terça-feira, 3 de setembro de 2019

Proença-a-Nova | Tigelada de Proença-a-Nova consolida marca de identidade do território


A tigelada de Proença-a-Nova é hoje uma marca consolidada do concelho de Proença-a-Nova. Um dos maiores contributos para esta promoção foi a participação no concurso 7 Maravilhas Doces de Portugal, onde chegou à Gala da Pré-Final, no dia 31 de agosto, em Ferreira do Zêzere, e, mesmo não tendo passado à fase final, “esta nossa participação faz parte de uma estratégia mais ampla e que é vencedora, porque agora temos outra dimensão que imprime compromisso de desenvolvimento e desafios: a nossa restauração deverá ter como oferta diária e de forma continuada a tigelada, a marca Proença-a-Nova Origem deverá ser potenciadora da sua comercialização que toma corpo através da Oficina da Tigelada e os nossos recursos - como a caprinocultura, a apicultura, a fruticultura e a indústria de ovos -, como atividades conexas, serão impactadas”, justifica o presidente da Câmara Municipal de Proença-a-Nova, João Lobo. 

Já anteriormente à participação neste concurso, a aposta do Município em 2019 tem sido a promoção daquela que é considerada a rainha da doçaria do concelho e que promove igualmente o território e outras atividades económicas a ela associadas. “Para além de promovermos a tigelada, estamos também a divulgar outros produtos que são fundamentais para a confeção daquele que é o doce mais típico do concelho, nomeadamente o mel e o leite de cabra, que lhe dá o seu sabor tão característico, e que são fileiras com peso crescente na economia municipal”, refere o presidente da autarquia. A tigelada de Proença-a-Nova foi a temática escolhida para a Festa do Município, o principal evento do calendário anual do município, onde também contou com a divulgação nacional e internacional do programa da TVI “Somos Portugal”. 

Ao longo de todas as fases das 7 Maravilhas Doces de Portugal foram desenvolvidas várias ações de promoção do doce, onde se destaca a presença no programa com maior audiência a nível nacional, “O Programa da Cristina”, na SIC. A food truck do Município viajou até à Feira dos Sabores do Tejo, em Vila Velha de Ródão, esteve no centro comercial Alma Shopping, em Coimbra, no Fórum Castelo Branco, no Jardim do Lago, na Covilhã, e na Piscina Praia, em Castelo Branco, entre outras iniciativas locais onde as pessoas puderam degustar o doce e conhecer as potencialidades turísticas de Proença-a-Nova. Também o Chef Hélio Loureiro, conhecido por defender a gastronomia nacional, apadrinhou a tigelada de Proença-a-Nova, e que se revelou uma peça fundamental na divulgação deste doce, reforçando a autenticidade no contexto da gastronomia local. “É assim que fazemos parte deste todo que é o doce, a tigelada de Proença-a-Nova, que agora tem estatuto de representação do nosso concelho”, acrescenta João Lobo. Recorde-se que a tigelada de Proença-a-Nova integra ainda o livro “Um doce pecado”, publicado no âmbito deste concurso e que reúne 140 doces finalistas distritais.


Proença-a-Nova Passeio Pedestre recorda as histórias fantásticas do concelho


Percorrer os trilhos das bruxas e dos lobisomens numa sexta-feira 13 à noite é o mote do 169º Passeio Pedestre que acontecerá a 13 de setembro, organizado pelo Município de Proença-a-Nova. As estórias fantásticas e misteriosas que alimentaram durante décadas o imaginário das pessoas sustentado pelo medo, pelo mistério e pela tradição fizeram durante anos parte da cultura das aldeias e serviram de inspiração para este passeio noturno, cujo objetivo é compreender e preservar estas estórias que marcam a identidade do povo. 

Ao longo do percurso, de aproximadamente 6 km e que liga o Cabeço do Moinho à Maljoga, os participantes serão surpreendidos por esconjuros, lobisomens, bruxas, demónios, figuras do além protagonizados pelo Grupo de Teatro Váatão que irão representar as situações bizarras e as aparições sobrenaturais que resultavam de perceções distorcidas de fenómenos naturais, alucinações devido ao cansaço extremo da vida do campo ou falta de alimentação suficiente, da falta de energia elétrica, já que aconteciam na sua maioria durante a noite em que as pessoas andavam a pé. A incidência de uma luz sobre uma superfície refletora, escutar vozes a partir de uma rajada de vento são alguns exemplos que davam origem a histórias do além. 

