domingo, 5 de julho de 2020

Junho marcou regresso de muitos às empresas, mas teletrabalho veio para ficar

Covid-19: junho marcou regresso de muitos às empresas, mas ...
O mês de junho marcou o regresso faseado às empresas de muitos dos portugueses em teletrabalho devido à pandemia, mas vários permanecem ainda em casa e as companhias ganharam "novas perspetivas" sobre as vantagens do trabalho remoto.
"Enquanto organização, sem dúvida que o nosso olhar sobre o teletrabalho ganhou novas perspetivas. Tem vindo a ser provado que é possível criar-se novos hábitos de trabalho e que devemos encará-los como uma nova oportunidade", disse à agência Lusa a 'Head of HR Business Strategy' do grupo Jerónimo Martins que, a partir da segunda quinzena de maio, iniciou o regresso faseado aos escritórios centrais dos cerca de 1.000 colaboradores que colocou em teletrabalho.
Segundo Ana Cristina Silva, o grupo pretende agora "dar continuidade a esta reflexão e estabilizar o que vão ser os cenários de teletrabalho fora do âmbito de uma pandemia", mas está "convicto de que o futuro irá passar por um maior equilíbrio entre trabalho remoto e presencial".
Atualmente com a capacidade dos seus escritórios ocupada em cerca de 25%, o dono dos supermercados Pingo Doce diz ser "muito provável" a manutenção, "até final do ano", de "um regime misto (remoto e presencial), com equipas em rotação".
Também a Galp, que durante o estado de emergência manteve no terreno - em instalações industriais, postos de abastecimento ou escritórios -- "cerca de metade" dos seus trabalhadores, "para garantir a continuidade da operação de infraestruturas críticas para o país", iniciou em 8 de junho o regresso dos restantes 2.300 colaboradores às instalações da empresa.
Segundo adiantou à Lusa fonte oficial da empresa petrolífera, este regresso está a acontecer "num sistema de três escalas rotativas, de 15 dias cada, implementado nas diversas equipas e direções de todas as áreas de negócio", de forma que "apenas um terço dos colaboradores esteja fisicamente nas instalações da empresa em cada turno", mantendo-se os restantes dois terços, rotativamente, em regime de teletrabalho.
Tal como nas diversas outras empresas contactadas pela Lusa, os primeiros grupos a regressar às instalações da Galp foram "os colaboradores sem problemas de saúde, que não têm membros do agregado familiar pertencentes a grupos de risco, que se desloquem em viatura própria ou da empresa e que não tenham crianças com idades inferiores a 12 anos em casa".
E se o teletrabalho era, já antes da pandemia, "uma possibilidade real e usufruída" para vários dos seus colaboradores, a petrolífera admite que a experiência do confinamento "demonstrou de forma clara que, em determinadas funções, o teletrabalho é uma opção viável e que pode fazer todo o sentido quer para o trabalhador, quer para a empresa".
A mesma perceção é assumida pela Associação Mutualista Montepio e pelo Banco Montepio, onde decorrem atualmente estudos "para avaliação comparativa das diferentes formas de flexibilizar o trabalho", com o objetivo de "garantir a motivação" dos trabalhadores e "com ganhos óbvios para as duas partes".
No Banco Montepio, tal como no Santander e na banca em geral, a rede de balcões manteve-se sempre em funcionamento durante o estado de emergência, embora com novas regras no atendimento presencial, pelo que o teletrabalho se aplicou apenas aos funcionários dos edifícios centrais.
No caso do Montepio, o regresso iniciou-se "em junho, de forma faseada e até um máximo de 25% dos colaboradores no escritório, num sistema de rotatividade", enquanto no Santander o processo também está a ser progressivo, "em função da evolução da pandemia", sendo que "até final de junho cerca de 60% dos trabalhadores estarão em regime presencial ou rotativo e os restantes em teletrabalho".
Fonte oficial da Tabaqueira, uma das maiores exportadoras portuguesas, que tinha colocado a sua equipa do escritório em teletrabalho, adiantou à Lusa que, nesta fase, alguns trabalhadores começarão a regressar às instalações da empresa, mas assume que "o trabalho remoto veio para ficar e que ficou demonstrado que a sua continuidade permitirá um melhor equilíbrio entre o trabalho e a vida privada".
"A capacidade máxima de pessoas no escritório da Tabaqueira é de 30% relativamente à situação pré-covid-19", acrescentou a mesma fonte, salientando que "os trabalhadores pertencentes a grupos de risco ou com crianças em idade escolar continuarão em teletrabalho por tempo indeterminado".
Também a Sonae, apesar de ter iniciado "um retorno faseado aos escritórios" em várias empresas do grupo, optou por "uma taxa de ocupação muito baixa nesta fase inicial, mantendo-se a maioria dos colaboradores em trabalho remoto".
Segundo disse à Lusa a 'Head of People & Leadership' da Sonae, Ana Vicente, "já antes desta pandemia o grupo e as suas participadas tinha implementado programas de trabalho flexível" que previam, por exemplo, a possibilidade de trabalhar remotamente quatro dias por mês em semanas diferentes (para funções coadunáveis) ou a redução do horário laboral, sendo o trabalho remoto precisamente "a iniciativa mais solicitada" pelos colaboradores.
Dado o seu perfil industrial, o grupo Altri e a Corticeira Amorim mantiveram a generalidade dos trabalhadores no 'chão de fábrica' durante o período de confinamento, apostando fortemente num conjunto de medidas de prevenção, controlo e vigilância da infeção.
Em teletrabalho ficaram apenas os "colaboradores não essenciais ao processo produtivo", no caso da Corticeira Amorim num total de cerca de três centenas, que gradualmente têm vindo a regressar nas últimas semanas, a partir de maio no caso da Amorim Cork e de junho na Amorim Cork Composites.
"Neste momento ainda temos situações de teletrabalho a tempo parcial, seja por questões de segurança, conveniência da empresa ou apoio à família", disse à Lusa fonte oficial da corticeira, acrescentando que "o 'terminus' desse regime ocorrerá em função do evoluir da pandemia".
Também para a Corticeira Amorim o regime de teletrabalho "demonstrou-se uma ferramenta interessante, útil em determinados contextos e com resultados bastante positivos", que a empresa "não privilegiará" devido à natureza da sua atividade, mas que admite ter em conta "de uma forma pontual, específica e direcionada".
O grupo de Mozelos, Santa Maria da Feira, avisa contudo que "o teletrabalho poderá levar muitas empresas - o que nunca será o caso da Corticeira Amorim - a recrutar funções que possam ser asseguradas remotamente em geografias mais competitivas".
A percorrer as ruas do país mesmo durante o estado de emergência continuaram sempre os carteiros dos CTT, cujas redes de lojas e centros de tratamento e distribuição postal também nunca encerraram portas. O teletrabalho aplicou-se apenas a "cerca de 1.900 colaboradores" dos correios, alguns dos quais se mantêm nesse regime.
Fonte oficial da empresa adiantou à Lusa que "o plano de regresso à normalidade está pensado até setembro para os três grandes universos de trabalhadores -- rede de retalho (pessoas que trabalham em lojas), operações (que incluem os carteiros) e serviços centrais e de apoio (que incluem pessoas afetas à sede e a outras instalações no país e que, na sua maioria, foram capazes de realizar o seu trabalho a partir de casa).
Partilhada por todas as empresas ouvidas pela agência Lusa foi a decisão de proibir ou restringir apenas "aos casos de estrita necessidade" a realização de viagens ao estrangeiro pelos colaboradores.
"As viagens ao estrangeiro continuam a não ser autorizadas, a não sem em casos excecionais a avaliar previamente", diz o Banco Montepio, enquanto na Sonae "restrições como a proibição da realização de viagens e participação em eventos apenas serão levantadas quando as avaliações regulares apontarem para que estão reunidas as condições para o efeito".
Na Corticeira Amorim, "a política de viagens está cancelada até ao período de férias", sendo que, a partir de setembro, poderão ser retomadas as deslocações "estritamente necessárias", mas previsivelmente apenas a "15%/20% do ritmo habitual".
Quanto aos trabalhadores que já regressaram aos seus postos de trabalho nas empresas, estão na generalidade sujeitos a medidas semelhantes de segurança e prevenção do risco de contágio: entrada e saída faseadas das instalações, lotação máxima em elevadores e refeitórios, distribuição de máscaras, luvas e solução alcoólica, distanciamento entre postos de trabalho, separação de espaços com acrílicos, adoção de horários desencontrados e medição de temperatura (nalguns casos obrigatória, noutros facultativa).
Também "desencorajado" por várias das empresas ouvidas pela Lusa é o uso de transportes públicos pelos seus funcionários, assim como as deslocações entre pisos/edifícios, tendo-lhes também sido solicitada a monitorização diária de eventuais sintomas, reforçada a higienização das instalações e, nalguns casos, disponibilizada uma equipa médica e a possibilidade de realização de testes de despiste da covid-19.
Lusa
Imagem: tvi24

O REINO DA HIPOCRISIA



  • Heitor Buchaul
“Sempre que se dá ao erro a possibilidade de se disseminar, ali se dá ao mesmo tempo apoio a uma perseguição à verdade. E sempre que se dá ao mau ou ao mal a liberdade, apoia-se uma perseguição ao bom e ao bem. Porque está na índole do erro de ser contagioso. Depois do pecado original, o homem tem uma apetência de erro”.1
Nas recentes manifestações que sob o pretexto de defesa da igualdade racial entre negros e brancos ocorreram nos Estados Unidose na Europa, vimos uma aplicação do princípio acima enunciado: como uma ínfima minoria protegida pelo relativismo igualitário, fruto do estado liberal, consegue criar um clima de revolta.
Qual não foi nossa surpresa ao ler nesse interim que um muçulmano — em nome velho lema hippie “paz e amor”, que desfigurou o sentido destas nobres palavras — encabeça uma lista pedindo a remoção da cidade de Saint Louis, capital de Missouri, não apenas da estátua equestre do rei-cruzado que lhe deu o nome, como também nome da cidade.
O muçulmano se chama Umar Lee. Nascido em uma família norte-americana de origem europeia, ele adotou na juventude a religião islâmica. Dentre os motivos que elenca contra o Santo rei — cujos conselhos eram ouvidos pelos próprios muçulmanos contra os quais combatia — é de ter sido islamofóbico e antissemita, por ter liderado uma cruzada. Mas não diz uma só palavra sobreos crimes cometidos pelos islâmicos contra cristãos no Orientee no Ocidente, tanto no passado quanto na atualidade.
Na verdade, Umar e todo o movimento “Black lives matter” não constituem senão um dente da engrenagem do processo revolucionário gerador daquilo que no conceito de revolução cultural Plinio Corrêa de Oliveira chama de Quarta Revolução“A partir da rebelião estudantil da Sorbonne, em maio de 1968 , numerosos autores socialistas e marxistas passaram a reconhecer a necessidade de uma forma de revolução prévia às transformações políticas e sócio econômicas, que operasse na vida cotidiana, nos costumes, nas mentalidades, nos modos de ser, de sentir e de viver. É a chamada Revolução Cultural”.2
É exatamente o que podemos constatar no movimento “Black lives matter”, em cujos atos de vandalismo se pode ver sua sigla ao lado da foice e do martelo, tudo em tinta vermelha, como a dizer: “Não somos o marxismo clássico, mas seus legítimos e orgulhosos descendentes”.
Não deixa de ser interessante analisar as contradições daqueles que enquanto gritam “vidas negras importam”, nada fazem contra os inúmeros cristãos negros perseguidos em território africano; daqueles que no Ocidente gritam por “liberdade” quando quereriam gritar “libertinagem”, pois apoiam o regime comunista ditatorial e repressor de Cuba ou da Coréia do Norte; daqueles que esbravejam contra o capitalismo, mas vivem das benesses e do conforto proporcionado por ele…

ABIM
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Notas:
1. Plinio Corrêa de Oliveira – “São Domingos de Gusmão”, reunião de 4
de agosto de 1965, site www.pliniocorreadeoliveira.info
2. Plinio Corrêa de Oliveira, Revolução e Contra-Revolução, Parte
III – Cap. III – “A quarta Revolução que nasce”.

Nazismo e comunismo, movimentos confluentes

Sob o quadro de Lenin e do olhar de Stalin, a Rússia e a Alemanha firmaram em 23 de agosto uma aliança, o pacto Ribbentrop-Molotov, que só terminou dois anos depois, em 22 de junho de 1941, com a invasão da Rússia pela Alemanha.

  • Péricles Capanema
Comunismo e socialismo, movimentos de esquerda, não há o que discutir. Nazismo? Em geral, tem sido considerado de direita. Vamos devagar. Ao longo de décadas, autores muito sérios negaram essa dicotomia, lembrando sua afinidade ideológica e que confluem para o mesmo ponto; deles lembro dois.
Antes da Segunda Guerra Mundial, quando o nazismo estava no auge, foi publicada em agosto de 1938 esta afirmação: “[Houve] o reatamento das relações diplomáticas entre a Alemanha e a Rússia, que vinham sendo muito regulares, e que se tornaram normais. […] A verdade é esta: se bem que Hitler pregue contra o comunismo e se apresente como defensor da civilização europeia contra esse mal, sua atitude em relação ao governo soviético difere fundamentalmente dessa propaganda”.
Em 1º de janeiro de 1939, notava o mesmo autor crescente confluência doutrinária entre nazismo e comunismo: Efetivamente, enquanto todos os campos se definem, um movimento cada vez mais nítido se processa. É a fusão doutrinária do nazismo com o comunismo. A nosso ver, 1939 assistirá à consumação dessa fusão”.
Em maio de 1939: “A nota mais curiosa do noticiário da semana passada foi fornecida, sem dúvida, pelos rumores insistentes sobre uma aproximação teuto-russa. À primeira vista esta versão tem contra si fortes possibilidades. […] Dada a campanha espetacular que o nazismo e o comunismo dirigem um contra o outro, seria deveras surpreendente que ambos se reconciliassem. Os observadores menos superficiais, entretanto, não consideram tão inverossímil essa hipótese. Em primeiro lugar, nenhuma pessoa medianamente culta poderá negar a inteira afinidade ideológica existente entre o totalitarismo e o comunismo. […] A Alemanha é nacional-socialista. A Rússia está ficando nacionalista sem deixar de ser comunista”.
Stalin e Ribbentrop na assinatura do pacto
O autor destacava crescente confluência doutrinária entre os dois movimentos, em especial totalitarismo e nacionalismo, e que tais afinidades ideológicas levariam naturalmente a acordos políticos e diplomáticos, à reconciliação. À véspera da 2ª Guerra Mundial, 1º de setembro de 1939, a Rússia e a Alemanha firmaram em 23 de agosto uma aliança, o pacto Ribbentrop-Molotov, que só terminou dois anos depois, em 22 de junho de 1941, com a invasão da Rússia pela Alemanha.
Em fevereiro de 1940, já em plena guerra, foi assinado o acordo de comércio germano-soviético. Sobre a entrada da Itália (leia-se fascismo) na guerra ao lado da Alemanha, em junho de 1940, escreveu o mesmo autor: “Segundo as previsões desta folha [que já sustentava a inconsistência da luta entre o totalitarismo de direita e de esquerda], dia viria em que os fatos demonstrariam esta tese, e o mundo ainda assistiria à aliança de uma e outra ideologia. Veio finalmente o pacto Ribbentrop-Stalin, e de lá para cá nosso ponto de vista tem recebido da realidade a sua mais plena confirmação”.
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Caricatura no jornal semanal “Mucha”, de Varsóvia (8-9-1939), já com a invasão Nazista em andamento. Ribbentrop faz reverência a Stalin.
Em 1944 já se pressentia a derrota da Alemanha, atacada a oeste pelos Estados Unidos e aliados; e a leste, pela Rússia. Havia, portanto, um inimigo comum, por isso era grande no Ocidente a propaganda favorável aos soviéticos e às doutrinas socialistas. Na Inglaterra aumentava o prestígio das teses socialistas, com provável repercussão eleitoral. As doutrinas e os movimentos que geraram o nazismo (nacional-socialismo) eram ali também fortes, podendo dar origem a uma situação política socialista ou de feições nazistas. Os dois movimentos tinham inspiração doutrinária comum — estatismo, planejamento totalitário, culto do coletivo, menosprezo da pessoa humana.
Naquele momento, plena guerra, temendo a vitória socialista nas urnas (o que se deu) um pensador advertiu: “É o destino da Alemanha que estamos em perigo de seguir. Há mais do que uma semelhança superficial entre o rumo do pensamento na Alemanha durante e após a Primeira Guerra Mundial. Poucos estão prontos a reconhecer que a ascensão do nazismo e do fascismo não foi uma reação contra as tendências socialistas do período precedente, mas o resultado necessário dessas mesmas tendências”.
Constatava que, assim como na Alemanha de quinze anos atrás, o socialismo havia dominado as mentalidades na Inglaterra: “Se considerarmos as pessoas cujas opiniões influem nos acontecimentos neste país, todas elas são em certo sentido socialistas. Porque todos o desejam estamos marchando na direção do socialismo”.
Para o autor, importavam pouco os rótulos, tinha em vista o conteúdo comum, o coletivismo e o menosprezo da pessoa. Ao tratar das raízes socialistas do nazismo, afirmou: “É um engano considerar o nacional-socialismo uma simples revolta contra a razão, um movimento irracional sem antecedentes intelectuais. As doutrinas do nacional-socialismo representam o ponto culminante de uma longa evolução de ideias. O sistema se desenvolveu com coerência implacável. Uma vez aceitas suas premissas, não se pode fugir à sua lógica. Trata-se simplesmente do coletivismo. No início as ideias nazistas eram aceitas apenas por uma minoria, mas em seguida passaram a conquistar o apoio da maioria do povo. O apoio a elas veio exatamente dos socialistas, e não de uma burguesia. Os mais ilustres precursores do nacional-socialismo são reconhecidos, ao mesmo tempo, como fundadores do socialismo”.
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Antes de passarmos à consideração de acontecimentos da realidade atual sobre o assunto, duas palavras sobre os autores dos textos transcritos acima. Todos os comentários publicados durante a ascensão do nazismo e nas fases iniciais da Segunda Guerra Mundial são do prof. Plinio Corrêa de Oliveira [foto à esq.], e foram divulgados no semanário “Legionário”, da diocese de São Paulo, do qual era diretor. Já nessa época ele tinha posição contrária ao socialismo, nazismo, fascismo e comunismo, o que deixou marcado em numerosos lances de sua vida.
Em 1944, próximo ao final da guerra, foi publicado na Inglaterra o livro “O Caminho da Servidão”, de Friedrich August von Hayek (1902-1992) [foto à dir.], do qual extraímos os outros textos. Hayek já era na época pensador respeitado na Inglaterra (onde vivia) e no mundo alemão (de onde provinha). Em especial era notado por causa de suas polêmicas com John Maynard Keynes (1883-1946); Margareth Thatcher o considerava “o mais importante crítico do planejamento socialista e do Estado socialista”. Recebeu o Prêmio Nobel de Economia em 1974.
Ambos os autores sabiam muito bem do que falaram e escreveram. E expressaram suas ideias contra um nazismo poderoso e ameaçador, não de um gabinete tranquilo, depois da Segunda Guerra Guerra Mundial.
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O chanceler Ernesto Araújo [foto] meses atrás afirmou que o nazismo era um movimento de esquerda, repetindo o que divulgara em seu blog em 2017. A esquerda nacional, com aplausos da esquerda mundial, desencadeou contra ele uma tempestade midiática. Para os fomentadores de tal campanha de desprestígio, o titular do Itamaraty teria dito asneira, absurdo científico, disparate. Uma saraivada de impropérios procurou denegrir a figura do ministro. Análise profunda dos conceitos, nenhuma. Apenas gritaria intimidatória da patrulha ideológica, useira e vezeira deste tipo de “operação mordaça”.
Fez bem o ministro em levantar o tema. Ele e qualquer outro que queira; precisamos arejar o ambiente. O totalitarismo não morreu, viceja nos países comunistas e fora deles. Por exemplo, a mentalidade totalitária continua atuante entre nós, entre outros locais, nas redações dos órgãos de divulgação, na academia, nos seminários e sacristias do clero “progressista”. Manifestou-se nítida nos ataques furibundos a ele.
ABIM

