quinta-feira, 5 de setembro de 2019

Jornadas debatem durante três dias violência doméstica na comunidade portuguesa na Suíça

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OBSERVADOR 
Os problemas e consequências da violência doméstica, por vezes com casos fatais, na comunidade portuguesa na Suíça vão estão em debate num encontro promovido pela associação Change Mind - Global Aid em Lausanne e Zurique.
As Jornadas sobre Violência Doméstica, que decorrem entre sexta-feira e domingo, são a primeira iniciativa desta associação, com sede em Lucerna, na comunidade portuguesa na Suíça e têm como objetivo colaborar de “forma efetiva” para “combater a violência doméstica, quaisquer que sejam as suas formas de manifestação, promovendo o diálogo, o debate, a troca de experiências e boas práticas”.
Em declarações à agência Lusa, o porta-voz da iniciativa em Portugal, João Pedro Gaspar, explicou que a Change Mind - Global Aid (CMGA) é uma associação que se preocupa com a comunidade portuguesa a residir na Suíça, mas também em Portugal, onde tem participado em diversas iniciativas e defendido várias causas.
“Desta vez, dada a preocupação crescente com os dados que vão surgindo de violência doméstica junto da comunidade portuguesa na Suíça, decidiu levar a cabo esta iniciativa”, disse o investigador da Universidade de Coimbra e coordenador da Plataforma de Apoio a Jovens (Ex)acolhidos (PAGE).
Em comunicado, a associação diz acompanhar com “profunda tristeza e preocupação” os casos veiculados pela comunicação social suíça que envolvem vítimas ou agressores de nacionalidade portuguesa.
Em Portugal, afirma, “a violência doméstica foi durante anos um problema camuflado, de que não se falava. Era socialmente aceite. Ainda hoje se ouve com frequência “entre marido e mulher, não se mete a colher”.
“Sendo a comunidade portuguesa uma das mais representadas na Suíça, preocupa-nos a reprodução destes comportamentos, no seu seio”, refere a CMGA.
Sublinha ainda que, “tendo em conta que apenas os casos mais graves e que culminam em homicídio são divulgados, desconhecendo-se a quantidade de vítimas que sofrem em silêncio”, é urgente “prevenir” e “combater” este fenómeno.
“A nossa diáspora acaba por refletir um pouco aquilo que são os costumes, neste caso péssimos costumes, que se relacionam com tudo o que é violência doméstica”, acrescentou João Pedro Gaspar
Na sua intervenção nas jornadas, o investigador irá abordar “as consequências duradouras da violência doméstica” nomeadamente nas crianças que assistem à violência doméstica entre os pais.
“Falamos de muitos milhares de crianças que anualmente assistem a situações de violência familiar, uma situação que depois se reflete na sua vida futura”, disse.
“O que se passa na infância, não fica na infância” e com este flagelo, “estamos a hipotecar gerações”, rematou.
Apoiadas pela Direção-Geral dos Assuntos Consulares e das Comunidades Portuguesas, as jornadas pretendem “mobilizar a comunidade científica e técnica ou outros que de alguma forma atuem neste domínio, para as especificidades deste fenómeno”.
O encontro conta com a participação de jovens, pais, professores, movimentos associativos, técnicos de serviço social, estudantes.
Conta ainda com a presença do cônsul-geral de Portugal em Genebra, Bruno Paes Moreira, e da secretária de Estado para a Cidadania e a Igualdade, Rosa Monteiro.
Lusa

