quarta-feira, 2 de fevereiro de 2022

Pombal acolhe congresso internacional sobre envelhecimento

A cidade de Pombal vai acolher, nos dias 26, 27 e 28 de março, a edição 2022 do Ageing Congress, um evento internacional que se propõe ser uma referência no debate das questões em torno do envelhecimento.

O evento, subordinado ao tema “envelhecer num mundo envelhecido”, é promovido pela ANGES – Associação Nacional de Gerontologia Social, no ano em que celebra dez anos de existência e que tem como objetivo a promoção de um envelhecimento ativo e bem-sucedido, nas suas mais diversas formas.

A associação, sem fins lucrativos, tem como pilar o absoluto respeito pela pessoa idosa, propugnando um envelhecimento com qualidade.

Para o presidente da Câmara Municipal de Pombal, a escolha da cidade de Pombal para acolher o Ageing Congress é um reconhecimento pelo trabalho desenvolvido em todo o concelho para a promoção do envelhecimento ativo e saudável, em parceria com as instituições particulares de solidariedade social, as coletividades e as juntas de freguesia.
Pedro Pimpão reafirma o compromisso de no futuro ser definido um Plano Integrado para o Envelhecimento Ativo, onde figurem todas as respostas sociais concelhias ao nível do envelhecimento, bem como elaborar uma Estratégia para o Envelhecimento Ativo, Saudável e Feliz.

“Este será um instrumento que, para além de nos proporcionar uma visão global sobre o envelhecimento no concelho de Pombal, permitirá nortear estratégias de intervenção e identificar lacunas ao nível da assistência a pessoas idosas e construir, de forma concertada, respostas que possam suprimir as lacunas identificadas”, refere.

FMUC e Instituto Português de Oncologia de Coimbra: Juntos por um ensino diferenciador na área da Medicina Dentária

 Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra (FMUC) e o Instituto Português de Oncologia de Coimbra Francisco Gentil (IPOCFG) estabelecem protocolo de cooperação para a área da formação, investigação e da prestação de serviços à comunidade, na área da Medicina Dentária O protocolo constitui um fator de diferenciação na formação pré-graduada dos estudantes de Medicina Dentária da UC, na área da Oncologia Oral.

Apostar na investigação, na melhoria pedagógica, na formação e na prestação de serviços à comunidade na área da medicina dentária, são as bases de um protocolo de cooperação que junta, na próxima segunda-feira, dia 31, a Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra (FMUC) e o Instituto Português de Oncologia de Coimbra Francisco Gentil (IPOCFG).

Destinada a alunos do 4.º e 5.º anos do Mestrado Integrado em Medicina Dentária (MIMD), esta é uma iniciativa que pretende recuperar uma parceria que, tendo sido estabelecida no início da criação do ensino de Medicina Dentária pela FMUC, durante muitos anos, permitiu aos alunos desenvolver rotações clínicas em vários serviços hospitalares, incluindo o IPOCFG. Como explica Carlos Robalo Cordeiro, Diretor da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra, “o ensino da Medicina Dentária inclui uma vertente prática que consiste na execução e no exercício de atos clínicos, levados a efeito em benefício dos doentes do CHUC. Tais atos clínicos são praticados por docentes, médicos dentistas da FMUC e por estudantes do segundo ciclo de estudos do Mestrado Integrado em Medicina Dentária, sob tutoria dos seus docentes. Assim sendo este protocolo constituirá um fator de diferenciação na formação pré-graduada dos estudantes de Medicina Dentária da UC na área da Oncologia Oral, visando uma formação diversificada, abrangente e multidisciplinar, para melhor qualidade na prestação de cuidados de saúde oral à população”.

Na área da inovação e melhoria pedagógica o IPOCFG terá um importante papel, na medida em que abre portas a cerca de 80 alunos do MIMD que acompanharão a atividade clínica de diagnóstico, tratamento e acompanhamento realizada pelos profissionais da especialidade de Estomatologia e de Cirurgia Maxilofacial do IPOCFG.

Mais vocacionado para a formação continua e pós graduada, o protocolo irá ainda permitir a realização de ações de formação também no âmbito de cursos de estudos avançados da FMUC (Mestrados e Pós-graduações), onde a área da Oncologia Oral seja fundamental.

No âmbito da prestação de cuidados de saúde oral à população o compromisso assumido vai no sentido de promover um melhor acesso dos cidadãos aos cuidados diferenciados disponibilizados por ambas as instituições, seja através da criação de canais otimizados de referenciação de pacientes, seja através do desenvolvimento de programas de prevenção e rastreio de cancro oral na população.

