segunda-feira, 28 de setembro de 2026

AHRESP PROMOVE PRIMEIRO GRANDE ENCONTRO NACIONAL DO CHOCOLATE. ACONTECE EM ÓBIDOS


30 de setembro | 9h30
INSCRIÇÕES GRATUITAS

28 de setembro de 2026 - A AHRESP – Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal, através da sua Plataforma Nacional do Chocolate, promove, a 30 de setembro, a partir das 9h30, na Praça da Criatividade, em Óbidos, a 1.ª Conferência Nacional do Chocolate, um dia dedicado ao chocolate, com degustações e experiências. Este encontro reúne profissionais e agentes, referências do setor, de diferentes áreas ligados ao universo do chocolate.

Convidam-se os órgãos de comunicação social a acompanhar este evento

Subordinado ao tema “Inovação, Conhecimento e Futuro”, o programa inclui um Choco Break, um momento de pausa e degustação, e várias sessões.

PROGRAMA
  • 9h30 | Sessão de Abertura Institucional
  • 10h00 | O Futuro do Chocolate: Tendências e Sustentabilidade comPatrícia Costa | Product Manager - Patisserie and Chocolate Puratos
  • Luciana Tobar e Ana Belén Malo | Representantes Paccari Chocolates
  • Vânia Ribeiro | Coordenadora do Mestrado em Inovação em Sistemas Alimentares e Nutrição da Universidade de Leiria e Oeste
  • 11h05 | Do Fruto à Excelência com Francisco Siopa
  • 12h00 | Da Tradição à Afirmação com Oficinas de Gastronomia Histórica
  • 12h45 | Pausa de almoço
  • 14h30 | Marketing e Branding: Conectar com o Consumidor com Patrícia Lopes | Marketing Manager - Food & Confectionery da Nestlé Portugal
  • 15h15 | O Talento do Chocolate: Formação, Carreira e Desenvolvimento Profissional com Escola de Hotelaria e Turismo do Oeste
  • 15h50 | Choco Break
  • 16h15 | Inovação Disruptiva - O Caso do Chocolate com Rui Mota
  • 17h15 | Encerramento
Sobre a AHRESP
Com 130 anos de história, a Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP) é uma das mais antigas associações empresariais do país. Ao longo do tempo, a AHRESP tem sido uma voz ativa na defesa de um tecido empresarial diverso e dinâmico, representando os setores do Alojamento Turístico e da Restauração e Similares.

Conta com 17 delegações distribuídas pelo país, incluindo ilhas, e a sua ação assenta na proximidade às empresas e na construção de soluções que garantam sustentabilidade e futuro para milhares de negócios que, em conjunto, contribuem para um dos principais motores da economia portuguesa: o Turismo.

*Patrícia Paixão


Maratona Fotográfica de Famalicão volta a “invadir” a cidade e já prepara edição dos 15 anos

 Cerca de 50 fotógrafos, oito desafios e um dia inteiro para descobrir Famalicão através da objetiva. A 14.ª edição da Maratona Fotográfica voltou a juntar participantes de diferentes pontos do país e prepara já uma edição especial em 2027.

As ruas de Vila Nova de Famalicão voltaram a encher-se de máquinas fotográficas, olhares atentos e vontade de descobrir a cidade por outros ângulos. Este sábado, 26 de setembro, cerca de 50 fotógrafos participaram na 14.ª edição da Maratona Fotográfica de Famalicão, iniciativa promovida pela Associação Caixa de Imagens (ACI).
Vindos de diferentes pontos do país, entre os quais Porto, Braga e Almeirim, os participantes aceitaram o desafio de percorrer a cidade em busca das melhores imagens para responder aos oito temas propostos pela organização.
Para alguns, foi mais uma participação. Para outros, a estreia numa maratona fotográfica e também a primeira oportunidade de conhecer Famalicão através da fotografia.
É o caso de Fátima Condeço, de Almeirim, que decidiu aventurar-se pela primeira vez nesta experiência depois de ouvir falar do evento.
“Eu tinha ouvido falar nesta maratona e pensei: ‘Olha, será um dia giro, acho que vou participar’. É a primeira vez que participo na Maratona e também a primeira vez que venho a Famalicão. Desta forma, aproveito para conhecer a cidade.”
Fotografar para descobrir
Ao longo do dia, a cidade transformou-se num verdadeiro estúdio a céu aberto. Ruas, edifícios, pessoas, detalhes e situações do quotidiano ganharam novos protagonistas à medida que os participantes procuravam responder aos desafios lançados pela organização.
É precisamente esta capacidade de descobrir o território através da fotografia que continua a dar identidade à Maratona Fotográfica de Famalicão, aproximando participantes, comunidade e cidade.

Um compromisso que já dura há 15 anos
Para a Associação Caixa de Imagens, a iniciativa ultrapassa a dimensão de um concurso fotográfico e representa um compromisso continuado com a cultura, a criatividade e a valorização do território.
“Desde 2011 assumimos este desafio. Ficamos de coração cheio ao ver o entusiasmo dos participantes e o apoio dos parceiros que, ano após ano, continuam a acreditar nesta Maratona. Isso motiva-nos a fazer sempre mais e melhor”, sublinha Manuel Lima, presidente da ACI.
O responsável deixa ainda uma garantia: a próxima edição terá um significado especial. Em 2027, a Maratona Fotográfica de Famalicão assinalará 15 anos, uma data que a organização já começou a preparar.
“O próximo ano terá um sabor especial, porque vamos celebrar 15 anos de Maratona. Vamos começar já a preparar uma edição que esteja à altura desta história.”

