quarta-feira, 19 de outubro de 2022

Vídeos produzidos na iniciativa Testemunhos de Património e Memória Coletiva exibidos em Reguengos de Monsaraz

 
Os vídeos produzidos com nove senhoras do projeto Seniores a Mexer do concelho de Reguengos de Monsaraz no âmbito da iniciativa Testemunhos de Património e Memória Coletiva vão ser exibidos amanhã, dia 20 de outubro, pelas 15h, no Auditório Municipal de Reguengos de Monsaraz. Estes vídeos resultaram do diagnóstico social que a CIMAC – Comunidade Intermunicipal do Alentejo Central está a efetuar e que teve no ano passado uma atividade de preservação e divulgação do património e memória coletiva junto da população idosa, promovida pela Oficinas do Convento em parceria com a CAL - Cooperativa Cultural e Artística do Alentejo.
A atividade consistiu em registar em vídeo as memórias dos participantes através dum objeto, com uma componente pedagógica de preservação e de incentivo ao registo audiovisual do património imaterial. A ação teve a participação de 11 senhoras do concelho, das quais duas não quiseram gravar testemunhos e uma gravou dois, totalizando 10 vídeos. O registo em vídeo foi efetuado com os depoimentos de senhoras de Reguengos de Monsaraz, São Marcos do Campo, Campinho, Cumeada, Carrapatelo, Baldio e São Pedro do Corval.
O objeto escolhido despoletou as memórias para a captação de um pequeno vídeo, posteriormente colocado numa plataforma online, para que todas sejam agentes divulgadores do património e da memória coletiva. As senhoras do concelho de Reguengos de Monsaraz escolheram os seguintes objetos: bijuteria, cartilha, cantarinha de barro, enxada, sacho, machado, lampião a petróleo e caldeirão, peúgas de linha e botas de lã, Igreja Matriz de Santo António e taleiga de merenda.
As participantes assistiram à montagem do estúdio e receberam informação sobre todo o equipamento necessário e as suas funções e compreenderam a importância do meio audiovisual para preservar um legado e despertar interesse nas gerações mais novas. A ação, paralelamente à componente pedagógica inicialmente prevista, assumiu um caráter de intervenção social e de aproximação à comunidade.





 Carlos Manuel Barão
 

Estarreja | “Mudar de Vida” é exibido no CTE e conta com a presença da atriz Isabel Ruth

 A exibição do filme de um dos nomes mais importantes do cinema português acontece no dia 23 de outubro, às 21h30.

O Cine-Teatro de Estarreja exibe, numa cópia restaurada, o filme “Mudar de Vida”, de Paulo Rocha, realizado em 1966, no âmbito do programa europeu “A Season of Classic Films”. Esta sessão especial, organizada pela Cinemateca em colaboração com o Cine Clube de Avanca, conta com a presença de José Manuel Costa, diretor da Cinemateca; de Isabel Ruth, atriz deste e de outros filmes de Paulo Rocha; e de um representante do Cine Clube.
 
Marco do Novo Cinema Português, a longa metragem narra a história do regresso de um ex-combatente da Guerra Colonial à sua aldeia natal e as dificuldades que tem neste regresso às origens. Esta iniciativa, que terá lugar na sala de espetáculos estarrejense -próxima do local onde o filme foi rodado (a praia do Furadouro, em Ovar), está agendada para o dia 23 de outubro, domingo, às 21h30. Esta nova versão foi restaurada digitalmente pela Cinemateca, e contou com a colaboração do realizador Pedro Costa sob indicações de Paulo Rocha.
 
A sessão é organizada pela Cinemateca Portuguesa-Museu do Cinema e pelo Cine Clube de Avanca, em colaboração com o Município de Estarreja, com exibição no Cine-Teatro de Estarreja, no âmbito do programa “A Season of Classic Film”s, financiado pelo Programa Europa Criativa e coordenado pela “ACE” (Association des Cinémathèques Européennes), destinado a valorizar o património cinematográfico europeu, em especial convidando à descoberta do mesmo por parte de novas gerações.

História do Riso: livro raro em Portugal analisa a evolução do riso desde a Antiguidade Clássica até aos nossos dias

 Quando deixou o riso de ser considerado um pecado? Será que Cristo nunca se riu ou, afinal, Cristo riu-se? O riso, como sugeria Nietzche, é uma coisa de sábio? E, neste tempo de total democratização do riso, poderá ele ser considerado um fármaco? Partindo de algumas destas inquietações, Abílio Almeida, investigador da Universidade do Minho, mergulhou numa profunda pesquisa em busca da origem e evolução dos conceitos de riso ao longo da História e publica agora as conclusões nesta História do Riso. De Platão a Nietzsche, de Jesus Cristo a Umberto Eco, esta viagem «atrevida», nas palavras dos professores Helena Sousa e Manuel Pinto – que assinam o prefácio da obra –, assume-se como uma importante reflexão sobre o papel do riso enquanto acto social. Uma edição Guerra e Paz Editores, a História do Riso chega à rede livreira nacional no próximo dia 25 de Outubro.
 