quarta-feira, 4 de setembro de 2019

Portugal entre as melhores Marcas País do Mundo

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Portugal está entre as melhores Marcas País da Europa e do Mundo, segundo o Bloom Consulting Country Brand Ranking © 2019/2020. No Turismo, subiu três posições até ao 7º lugar da tabela da Europa, a par de uma incrível ascensão de seis lugares até à 14ª posição mundial. Já em Negócios, Portugal ascendeu uma posição até ao 12º lugar na classificação europeia e cinco posições até ao 25º lugar da tabela mundial.
 O Bloom Consulting Country Brand Ranking © avalia o desempenho e a atratividade da marca de quase 200 países e territórios nas vertentes de Turismo e Investimento, no biénio 2019/2020. Estas novas edições foram apresentadas no dia 3 de setembro, no evento City Nation Place – América Latina e Caraíbas, em San José, na Costa Rica.
Consulte o ranking completo aqui.
O ciclo extremamente favorável que Portugal atravessa no que toca à atração de turistas é visível na estabilidade das receitas turísticas, no notável desempenho nas procuras online e na estratégia de marca nas redes sociais. Já em termos de investimento, teve uma notável prestação em todas as variáveis analisadas, com destaque para o aumento da procura online e dos valores médios de Investimento Direto Estrangeiro, bem como o elevado Rating CBS.
Mas o Bloom Consulting Country Brand Ranking © 2019/2020 não deixa margem para dúvidas: os Estados Unidos da América têm a Marca País mais forte do mundo em Turismo e em Investimento. Com receitas turísticas ímpares, valores históricos no World Bank Database e robustas pesquisas no Digital Demand – D2 ©, a hegemonia estadunidense ainda não encontrou um adversário à altura. No restante Top 10, foram cinco as Marcas País que conseguiram marcar presença em ambas as dimensões: Hong Kong, Reino Unido, Itália, França e Alemanha.
Depois de uma excecional prestação no anterior ranking de Turismo, a Ásia mostra-se agora em declínio, contando apenas com a ascensão surpresa de Hong Kong para o 2º lugar na tabela mundial e a brilhante subida do Japão para o 8º lugar. A Tailândia caiu inesperadamente para a 6ª posição, a China desceu seis posições para o 13º, Singapura quase abandonou o Top 15 e a Índia deslizou para o 18º lugar. Macau e Taiwan, respetivamente em 29º e 34º, foram as principais saídas do Top 25 global, contribuindo assim para a tendência negativa da Ásia.
Já a Europa viu destinos tradicionais como França e Alemanha perderem terreno, embora ainda dentro do Top 10 mundial, sendo ultrapassados pela Itália, que se instalou na 7ª posição. Apesar do Brexit, o Reino Unido prepara-se para reclamar um lugar no pódio, agora que alcançou um brilhante 4º lugar. Espanha, por sua vez, segurou a 3ª posição. Portugal e Croácia que ganham relevo internacional no Top 25, com muito mérito da sua estratégia de marca.
No que diz respeito à América, o México quase figurou no Top 10, subindo cinco posições até ao 11º lugar, embora apenas os Estados Unidos façam parte da lista vencedora. O Canadá perdeu terreno e abandonou o Top 15 para o 16º lugar. Apesar de não constar do Top 25 global, a Costa Rica ascendeu quatro patamares no ranking americano e passou a ser a 5ª marca mais influente no Turismo, ultrapassando o Peru. Contudo, a América Latina teve desempenhos mistos devido às quedas da Argentina, do Chile, do Uruguai e da Venezuela.
Por outro lado, a Oceania viu a Austrália segurar a 5ª posição mundial e a Nova Zelândia subiu seis posições até ao 25º lugar, pela primeira vez na história do Bloom Consulting Country Brand Ranking ©.
O Egito representa o grande regresso em África, seguido da África do Sul, que perdeu a liderança no continente.
Na edição de Negócios, o destaque vai para a Índia, que passou a ser vice-campeã da Ásia, e subiu cinco posições até ao 4º lugar mundial, estando agora à frente do Brasil, Hong Kong, França e Austrália.
Na Ásia, a China, que desceu bastante no Turismo, ascendeu ao 3º lugar em investimento e, em sentido contrário, Hong Kong, o vice-campeão do Turismo, decresceu cinco posições até ao 10º lugar. Singapura deixou o Top 10 e a Tailândia deu uma forte queda até ao 21º lugar, embora a Indonésia e a Malásia estejam a recuperar na classificação global, posicionando-se atualmente em 18º e 22º.
França e Alemanha tiveram uma boa prestação: o primeiro país ascendeu ao 6º lugar e o segundo conseguiu entrar no Top 10 mundial. O Reino Unido manteve o seu sólido 2º lugar. A Europa também viu a Holanda e a Irlanda seguirem em frente para o 12º e 13º lugares. Todavia, foi a Suíça que registou a melhor subida, de 13 posições até ao 20º. Portugal merece uma menção especial por ter conseguido figurar no Top 25 global, pela primeira vez no Bloom Consulting Country Brand Ranking.
A par dos Estados Unidos, o Brasil e o Canadá representam a América no Top 10 mundial, em 5º e 8º lugares, embora ambos não estejam a passar por uma boa fase em termos de captação de investimento estrangeiro. O México e a Colômbia marcam igualmente presença no Top 25, em 16º e 23º. O Panamá conseguiu entrar no Top 10 americano e o Equador alcançou o 15º lugar no mesmo ranking. Quase todas as nações das Caraíbas conseguiram melhorar o seu desempenho, com as Ilhas Caimão a serem as mais bem posicionadas regionalmente em 12º.
A Austrália manteve o seu 7º lugar global, mas ao contrário do ranking de Turismo, a Nova Zelândia não consta das 25 melhores marcas do mundo, estando agora em 42º. Não obstante, estes dois países lideram a Oceânia, em 1º e 2º lugar, respetivamente.
África manteve a África do Sul e a Nigéria na liderança do continente, mas não foi capaz de os guiar para além das 36º e 38º posições globais. Apesar do Egito ser uma Marca País forte em Turismo, apenas alcançou o 3º lugar no ranking de Negócios regional, ultrapassando Marrocos. No entanto, a Etiópia é o nome a decorar nesta edição de investimento devido à sua ascensão até ao 7º lugar, podendo ser a próxima Marca País emergente no continente e no mundo.