O ponto de encontro está marcado para as 20h00 junto à biblioteca municipal e aconselha-se roupa e calçado confortável, lanterna e caneca. As inscrições para esta atividade, inserida na programação do projeto Beira Baixa Cultural, estão a decorrer no Posto de Turismo até dia 11. 

Esta atividade enquadra-se no projeto Beira Baixa Cultural - cofinanciado no âmbito do Centro 2020, Portugal 2020 e Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional da União Europeia, promovido pela Comunidade Intermunicipal da Beira Baixa (CIMBB).


Alentejo | Évora prepara o início do novo ano lectivo

A Câmara Municipal de Évora assinala o programa de início do Ano Lectivo de 2019-20 com um variado conjunto de actividades de recepção à comunidade educativa, articuladas e desenvolvidas com a participação de diversos parceiros. Estão previstas iniciativas de natureza educativa, formativa e cultural dirigidas a docentes, pessoal não docente, alunos e famílias, que irão decorrer entre 6 de Setembro e 5 de Dezembro de 2019.


O programa inclui, em Setembro, as seguintes iniciativas: visita ao Centro de Arte e Cultura da Fundação Eugénio de Almeida (para o pessoal não docente), oficina de alimentação vegetariana (auxiliares de cozinha dos estabelecimentos de educação e ensino do concelho), oficina de memórias (crianças e seus familiares), sessões na Loja dos Sonhos e na Ludoteca de Évora  e observação de morcegos no Alto de S. Bento, com actividades para toda a população.

Prevê-se também uma reflexão para partilha de boas prácticas de promoção do sucesso escolar (destinada a professores titulares das turmas participantes no projeto municipal EducArte e respetivos coordenadores dos estabelecimentos de ensino) e sessões de esclarecimento do Projeto ColorADD nas escolas do 1º Ciclo. Decorrerá ainda a Feira de Saberes e Fazeres, a Noite Europeia dos Investigadores, a visita às novas instalações da Escola Básica do Bairro de Almeirim e estórias com história da ciência.

No mês de Outubro, assinala-se o Dia Mundial da Igualdade, é apresentada a 2ª edição do Projecto Municipal Artes à Escola e decorre a Semana de Segurança Infantil. Aulas de Segurança para crianças do 1º Ciclo e Consultório de Segurança para famílias terão também lugar em Outubro, assim como uma iniciativa dedicada à verificação de cadeirinhas, com o objectivo de sensibilizar e capacitar profissionais, famílias e crianças para a prevenção dos acidentes.


O programa finaliza em Dezembro com um convívio no Monte Alentejano para professores titulares de turma, professores das Atividades de Enriquecimento Curricular, coordenadores de Estabelecimento e direções dos Agrupamentos de Escolas.

Mundo | “Cultura” chimu sacrificou 227 crianças em ritual religioso

Marcos Machado

Antropólogos, indigenistas e o Sínodo Pan-Amazônico lucrariam muito em suas construções idílicas sobre os povos indígenas com estas recentes descobertas (AFP 28 de agosto, transcrita por Yahoo): “arqueólogos do Peru afirmam que os 227 corpos que desenterraram de um local usado pela cultura Chimu pré-colombiana são a maior descoberta de sempre de crianças sacrificadas”.

Imenso local de sacrifícios humanos para homenagear os deuses

“Arqueólogos estão escavando desde o ano passado no imenso local de sacrifícios em Huanchaco, uma cidade turística à beira-mar ao norte da capital Lima. ‘Este é o maior local onde foram encontrados restos de crianças sacrificadas’, disse o arqueólogo-chefe Feren Castillo à AFP na terça-feira”.

Castillo disse que as crianças, com idades entre 4 e 14 anos, foram sacrificadas em um ritual para homenagear os deuses da cultura Chimu. “Eles foram sacrificados para apaziguar o fenômeno El Nino” e mostram sinais de terem sido mortos durante o tempo chuvoso, completou.

Restos das crianças estavam voltados para o mar

Ele acrescentou que ainda podem ser encontrados mais corpos. “É incontrolável essa coisa com as crianças. Onde quer que você cave, há outra”, disse Castillo. Os restos das crianças foram encontrados em uma posição de frente para o mar. Alguns ainda tinham pele e cabelo. Huanchaco foi um local onde muitos sacrifícios de crianças aconteceram durante a época da cultura chimu, cujo apogeu foi entre 1200 e 1400.