Nas páginas da História do Riso, Abílio Almeida leva-nos pelos climas emocionais, do medo à tristeza, da raiva à alegria, que o riso atravessou ao longo da história da humanidade, mas – ressalva o investigador – «sobretudo na história ocidental após o primeiro século d. C.» 
 
Neste ensaio, que nasceu de uma tese de doutoramento, o autor mostra-nos que, muito antes de Agostinho de Hipona (354 d. C.-430 d. C.), conhecido no universo católico como Santo Agostinho, ter teorizado sobre o desuso das emoções positivas no âmbito social, que viria a ser promovido pela doutrina da Igreja durante cerca de 2000 anos, Platão já o tinha catequizado. Segundo o filósofo grego, todo e qualquer expressar emocional positivo era um usufruto temporário das coisas mundanas e, por isso, um atentado visual à pureza moral. Uma das maiores expressões públicas de um prazer voluntário, o riso seria então, naturalmente, observado na Antiguidade Clássica como algo menor, oriundo de um mundo inferior, doentio e terreno. Será o «fato, gravata e cara de mau» o espelho contemporâneo do ideal platónico?  
 
Mais tarde, também João Crisóstomo, um dos pais da Igreja, se assumiu como um dos maiores adversários do riso, tendo apontado, inclusivamente, que, segundo as escrituras, Cristo jamais rira, «mas frequentemente aparecia triste». Quem pode prová-lo? 
 
Seguir-se-iam séculos de perseguição ao riso, apoiada na ideia de um pecado capital, ou de um acto que deveria ser reprimido por fazer mal à saúde. Contudo, os ideais platónicos, camuflados de ideais cristãos por parte da Igreja, viriam a ser desmontados no século XIX por Friedrich Nietzsche, que considerava o riso um acto «sábio». O filósofo alemão introduziu um «conceito moderno» de felicidade: visual, quantitativa e centrada apenas no prazer, sustentando‑se no «novo início» proposto pelo naturalista Charles Darwin. Também o escritor e filósofo Umberto Eco teorizou sobre o riso, tendo afirmado que este «pode ser visto como uma imagem de um pequeno e repetido prazer carnal».
 
Com um clima emocional e social favorável e com um modelo-base capaz de associar o riso ao poder, ao sucesso e à autogratificação, toda a sociedade começou, gradualmente, a rir, sem ficar com um peso na consciência. De um pecado insalubre, terá o riso passado a ser um bálsamo para a saúde mental? 
 
Mais recentemente, a análise do tema encara novos desafios, e a democratização do riso no cinema, na televisão, na imprensa e na Internet transformou-o numa arma. Perante esta alteração de paradigma, Abílio Almeida propõe-nos uma reflexão sobre os aspectos psicológicos e emocionais do riso, mas também sobre os diferentes papéis do riso na sociedade actual. Terá o riso caído na banalização? Será o riso hoje algo mecanizado e produto de determinados géneros mediáticos? Ficam as questões.
 
Uma raridade em Portugal, a História do Riso chega à rede livreira nacional no próximo dia 25 de Outubro, numa edição Guerra e Paz prefaciada pelos professores Helena Sousa e Manuel Pinto, que orientaram a tese de Abílio Almeida na Universidade do Minho. 
 
Abílio Almeida
Não-Ficção / História
200 páginas · 15x23 · 16€
Nas livrarias a 25 de Outubro 

RUAS EÇA DE QUEIRÓS E ANTERO DE QUENTAL, EM PÊRA, SOFREM CORTE DE TRÂNSITO NA TARDE DE HOJE

 
O Município de Silves informa que as ruas Eça de Queirós e Antero de Quental, em Pêra, estarão encerradas à circulação automóvel hoje, dia 19 de outubro, entre as 13h00 e as 17h00, na sequência de betonagem em obra particular. Como alternativa, os automobilistas deverão utilizar a rua Camilo Castelo Branco e o largo 25 de Abril.

A autarquia pede a atenção dos automobilistas e residentes para esta situação e agradece a compreensão e colaboração de todos.

Escolas de Estarreja galardoadas com a Bandeira Verde Eco-Escola

 
No Dia das Bandeiras Verdes Eco-Escolas 2022, celebrado no passado dia 12, no Pavilhão Municipal de Valongo, todas as Escolas de Estarreja foram distinguidas com a Bandeira Verde Eco Escolas, pela Associação Bandeira Azul da Europa (ABAE), símbolo do compromisso que as Escolas têm vindo a consolidar em prol da educação para o desenvolvimento sustentável. Esta distinção confirma assim o mérito do trabalho que tem sido desenvolvido nas Escolas para salvar o planeta com ações, projetos, atitudes e comportamentos.
 