Metodologia

Bloom Consulting Country Brand Ranking © é um estudo bianual desenvolvido pela Bloom Consulting, baseado num algoritmo proprietário, que combina quatro variáveis chave para analisar o sucesso de Marcas de Países e Territórios, bem como a sua prestação nos últimos cinco anos. As variáveis do ranking têm em consideração o desempenho económico, as pesquisas proativas nos motores de busca (medidas pela ferramenta Digital Demand – D2 ©), a sua prestação online (redes sociais e websites) e, ainda, o seu desempenho digital, de modo a apresentar uma avaliação de marca precisa e objetiva.
Os resultados do Bloom Consulting Country Brand Ranking© não só medem as perceções e o apelo de uma Marca País nas dimensões de Turismo e de Negócios, como também classifica o desempenho da Marca País de uma forma tangível e realista. A edição 2019/2020 inclui 198 Marcas País únicas no ranking do Turismo e 194 no Investimento.

Sobre a Bloom Consulting

Fundada em 2003, a Bloom Consulting é uma consultora especializada no desenvolvimento e avaliação de estratégias para governos locais, regionais e nacionais em todo o mundo e colabora com Presidências, Governos e Municípios, bem como Agências de Turismo e de Investimento. A Bloom Consulting trabalha na área de Place Branding, Country Branding e City Branding e conta com mais de 70 clientes nos cinco continentes, incluindo Suécia, Costa Rica, Seicheles, Israel e Austrália. Para além disso, a Bloom Consulting é um parceiro oficial do World Economic Forum, fornecendo dados para o seu Travel and Tourism and Competitiveness Report.

Aveiro | APRENDER A FALAR EM PÚBLICO E A FAZER APRESENTAÇÕES | 2 e 4 de outubro | UNAVE-UA

Falar em público não é fácil, para a maior parte das pessoas, mas, quem é que, hoje em dia, não tem de falar para uma plateia maior ou mais pequena, mais ou menos interessada e heterogénea, por razões de ordem profissional ou de mero relacionamento social, como para apresentar um produto, uma ideia ou um projeto?
A pensar nessas dificuldades, a UNAVE - Associação para a Formação Profissional e Investigação da Universidade de Aveiro, vai realizar, nos dias 2 e 4 de outubro, um curso, “Falar em Público & Técnicas de Apresentação”, destinado, precisamente, aacelerar a aquisição de competências de comunicação e oratória para a obtenção dos melhores resultados.

