segunda-feira, 8 de junho de 2020

Coimbra | COVID-19: FEUC avalia vulnerabilidade socioeconómica dos seus estudantes e famílias no contexto da pandemia


Uma parte significativa de estudantes da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra (FEUC) encontra-se em situação de vulnerabilidade económica devido à pandemia de COVID-19, revelam os primeiros resultados de um estudo realizado por duas investigadoras desta faculdade.

Este estudo, que contou com a participação de 440 estudantes de licenciatura e mestrado dos vários cursos ministrados na FEUC (Economia, Gestão, Sociologia e Relações Internacionais), pretende avaliar a «vulnerabilidade económica das famílias dos estudantes da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra decorrente da pandemia COVID-19, e como estão os estudantes a adaptar-se ao contexto, nomeadamente compreender como percecionam a passagem a um regime de ensino a distância atendendo à avaliação que fazem das suas condições de estudo nas suas residências familiares», explicam as autoras, Rita Martins e Patrícia Moura e Sá.

«Ainda que para já o número de casos de desemprego diretamente imputável à COVID-19 seja bastante reduzido, verifica-se que 15,5% dos agregados têm pelo menos um elemento com atividade suspensa e que há 19,3% das famílias com pelo menos um membro em lay-off. Tendo em conta a correspondente redução de rendimentos e o risco de desemprego futuro, pode-se assim dizer que uma proporção significativa de estudantes está, pelo menos circunstancialmente, em situação de vulnerabilidade económica», esclarecem as investigadoras do CeBER (Centre for Business and Economics Research) da FEUC.

Em relação às consequências sobre a vida académica, segundo o estudo, praticamente três quartos dos participantes consideram ter menos condições para obter sucesso académico. Entre os constrangimentos apontados, destacam-se a compreensão das matérias lecionadas à distância (43%) e as condições em termos de espaço físico para trabalhar com algum sossego (26%).

Contudo, apenas 5% dos inquiridos admite como bastante provável a hipótese de interromper os estudos, ao passo que cerca de 20% admite como muito provável a hipótese de prolongar os estudos e entrar no mercado de trabalho mais tarde. As decisões quanto à mobilidade internacional parecem ter sido bastante afetadas - um terço considera que não terá condições de o vir a efetivar no próximo ano, e entre os que pretendiam fazê-lo no futuro, 43% indica que a probabilidade de o concretizar foi afetada pela pandemia.

Para o diretor da Faculdade de Economia, Álvaro Garrido, este estudo permite «obter informação muito relevante para um diagnóstico dos efeitos socioeconómicos da COVID-19 nos cerca de três mil estudantes da FEUC. Esta monitorização, quase uma radiografia social, é fundamental para conhecermos a nossa realidade e para podermos apoiar os estudantes. Intuitivamente, ou de maneira impressiva, sabemos que muitos estudantes vivem situações difíceis e que as desigualdades se agravaram com a pandemia. Esses impactos são dinâmicos e quase silenciosos, daí que seja importante conhecer os dados e identificar padrões».

«Contando com o apoio da UC e dos Serviços de Ação Social da Universidade de Coimbra (SASUC), a FEUC vai incentivar o aprofundamento deste estudo e promover outros diagnósticos de autoconhecimento», conclui.

A recolha dos dados decorreu entre 24 de abril e 13 de maio através de inquérito aos estudantes matriculados em 2019/2020 na Faculdade Economia da UC. Em relação à área de residência, 55% dos respondentes residem fora do distrito de Coimbra e 32% no concelho de Coimbra.

No âmbito das medidas a tomar para lidar com o impacto financeiro da COVID-19, 74% dos estudantes que suportam encargos com renda para residir em Coimbra durante o período escolar, à data do inquérito, afirmaram continuar a suportar despesas de alojamento apesar da atividade letiva presencial ter sido totalmente suspensa.