Com uma clara aposta na investigação ambas as instituições assumem a vontade de levar a cabo projetos de investigação no âmbito epidemiológico (caracterização de perfis populacionais regionais), diagnóstico (estudo de técnicas inovadoras) e tratamento (estudos de eficácia).

Estudo aponta estratégias para a indústria turística do Centro de Portugal no contexto pós-pandemia

 A pandemia provocou significativas mudanças nos comportamentos dos turistas que visitam o Centro de Portugal, sendo necessário adotar novas estratégias para recuperar a atratividade turística desta região num cenário pós-Covid-19, assinala um estudo realizado na Universidade de Coimbra (UC).

Com o objetivo de perceber os impactos da atual pandemia nos hábitos e tomadas de decisão dos turistas no Centro de Portugal, o estudo, conduzido por Catarina Gouveia e Cláudia Seabra, investigadoras do Centro de Estudos de Geografia e Ordenamento do Território (CEGOT), envolveu 320 turistas que visitaram a região entre novembro de 2020 e maio de 2021, na sua maioria de nacionalidade portuguesa (98,4%). Foram questionados sobre as principais escolhas nas suas viagens antes, durante e após a pandemia, designadamente alojamento eleito, planeamento da viagem, segurança e transporte utilizado nas deslocações de férias/lazer.

«Ficou claro que os impactos da pandemia foram severos para o Centro de Portugal, uma das regiões mais diversificadas em termos turísticos do país que, até ao início de 2020, se encontrava em franca expansão. Os resultados indicam que os turistas no Centro de Portugal alteraram os seus hábitos, especialmente no que se refere ao tipo de alojamento, segurança e transporte utilizado nas viagens», afirma Cláudia Seabra.

Antes da pandemia, o alojamento mais utilizado pelos inquiridos era o hotel (23,8%), seguido de casa de amigos e familiares (18,8%), alojamento local (16,6%) e turismo em espaço rural (12,2%). Com a pandemia, a situação alterou-se. A maioria dos participantes no estudo prefere agora «a casa própria, o alojamento local e casas de amigos e familiares, confirmando a importância do turismo doméstico nesta fase de incerteza. O hotel, que antes era o tipo de alojamento preferido pelos turistas, após a pandemia passa a ser menos indicado. Ao nível do transporte utilizado para a deslocação para os destinos de férias dentro do país, o carro próprio continua a ser o meio preferido, mas após a pandemia com muito maior expressão do que o avião ou o comboio», refere a também docente da Faculdade de Letras da UC.

O estudo revela ainda que, na hora de escolher o destino de férias, a segurança será um fator ainda mais decisivo após o contexto pandémico, «devendo assim ser um fator fundamental a considerar na recuperação da indústria turística», aponta.

De uma forma geral, apurou-se que a pandemia teve um efeito muito significativo na perceção de segurança para a prática das várias atividades turísticas. «Em termos globais, os turistas indicam uma perceção de risco mais elevada para a prática de todas as atividades turísticas e de lazer, destacando-se as praticadas em espaços fechados ou de dimensão reduzida, ou seja, com maior aglomeração de pessoas, principalmente os parques de diversões ou temáticos, concertos e espetáculos, eventos desportivos, centros urbanos/históricos, compras em centros e ruas comerciais, casinos e casas de jogo, discotecas e locais de entretenimento noturno», esclarece Cláudia Seabra.

No entanto, as atividades ligadas à natureza, como a prática de desportos e a ida a praias oceânicas e fluviais, «apesar do impacto negativo da pandemia, são, ainda assim, consideradas atividades menos inseguras», afirma a investigadora, registando também que a visita a galerias de arte, museus e monumentos e a ida a restaurantes «são igualmente atividades consideradas menos inseguras apesar da perceção de segurança na sua prática ter-se reduzido após a pandemia».

Segundo as autoras do estudo, que foi financiado pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), os principais indicadores apurados fornecem «pistas importantes para os gestores das organizações turísticas readaptarem as suas estratégias de marketing, de forma a reconquistar novamente os mercados desta região no contexto pós-pandémico». Por isso, defendem que «branding destes destinos deve assentar fortemente no fator segurança e as estratégias de segmentação e comunicação devem ter em linha de conta os novos hábitos dos turistas, centrados em alojamentos mais exclusivos e individualizados e em atividades de lazer associadas à natureza e visita a museus, monumentos e galerias».

As duas investigadoras do CEGOT notam ainda que o setor turístico em Portugal «foi um dos que mais sofreu com as medidas e restrições impostas pelo Governo. A região Centro não foi exceção, contabilizando -53% de dormidas de hóspedes face a 2019, -35% no que toca a dormidas nacionais e -75% de dormidas de estrangeiros. Face ao contexto pandémico, prevê-se que os destinos de natureza e sem grandes aglomerados de pessoas, onde os viajantes podem encontrar pequenas unidades hoteleiras e conseguem chegar no seu carro próprio, deverão tornar-se os locais mais procurados pelos turistas numa era pós- COVID-19».