O curso, com um total de 16 horas presenciais, vai possibilitar, aos participantes, treinar e desenvolver competências de comunicação e de realização de apresentações; perceber e aplicar as técnicas e ferramentas mais adequadas para a conceção e realização de uma apresentação; entender como podem adequar técnicas e ferramentas de apresentação a diferentes contextos, audiências e temas; compreender a importância das boas práticas de apresentação e a sua influência no seu desempenho profissional e identificar as diferentes formas de retenção do conhecimento;

Pensado, especialmente, para empresários, gestores, empreendedores e responsáveis pela liderança de organizações, mas, também, para docentes, investigadores, consultores e formadores, envolvidos diariamente em atividades de gestão de pessoas e/ou de projetos, o curso será ministrado pela formadora Alexandra Ataíde.

Alexandra Ataíde é empreendedora na área do desenvolvimento de competências transversais, coordenadora e cofundadora do TO BE DO – happy people can create everything, um projeto destinado a desenvolver talentos e competências transversais de pessoas e equipas nas organizações e nas escolas, e formadora em áreas comportamentais de como falar em público e técnicas de apresentação, liderança, comunicação não violenta e resolução de conflitos.

Licenciada em Ciências da Comunicação pela Universidade Nova de Lisboa, Alexandra Ataíde frequenta, atualmente, um programa de empreendedorismo social na IES – Social Business School, onde é mentora de iniciativas de empreendedorismo social, e é doutoranda em Educação na Universidade de Aveiro.


Investigação | Inteligência Artificial aplicada ao estudo da Vida Selvagem


Uma equipa de cientistas, do Primate Models Lab da Universidade de Oxford (Reino Unido) e do Centre for Functional Ecology da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC), desenvolveu um software inovador baseado em Inteligência Artificial (IA) para deteção e reconhecimento de rostos de primatas em ambiente selvagem.

A partir de agora, lê-se no artigo científico com os resultados da investigação publicado esta quarta-feira na revista “Science Advances”, cientistas e conservacionistas da vida selvagem vão conseguir poupar bastante tempo e recursos na análise de vídeo recorrendo à Inteligência Artificial.

O novo software, desenvolvido durante dois anos, usa os últimos avanços de “Deep Learning” (aprendizagem profunda, em português, uma área da Inteligência Artificial), para detetar, rastrear e reconhecer os rostos individuais de chimpanzés na natureza, juntamente com um conjunto de ferramentas gratuitas que permitem a outros investigadores identificar vídeos e treinar o software com os seus próprios conjuntos de dados.

Este estudo é o primeiro a rastrear e reconhecer continuamente indivíduos numa ampla variedade de poses, e executa com alta precisão vídeos mais complexos, caracterizados por condições naturais variáveis, como baixa iluminação, baixa qualidade de imagem e desfoque do movimento. O modelo computacional foi treinado utilizando mais de 10 milhões de imagens de rosto de chimpanzés selvagens na Guiné Conacri, do arquivo de vídeo da Universidade de Quioto.

Considerando que as abordagens existentes, como visitas de campo para recolha de dados e análise manual, consomem demasiado tempo e recursos, a primatóloga Susana Carvalho, coordenadora da investigação e orientadora de Daniel Schofield (primeiro autor do artigo), assinala três grandes mais-valias da nova ferramenta: «a primeira é possibilitar análises de volumes enormes de vídeos de animais diretamente. Houve muitas tentativas anteriores de conseguir esta identificação automática de indivíduos, mas nunca foi possível superar os desafios dos vídeos que fazemos em habitat natural, com mudanças de luz, de zooms, variação na qualidade ao longo do tempo, e muito mais. Tudo o que se fez antes foi feito ou em cativeiro, ou a partir de fotos - nunca de raw vídeos como é o caso do nosso trabalho».


No caso dos chimpanzés, exemplifica, «em que muitas comunidades têm sido estudadas em África nos últimos 40 anos, imagine-se o tesouro científico, o potencial acumulado em milhões de vídeos arquivados, que guardam informação sobre os mesmos chimpanzés desde a infância até à idade adulta? Processar este volume de forma manual é quase impossível, mas com as ferramentas que criámos, é possível automatizar uma parte desse trabalho».

A segunda vantagem «é que, ao automatizar a identificação de indivíduos, obtém-se também a automação das redes sociais desses indivíduos no seu grupo (produzindo automaticamente as chamadas Social Network Analysis). Com isso conseguimos ver a posição do indivíduo no seu grupo, ao longo dos anos - como indica o artigo, os indivíduos mais velhos do nosso grupo de Bossou mostram mais isolamento e distância relativamente ao grupo à medida que envelhecem», diz a primatóloga do Centre for Functional Ecology da FCTUC e coordenadora do Primate Models Lab da Universidade de Oxford.