Considerado o maior, a nível nacional, na área da educação ambiental, este evento reconheceu ainda o Agrupamento de Escolas de Estarreja, como Eco-Agrupamento. Foi atribuída uma menção honrosa no projeto “O Mar Começa Aqui”, pela participação da Escola Secundária de Estarreja e da Escola EB 2,3 Prof. Dr. Egas Moniz, de Avanca, que visa educar para a preservação dos ecossistemas, da biodiversidade e da qualidade da água, tendo como base a pintura em torno de sarjetas, com o objetivo de sensibilizar para o facto de que deposição de resíduos no chão ou nas sargetas, fará com que as águas pluviais arrastem com elas vários tipos de resíduos que culminarão no mar. De salientar ainda que a Escola EB1 da Congosta foi galardoada com o 1.º prémio a nível nacional pela participação no projeto “O Ar Que Eu Respiro”. Já a Escola Básica Padre Donaciano Abreu Freire recebeu uma Menção Honrosa com a participação no projeto “A Biodiversidade na Minha Escola”.
 

À Câmara Municipal de Estarreja foi atribuído o certificado “Município Parceiro Eco-escolas 2022”, como reconhecimento do seu empenho em tornar mais sustentável o dia-a-dia da Escola e da comunidade escolar.
 
João Alegria, vereador da Educação, reconhece que a atribuição do Galardão a todas as Escolas do Município, que tem acontecido consecutivamente há sete anos letivos, é “o reconhecimento do trabalho dedicado e comprometido com os objetivos da educação para a sustentabilidade das comunidades escolares. Os clubes Eco-Escolas, coordenados por um docente em cada Escola, materializados nos Conselhos Eco-Escolas, com a envolvência de alunos, pais, docentes, não docentes e Autarquia, desenvolvem um conjunto de ações práticas das diversas áreas da vida ambiental. E são sobretudo os alunos que monitorizam essas ações e desafiam os outros colegas e os adultos, também em casa, a adotar comportamentos sustentáveis e amigos do ambiente.”  Acrescenta ainda que “este prémio é também um incentivo para o trabalho que já se está a desenvolver neste ano letivo continue, com todo o entusiasmo e empenho, a contribuir para a melhoria da qualidade de vida da nossa população e de um Planeta sustentável.” 
 
O ECO-ESCOLAS é um programa internacional da “Foundation for Environmental Education” pretende encorajar o desenvolvimento de atividades, visando a melhoria do desempenho ambiental das escolas, contribuindo para a alteração de comportamentos e do impacto das preocupações ambientais nas diferentes gerações, reconhecendo e premiando o trabalho por elas desenvolvido. Visa, ainda, criar hábitos de participação e de cidadania, tendo como objetivo principal encontrar soluções que permitam melhorar a qualidade de vida na escola e na comunidade. A sua metodologia, inspirada nos princípios da Agenda 21 local (com origem na conferência da ONU ECO 92) , é descrita em 7 passos que visam garantir a participação das crianças e jovens na tomada de decisões, envolvendo-os assim na construção de uma escola e de uma comunidade mais sustentáveis.

Desporto Escolar sobre rodas Kits de bicicletas nas escolas impulsionados pela parceria IPDJ e DGE

 Sessão pública regional em Aveiro conta com a presença do Secretário de Estado da Juventude e Desporto, João Paulo Correia

O Secretário de Estado da Juventude e Desporto, João Paulo Correia, vai estar presente esta sexta-feira, dia 21 de outubro, pelas 14:30 horas, na Escola Básica e Secundária Dr. Jaime Magalhães Lima, Esgueira, Aveiro, para a sessão pública regional de entrega dos kits de bicicletas do projeto «Desporto Escolar sobre rodas».

Este projeto é impulsionado pelo Instituto Português do Desporto e Juventude, em parceria com a Direção-Geral de Educação e com o apoio do Plano de Recuperação e Resiliência, num investimento de cerca de 2,8 milhões de euros.

Cada escola vai receber cerca de 20 bicicletas e respetivos capacetes, de composição adaptável às diferentes idades. Até ao final de 2024, cerca de 17.800 bicicletas e respetivos capacetes vão estar disponíveis em 863 estabelecimentos de ensino com o 2º ciclo de ensino básico. Na região Centro serão abrangidos 177 estabelecimentos de ensino com 3.590 bicicletas e capacetes.

