de forma a garantir que estamos à altura das exigências de uma procura cada vez mais sofisticada e exigente", acrescentou Ana Mendes Godinho.

Na cerimónia, o Turismo de Portugal, pela quarta vez consecutiva, foi eleito o melhor organismo europeu oficial de turismo.
Luís Araújo, presidente do Turismo de Portugal, manifestou o "enorme orgulho" da distinção para um "organismo que tem apenas dez anos".

"Se o Turismo de Portugal goza, hoje, de uma notoriedade e reputação inigualáveis, é devido a todos quantos, diariamente, se esforçam para ultrapassar desafios e superar recordes, tendo em mente um objetivo comum: liderar o turismo do futuro", afirmou.

"Este é, sem dúvida, também um reconhecimento da nossa estratégia turística e dos bons resultados que, ano após ano, o setor tem vindo a alcançar. Não é por acaso que o exemplo português é já considerado um 'case study' [caso de estudo] internacional", concluiu Luís Araújo.

O porto de Lisboa foi também eleito "Melhor Porto de Cruzeiros da Europa", pela qualidade de serviços e pelas infraestruturas disponíveis para os turistas que visitam e fazem escala na cidade.

Os World Travel foram criados em 1993 e a seleção dos nomeados é realizada à escala mundial por milhares de profissionais do setor.


Fonte: Lusa
Idem SICNOTICIAS

ERSE propõe corte de 165 milhões nas rendas excessivas da EDP

A Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) propôs esta sexta-feira o corte de 165 milhões de euros nos custos para a manutenção do equilíbrio contratual (CMEC). Este corte deverá refletir-se numa redução da fatura dos consumidores.
A Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) fez as contas sobre os subsídios à produção das 16 centrais hídricas da EDP, e concluiu que a fatura a pagar no âmbito dos CMEC entre 2017 e 2027 deverá rondar os 83 milhões de euros por ano (67,5 milhões da componente fixa, e 15,4 milhões da componente variável). Este valor é substancialmente mais baixo do que os 250 milhões anuais que os consumidores pagaram devido aos CMEC desde 2007. 

Mas o regulador foi mais longe, e propôs também uma alteração do quadro legal de forma a eliminar a componente variável dos próximos dez anos - 154 milhões -, tornando-a favorável aos consumidores. Ou seja, obrigando a EDP a baixar as tarifas praticadas. 

A proposta surge por força das negociações entre o Bloco de Esquerda e o Governo, que incluíram no Orçamento de Estado para 2017 a obrigação do regulador apresentar um estudo de reavaliação dos CMEC.

O problema, como explica o jornal Público, surge do próprio esquema de cálculo que a REN aplicou em 2007 para definir os CMEC. Nesta revisão, o regulador utilizou uma «cópia funcional e operativa» do software da REN - Valorágua - e procedeu à sua própria simulação «autónoma» utilizando outra abordagem. Em 2007, a REN não incluiu nos seus cálculos as receitas das centrais incluídas nos CMEC, receitas que «deveriam ser abatidas ao cálculo da reversibilidade, uma vez que as centrais já recebiam por esse serviço, mas esse desconto a favor dos consumidores não era realizado». 

Além disso, afirma o regulador, «a ERSE incluiu também neste estudo uma apreciação crítica do regime CMEC e identificou aspetos que, sendo alterados ou aclarados, terão efeitos que podem reduzir o valor apurado». 

A proposta do regulador está dependente do governo a colocar ou não em prática, indo de encontro às negociações realizadas com o Bloco de Esquerda. Mas a solução legislativa final poderá assumir várias formas. Segundo o Público, «são medidas que podem passar, por exemplo, por eliminar os ganhos financeiros que a EDP obtém pelo facto de ter uma menor taxa de juro para actualizar o valor dos seus cash-flows e uma taxa de juro superior para aplicar ao valor da renda anual". Apenas isto "terá pesado cerca de 125 milhões de euros" na fatura dos consumidores desde 2007. 

Feitas as contas, os consumidores portugueses pagaram mais "510 milhões de euros do que teriam pago com os contratos de aquisição de energia (CAE) face aos CMEC que os vieram substituir, na sequência da criação do mercado ibérico de energia".

Fonte: Esquerda.net

Comentário: somos o País das maravilhas, ou um paraíso para meia dúzia de artistas (ditos inteligentes), enquanto os consumidores são depenados em milhões.
Que saga que nunca mais acaba. Meia dúzia de empresas governam os destinos do País com a aprovação da assembleia da república.

J. Carlos

Áustria proíbe uso da burka a partir de amanhã

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Vai entrar em vigor uma lei que proíbe a "ocultação do rosto, com roupas ou outros objetos" nos locais públicos

A Áustria decidiu proibir a partir de domingo o uso da burka, se bem que o texto da lei refira apenas que "quem nos espaços ou edifícios públicos cubra ou oculte o rosto com roupa ou outros objetos, de maneira que não seja reconhecível, comete uma infração". A infração é punível até 150 euros.

A lei está a ser criticada como populista, desnecessária e difícil de aplicar, podendo afetar as turistas ricas oriundas de países árabes. A lei não menciona expressamente as palavras burka (que cobre os olhos) ou niqab (que os deixa à vista), ou sequer islão, mas o objetivo é claro tendo em conta que o objetivo da lei é "promover a inegração".

O facto é comprovado pelo facto de se permitir o uso de capacetes de motociclistas ou máscaras de uso artístico, cultural ou desportivo, proteção de trabalho, ou gorros ou outros acessórios de Inverno.

A Austria junta-se assim à França, Holanda e Bélgica, que já tinham legislação semelhante, assim como certas zonas da Itália e da Suiça.

A lei foi promovida pelo Governo de coligação entre sociais-democratas e conservadores, no âmbito de uma reforma das políticas de integração com vista aos que solictiam asilo. Para alguns observadores, o objetivo é, todavia, deter a subida do partido de extrema-direita FPO.

O tema central deste partido para as eleições antecipadas que se realizam no próximo dia 15 tem sido a redução da imigração e integração dos imigrantes muçulmanos.

Fonte: Expresso
Foto: © RAFAEL MARCHANTE / REUTERS