Por último, outro grande benefício, «talvez o mais importante, é o imenso potencial que isto abre para aplicações no trabalho de conservação de animais, particularmente em primatas (embora o nosso sistema possa ser adaptado a outras espécies), existe um potencial enorme para identificação de indivíduos, contagem automática de indivíduos em cada frame, etc.», nota Susana Carvalho.

Embora o estudo se tenha focado nos chimpanzés, os autores acreditam que o software e as ferramentas fornecidas possam ser aplicados a outras espécies e que ajudem a impulsionar a adoção de sistemas de Inteligência Artificial para resolver uma série de problemas nas ciências da vida selvagem.

Aliás, Susana Carvalho frisa que o projeto não termina aqui: «continuamos a trabalhar com o "Vision Group', liderado pelo Prof. Andrew Zisserman, da Faculdade de Engenharia em Oxford, onde estamos a desenvolver o mesmo sistema para outros primatas, designadamente babuínos do Parque da Gorongosa, e a dar os primeiros passos para automatizar análise de comportamentos a partir de vídeos, isso seria outro passo gigantesco para o campo de análise e evolução de comportamento de animais».

Imagens e demonstração do software estão disponíveis: aqui

Cristina Pinto

Porto de Mós ao Professor prepara novo ano letivo


Em vésperas do arranque do novo ano letivo, o Município de Porto de Mós promoveu a Receção ao Professor, no dia 3 de setembro, no Castelo de Porto de Mós, com o objetivo de apresentar ao corpo docente do concelho o Plano de Atividades Educativas e o tema principal que servirá de base de trabalho para o desenvolvimento de atividades de vários âmbitos, no decorrer do ano letivo, este ano subordinado dedicado à Sustentabilidade Ambiental – Desafios e Estratégias.

Durante a sessão o Presidente da Câmara Municipal de Porto de Mós, Jorge Vala, a Vereadora da Educação Telma Cruz e os responsáveis pelas instituições de ensino locais: Agrupamento de Escolas de Porto de Mós, na pessoa do seu Diretor, Rui Cláudio, e o Instituto Educativo do Juncal, na pessoa da sua Diretora, Tânia Galeão, tomaram a palavra para dar as boas vindas aos presentes e desejar um ano letivo cheio de sucessos para alunos e professores.

Também as técnicas Lisete Oliveira, das Águas do Centro Litoral e Patrícia Vala Carreira, da Câmara Municipal de Porto de Mós, intervieram, no sentido de explicar a importância do tema escolhido para este ano letivo - Sustentabilidade Ambiental – Desafios e Estratégias – assim como várias das atividades que serão desenvolvidas nesse âmbito.

O encontro terminou com a apresentação da peça Stª. Joana do Juncateatro – Teatro Regional do Juncal.

Patrícia Alves

Câmara de Cantanhede fixou valores da ação social escolar para o ano letivo 2019/2020