Cristina Pinto

Aveiro | ADJUDICADA OBRA DE RECUPERAÇÃO DA IGREJA DAS BARROCAS


Aveiro: Paróquia da Vera-Cruz tem roteiro para dar a conhecer o ...
A Câmara Municipal de Aveiro (CMA) através de despacho do Presidente, José Ribau Esteves, decidiu adjudicar a empreitada de recuperação da Igreja das Barrocas, à empresa InSitu, Conservação de Bens Culturais, Unipessoal, Lda., pelo valor de 84.394,67€.
Desenvolvido numa parceria entre a CMA e a Direção Regional de Cultura do Centro, o projeto prevê a reparação da cobertura, rebocos interiores, madeiras das portas e caixilharias, bem como a introdução de um sistema de ventilação natural



AVEIROBUS RETOMA TODOS OS SERVIÇOS A 15 DE JUNHO
- Transporte fluvial retomou a 06 de junho -
A Câmara Municipal de Aveiro (CMA) e a sua Concessionária de Transportes Públicos rodoviários e fluviais, Transdev / ETAC / Aveirobus decidiram terminar o Plano Excecional de transportes e retomar todos os serviços rodoviários com horário de verão, no próximo dia 15 de junho, segunda-feira.
Relativamente ao serviço fluvial, o mesmo já se encontra em funcionamento em todos os horários em horário de verão, desde sábado, dia 06 de junho.
O Plano Excecional da Aveirobus vigorou desde o dia 25 de março, no âmbito do combate à Pandemia do Coronavírus e teve um contributo muito importante na contenção do vírus no Município de Aveiro.
A decisão de retomar todos os serviços de transportes públicos do Município foi uma decisão ponderada entre a CMA e a Transdev / ETAC / Aveirobus onde se reconheceu o sucesso na contenção da propagação do vírus.
No entanto, apelamos à continuidade do empenho de todos os Cidadãos nesta Luta, nomeadamente com o cumprimento das medidas de proteção individual (usar máscara, lavar as mãos, manter a distância social).

JUNHO É O MÊS ARTE NOVA EM AVEIRO
A 10 de junho celebra-se o Dia Mundial Arte Nova, uma efeméride assinalada pelas principais cidades europeias que fazem parte da “Réseau Art Nouveau Network”, da Rota Cultural Arte Nova do Conselho Europeu, bem como por Museus e Instituições com coleções Arte Nova, por toda a Europa.
Neste sentido a Câmara Municipal de Aveiro (CMA) irá celebrar este movimento artístico com a realização de várias ações, adaptadas ao contexto atual, no decorrer do presente mês.
10 JUN | 18h00 – DIA MUNDIAL ARTE NOVA - “Arte Nova de Aveiro. Estudo Arquitetónico” [Presencial e Redes Sociais]
Lançamento e apresentação da obra “Arte Nova de Aveiro. Estudo Arquitetónico” da autoria do Arquiteto Pedro Silva.
A sessão decorrerá na Casa de Chá do Museu Arte Nova e as entradas serão limitadas ao número de presenças imposto pelo Plano de Contingência anti Covid-19 em vigor. A sessão será transmitida em direto, nas páginas de Facebook do Município de Aveiro.
O Arquiteto Pedro Luís Silva apresenta-nos nestas páginas o capítulo da sua tese de doutoramento dedicada a Aveiro onde se fez a análise gráfica dos edifícios Arte Nova em Portugal, que prova cientificamente, como até aqui não se tinha conseguido, que é em Aveiro que o movimento ganha a sua maior expressão nacional. Uma edição da CMA.
11 JUN | 18h30 – Happy Hour nos Museus de Aveiro [Redes Sociais]
René Lalique no Museu Calouste Gulbenkian, por Luísa Sampaio, curadora da Fundação Calouste Gulbenkian
Em parceria com o Museu da Fundação Calouste Gulbenkian, que acolhe uma das melhores coleções do mundo de joalharia de René Lalique*, mestre vidreiro e joalheiro francês, e verdadeiras esculturas que captam a natureza na sua essência, o Museu da Cidade irá dedicar a Happy Hour deste mês à apresentação digital de algumas das peças desta coleção, obras únicas e etéreas que se inserem na corrente artística Arte Nova.
20 JUN – Abertura da Exposição “Senhora do Mar – joalharia contemporânea [fotografia e instalação]”
Trata-se de uma exposição de joalharia contemporânea de Sandrine Vieira, no Museu Arte Nova, inspirada pela frescura e pelas histórias que o mar nos traz, nos faz sentir… os sons, os cheiros, as cores, o frio, o calor, a brisa.
Patente até 26 de julho, a exposição tem uma linguagem contemporânea, onde as peças exploram as formas orgânicas e da natureza retomando um dos princípios essenciais à Arte Nova, ao mesmo tempo que refletem uma das áreas em que este movimento cultural e artístico se destacou: a joalharia. Motivos mais do que suficientes para que a exposição encontre no Museu Arte Nova um espaço privilegiado para que seja dada a conhecer aos aveirenses e aos visitantes da cidade.

