sábado, 7 de julho de 2018

Essas são as 13 vitaminas vitais para sua sobrevivência

Por , em 31.05.2018
Vitaminas são essenciais para nossa sobrevivência. Elas ajudam em vários processos do nosso corpo e são essenciais para a saúde. E o melhor de tudo é que encontramos vitaminas em diversos tipos de alimentos, de modo que suplementos vitamínicos ou coisas do tipo não são necessários se você tem uma alimentação balanceada e saudável.
Análises recentes de diversos estudos mostram que vitaminas em forma de pílulas não precisam ser tomadas, a não ser que a pessoa tenha algum tipo de distúrbio que impeça a absorção de determinado tipo de vitamina ou algo que o valha.
Existem 13 vitaminas essenciais que, se não estiverem presentes em nosso corpo nas doses certas, podem nos deixar doentes. A maioria das pessoas ingere quantidades suficientes destas vitaminas na dieta, fazendo com que um multivitamínico diário seja desnecessário. Mas isso nem sempre é verdade e sabemos que a ingestão insuficiente de vitaminas pode levar a doenças como câncer, osteoporose e doenças cardiovasculares.
Por outro lado, o exagero também pode ser prejudicial. Tomar um multivitamínico com pelo menos 100% da quantidade diária recomendada de cada vitamina pode ser perigoso. Muitas vitaminas lipossolúveis podem causar um acúmulo tóxico de gordura corporal, e muitos antioxidantes como as vitaminas A e E podem contribuir, paradoxalmente, para o desenvolvimento de câncer – nosso corpo precisa de alguns radicais livres (moléculas que os antioxidantes absorvem) para matar bactérias e potenciais células cancerígenas.
O National Institutes of Health, centro de pesquisas médicas dos EUA, observa que “alguns ingredientes encontrados em suplementos dietéticos são adicionados a um número crescente de alimentos, incluindo cereais matinais e bebidas. Como resultado, você pode estar recebendo mais desses ingredientes do que pensa, e mais pode não ser melhor”. Vitamina A em excesso, por exemplo, pode causar danos ao fígado e defeitos congênitos. Além disso, eles observam que “suplementos não podem substituir a variedade de alimentos que são importantes para uma dieta saudável”.

Somente um nutricionista é capaz de analisar sua dieta e recomendar que tipos de alimentos você deve consumir. Testes para avaliar seus níveis ​​de vitaminas também são importantes. Exceto isso, porém, a melhor aposta é pensar com mais cuidado sobre de onde obtemos essas 13 vitaminas essenciais. Nós somos perfeitamente capazes de consegui-las na nossa alimentação, desde que você não tenha uma doença que impeça seu corpo de absorvê-las adequadamente.
O site Popular Science fez uma lista explicando o que cada uma das vitaminas faz no nosso corpo e onde encontrá-las. Confira abaixo:

13. Vitamina A


O que faz: mantém dentes, ossos, membranas mucosas e pele saudáveis
Onde conseguir: verduras de folhas escuras, frutas de cor escura, gema de ovo, laticínios (alguns queijos, iogurtes, manteigas e cremes), fígado, peixe, carne bovina

12. Vitamina B1 (tiamina)

O que faz: converte carboidratos em energia, além de ajudar a regular a função cardíaca e as células nervosas
Onde conseguir: ovos, carnes magras (como frango), nozes, sementes, legumes, carnes de órgãos de animais, ervilhas, grãos integrais.

11. Vitamina B2 (riboflavina)

O que faz: promove a produção de glóbulos vermelhos, ajuda outras vitaminas B a funcionar de forma ideal
Onde conseguir: ovos, carnes de órgãos de animais, carnes magras, leite, vegetais verdes, grãos fortificados e cereais

10. Vitamina B3 (niacina)


O que faz: mantém a pele e os nervos saudáveis, pode baixar o colesterol
Onde conseguir: ovos, abacate, peixe (especialmente atum e outros peixes de água salgada), leguminosas, nozes, batatas, aves, cereais fortificados e pães

9. Vitamina B5 (ácido pantotênico)

O que faz: metaboliza / quebra a comida, ajuda a produzir hormônios e colesterol (é importante ressaltar que nosso corpo precisa de colesterol)
Onde conseguir: abacate, couve, brócolis, ovos, legumes, lentilhas, cogumelos, carnes de órgãos, aves, batata-doce, cereais integrais, leite.