A Câmara Municipal de Cantanhede aprovou os termos dos apoios a conceder no âmbito da ação social escolar, designadamente os valores do subsídio de refeição e do auxílio económico a estudantes carenciados.
Com estes dois tipos de apoio, pretende-se criar condições para uma efetiva igualdade de oportunidades no acesso ao ensino e ao sucesso educativo, através de ajudas pecuniárias que se destinam a corrigir as desigualdades sociais, por forma a diluir os efeitos de fatores que de algum modo contribuem para o absentismo escolar e para o insucesso de crianças de agregados familiares mais desfavorecidos.
No que diz respeito ao “Programa de Generalização de Fornecimento de Refeições”, a Câmara de Cantanhede assegura alimentação gratuita a cerca de 170 crianças de agregados familiares carenciados, ao abrigo dos critérios de atribuição de subsídios nesta vertente, enquanto centenas de outras, em função do seu nível de rendimento, beneficiam de um apoio de 50% do valor que compete pagar pelas famílias. É de salientar ainda que, nos termos da lei, a Câmara Municipal comparticipa já o custo das refeições de todos os alunos, independentemente da sua condição socioeconómica.
Quanto aos auxílios económicos, o seu carácter integral ou parcial é determinado pelo posicionamento dos estudantes nos escalões de apoio atribuídos pela respetiva entidade de previdência (abono de família da Segurança Social ou outros).
De um total de 1.150 inscritos no 1.º Ciclo do Ensino Básico, são cerca de 300 os alunos pertencentes aos agregados familiares integrados nos 1.º e 2.º escalões de rendimentos determinados para efeitos de atribuição de abono de família, sendo o nível de apoio determinado em função do posicionamento nesses escalões. Assim, os do 1.º escalão recebem o montante de comparticipação para auxílios económicos definido pela tutela, além da comparticipação de 100% nos custos das refeições escolares, enquanto os do 2.º escalão têm direito a 50% de comparticipação, num e noutro caso.
Os apoios a famílias de estudantes carenciados estão estabelecidos no Plano de Ação Social Escolar do Município de Cantanhede, documento que estabelece as condições para atribuição de apoio social escolar aos alunos que frequentem estabelecimentos de ensino do 1.º CEB da rede pública do concelho, nas modalidades de apoio alimentar, auxílios económicos e acesso a recursos pedagógicos. Conforme consta no documento, o objetivo é prevenir a exclusão social e o abandono escolar, bem como promover o sucesso educativo, diligenciando no sentido de que todos os alunos cumpram a escolaridade obrigatória com sucesso.




Makro traça metas e avança soluções de combate ao plástico

A Makro Portugal encontra-se empenhada em construir um futuro onde a redução da utilização do plástico seja uma evidência e já oferece alternativas. Até 2023, em conjunto, pretende economizar 300 toneladas de plástico em conjunto com os restantes países da METRO e até 2025 ambiciona capacitar os seus clientes de ferramentas para reduzir a sua pegada ecológica.
Este é um processo que já vem sendo traçado desde de 2014, ano em que a Makro Portugal começou a disponibilizar alternativas ao plástico provenientes de fontes renováveis, compostáveis e biodegradáveis, que não interferem na cadeia de abastecimento alimentar. Através de algumas destas matérias, este ano os clientes Makro puderam contar com uma gama completa de soluções alternativas ao plástico a preços competitivos, como palhinhas, talheres, pratos, copos, sacos.
“A Makro Portugal trabalha para o 12º Objetivo de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas, que visa o Consumo e Produção Responsáveis. Por isso, estamos comprometidos com a transição para uma economia circular, na qual produtos e materiais circulam para eliminar o desperdício”, informa Nuno Nogueira Oliveira, Quality Assurance Manager & Sustainability Officer da Makro Portugal.
As próximas metas da empresa grossista passam por aumentar a consciencialização entre colaboradores e clientes para mudar padrões de consumo, otimizar os processos de gestão de resíduos e oferecer pontos de recolha nas lojas para aumentar a taxa de recolha e reciclagem, trabalhar com os fornecedores para disponibilizar aos clientes uma gama de produtos e soluções sustentáveis, otimizar as embalagens das marcas próprias para reduzir o seu impacto ambiental, impulsionado pelo princípio dos 3R – “reduzir, reciclar, renovar”.
“O futuro prepara-se no passado e faz-se no presente – esta frase ilustra bem o trabalho que tem sido desenvolvido pela MAKRO Portugal. Ao participar desde 2014 na METRO PLASTIC INICIATIVE, em conjunto com 12 países da METRO, contribuímos para a optimização de 11.000 embalagens nas nossas marcas próprias, para a redução de 400 toneladas de material. Neste último ponto em particular a MAKRO Portugal conseguiu encontrar alternativas ao PVC em 100% das embalagens nas suas Marcas Próprias (Makro Chef, Makro Professional, ARO e Rioba), substituindo um plástico considerado ’problemático’ pelos resíduos tóxicos resultantes da sua produção e eliminação”, conclui o responsável.
Os clientes da empresa grossista podem assim assumir a responsabilidade e contribuir ativamente para a preservação dos ecossistemas locais. A Makro compromete-se a apoiar os seus clientes durante o período de transição dos plásticos de uso convencional com informações sobre como usar e descartar os materiais alternativos com eficiência.
Para mais informações: www.makro.pt/