 

9 detidos por tráfico, furto e roubo em Lamego, Tarouca e Castro Daire

O Comando Territorial de Viseu, através do Destacamento de Lamego, hoje, 2 de fevereiro, deteve oito homens e uma mulher, com idades compreendidas entre os 26 e os 52 anos, pelos crimes de tráfico de estupefacientes, furto, roubo e burlas, nos concelhos de Lamego, Tarouca e Castro Daire.

No âmbito de uma investigação que decorria há cerca de meio ano, foi possível apurar-se que o grupo efetuava um estudo prévio das vítimas, seguido de uma posterior abordagem no interior das suas residências, normalmente em locais isolados. Foi possível apurar-se ainda que, através de ameaças e agressões, o grupo procedia ao roubo de dinheiro, cartões de crédito e de débito, bem como de bens de valor acrescido, nomeadamente ouro, joias e relógios, sendo ainda suspeito da prática de cerca de dozes crimes, com agressões físicas contra quatro idosos.

No seguimento da investigação foi dado cumprimento a nove mandados de detenção fora de flagrante delito e a 21 mandados de busca, 11 domiciliárias, seis em veículos e quatro em anexos, culminando com a detenção dos suspeitos e na apreensão e recuperação do seguinte material:

  • Cinco viaturas;
  • Duas pistolas 6,35 mm;
  • Um bastão artesanal;
  • Diversos artigos de roupa;
  • 15 telemóveis;
  • Dois tablets;
  • Uma arma branca;
  • Cartões de crédito e de débito;

O grupo, já com antecedentes criminais em ilícitos desta natureza, estava a criar um sentimento de insegurança na população local.

Os detidos vão ser presentes ao Tribunal Judicial de Viseu amanhã, dia 3 de fevereiro.

Na operação estiveram empenhado 70 militares das valências territorial, investigação criminal, cinotécnica e ordem pública.

Relâmpago de mais de 800 km atravessa três estados norte-americanos

Um raio de mais de 800 km de comprimento que iluminou o céu em três estados dos EUA quebrou um novo recorde mundial do flash mais longo antes visto, noticia a BBC. Fica agora para trás o recorde estabelecido por um relâmpago visto em 2020, que tinha uma extensão de 768 km, e atravessou o Mississipi, o Luisiana e o Texas. Para o terceiro lugar é ainda remetido um raio de 709 km, que percorreu os céus do Brasil em 2018.

Raras vezes um relâmpago estende-se para lá dos 16 km ou dura mais do que um segundo. No que à variante intervalo de tempo diz respeito, um raio avistado no Uruguai e na Argentina, em 2020, fixou um máximo de 17,1 segundos, quebrando a marca anterior, de 16,7 segundos.

Randall Cerveny, da Organização Meteorológica Mundial, admitiu que tem havido uma sucessão de "recordes extraordinários em eventos de trovoada". Estes registos de envergadura incomum têm acontecido em regiões propícias à ocorrência de "mega relâmpagos". É provável, de acordo com o investigador, que venham a dar-se eventos ainda mais extremos no futuro, e, graças aos avanços na tecnologia de deteção de raios no espaço, que haja cada vez mais imagens captadas destes relâmpagos.

A Organização Meteorológica Mundial sublinhou que os raios constituem "perigo" e exortou as pessoas destas regiões - e em todo o mundo - a terem cuidado durante as tempestades. "Estes eventos de raios extremamente grandes e de longa duração não foram isolados, mas ocorreram durante tempestades ativas", descreveu o especialista em raios Ron Holle. "Sempre que um relâmpago é ouvido, as pessoas devem deslocar-se para locais seguros."

Em 1975, 21 pessoas foram mortas por um único relâmpago enquanto se amontoavam dentro de uma barraca no Zimbabué. Em 1994, 469 pessoas foram mortas quando um raio atingiu a cidade egípcia de Dronka, fazendo com que uma queima de óleo se estendesse por toda a cidade.

Catatrina Maldonado Vasconcelos / TSF

Imagem: © Oceanic and Atmospheric Administration dos EUA

Perto de 77% das zonas húmidas em Portugal estão ameaçadas

A Zero defende que, em contexto de seca, tem de se ter em conta a adequada gestão dos aquíferos, uma vez que a maior parte das zonas húmidas estão muito dependentes das massas de água subterrâneas.

A organização ambientalista Zero alertou esta quarta-feira para o mau estado de conservação das zonas húmidas em Portugal, com 77% delas ameaçadas, e defendeu que é preciso garantir água para esses ecossistemas.