As descobertas começaram em 2018

Ainda segundo a AFP, as primeiras descobertas de corpos de crianças sacrificadas ocorreu em 2018 “no local da escavação no bairro de Pampa la Cruz, em junho de 2018, desenterrando 56 esqueletos”.

Pampa la Cruz fica a uma curta distância de Huanchaquito, onde os restos de 140 crianças sacrificadas e 200 lhamas foram encontrados em abril de 2018.

Lei das selvas: Ai dos vencidos! Os Incas exterminaram o povo Chimu

Continua a notícia: “A civilização Chimu se estendeu ao longo da costa peruana até o Equador, mas desapareceu em 1475 depois de ter sido conquistada pelo império Inca”.

Perguntamos à mídia e aos neomissionários: isso não é genocídio indígena praticado por indígenas?

* * *
Estamos às portas do Sínodo Pan-Amazônico convocado pelo Vaticano. Uma poderosa corrente de neomissionários renuncia à evangelização dos índios, bem como à sua civilização, e condena a propriedade privada.

Previsão que se cumpre ao pé da letra

Em 1977 o Prof. Plinio Corrêa de Oliveira já apontava os erros dos neomissionários progressistas, os quais são retomados e ampliados no programa do Sínodo Pan-Amazônico. Este, por exemplo:

“Os índios ainda não estão corrompidos por este sistema em que vivemos. […] Os índios já vivem as bem-aventuranças. Não conhecem a propriedade privada, o lucro, a competição. Possuem uma vida essencialmente comunitária em equilíbrio perfeito com a natureza. Não são depredatórios, não atentam contra a ecologia. Vivem a harmonia. As comunidades indígenas são uma profecia futura para esse jeito novo de viver, onde o mais importante é o homem (doc. 1, p. 7)”. (Doc 1 – 1ª Assembléia Nacional de Pastoral Indigenista: em debate a situação indígenaem nível nacional. “Boletim do CIMI”, ano 4, no. 22, julho-agosto de 1975).

“Comentário: Mas o que é uma sociedade humana sem propriedade privada, sem lucro e sem competição senão uma sociedade comunista?” (1)
* * *
Um abismo atrai outro abismo: o Sínodo Pan-Amazônico revive e amplia os erros dos neomissionários do século XX.

Uma civilização indígena extermina a outra. Uma etnia extermina a outra. Mas isso os antropólogos de esquerda e os novos missionários não querem ver.

ABIM
______________
Fonte:

Oeste | FESTIVAL NOVAS INVASÕES TRANSPORTOU TORRES VEDRAS PARA O SÉCULO XIX

Ao longo dos últimos quatro dias, o festival Novas Invasões dinamizou a cidade de Torres Vedras, evocando a época das Invasões Francesas e transportando a cidade para o século XIX. Cerca de 40 mil pessoas visitaram o festival, que contou com mais de 140 atividades, divididas entre a componente histórica e a programação contemporânea.

Um dos epicentros da recriação histórica encontrava-se no Largo de São Pedro, com um Mercado Oitocentista composto por cerca de 70 bancas. Além dos ofícios de época e do hospital de campanha, era possível provar os petiscos da região ao som de música tradicional, enquanto os grupos de animação de rua divertiam quem por ali passava.

À semelhança das edições anteriores, o movimento associativo do concelho marcou presença no evento, com cerca de 70 associações locais a darem o seu contributo para o Mercado Oitocentista e para a animação do certame, compondo a vasta programação do evento. Sublinhe-se, ainda, que o evento contou com a participação de 42 voluntários, que colaboraram na execução de várias tarefas necessárias à realização do festival.
asda
O Castelo e o Forte de São Vicente foram palco de recriações históricas, com atividades que decorreram ao longo dos quatro dias do Novas Invasões. Ali, o destaque foi para os almoços no acampamento e os jantares com recriadores, onde era possível degustar ceias de época, num cenário em que nenhum pormenor foi esquecido.

No que toca à programação contemporânea do festival, o destaque vai para a presença de artistas de Portugal, Alemanha, França e Espanha, com performances ao ar livre que decorreram em vários pontos da cidade. Da Alemanha, “país-invasor” desta edição, chegaram os Theater Titanick para apresentar Sonnambulo, uma performance inspirada em Hieronymus Bosch e Pieter Bruegel que fez encher o Parque do Choupal.