*Mais informações:
René Lalique, mestre vidreiro e joalheiro francês, internacionalmente reconhecido pela originalidade das suas peças de joalharia, cristais, candeeiros e relógios com desenho Arte Nova e Arte Deco. Começou a sua atividade como joalheiro aprendiz aos 16 anos com Louis Aucoq, tendo recebido posteriormente formação na Ssydenham Art College, em Londres. Ao regressar a França trabalhou com grandes marcas como Aucoq, Cartier e Boucheron. Produziu, também, peças para Samuel Bing, em Paris.
Em 1886 abre a sua própria joalharia, reconhecida pelas joias Art nouveau, onde proliferam formas de insetos, reais e imaginários. Inovou a joalharia da sua época, pelo recurso a novos materiais como o vidro, esmalte, couro, marfim, nácar que conjugou com pedras preciosas e semipreciosas, resultando numa valorização do trabalho artístico sobre o próprio valor material das peças.
A Fundação Calouste Gulbenkian detém uma das mais importantes e numerosas coleções de peças Lalique do mundo.


Cantanhede | Educação Ambiental: Município distinguido pelo prémio “Goby – O que come o peixe”


No Dia Mundial dos Oceanos e no ano em que o Município de Cantanhede vai hastear pelo 30.º ano consecutivo o galardão da Bandeira Azul na Praia da Tocha, a edilidade recebeu também o certificado de implementação na Praia da Tocha desta iniciativa “Goby—o que come o peixe?”, que permitiu a Portugal receber o terceiro lugar no concurso de Boas Práticas promovido pela Blue Flag e pela Foundation For Environmental Education, na temática Poluição.

A boa prática nacional distinguida pelo Júri do Concurso foi “Goby—o que come o peixe?”, uma estrutura construída com ferro e redes, implementada nas praias dos Município de Cantanhede, Município de Alcobaça e Município de Tavira, com o objetivo de “ajudar a ter uma praia mais limpa e alertar para o problema da poluição nos oceanos e nas praias”, sobretudo a questão relacionada com os plásticos de utilização única.
Os utentes da praia eram também incentivados a recolher o plástico do areal para “alimentar” o Goby. Estes animais foram criados no âmbito da iniciativa “Caça Plásticos”, do Exploratório-Centro Ciência Viva de Coimbra.
O Peixe Goby foi desenvolvido pela Associação de Moradores da Praia da Tocha, tendo a estrutura sido construída por Paulo Delgado e João Gonçalves, cujo envolvimento foi determinante. Este projeto insere-se no vasto leque de iniciativas promovidas em parceria entre a Associação de Moradores da Praia da Tocha, A Junta de Freguesia da Tocha e o Município de Cantanhede e que engloba muitas outras entidades.
A Coordenação Nacional do Programa Bandeira Azul felicitou o Município de Cantanhede pelo trabalho desenvolvido no âmbito da Educação Ambiental das zonas marinhas e costeiras, onde esta ação é apenas uma das muitas iniciativas.
Pedro Cardoso, vice-presidente da Câmara Municipal, sobre esta matéria, referiu que “cada vez mais estamos conscientes de que esta aposta na Educação Ambiental e Protecção dos Ecossistemas Marinhos, assim como na sensibilização das pessoas para um estilo de vida ecológico, é fundamental para preservarmos os oceanos e conseguirmos manter a qualidade da Praia da Tocha, justificando o galardão Bandeira Azul”.
O autarca sublinhou ainda que “este é um bom exemplo do vasto trabalho desenvolvido pelas múltiplas entidades parceiras que colaboram nesta candidatura da Bandeira Azul, e a importância da proatividade de cada um parceiro, nomeadamente da Associação de Moradores da Praia da Tocha que não se cansa de procurar e implementar iniciativas inovadoras com esta do Goby”.
Este certificado, concluiu o autarca, “é a confirmação do bom caminho que tem vindo a ser trilhado, da importância das parcerias, e de que só assim, com todos poderemos continuar a traçar linhas e metas ambiciosas para esta praia de eleição que é a Praia da Tocha”.