Agora, é tempo de escolher as melhores imagens
Depois de um dia inteiro de desafios, os participantes têm agora pela frente uma das tarefas mais difíceis: selecionar as oito fotografias que irão representar a sua participação na Maratona.
As imagens seguirão para avaliação do júri, a quem caberá escolher os vencedores desta 14.ª edição. Em disputa estão prémios monetários, Caixa Agrícola, para os três primeiros classificados, além do Prémio Metralha, o Prémio Opticenter, vouchers, ofertas Sim Chocolate; Centro Atlantico e menções honrosas. 
Entre cliques, descobertas e encontros, a Maratona voltou a cumprir a sua missão: fazer parar o olhar sobre aquilo que tantas vezes passa despercebido.
Porque, no fundo, Famalicão pode ser a mesma cidade para todos. Mas cada fotógrafo vê uma cidade diferente. 

*Manuel António
Associação Caixa de Imagens
   

Cantanhede | Sessão na Biblioteca Municipal assinalou o Dia Mundial do Turismo. Seminário sobre os desafios da IA no Turismo reuniu uma centena de pessoas

 
O Município de Cantanhede assinalou o Dia Mundial do Turismo (efeméride comemorada a 27 de setembro) com um seminário subordinado ao tema “Agenda Digital e Inteligência Artificial para redesenhar o Turismo”. A sessão, que decorreu no auditório da Biblioteca Municipal, reuniu mais de uma centena de participantes, entre operadores turísticos, técnicos do setor e estudantes.
Que turismo queremos ou estamos a construir quando a Inteligência Artificial (IA) passa a participar nas decisões do viajante e do destino foi o mote para as intervenções de Tiago Baptista, professor na Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra, com doutoramento em Inteligência Artificial, Cláudia Seabra, professora da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, e João Diogo Ramos, cofundador do Museu Load ZX.
A abrir o seminário, a presidente da Câmara Municipal, Helena Teodósio, deixou algumas reflexões sobre o tema em discussão, constatando que “a visibilidade dos territórios já não depende apenas daquilo que possuem para suscitar interesse de visita, mas também daquilo que os sistemas tecnológicos digitais conseguem ler sobre eles”.
“A forma mais adequada de lidar com uma tecnologia da magnitude da IA é conhecê-la tanto quanto possível, interrogá-la e depois decidir o que queremos e podemos fazer com ela”, complementou.
Ainda de acordo com a autarca, o Turismo é “um setor com manifesto valor económico e com um grande potencial de crescimento”, o que “justifica o investimento que a Câmara Municipal tem vindo a fazer na promoção do território e também na estruturação da oferta turística a partir da valorização dos recursos existentes e do apoio aos operadores”.
A estratégia municipal nesta área pressupõe, todavia, uma “concertação de esforços de todas as entidades na estruturação, valorização e promoção de produtos turísticos”.
Ao longo de duas horas e meia, os conferencistas convidados perspetivaram o que esperar do desenvolvimento da IA e suas aplicações nas atividades económicas e o impacto dos conteúdos digitais no comportamento dos turistas, procurando suscitar uma antevisão do modo como a acelerada evolução neste domínio poderá influenciar a atividade turística.
“Desmistificar a IA: História e o Futuro da Experiência Humana” foi o tema da intervenção de Tiago Baptista, também principal AI Engineer na Kaizen Gaming. Numa perspetiva histórica, aquele especialista abordou algumas das ameaças e potencialidades da IA, destacando que o uso desta ferramenta tecnológica tende “a favorecer o desinvestimento pessoal nas aprendizagens”. Daí a necessidade de a educação e a formação “se focarem mais nas competências básicas como o raciocínio ou a interpretação”, afirmou.
Já Cláudia Seabra, que coordenadora do doutoramento em Turismo, Património e Território, fez uma intervenção em torno “Do Guia Turístico ao Algoritmo: Quem Nos Vai Mostrar o Mundo”. Adiantando alguns indicadores sobre a importância do setor do turismo na economia nacional e mundial, a também investigadora do CEGOT referiu que “não basta apenas ter produtos turísticos valiosos, uma vez que, face ao peso crescente que as recomendações da IA têm na escolha dos destinos, a promoção dos territórios não pode deixar de passar pelo investimento na qualidade, na consistência e na acessibilidade da informação disponibilizada nas plataformas digitais”.
Finalmente, o também engenheiro informático e CEO da Retmarker S.A, João Diogo Ramos, apresentou quatro projetos assentes no uso da IA nesta unidade museológica. Numa apresentação que incidiu também na relação entre tecnologia, memória e património, o curador do museu afirmou que “a IA tem um enorme potencial para explorar essa relação em imensas abordagens que aliás podem ser exploradas em outros contextos culturais, ainda que nunca dispensando o controlo humano sobre todo o processo”.
O seminário terminou com a resposta dos intervenientes a várias questões suscitadas pela assistência.