quarta-feira, 13 de maio de 2020

Portugal é 19.º no mundo na transição para energias limpas

Portugal é 19.º no mundo na transição para energias limpas
Portugal está em 19.º lugar entre 115 países na transição para energias limpas, indicou hoje o Fórum Económico Mundial (FEM), que alertou para eventuais retrocessos à escala global devido à pandemia da covid-19.
Portugal desceu três lugares em relação a 2019 no relatório da FEM, no qual se salientou que a maioria dos países está a fazer progressos no processo de transição para energias menos poluentes, mas também que a pandemia da covid-19 pode levar a retrocessos.
O organismo publicou hoje um relatório baseado no Índice de Transição Energética 2020, que avalia o desempenho dos sistemas de energia de 115 países, em função do desenvolvimento e crescimento económico, sustentabilidade ambiental e indicadores de segurança energética, bem como a preparação das economias mundiais para "a transição para sistemas de energia seguros, sustentáveis, acessíveis e inclusivos".
Portugal está em 19.º lugar, com uma pontuação de 64,2% (era 16.ª em 2019, com 65%), numa lista liderada pela Suécia, pelo terceiro ano consecutivo, seguindo-se Suíça e Finlândia.
França, em 8.º lugar, e Reino Unido, em 7.º, são os únicos países do G20 no 'top' 10, apontou o estudo.
Os Estados Unidos ficaram de fora do top dos 25 mais bem classificados pela primeira vez, por causa da "incerteza regulatória para a transição energética", indica o relatório.
Apenas dois países de língua portuguesa figuram no ranking, com o Brasil em 47.º lugar e uma pontuação global de 57,9%, e Moçambique, em 109.º, com 42%.
A maioria dos países, 94 dos 115 analisados, registaram progressos desde 2015, apontou o FEM em comunicado, alertando no entanto que as alterações sem precedentes provocadas pelo novo coronavírus põem em perigo a transição para energias limpas.
A redução na procura de energia e a volatilidade dos preços representam riscos para a continuação da transição energética, apontou o organismo, instando os países a utilizar esta crise "para repensar a forma como a energia é produzida, fornecida e consumida", introduzindo mudanças que respeitem o meio ambiente.
A incerteza económica gerada pelo novo coronavírus também poderá levar ao aumento do peso das faturas dos serviços energéticos nos orçamentos das famílias, num futuro próximo, alertou o organismo.
Entre as sugestões do FEM para inverter esta tendência está a criação de pacotes de ajuda à recuperação económica que tenham em conta estratégias de longo prazo e incluam estímulos à transição energética para energias mais limpas, com a adoção de sistemas energéticos "inclusivos e sustentáveis".
Apesar de 75% dos países estudados terem melhorado os seus indicadores de sustentabilidade ambiental nos últimos cinco anos, o Fórum Económico Mundial considerou que os progressos não são suficientes, sublinhando que a sustentabilidade é o indicador que menos progride.
O índice ETI avalia a limitação dos subsídios energéticos, a redução da dependência das importações, os compromissos políticos para a transição energética, o investimento em energias limpas, a inovação e a eliminação gradual do carvão, entre outros critérios.
Lusa

América supera Europa em infetados e é novo foco mundial da pandemia

América é novo foco mundial da pandemia - Renascença
O continente americano ultrapassou esta terça-feira a Europa no número de infetados com a covid-19 ao registar cerca de 1,74 milhões de casos, tornando-se no novo foco mundial da pandemia.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou que a América regista agora 1,74 milhões de casos confirmados de coronavírus e superou a Europa, que totalizava 1,73 milhões nas últimas horas e era, desde meados de fevereiro, o 'epicentro' da pandemia.
Contudo, as mortes por covid-19 no continente americano, que na segunda-feira ultrapassou a barreira dos 100 mil óbitos, são significativamente inferiores aos quase 160 mil registados na Europa, segundo dados divulgados pela OMS.
Os dados que a Universidade Johns Hopkins atualiza todos os dias ajudam a ter uma ideia sobre a evolução da doença e seu impacto sobre os índices de mortalidade nos países.
A instituição estimou que a taxa de mortalidade por 100 mil habitantes devido à covid-19 é de 24,66 nos Estados Unidos; 13,80 no Canadá; 12,56 no Equador; 6,13 no Peru; 5,96 no Panamá; 5,56 no Brasil; 2,83 no México; 1,72 no Chile; 1,21 em Honduras; 1,07 na Bolívia, 0,96 na Colômbia e 0,71 na Argentina.
Dada a magnitude dos números, a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) declarou-se "muito preocupada" com a velocidade com que a covid-19 está a propagar-se no continente americano, onde na última semana foram contabilizados mais 266.269 casos.
"Estamos muito preocupados com a rapidez com que a pandemia está a propagar-se. A nossa região levou três meses para atingir um milhão de casos, mas menos de três semanas para quase duplicar esse número", disse a diretora da organização, Carissa Etienne.
A diretora da OPAS alertou que, devido a esse crescimento na mortalidade e transmissão do vírus na América do Sul, os sistemas de saúde em grandes centros urbanos como Lima [Peru] ou Rio de Janeiro [Brasil] "estão rapidamente a ficar sobrecarregados".
De resto, os EUA registaram quase 1.900 mortes nas últimas 24 horas, um novo aumento no número diário de óbitos causados pela covid-19, após dois dias de declínio acentuado, de acordo com a contagem da Universidade Johns Hopkins.
A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 290 mil mortos e infetou mais de 4,2 milhões de pessoas em 195 países e territórios.
Mais de 1,4 milhões de doentes foram considerados curados.
Lusa

Deco recebeu 3.600 pedidos de ajuda desde o estado de emergência

Deco recebeu 3.600 pedidos de ajuda desde o estado de emergência ...
A Deco recebeu 3.600 pedidos de ajuda, entre 18 de Março e 11 de maio, por parte de famílias em dificuldades financeiras devido à redução de rendimentos causada por situações de desemprego, 'lay-off' ou não pagamento de salários.
A coordenadora do Gabinete de Proteção Financeira (GPF) da Deco, Natália Nunes, habituada a lidar com casos de famílias sobre-endividadas, registou uma mudança nos motivos e no tipo de pedido de ajuda que chegaram a este gabinete desde que o país entrou em estado de emergência e, posteriormente, em estado de calamidade, devido à pandemia de covid-19.
"São dados que em nada têm a ver com os de anos anteriores", referiu Natália Nunes, assinalando que nestes quase dois meses as solicitações que chegaram ao GPF partiram de famílias que "vinham de uma situação mais ou menos normal, que estavam a trabalhar e que, de um momento para o outro, deixaram de ter rendimentos".
Segundo Natália Nunes, trata-se de situações "muito diferentes daquelas a que já" se assistiu.
No topo das preocupações destas famílias não está a prestação do crédito da casa, mas a falta de dinheiro para comprar "coisas básicas", como alimentação ou as contas da luz, água e gás, sublinhou à Lusa a coordenadora do GPF da Deco -- Associação de Defesa do Consumidor.
A perda de rendimentos foi o motivo que levou 27,3% destas famílias a pedir ajuda, a que se somaram 23,5% que recorreram ao GPF por estarem no desemprego, 15,5% por se terem visto numa situação precária e 2,6% devido a negócio mal sucedido.
"Mais de 70% dos [3.600] pedidos de ajuda têm a ver com este aspeto da diminuição de rendimentos ou até da ausência total de rendimentos", precisou Natália Nunes, especificando que nestes 70% há "uma grande parte" explicada pela perda de rendimentos informais, pela entrada em 'lay-off' (redução temporária dos períodos normais de trabalho ou suspensão dos contratos de trabalho), o não pagamento de salários e ausência total de rendimentos.
Com a moratória do crédito à habitação, a prestação da casa não é, pelo menos no imediato, a maior preocupação destas pessoas.
"A questão do pagamento do crédito à habitação neste momento não é uma das grandes preocupações das famílias. Com toda a certeza irá sê-lo a partir de setembro. Neste momento ainda não é", afirmou a coordenadora do gabinete de Proteção Financeira da Deco.
De acordo com os dados do GPF, 42% dos pedidos de ajuda que chegaram ao gabinete foram para aconselhamento sobre as medidas tomadas pelo Governo no âmbito da covid-19, bastante acima dos 25,1% que procuraram aconselhamento sobre a forma de reestruturarem os créditos, sobretudo pessoais e de cartão de crédito.
Houve ainda 1,2% que pediram aconselhamento sobre a forma de aceder aos apoios sociais existentes.
A forma como a pandemia e as medidas tomadas para conter a sua propagação se foram prolongando no tempo alterou os causas para o recurso ao GPF da Deco, referiu Natália Nunes, precisando que, em março, as famílias, já "muito preocupadas", procuravam essencialmente informação, enquanto que em abril ainda procuravam informação, mas queriam sobretudo ajuda. Já este mês procuram ajuda para serem encaminhadas para apoios sociais e para reestruturar os créditos.
Durante o mês de abril o GPF iniciou 234 processo de intervenção, através dos quais é dado apoio na renegociação de dívidas, entre outras medidas. Deste total, 41% dizem respeito a trabalhadores do setor privado e 17% a desempregados
Lusa

terça-feira, 12 de maio de 2020

Castelo de Paiva | Objectivo é proteger habitações localizadas na encosta da serra

CÂMARA MUNICIPAL ARRANCA COM EMPREITADA PARA A ESTABILIZAÇÃO DOS PENEDOS DE S. DOMINGOS
Depois da abertura de concurso público para a Empreitada de Estabilização dos Penedos do Monte de S. Domingos, uma intervenção de engenharia para travar ou impedir derrocadas ou deslocamentos dos enormes penedos localizados na encosta do Monte de São Domingos, na Raiva, uma obra reivindicada há imenso tempo, dada a natural preocupação sempre manifestada pela comunidade que habita naquela zona do concelho, a Câmara Municipal de Castelo de Paiva assinou esta semana o auto de consignação para o inicio dos trabalhos, uma empreitada entregue à empresa Castro Paiva Construções Ldª, com um custo aproximado de 445, 248 euros.

Recorde-se que, no períodos de 2000 a 2003, o Monte de São Domingos, localizado no território da União de Freguesia da Raiva, Pedorido e Paraíso, foi afectado por vários incêndios que destruíram a vegetação e alteraram de forma significativa a evolução dos blocos rochosos das suas encostas, o que conduziu à queda de blocos rochosos ao longo das vertentes até às proximidades das habitações que se encontram junto à Estrada Municipal 1123, constituindo um perigo para quem ali mora.
Por outro lado, foi em 2006, que o Governo, através do Secretário de Estado do Ordenamento do Território e das Cidades, assumiu que o estudo de estabilidade dos Penedos de S. Domingos da Serra, seria financiado pelo PO Norte, a 75% e a autarquia paivense assumiria a componente nacional do investimento, no âmbito de uma candidatura à medida 3.16- ambiente do Programa ON – Operação Norte, mas só recentemente foi possível lançar o concurso, tendo em conta o risco iminente, por força do grande incêndio de Outubro de 2017, que resultou que muitos mais afloramentos rochosos ficassem expostos e em risco de queda.

A obra, agora anunciada pela Câmara Municipal de Castelo de Paiva, está orçada em 445,248 euros e terá um financiamento de 75% dos Fundos Comunitários (POSEUR) em cerca de 333, 936 euros, e 25% pelo Município Paivense, num valor de 111, 312 euros., sendo o prazo de execução da obra de 365 dias.

O edil paivense Gonçalo Rocha evidenciou a importância e oportunidade da obra, uma empreitada possível que mereceu um especial agradecimento ex Secretário de Estado da Protecção Civil, Artur Neves, pela forma decisiva como ajudou a encontrar o apoio financeiro no Portugal 2020, deixando também um reconhecimento particular à equipa municipal, à Junta de Freguesia da União de Freguesias Raiva Pedorido e Paraíso e aos colaboradores municipais.

Carlos Oliveira 

Valentina foi espancada pelo pai até às morte e viveu horas em agonia. Irmãos viram a irmã morrer

A autópsia terá confirmado o que se temia, a PJ afirmou não ter dúvidas de que houve crime de homicídio, e de ocultação de cadáver e outros.

Os resultados preliminares de Medicina Legal confirmaram que a menina viveu em agonia pelo menos durante 13 horas.

O pai da criança revelou que espancou a filha na casa de banho, por esta se manter em silêncio quando questionado sobre se era vítima de abusos sexuais por parte de um amigo da mãe.

Os irmãos terão ouvido barulhos, e pouco depois viram a menina deitada no sofá, onde ficou o dia todo. O pai disse-lhes que a meia irmã deles estaria com dores de barriga, razão pela qual estava inanimada.

O exame médico confirma que a menina morreu com convulsões provocadas pelo espancamento, e, apesar da madrasta da menina não ter participado nas agressões, o MP considerou Márcia coautora do homicídio.

Por Paulo André
- 12 de Maio, 2020
Bombeiros24

Cantanhede | Requalificação da rede viária do Município


Câmara Municipal investe oito milhões de euros

A Câmara Municipal de Cantanhede abriu o procedimento concursal para a requalificação da rede viária na União das Freguesias de Vilamar e Corticeiro de Cima e nas freguesias da Tocha e da Sanguinheira, no valor global de mais de 636 mil euros.
“A rede viária do Concelho de Cantanhede está manifestamente degradada e com necessidade de reabilitação premente pelo que foi definido um plano de intervenções que visa a reabilitação da mesma e que será aplicado nas diferentes Freguesias / Uniões de Freguesias do Concelho”, referiu Helena Teodósio, presidente da Câmara Municipal de Cantanhede.
Assim, no que diz respeito à União das Freguesias de Vilamar e Corticeiro de Cima, a intervenção vai decorrer nas ruas Joaquim Vila Ramos e na Rua Dr. Luís Rosete, ambas em Corticeiro de Cima e também nas ruas Central Norte e Central Sul, em Vilamar. Nesta União de Freguesias, o investimento total é de 265.099,11 euros (IVA incluído), tendo um prazo de execução de 120 dias.

No que respeita às freguesias da Tocha e Sanguinheira (investimento total de 370.168,17 euros, com IVA incluído), a intervenção vai decorrer no Trecho da Rua das Escolas, na Tocha (com PK0+000 no final do viaduto da A17, prolongando-se por 2695m), no Trecho da Rotunda da EM583 à passagem sobre a A17 (Rua das Escolas), em Sanguinheira (com PK0+000 após a rotunda da EM583, prolongando-se até ao final do viaduto da A17, ao PK2+325) e no Trecho da Passagem sobre a A17 a Tavaredes, incluindo transversais à EM583, na Tocha, na Freguesia de Sanguinheira (com PK0+000 no final do viaduto da A17, prolongando-se por 2045m até Tavaredes).
Importa referir que nestas obras, os trabalhos a desenvolver são: trabalhos preparatórios pontuais, de tratamento, fresagem, reforço e regularização do pavimento existente, reabilitação da drenagem pluvial, aplicação de camada de pavimento betuminoso e execução de sinalização horizontal.
“As execuções destas obras fazem parte de um programa de ação que temos para a requalificação de toda a rede viária do concelho, num investimento total de oito milhões de euros”, acrescentou a presidente da edilidade.

Marinha Grande | Câmara aposta na formação e sensibilização online

A Câmara Municipal da Marinha Grande criou um programa de formação e sensibilização online dirigido a famílias e a funcionários de escolas, que visam capacitar este público-alvo para questões relacionadas com a psicologia, nutrição e interação social.

Os workshops vão ser realizados no âmbito do Plano Inovador de Combate ao Insucesso Escolar (PICIE) e pretendem abordar a conciliação do tempo e das tarefas da família durante a fase pandémica da COVID19; questões alimentares, como qual a melhor composição de uma refeição durante o período de isolamento; questões psicológicas/emocionais e de comunicação entre pais e filhos.

Segundo a vereadora da educação, Célia Guerra, “este programa de workshop's tem como objetivo potenciar o sucesso escolar dos alunos, a promoção do envolvimento parental, a capacitação de competências para famílias e comunidade escolar".

"Neste momento de isolamento e tendo em conta o encerramento dos estabelecimentos de ensino, queremos alunos com bons resultados, mais capazes e mais felizes, na escola e na sua vida familiar. Daí resulta que uma das grandes missões deste programa é dar às famílias meios e informação relativos a questões psicológicas, emocionais e de comunicação com os seus filhos e educandos”, continua Célia Guerra.

A vereadora da Educação acrescenta que “em relação aos professores, não há formação especifica, mas há uma articulação muito próxima, assim como com as direções dos três agrupamentos de escolas, na medida que é fundamental o apoio de grande proximidade entre todos os elementos da comunidade escolar, para fazer face a este grande desafio que todos estamos a ser postos à prova”.

As ações de sensibilização vão ser transmitidas online na plataforma JITSI (https://meet.jit.si/). A participação é gratuita, através do link https://forms.gle/yGZimJHaCEqXmSKG9

O ciclo de workshops para as famílias é o seguinte:

12 de maio . 18h00
Estratégias alimentares durante o isolamento social
Nutricionista, Marta Malhó

26 de maio . 18h00
Gerir conflitos entre irmãos
Mediadora Intercultural, Rosa Coelho

Além deste ciclo de workshop’s, irão realizar-se outras ações de formação especialmente dirigidas aos funcionários que desempenham as funções de Assistentes Operacionais nos diferentes estabelecimentos de ensino do concelho.

Para os assistentes operacionais, vão ser abordados os seguintes temas:

13 de maio . 16h00
A influência da alimentação no comportamento das crianças
Nutricionista, Marta Malhó

 20 de maio . 16h00
Como gerir as situações de bullying?
Mediadora Intercultural, Rosa Coelho.
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