domingo, 5 de setembro de 2021

Jerónimo diz que não há condições para discussão do Orçamento do Estado para 2022

O secretário-geral do PCP sublinhou que "não estão reunidas as condições" para discutir o Orçamento do Estado para 2022 e que o Governo tem "responsabilidade direta" por achar que o presente Orçamento "só vale por seis meses".

Em declarações no final de uma visita a uma exposição sobre o centenário do partido — integrada na edição deste ano da Festa do Avante! -, Jerónimo de Sousa sustentou que o executivo tem de “cumprir aquilo que acordou”, uma vez que o Orçamento do Estado para 2021, aprovado com o voto favorável do PCP, ainda está “a vigorar e por parte do Governo parece que este Orçamento só vale por seis meses”.

O secretário-geral do partido disse que a “pressa” do Governo para marcar as eleições autárquicas para 26 de setembro “condicionou tudo” e, por isso, “não havia condições, nem há, para qualquer discussão prévia em relação à proposta de Orçamento do Estado que ainda não existe”.

Por isso, o dirigente comunista considerou que “há uma responsabilidade direta” por causa da marcação das eleições para a data em questão, quando o partido defendeu que poderiam ser em outubro.

O executivo liderado pelo socialista António Costa, recordou Jerónimo de Sousa, também “está comprometido com propostas que aceitou” durante a discussão e aprovação do presente Orçamento do Estado, nomeadamente, o reforço do Serviço Nacional de Saúde (SNS).

“Continua a não dar resposta e, partindo da realidade, partindo dos problemas com que estamos confrontados… De facto, há uma responsabilidade direta do Governo, que, não dando respostas a questões cruciais, naturalmente, não estão reunidas as condições para discutir lá para o ano de 2022 o que vier… Não é assim”, completou o secretário-geral do PCP.

A 45.ª Festa do Avante! começou na sexta-feira e vai decorrer até este domingo, na Quinta da Atalaia, no Seixal, no distrito de Setúbal. A Direção-Geral da Saúde (DGS) aumentou este ano a lotação máxima para 40.000 pessoas e regressaram várias atividades, como, por exemplo, as desportivas.

As medidas decretadas para mitigar a propagação da pandemia são uma reedição de 2020, mas este ano é necessária a apresentação de um certificado de vacinação contra a covid-19 ou um teste negativo à presença do SARS-CoV-2 no momento de apresentação da “EP” (entrada).

O certame político encerra com um comício às 18:00

Lusa

Imagem: SAPO24

Há mais de 1.500 exames de código e de condução em atraso no Porto

O Instituto de Mobilidade e Transportes (IMT) registou 1.541 exames de condução e de código pendentes na região do Porto até 1 de setembro, um atraso que para o setor é responsabilidade do Governo.

A chegada da pandemia associada aos quatro meses, dois em 2020 e mais dois em 2021, em que as escolas de condução estiveram fechadas, mais as apertadas regras que reduziram o tempo de aulas e o número de alunos nas escolas e nos veículos, provocou problemas de operacionalidade, testemunharam as várias fontes contactadas pela Lusa.

Parte dessa realidade está espelhada na página do IMT, no tema Provas Pendentes relativo a exames solicitados por escolas de condução, autopropostos e trocas de títulos estrangeiros.

Dos então 1.541 casos contabilizados, 830 são de exames de código e 711 de exame de condução. Destes, 168 encontram-se no intervalo entre 100 e 399 dias, 92 entre os 50 e 99 dias e 1.281 entre os zero e os 49 dias. Nesta contabilidade verifica-se ainda que em igual período foram efetuadas 3.045.

Na resposta à Lusa, o IMT acrescentou outros números: na região Norte (Porto, Braga, Viana do Castelo, Vila Real e Bragança) a 01 de agosto de 2021 encontravam-se a aguardar marcação 2.112 provas teóricas e 2.919 provas práticas.

O presidente da Associação Nacional de Industriais de Ensino Condução Automóvel (ANIECA), Fernando Santos, disse à Lusa que os “exames de condução têm um atraso de cerca de dois meses e os de código de três”, atribuindo-o à “pandemia e às restrições que ainda hoje existem”.

“Fizemos uma exposição ao secretário de Estado das Infraestruturas [Jorge Delgado] depois do anúncio do alívio nos transportes públicos, que agora podem circular no máximo da lotação enquanto nós, nos carros de instrução, só podemos ter uma pessoa na parte de trás”, disse.

Revelando que os exames de código no IMT “passaram de 15 candidatos por sessão para oito, mantendo-se os horários”, Fernando Santos acrescentou que, regra geral, nos centros privados “houve também uma redução”, mas que aqui passou a haver “sete sessões diárias enquanto no IMT, porque não precisa de se preocupar com o fim do mês, apenas se fazem quatro”.

“Se não fossem os privados, os exames poderiam durar anos a acontecer”, criticou, antes de se socorrer novamente da programação para assinalar que os “exames de código requeridos a 20 de julho foram marcados para 23 de setembro”.

