quarta-feira, 14 de dezembro de 2022
Cerimónia de entrega do Prémio CNS | 5ª Edição
AVEIRO EM TERCEIRO LUGAR NOS EUROPEAN CAPITAL OF INNOVATION AWARDS 2022
O Conselho Europeu da Inovação (CEI) premeou Aveiro com terceiro lugar como Cidade Europeia Inovadora em Ascensão. Este reconhecimento a Aveiro foi atribuído no âmbito dos European Capital of Innovation Awards, conhecidos como Capital Awards, que decorreu no âmbito da Cimeira do Conselho Europeu da Inovação 2022, nos dias 7 e 8 de dezembro, em Bruxelas e qiue contou com a presença do Vereador da Câmara Municipal de Aveiro (CMA), João Machado.
Este prémio da União Europeia, apoiado pelo Conselho Europeu de Inovação no âmbito do programa Horizon Europe, reconhece o papel que as cidades desempenham na formação do ecossistema de inovação local e na promoção da inovação, identificando cidades que interligam o público, o meio académico, as empresas e o sector público para traduzir com sucesso os resultados numa melhoria do bem-estar da sociedade, ao mesmo tempo que impulsionam a inovação.
Para Ribau Esteves, Presidente da CMA, “com este reconhecimento, Aveiro vê reforçada a importância do trabalho que está a ser desenvolvido no âmbito da iniciativa Aveiro Tech City, que tem como principais objetivos a aposta na formação dos nossos jovens através da educação STEAM, a criação de um Living Lab de apoio a Centros de ID e a startups e por último, o apoio à transformação digital de serviços e da cidade, de modo a criar mais e melhores serviços para os nossos residentes e visitantes”, disse.
Aveiro concorreu ao prémio através da iniciativa Aveiro Tech City, liderada pela CMA, em parceria com vários parceiros que inclui a Universidade de Aveiro, a Altice Labs ou o Instituto de Telecomunicações, entre outros. O Aveiro Tech City integra mais de 20 atividades distintas, com especial destaque para o trabalho desenvolvido na área da Educação STEAM, do Aveiro Tech City Living Lab ou no apoio à transformação digital do município.
Após um cuidadoso processo de seleção, o CEI atribuiu os seguintes prémios:
The European Capital of Innovation
– 1º Lugar: Métropole Aix-Marseille Provence (França);
– 2º Lugar: Espoo (Finlândia);
– 3º Lugar: Valência (Espanha).
The European Rising Innovative City (para cidades entre 50 e 250 mil habitantes)
– 1º Lugar Haarlem (Países Baixos);
– 2º Lugar Mainz (Alemanha);
– 3º Lugar Aveiro (Portugal).
Esta cimeira anual tem por objetivo reunir inovadores, investigadores, empresários, investidores de todo o ecossistema europeu de inovação para debater e moldar o futuro da política europeia de inovação, tendo contado com a participação, entre outros, da Comissária Europeia para a Inovação, Investigação, Cultura, Educação e Juventude – Mariya Gabriel.
Em conclusão a Comissária Mariya Gabriel sublinhou que “as cidades finalistas da iCapital são catalisadores de ecossistemas de inovação florescentes em toda a Europa. Estou impressionada ao ver que as cidades são o espaço para a inovação, testando várias abordagens, serviços e produtos para um futuro urbano melhor, mais sustentável e digital".
Cantanhede | Empreitada adjudicada por 38,4 mil euros. Parque Urbano de São Mateus vai ter circuito de fitness
A Câmara Municipal adjudicou esta quarta-feira, 14 de dezembro, a “Construção do circuito de manutenção no Parque Urbano da Quinta de São Mateus”, empreitada que de acordo com o caderno de encargos ascende a 38.411,79 euros.
Com um prazo de execução de 90 dias seguidos, a empreitada foi adjudicada à empresa Predigandaresa - Sociedade de Construções, Lda e visa a construção de um circuito de manutenção de fitness no Parque Urbano da Quinta de São Mateus.
Frequentado diariamente por inúmeros utilizadores para a prática e manutenção do exercício físico, que fazem deste lugar um espaço de “ginásio” ao ar livre em comunhão com a natureza, este parque de lazer vai contar com 12 equipamentos de fitness de fácil utilização e segurança.