8. Vitamina B6 (piridoxina)

O que faz: ajuda a produzir glóbulos vermelhos, mantém a função cerebral, faz a mediação para as funções das proteínas (quanto mais você ingere proteína, mais você precisa de piridoxina)
Onde conseguir: abacate, banana, legumes, aves, carnes, nozes, grãos integrais

7. Vitamina B7 (biotina)

O que faz: metaboliza proteínas e carboidratos, ajuda a produzir colesterol e hormônios
Onde conseguir: gema de ovo, legumes, leite, nozes, carnes de órgãos (especialmente fígado e rim), carne de porco, fermento, chocolate, cereais

6. Vitamina B12

O que faz: crucial para o metabolismo geral, ajuda a formar glóbulos vermelhos e a manter o sistema nervoso
Onde conseguir: ovos, carne, leite, carne de órgãos (especialmente fígado e rim), mariscos, aves, alimentos fortificados (como leite de soja). É importante saber que o corpo absorve melhor B12 de fontes animais do que de plantas. Portanto, um suplemento pode ser uma boa ideia para veganos e vegetarianos. Doses menores tomadas várias vezes ao dia são as melhores, já que o corpo não consegue absorver grandes quantidades de uma só vez.

5. Vitamina C (ácido ascórbico)


O que faz: antioxidante, mantém dentes e gengivas saudáveis, ajuda na absorção de ferro, promove a cicatrização de feridas
Onde conseguir: brócolis, couve de bruxelas, couve-flor, repolho, frutas cítricas, batatas, espinafre, tomates, morangos

4. Vitamina D

O que faz: ajuda o corpo a absorver o cálcio
Onde conseguir: o nosso próprio corpo produz a vitamina D em resposta à exposição ao sol, mas ela também é encontrada em peixes gordurosos (salmão, arenque, cavala), óleos de fígado de peixe, produtos lácteos fortificados e cereais. É difícil obter o suficiente de vitamina D apenas através da comida, mas 10 a 15 minutos de sol três vezes por semana são suficientes para o corpo produzir toda a vitamina D que precisa.

3. Vitamina E

O que faz: antioxidante, ajuda a produzir glóbulos vermelhos, ajuda o corpo a usar vitamina K

Onde conseguir: abacate, vegetais verde-escuros (como espinafre e brócolis), óleos (cártamo, milho, girassol), mamão, manga, sementes, nozes, germe de trigo

2. Vitamina K

O que faz: ajuda a coagular o sangue, pode promover a saúde óssea
Onde conseguir: repolho, couve-flor, vegetais verde-escuros (brócolis, aspargos, couve de bruxelas), folhas verdes escuras (espinafre, couve, couve), peixe, fígado, carne, ovos

1. Folato (Vitamina B9)


O que ele faz: trabalha com a vitamina B12 para produzir glóbulos vermelhos, necessários para a produção de DNA (é por isso que as mulheres grávidas costumam tomá-la para evitar defeitos congênitos, como espinha bífida)
Onde conseguir: aspargos, brócolis, beterraba, feijão, folhas verdes (espinafre, alface romana), laranjas, lentilhas, manteiga de amendoim, levedo de cerveja, cereais fortificados, germe de trigo. 

Colheita de Sangue dia 11 das 15 às 19:300 horas no Posto Fixo da ADASCA | Não fiquem indiferentes… o próximo pode ser um de nós no dia seguinte!


JULHO
Dias 11, 18, 20 (6ª. feira) e 25 das 15 horas às 19:30 horas (4ª.s Feiras)
Dias 14 e 28 das 9 horas às 13 horas (Sábados)

AGOSTO
Dias 1, 8, 15, 22 e 29 das 15 horas às 19:30 horas (4ª.s Feiras)
Dias 4, 11, 18 e 25 das 9 horas às 13 horas (Sábados)
                                                                                
Estão criadas as condições para os aveirenses aderirem à dádiva, como ainda os que vivem nos arredores de Aveiro. As oportunidades ajustam-se, assim haja vontade.