Nazaré: Época balnear arranca com mais pessoas na marginal do que na praia

Nazaré. Época balnear arranca com mais pessoas na marginal do que ...
Sem sol e com poucos banhistas, a época balnear arrancou com mais gente na marginal e nas esplanadas do que na praia da Nazaré, onde não falta espaço para cumprir distâncias de segurança.
Com algumas nuvens a toldar o sol e a tornar a praia menos convidativa, era na marginal da Nazaré que manhã cedo de sábado se concentrava o movimento, com passeantes e atletas a cruzarem-se no passeio largo.
“Mãe, desvia-te daí que vem ali um a correr e a deitar os bafos todos”, ordena um antigo carteiro, em passeio na marginal que ladeia a praia e onde esteve hoje “só para ver se vai haver ajuntamento”.
Mas não. Na aplicação “Info Praia”, a Nazaré apresentava-se com o sinal verde de “ocupação baixa” e ao  areal vão chegando banhistas a ‘conta gotas’.
O casal Rodrigues e os dois filhos, de 14 e 7 anos, vieram de Alenquer, inaugurar a época balnear que arrancou na Nazaré.
“Temos cá casa, passamos sempre cá os três meses de verão e viemos já hoje porque estávamos fartos de estar em casa”, explica a filha Raquel.
Satisfeita com “as normas de segurança” estabelecidas pela autarquia, a família quer “aproveitar este mês” para ir a banhos, suspeitando que “em Julho e Agosto começam as enchentes e ninguém vai cumprir nada”, diz a mãe, Sofia.
A alguns metros de distância, cinco jovens, entre os 18 e os 20 anos, estendiam as toalhas lado a lado.
Vieram da Batalha “os cinco juntos no carro”, explicam, justificando que ”não há motivo para ficarem afastados”. Porém, ”proximidades só mesmo entre nós”, explica Bárbara Malheiro, do grupo de amigos, que regista com agrado “a forma como estão sinalizadas a entradas, com passadeiras diferentes para quem entra e quem sai da praia”.
“A segurança que esta praia inspira” foi o fator decisivo para o casal Manuel e Fátima Azevedo irem de Matosinhos, com a neta, passar o fim de semana.
“Costumamos ir todos os anos para o sul de Espanha, mas com esta situação resolvemos alugar aqui uma casa e ficar até domingo. Até ver está tudo a correr muito bem”, diz Manuel.
João Narciso e João Silveira, os dois nadadores-salvadores que no sábado iniciaram funções, confirmaram.
A água “um bocadinho fria” não convida a banhos e, no areal, “está tudo calminho”, diziam, estimando que durante a tarde “a afluência seja maior e já seja preciso fazer um ou outro aviso”.
Com oito entradas duplas (com percursos diferenciados para entrar e sair do areal) montadas, a praia “está preparada para que, desde que haja bom senso, a época balnear decorra com toda a segurança”, defende o comandante da Capitania da Nazaré, Paulo Gomes Agostinho.
Cada entrada ostenta cartazes com regras e conselhos grafadas em português e castelhano, dada a expectativa de “alguma procura por parte de turistas espanhóis, quando abrirem as fronteiras”, explica o capitão do Porto.
Na praia com mais de um quilómetro de comprimento e que oscila entre os 90 e os 140 metros de largura só falta montar as barracas, o que deverá acontecer no início de Julho.
Normalmente são montadas cerca de 1.100 barracas, mas este ano, devido às medidas de contenção, “está a ser avaliada a quantidade e forma como vão ser dispostas, se costas com costas, se em ilha”, acrescenta.
Quanto ao resto, “as medidas a cumprir estão claras” e vigilância não falta na praia, assegurada por 26 elementos da estação salva-vidas, da Polícia Marítima, do projeto “Sea watch” e de ronda apeada.
Mas naquela que foi a primeira manhã da época balnear, que se estende até 13 de Setembro, pouco havia a vigiar na praia com maior lotação da Região de Lisboa e Vale do Tejo.
Apenas um grupo de quatro adolescente pisou o risco, arriscando dar uns chutos na bola, num jogo rapidamente terminado com um aviso de “sensibilização” da patrulha da polícia marítima.
Com Lusa / Madremedia
Foto: Pinterest

COVID: PM da Nova Zelândia diz que país eliminou transmissão mas admite nova vaga

Covid-19: PM da Nova Zelândia diz que país eliminou transmissão ...
A primeira-ministra neozelandesa, Jacinda Ardern, afirmou hoje estar confiante de que o país eliminou para já a transmissão da covid-19, mas admitiu a possibilidade de novos casos, garantindo que o país está preparado.
A Nova Zelândia cumpre o 17.º dia sem novos casos e anunciou hoje que já não existe qualquer caso de infeção ativa no território.
"Estamos confiantes de que eliminámos a transmissão do vírus na Nova Zelândia, por enquanto, mas a eliminação não é um ponto no tempo, é um esforço sustentado", disse Jacinda Ardern, em conferência de imprensa.
"Quase certamente veremos casos aqui novamente, e quero dizer novamente, quase certamente veremos casos aqui novamente, e isso não é sinal de que falhámos, é uma realidade deste vírus. Mas se e quando isso ocorrer, precisamos de ter a certeza de que estamos preparados", acrescentou.
O foco do Governo será nas fronteiras do país, que vai continuar em isolamento e manter a quarentena à chegada.
Pouco mais de 1.500 pessoas contraíram o vírus na Nova Zelândia, tendo morrido 22 pessoas.
Hoje ainda foi anunciado que será permitido público nos estádios da Nova Zelândia, a partir de sábado, quando o campeonato de Super Rugby for reiniciado.
"O Super Rugby Aotearoa será a primeira competição profissional de rugby do mundo a permitir um regresso maciço de fãs na era do covid-19, quando voltar no sábado em Dunedin", apontou a Federação de Rugby da Nova Zelândia.
Lusa
Foto: 1 News

Governo e sindicatos da função pública discutem hoje programa plurianual

Visão | Governo e sindicatos da função pública discutem hoje ...
O secretário de Estado da Administração Pública, José Couto, reúne-se hoje com estruturas sindicais para análise da situação relacionada com a pandemia covid-19 e discussão do programa plurianual para a administração pública.
De acordo com a convocatória enviada aos sindicatos, a ordem de trabalhos da reunião integra dois pontos, sendo o primeiro a análise global da situação de emergência de saúde pública, devido à pandemia, e o segundo os pontos a desenvolver no âmbito do programa plurianual para a administração pública, previsto na Lei do Orçamento do Estado para 2020 (OE2020).
No final de maio, em entrevista à Antena 1 e ao Jornal de Negócios, a ministra da Modernização do Estado e da Administração Publica, Alexandra Leitão, disse que não espera que, no quadro da pandemia de covid-19, haja uma política de redução de rendimentos.
Mas, quanto a um eventual congelamento das progressões, Alexandra Leitão afirmou que é uma questão que "não está em cima da mesa", mas admitiu que essa possibilidade depende do evoluir da situação económica e não pode ser excluída "liminarmente".
Alexandra Leitão voltou também a assumir que não pode garantir que seja possível manter o compromisso do aumento salarial de 1% para a função pública previsto para 2021.
Mesmo assim, a ministra mantém a prioridade da revisão da avaliação de desempenho, no âmbito do programa plurianual para a função pública e a proposta deverá ser apresentada na reunião de hoje com os sindicatos.
Alexandra Leitão disse querer uma avaliação de desempenho mais rápida e mais simples e admitiu que poderá haver alargamento das quotas em função do desempenho do serviço.
Além disso, a ministra quer levar à negociação com os sindicatos o teletrabalho, considerando que veio para ficar depois das medidas de confinamento impostas para combater a propagação do novo coronavírus, que provoca a doença covid-19.
A última reunião com as três estruturas sindicais -- a Frente Sindical da Administração Pública (Fesap), a Frente Sindical liderada pelo Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado (STE) e a Frente Comum dos Sindicatos da Função Pública -- ocorreu em fevereiro, sobre os aumentos salariais para este ano.
Os funcionários públicos tiveram este ano atualizações de 10 euros para salários até 700 euros e de 0,3% para os restantes trabalhadores, após dez anos de congelamento.
Lusa