No Dia Internacional das Zonas Húmidas, que se assinala nesta quarta-feira, a associação diz em comunicado que o Dia acontece num contexto de situação de seca em Portugal, mas também "de preocupação face ao estado de conservação dos habitats naturais e seminaturais relacionados com as zonas húmidas, e perante perspetivas de degradação adicional pelo incremento da pressão humana ligada à utilização dos territórios".

As zonas húmidas, "áreas inundadas ou alagadas de água, podendo ser permanentes ou sazonais", como explica o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) na sua página oficial, estão protegidas pela lei.

Ocupam, salienta a Zero, 1,8% do território nacional, sendo que só 31 sítios integram a Convenção de Ramsar (de conservação das zonas húmidas), totalizando 132.487 hectares, ou seja, 79% do total das zonas húmidas existentes em Portugal. Desse total, alerta a associação, a grande maioria (77%) está degradada.

"A maior parte das representações de habitats de turfeiras, habitats de água doce, como os charcos temporários mediterrânicos, as depressões intradunares e mesmo os habitats costeiros, como os sapais, estão em mau estado de conservação - o que demonstra que conferir uma figura legal de proteção a um determinado local nem sempre significa uma garantia de conservação ou do seu uso sustentável", diz a Zero no comunicado.

Quando se admite no país a expansão dos regadios e a consequente construção de mais barragens, a associação alerta para os impactos negativos que mais barragens terão "no fluxo de serviços dos ecossistemas proporcionados pelas zonas húmidas e, em particular, pelos cursos de água".

Alterar os regimes naturais e afetar os caudais ecológicos impede a "continuidade dos habitats fluviais e o transporte de sedimentos até aos estuários e zonas costeiras, onde a chegada de água doce é essencial", diz a Zero, que considera "diminuto" o valor ecológico das barragens.

A associação precisa, no comunicado, que a construção de mais barragens associadas ao regadio não resolve o problema cada vez mais recorrente da severidade das secas e da falta de água, e diz que em contexto de seca se tem de ter em conta a adequada gestão dos aquíferos, uma vez que a maior parte das zonas húmidas estão muito dependentes das massas de água subterrâneas.

As zonas húmidas e os aquíferos são decisivos na regulação do ciclo hidrológico, são "reservatórios" da biodiversidade, regulam o clima e protegem a costa.

A propósito do dia que nesta quarta-feira se assinala o ICNF também destaca, em comunicado, que "a saúde e o bem-estar das zonas húmidas mundiais são fundamentais para a saúde planetária e humana".

As zonas húmidas constituem o habitat de 40% das espécies do mundo, diz o ICNF no documento, acrescentando que quase 90% de zonas húmidas do planeta - incluindo rios, lagos, pântanos e turfeiras - já desapareceram. "E continuamos a perder zonas húmidas três vezes mais rápido do que as florestas", alerta-se no comunicado.

O Dia Internacional das Zonas Húmidas assinala-se pela primeira vez no contexto das Nações Unidas com o mote "Agir pelas zonas húmidas é agir pela Humanidade e pela Natureza".

O ICNF assinala a data com um ciclo de eventos como palestras, webinares e formações 'online'.

TSF/Lusa

Terrorista de extrema-direita que matou 77 pessoas na Noruega vai continuar preso

Um tribunal norueguês rejeitou hoje o pedido de liberdade condicional do terrorista de extrema-direita Anders Behring Breivik, que matou 77 pessoas em 2011, considerando que existe "um risco óbvio" de reincidir no comportamento que levou ao massacre.

“Há um risco claro de que (Breivik) regresse ao comportamento que levou aos ataques terroristas de 22 de julho”, decidiu o Tribunal Distrital de Telemark, rejeitando o pedido de libertação.

No mês passado, Breivik esteve na audiência em que foi apresentado o pedido de liberdade condicional no tribunal que hoje anunciou o veredicto, onde, enquanto afirmava ter renunciado à violência, professou opiniões supremacistas brancas e fez saudações nazis.

Breivik nunca mostrou remorsos depois de praticar o crime mais sangrento alguma vez cometido na Noruega.

Em 22 de julho de 2011, o réu detonou uma bomba perto da sede do governo em Oslo, matando oito pessoas, e depois matou outras 69, a maioria adolescentes, atirando sobre eles num campo de férias da Juventude Trabalhista na ilha de Utøya.

O extremista de direita, agora com 42 anos, foi condenado em 2012 a 21 anos de prisão, a pena máxima no país mas que pode ser prorrogada enquanto for considerado uma ameaça à sociedade.

O veredicto determinava um período mínimo de dez anos de prisão, após o qual poderia pedir a liberdade condicional, o que fez agora, mas com a justiça a decidir que permanecerá preso.

Madremedia
Imagem: France24