Local: Mercado Municipal de Santiago, loja G
Rua de Ovar, Aveiro, 
Coordenadas GPS: N 40.62659 | W -8.65133
Tel.: 234 095 331 C/encº.
geral@adasca.pt
J. Carlos
Site: www.adasca.pt

Nisa dá sangue







A Associação de Dadores Benévolos de Sangue de Portalegre – ADBSP – iniciou a segunda ronda 2018 na vila de Nisa, em articulação com o serviço de imunohemoterapia do hospital Doutor José Maria Grande. Por razões logísticas, agora as colheitas nesta terra bordada de encantos têm lugar no centro de saúde e não no vizinho quartel dos bombeiros. Ao todo compareceram 24 pessoas, entre elas uma dezena do sexo feminino. Destas, duas estrearam-se a doar sangue.
Uma vez avaliados os inscritos, em termos de saúde, nem todos puderam ser dadores de facto. Recolhidas foram 21 unidades de sangue, o que é de se assinalar.
O almoço convívio foi saboreado num restaurante da vila, tendo contado com o apoio da Câmara Municipal de Nisa.

Ainda em julho
As colheitas da ADBSP acontecem na parte da manhã de sábados. Em julho vamos estar: no centro de saúde de Castelo de Vide, dia 14; no salão da Junta de Freguesia de São Salvador da Aramenha, no sábado 28.
Antes, durante ou depois das férias, contamos com a sua dádiva!!!

JR
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Município de Mira promove a recolha porta a porta de resíduos valorizáveis

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Está já implementado pela Câmara Municipal um serviço de recolha porta a porta de resíduos valorizáveis. Começou com uma campanha, também ela porta a porta, levada a cabo por funcionários da ERSUC devidamente enquadrados por um técnico do Município e um autarca e teve a adesão quase total dos estabelecimentos comerciais da Praia de Mira. A partir de agora, a ERSUC fará todas as segundas e quintas-feiras a recolha de embalagens, sejam elas cartão, plástico ou metal. As embalagens em vidro serão recolhidas às quartas e aos sábados. A frequência da recolha será incrementada se o volume de resíduos o justificar. O serviço é totalmente gratuito e a recolha ajustada à especificidade de cada estabelecimento.

Mundial 2018: Martínez: o espanhol que tirou o Brasil do Mundial

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Mundial 2018

As principais notícias do Mundial 2018
Boa noite!
É catalão, jogou no Saragoça e no Wigan, treinou o Swansea e o Everton e chegou à seleção belga em 2016. Roberto Martínez, o treinador é padrinho do neto de Cruyff e tirou o Brasil do Mundial.
Neymar, mergulhou, rebolou e o Brasil seguiu para casa. As semelhanças entre as bandeiras belga e alemã também não passaram despercebidas, depois do presidente da Câmara de Bruxelas estalar o verniz.
Roberto Martinez surpreendeu no esquema tático, a Bélgica deu por si a ganhar e nunca mais os brasileiros a agarraram. Renato Augusto ainda deu esperança aos canarinhos, mas era dia de surpresas.
A ausência de Cavani teve influência, o erro de Muslera também, mas esta fornada francesa de novos talentos ganhou, e bem, a um conjunto uruguaio que ficou pelos quartos quando estava no ponto (2-0).
Este foi o jogo em que Muslera se tornou no uruguaio que mais vezes jogou em fases finais mas a festa morreu com um "frango" marcado por Griezmann que atirou o Uruguai para fora do Mundial.
Raphael Varane estudou Economia, foi treinado por Bölöni no Lens e quando Zidane lhe ligou disse que estava ocupado a estudar. Esta sexta-feira, marcou o primeiro golo de França frente ao Uruguai.
Há um homem a viver na casa de Marcus Berg, enquanto o avançado veste as cores da Suécia no Mundial. Dorme na sua cama, come na sua cozinha e vê os jogos no seu sofá. Mas não é um caso de polícia.
Apesar da fama de arrogante, de homem com um "ego enorme" e que não aceita críticas, Stanislav Cherchesov tem levado a Rússia na melhor campanha de sempre em Campeonatos do Mundo.
"Harry Kane é um excelente avançado e vai ser muito duro enfrentá-lo, mas vamos fazer todos os possíveis para o travar", afirmou o defesa e capitão da Suécia, na antevisão do jogo com Inglaterra.
O técnico russo explicou que cada jogo é "uma luta pela sobrevivência" e não há "segundas oportunidades", pelo que, no sábado, os seus futebolistas devem lutar por todos os lances com a Croácia.
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Macroscópio – Chegou o calor (parece). Chegarão os fogos rurais?