O “Desporto Escolar sobre Rodas” surgiu em 2019 para dar resposta aos contributos do Desporto e da Educação para a Estratégia Nacional para a Mobilidade Ativa Ciclável 2020-2030 (ENMAC). Esta estratégia assenta na urgente necessidade de mudança de comportamentos da população escolar para a mobilidade sustentável e responsável, nomeadamente, garantindo que todas as crianças possam, na sua escola, aprender a pedalar em segurança, potenciando esta forma de mobilidade ativa e suave, bem como promovendo uma cidadania rodoviária no uso partilhado e responsável do espaço público (mais informações podem ser consultadas aqui).

Dotar as escolas com o 2.º ciclo do ensino básico com material velocipédico (desde 2022 até 2024) é alargar o Desporto Escolar fomentando a mobilidade ativa, desde as idades mais jovens, como meio de promoção do sucesso dos alunos e de estilos de vida mais saudáveis, objetivo do Sistema Universal de Apoio à Vida Ativa (PRR/C01 i09 – SUAVA).

O SUAVA, da responsabilidade do Instituto Português do Desporto e Juventude, visa contribuir para a resiliência dos cidadãos, promovendo o bem-estar físico e emocional através do aumento da atividade física no País.

Iniciativa “Viseu Dão Lafões Pé ante Pé” levou mais de 1500 pessoas a conhecer os melhores trilhos da região

 
Campanha, inserida na estratégia de Walking & Cycling para promoção e valorização do território, decorreu entre 29 de maio e 8 de outubro e foi composta por 14 caminhadas, em todos os municípios de Viseu Dão Lafões. 
 
Mais de 1500 participantes descobriram, nos meses de verão, os percursos pedestres da região Viseu Dão Lafões, transformando a primeira edição da iniciativa “Viseu Dão Lafões Pé ante Pé” num sucesso que superou as melhores expetativas. 
 
A campanha, recorde-se, teve o seu arranque a 29 de maio, na Reserva Botânica do Cambarinho, em Vouzela. Essa foi a primeira de 14 etapas, que decorreram em cada um dos 14 municípios que integram a Comunidade Intermunicipal (CIM) Viseu Dão Lafões, promotora desta iniciativa. A última etapa aconteceu a 8 de outubro, em Vila Nova de Paiva.  

Desenvolvida em estreita colaboração com os municípios, a “Viseu Dão Lafões Pé ante Pé” nasceu com o objetivo de ativar a Rede de Percursos Pedestres de Viseu Dão Lafões. As 14 caminhadas apresentaram níveis de dificuldade fácil e médio, com um enquadramento cénico que presenteou os participantes com os melhores argumentos naturais da região. 
 
Durante os pouco mais de quatro meses que durou a primeira edição da iniciativa, os amantes do turismo de natureza tiveram a oportunidade de descobrir as grandes mais-valias de Viseu Dão Lafões, ficando a conhecer alguns dos melhores percursos e locais de interesse, não apenas na área do turismo ativo, como também no património natural, cultural e histórico, sem esquecer o enoturismo, a gastronomia e o bem-estar. Todos os caminhantes receberam um kit de participante, que incluía uma t-shirt alusiva à atividade. 
 
A iniciativa “Viseu Dão Lafões Pé ante Pé” é um dos elementos de um projeto mais vasto, que visa a implementação de percursos pedestres, centros BTT e centro de trail em toda a região, num investimento superior a 500.000 euros. Com este investimento, a CIM promoveu intervenções de qualificação e sinalização de um vasto conjunto de percursos pedestres e cicláveis por todo o território, contribuindo para a sua valorização, ao melhorar as suas condições de acesso e utilização. 
 
“Esta iniciativa é mais um dos eventos enquadrados na estratégia de Walking & Cycling que estamos a implementar na CIM Viseu Dão Lafões. Queremos que este território seja a escolha natural para quem procura os melhores trilhos pedestres e percursos de bicicleta no país. Estamos a trabalhar afincadamente nesse sentido. A região tem fortes argumentos para que assim seja, em todos os seus 14 municípios. Quero deixar um agradecimento a todos os que participaram nesta primeira edição ajudando a transforma-la num sucesso”, sublinha Fernando Ruas, presidente da CIM Viseu Dão Lafões.  
 
Para Nuno Martinho, Secretário Executivo da CIM, “as mais de mil e quinhentas pessoas que participaram nas 14 caminhadas tiveram a oportunidade de comprovar as condições privilegiadas que este território oferece aos adeptos do turismo ativo e de natureza. A Ecopista do Dão, internacionalmente conhecida, e a futura Ecopista do Vouga são apenas dois exemplos do muito que há para conhecer nesta região. São 1700 quilómetros de percursos pedestres, de circuitos de BTT e de trail que estão disponíveis para todos os que deles querem usufruir, que queremos que sejam uma fonte cada vez mais importante de atração turística e de dinamização do território”.