quarta-feira, 13 de maio de 2020

Bispo espera ter peregrinos em Fátima em Agosto

Bispo espera ter peregrinos em Fátima em agosto - Atualidade - SAPO
O bispo de Leiria-Fátima afirmou hoje que espera em Agosto poder já ter "bastantes peregrinos" no Santuário, que estará hoje e na quarta-feira de acesso fechado face à pandemia da covid-19.
"Espero bem que em Agosto já possamos ter aqui presentes bastantes peregrinos e sobretudo na [peregrinação] de Outubro. É uma esperança", disse o bispo de Leiria-Fátima, o cardeal António Marto, que falava aos jornalistas na conferência de imprensa antes das celebrações da peregrinação internacional de Maio, que começaram hoje e termina na quarta-feira-
O Santuário de Fátima vai celebrar os dias 12 e 13 de maio sem peregrinos nos seus espaços pela primeira vez na história, na sequência das decisões sanitárias determinadas pelas autoridades de saúde face à pandemia da covid-19.
As celebrações decorrem no Recinto de Oração, apenas com a presença de pessoas diretamente implicadas nos diferentes momentos da peregrinação.
Portugal contabiliza 1.163 mortos associados à covid-19 em 27.913 casos confirmados de infeção, segundo o último boletim diário da Direção-Geral da Saúde (DGS) sobre a pandemia.
Lusa

É oficial: já há data de retoma para o campeonato português de futebol

Tribuna Expresso | Já há data oficial para o regresso da I Liga ...
A bola vai voltar a rolar na Liga NOS a 4 de junho, data marcada para o primeiro jogo da 25.ª jornada, segundo confirmação oficial da Liga Portugal.
"Por forma a garantir que são rigorosamente vistoriados os estádios e realizados os testes médicos a todos os profissionais envolvidos nos jogos e na respetiva organização, está apontada a data de 4 de junho de 2020 para o primeiro jogo da 25.ª jornada da Liga NOS", lê-se na nota da Liga Portugal, publicada hoje.
Recorde-se que, com o fim do estado de emergência no dia 3 de maio, o Governo autorizou o regresso dos jogos à porta fechada da principal competição de futebol, no fim de semana de 30 e 31 de maio, referindo a Liga Portugal que "o Executivo enquadrou esta competição profissional como uma das atividades autorizadas ao desconfinamento".
A decisão que, porém, estava dependente de aprovação da DGS, que, no passado domingo, "emitiu o parecer técnico sobre as condições do regresso da Liga NOS à competição", segue o comunicado.
No parecer, é referido que "a Federação Portuguesa de Futebol, a Liga Portuguesa de Futebol Profissional, os clubes participantes na I Liga e os atletas assumem, em todas as fases das competições e treinos, o risco existente de infeção por SARS-CoV-2 e de covid-19, bem como a responsabilidade de todas as eventuais consequências clínicas da doença e do risco para a Saúde Pública".
No seguimento da atuação da DGS, "ao longo dos últimos dias, as várias entidades têm levado a cabo sucessivas reuniões de alinhamento para que a retoma possa acontecer em segurança e com todas as medidas de proteção que mitiguem os riscos do regresso à atividade, seguindo-se uma fase de vistorias para apuramento dos estádios que efetivamente cumprem os requisitos definidos naquele parecer técnico", justifica o documento da Liga Portugal.
Os jogadores dos clubes da I Liga de futebol, entretanto, já fizeram saber que vão assumir coletivamente o código de conduta do parecer técnico da DGS, apesar da contestação de alguns profissionais.
Em causa estão questões de segurança, particularmente porque nos últimos dias foram confirmados os primeiros casos de infeção pelo novo coronavírus entre jogadores da I Liga, nos plantéis de Famalicão, Vitória de Guimarães, Moreirense e Benfica.
Faltam disputar 90 jogos do principal escalão, que é liderado pelo FC Porto, com um ponto de vantagem sobre o campeão Benfica, assim como a final da Taça de Portugal, que vai opor 'encarnados' a 'azuis e brancos'.
“Antecipa-se que este trabalho conjunto da DGS, da FPF e da Liga Portugal sirva de modelo para a retoma de outras atividades económicas, pretendendo-se que esta competição profissional forneça um exemplo das boas práticas que esta pandemia nos impõe”, conclui o organismo.
Madremedia