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Macroscópio

Por José Manuel Fernandes, Publisher
Boa noite!
 
A passagem de um ano sobre o trágico incêndio de Pedrógão Grande foi uma boa oportunidade para recordar o que então se passou, um pretexto para revisitar aquela região que só um drama sem nome conseguiu por no mapa, altura para fazer o balanço do que já foi feito e não foi feito para reconstruir casas, infraestruturas e vidas. Houve alguns bons trabalhos jornalísticos, e já darei conta de uma mão cheia deles, mas o foco deste Macroscópio é outro. É procurar responder ao desafio de saber se, agora que parece que o calor vai chegar, e que teremos um Verão mais parecido com que habitualmente são os nossos Verões, isso não trará consigo também os fogos rurais. Na verdade é um desafio sem resposta, como já verificarão. Mas é uma pergunta que serve de pretexto para recuperar alguns textos das últimas semanas que merecem ser conhecidos e lidos.
 
Deixem-me porém começar pela evocação da tragédia de Pedrógão, o que farei com referência a dois trabalhos multimédia (um deles um longo documentário) e a um conjunto de interessantes especiais que o Observador teve o cuidado de preparar e que podem ter passado despercebidos pois foram sendo publicados num tempo de febre do futebol. 
 
Começo pelo documentário, de quase hora e meia, um trabalho de Liliana Valente e Sibila Lind no Público: Eis que fazem novas todas as coisas. Sem a mesma ambição mas incluindo também um documentário, mas curto (cerca de meia hora) a outra referência multimédia é o trabalho de Joana Beleza e Christiana Martins no Expresso, A máquina do tempo – Pedrógão um ano depois
 
Quanto ao Observador e aos seus especiais, foram várias as abordagens, algumas mais visuais, outra mais no registo de reportagem. Ei-las: 
 
Feitas estas referências mínimas, a segunda parte desta newsletter terá um protagonista central: Tiago Oliveira, presidente da Estrutura de Missão para a Gestão dos Fogos Rurais. Técnico muito respeitado, nomeado depois da segunda grande tragédia do ano passado – a dos fogos de 15 de Outubro –, deu agora um conjunto de entrevistas que permitem perceber quer um pouco daquilo que tem andado a fazer, como sobretudo entender que lidamos com um problema que levará muitos anos a resolver, até porque a ocorrência de fogos florestais é natural na nossa geografia – o que não é natural são as dimensões que por vezes alcançam. 
 

Começo esta resenha pela mais extensa e completa das entrevistas a Tiago Oliveira, a que foi editada no Diário de Notícias: "O país continua muito vulnerável aos fogos. As pessoas muito expostas". Eis a passagem que sustenta o título: “O território continua muito exposto, a gestão florestal perdeu competitividade internacional e os matos acumulam-se dentro das florestas ou dos territórios, a agricultura continua numa lógica de abandono e a população não está ainda a mudar os seus comportamentos à velocidade que era desejável. E só lá conseguimos ir se houver uma abordagem sistémica, que mexa nas questões sociais, económicas e também técnicas, que envolva vários ministérios, que haja perseverança. Isto é um trabalho para gerações. Nós só estamos a ajudar a construir o prefácio.” Nesta conversa que percorre todas as frentes da prevenção e combate aos fogos rurais, Tiago Oliveira também aborda alguns mitos que têm vindo a ser alimentados a propósito do interior: “O nosso interior é o litoral da península ibérica. Se reconhecermos as fragilidades e debilidades do território, a falta de índices de fecundidade, a população envelhecida, não me parece ser possível imaginar voltar a fazer as pessoas regressar aos anos 60, em que viviam de uma forma muito difícil, no trabalho braçal muito intenso e em circunstâncias físicas e sociais e humanas muito precárias. Queremos recolonizar o país neste modelo agrário, numa economia agrícola não competitiva? Porque onde é que vai haver economia agrícola competitiva, é nos vales férteis ou nos sítios que são irrigados. O resto do país, que é 70%, tem que ter uma viabilidade florestal ou silvo pastoril.”
 