Clubes votam sobre fim da II Liga, cinco substituições e governação da Liga

Clubes votam sobre fim da II Liga, 5 substituições e governação da ...
Os clubes vão votar hoje as decisões tomadas pela direção da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP) na sequência do cancelamento da II Liga, a possibilidade de serem realizadas cinco substituições e a própria governação do organismo.
A Assembleia-Geral (AG) está marcada para a sede da LPFP, no Porto, a partir das 15:00, e tem cinco pontos na ordem de trabalhos, entre os quais a discussão do modelo de governação do organismo presidido por Pedro Proença.
A liderança do antigo árbitro tem sofrido contestação e a sua direção já registou as 'baixas' de Benfica e Cova da Piedade, antes de Proença apresentar um modelo de governação com uma direção executiva, sem clubes representados -- permanecem no elenco FC Porto, Sporting, Tondela, Gil Vicente, Mafra e Leixões.
Em discussão vai estar também o fim precoce da II Liga, inviabilizada no plano de desconfinamento do Governo, em 30 de março, e alvo de várias decisões por parte da direção da LPFP.
Entre estas destacam-se a indicação para a subida de Nacional e Farense, e para a descida de Cova da Piedade e Casa Pia, assim como o plano de apoio aos clubes do segundo escalão, através de um fundo de tesouraria no valor de 1,52 milhões de euros (ME), complementar ao de um milhão criado pela Federação Portuguesa de Futebol (FPF).
Os dois fundos ascendem a 2,52 ME, o que pode representar individualmente para cada clube cerca de 170 mil euros, 108.500 euros através do mecanismo criado pela LPFP e 62.500 euros pelo da FPF.
A suspensão definitiva da II Liga foi alvo de uma queixa junto do Tribunal Arbitral do Desporto (TAD) por parte do Marítimo, numa ação que deverá ter eco junto dos pretendentes à subida ao principal escalão, como Feirense, Mafra, Estoril Praia e Varzim, e dos despromovidos.
O emblema madeirense também foi o único a opor-se à alteração temporária do Regulamento de Competições da LPFP, que permitiria a inscrição de nove suplentes e a realização de cinco substituições por equipa nos remanescentes 90 jogos da I Liga, exigindo que esta proposta fosse votada em AG.
Estas questões, juntamente como o plano de retoma da I Liga, em 29 de maio último, são os temas sujeitos a votação na reunião magna da LPFP, que deve juntar as 34 sociedades desportivas representantes das 36 equipas dos escalões profissionais.
A I Liga foi reatada, sob fortes restrições e sem público nos estádios, na quarta-feira, naquele que foi o primeiro dos 90 jogos das últimas 10 jornadas, disputadas até 26 de julho.
Além do principal escalão, também a final da Taça de Portugal, entre Benfica e FC Porto, integra o plano de desconfinamento face à pandemia de covid-19, ainda em data e local a designar.
Lusa