Governo aplica 10 milhões de Euros em apoios para o setor do vinho

Governo aplica 10 milhões de euros em apoios para o sector do ...
O Governo indicou hoje que 10 milhões de euros do Plano Nacional de Apoio (PNA) vão ser aplicados em medidas para minimizar o impacto da pandemia de covid-19 no setor do vinho, sem comprometer os programas em curso.
A ministra da Agricultura esteve hoje reunida com os conselhos consultivos do Instituto da Vinha e do Vinho (IVV) e do Instituto do Vinho do Douro e do Porto (IVDP) para analisar o impacto da covid-19 no setor.
Durante a reunião, Maria do Céu Albuquerque avançou que "10 milhões de euros do Plano Nacional de Apoio (PNA), dedicado ao setor vitivinícola, vão ser utilizados em medidas para minimizar os efeitos da pandemia".
Em comunicado, o Ministério da Agricultura explicou que entre as medidas em causa encontram-se a destilação e armazenagem de crise.
Conforme ressalvou a ministra da Agricultura, citada no mesmo documento, este valor não compromete os programas em curso e reforça a resposta a uma "necessidade imperiosa de criar condições para minimizar as perdas neste setor".
Adicionalmente, Maria do Céu Albuquerque anunciou que relativamente à promoção no mercado interno vai ser prolongado, até ao final de 2021, o prazo de execução dos projetos contratualizados.
Por outro lado, o prazo de análise de candidaturas no âmbito do regime de apoio à reestruturação e reconversão da vinha (Vitis) foi prorrogado até 30 de maio.
Segundo os dados avançados pelo Governo, as exportações de vinho subiram 2,5% em 2019, em comparação com o ano anterior, para 820 milhões de euros.
"Acreditamos na resiliência e na capacidade do setor, bem como na determinação dos nossos produtores e empresários", afirmou Maria do Céu Albuquerque.
Lusa

Suspeitos da morte de criança em Peniche já foram ouvidos no Tribunal de Leiria

Suspeitos da morte da criança em Peniche vaiados por populares à ...
Os suspeitos da morte de uma criança em Atouguia da Baleia, Peniche, prestaram hoje depoimento ao juiz de instrução do Tribunal de Leiria e regressaram, antes das 18:30, às instalações da Polícia Judiciária, onde vão pernoitar, disse fonte policial.
Depois de terem sido apenas identificados durante a manhã, os suspeitos almoçaram no tribunal. A primeira a ser ouvida foi a madrasta da criança de 9 anos, num depoimento que terá durado cerca de duas horas.
A suspeita abandonou o Tribunal de Leiria pelas 17:15, seguindo-se o interrogatório ao companheiro e pai da criança.
As declarações do homem demoraram pouco mais de uma hora, tendo saído do Tribunal de Leiria pelas 18:30.
Os dois suspeitos, que, quando saíram, voltaram a ser chamados de “assassinos” pelos populares que estiveram junto do tribunal o dia inteiro, vão passar mais uma noite nas instalações da Polícia Judiciária de Leiria, regressando na quarta-feira ao tribunal para ouvirem as medidas de coação aplicadas pelo juiz de instrução.
A criança, de 9 anos, foi dada como desaparecida na manhã do dia 07 de maio, quinta-feira, depois de uma denúncia do pai no posto da GNR de Peniche.
Após cerca de três dias de buscas, a Polícia Judiciária (PJ) de Leiria encontrou o corpo da criança no domingo numa mata na Serra D'el Rei, no concelho de Peniche, distrito de Leiria, e deteve o pai e a madrasta da vítima.
O resultado preliminar da autópsia aponta para uma morte violenta, desconhecendo-se ainda as suas causas.
Fonte e Foto (Paulo Cunha): Lusa