A entrevista ao Expresso é bastante mais curta, sendo que em “Continuamos a ter um território vulnerável”o responsável da Estrutura de Missão prevê que “Como há muita água no solo, podemos encarar o início do verão com relativa acalmia”. Porém é só o início, sendo que a reorganização do combate já está em curso: “A diretiva única, aprovada no momento certo, permite a flexibilidade dos recursos e todos os meios podem ser utilizados em múltiplas tarefas, como a fazer fogo controlado nalguns sítios. Fica a faltar a capacidade de planeamento e organização do ICNF, que tem pouquíssimos recursos e não consegue fazer as coisas à velocidade que gostaríamos. Isso é dramático.” Nessa entrevista também volta ao tema das fragilidades do nosso país: “As pessoas têm de meter na cabeça que o território continua vulnerável e os incêndios podem acontecer. Mas vamos estar preparados para reagir melhor, para que não aconteça o que aconteceu em 2017. Nunca vi tanta gente a trabalhar para isso. A questão é saber se o país valoriza suficientemente os seus recursos para, correndo bem esta e a próxima campanha de incêndios, continuar a suportar o que tem de ser feito.”
 
Finalmente a conversa que teve com a revista Visão foi organizada num texto corrido dividido em dez pontos, tantos quantos Os dez mandamentos do homem do fogo. De entre eles seleccionei o nono – “não perseguir moinhos de vento” – onde se procura contrariar o discurso dos incendiários com interesses ocultos que continua a dominar o debate sobre as causas dos fogos, algo que considera contraproducente e desvia as atenções das verdadeiras causas: "No calor do momento, todas as desculpas de natureza social, como o incendiarismo, ajudam a desresponsabilizar quem tem de fazer as coisas bem feitas", critica. "O homem da motorizada vermelha a lançar fogo? Isso eu nunca vi, e ando nisto há 20 anos.”
 
Para fazer companhia a estas três entrevista nada melhor do que uma quarta, esta com Henrique Pereira dos Santos, alguém que também combina várias competências e tem sido das vozes mais desassombradas e informadas sempre que se debate o tema dos fogos florestais. Realizada por Rita Carvalho e publicada no Ponto SJ (o portalde informação dos jesuítas em Portugal), essa conversa tem um título que agarra: “Em 2030, mais coisa menos coisa, vamos ter outro ano como 2017”. Exagero? Deixo-vos quatro destaques que ajudam a enquadrar aquela previsão, sendo que toda a argumentação é muito sólida: 
  • “Ninguém se propõe a resolver o problema dos sismos porque é uma idiotice, mas facilmente nos propomos a resolver o dos fogos, quando isso também é uma idiotice. O fogo, tal como o sismo, existirá sempre e está para além da nossa capacidade de o eliminar.”
  • “Temos uma situação geográfica muito particular: a velocidade de crescimento dos matos é muito grande porque os invernos são suaves e os verões razoavelmente húmidos. E temos uma característica meteorológica especial: uma dúzia de dias por ano em que as condições são muito favoráveis e onde se concentra 80% da área ardida”.
  • “A área ardida nos próximos oito anos funcionará como barreira, pois a redução dos combustíveis foi feita pelo fogo. São oito anos de calma, até o risco recomeçar a aumentar até aos 12 anos. Qualquer governo vai colher os frutos disso, dizendo: “Estou a tomar as medidas certas, verifiquem os resultados”. Em 2030, mais coisa menos coisa, vamos ter outro ano como este (2017).”
  • “A única contrapartida desta limpeza desenfreada é política. Se correr bem, foi resultado da ação do Governo. Se correr mal, pode dizer: “fizemos tudo o que era possível”. Em termos políticos corre sempre bem. Como a probabilidade de ocorrer uma desgraça como a de 2017 na vigência deste governo é baixa, funcionará até ao seguinte.”
 