O dirigente associativo estima que atualmente na região Norte “devem ser 50 mil os candidatos à carta de condução”.

Em Vila Nova de Gaia, na Escola de Condução Nobreza, Alberto Mourisco disse ter perdido o modo de trabalhar “certinho” assim que a pandemia chegou e que se “até 2019 a carta era tirada em três ou quatro meses, hoje há processos que duram um ano”.

“Há dias fizemos uma contabilidade interna e percebemos que temos cinco mil horas não efetuadas, porque os nossos oito instrutores não conseguem dar resposta a tanto trabalho”, assinalou à Lusa o responsável da escola antes de identificar novas preocupações.

Pese embora desde 2020 o IMT ter “prorrogado os prazos das licenças de aprendizagem bem como a validade dos exames de código, que são de um ano” a contratação de “instrutores para responder à procura” tornou-se também um “problema” para as escolas de condução “porque não os há”, disse Alberto Mourisco.

Questionado pela Lusa, o IMT referiu que “no segundo semestre de 2020 promoveu curso de formação para 27 novos examinadores, o qual foi concluído no início deste ano”.

Já quanto ao número de alunos por sala e por veículo, o IMT assinalou que “face à recente resolução do Conselho de Ministros (…) o IMT, IP, está a estudar a alteração do Despacho n.º 5546/2020, de 16 de maio, atualizado pelo Despacho n.º 7254-A/2020, de 16 de julho, por forma a aumentar a lotação das salas de exame, bem como dos veículos utilizados nas provas práticas de exame”.

Lusa

Surto com 29 infetados após festas de diversão noturna em Santa Cruz

Pelo menos 29 pessoas ficaram infetadas pela covid-19 após frequentarem festas em bares da praia de Santa Cruz, no concelho de Torres Vedras, no último fim-de-semana de agosto, anunciou o município no último boletim epidemiológico.

O surto apresenta 29 casos ativos, segundo o último boletim epidemiológico, elaborado com dados reportados pelas autoridades locais de saúde pública.

As autoridades de saúde aconselham “a quem esteve nos bares da localidade ou participou em festividades com aglomeração de pessoas no fim de semana de 28 e 29 de agosto a realizar de imediato auto-teste e a ligar para o SNS 24 em caso de resultado positivo”.

Desde o início da pandemia, Torres Vedras, no distrito de Lisboa, contabiliza 6.904 casos confirmados, dos quais 125 estão ativos, 6.603 recuperaram e 176 morreram.

Lusa

Zona centro de Aveiro

Vídeo | Aos responsáveis do município de Aveiro

Portugal fecha Jogos Paralímpicos com dois diplomas na maratona

Os portugueses Odete Fiúza e Manuel Mendes terminaram hoje nas sexta e oitava posições, respetivamente, a maratona dos Jogos Paralímpicos das classes T11 e T46, fechando a participação lusa na competição.

Na prova para atletas T11 (deficiência visual), Odete Fiúza, que somou a sua sétima participação em Jogos Paralímpicos, cronometrou 3:20.45 horas, ficando a 19.55 minutos da vencedora, a japonesa Misato Michishita (3:00.50).

Depois de há cinco anos ter sido bronze nos Jogos Rio2016, Manuel Mendes, que não tem parte do braço esquerdo, terminou a prova em 2:45,11 horas, a 19.21 minutos do vencedor, o chinês Chaoyan Li, que correu em 2:25.50 e estabeleceu novo recorde paralímpico.

Portugal sai dos Jogos Paralímpicos, que hoje terminam, com duas medalhas de bronze e 23 diplomas.

 Lusa

A ADASCA lança um alerta

Bom Domingo!

A ADASCA tem sido contactada no sentido de confirmar se vai realizar uma sessão de colheitas de sangue na próxima semana nos Bombeiros Velhos de Aveiro. A resposta taxativa é NÃO.

No inicio do ano sim, realizou naquele espaço a titulo excepcional algumas sessões de colheitas de sangue porque houve problemas com o piso do Posto Fixo (www.adasca.pt), mas, desde há muito que voltámos ao local habitual, no Mercado Municipal de Santiago. 1º. Piso.

De vez em quando os dadores sangue recebem SMS para se dirigirem aqui, ali ou acolá para doar sangue, sem saberem quem está por detrás do evento. São levados ao engano, apesar da sua boa-fé. Chamamos a isso comer as bolachas alheias.
Doar sangue é sempre para o mesmo: o doente. Mas, não é tudo o mesmo. Depois quando vão ao Posto Fixo da ADASCA queixam-se que as dádivas não estão todas no seu registo. Sempre sempre há acesso a outras plataformas de registo de dádivas.

Aqui ficam as datas para o mês de Setembro a realizar. Aliás, pode consultar no site http://www.adasca.pt/node/1380 .

Aqui fica o ALERTA!