Portugal é 19.º no mundo na transição para energias limpas

Portugal é 19.º no mundo na transição para energias limpas
Portugal está em 19.º lugar entre 115 países na transição para energias limpas, indicou hoje o Fórum Económico Mundial (FEM), que alertou para eventuais retrocessos à escala global devido à pandemia da covid-19.
Portugal desceu três lugares em relação a 2019 no relatório da FEM, no qual se salientou que a maioria dos países está a fazer progressos no processo de transição para energias menos poluentes, mas também que a pandemia da covid-19 pode levar a retrocessos.
O organismo publicou hoje um relatório baseado no Índice de Transição Energética 2020, que avalia o desempenho dos sistemas de energia de 115 países, em função do desenvolvimento e crescimento económico, sustentabilidade ambiental e indicadores de segurança energética, bem como a preparação das economias mundiais para "a transição para sistemas de energia seguros, sustentáveis, acessíveis e inclusivos".
Portugal está em 19.º lugar, com uma pontuação de 64,2% (era 16.ª em 2019, com 65%), numa lista liderada pela Suécia, pelo terceiro ano consecutivo, seguindo-se Suíça e Finlândia.
França, em 8.º lugar, e Reino Unido, em 7.º, são os únicos países do G20 no 'top' 10, apontou o estudo.
Os Estados Unidos ficaram de fora do top dos 25 mais bem classificados pela primeira vez, por causa da "incerteza regulatória para a transição energética", indica o relatório.
Apenas dois países de língua portuguesa figuram no ranking, com o Brasil em 47.º lugar e uma pontuação global de 57,9%, e Moçambique, em 109.º, com 42%.
A maioria dos países, 94 dos 115 analisados, registaram progressos desde 2015, apontou o FEM em comunicado, alertando no entanto que as alterações sem precedentes provocadas pelo novo coronavírus põem em perigo a transição para energias limpas.
A redução na procura de energia e a volatilidade dos preços representam riscos para a continuação da transição energética, apontou o organismo, instando os países a utilizar esta crise "para repensar a forma como a energia é produzida, fornecida e consumida", introduzindo mudanças que respeitem o meio ambiente.
A incerteza económica gerada pelo novo coronavírus também poderá levar ao aumento do peso das faturas dos serviços energéticos nos orçamentos das famílias, num futuro próximo, alertou o organismo.
Entre as sugestões do FEM para inverter esta tendência está a criação de pacotes de ajuda à recuperação económica que tenham em conta estratégias de longo prazo e incluam estímulos à transição energética para energias mais limpas, com a adoção de sistemas energéticos "inclusivos e sustentáveis".
Apesar de 75% dos países estudados terem melhorado os seus indicadores de sustentabilidade ambiental nos últimos cinco anos, o Fórum Económico Mundial considerou que os progressos não são suficientes, sublinhando que a sustentabilidade é o indicador que menos progride.
O índice ETI avalia a limitação dos subsídios energéticos, a redução da dependência das importações, os compromissos políticos para a transição energética, o investimento em energias limpas, a inovação e a eliminação gradual do carvão, entre outros critérios.
Lusa

América supera Europa em infetados e é novo foco mundial da pandemia

América é novo foco mundial da pandemia - Renascença
O continente americano ultrapassou esta terça-feira a Europa no número de infetados com a covid-19 ao registar cerca de 1,74 milhões de casos, tornando-se no novo foco mundial da pandemia.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou que a América regista agora 1,74 milhões de casos confirmados de coronavírus e superou a Europa, que totalizava 1,73 milhões nas últimas horas e era, desde meados de fevereiro, o 'epicentro' da pandemia.
Contudo, as mortes por covid-19 no continente americano, que na segunda-feira ultrapassou a barreira dos 100 mil óbitos, são significativamente inferiores aos quase 160 mil registados na Europa, segundo dados divulgados pela OMS.
Os dados que a Universidade Johns Hopkins atualiza todos os dias ajudam a ter uma ideia sobre a evolução da doença e seu impacto sobre os índices de mortalidade nos países.
A instituição estimou que a taxa de mortalidade por 100 mil habitantes devido à covid-19 é de 24,66 nos Estados Unidos; 13,80 no Canadá; 12,56 no Equador; 6,13 no Peru; 5,96 no Panamá; 5,56 no Brasil; 2,83 no México; 1,72 no Chile; 1,21 em Honduras; 1,07 na Bolívia, 0,96 na Colômbia e 0,71 na Argentina.
Dada a magnitude dos números, a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) declarou-se "muito preocupada" com a velocidade com que a covid-19 está a propagar-se no continente americano, onde na última semana foram contabilizados mais 266.269 casos.
"Estamos muito preocupados com a rapidez com que a pandemia está a propagar-se. A nossa região levou três meses para atingir um milhão de casos, mas menos de três semanas para quase duplicar esse número", disse a diretora da organização, Carissa Etienne.
A diretora da OPAS alertou que, devido a esse crescimento na mortalidade e transmissão do vírus na América do Sul, os sistemas de saúde em grandes centros urbanos como Lima [Peru] ou Rio de Janeiro [Brasil] "estão rapidamente a ficar sobrecarregados".
De resto, os EUA registaram quase 1.900 mortes nas últimas 24 horas, um novo aumento no número diário de óbitos causados pela covid-19, após dois dias de declínio acentuado, de acordo com a contagem da Universidade Johns Hopkins.
A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 290 mil mortos e infetou mais de 4,2 milhões de pessoas em 195 países e territórios.
Mais de 1,4 milhões de doentes foram considerados curados.
Lusa

Deco recebeu 3.600 pedidos de ajuda desde o estado de emergência

Deco recebeu 3.600 pedidos de ajuda desde o estado de emergência ...
A Deco recebeu 3.600 pedidos de ajuda, entre 18 de Março e 11 de maio, por parte de famílias em dificuldades financeiras devido à redução de rendimentos causada por situações de desemprego, 'lay-off' ou não pagamento de salários.
A coordenadora do Gabinete de Proteção Financeira (GPF) da Deco, Natália Nunes, habituada a lidar com casos de famílias sobre-endividadas, registou uma mudança nos motivos e no tipo de pedido de ajuda que chegaram a este gabinete desde que o país entrou em estado de emergência e, posteriormente, em estado de calamidade, devido à pandemia de covid-19.
"São dados que em nada têm a ver com os de anos anteriores", referiu Natália Nunes, assinalando que nestes quase dois meses as solicitações que chegaram ao GPF partiram de famílias que "vinham de uma situação mais ou menos normal, que estavam a trabalhar e que, de um momento para o outro, deixaram de ter rendimentos".
Segundo Natália Nunes, trata-se de situações "muito diferentes daquelas a que já" se assistiu.
No topo das preocupações destas famílias não está a prestação do crédito da casa, mas a falta de dinheiro para comprar "coisas básicas", como alimentação ou as contas da luz, água e gás, sublinhou à Lusa a coordenadora do GPF da Deco -- Associação de Defesa do Consumidor.
A perda de rendimentos foi o motivo que levou 27,3% destas famílias a pedir ajuda, a que se somaram 23,5% que recorreram ao GPF por estarem no desemprego, 15,5% por se terem visto numa situação precária e 2,6% devido a negócio mal sucedido.
"Mais de 70% dos [3.600] pedidos de ajuda têm a ver com este aspeto da diminuição de rendimentos ou até da ausência total de rendimentos", precisou Natália Nunes, especificando que nestes 70% há "uma grande parte" explicada pela perda de rendimentos informais, pela entrada em 'lay-off' (redução temporária dos períodos normais de trabalho ou suspensão dos contratos de trabalho), o não pagamento de salários e ausência total de rendimentos.
Com a moratória do crédito à habitação, a prestação da casa não é, pelo menos no imediato, a maior preocupação destas pessoas.
"A questão do pagamento do crédito à habitação neste momento não é uma das grandes preocupações das famílias. Com toda a certeza irá sê-lo a partir de setembro. Neste momento ainda não é", afirmou a coordenadora do gabinete de Proteção Financeira da Deco.
De acordo com os dados do GPF, 42% dos pedidos de ajuda que chegaram ao gabinete foram para aconselhamento sobre as medidas tomadas pelo Governo no âmbito da covid-19, bastante acima dos 25,1% que procuraram aconselhamento sobre a forma de reestruturarem os créditos, sobretudo pessoais e de cartão de crédito.
Houve ainda 1,2% que pediram aconselhamento sobre a forma de aceder aos apoios sociais existentes.
A forma como a pandemia e as medidas tomadas para conter a sua propagação se foram prolongando no tempo alterou os causas para o recurso ao GPF da Deco, referiu Natália Nunes, precisando que, em março, as famílias, já "muito preocupadas", procuravam essencialmente informação, enquanto que em abril ainda procuravam informação, mas queriam sobretudo ajuda. Já este mês procuram ajuda para serem encaminhadas para apoios sociais e para reestruturar os créditos.
Durante o mês de abril o GPF iniciou 234 processo de intervenção, através dos quais é dado apoio na renegociação de dívidas, entre outras medidas. Deste total, 41% dizem respeito a trabalhadores do setor privado e 17% a desempregados
Lusa