Mas se Henrique Pereira dos Santos sabe do que fala, há quem fale e escreva mais para obter impacto mediático e prosseguir objectivos políticos. Desculpem a franqueza, mas é o que me ocorre dizer sobre o livro Como resgatar as florestas – Portugal em chamas, de João Camargo e Paulo Pimenta de Castro, que teve direito a uma pré-publicaçãono Público. Refira-se que João Camargo é genro de Louçã e a sua mulher é assessora parlamentar do BE, sendo que se apresenta como especialista em alterações climáticas do Instituto de Ciências Sociais apesar de aí ser apenas um estudante de doutoramento (com um título sugestivo: “Adaptação às Alterações Climáticas, nova metanarrativa para a Humanidade?”)
 
As teses destes dois autores foram durante criticadas em dois textos de opinião no mesmo Público, o primeiro de Manuel Carvalho (que será o novo director desse diário), O diabo travestiu-se de eucalipto– “Querer matar o eucalipto embrulhando-o nas provas de um crime pode fazer sentido nos devaneios idílicos dos que acreditam que a floresta dos nossos tempos é um mundo natural onde a humanidade redime os seus sonhos de pureza. Não é: mais de 90% das florestas do mundo são florestas de produção. Em Portugal temos área livre (32% do país são matos e incultos), temos ciência florestal, temos solos e climas, temos empresas de classe mundial e deitar tudo isto fora por causa das manias politicamente correctas ou dos devaneios de uma certa esquerda não é apenas uma estupidez: é, também, um atentado contra o país.” –, o segundo do já referido Henrique Pereira dos Santos, O Estado e o eucalipto– “A explicação para a expansão do eucalipto é simples: a fachada noroeste da Península Ibérica tem condições especialmente favoráveis à produção de eucalipto e, tão relevante como a primeira, o eucalipto tem um modelo de produção que é bastante mais adaptado ao regime de fogo que temos, isto é, permite cortes numa periodicidade em torno dos 12 anos (para menos) e o ciclo de fogo que temos anda pelos 12 a 15 anos. Acresce que um eucalipto ardido volta a rebentar, sem necessidade de investimento em plantações, para além de ter uma grande regeneração por semente, uma situação que é semelhante à dos carvalhos. É uma situação bem diferente do principal concorrente comercial do eucalipto, o pinheiro, esse sim, fortemente prejudicado pelo padrão de fogo que temos.”
 
Com os termómetros a aproximarem-se dos 30 graus no litoral e a passarem dos 30 no interior vamos poder ir à praia, mas creio que mesmo assim ainda não chegou o tempo dos avisos do IPMA, até porque as previsões de longo prazo para Julhoainda apontam para “precipitação com valores acima e temperatura com valores abaixo do normal”. No fundo a melhor garantia de que há menos condições para fogos catastróficos. Assim seja, e de resto tenham um bom fim-de-semana. 
 
 
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Lo que las personas realmente necesitan en las oficinas hoy


por Yesica Flores

Mientras que la base es la tecnología, el aspecto más importante es el bienestar físico, cognitivo y emocional

En los cuarenta, el psicólogo Abraham Maslow ideó un modelo en pirámide sobre la motivación y necesidades de las personas. A la fecha, este esquema sigue siendo una referencia para muchas organizaciones al momento de pensar en su cultura y la manera de entender a su talento.
En esa línea, expertos de Steelcase, líder global en innovación e investigación de entornos laborales, identificaron que llevar esta idea a las oficinas, genera prioridades que deben tomarse en cuenta para crear espacios donde los profesionales puedan ser más productivos y creativos, haciendo a las empresas más prósperas.
“Así como necesitamos comida, agua y seguridad, las personas tenemos necesidades básicas para nuestro trabajo, que responden, en gran medida, a cómo las empresas se adaptan a la tecnología, las nuevas generaciones y las exigencias del mercado”, explicó Mario Cantón, director de Customer Experience de Steelcase México.
“No basta sólo con brindar las herramientas para trabajar, también es necesario dar soporte al bienestar físico, cognitivo y de emocional”.
En esta linea, en Steelcase realizamos un estudio global que identificó la pirámide de necesidades de las oficinas del siglo XXI: