Lusa
sábado, 23 de janeiro de 2021
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Lusa
DGS pede ao Instituto de Medicina Legal soluções para aumentar refrigeração
Na morgue do hospital de São José, estão ainda disponíveis 48 lugares e outros três espaços para recolher cerca de 50 corpos.
Direção-Geral da Saúde pediu ao Instituto Nacional de Medicina Legal soluções para aumentar capacidade de frigoríficos junto das unidades de saúde caso seja necessário e solicitou aos hospitais que agilizem a transferência de informação para as funerárias.
A Associação Nacional de Empresas Lutuosas (ANEL) refere num comunicado, publicado no seu site, que a Direção-Geral de Saúde (DGS) lhe solicitou um ponto de situação sobre a capacidade de resposta às necessidades atuais de realização de cerimónias fúnebres, bem como a identificação de pontos de rutura existentes ou iminentes, na sequência do número crescente de óbitos diários.
Questionada pela Lusa, a DGS afirmou, numa resposta escrita, que "está a acompanhar a situação, estando em articulação com associações que representam as agências lutuosas".
Na sequência dessas diligências, a DGS tomou algumas medidas, nomeadamente solicitar "ao Instituto Nacional de Medicina Legal e Ciências Forenses (INMLCF) soluções para aumentar capacidade de frigoríficos junto das unidades de saúde caso se venha a verificar essa necessidade".
Enviou também uma comunicação aos hospitais, através das Administrações Regionais de Saúde, para agilizarem "a transferência de informação para as lutuosas, recomendando o uso da via digital".
Contactado pela Lusa, uma fonte do Centro Hospitalar Universitário Lisboa Central (CHULC) adiantou que atualmente existem 48 lugares na morgue do Hospital de São José, mas há mais três espaços que permitem recolher cerca de 50 corpos. "A capacidade instalada é mais do que suficiente para a situação que está a ocorrer", assegurou a fonte oficial do CHULC.
No Hospital Santa Maria abriram dois contentores refrigerados junto à casa mortuária para reforçar a capacidade de preservação dos corpos, sendo neste momento suficiente a capacidade instalada, adiantou à Lusa uma fonte oficial do Centro Hospitalar Universitário Lisboa Norte (CHULN).
No pedido endereçado à ANEL pela DGS é referido que é expectável que o número diário de óbitos se mantenha elevado por algum tempo mais, podendo rondar os 500 a 600/dia, seja pela Covid-19 ou pela onda de frio que se faz sentir, refere a associação no comunicado.
Em resposta ao pedido da DGS, a ANEL reiterou "a total disponibilidade para colaborar com todas as entidades do Estado para minimizar o impacto da Pandemia numa área extremamente sensível e delicada como a realização de funerais".
Faz ainda uma análise da situação, afirmando que há "hospitais públicos em rutura generalizada sem disponibilidade de equipamentos de frio para preservação dos cadáveres" e que "a maioria dos hospitais não procede ao protocolo documental com as funerárias via digital".
Sublinha ainda o que o prazo médio de espera para cremação é de 72 horas em Lisboa e nas restantes localidades de três a cindo dias e para inumação o prazo médio de espera é 48 horas. Carlos Almeida, da associação que representa as agências funerárias, diz à TSF que podem existir crematórios em que o tempo de espera já atinge os cinco ou seis dias.
O aumento diário de mortos está a causar problemas nas morgues dos hospitais que já estão a instalar contentores frigoríficos à porta, como acontece com o Hospital do Montijo. Carlos Almeida explica à TSF que há uma procura crescente pelos crematórios, em especial na área da grande Lisboa. "Estão a suprir essa ausência com equipamentos de frio suplementares", refere.
Segundo a DGS, desde o início da pandemia de Covid-19, os hospitais do Serviço Nacional de Saúde têm adotado medidas no sentido de garantir as condições para acompanhar a evolução da situação pandémica.
Relativamente às agências funerárias, assegura que "não existe qualquer rutura no fornecimento de urnas", nem no fornecimento de equipamentos de proteção individual
"As agências funerárias estão longe de atingir o ponto de rutura da sua capacidade diária de realização de funerais atendendo ao quadro de pessoal e meios (viaturas) que dispõem na presente data", sublinha no comunicado.
Apela ainda à DGS para sensibilizar os cidadãos através de uma "norma sanitária uniforme para todo o país" (como já foi implementada noutros países como Espanha e Itália durante a primeira vaga) que não é permitido a passagem dos funerais pelos locais de culto ou centros funerários para realização de exéquias, vigílias ou velórios.
Lusa / TSF
Mau tempo: Seis distritos sob aviso laranja devido à chuva
Seis distritos de Portugal continental estão hoje sob aviso laranja devido à previsão de chuva, e outros seis têm avisos amarelos por causa do vento e da agitação marítima, segundo o IPMA.
Os distritos de Viana do Castelo, Braga, Vila Real, Aveiro, Viseu e Porto estão sob aviso laranja até às 18:00 de hoje por causa da previsão de chuva por vezes forte.
O IPMA colocou também os distritos de Bragança, Guarda e Castelo Branco sob aviso amarelo até às 21:00 de hoje devido à previsão de vento forte, com rajadas até 80 quilómetros por hora, que podem chegar aos 100 quilómetros por hora nas terras altas.
Coimbra, Leiria e Lisboa estão também sob aviso amarelo, mas devido à previsão de forte agitação marítima, sendo esperadas ondas de quatro a cinco metros. Este alerta termina às 09:00, mas nos distritos de Coimbra e Leiria é retomado às 15:00 para se estender até às 03:00 de domingo.
Face ao quadro meteorológico, a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) alertou para a possibilidade de ocorrência de cheias em meio urbano, inundação por transbordo de linhas de água em zonas mais vulneráveis, assim como a acumulação de gelo, neve e formação de lençóis de água na estrada.
A proteção civil alertou ainda para o risco de queda de ramos ou árvores devido ao vento forte, de afetação de infraestruturas associadas às redes de comunicações e energia, e de possíveis acidentes na orla costeira, recomendando comportamentos adequados, sobretudo nas zonas de maior risco.
Lusa
Portugal entra na lista da Alemanha de países de “alta incidência”
A nova medida entra em vigor às 23h00 de sábado, horário de Lisboa.
A Alemanha incluiu Portugal no grupo de mais de 20 países e territórios considerados de "alta incidência" da pandemia de Covid-19, aos quais se aplicam restrições de viagens.
Neste grupo, além de Portugal, estão Albânia, Andorra, Bolívia, Bósnia, Egito, Espanha, Emirados Árabes Unidos, Eslovénia, Estados Unidos, Estónia, Irão, Israel, Colômbia, Kosovo, Letónia, Líbano, Lituânia, Macedónia do Norte, México, Montenegro, Panamá, República Checa, Sérvia e Territórios Palestinianos.
O Instituto Robert Koch (RKI), em colaboração com os Ministérios do Interior e da Saúde alemães, atualizou esta tarde a classificação dos países segundo o seu risco epidemiológico, levando Berlim a determinar restrições de viagens para os 20 de mais "alta incidência".
A decisão, que entra em vigor às 00h00 locais de domingo (23h00 de sábado em Lisboa), implica que os viajantes desses países terão que apresentar um teste duplo negativo para entrar na Alemanha.
O primeiro teste deve ser feito até 48 horas antes do voo e entregue à chegada; o segundo pode ser feito a partir do quinto dia de quarentena, e será obrigatório para os viajantes desses países de "alta incidência".
A classificação, decidida no início de janeiro, prevê três outros grupos de países: "Áreas preocupantes devido à variante" do vírus, "Áreas de risco particularmente elevado" e regiões "não consideradas áreas de risco".
No primeiro grupo estão os países onde foram detetadas as variantes do coronavírus mais preocupantes no momento: Brasil, Reino Unido e África do Sul, além da Irlanda.
Todos os outros países estão incluídos no grupo de risco, exceto duas regiões na Grécia (Ática e Egeu do Norte) e uma na Noruega (Innlandet), que viram os seus dados melhorar nos últimos 10 dias.
Lusa / TSF
Alerta do SNS e DGS. “Há burlões a bater às portas” para agendar vacinação
Autoridades lançam aviso de forma preventiva. PSP aconselha cidadãos a "desconfiar de imediato" de serviços que não solicitaram.
O Serviço Nacional de Saúde (SNS) e a Direção-Geral da Saúde (DGS) alertam para a existência de "burlões" que estão "a bater às portas" para alegadamente agendar vacinação contra a Covid-19. O aviso está nas redes sociais das duas entidades.
Segundo o SNS e a DGS, os burlões fazem-se passar por profissionais de saúde.
A GNR, recentemente, e a Deco, em setembro de 2020, também já lançaram alertas semelhantes.
Os alertas são, no entanto, preventivos, uma vez que as autoridades - PSP e GNR - não registaram até ao momento nenhuma burla concretizada. Em declarações à Renascença, o intendente Nuno Carocha, da PSP, aconselha os cidadãos a "desconfiarem de imediato quando abordados sobre serviços que não solicitaram".
Cristina Nascimento / RR
Polícia Municipal do Porto vai integrar equipas de intervenção da PSP
A partir das 00:00 de sábado, todo o efetivo e meios operacionais da Polícia Municipal do Porto vão integrar as equipas de intervenção covid-19 da PSP, após uma requisição por esta autoridade, disse hoje à Lusa fonte daquela polícia.
"A PSP requisitou todo o efetivo e todos os meios operacionais da Polícia Municipal [PM] do Porto. À meia-noite de hoje, a PM vai integrar as equipas de intervenção covid-19 nas ações de fiscalização, sob comando da PSP", explicou fonte do Comando Metropolitano do Porto da PSP.
Esta colaboração acontece depois de na quinta-feira o superintendente-chefe da PSP, Magina da Silva, ter enviado ao presidente da câmara do Porto, Rui Moreira, uma carta, na qual sinaliza que "o agravamento da crise pandémica (...) exige das instituições uma cooperação próxima".
Na carta refere-se que é aconselhado que "seja garantida a unidade de comando de toda a ação policial destinada a fiscalizar o cumprimento das medidas restritivas impostas pelo Estado de Emergência", conforme é revelado numa publicação da câmara do Porto no seu 'site' oficial.
Ainda de acordo com a publicação da autarquia, o diretor nacional da PSP "tomou a decisão de consultar o presidente da câmara do Porto com a finalidade de requerer meios da Polícia Municipal, tendo em conta também a proposta da comandante do Comando Metropolitano do Porto da PSP, Paula Peneda".
A colaboração entre a PSP e a autarquia do Porto surge ao abrigo de um contrato interadministrativo e do Decreto-Lei 13/2017.
Os meios da Polícia Municipal do Porto ficarão sob o comando e controlo operacional da PSP enquanto vigorar o dever geral de recolhimento domiciliário, imposto pelos decretos do Governo.
"Esta cooperação irá incidir, em primeira linha, nas ações policiais que visam a fiscalização e o cumprimento das medidas restritivas impostas pelo Estado de Emergência, decretado pelo Presidente da República", completa a autarquia do Porto.
Lusa