O português Jonas Runa marcou as noites de sexta-feira e sábado, ao executar Space Invaders, uma autêntica viagem ao futuro junto ao Chafariz dos Canos. Já os espanhóis da Companhia Tiritirantes deram corpo a Ulterior, El Viaje, um espetáculo de novo circo que encantou público de todas as idades. Durante o fim de semana, Les Irréels apresentaram personagens que vivem numa comunidade paralela à dos humanos, numa experiência com muitas surpresas para os visitantes que passaram pelo Parque do Choupal.
asda
Ciclo de Cultura Alemã “invadiu” a Praça Dr. Alberto Manuel Avelino, onde se contaram histórias para toda a família e se dinamizaram workshops que foram da cerveja germânica às danças tradicionais alemãs.

Um pouco mais acima, a Paços – Galeria Municipal de Torres Vedras acolheu a inauguração de três mostras, que estarão patentes até 29 de setembro: Homem Morto Passou Aqui – projeto fotográfico de Valter Vinagre –,  INFLUENCER : o efeito Bauhaus – exposição do serviço educativo da Paços – Galeria Municipal – e Ballet Triádico – com a reprodução vídeo de um bailado inaugural da modernidade da autoria de Oskar Sclemmer.  

A exposição de brinquedos alemães de Octávio Neves estará no Atelier dos Brinquedos até 29 de setembro. Casa Hipólito - O Modus Operandi está patente na Câmara Clara da Cooperativa de Comunicação e Cultura até 26 de outubro e é um dos cinco projetos que resulta das bolsas de criação artística lançadas pela Câmara Municipal de Torres Vedras.

A par do projeto da Cooperativa de Comunicação e Cultura, também os projetos Struggle Like a (WO)Man #1, da EMERGE – Associação Cultural para a Promoção da Arte Contemporânea, Nos pés carrego as emoções do mundo, da CruzaMenTes - Companhia de Música Teatral, Com que Linhas se Descose a Guerra, d’A Bolha – Teatro com Marionetas, e A-da-Vinha, do ATV – Académico de Torres Vedras, integraram o programa do festival Novas Invasões.



[Fotos: Eyemedia]

Região Centro | Festival Anadia Jovem

Resultado de imagem para Festival Anadia Jovem
NOTICIAS DE AVEIRO

Bárbara Bandeira e ProfJam são as duas grandes atrações da 6ª edição do Festival Anadia Jovem que vai decorrer nos dias 13 e 14 de setembro, no Vale Santo (recinto da Feira da Vinha e do Vinho), na cidade de Anadia. Outra das novidades desta edição é o Torneio de Paintball, com participação gratuita.

Na sexta-feira, dia 13, a partir das 23h00, sobe ao palco do festival a cantora Bárbara Bandeira. No final da atuação, a animação prossegue noite dentro com os dj’s Pedro Moniz & Rafael Barandas.

No dia seguinte, sábado, a tarde será preenchida com o Torneio de Paintball que decorrerá entre as 15h00 e as 19h00, no Vale Santo. De referir que as inscrições para participar no Paintball são gratuitas para jovens até aos 30 anos. Esta é uma atividade de aventura praticada em equipa, em que o objetivo é, através da utilização de um marcador, atingir o oponente com tinta, sem causar dor ou lesão. Tendo em conta a especificidade deste desporto é aconselhável que seja praticado por maiores de 14 anos.

À noite, a partir das 22h00, a animação estará a cargo do grupo anadiense de hip hop “Bairrada Krew” que antecederá a atuação do conhecido rapper Profjam, seguindo-se o DJ André Cardoso até às 4 da madrugada.

No recinto, haverá ainda um espaço dedicado às artes, onde os mais jovens poderão dar azo à sua criatividade e mostrar os seus dotes artísticos, nomeadamente moldando o barro e criando uma peça neste material, que, posteriormente, será entregue ao seu autor. Estão ainda previstas algumas exposições e perfomances de jovens artistas plásticos.

À semelhança do que já aconteceu com a Feira da Vinha e do Vinho, o Festival Anadia Jovem não descurou a vertente ambiental, não sendo, por isso, permitido a utilização de plástico descartável. Assim sendo, nos bares apenas serão utilizados copos reutilizáveis. Por outro lado, no torneio as bolas de paintball, munição utilizada nos marcadores, são biodegradáveis.

O Festival Anadia Jovem pretende assinalar o final das férias e marcar o regresso às aulas com muita música e alegria. Este evento teve a sua primeira edição em setembro de 2014, e enquadra-se no conjunto de ações de apoio à juventude dinamizadas pela Câmara Municipal de Anadia, no âmbito do programa “Sentir Anadia”. Sempre em estreita relação com a promoção do “Cartão Anadia Jovem”, o festival conta com o apoio de diversas empresas do concelho, que também colaboram na atribuição de benefícios aos jovens portadores do cartão.

O público terá ainda à sua disposição diversos bares e espaços de diversão. As entradas no recinto são gratuitas.

Nacional | GNR tem este ano mais de 500 denúncias de vespa asiática


Resultado de imagem para GNR tem este ano mais de 500 denúncias de vespa asiática
SAPO
A presença de vespa asiática em Portugal motivou 508 denúncias de cidadãos durante este ano, localizadas maioritariamente no distrito do Porto (133), verificando-se um aumento do número de avistamentos desde 2017, revelou hoje a Guarda Nacional Republicana (GNR).

Designada cientificamente por vespa velutina, a vespa asiática registou o primeiro avistamento em Portugal em 2011, no distrito de Viana do Castelo, e, “desde aí, tem vindo a deslocar-se para o sul do país, sendo que Lisboa, até agora, é o distrito mais a sul onde existe a presença da vespa velutina”, disse Ricardo Vaz Alves, do Serviço da Proteção da Natureza e do Ambiente (SEPNA) da GNR.

“Desde 2017 até ao corrente ano, temos verificado um aumento do número de denúncias”, afirmou Ricardo Vaz Alves, em declarações à agência Lusa, indicando que, em 2017, contabilizaram-se 499 avistamentos, número que aumentou para 708 em 2018 e que, este ano, até 25 de agosto, soma 508 situações relacionadas com a presença de vespa asiática.

Em termos de localização, os distritos onde se registaram mais denúncias, ao longo deste ano, foram Porto (133), Braga (92), Viseu (60), Aveiro (53) e Coimbra (50).

Segundo o responsável do SEPNA, a vespa asiática adapta-se aos espaços que lhe são oferecidos para polinizar e, também, para nidificar, pelo que “não há uma distinção entre espaços rurais e espaços urbanos” na distribuição e expansão desta praga em território nacional.

No entanto, a vespa asiática escolhe, preferencialmente, locais com menos perturbação, o que explica “os espaços rurais serem mais atrativos para a sua instalação”.

Através da linha SOS Ambiente e Território – 808 200 520, a GNR vai registando o número de denúncias, “que muitas vezes são coincidentes com avistamentos”, referiu Ricardo Vaz Alves, advertindo que tal não significa que a presença da vespa asiática seja confirmada, “mas, de qualquer forma, há um registo ou, pelo menos, é uma noção que o cidadão tem que existe a presença de vespas velutinas”.

Em 2018, foi implementado o plano de ação para a vigilância e controlo da vespa velutina em Portugal, que visa a prevenção, vigilância e controlo desses animais em todo o território nacional, com vista à segurança dos cidadãos, à proteção da atividade agrícola e do efetivo apícola, bem como à minimização dos impactos sobre a biodiversidade.

Relativamente ao plano de ação, a GNR, através do SEPNA, tem participado nas ações de vigilância, controlo e destruição, assim como nas ações de formação e divulgação, além de efetuar o tratamento e encaminhamento de todas as denúncias recebidas através linha SOS Ambiente e Território.

Neste âmbito, Ricardo Vaz Alves apelou para que os cidadãos evitem fazer a destruição dos ninhos, “uma vez que, caso a destruição não seja a 100% do ninho, a vespa vai nidificar noutro local, persistindo o problema, dai que a destruição deva ser feita apenas pelas autoridades, neste caso serviços municipais de proteção civil”.

A GNR não dispõe de dados sobre a contabilização de estragos e prejuízos provocados pela presença de vespa asiática, nem do número de vítimas.

“São cada vez mais os casos em que existem reportes da vespa a ameaçar o cidadão, mas não conseguimos fazer essa contabilização de uma forma direta”, declarou o responsável do SEPNA, explicando que “a vespa só por si não ataca as pessoas, tem que sentir uma ameaça”, o que pressupõe uma distância de até cinco metros.

De acordo com Ricardo Vaz Alves, “sempre que [as vespas] se sentem ameaçadas no seu território atacam e atacam em grande número, não apenas de forma isolada”, contudo “a picada em si não constitui perigo”, expecto para pessoas que sejam alérgicas à picada.

Toda a informação recolhida sobre a evolução da vespa velutina em território nacional está centralizada na base de dados gerida pelo Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), acessível através da plataforma SOS Vespa.