A escolha e distribuição dos aparelhos - individuais, multifuncionais e inclusivos, com um destinado a portadores de deficiência motora -, passa pela colocação organizada pelo tipo de exercício a praticar pelo utilizador, dentro de um circuito de 800 metros aproximadamente, devidamente planeado e junto aos percursos existentes.
Ainda de acordo com o caderno de encargos, “a fixação de todos os equipamentos será feita através de buchas metálicas a maciços de betão (…) e o revestimento do pavimento a aplicar em todos os aparelhos será em poliuretano alifático de altos sólidos para pavimento, na cor verde, travado por uma caixa construída em lancil guia”.
Para a presidente da Câmara Municipal de Cantanhede, Helena Teodósio, “é importante proporcionar à população espaços e equipamentos que promovam hábitos de vida saudáveis”.
A autarca, que esteve acompanhada do vereador do Desporto, Adérito Machado, e do presidente da União de Freguesias de Cantanhede e Pocariça, Nuno Caldeira, na sessão de adjudicação da empreitada, destacou a importância de Cantanhede ter “espaços de livre acesso para a prática de exercício físico”.
“Se queremos que a nossa cidade tenha um selo de qualidade de vida, é fundamental proporcionar aos munícipes condições para que tenham hábitos saudáveis em espaços de fruição e contacto com a natureza”, complementou.
O Município de Proença-a-Nova deseja-lhe Boas Festas
Bloco questiona Governo sobre combate à erosão costeira na Figueira da Foz
Assunto: Combate à Erosão Costeira na Figueira da Foz
Destinatário: Ministro do Ambiente e da Ação Climática
Exmo. Senhor Presidente da Assembleia da República
A vulnerabilidade do sistema de proteção costeiro português tem vindo a ser evidenciada a cada ano que passa. A Figueira da Foz possui o maior areal urbano da Europa, 110 hectares localizados entre o molhe norte do porto comercial e a vila piscatória de Buarcos, o que contrasta com o desaparecimento dos areais das praias a sul, nomeadamente Cabedelo, Gala e Costa de Lavos, provocado pela erosão costeira. Este é um problema que se arrasta há anos, agravando-se a cada dia que passa - a urgência de uma solução é cada vez maior. O movimento cívico SOS Cabedelo defende, desde 2011, que a resposta passa pela implementação de um bypass, um sistema fixo de transposição contínua de areias do norte da foz do Mondego para as praias a sul. Em 2017, a Assembleia da República aprovou uma resolução (64/2017) que recomendava ao Governo que tomasse, com carácter de urgência, medidas no âmbito da proteção da orla costeira e da segurança de pessoas e bens, onde se incluía o bypass, mas apesar de aprovada a proposta não foi concretizada. Em agosto de 2021, o bypass foi mais uma vez reconhecido como a solução necessária para os problemas da foz do Mondego, por um estudo encomendado pela Agência Portuguesa de Ambiente. Segundo este estudo, esta é a solução que apresenta melhores resultados num horizonte temporal a 30 anos. Neste seguimento, o então ministro do Ambiente e Ação Climática, Matos Fernandes, assumiu que esta seria a única solução viável para o problema em causa. A implementação do sistema de bypass chegou a estar prevista para 2024, constituindo um investimento de 18 milhões de euros, com um custo total, a 30 anos, que inclui o funcionamento e manutenção, de cerca de 60 milhões de euros, movimentando um milhão de metros cúbicos de areia por ano. Assim como uma intervenção intermédia de introdução de um big shot de areia nas praias do sul, constituído por 3,2 milhões de metros cúbicos de areia, correspondente a um investimento de cerca de 20 milhões de euros. Porém, recentemente, a APA, numa sessão de esclarecimento promovida na Figueira da Foz a 15 de novembro, informou do adiamento do big shot de areia, para 2025, e do bypass, que passa a estar previsto apenas para 2030. Entretanto, a urgência de uma solução é cada vez maior, com o mar a furar as dunas, ficando a poucos metros de ruas e habitações, e com a transferência pontual de areias a demonstrar-se claramente insuficiente. Com o inverno mais uma vez a chegar, crescem os receios de que os avanços das ondas coloquem em causa a segurança de pessoas e bens. Atendendo ao exposto, e ao abrigo das disposições constitucionais e regimentais aplicáveis, o Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda vem por este meio dirigir ao Governo, através do Ministro do Ambiente e da Ação Climática, as seguintes perguntas:
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Assembleia da República, 13 de dezembro de 2022
O deputado,
Pedro Filipe Soares
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