Biblioteca Municipal de Anadia está de parabéns pelo seu 12º aniversário

A Biblioteca Municipal de Anadia (BMA) comemorou no dia 3 de Julho, o seu 12º aniversário...
Face aos constrangimentos decorrentes da pandemia do Coronavírus Covid-19, a efeméride não pôde ser assinalada, de forma presencial, tendo sido “celebrada” com a transmissão de um vídeo com várias mensagens e testemunhos de colaboradores da Biblioteca. A abertura da exposição “BMArte – Ilustra a tua melhor memória da Biblioteca Municipal”, com ilustrações infantis, foi outra das ações.
Na sua mensagem, a presidente da Câmara Municipal de Anadia, Maria Teresa Cardoso, referiu que “habitualmente gostamos de celebrar, de forma presencial, cada aniversário junto de todos aqueles que ajudam a escrever a história da nossa Biblioteca Municipal”, contudo, atendendo às circunstâncias atuais “esta foi a forma que considerámos mais segura para assinalar esta data tão especial – os 12 anos de vida”.
Apesar da pandemia “ter comprometido e condicionado” os serviços municipais, a autarca frisou que a Biblioteca “conseguiu manter a sua ligação com a comunidade”, através do projeto “Biblioteca à Porta”, levando o empréstimo de livros “até casa dos nossos utilizadores”.
Destacou ainda o facto de as atividades de promoção do livro e da leitura terem passado a ser disponibilizadas nas plataformas digitais do Município, colmatando, assim, a suspensão da realização presencial das mesmas.
Maria Teresa Cardoso rematou a sua intervenção dizendo que, desde 2008 até aos dias de hoje, “a Biblioteca Municipal tem conquistado um lugar especial na vida de muitas famílias, que, após uma primeira visita, o elegem como um equipamento de eleição”.
Outro dos momentos que assinala os 12 de anos de atividade é a mostra “BMArte – Ilustra a tua melhor memória da Biblioteca Municipal”. Um desafio que foi lançado às crianças, dos 3 aos 10 anos, para que realizassem um trabalho que ilustrasse o momento mais marcante que viveram na biblioteca. Nesse sentido encontram-se patentes ao público, no átrio de entrada, cerca de duas dezenas de ilustrações que podem ser apreciadas até ao próximo dia 7 de Agosto.
Nesta data foram também conhecidos os vencedores da XII edição do Concurso de Poesia “Letras da Primavera”, da XI edição do Concurso Escolar “Ler & Aprender” e os Utilizadores do Ano (infanto-juvenil e adultos).
CONCURSO DE POESIA “LETRAS DA PRIMAVERA”
1º lugar - "Laura vive!" de Pedro Ribeiro
2º lugar - "O teu e o meu corpo" de Maria Pinto
3º lugar - "Anadia" de Miguel Abrantes
CONCURSO ESCOLAR “LER & APRENDER”
1º CEB
Maria Ribeiro (CNSA) “A minha casinha de madeira”
Margarida Ferreira (CNSA) “A Primavera”
2º CEB
Vasco Conceição (AEA – EBVB) “Um dia queria sair de casa”
Léana Costa (AEA – EBVB) “Nossa casa, nosso lar”
3º CEB
Dinis Rosa (CNSA) “A previsão”
Maria Santos (CNSA) “Abril floriu”
Ensino Secundário
Pedro Fernandes (AEA – EBSA) “Carta a Tom”
Diogo Semedo (CNSA) “Fixo o mundo no futuro”
Ensino de Adultos
Diogo Nolasco (Centro Qualifica) “O inquisidor atormentado”

“UTILIZADORES DO ANO”
Infanto-Juvenil - Noa Cosme da Cruz
Adulto - Ana Filipa Pereira

Siga estes conselhos da GNR para seus filhos não correrem riscos em piscinas…

A Guarda Nacional Republicana tem em curso, desde o dia 1 de Julho e até ao dia 15 de setembro, o projeto “Piscina Segura”, que prevê a realização de ações de sensibilização à população, em todo o Território Nacional, no sentido de reforçar a consciencialização da sociedade para a problemática do afogamento de crianças e jovens, em piscinas privadas.
Considerando a atual situação do país, em função da pandemia de COVID-19, é expectável que se assista ao aumento da procura de habitações para férias, muitas delas com piscina, exponenciando o risco de afogamento de crianças e jovens, se não forem tomadas as devidas precauções. De acordo com a Associação para a Promoção da Segurança Infantil, nos últimos 16 anos ocorreram 247 afogamentos com desfecho fatal em crianças e jovens, sendo as piscinas os planos de água com maior registo de afogamentos (30%), seguidas das praias (25%) e dos rios/ribeiras/lagoas (24%).
Nesse sentido, serão desenvolvidas diversas campanhas de sensibilização, através das Secções de Prevenção Criminal e Policiamento Comunitário (SPC), promovendo a colaboração entre entidades através de pontos de contacto.

A GNR aconselha:

  1. Mantenha sempre as crianças sob a vigilância permanente e efetiva de um adulto;
  2. Esteja sempre atento(a) a todos os movimentos, seja dentro de água ou na beira da piscina;
  3. Não deixe brinquedos na piscina, pois pode chamar a atenção das crianças e revelar-se numa distração fatal;
  4. Evite que as crianças corram à beira da piscina;
  5. Se tem piscina em casa, quando não estiver a ser utilizada, tape-a com uma tela, lona de proteção ou outro sistema de segurança;
  6. Ensine as crianças a nadar o mais cedo possível;
  7. Coloque sempre o auxiliar de flutuação nas crianças e certifique-se de que estas o mantêm devidamente colocado sempre que estejam perto ou dentro de água.

Quebras no turismo triplicam desemprego no Algarve

Corrida Baía de Lagos está de regresso à Meia Praia – Jornal do ...
O desemprego no Algarve aumentou mais de 200% em maio para quase 28 mil desempregados, atingindo sobretudo o setor da hotelaria, que desespera pela chegada de turistas para atenuar o "golpe" de quase três meses de prejuízos.
O calor que abraça o Algarve lembra que Julho chegou, ao contrário dos turistas, que por esta altura já deviam estar a encher os hotéis, praias e restaurantes da região, mas que teimam em não aparecer na quantidade habitual para a época do ano.
Como o início da pandemia de covid-19 coincidiu com o arranque das contratações para a época turística, milhares de pessoas nem sequer chegaram a ser contratadas, enquanto outras foram dispensadas ainda durante o período experimental.
Num verão normal, o Tivoli Hotels & Resorts teria cerca de 1.000 pessoas a trabalhar nas seis unidades do Algarve -- fora aquelas que são contratadas à hora, ao dia, ou à semana -- mas, neste momento, tem apenas cerca de metade, diz à Lusa o diretor regional de operações do grupo, Jorge Beldade.
"Nós, em março, quando foi o início desta pandemia, estávamos em fase de início de contratação para a época de cerca de 350 pessoas. Acabámos por contratar só 89 e, obviamente, todas as outras deixaram de ser contratadas e a seguir os hotéis fecharam e passámos todas as pessoas a 'lay-off'", conta.
No Algarve, 85% dos hotéis reabriram em junho ou reabrem agora, no início de julho, um número, ainda assim, animador -- tendo em conta as previsões do setor no início da pandemia, que não apontavam para que tantas unidades reabrissem ainda este ano.
Depois da época baixa, quando se preparava para entrar na época turística, a região depara-se com um verão "que não será comparável" ao do ano passado e entra novamente numa estação baixa, o que, na prática, será equivalente "a três estações baixas seguidas", resume o líder da Associação de Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve (AHETA).
"O efeito nas receitas das empresas e o impacto no emprego é indiscutível e será uma realidade incontornável", disse à Lusa Elidérico Viegas, estimando que a partir do mês de setembro os números se "agravem novamente".
Segundo dados do Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP), em maio de 2020 o Algarve foi a região que registou o maior aumento de desempregados inscritos no país, com um crescimento de 202,4%, face ao mesmo mês do ano passado.
"É um situação complicada, com um número de desemprego bastante elevado, que nos preocupa. Em fevereiro ninguém acreditaria que isto iria acontecer, porque estávamos com um dinamismo da economia cada vez maior, com o emprego a aumentar e o desemprego a diminuir", desabafa a delegada regional daquele instituto.
De acordo com Madalena Feu, o aumento do desemprego, contrariando a tendência dos últimos anos, tem vindo em crescendo, face aos mesmos meses de 2019: em março havia na região 21.636 desempregados inscritos (mais 41%), em abril mais 26.379 (mais 120%) e em maio 27.675 (mais 202%).
A delegada regional do IEFP nota que há "novos" desempregados: 28% são estrangeiros -- na sua maioria brasileiros, indianos e nepaleses, que trabalhavam na agricultura e na hotelaria --, e outros, ainda, são pessoas que vieram de fora da região.
No concelho de Albufeira, que concentra boa parte dos hotéis da região e cujos negócios giram quase todos à volta do turismo, a situação é preocupante, segundo nota à Lusa o presidente da Câmara, José Carlos Rolo.
"A recuperação não vai ser tão rápida e tão linear quanto isso. Não nos podemos esquecer que a seguir temos o inverno e que no inverno, naturalmente, as pessoas não acorrem a lugares turísticos de sol e praia", sublinha.
Segundo o autarca, além dos "muitos hotéis fechados", estão também encerrados muitos estabelecimentos comerciais. Alguns até abriram, mas depois acabaram por encerrar, por falta de clientes, atirando as pessoas para o desemprego ou para 'lay-off'.
Muitas das pessoas que de um momento para o outro se viram no desemprego começaram a pedir ajuda, sobretudo alimentar, a instituições da área social, que veem agora os pedidos disparar, como é o caso do Movimento de Apoio à Problemática da Sida (MAPS).
O presidente da instituição, Fábio Simão, diz à Lusa acreditar que em setembro ou em outubro se comecem a sentir "os efeitos mais sérios da crise" e a surgir muitos mais pedidos de apoio, pois quem perdeu o emprego não tem como "dar a volta" à situação.
"A economia começou a dar alguns passos, mas com vergonha, porque as pessoas estão a acautelar-se e provavelmente os postos de trabalho não vão ser todos readmitidos", conclui.
Lusa

Covid-19: Mais 24 portugueses foram repatriados da Venezuela

Covid-19: Mais 24 portugueses foram repatriados da Venezuela
Vinte e quatro portugueses foram repatriados, sábado, da Venezuela, país onde ficaram retidos devido à pandemia da covid-19, avançaram fontes diplomáticas à agência Lusa.
“Foram repatriados num voo da Plus Ultra, organizado pela Espanha, que partiu com mais 376 passageiros a bordo, europeus de diferentes nacionalidades”, explicou uma das fontes.
O voo, deveria ter partido do Aeroporto Internacional Simón Bolívar de Maiquetía (28 quilómetros a norte da capital) pelas 17:00 horas locais (22:00 horas de sábado em Lisboa), mas registou “um atraso de mais de cinco horas e 45 minutos”.
Entre os portugueses, segundo fontes diplomáticas, encontram-se sete cidadãos oriundos da Madeira, que vão ter que viajar depois de Madrid para Lisboa e para o Funchal, devendo submeter-se novamente a testes da covid-19 e, se necessário, fazer quarentena.
As restrições locais com motivo da quarentena preventiva da covid-19 obrigaram à emissão de “salvo-condutos” para que os passageiros a serem repatriados pudessem chegar até à cidade de Caracas e, daí, até ao aeroporto, num dia em que foi notório um reforço das operações de controlo de circulação implementadas pelas autoridades venezuelanas.
“Desde cedo, as saídas e entradas da cidade, estiveram fortemente controladas. A polícia parava todos os carros, observava o interior das viaturas, pedia o salvo-conduto e questionava o motivo da circulação”, explicou Daniel González à agência Lusa.
Desde março 256 portugueses foram repatriados da Venezuela, 181 deles a 13 de junho, num voo organizado por Portugal.
As autoridades consulares portugueses estão atentas a eventuais pedidos de mais portugueses, com residência em território português, que pretendam ser repatriados, num próximo voo, devendo para tal notificar os consulados-gerais de Portugal nas cidades venezuelanas de Caracas e Valência.
Por outro lado, a oposição venezuelana denunciou que em Espanha estão retidos, devido à quarentena, entre 700 e mil venezuelanos que não puderam ainda regressar ao país, muitos dos quais sem recursos económicos.
Segundo o diário venezuelano El Nacional, o Governo do Presidente, Nicolás Maduro, não permitiu que nos quatro voos de repatriamento realizados até agora pela Espanha regressem a Caracas cidadãos da Venezuela, exigindo que o repatriamento seja efetuado pela companhia aérea Conviasa.
No entanto, segundo o portal Crónica Uno, mais de 60 pessoas conseguiram embarcar para Caracas, sexta-feira, no avião da Plus Ultra (que traria sábado os europeus repatriados), apesar de não existir uma lista de espera ou de passageiros, presumindo-se que “são em maioria próximos do Governo de Nicolás Maduro”.
Na Venezuela estão oficialmente confirmados 6.537 casos de pessoas infetadas e 59 mortes associadas ao novo coronavírus. Estão ainda dados como recuperados 2100 pacientes.
A Venezuela está desde 13 de Março em estado de alerta, o que permite ao executivo decretar “decisões drásticas” para combater a pandemia.
Os voos nacionais e internacionais estão restringidos no país.
Lusa
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